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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Atendimento précario na 3ª Delegacia Metropolitana

Denúncia é de parentes de vítima que procurou auxílio no local

Familiares de Carlos Eduardo demonstram revolta. Foto Portal Infonet

Familiares do atendente de loja, Carlos Eduardo de Oliveira Santos, 20, denunciam mau atendimento por parte da 3ª Delegacia Metropolitana, localizada na Avenida Visconde de Maracaju. De acordo com parentes, o fato aconteceu no início da noite desta quarta-feira, 19, quando Carlos Eduardo procurou auxílio no local, após ter sido assaltado por dois homens armados que o abordaram e levaram sua Shineray.

“Assim que eles saíram com a Shineray, entramos na delegacia e pedimos ajuda. Os dois policiais que estavam lá disseram que não poderiam fazer nada por que só estavam eles dois, e quando reclamamos, mandaram procurar o governador. O assalto tinha acabado de acontecer, e os ladrões chegaram a passar na porta da delegacia. Nós que saímos de carro atrás para tentar pegar, mas não deu em nada”, conta Carlos Roberto de Oliveira Santos, tio de Carlos Eduardo. “Se uma delegacia com uma estrutura daquelas não tem atendimento, não serve para nada”, indignou-se Neverton de Oliveira dos Santos, tio da vítima.

Indiganos, familiares de Carlos Eduardo disseram ter visto a viatura na porta da delegacia e ainda relataram que os policiais alegaram que a unidade não tinha telefone para contato. “Ele tinha acabado de comprar a Shineray para ir trabalhar, não tinha nem pagado a primeira parcela. Quando os ladrões colocaram a arma na cara dele, ele entregou e saiu desesperado correndo atrás. Depois de passar por isso, ainda foi mal atendido na delegacia. Isso é um absurdo”, diz Neverton.

Delegacia

Em conversa com o Portal Infonet, o policial plantonista da 3ª Delegacia Metropolitana, que se identificou apenas como ‘Gilmar’, disse que o atendimento foi realizado dentro dos padrões. “Só havia dois policiais para checar a ocorrência. Não tem como sair e deixar a delegacia sem ninguém, e muito menos sair sozinho. A viatura que está aqui pertence ao departamento de homicídios, não tinha como fazer nada. Nós indicamos que eles fossem à Delegacia Plantonista [Deplan] prestar queixa”, diz o policial.

Fonte: Portal Infonet

terça-feira, 27 de setembro de 2011

CIOSP vai diminuir tempo nos atendimentos

O CIOSP, irá a partir do mês de outubro, melhorar o tempo de atendimento, além de equipar os comandantes de companhias e delegados com tablets, para que o policial saiba qual a região onde ocorre mais ocorrências policiais. Dessa forma, tanto o capitão que comando a companhia, quanto o delegado, poderá inclusive saber se a policia ao ser acionada pelo Ciosp, esteve no local da ocorrência.

A informação passada pelo diretor do Ciosp, coronel Sobrinho, é de que o tempo de atendimento hoje, está em torno de cinco minutos, enquanto em 2009 o tempo era de 25 minutos. “Eu quero que isso ocorra em 2 minutos, embora sei que em cinco minutos, já é um bom tempo. Mas vamos melhorar mais”, explicou Sobrinho.

Sobrinho explica ainda que, nos casos em que a pessoa faz a ligação para o Ciosp, enquanto a atendente fala com o reclamante, um policial militar recebe as informações e de imediato repassa para as unidades policiais mais próxima. “O problema que pode ocorrer na demora para a policia chegar, é que muitas vezes, não se tem uma viatura disponível nas proximidades de onde esta ocorrendo o fato, daí se demora mais um pouco, porem em nenhum caso a policia deixa de ser acionada”, explica o coronel.

Fonte: Faxaju

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Ciosp: atendente está sofrendo ameaças

Advogado pede para que o nome da atendente envolvida no erro do Ciosp seja mantido em sigilo pelo Ministério Público


O promotor Deijaniro Jonas Foto:Portal Infonet

Foi adiada a audiência que seria realizada no Ministério Público Estadual sobre o caso da atendente envolvida na ocorrência da morte do comerciante Eraldo de Jesus.

