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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
sábado, 22 de dezembro de 2012
Policiais militares se recusam a dirigir viaturas do Batalhão de Choque.
Mais um problema envolvendo viaturas da policia militar de Sergipe, por conta de atrasos nos licenciamentos dos veículos foi registrado na manha desta quinta-feira, quando PMs do Batalhão de Choque se recusaram a dirigir as viaturas.
No inicio da semana, uma viatura da PM/SE acabou sendo apreendida por agentes da Policia Rodoviária Federal (PRF), por estar com o licenciamento atrasado. Isso deixou os policiais com receio de continuarem a dirigir as viaturas com documentos irregular.
Na manhã desta quinta-feira (20), chega à redação do FAXAJU on-line, a informação de que os policiais militares do Batalhão de Choque se recusaram a sair com os veículos, com medo de posteriormente enfrentarem problemas. Isso mostra que ao contrário do que disse o representante da locadora de que apenas aquele veiculo que foi apreendido estaria circulando irregularmente. Se houve recusa por parte dos PMs, é porque ainda há viaturas com seus licenciamentos atrasados.
Os policiais que tinham que fazer o policiamento ostensivo na manha desta quinta-feira, se recusaram a sair do quartel, criando mais um problema para o comando resolver. Eles alegaram que não podiam correr o risco de serem responsabilizados por algo que viesse acontecer, demonstrando que ainda há veículos circulando de forma irregular.
Após tomar conhecimento da situação, as informações são de que o comandante do policiamento da capital, coronel Jackson e o sub-comandante geral da PM, coronel Luiz Fernando estiveram na sede do Batalhão de Choque e autorizaram os PMs a saírem com as viaturas, se responsabilizando pelo que possa ocorrer.
A recusa dos PMs em dirigir as viaturas mostra que eles estarão atentos com as documentações dos veículos, pois segundo o relações pública da PM, capitão Charles, “é dever do policial verificar a documentação do veiculo”, e isso deve ter ocorrido hoje.
Ainda segundo o militar que passou as informações, logo no inicio da tarde, as viaturas do Choque voltam a circular normalmente, mas ao que tudo indica, com problemas na documentação. Em caso de acidente, principalmente em uma BR, a PRF não vai responsabilizar o comando e sim o motorista do veiculo que se envolver no fato.
O que não se sabe é qual o motivo que a locadora está deixando esses veículos com documentos pendentes. É possivel que o Ministério Público seja acionado para verificar a situação.
Munir Darrage
Fonte: Faxaju
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Viatura da PM é apreendida após vencimento de licença.
Veículo foi recolhido quando se encaminhava para manutenção
| Viatura atuava no município de Areia Branca(Foto: Portal Infonet) |
Uma viatura da Polícia Militar (PM) foi recolhida ao pátio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) após constatar-se irregularidades no licenciamento do veículo. A viatura, pertencente à 1ª Companhia do 3º Batalhão e atuante no município de Areia Branca, foi apreendida após envolver-se em uma colisão na avenida Osvaldo Aranha, quando se encaminhava para manutenção na garagem da PM na última terça-feira, 18.
Segundo o capitão Charles Victor, da assessoria de comunicação da PM, um procedimento administrativo foi instaurado para analisar o caso de acordo com as cláusulas de contrato com a empresa locadora. “Como o carro não é de propriedade da Polícia Militar, e sim da locadora, esta é responsável pela documentação, seguro e toda a situação documental do carro. A empresa já foi notificada, e estamos aguardando a defesa”, afirma.
Ainda segundo o capitão, a empresa ST Locadora de Veículos, responsável pela viatura, poderá ser punida caso não justifique a irregularidade. “Se não houver resposta plausível, a empresa poderá ser punida com o cancelamento do contrato. Nesse caso, abre-se nova licitação para contratação de outra locadora”, diz.
ST Locadora
De acordo com Marcelo Bruno de Sousa, diretor da empresa responsável pela viatura apreendida, a situação já foi regularizada. “O documento deveria ter sido licenciado até o dia 31 de novembro, mas por causa de um erro interno de um funcionário houve atraso. O funcionário já foi demitido, e a viatura já poderá ser retirada do pátio da sexta-feira [21]”, diz. Um novo veículo com as mesmas características foi disponibilizado pela empresa para substitutir temporariamente a viatura recolhida.
O diretor afirma ainda que a não solicitação do documento regularizado por parte do cliente pode dificultar o serviço da empresa. “O próprio cliente muitas vezes esquece de nos fazer a cobrança, ou mesmo perde o documento, e isso prejudica nosso trabalho por que temos muitos carros para monitorar”, alega.
Por Nayara Arêdes e Kátia Susanna
Fonte: Portal Infonet
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Viatura da PM com mandado de busca e apreensão é recolhida pela PRF
Com dois anos em atraso no documento, PRF faz levantamente e apreende viatura da PM
Uma viatura pertencente à 1ª Companhia do 3º Batalhão de Policia Militar, de Itabaiana, foi apreendida por agentes da Policia Rodoviária Feral (PRF), após se envolver em um acidente na BR 235.
A viatura da PM, pertencente a 1ª Cia, de Areia Branca, que se envolveu em um acidente nesta terça-feira (18), e que teve apenas danos materiais, acabou sendo apreendida pela PRF por estar com dois anos de licenciamento em atraso, além de um mandado de busca e apreensão.
