Militares lotaram o Instituto Histórico e Geográfico
Policiais e bombeiros militares decidiram esta tarde em assembleia geral realizada no Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe pelo retorno do movimento Tolerância Zero. A decisão foi tomada em consequência do descaso demonstrado pelo governo em relação às reivindicações feitas pela categoria.
Segundo o presidente da Asprase, sargento Anderson Araújo, diante da ameaça de não participação dos militares nas escalas extras durante os festejos juninos, o governo do Estado mais uma vez pediu um voto de confiança à categoria e através do Comando da PM foi criada uma comissão formada por representantes de associações e da PMSE, que teriam como objetivo elaborar as propostas da categoria e apresentá-las ao governo para encaminhamento à Assembleia Legislativa.
O trabalho da comissão foi feito e entregue ao Comandante Geral da PMSE, coronel Aelson Resende. Desde então o que se sabe é que as propostas já teriam passado pela Secretaria da Segurança Pública e atualmente estariam nas mãos do Secretário da Casa Civil, Jorge Alberto, mas nenhuma informação oficial foi passada às associações. Diante da situação, a categoria resolveu retomar a mobilização, chegando a ser cogitado o boicote ao desfile cívico de 7 de setembro.
No entanto, durante a assembleia geral, a categoria deliberou pelo retorno do Tolerância Zero com outras ações, descartando o boicote ao desfile cívico em respeito à sociedade que todos os anos prestigia o evento. Entre as ações definidas pelos militares estarão a doação voluntária de sangue, o "dia sem quentinha", que consistirá na doação das quentinhas recebidas pelos militares a pessoas carentes, a realização de um ato em frente à Assembleia Legislativa com um bolo alusivo aos quase 18 anos sem promoções de vários soldados da Polícia Militar, e a realização de uma caminhada pelas ruas de Aracaju. A realização dos atos seguirá um cronograma que será apresentado pelas associações.
Representantes de várias associações afirmam que continuam abertos ao diálogo com o governo e esperam que as conversas sejam retomadas para acabar com o impasse. Caso isso não ocorra, a categoria deliberará em uma nova assembleia quais serão os passos futuros do movimento.
Na assembleia geral desta tarde a Asprase foi representada pelo presidente da entidade, sargento Araújo, e pelo diretor de comunicação, sargento Carlos, que acompanharam toda a reunião.
Sargentos Carlos e Araújo ao lado do agente penitenciário Marcelo Soares da ASSIPES
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