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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Comandante Geral da Polícia Militar de São Paulo quer tirar 7 mil policiais do administrativo até o fim do ano

Depois de muitas críticas e denúncias contra os abusos cometidos pela corporação, o comandante geral da Polícia Militar de São Paulo, prometeu reformas. As alterações na estrutura da PM seriam elaboradas em parceria com a reitoria da USP. A idéia, segundo ele, é que PM atue mais na proteção do cidadão do que no controle social. Para isso, novas metodologias de formação seriam implementadas ainda esse ano. O pacote de medidas foi levado ao colégio de líderes da Assembleia Legislativa de São Paulo ontem à tarde. Segundo o comandante, as mudanças foram aprovadas pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Entre as medidas, estariam: a descentralização da corregedoria da instituição, com a criação de oito postos de atendimento em todo o estado; e a recondução de 7 mil policiais administrativos para as ruas até o final deste ano. Depois do encontro reservado com os líderes da Assembléia, Roberval participou da Audiência Pública que reuniu cerca de 300 pessoas no auditório principal da Alesp em desagravo as afirmações do promotor público federal Matheus Baraldi de que as tropas estão fora de controle, o que justificaria o pedido de afastamento do comandante.
- Nós não desejamos o erro, nós não desejamos a violência, a truculência. Mas não podemos esquecer que a polícia combate o crime e o criminoso não tem intenção de se render facilmente – disse da tribuna da assembléia. Ele também defendeu mudanças na legislação – A polícia precisa de melhores leis. Precisa de mais garantias para o exercício profissional – pontuou.
Críticos da violência policial

O coronel Jairo Paes de Lira, ex-deputado federal, ex-comandante metropolitano da PM em São Paulo e candidato a vereador pelo DEM na capital, afirmou ontem, durante ato de desagravo à PM na Assembléia Legislativa, que as pessoas e entidades que defendem os cidadãos das arbitrariedades e violências cometidas pela Polícia Militar no estado fazem “parte de facções criminosas”.

Ele se referia especificamente aos presentes à audiência pública contra o extermínio de jovens, realizada no dia último dia 26 na sede do Ministério Público Federal (MPF), em São Paulo. Além de promotores e defensores públicos, participaram daquela audiência grupos de Defesa dos Direitos Humanos como a Pastoral Carcerária e o movimento Mães de Maio, que cobram o governo do estado pelos assassinatos, desaparecimentos e outras violências cometida pela PM, principalmente contra jovens da periferia. O ato de ontem na Assembléia, organizado por deputados que defendem a atuação da PM, reuniu políticos, policiais e pessoas convocadas pela própria PM para levar-lhe apoio.

A mobilização foi feita pelo comando da PM, que convocou os Conselhos Comunitários de Segurança (Consegs) e lotou o auditório principal da Assembléia. Representantes de vários bairros de São Paulo e de cidades da região metropolitana estiveram presentes. Itaquaquecetuba, por exemplo, levou um ônibus com 50 estudantes de escolas públicas. Algumas faixas de apoio à PM e 53 cruzes representando os policiais mortos esse ano no estado foram erguidas.

O ato serviu como “desabafo e desagravo” à audiência realizada na sede do MPF. Na ocasião, o promotor federal Matheus Baraldi afirmou que as tropas da polícia estavam fora controle, o que justificaria o afastamento do comando da instituição. Em função disso, o deputado Major Olímpio (PDT) entrou com duas representações contra o promotor.

A maioria dos que subiu à tribuna da Assembleia defendeu a polícia, tratou as mortes ocorridas nos últimos meses como falhas pontuais e criticou Baraldi. “Uma pessoa que desvaloriza a sua polícia, que luta do lado do crime, eu não entendo essa pessoa como uma pessoa do lado do bem. Eu só posso ver interesses escusos numa atitude dessa”, disse coronel Paulo Adriano Lopes Telhada, ex-comandante da Rota e candidato a vereador por São Paulo pelo PSDB.

Fonte: Blog da Renata/Correio do Brasil

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