Os agentes federais que foram até o local do acidente fazer o levantamento, não tiveram alternativa a não ser recolher o veiculo e levá-lo para o pátio da PRF, localizado na avenida Maranhão em Aracaju. É que para surpresa dos PMs e dos agentes, mesmo se tratando de uma viatura policial, essa estava com os documentos irregulares, ou seja, havia dois anos em atraso.
Surpresa maior e desagradável para os policias militares, aconteceu quando agentes da PRF foram fazer um levantamento sobre o veículo, que para surpresa de todos, havia um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça Federal.
Desta forma, com tantas irregularidades, o veiculo acabou sendo recolhido ao pátio da PRF aguardando que a secretaria de segurança pública possa resolver a situação para que o veiculo seja liberado.
Munir Darrage
Fonte: Faxaju
Uma viatura pertencente à 1ª Companhia do 3º Batalhão de Policia Militar, de Itabaiana, foi apreendida por agentes da Policia Rodoviária Feral (PRF), após se envolver em um acidente na BR 235.
A viatura da PM, pertencente a 1ª Cia, de Areia Branca, que se envolveu em um acidente nesta terça-feira (18), e que teve apenas danos materiais, acabou sendo apreendida pela PRF por estar com dois anos de licenciamento em atraso, além de um mandado de busca e apreensão.
Os agentes federais que foram até o local do acidente fazer o levantamento, não tiveram alternativa a não ser recolher o veiculo e levá-lo para o pátio da PRF, localizado na avenida Maranhão em Aracaju. É que para surpresa dos PMs e dos agentes, mesmo se tratando de uma viatura policial, essa estava com os documentos irregulares, ou seja, havia dois anos em atraso.
Surpresa maior e desagradável para os policias militares, aconteceu quando agentes da PRF foram fazer um levantamento sobre o veículo, que para surpresa de todos, havia um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça Federal.
Desta forma, com tantas irregularidades, o veiculo acabou sendo recolhido ao pátio da PRF aguardando que a secretaria de segurança pública possa resolver a situação para que o veiculo seja liberado.
Munir Darrage
Fonte: Faxaju
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Diretores da Aspra acompanham audiência de militares acusados de motim
Dr. Sérgio Bezerra, advogado da Aspra Sergipe, passando informações aos militares
Sargento Prado, cabo Bomfim (associado Aspra), Dr. Sérgio Bezerra e sargento Araújo
Aconteceu na manhã de hoje no auditório da Auditoria Militar, no Fórum Gumersindo Bessa, audiência de instrução de mais um processo movido contra policiais militares pelo Ministério Público Militar. Neste processo dez policiais militares são acusados de suposta prática de motim, em virtude de terem se recusado a conduzir viaturas em situação irregular em janeiro do corrente ano.
A audiência foi acompanhada pelo presidente e pelo vice-presidente da Aspra Sergipe, sargentos Alexandre Prado e Anderson Araújo, respectivamente. O advogado Sérgio Bezerra, assessor jurídico da Aspra também atua no processo e passou informações aos denunciados acerca do pedido de suspeição que os advogados da defesa fariam em relação à participação do coronel PM Abner Lobo no Conselho.
O pedido dos advogados foi motivado pelo fato de que à época do fato o coronel Lobo era o chefe da 4ª Seção da PMSE (PM/4), justamente o setor responsável pela fiscalização dos contratos de locação das viaturas da corporação, fiscalização essa que não foi feita, permitindo assim que as viaturas circulassem com inúmeras regularidades, a exemplo de licenciamento vencido. O coronel não aceitou o pedido dos advogados e afirmou que a responsabilidade direta pela fiscalização das viaturas era do chefe do Centro de Suprimento e Manutenção (CSM), e não do chefe da PM/4.
Diante do pedido de suspeição a audiência foi cancelada e remarcada para o próximo dia 28 de novembro. A decisão sobre a permanência ou não do coronel Lobo no Conselho será decidida pela juíza da 6ª Vara Criminal. Os advogados poderão pedir também a nulidade de todos os atos jurídicos já realizados referentes ao mesmo fato, ou seja, a recusa de motoristas em conduzir viaturas irregulares, o que pode pode interferir por exemplo no processo que respondem policiais militares do 7º Batalhão da PM, localizado no município de Lagarto. É possível também que ocorra a suspensão das audiências de processos semelhantes já agendadas até que se decida sobre o pedido de suspeição feito pela defesa dos réus.
A Aspra continuará acompanhando o caso.
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sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Militares podem ser presos por motim
A Promotoria Militar e o Ministério Público Estadual (MPE) fizeram denúncia contra cem policiais militares pela acusação de formação de motim em duas situações. A primeira aconteceu no Pré-Caju deste ano, quando militares fizeram doação de sangue e a Promotoria Militar entendeu que foi uma forma de não trabalharem durante a festa. A segunda situação também aconteceu no começo do ano, quando os policiais se recusaram a dirigir as viaturas que estavam irregulares pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
Ao todo, são 300 policiais envolvidos nestas situações. As penas para o crime de motim vão de quatro a oito anos de prisão e perda da função. “Serão 300 pais de família que poderão ser presos e perder o emprego por apenas cumprirem a lei”, afirma o sargento Edgard Menezes, presidente da Associação dos Militares de Sergipe (Amese). “Em ambas as situações, não houve motim ou desobediência, apenas estávamos cumprindo a lei”, reforça.
