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terça-feira, 21 de agosto de 2012

Sindicatos da Saúde ficam descontentes com negociação

Categorias da saúde participaram hoje de mesa de negociações
Condutores do Samu reunidos após reunião da mesa de negociação (Fotos: Portal Infonet)
Os sindicatos da área da saúde ficaram desapontados com as discussões que ocorreram durante reunião da mesa de negociação do Estado, que aconteceu na tarde desta segunda-feira, 20. Na ocasião, o secretário do Estado da Saúde, Silvio Santos, conversou com os representantes das categorias, e fez esclarecimentos a respeito do Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCV).
Para o diretor do Sindicato dos Médicos (Sindimed), Luiz Carlos Spina, não existe nenhuma disposição do governo para dar aumento salarial. “Jesus Cristo pode não ter agradado a todos, mas o governo conseguiu a unanimidade, e fez com que todas as categorias da saúde ficassem descontentes”, declarou Spina, acrescentando que apesar de a maioria ter aceitado o PCCV, a parametrização do salário para as 40h não foi aprovada.
A presidente do Sindicato 192 dos Trabalhadores do Samu, Samanta Bicudo, declarou que, em termos salariais, os servidores se sentem frustrados, pois não há nenhuma perspectiva de aumento para a categoria. “O governo bateu o martelo, e o PCCV, no que diz respeito às regras e a questão salarial, desagradou a todos”, relatou.
Luiz Spina garante que governo desagradou a todos
Já para Adilson Melo, presidente do Sindicato dos Condutores de Ambulância da Saúde (Sindconam), a categoria não aceita o PCCV, pois acredita que este irá destruir a carreira. “Esse Plano é um absurdo. De acordo com ele a ideia é que nosso salário inicie com R$ 837,39 e que, só daqui a 47 anos ele chegue a R$ 1.657,97”, alegou Adilson, que também afirmou que a greve dos condutores irá tomar um novo rumo.
SES
Por meio de nota enviada ao Portal Infonet, a assessoria de comunicação da Secretaria do estado da Saúde (SES) informou que a mesa de negociação é permanente, e que a reunião de hoje foi para prestar esclarecimentos. “Nesta segunda os sindicatos levaram questões levantadas em assembleias, e a mesa esclareceu os pontos, a exemplo dos relativos às tabelas salariais, reafirmando o compromisso de implantação do Plano de Emprego e Remuneração (PER)”, informou a SES.
Por Monique Garcez e Raquel Almeida
Fonte: Portal Infonet

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Samu municipal testemunha noite de caos

A proibição da circulação dos carros sem placas gerou transtornos para as equipes médicas e para os que aguradavam atendimento

Ambulâncias ficaram sem circular por prblemas na manutenção (Fotos: Arquivo Infonet)

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) passou por momentos críticos na noite da última segunda-feira, 26, depois que o secretário municipal de saúde, Silvio Santos, ordenou a retirada de circulação dos veículos de UTI móvel que estavam sem placas. A ordem partiu depois de denúncia feita pela imprensa nacional, que averiguou a irregularidade no emplacamento de várias ambulâncias em Sergipe.

Flávia Brasileiro, presidente do sindicato dos Enfermeiros de Sergipe, afirma que o problema do recolhimento das ambulâncias foi agravado pela falta de manutenção dos carros que estavam no plantão. “O plantão de ontem começou com quatro ambulâncias, mas duas quebraram durante o plantão, uma estava sem tampa no tanque de gasolina e outra teve defeito na parte elétrica do veículo, ou seja, restaram dois carros sendo que nenhum tinha serviço de UTI”, explica Flávia Brasileiro.

Flávia Brasileiro, presidente do Sindicato dos Enfermeiros

Durante o plantão algumas ocorrências graves aconteceram e o apoio do Samu estadual foi solicitado, mas ainda assim as necessidades não foram supridas. Com a situação os funcionários do Samu resolveram agir por conta própria. “Após uma terceira ocorrência os médicos reguladores resolveram tomar providências e assumiram a responsabilidade de circular com os carros mesmo sem autorização. Tomamos essa decisão porque trabalhamos com vidas e não podemos deixar de atendê-las por conta da burocracia”, comenta Samanta Bicudo, presidente do Sindicato dos Servidores do Samu.