Nesta quinta-feira, 11, o promotor Deijaniro Jonas iria ouvir o representante da empresa, Rômulo Rodrigues da Fonseca, que administra o Ciosp sobre a capacitação dos atendentes que trabalham no local e solicitar os dados da atendente que ouviu o pedido de socorro do comerciante.

De acordo com o promotor Deijaniro Jonas o advogado da empresa, André de Sá, que se encontra em Brasília, enviou um comunicado ao Ministério Público pedindo o adiamento da audiência porque não havia conseguido vôo para a capital sergipana.

No mesmo documento o advogado diz que os dados têm sido guardados em sigilo pela empresa porque a atendente está sofrendo ameaças de morte. André de Sá pede ainda que a audiência seja feita em reserva.

O crime

O comerciante Eraldo de Jesus Santos, de 42 anos, foi vítima de latrocínio quando saía do seu estabelecimento, localizado no Centro da capital, quando foi surpreendido por três homens em um moto. O irmão da vítima disse que os homens pediram um refrigerante no depósito e ficaram esperando Eraldo sair. Quando estava atravessando a rua para levar uma quantia entre R$ 60 e 70 mil reais para a sua casa, localizada em frente ao estabelecimento, os bandidos atiraram e Eraldo morreu na hora.

Fonte: Portal Infonet

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Debate sobre o CIOSP

O que este jornalista avalia

Mudança drástica no comando acabou com treinamentos e gerenciamento

Está claro que na realidade os atendentes, não necessariamente, precisam ser policiais, mas precisam de treinamentos constantes, como ocorreu com a primeira turma. Tudo começou com a capacitação de analista de supervisores, conforme cronogramas em anexo. Após a fase dos analistas e supervisores foi à vez dos atendentes. Mesmo depois da inauguração os treinamentos continuaram através de parceria com as policiais. Entre os que deram palestras, o perito Sérgio, recentemente falecido, o delegado Ronaldo Marinho, tenentes do Corpo de Bombeiros e muitos outros.

Não se pode deixar que os administradores atuais dos CIOSP joguem a responsabilidade dos fatos ocorridos na parte mais fraca que são os atendentes. Todos sabem que a primeira turma passou por uma formação exemplar. Apesar da rigorosidade ao final os atendentes o porquê da importância do nosso papel. Atendentes bem treinados, motivados todos sabiam da importância da função. A forma de gerenciamento era feito com base em padrões, não criando pela equipe, mas padrões de mercado como exemplo? As práticas do PROBARE - Programa Brasileiro de Auto-Regulamentação. Pergunta: Será que o call Center continua usando as orientações do PROBARE no Call Center?

Para ter uma idéia, um dos papeis do CIOSP é funcionar como um termômetro da criminalidade, através das ocorrências validas cruza-se as informações e diariamente tem-se uma foto da criminalidade entre outros indicadores do gênero para o secretário juntamente com os representantes de cada célula, atuarem especificamente nas áreas que são chamadas de zonas quentes.

Todas essas informações, depois de homologadas por um equipe, do centro de estatística do CIOSP, eram para ser passadas diariamente através de relatório simplificados nas primeiras horas do dia para o Governador, para que o mesmo soubesse tranqüilizar a população sobre atuação do governo na segurança publica o embasamento dele seria com base nas informações do termômetro CIOSP. No Estado do Espírito Santo pro exemplo o governador tem as informações atualizadas principalmente do balanço do final de semana na segunda-feira logo cedo na mesa dele. No Ceará a mesma coisa como também em Pernambuco entre outros Estados da Federação, pois um dos principais objetos CIOSP é munir os gestores da segurança pública com informações eficientes e eficazes e acima de tudo com autenticidade. Pergunto isso acontece ?

A responsabilidade da empresa terceirizada é de fornecer profissionais com experiências em atendimento “call Center”, o treinamento de atendimento de urgência e emergência fica a cargo da SSP, e não poderia ser diferente.