Viaturas
No começo do ano, policiais militares se recusaram a circular em viaturas com irregularidades. Entre os problemas, estão parabrisas rachados, pneus carecas, placas frias e licenciamento vencido. “Segundo o CTB, os únicos veículos liberados de licenciamento são os veículos bélicos e os de campo, como trator, escavadeira. As viaturas policias não estão liberadas das regras”, explica o sargento Edgar. “Como é que eu vou aplicar uma multa em um cidadão comum num veículo que apresenta irregularidades, se a viatura policial em que estou apresenta as mesmas irregularidades?”, questiona.
“Nós apenas estávamos cumprindo as leis e agora seremos punidos por sermos corretos? É uma verdadeira inversão de valores”, critica o sargento. “Acredito que quem tem que ser cobrado é o gestor, que não acompanhou a locadora de veículos para cumprir as regras dos contratos”, diz.
Outro ponto é o curso obrigatório para direção de veículos de emergência. “Até agora, ninguém recebeu este curso. Eles estão dirigindo porque são obrigados, mas também é descumprimento da lei”, informa Marlio Damasceno, advogado da Amese.
Pré-Caju
Para o Pré-Caju deste ano, foi assinado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre o MPE, Polícia Militar e Associação Unidas, que representa todas as associações de militares de Sergipe. No TAC, ficou acordado que os policiais militares trabalhariam nos quatros dias de festa como voluntários. “Eles não seriam convocados. Quem quisesse trabalhar, se apresentava”, explica o sargento Edgar.
“Muitos militares não quiseram trabalhar e optaram pela solidariedade, doando sangue para o banco do Hemose, que sempre fica em baixa em períodos de festa, como Pré-Caju e Carnaval”, disse. “Não nos recusamos a trabalhar. Apenas usamos de nosso direito de nos voluntariar ou não, como acordado no TAC. Agora, querem transformar um ato solidário, como doação de sangue, em crime. É a inversão de valores”, volta a criticar.
Ação
Para tentar reverter a situação, a Amese está apelando para comissões de Direitos Humanos de várias esferas. “Já encaminhamos ofício para a OAB-SE e para a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa para acompanharem o caso. Na próxima semana, vou a Brasília para protocolar ofícios nas comissões da Câmara Federal e da Presidência da República, além da Anistia Internacional”, informa.
Segundo o advogado da Amese, Marlio Damascendo, não houve ilegalidade em nenhuma das atitudes dos policiais. “Tanto o Código Penal Militar, como o Código Penal comum dizem que quando uma ordem é ilegal, não precisa ser cumprida. A ordem para dirigir viaturas com irregularidade foi ilegal”, explicou.
“Nós estamos agindo para evitar o pior, mas acreditamos na Justiça de Sergipe, considerada uma das melhores do país. Não acho que isso vá muito longe”, finaliza sargento Edgard.
O tenente coronel Marcony Cabral Santos, chefe da 5ª Seção da Polícia Militar de Sergipe, que é a Assessoria de Comunicação da corporação, informou que a Polícia Militar não vai mais se pronunciar sobre o caso. “A Promotoria Militar já entrou com a ação na Justiça, não cabe mais à Polícia Militar se pronunciar”, disse o tenente coronel.
A reportagem do F5 News fez contato com a Assessoria de Comunicação do MPE para ouvir a Promotoria Militar, mas não obteve retorno. As informações do MPE serão acrescentadas tão logo o contato seja feito.
Ao todo, são 300 policiais envolvidos nestas situações. As penas para o crime de motim vão de quatro a oito anos de prisão e perda da função. “Serão 300 pais de família que poderão ser presos e perder o emprego por apenas cumprirem a lei”, afirma o sargento Edgard Menezes, presidente da Associação dos Militares de Sergipe (Amese). “Em ambas as situações, não houve motim ou desobediência, apenas estávamos cumprindo a lei”, reforça.
Viaturas
No começo do ano, policiais militares se recusaram a circular em viaturas com irregularidades. Entre os problemas, estão parabrisas rachados, pneus carecas, placas frias e licenciamento vencido. “Segundo o CTB, os únicos veículos liberados de licenciamento são os veículos bélicos e os de campo, como trator, escavadeira. As viaturas policias não estão liberadas das regras”, explica o sargento Edgar. “Como é que eu vou aplicar uma multa em um cidadão comum num veículo que apresenta irregularidades, se a viatura policial em que estou apresenta as mesmas irregularidades?”, questiona.
“Nós apenas estávamos cumprindo as leis e agora seremos punidos por sermos corretos? É uma verdadeira inversão de valores”, critica o sargento. “Acredito que quem tem que ser cobrado é o gestor, que não acompanhou a locadora de veículos para cumprir as regras dos contratos”, diz.
Outro ponto é o curso obrigatório para direção de veículos de emergência. “Até agora, ninguém recebeu este curso. Eles estão dirigindo porque são obrigados, mas também é descumprimento da lei”, informa Marlio Damasceno, advogado da Amese.