Samanta Bicudo diz ainda que o Samu municipal conta hoje com 11 ambulâncias semi novas em oficinas aguardando reparos, ela indaga o motivo pelo qual o reparo desses veículos não é providenciado ao invés de se aguardar a resolução dos problemas na documentação dos veículos novos. Flávia Brasileiro completa que mesmo havendo problemas com o emplacamento das ambulâncias a situação não pode ser repassada. “Nós sabemos que houve erro do Ministério da Saúde em enviar as ambulâncias sem estarem regularizadas, mas nem a população e nem os profissionais podem pagar por isso”, comenta.

Samanta Bicudo reclama dos carros sem manutenção

Na manhã dessa terça-feira, 27, o secretário municipal de saúde autorizou que os carros sem emplacamento circulem para atendimento. Segundo Flávia Brasileiro, Silvio Santos reconheceu o erro da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) em não autorizar a saída dos veículos.

A reportagem da Infonet entrou em contato com a assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde e a informação é de que o secretário Silvio Santos está em reunião. O Portal Infonet continua a disposição para quaisquer esclarecimentos.

Caio Guimarães e Aldaci de Souza

Fonte: Infonet

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Estepe de ambulância do SAMU é amarrado com atadura em Sergipe

Além do problema com o estepe, a viatura flagrada em circulação não tinha macaco nem chave de roda

Neste domingo, 25, uma reportagem especial realizada pelo Fantástico, mostrou a dura realidade de pacientes e profissionais que atuam no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU – em Sergipe e em mais seis estados do país. Nessa investigação foi constatado que mais de 1,2 mil ambulâncias novas estão paradas, abandonadas – um verdadeiro desperdício de dinheiro público.

Ambulâncias sucateadas colocam todos que necessitam do serviço em risco. Motoristas, paramédicos e socorristas, também correm perigo. Muitos são os problemas de manutenção, alguns deles flagrados pela reportagem, mostram que produtos utilizados no resgate das vítimas, estão sendo utilizados para improvisar consertos na direção, no estepe e onde mais for necessário.

Em uma das ambulâncias flagradas com irregularidades, o estepe foi amarrado com ataduras. Além disso, a viatura não tinha macaco nem chave de roda, para uma possível troca de pneus. “Se a viatura parar, onde parar fica”, comenta o condutor.

Segundo a Secretaria de Saúde de Sergipe, o estado tem 50 veículos do Samu. Em Estância, 64 mil habitantes, a 70 quilômetros da capital, uma fita adesiva ajuda a prender o volante. O velocímetro sofreu uma pane elétrica. Como o freio de mão também está com problema, uma pedra serve de calço.

Há dois meses, Maria José Santos, de 41 anos, precisou do Samu de Estância. Como a ambulância estava quebrada, veio uma de Boquim, a 30 quilômetros do local. Os atendentes decidiram levar a doente para Aracaju, onde fica o principal hospital do estado, mas no meio da viagem... “A ambulância quebrou, o cabo do acelerador, no meio da BR. Ficou mais ou menos meia hora para outra vir”, contou Izilaine Souza Santos, filha de Dona Maria. Maria morreu antes de dar entrada no hospital, três horas depois do pedido de socorro.

O Ministério da Saúde recomenda que o tempo entre a ligação para o 192 e a chegada ao hospital seja de 15 minutos. A Secretaria de Saúde de Sergipe disse que vai comprar, com dinheiro próprio, mais 30 ambulâncias em até 90 dias e reconheceu que houve demora no atendimento da Dona Maria.

“Esse tempo foi insuficiente para chegar no momento necessário para dar a sobrevida ao paciente”, admite o secretário de Saúde de Sergipe, Antônio Carlos Guimarães.

Ainda em Aracaju, a equipe de reportagem localizou seis ambulâncias do Samu sendo usadas irregularmente. Uma delas não tem placas, não tem documentação e, no Detran, nem existe. “Elas estão rodando com autorização especial, porque são ambulâncias recém-doadas pelo Ministério da Saúde”, alegou o secretario de Saúde de Aracaju, Silvio Santos.

