segunda-feira, 5 de março de 2018

Cabo Lotin: Militar pensador - Segurança Pública no Rio de Janeiro


Como ele não é policial, o definirei como sendo um MILITAR PENSADOR (sim, existem guardas municipais, policiais civis, federais e rodoviários federais pensadores, militares pensadores e policiais e bombeiros militares pensadores).

Há décadas policiais pensadores (de todas as instituições) e estudiosos do tema segurança pública afirmam que o enfrentamento e a reação belicista (militar ou civil) nunca foi, não é, e nunca será a solução para o controle da criminalidade e da violência. Como muito bem frisou o militar pensador (Gen. Richard), “AS CAUSAS SERÃO RESOLVIDAS NOS PLANOS ECONÔMICO, SOCIAL E POLÍTICO”. Precisa desenhar?

Não obstante os alertas destes atores, os quais se sustentam no conhecimento científico e empírico, ambos fundamentais para entender a dinâmica do problema público da (in) segurança pública no Brasil, nossas autoridades políticas formadas majoritariamente por cleptocratas e plutocratas, que há séculos fazem da nação seu parque de diversões e de enriquecimento, ignoraram os avisos, e resultado está aí.

Como se não bastasse apenas ignorar os alertas, nossa plutocleptocracia idealizou um modelo de segurança pública que tem como finalidade precípua controlar a massa e proteger o Estado (eles), e, neste contexto, nos joga (policiais) todos os dias para o enfrentamento puro e simples, e isso tem gerado a morte de milhares de pessoas, dentre elas centenas de policiais.

Por fim, para além do erro grotesco (mas com finalidade certa e historicamente pré-estabelecida) da política de enfrentamento e controle, delineado pela casa grande e realizada por nós, contra os nossos; é preciso dizer que mesmo nesta política que segrega e impõe a ordem (deles) estamos falhando, e isso ocorre tendo em vista que, não bastasse o abandono da população, eles também abandonam as polícias e os policiais, vide nossas condições de trabalho, nossos salários, o desrespeito, a falta de estrutura mínima (gasolina, viaturas, armamento, coletes, etc).

PS. Quando me refiro à nossa plutocleptocracia, significa NOSSA MESMO, afinal somos nós que os colocamos lá, perpetuando-os no poder e os deixando se locupletarem com o dinheiro público. Aliás, muitos de nós, inclusive, levam algumas migalhas, basta agradar o rei e pronto, rola um farelinho, uma quirerinha, e isso pode vir das mais diferentes formas, desde dinheiro, passando por outras modalidades de troca e até um simples tapinha nas costas.

Elisandro Lotin de Souza, presidente da Anaspra

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