Pré-Caju
Para o Pré-Caju deste ano, foi assinado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre o MPE, Polícia Militar e Associação Unidas, que representa todas as associações de militares de Sergipe. No TAC, ficou acordado que os policiais militares trabalhariam nos quatros dias de festa como voluntários. “Eles não seriam convocados. Quem quisesse trabalhar, se apresentava”, explica o sargento Edgar.
“Muitos militares não quiseram trabalhar e optaram pela solidariedade, doando sangue para o banco do Hemose, que sempre fica em baixa em períodos de festa, como Pré-Caju e Carnaval”, disse. “Não nos recusamos a trabalhar. Apenas usamos de nosso direito de nos voluntariar ou não, como acordado no TAC. Agora, querem transformar um ato solidário, como doação de sangue, em crime. É a inversão de valores”, volta a criticar.
Ação
Para tentar reverter a situação, a Amese está apelando para comissões de Direitos Humanos de várias esferas. “Já encaminhamos ofício para a OAB-SE e para a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa para acompanharem o caso. Na próxima semana, vou a Brasília para protocolar ofícios nas comissões da Câmara Federal e da Presidência da República, além da Anistia Internacional”, informa.
Segundo o advogado da Amese, Marlio Damascendo, não houve ilegalidade em nenhuma das atitudes dos policiais. “Tanto o Código Penal Militar, como o Código Penal comum dizem que quando uma ordem é ilegal, não precisa ser cumprida. A ordem para dirigir viaturas com irregularidade foi ilegal”, explicou.
“Nós estamos agindo para evitar o pior, mas acreditamos na Justiça de Sergipe, considerada uma das melhores do país. Não acho que isso vá muito longe”, finaliza sargento Edgard.
O tenente coronel Marcony Cabral Santos, chefe da 5ª Seção da Polícia Militar de Sergipe, que é a Assessoria de Comunicação da corporação, informou que a Polícia Militar não vai mais se pronunciar sobre o caso. “A Promotoria Militar já entrou com a ação na Justiça, não cabe mais à Polícia Militar se pronunciar”, disse o tenente coronel.
A reportagem do F5 News fez contato com a Assessoria de Comunicação do MPE para ouvir a Promotoria Militar, mas não obteve retorno. As informações do MPE serão acrescentadas tão logo o contato seja feito.
Elisângela Valença
Fonte: F5 News
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quinta-feira, 1 de março de 2012
Samuel cobra postura do comando da PM
Nesta quarta-feira (29), o deputado estadual Capitão Samuel (PSL), ocupou a tribuna e explanou sobre a importância da Polícia Militar em Sergipe que completou 177 anos de existência. Na oportunidade o deputado disse que muitos militares já perderam suas vidas em prol do projeto de Segurança Pública, em prol de outras vidas. “Quero parabenizar a Instituição Polícia Militar pela passagem do seu aniversário no dia de ontem, seus 177 anos. Cento e setenta e sete anos que muitos companheiros já tombaram para manter essa instituição de pé, muitos companheiros já perderam a vida para garantir a segurança a nossa sociedade, a segurança do povo sergipano. Cento e setenta e sete anos, quantos homens e mulheres já deram seu suor para manter essa instituição de pé”, declarou Samuel Barreto.
O parlamentar relatou os problemas que envolveu a categoria e o Governo do Estado num só dilema que foi a escala extra no carnaval. Segundo o deputado o carnaval é uma festa pública sendo da Polícia Militar a responsabilidade de garantir a segurança para o povo ao contrário das festas particulares. “A sociedade até nos culpou por causa do Pré-Caju, por que os companheiros decidiram que não iriam mais esperar. Por dois longos anos os companheiros cansaram de esperar as promessas do Governador Marcelo Déda que não cumpriu, fazendo com que a categoria tomasse aquela decisão no Pré-Caju. O Pré-Caju é uma festa público-privada, não é uma festa meramente do povo, dos sergipanos, ou não teria as cordas separando o pobre do rico, ou não teria apenas uma marca de bebida entre tantas outras coisas”, afirmou o deputado.
Para Samuel Barreto o fato do Pré-Caju ser uma festa particular é motivo de contratar segurança para o evento, diferente da festa pública que é o carnaval no calendário brasileiro onde o pobre e o rico são tratados da mesma forma. O Capitão Samuel relembrou o fato desagradável que ocorreu entre a Polícia Militar e a cantora Rita Lee e lamentou a postura da cantora mais uma vez. “Hoje estão sendo movidas mais de 89 ações de policiais militares contra a cantora Rita Lee, cada policial que estava trabalhando lá está movendo uma ação contra a cantora, fomos aplaudidos pela sociedade e pelo governo do Estado pela postura tomada diante da atitude da artista. Esse problema de cachê não é comigo, quem deve responder é ela e quem pagou. Agora que ela vai ter que responder para cada policial que teve a sua honra atingida lá naquele evento, vai. Ela tem que ser velhinha, tem que ser roqueira, mas respeitar, ela tem que respeitar as pessoas, não é por que é roqueiro que tem que desrespeitar as pessoas, principalmente uma instituição de 177 anos”, desabafou o deputado.
O deputado disse ainda que por conta da escala extra efetuada no carnaval é que a categoria perdeu um companheiro, o cabo Aécio que se não estivesse trabalhando em escala extra o militar estaria em casa com a família. “Se a decisão de não trabalhar no carnaval tivesse sido mantida o cabo Aécio não teria sido morto num ponto de ônibus a caminho do trabalho, estaria de folga curtindo o carnaval com a sua família”, lamentou Samuel Barreto.
