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sexta-feira, 8 de junho de 2012

Redes sociais ajudam o trabalho da polícia

O estudante E.L., 16, postou fotos dele na rede social segurando um revólver da marca Taurus, calibre 38. Com óculos escuro espelhado e colar tipo jamaicano, o menor aparece em várias poses com a arma. 

No depoimento à polícia, o rapaz deixa claro que a intenção era mesmo a de se mostrar. E.L. disse que comprou a arma e colocou as fotos no Face para se defender de garotos do bairro onde mora, o Jardim Santo Antonio, que o estariam ameaçando, e de outros estudantes da  escola Adair Guimarães Fogaça, no bairro Eldorado, onde ele estuda.

“Não há dúvida que essa ocorrência só chegou a nós por causa do Facebook”, disse o subcomandante do 17º Batalhão da PM, Pedro César Macera. O Copom recebeu denúncia anônima falando das fotos de E.L.. O setor responsável pelas redes sociais da polícia de Rio Preto fez a pesquisa e confirmou. A PM foi avisada e foi até a escola. A direção levou os policiais ao adolescente. Não havia nada com ele. Na casa do menor nada foi encontrado. Ele então contou aos policiais que arma estava embaixo de uma pedra, sob uma árvore, no final da rua Ignácio Paula Buzzini, no Santo Antonio. A polícia encontrou o revólver e E.L. foi entregue à irma com que mora depois de ela assinar termo de compromisso e responsabilidade.

Não é a primeira vez que as redes sociais são usadas pela polícia para combater crimes. Há cerca de 4 anos, uma denúncia anônima revelou que jovens programavam um racha de carro, em Rio Preto. As informações sobre horário e local estavam divulgadas no Orkut. Policiais foram enviados para o local marcado e racha acabou não acontecendo.

Na internet é comum encontrar notícias de casos solucionados pela polícia com a ajuda das redes sociais.

Em Grajaú (MA) a polícia prendeu um suspeito de estupro, na quinta-feira, depois de uma jovem ter colocado na página dela do Facebook relato de estupros que vinham acontecendo. A denúncia da jovem ganhou peso e ganhou repercussão em toda a cidade. Com informações, a polícia chegou ao acusado, que foi reconhecido por vítimas.

No final do mês, a polícia prendeu quatro traficantes, com 5 mil papelotes de crack em Teresina (PI).
Um dos traficantes já era investigado e, por meio de “conversas estranhas” divulgadas no Face dele, os policiais chegaram ao grupo.

Mas o caso mais notório foi a prisão do traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem, chefe do tráfico da favela da Rocinha no Rio e da mulher dele, Danubia de Souza Rangel.

Ela postou fotos do casal no Facebook “desfrutando a vida” numa praia. Era comum Danubia ostentar a riqueza por meio de imagens postadas na internet. A polícia conseguiu identificar a praia onde o casal estava e prendeu os dois.
 
As redes sociais também são usadas para ajudar. Em novembro do ano passado, uma mulher encontrou uma carteira e ligou para a Polícia Militar de Rio Preto, que usou o Facebook para localizar o dono da carteira, onde estavam R$ 190, além de documentos e cartões de crédito.
A polícia pediu para a mulher dizer o nome completo que constava no documento e logo iniciou uma busca bem-sucedida na rede social e o dono recebeu a carteira de volta.

Não é a primeira vez que o adolescente E.L., detido pela polícia com uma arma, se envolve em ações ilícitas. Um boletim de ocorrência registrado no dia 19 de maio relata que ele, acompanhado por duas pessoas, correram quando viram policiais se aproximando. Era 7h20 de um sábado e os três estavam no Estação Rodoviário de Rio Preto.

A polícia conseguiu deter E.L. e com ele encontrou R$ 77. Em busca pelo local, também foram encontradas 27 pedras de crack prontas para a venda. Na ocasião, o adolescente disse à polícia que só duas pedras eram dele e que não sabia a quem pertencia o resto da droga. No Facebook do jovem, em várias fotos postadas ele aparece segurando litros de bebidas destiladas sugerindo o consumo.

10 dicas par a ficar protegido nas redes sociais

  • Cuidado ao publicar seus dados na rede social. Alguns dos criminosos utilizam o recurso de lembrete de senhas que fazem perguntas sobre preferências e fatos da vida do usuário. Datas de aniversário, nome de parentes e animais pode fornecer dados importantes sobre senhas e lembretes.

  • Aprenda tudo o que puder sobre a rede social. Parece chato, mas você deve entender a rede social e suas políticas de privacidade, por exemplo. Assim, se você se sentir ofendido e ameaçado em alguma ocasião, poderá acionar o site com embasamento em suas próprias regras.

  • Não aceite qualquer pessoa como amigo. Uma rede social não deveria ser uma corrida por popularidade, mas geralmente é. Isso faz com que as pessoas saiam adicionando pessoas estranhas sem critérios. Algumas delas podem ser criminosas, esperando por alguém que queria acessar as informações do seu perfil.

  • Evite publicar seu e-mail pessoal. Desconsidere a possibilidade de inserir o seu e-mail na página de perfil do site. Você pode virar alvo de spam, pragas como malware e até ameaças escritas, também conhecidas como cyberbullying.

  • Cuidado com o que você coloca na rede. Fotos e mensagens podem ser apagadas, mas isso não significa que elas vão desaparecer da rede. Sempre haverá alguém para salvar a tela e publicar em outro lugar.

  • Tente não utilizar redes sociais no serviço. Se você usa um computador compartilhado, há risco de outros usuários acessarem suas informações. Principalmente se todos compartilham a mesma senha de rede. Sem contar com as acusações de improdutividade.

  • Muito cuidado ao clicar em links recebidos de amigos e desconhecidos. Alguns deles podem ser falsos e levá-lo para páginas contaminadas com malware e outras pragas virtuais.

  • Não acredite em todas as mensagens que você recebe. Muitos criminosos podem usar contas invadidas para enviar mensagens, como ajuda financeira ou marcar encontros. Procure sempre confirmar por telefone antes de responder a um pedido desses.

  • Evite colocar mensagens sobre o seu dia-a-dia, sobre viagens, fotos de bens, joias e informações sobre seus filhos. Tudo isso serve para abastecer os bandidos e facilitar o crime. Se um criminoso souber que todo dia você sai para ir a academia no mesmo horário, por exemplo, ou que você vai viajar durante uma semana, tudo isso será útil para alguém mal-intencionado.

  • Cuidado com os aplicativos. Eles podem ser divertidos, mas podem ser utilizados por criminosos para roubar suas informações. Sempre pesquise sobre eles antes de liberá-los em sua conta.

Fonte: Diário de SP/Amigos da Caserna/Blog da Renata

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