“Nós não podemos admitir isso. Não existe autorização especial para rodar sem placa. Nós vamos auditar e encaminhar ao Ministério Público e aos órgãos policiais. Isso é uma ilegalidade no Brasil”, afirmou Helvécio Magalhaes Junior, secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde.

O serviço 192 funciona assim: na chamada central de regulação do Samu, os primeiros a responder a uma ligação são técnicos. Geralmente, uma única central é responsável pelo atendimento em várias cidades. A coordenação é feita por médicos, que decidem se é preciso enviar socorro – isso quando existe ambulância.

Na base do Samu, que atende a região de Aracaju, um funcionário diz que chega a ficar sem fazer nada o dia inteiro. “Ficamos de prontidão, mas sem atividade nenhuma, descansando. Nossa ambulância já está há um bom tempo em manutenção”, revela.

“Diariamente, nós temos 14 ou 15 viaturas fora de circulação por problemas de manutenção, por problemas de quebra da viatura”, comenta Samanta Bicudo, presidente do sindicato do Samu em Sergipe. 

Fonte: Emsergipe.com

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Servidores do Samu realizam manifestação

Eles reivindicam reajuste salarial dos servidores além de melhores condições de trabalho

Funcionários do Serviço Médico de Urgência de Sergipe (Samu) realizaram nesta segunda-feira, 20, uma manifestação em frente à sede do órgão ao lado do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). Eles reivindicam reajuste salarial dos servidores além de melhores condições de trabalho.

Segundo a presidente do Sindicato do Samu 192, Samanta Bicudo, desde a criação do Samu Estadual, há quatro anos, os servidores continuam com o mesmo salário. “São quatro anos sem ter o que comemorar. Nesse período não houve reajuste salarial, as ambulâncias estão sucateadas, as bases descentralizadas são prédios velhos e com goteiras. Além disso, a gente fica à mercê da população que às vezes se revolta com o serviço e vai até a base reclamar. Tivemos casos, inclusive que a polícia teve que ser chamada”, explica.

Os servidores reclamam ainda que não tem hora de descanso durante os plantões. A presidente do sindicato ressalta que mesmo realizando hora extra, eles não recebem o valor referente ao tempo trabalhado.

“Nós não temos descanso intra jornada. Os plantões são de 24 horas e deveríamos ter uma hora de descanso a cada seis horas trabalhadas. Como não temos como descansar, pois só temos uma ambulância em cada município, teríamos que receber hora extra pelo tempo trabalhado, mas isso não acontece”, protesta.

Outra reclamação dos servidores de acordo com Samanta é que a Fundação Hospitalar de Saúde não possui convênio com o Ipesaúde. “Nós não temos convênio, a fundação negou aos seus funcionários o Ipesaúde. Eles dizem que o impacto nas finanças seria grande”, afirma.

FHS

De acordo com o assessor de Comunicação da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), José Castilho, os funcionários têm todos os direitos garantidos pela CLT. “No caso dos servidores vinculados à administração direta (Secretaria de Estado da Saúde), com a criação da FHS, esses trabalhadores tiveram a opção de aderir à fundação e levar consigo direitos já garantidos, além de agregar outras vantagens”, diz.

Quanto às questões salariais, José Castilho diz que nenhum gestor pode se comprometer com algo que ele tem impedimentos legais para cumprir. “A legislação eleitoral, a dotação orçamentária e financeira em final de exercício são impeditivas deste processo neste momento. Porém, neste governo há abertura para o diálogo, mas sabemos as intenções de cunho político do movimento que, às vésperas de uma eleição, traz à tona tais reivindicações, quando já existe uma mesa de negociações”, garante.

Segundo Castilho, o pagamento da gratificação por criticidade, por exemplo, é assegurado a todos os trabalhadores concursados e àqueles que aderiram à fundação. “Se hoje há servidores que não recebem essa gratificação, tal fato decorre da própria opção do trabalhador de não aderir à FHS”, aponta.

Com relação as bases descentralizadas o assessor informa que elas visam melhorar as condições de trabalho. “Por isso investimos na padronização das instalações das bases descentralizadas. Hoje, os trabalhadores dispõem de local próprio e adequado para repousar, fazer suas refeições e permanecer quando não estão atendendo algum chamado nas ruas”, afirma.

Fonte: Portal Infonet

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