Decisão Judicial – Caso AMESE
Outro ponto abordado pelo deputado Samuel Barreto, foi à decisão judicial enviada hoje pela manhã para a residência de dois cidadãos e para a Associação dos Militares de Sergipe – AMESE, a pedido do Ministério Público Estadual. Segundo o deputado essa ação foi impetrada através da abertura de um inquérito pelo Comando Geral da PM de Sergipe e que só faz reafirmar o desejo de perseguição do comando aos militares líderes de categoria, principalmente aos sargentos Jorge Vieira da Cruz e Edgard Menezes.
Samuel Barreto disse que num momento de negociação onde o Governo se propôs a enviar no mês de março a lei orgânica da PM para a Assembléia Legislativa não é momento de incitar a categoria. “Já dizia um filósofo: em tempo de paz se prepare para a guerra, realmente temos que nos preparar, por que durante o período de paz o comando da corporação em vez de legalizar as viaturas que já vão 45 dias e ainda tem 10% das viaturas da SSP rodando sem pagar o devido licenciamento e exigindo do cidadão o licenciamento. É o sujo falando do mal lavado. Hoje em vez de estar perseguindo militares, deveriam regularizar a alimentação dos militares, através do ticket alimentação. Três meses sem pagar a empresa que fornece a alimentação, a empresa cortou a alimentação e os policiais militares do interior estão pedindo alimentação aos prefeitos ou então levando de casa a bóia fria, este é o tratamento com o policial militar”, declara o capitão.
Samuel Barreto disse que num momento de negociação onde o Governo se propôs a enviar no mês de março a lei orgânica da PM para a Assembléia Legislativa não é momento de incitar a categoria. “Já dizia um filósofo: em tempo de paz se prepare para a guerra, realmente temos que nos preparar, por que durante o período de paz o comando da corporação em vez de legalizar as viaturas que já vão 45 dias e ainda tem 10% das viaturas da SSP rodando sem pagar o devido licenciamento e exigindo do cidadão o licenciamento. É o sujo falando do mal lavado. Hoje em vez de estar perseguindo militares, deveriam regularizar a alimentação dos militares, através do ticket alimentação. Três meses sem pagar a empresa que fornece a alimentação, a empresa cortou a alimentação e os policiais militares do interior estão pedindo alimentação aos prefeitos ou então levando de casa a bóia fria, este é o tratamento com o policial militar”, declara o capitão.
O parlamentar lamenta a perseguição aos militares e afirma ser uma obsessão.“Vinte inquéritos, mandado de busca e apreensão, eu lamento profundamente esse tipo de atitude, a instituição tem que nos respeitar, a postura interna tem que mudar”, avisa o deputado que ficou indignado com a postura e a forma de abordagem na casa do Capitão Ildomário onde familiares do militar passaram mal e também a abordagem ao sargento Jorge Vieira, presidente da AMESE que teve os computadores e celulares da associação apreendidos, além de ter seu veículo revistado sem a devida autorização.
O deputado Samuel finalizou seu pronunciamento comunicando a imprensa e aos colegas parlamentares da necessidade de se convocar até a Casa do Legislativo a cúpula da SSP – Secretaria de Segurança pública do Estado de Sergipe para que se discuta os projetos existentes para a sociedade em relação à segurança. “Não dá para jogar debaixo do tapete os problemas, enquanto existem homens perdendo a vida,mulheres perdendo a vida e pessoas com problemas de drogas”, concluiu Samuel Barreto.
Chris Brota
Fonte: Faxaju
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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Viaturas do 8º BPM autorizadas a circular
Por conta do movimento “Tolerância Zero II”, policiais militares estão se recusando a dirigir as viaturas da policia militar que não estejam devidamente emplacadas e licenciadas.
Essa situação fez com que varias viaturas ainda continuam paradas, já que não foram licenciadas. Isso fez com que o comandante do 8º- Batalhão de Policia Comunitária, tenente-coronel Adolfo Menezes, assinasse um “Termo de Autorização”, para que todas as viaturas do Batalhão saíssem para fazer o policiamento ostensivo.
O termo assinado pelo comandante e pelo sub-comandante diz que “a partir do dia primeiro de fevereiro de 2012, visando cumprir a missão constitucional que está no artigo 144 da Carta Magna, e sobretudo compromissado em promover um serviço de melhor qualidade.........., fica autorizada a efetivação do policiamento ostensivo motorizado.......”.
A partir daí, foi feito um questionamento sobre a responsabilidade, caso ocorra um acidente envolvendo uma viatura que não esteja devidamente legalizada. Esse questionamento foi feito por um policial que indaga. “Se eu estiver dirigindo uma viatura que não esteja devidamente licenciada e ocorrer um acidente. Quem será o responsável, eu ou o comandante que autorizou a saída desses veículos. O problema maior é saber se o Detran vai entender que o responsável é o comandante e não o motorista”, questionou o PM.
