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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Sindimed cobra segurança nos postos de saúde

SMS desmente funcionário que prestou BO na Plantonista
Spina: vamos instigar prefeitura a melhorar segurança (Foto: Arquivo Infonet)
O Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed) encaminhará ofício à Prefeitura de Aracaju solicitando providências para garantir tranquilidade e segurança nos postos de saúde de forma a evitar situações de violência, a exemplo do que ocorreu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Fernando Franco [Zona Sul] na noite da segunda-feira, 28. “A remuneração não é atrativa, as condições de trabalho não são boas e a equipe ainda corre risco de morte. A Prefeitura tem que dar respostas com ações que protejam os servidores e a própria população”, diz o médico Luiz Carlos Spina, diretor do Sindimed.

O Sindimed não tomou conhecimento oficial sobre o episódio. “Mas, independentemente de ser procurado, o Sindimed repudia qualquer tipo de violência, principalmente quando ocorre em local de trabalho”, comenta o diretor. “Sabemos que houve redução no quadro de segurança nos postos de saúde, sabemos de ações que estão sendo feitas para reduzir custos. Vamos instigar a prefeitura a melhorar a segurança e saber que tipo de ação será realizada com relação a este tipo de episódio”, comenta o médico.

Sem arma de fogo

Ao contrário do que declararam funcionários, inclusive com registro em Boletim de Ocorrência na Delegacia Plantonista, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) emitiu nota desmentindo a versão contida no BO de que a unidade de saúde teria sido “invadida por homens armados para executar um paciente que estava aguardando atendimento”.

Na nota, a Secretaria Municipal de Saúde informa que “não houve registro de uso de arma de fogo” e que “não procede a informação que o tumulto teria acontecido para resgate de pessoas internadas na unidade”.
Segundo a SMS, um jovem teria entrado na recepção da unidade desarmado e que estaria fugindo de outros dois homens que o perseguiam. A SMS admite que o jovem foi espancado pelos dois agressores dentro da unidade, o que, na ótica da SMS, teria gerado o tumulto.

Diante da confusão, a direção da unidade acionou a Guarda Municipal e também a polícia, segundo informo a Secretaria Municipal de Saúde. “Com a fuga dos agressores, a equipe da urgência prestou os primeiros socorros e encaminhou a vitima para o Hospital de Urgência, que foi escoltada pela Guarda Municipal”, retrata a nota da SMS. Na nota, a SMS garante que, “para tranquilizar os usuários e os trabalhadores, a SMS ampliou a segurança no turno de ontem [segunda-feira, 27]”.

Quanto à redução de custos, a Secretaria Municipal de Saúde garantiu, na nota, que as “medidas adotadas não implicaram na ausência de segurança na Urgência do Zona Sul”.

Por Cássia Santana

Fonte: Portal Infonet

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Sindicatos da Saúde ficam descontentes com negociação

Categorias da saúde participaram hoje de mesa de negociações
Condutores do Samu reunidos após reunião da mesa de negociação (Fotos: Portal Infonet)
Os sindicatos da área da saúde ficaram desapontados com as discussões que ocorreram durante reunião da mesa de negociação do Estado, que aconteceu na tarde desta segunda-feira, 20. Na ocasião, o secretário do Estado da Saúde, Silvio Santos, conversou com os representantes das categorias, e fez esclarecimentos a respeito do Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCV).
Para o diretor do Sindicato dos Médicos (Sindimed), Luiz Carlos Spina, não existe nenhuma disposição do governo para dar aumento salarial. “Jesus Cristo pode não ter agradado a todos, mas o governo conseguiu a unanimidade, e fez com que todas as categorias da saúde ficassem descontentes”, declarou Spina, acrescentando que apesar de a maioria ter aceitado o PCCV, a parametrização do salário para as 40h não foi aprovada.
A presidente do Sindicato 192 dos Trabalhadores do Samu, Samanta Bicudo, declarou que, em termos salariais, os servidores se sentem frustrados, pois não há nenhuma perspectiva de aumento para a categoria. “O governo bateu o martelo, e o PCCV, no que diz respeito às regras e a questão salarial, desagradou a todos”, relatou.
Luiz Spina garante que governo desagradou a todos
Já para Adilson Melo, presidente do Sindicato dos Condutores de Ambulância da Saúde (Sindconam), a categoria não aceita o PCCV, pois acredita que este irá destruir a carreira. “Esse Plano é um absurdo. De acordo com ele a ideia é que nosso salário inicie com R$ 837,39 e que, só daqui a 47 anos ele chegue a R$ 1.657,97”, alegou Adilson, que também afirmou que a greve dos condutores irá tomar um novo rumo.
SES
Por meio de nota enviada ao Portal Infonet, a assessoria de comunicação da Secretaria do estado da Saúde (SES) informou que a mesa de negociação é permanente, e que a reunião de hoje foi para prestar esclarecimentos. “Nesta segunda os sindicatos levaram questões levantadas em assembleias, e a mesa esclareceu os pontos, a exemplo dos relativos às tabelas salariais, reafirmando o compromisso de implantação do Plano de Emprego e Remuneração (PER)”, informou a SES.
Por Monique Garcez e Raquel Almeida
Fonte: Portal Infonet

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Médicos ficam 24 horas sem fazer consultas e cirurgias de conveniados.

