O deputado federal Mendonça Prado (DEM) protocolou duas proposituras no primeiro dia de atividades de 2012 no Congresso Nacional. A primeira foi um requerimento de nº 4156/12para envio de uma Moção de pesar aos familiares do ex-governador de Sergipe, Seixas Dória.
“Perdemos um dos filhos mais ilustres de Sergipe. O seu falecimento abre uma lacuna muito grande na vida política sergipana e impõe a todos nós uma grande consternação”, lamentou Mendonça.
A segunda propositura é um Projeto de Lei que pede anistia aos policiais e bombeiros militares do Estado de Sergipe, que participaram de movimentos reivindicatórios nos últimos dias.
Para o parlamentar sergipano, é imprescindível que se reestruture a segurança pública, a fim de evitar momentos os quais estamos vivenciando em Sergipe. “É necessários e aprovar uma lei de organização com o estabelecimento da carga horária e demais formalidades para o exercício da profissão”, ressaltou Prado.
Mendonça disse ainda que não se pode punir um militar, apenas porque ele reivindica do governante um uniforme para suas atividades, quando a norma legal determina que o governo faça a entrega de três uniformes por ano, a cada militar, e há mais de 03 anos o governo não entrega nenhum.
“Não se pode punir o militar porque ele solicita a realização de concurso público visando o aumento do efetivo, quando constata que o número atual não preenche as lacunas e deixam vulneráveis os dois milhões de habitantes do Estado. Não se pode punir os militares que solicitam do governante as promoções previstas em lei, e que por falta de planejamento e por gestão ineficiente essas ascensões, também previstas em lei, não acontecem. Não se pode punir militares quando eles reivindicam o fim do desvio de função, enquanto que o governo mantém centenas de integrantes da polícia afastados da atividade fim”, alertou Mendonça.
Mendonça Prado disse também que a questão não se resolve com punições e sim com diálogo franco entre os gestores e a tropa. Dessa maneira, Mendonça sugeriu que o governador Marcelo Déda se reúna com as principais lideranças da polícia e com o comando na tentativa de se chegar a um denominador comum.
“Qualquer tipo de pena só servirá para acirrar os ânimos e aumentar a sensação de insegurança que tomou o Estado de Sergipe. Torço para que o governador Marcelo Déda seja sensível e resolva esse assunto da melhor maneira possível, com harmonia e sem perseguições. O Estado e a população precisam de segurança pública de qualidade”, finalizou.
Fonte: Faxaju
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