Fonte: Faxaju
NOTA DO BLOG: Questão simples de resolver: ordem ilegal não se cumpre.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Samuel insufla os policiais ao trabalho
Na manhã de quarta-feira (01), em entrevista ao jornalista André Barros durante o Sergipe Notícias, apresentado na TV-Atalaia, o deputado estadual Capitão Samuel Barreto (PSL) falou sobre os problemas enfrentados pelos policiais.
Sobre a relação à ausência dos policiais no Pré-Caju, o parlamentar disse que não deu incentivo à ação. “Na verdade, há uma falta de policiais civis e militares em Sergipe. Há vários anos tentamos evitar problemas, mas os presidentes das entidades não aguentam mais promessa. As autoridades vivem protelando a solução das questões. Jamais incentivei a categoria a prejudicar a sociedade. Pelo contrário, eu insuflo para trabalhar mais, como fiz no Pré-Caju, no show de Rita Lee, no Projeto Verão”, afirma.
De acordo com o deputado, o efetivo da polícia responsável pela segurança é insuficiente e, por conta disso, muitos precisam fazer hora extra. Diante das promessas não cumpridas, a categoria acabou se revoltando e decidiu que não trabalharia mais fora da escala. Outro problema levantado por Samuel é a irregularidade das viaturas. “70% delas apresentam problema. Não sei o que está faltando para providenciar a licenciatura. Com a palavra, os gestores”.
Questionado sobre o posicionamento do governador Marcelo Déda (PT) em relação ao “boicote” dos policiais no Pré-Caju, Samuel diz que “o governador pode ficar da forma que bem entender. Acho que um diálogo resolve tudo. Sem comunicação não haverá solução para os problemas. Algumas atitudes tomadas não são suficientes para resolver tudo que a categoria tem passado”.
Segundo o parlamentar, os policiais sequer podem marcar uma viagem com a família, pois os mesmos não têm férias. “A nossa classe precisa de mais respeito. Todos elogiaram o profissionalismo dos policiais no episódio que envolveu a cantora Rita Lee. Na hora de os gestores votarem nos direitos da polícia, ninguém colabora”, diz. Falando em questões salariais, o deputado acha que os assessores do governador precisam andar mais pelo país. “O Brasil inteiro está caminhando para a valorização da segurança pública. Assessores do governo se equivocam ao passar as informações de um salário de R$ 3.200,00 para o soldado. Na verdade, o salário é cerca de R$ 2.500,00”, afirma.
Sobre novos nomes para a segurança pública do estado, Samuel confirma alguns comentários: “de fato, já estão surgindo comentários a respeito da ida do coronel Iunes para o comando da Polícia Militar e Everton para o comando da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Se o governador quer que a bandidagem tenha medo do comandante, Iunes é um bom nome. Se quiser uma polícia que converse e dialogue, pode escolher outro. A forma como se quer conduzir define o nome. Sergipe é um estado pequeno e tem total condição de ter uma segurança exemplo para o país”, finaliza.
Fonte: Faxaju
Sobre a relação à ausência dos policiais no Pré-Caju, o parlamentar disse que não deu incentivo à ação. “Na verdade, há uma falta de policiais civis e militares em Sergipe. Há vários anos tentamos evitar problemas, mas os presidentes das entidades não aguentam mais promessa. As autoridades vivem protelando a solução das questões. Jamais incentivei a categoria a prejudicar a sociedade. Pelo contrário, eu insuflo para trabalhar mais, como fiz no Pré-Caju, no show de Rita Lee, no Projeto Verão”, afirma.
De acordo com o deputado, o efetivo da polícia responsável pela segurança é insuficiente e, por conta disso, muitos precisam fazer hora extra. Diante das promessas não cumpridas, a categoria acabou se revoltando e decidiu que não trabalharia mais fora da escala. Outro problema levantado por Samuel é a irregularidade das viaturas. “70% delas apresentam problema. Não sei o que está faltando para providenciar a licenciatura. Com a palavra, os gestores”.
Questionado sobre o posicionamento do governador Marcelo Déda (PT) em relação ao “boicote” dos policiais no Pré-Caju, Samuel diz que “o governador pode ficar da forma que bem entender. Acho que um diálogo resolve tudo. Sem comunicação não haverá solução para os problemas. Algumas atitudes tomadas não são suficientes para resolver tudo que a categoria tem passado”.
Segundo o parlamentar, os policiais sequer podem marcar uma viagem com a família, pois os mesmos não têm férias. “A nossa classe precisa de mais respeito. Todos elogiaram o profissionalismo dos policiais no episódio que envolveu a cantora Rita Lee. Na hora de os gestores votarem nos direitos da polícia, ninguém colabora”, diz. Falando em questões salariais, o deputado acha que os assessores do governador precisam andar mais pelo país. “O Brasil inteiro está caminhando para a valorização da segurança pública. Assessores do governo se equivocam ao passar as informações de um salário de R$ 3.200,00 para o soldado. Na verdade, o salário é cerca de R$ 2.500,00”, afirma.
Sobre novos nomes para a segurança pública do estado, Samuel confirma alguns comentários: “de fato, já estão surgindo comentários a respeito da ida do coronel Iunes para o comando da Polícia Militar e Everton para o comando da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Se o governador quer que a bandidagem tenha medo do comandante, Iunes é um bom nome. Se quiser uma polícia que converse e dialogue, pode escolher outro. A forma como se quer conduzir define o nome. Sergipe é um estado pequeno e tem total condição de ter uma segurança exemplo para o país”, finaliza.