Foi a segunda vez que os médicos chegaram a recusar o paciente. Eles dizem que o que recebem das operadoras é muito pouco.

Quem precisou de atendimento pelos planos de saúde na quarta-feira (21) teve dificuldade. Os médicos pararam por um dia, porque exigem um reajuste no valor que os planos pagam pelas consultas e por diversos tipos de procedimento. Em São Paulo, 70% dos médicos conveniados a 11 empresas suspenderam as consultas.

A carteirinha de mais de 30 convênios médicos na quarta-feira (21) não valeu nada. Os pacientes tiveram de esperar para serem atendidos em outro dia, a não ser que fosse caso de urgência ou emergência. Em uma clínica infantil em São Paulo, o movimento foi menor. Nem todos os pais puderam trazer os filhos.

Foi a segunda vez que os médicos chegaram a esse ponto extremo: recusar o paciente. Eles dizem que o que recebem das operadoras é muito pouco. Depois do primeiro protesto, em abril, algumas delas aceitaram negociar. Agora os médicos querem forçar as outras.

No Pará, eles protestaram com um caixão para simbolizar o que chamam de “morte da saúde”. Em São Paulo, o pediatra Marun David Cury diz que o valor pago pelas operadoras torna muito difícil oferecer um atendimento de qualidade.

“Existem convênios hoje pagando por volta de R$ 20 a R$ 25 a consulta, e nós estamos lutando para que isso acabe. É impossível e inviável, tanto que se fecharam consultórios em São Paulo e no interior principalmente. Médicos estão deixando de trabalhar nos seus consultórios para trabalhar de empregados nessas empresas de saúde”, argumentou o pediatra.

As entidades de classe que encabeçam o movimento reivindicam que cada médico receba, no mínimo, R$ 50 por consulta; a partir de dezembro, R$ 60; e R$ 80 no primeiro trimestre do ano que vem. As entidades reivindicam também aumente o valor pago por exames e cirurgias.

“A defasagem que ocorre há mais de dez anos de honorários médicos em relação aos planos de saúde dos médicos é muito significativa. Tanto que já existe uma desassistência muito marcante. Já não se encontram consultas em várias especialidades, dificuldades de execução de procedimentos cirúrgicos ou diagnóstico. Isso precisa ser revisto”, afirmou Jorge Curi, presidente da Associação Paulista de Medicina.

Ao levar a pequena Isabela ao pediatra, a copeira Evanilda Fonseca ficou aliviada. O plano dela não estava entre os recusados. Consulta particular ela não poderia pagar. “Espero que eles se entendam e que dê tudo certo para que consigam manter os planos, porque a gente precisa também”, disse.

A Federação Nacional de Saúde Suplementar, que representa os quinze maiores grupos privados de saúde do país, enviou uma nota. Disse que, ainda este ano, vai adotar um novo índice de remuneração dos médicos que prestam serviços aos planos de saúde afiliados.

A União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde, que representa 140 operadoras, informou que este ano já foram feitas reuniões com as instituições filiadas para discutir a o pagamento dos profissionais.

Fonte: Bom Dia Brasil / www.sindimed-se.org.br

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Servidores estaduais conquistam correção de gratificação

Os médicos e funcionários do IpesSaúde conseguem, depois de dois anos de congelamento, reajuste de 20% a 25%

O reajuste da gratificação varia entre 20% a 25%
A negociação entre o Sindicado dos Médicos de Sergipe (Sindimed) e o Governo do Estado terminou favorável para os médicos e servidores do Instituto de Promoção e de Assistência à Saúde de Servidores do Estado de Sergipe (Ipesaúde). A assembléia para definição do aumento da GEAPAS, aconteceu nesta segunda-feira, 29, no auditório do Ipesaúde.

Para a diretora financeira do sindicato, Glória Tereza Lima Barreto Lopes, os funcionários estão satisfeito com a negociação. “Depois de dois anos de congelamento conseguimos um aumento que varia de 20% a 25%, de acordo com a área de atuação do servidor. Estava muito difícil para o Ipes de manter os funcionários no emprego com a defasagem salarial. Muitos iam procurar outros locais para trabalhar”, garantiu.

Segundo a diretora, o aumento da gratificação será pago no mês de outubro. “Conseguimos também que o pagamento fosse retroativo ao mês de julho e os servidores comecem a receber a gratificação reajustada já agora em outubro”, afirmou Glória Tereza.

Fonte: Infonet

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