Sobre a alegação de que o estado não tem responsabilidade sobre a inclusão desse pessoal é inverídica, afinal é ele (o estado) que diz qual a qualificação que quer para seus servidores, inclusive os terceirizados. E entre os terceirizados têm parentes de coronel e delegado (quem pediu?).

Perguntas: de quem era a responsabilidade para treinar os atendentes em atendimento especializado de urgências e emergências policiais e de defesa civil? Quem é o gestor do contrato com essa empresa?

- Não adiante dizer que a licitação fora feita na gestão do secretário anterior, pois o governo é o mesmo, e mesmo que não fosse,o estado é um só e não sofre solução de continuidade aos mudar os gestores. Ou será que no governo Déda é diferente?

Será que o governador tem conhecimento de tudo que aconteceu no CIOSP após a mudança de secretário? Mudou tudo como se tivesse mudado o governo.

Todos sabem que a gestão de Kércio Pinto não era lá essas coisas, mas o único projeto que estava dando certo era o CIOSP. A primeira equipe trabalhou com afinco e responsabilidade.

Sugestão ao governador: Chegue de surpresa no CIOSP e solicitem às provas que os atendentes antigos fizeram durante a fase de treinamento inicial como também os treinamentos constantes, estão todas lá em arquivo. Solicitem também as mesmas provas dos atendentes que foram contratados agora. Se encontrar vai ser mal o currículo. Essa atendente mesmo que foi vitima de falta de treinamento é “peixe de um coronel. Pois não passou por nenhum treinamento, Nem o psicológico. A dos atendentes antigos que ainda estão não comentem esse tipo de equivoco por que foram orientados e eram constantemente orientados e monitorados através das boas praticas do gerenciamento.

Outra sugestão ao governador: pergunte de quem é a empresa que presta serviços de manutenção nas câmeras do CIOSP. Pergunte de quem é filho Bruno que trabalha no CFTV. Pergunte também quem é Jorge que entrou no lugar de Fabio Analista de Atendimento. Pergunte quem é a supervisora que entrou no lugar do supervisor Luciano Renovado excelente profissional que foi substituído por alguém que não sabe se quer o que significa um handset. São apenas algumas perguntas de quem em poucos dias teve detalhes de tudo que acontece no CIOSP. O mais incrível: este jornalista volta a repetir, parece que ocorreu uma ruptura, onde o projeto era de outro governo, mas na verdade é do atual. Faltou comando para não mudar um projeto que estava dando certo.

O que o governo pensa

CIOSP garante atendimento de mais de 72% das ocorrências

Inaugurado no dia 2 de abril de 2009, o Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (CIOSP) registrou até janeiro de 2010 mais de 1,3 milhão de ligações direcionadas para a central de emergência das forças policias. Destas ligações, mais de 30,06% foram computados como trotes, perfazendo um total de 409.246 ligações. Segundo os dados do CIOSP, 207.321 ligações geraram ocorrências para as polícias Civil e Militar e Corpo de Bombeiros, sendo que só a PM atendeu 149.362 ocorrências no local, o que equivale ao alto índice de atendimento 72,02% dos casos que efetivamente foram computadas como ocorrências policiais.

O coronel Salvador Braulino Sobrinho, coordenador do Ciosp, explica que o restante das ligações não são registradas nem como trotes, tão pouco como ocorrências policias. “São ligações que sequer o solicitante chega a falar com o atente, ou liga por engano”, explicou Sobrinho. Os mais de 1,3 milhão de atendimentos correspondem a 99% das ligações recebidas e atendidas pelos profissionais do Ciosp. Antes da criação do Centro Integrado de Operações em Segurança Pública, a tecnologia utilizada pela Polícia Militar, implantada no ano de 1990, só permitia o atendimento de, por média, apenas 33% das ligações efetuadas, o que dificultava o processo de atendimento da população.

A demanda recebida pelo Ciosp é tão grande, que em termos comparativos, cada habitante de Aracaju, com população de cerca de 500 mil pessoas, teria ligado quase três vezes nos últimos dez meses para o Centro. Além de atender a quase 100% das ligações, a nova tecnologia centralizou e integrou as atividades preventivas, repressivas e de atendimento de emergência da população, melhorando o tempo de resposta e otimizando o atendimento da PM, Corpo de Bombeiros e Polícia Civil no local da ocorrência.

