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sexta-feira, 22 de julho de 2016

Jackson, a falta de segurança e a necessidade de eficiência e perfeição

Jackson Barreto. Arquivo Aspra

Se não ficar apenas na oratória, se partir, de fato, para soluções práticas – magoe o calo de quem magoar -, diga-se, o governador Jackson Barreto parece que voltou das férias disposto a arrumar a casa e exercer o poder que o eleitor lhe conferiu nas urnas em prol do próprio eleitor. Pelo visto, as férias lhe fizeram bem, e ele demonstra querer soluções práticas e rápidas para o problema que mais aterroriza o sergipano no momento: a insegurança oriunda das estatísticas alarmantes da criminalidade em Sergipe.

Demonstrando que não aceitará o conformismo com a desculpa de a legislação “explicar” a ação dos delinquentes, em boa hora, o governador cobrou ao secretário de Segurança Pública, o delegado João Batista, as devidas providências para frear a criminalidade.

Soa não interessar ao governador o argumento que a polícia prende, mas o delinquente logo está de volta nas ruas. Jackson falou no tom de quem quer solução. Atilado, entende que a polícia é paga para garantir a segurança, e não para dar desculpas – convincentes ou não – pelo fato de os bandidos estarem levando a melhor.

Ao dizer claramente que reconhece o trabalho da SSP, as prisões que estão sendo efetuadas, mas que quer “eficiência e precisão” da sua polícia, o governador sepulta pretextos para o caos – e dá o primeiro passo para recolocar a segurança nos trilhos.

Reconhecer que o seu governo carece de eficiência e precisão para combater a criminalidade é um ato de grandeza do governador, evidente. Atesta a sua insatisfação com o panorama. Sinaliza o desejo de provar a sociedade que tem plena ciência da sua responsabilidade de garantir a segurança. Deixa nas entrelinhas que sabe muito bem que uma polícia que prende muito, mas falha no policiamento ostensivo, não corresponde expectativas. Até porque não há prisão sem delito.

Todo este arcabouço de boas e imprescindíveis intenções de Jackson Barreto, no entanto, não passará de meras palavras de efeito jogadas ao vento se o governador não prover a estrutura necessária à SSP e se não chamar a responsabilidade ímpar para si e, enquanto governador do Estado, passar a acompanhar de perto se, de fato, seus auxiliares estão obedecendo às suas ordens.

Até porque, em havendo condições plenas de trabalho, a cúpula da SSP só não encontrará o caminho da “eficiência” e da “perfeição” cobrado pelo governador em duas situações: se não tiver aptidão para a missão ou se tiver o preparo exigido, mas fizer a opção por dar de ombros a preocupação que não é apenas do governador, mas de quem reside em Sergipe.

P.S. Aposto uma Heineken canela de pedreiro que ninguém terá a coragem de dizer ao governador que ele não deve dar opinião porque não entende de policiamento ostensivo, como aconteceu com o delegado Paulo Márcio. Dobro a aposta e duvido que tentem tirar o foco do problema, argumentando que o governador não pisa os pés na SSP, como aconteceu com o presidente da OAB, Henri Clay. Nada como o tempo. Cruel todo.

Joedson Telles
Universo Político

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