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terça-feira, 19 de novembro de 2013

Aluno da PM que teria sofrido trote em curso de formação tem morte cerebral

Vítima de insolação em curso para UPP, jovem teve queimaduras nas mãos e nádegas. Oficiais foram afastados
 
O aluno Paulo Aparecido Santos de Lima, de 27 anos, do curso de formação de policiais para atuar nas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), teve morte cerebral atestada por uma equipe médica do Hospital Central da Polícia Militar na noite desta segunda-feira, de acordo com a PM. Ele teria sido vítima de um suposto trote durante o curso.
 
Ele continua no CTI e respira com ajuda de aparelhos. Paulo foi internado há uma semana em estado grave com queimaduras nas mãos e nádegas, além de insolação aguda. Os quatro oficiais responsáveis pela turma foram substituídos, de acordo com a PM. Um Inquérito Policial Militar (IPM) foi instaurado para apurar o caso. Se comprovado excesso os oficiais serão responsabilizados.

Pelo menos outros 10 colegas teriam passado mal durante os exercícios forçados. Segundo denúncias em redes sociais, o aspirante da 5ª Companhia Alfa teria sido obrigado por quatro oficiais a se sentar por certo tempo no asfalto, apoiado pelas mãos, por volta do meio-dia, quando a sensação térmica era de 48º C. Outros colegas dele sofreram choques térmicos, pois os oficiais teriam jogado água gelada neles, mesmo suados, sob o sol forte.

“Só Deus sabe o que minha família está sofrendo. O sonho dele era entrar para PM e, graças a uma atitude de escravidão, falta de humanidade, o sonho dele está no CTI”, desabafou uma parente pela internet, que se identificou como Crislaine.

O trote teria se prolongado. Os oficiais teriam dado cinco minutos para 505 alunos beberem água em seis bicas e almoçar, o que levou parte da turma a passar mal. Uma dezena dos soldados, então, teria sido obrigada a ficar sentada no asfalto e fazer flexões. O presidente da Associação dos Cabos e Soldados da PM do Rio, Wanderley Ribeiro, classificou o episódio como ‘atos de tortura’.

“Vamos pedir explicações e detalhes dessa covardia por escrito e denunciar o caso ao Ministério Público e à Anistia Internacional”, adiantou Ribeiro. “Como formam policiais para lidar com comunidades como cães? E isso é recorrente”, afirmou.

Em nota, a PM alegou que ‘o aluno sofreu mal súbito enquanto estava em forma, junto com 490 alunos devido à alta temperatura’. “Seu quadro é estável, mas respira com auxílio de aparelhos. Os oficiais responsáveis pela turma foram substituídos. Um inquérito foi instaurado para apurar o caso”, diz o texto.

Fonte: O Dia

NOTA DO BLOG: O fato narrado na matéria acima serve para mostrar à sociedade porque a grande massa trabalhadora que compõe as Polícias Militares no Brasil, ou seja, os praças, são em sua grande maioria, se não em sua totalidade, favoráveis à desmilitarização das PMs. Não se trata de querer liberdade para partir para a indisciplina, para quebrar a hierarquia, ou coisa desse tipo, mesmo porque hierarquia e disciplina existe em qualquer organização, pública ou privada. Trata-se sim de um desejo enorme e cada vez mais forte de fazer parte de uma instituição humanizada, que veja os seus integrantes como homens e mulheres, trabalhadores que tem deveres mas que também possuem direitos, e que sejam respeitados da mesma forma como lhes exigem que respeitem os demais cidadãos. Trata-se de querer uma instituição que forme os seus profissionais para cumprirem a sua missão constitucional, enfatizando nesta formação aquilo que é realmente necessário e essencial para o exercício da atividade policial. Trata-se de querer fazer parte de uma instituição que respeite os direitos do cidadão, a começar pelos dos seus próprios servidores, e que tenha o respeito e reconhecimento da sociedade. Não há outra forma de nominar o que foi feito com o aluno Paulo Aparecido, vítima de maus tratos sem qualquer razão. Não é possível que a sociedade e as autoridades admitam que vivendo o momento que vivemos nos dias atuais, coisas desse tipo, abusos como esse, aconteçam dentro dos quartéis ou de qualquer lugar. Fica a nossa indignação e a nossa solidariedade à família do jovem que teve seu sonho transformado em pesadelo, culminando com sua própria morte.

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