No prédio da unidade, localizada na avenida São Paulo, profissionais das instituições de segurança pública se revezam durante 24 horas, apurando as chamadas e fazendo o encaminhamento das equipes para o atendimento à população. Dotado de recursos tecnológicos como centrais telefônicas com alta capacidade de atendimento simultâneo, a unidade também auxilia os gestores no planejamento e na tomada de decisões nas unidades que integram o sistema de segurança pública.”

O Ciosp tem dado retorno prático à população sergipana. Antigamente tínhamos uma demanda reprimida e existia um efetivo policial que atendia às chamadas e não desenvolvia o policiamento ostensivo. Com a nova tecnologia não existe mais isso. Dobramos o número de atendentes, que agora não são mais militares e que mensalmente são avaliados e passam por capacitação contínua”, lembrou Sobrinho.

Para se adequar à nova tecnologia empregada com a chegada do Ciosp, a frota de viaturas empregadas no policiamento ostensivo e nas ocorrências relativas ao Corpo de Bombeiros, recebeu equipamentos modernos como GPS, que permitem que os policiais e os bombeiros possam enviar e receber mensagens, além de verificar sua localização em qualquer ponto geográfico. O investimento gera uma economia no consumo de combustível e diminui o tempo resposta entre a chamada e o atendimento.

"Hoje toda viatura tem sua área de atuação e com o GPS é possível que observar a localização das viaturas. Caso o veículo saia da sua área de atuação os responsáveis terão que justificar a iniciativa. Isso representa uma diminuição no consumo de combustível e na resposta à sociedade, empregando de forma mais inteligente as equipes policiais", salientou o coronel Sobrinho.

Monitoramento - Atualmente, 25 câmeras de vídeo enviam imagens em tempo real do centro de Aracaju e de partes dos bairros Salgado Filho e 13 de Julho a uma central de monitoramento que funciona nas instalações do Ciosp. São 16 câmeras na área do centro comercial de Aracaju e nove nos dois bairros da zona sul. Uma nova etapa beneficiará a população dos bairros Jardins, Siqueira Campos e Atalaia.

De acordo como o coronel Sobrinho, as câmeras funcionam como a extensão dos olhos da polícia. “Traficantes foram presos no centro com auxílio das câmeras, outros foram identificados após roubarem a bolsa de uma senhora”, disse. Não bastasse tudo isso, as imagens gravadas também podem ser usadas como prova em um inquérito policial. Sobrinho também informou que já existe um estudo técnico em andamento que analisa a viabilidade de instalação do CFTV na cidade de Itabaiana, agreste do Estado.

Investigações - Para o superintendente da Polícia Civil, delegado João Batista, as novas tecnologias implantadas com o Ciosp têm auxiliado na realização de investigações de crimes e até na prisão de bandidos acusados de furtos, roubos e tráfico de drogas no Centro da cidade. "Com o sistema de monitoramento implantado no centro comercial de Aracaju já identificamos e prendemos pessoas acusadas de delitos que vão desde arrombamento de veículos até venda de crack. Além de ajudar na repressão, essa atuação da SSP tem ajudado na prevenção, pois inibe a ação de pessoas mal intencionadas", afirmou Batista.

Fonte: Blog do jornalista Cláudio Nunes

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

CIOSP admite falha no caso do empresário


O erro de uma funcionária do Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) pode ter sido um dos fatores que resultou no latrocínio que teve como vítima, o empresário Eraldo de Jesus dos Santos, 40 anos, ocorrido na segunda-feira, no Centro de Aracaju. “Houve uma falha do Ciosp e a pessoa que atendeu à ligação vai ser penalizada. Estamos encaminhando a SSP o pedido de desligamento dessa pessoa”, disse o coordenador do centro, coronel Salvador Braulino Sobrinho, que completou: “aqui é que nem médico. Se você errar, você morre”. Segundo ele, a atendente tinha que ter enviado uma viatura para o local- Rua Simão Dias – mas não o fez e escreveu no relatório: “solicitante sem informações para ocorrência” e encerrou o assunto. A ligação de Eraldo para o Ciosp durou três minutos – das 07h05:58s às 07h07:55s. Por volta das 11h30 ele foi assassinado.