Fonte: Faxaju
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
"Estão desesperados para demitir a gente", diz líder dos PMs
Militares decidem pela permanência do movimento Tolerância Zero


Fernanda Araújo
Fonte: F5 News

Após deflagrarem o Movimento Tolerância Zero II, no último dia 14, policiais militares e bombeiros decidiram continuar o movimento que teve seu primeiro ato em 2009. Os militares continuarão com praticamente toda a frota da Polícia Militar paralisada. Segundo eles, as viaturas permanecem com seus licenciamentos vencidos. Os PMs também não trabalharão nas horas de folga nos eventos Projeto Verão e Carnaval. E só mudam a postura quando o governo definir a situação da carga horária e demais reivindicações.
Grande número de militares compareceram à assembleia na tarde desta quinta-feira (26), no Clube dos Oficiais, no bairro Farolândia, para avaliar o Pré-Caju. O movimento foi coordenado pelas Associações Unidas e pelo deputado estadual capitão Samuel (PSL). Estiveram presentes a Associação dos Militares de Sergipe (Amese), a Assocação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares (ASPRA) e a Associação dos Oficiais da PM e Bombeiros (Assomise).

“Pela quantidade dos militares defendendo o movimento vai continuar sim. É um movimento eterno, não dá para fechar os olhos e dizer que existe segurança da forma precária que está. O próximo passo da categoria é reafirmar o compromisso de não trabalhar na sua folga, não comprar mais uniformes, não dirigir mais viaturas disregularizadas, somente depois de ter condições dignas. Vai perdurar até o governo criar vergonha e resolver os problemas”, analisou o presidente das Assomise, major Adriano Reis.
Sobre os atestados médicos dos militares que não trabalharam no Pré-Caju, os quais não foram aceitos pelo Comando da Polícia Militar, o major Adriano Reis afirma que esta foi mais uma arbitrariedade do estado. “Como é que você leva o atestado e não é reconhecido? Todo mundo tem direito, não é o estado que vai dizer quem estava doente ou não. A gente não tolera esse tipo de arbitrariedade”. Sob a alegação de que o número de atestados foi exorbitante, Adriano questiona. “Eles alegam que o número de atestado foi muito grande. Tem como você prever a pessoa ficar doente? Isso é uma questão de cada um. Agora se eles acham que houve um derrame de atestado então que apurem, nós queremos honestidade. Não apurar é um absurdo e nós não admitimos”, critica.
Segundo o major, 22 inquéritos militares foram instaurados para demitir a ele e aos presidentes das associações. “Foram 22 inquéritos contra nós presidentes de associações e não contente com isso, o estado de forma absurda instaurou conselhos para julgar a nossa conduta. A intenção é de nos demitir, simplesmente porque nós cansamos de dizer a sociedade que está tudo bem. Agora como foram desmascarados eles estão desesperados para demitir a gente. Possivelmente daqui a 30 dias eu serei um ex major da PM, mas com certeza eu terei justiça”.
Pedindo que outros oficiais adiram ao movimento, no próximo dia 14 de fevereiro a expectativa é que tenham aproximadamente a participação de três mil policiais militares.
Fernanda Araújo
Fonte: F5 News
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domingo, 22 de janeiro de 2012
A força das associações
A tropa está unida, não no sentido de seguir a mesma orientação, mas para fazer valer as suas reivindicações. As associações militares conseguiram a força de sindicato. Com uma vantagem importante: todas cumprem rigorosamente decisões que vêm dos líderes e das bases. Um fato que chama a atenção: a hierarquia dentro deste sistema de representação de classe não consegue abafar os movimentos. Há uma razão: todos se conscientizaram que são soldados, graduados ou não. E com essa força vão ao confronto, dentro de argumentos e atos que aniquilam qualquer ação punitiva. Há um movimento por melhores condições de trabalho e chegou ao ápice exatamente no período do Pré-Caju, aonde milhares de pessoas vão às ruas, agitadas pelo som alucinante que vem dos trios e embalados pela bebida alcoólica e outros trecos, para se expor à violência. A redução de um esquema robusto de segurança põe em risco a sociedade e faz a festa para a marginalidade.
As associações podem até exagerar em relação a um movimento para evitar o policiamento ostensivo em um evento que reúne milhares de pessoas. Não será bom para os rebeldes caso ocorra algum incidente, decorrente da escassez de policiais, que utilizaram da doação de sangue para justificar a ausência. Entretanto, o objetivo do movimento é bom. Não se trata de aumento salarial, mas de condições para o trabalho. E isso é fundamental para o bom desempenho de quem vai às ruas defender a sociedade e combater a marginalidade, que aflora no Estado. A Segurança precisa ser revista (ou passada em) para deixá-la funcionando com policiais utilizando coletes à prova de bala, viaturas emplacadas, revisadas e licenciadas, carga horária dentro dos limites determinados por lei e toda uma estrutura que favoreça o desempenho daqueles que cuidam do cidadão. Tem que preparar melhor o policial para o relacionamento com a população, principalmente os mais pobres, e passar a ser vista como protetora e não agressora.
Em poucas palavras, a polícia precisa se reciclar.