Mesmo com a alegação de que não tinha muitas informações para a ocorrência, como, por exemplo, placa da moto, tipo de roupa que as pessoas estavam utilizando e o que elas estavam fazendo no momento, a viatura teria que ser deslocada. Durante toda a gravação, Eraldo diz que estava no interior do depósito, insistia que se sentia ameaçado com os homens na moto parados em frente ao seu estabelecimento, pois suspeitava que seria assaltado. Eraldo não conseguiu convencer a atendente.

A orientação dada aos 16 atendentes, por turno, que trabalham no Ciosp, é que em casos de crimes contra a vida deve ser acionado o alerta vermelho. E esse caso se encaixa com o pedido de socorro feito por Eraldo de Jesus dos Santos. “Esse alerta vermelho fica travado na tela do computador e só é destravado quando uma viatura é enviada para o local onde está ocorrendo o fato”, explicou coronel Sobrinho. “Até mesmo quando suspeitamos ser um trote uma viatura deve ser enviada, porque do local onde os policiais estavam até o destino, eles já estarão fazendo policiamento ostensivo”, completou.

Capacitação

O episódio da segunda-feira vai servir como um estudo de caso para que o Ciosp analise suas próprias falhas. Toda semana existe um trabalho chamado capacitação continuada, onde são analisadas as gravações e as falhas são corrigidas para que não se repitam.

Hoje, o Ciosp monitora 100 viaturas policiais na capital e região metropolitana e estuda uma maneira de reduzir o tempo de resposta para a população. A Polícia Militar demora, em média, 23 minutos para atender uma ocorrência, “mas nossa meta é cair para 10 minutos”, disse Sobrinho.

Num enorme mapa, o Ciosp acompanha o movimento das viaturas, sabe em que bairro elas estão e a orientação dada é que os policiais não saiam da área que foram dar cobertura, salvo em casos excepcionais. “Se uma viatura estiver numa perseguição, por exemplo, é natural que saiam da área”, explicou o coronel.

Estado pode ser processado

A família do empresário Eraldo de Jesus Santos não sabe ainda se vai processar o governo do Estado pela falha ocorrida no atendimento do Ciosp e que resultou em latrocínio. “Não pensamos nisso ainda. Quero é que a polícia prenda quem fez isso com meu irmão e que a Justiça não os solte. Porque aqui, a polícia prende e a Justiça solta”, desabafou Messias de Jesus Santos, irmão de Eraldo. A esposa da vítima, Marizete da Silva Santos, disse que uma decisão deste tipo – processar o Estado – vai ser tomada em família.

Ontem, o corpo de Eraldo foi sepultado no cemitério em Moita Bonita, a 64 quilômetros de Aracaju. A viúva está inconsolável e disse que o seu marido ligou para a polícia pedindo apoio e não foi atendido. “Ele ligou dizendo que tinha ladrão rondando o depósito de bebidas dele e ninguém se interessou”, desabafou Marizete.

Com a falta de segurança e mesmo com os homens em uma motocicleta em frente ao estabelecimento, Eraldo de Jesus deixou o trabalho, atravessou a rua e o assalto foi anunciado. O comerciante estava com cerca de R$ 80 mil adquiridos com as vendas do Pré-Caju, e reagiu ao assalto. Eraldo dos Santos foi morto com um tiro na cabeça em frente ao depósito e a sua residência, localizada na mesma rua.

“A polícia falhou. Se não demorassem tanto a agir isso não teria acontecido”, lamentou a esposa do comerciante, Marizete da Silva Santos. Além dela, Eraldo deixou uma filha de quatro anos de idade. A esposa acredita que o crime foi motivado pelo movimento no depósito de bebidas na manhã de ontem. “Ele abasteceu muitos comerciantes no Pré-Caju e hoje (ontem) era dia de o pessoal prestar conta com ele. Então tinha muito entra-e-sai e movimento de dinheiro. O que acabou chamando a atenção”, disse.

Fonte: Jornal da Cidade

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