Essa mudança no formato policialesco pede urgência. As associações dos policiais militares estão politizadas e não há tranquilidade na caserna. O que ocorre no Pré-Caju pode se repetir no carnaval (mesmo que se trate de uma cidade arredia ao momo) ou no São João, que é comemorado em todo o Estado e reúne um mundo de pessoas. O governador Marcelo Déda certamente está atendo a esse movimento que, de alguma forma, respinga em seu Governo. Não dá para ficar refém desse eterno mal-estar entre comandantes e comandados. Como na política, nas instituições tem que se buscar o consenso em torno de interesses comuns, que não privilegie segmentos outros dentro de um mesmo conglomerado. Isso, na lógica militar, respeitando a hierarquia. Sem ela nenhuma estrutura policial se sustenta. A anarquia faz com que qualquer comando se desmorone. Está na hora de chamar o feito à ordem. Por as coisas no lugar e exigir serenidade, para que a sociedade não se transforme vítima de uma estrutura debilitada.
Fonte: Correio de Sergipe
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Déda se pronuncia sobre segurança no Pré-Caju
Governador convocou reunião para discutir o assunto
O primeiro ato do governador Marcelo Déda ao reassumir o comando do poder executivo, na manhã desta terça-feira, 17, foi reunir-se com a cúpula dirigente da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP) para discutir a segurança do Pré-Caju. O evento ocorrerá entre os dias 19 e 22 deste mês e reunirá uma média de 300 mil pessoas por dia, conforme dados de seus organizadores.
“Mesmo no período em que estive afastado do governo, acompanhei o desenrolar dos fatos, tomei conhecimento das reivindicações dos policiais e convoquei a reunião de hoje para que pudéssemos ter um quadro efetivo desse movimento, de modo a garantir a segurança dos sergipanos e dos turistas durante os festejos do Pré-Caju e tenho confiança que os militares sergipanos cumprirão com o seu dever perante a sociedade sergipana, mostrando dedicação e responsabilidade”, disse o governador.
De acordo com os relatos dos dirigentes da área de Segurança no Estado, o clima é de tranquilidade e normalidade, não havendo razões para receios. A SSP montou um esquema de segurança da prévia carnavalesca que contará com mil homens por noite. Além do policiamento ostensivo, a segurança da festa será realizada também através de cinco salas de monitoramento do policiamento e dos foliões, distribuídas ao longo do percurso, 19 portões de acesso, seis cabines de desarmamento, 32 postos elevados para observação e 31 patrulhas policiais. Serão disponibilizadas 55 viaturas, com equipes motorizadas e especializadas da Radiopatrulha, Batalhão de Choque, Centro de Operações Especiais (COE), e do Grupamento Especial de Rondas e Blitz (Gerb).
Para o secretário de Segurança, João Eloy, a secretaria trabalha com dois planos, contemplando a situação de presença efetiva dos convocados para o policiamento da festa e com a possibilidade de haver necessidade de cobertura por eventuais ausências. “A segurança durante o Pré-Caju está garantida com as forças policiais do Estado, que envolvem as polícias Civil, Militar e o Corpo de Bombeiros. O militar tem que ter consciência que é sua obrigação prestar segurança à sociedade”, afirmou.
O governador Marcelo Déda destacou que o Governo está trabalhando para a modernização das polícias civil e militar e a sanção da Lei dos Coronéis foi o primeiro capítulo da estruturação do que vem sendo chamado de nova polícia. Ele assegurou que as demais Leis que interessam as categorias serão enviadas à Assembleia Legislativa ao longo desse ano. Em relação a possíveis faltas injustificadas ao serviço de segurança, o governador determinou que a SSP faça cumprir o regimento disciplinar da polícia e disponha das normas administrativas para punir tais abusos.
Em relação ao licenciamento das viaturas policiais, a Secretaria de Segurança Pública garantiu que todas, tanto as de propriedade da secretaria como as que são locadas, estarão regularizadas e em condições de uso durante o Pré-Caju.
Fonte: ASN
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terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Viaturas da Polícia continuam no centro de polêmica
Denúncia acusa que o emplacamento não seguiu o texto da lei


As viaturas não teriam o emplacamento feito da maneira correta (Foto: Arquivo Portal Infonet)
O embate entre o comando da Polícia Militar de Sergipe (PM/SE) e os militares das associações unidas por conta das irregularidades nas viaturas da PM, continua mesmo após a regularização do emplacamento de 95% dos carros da polícia. Mas o emplacamento da frota da PM não seguiu o correto processo, ao menos é o que versa uma denúncia que chegou ao Portal Infonet. O comando da PM nega as alegações da denúncia e afirma que toda a situação dos carros da polícia já está normalizada.
De acordo com a denúncia, as viaturas que estavam irregulares foram emplacadas no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP) e na Circunscrição de Serviço Militar (CSM) por funcionários das locadoras, no entanto, o texto legal contido no inciso III da Lei 9503 determina que emplacar e licenciar veículo é função que compete, nas palavras da lei, aos órgãos ou entidades executivos de trânsito dos Estados e do Distrito Federal, por esse motivo o emplacamento só pode ser feito no pátio do Detran.
A denúncia que chegou ao Portal, diz ainda que segundo a Resolução 241 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) é obrigatório que todo veículo após o emplacamento, deve ter a placa lacrada à estrutura e as viaturas da PM apenas estão com arames enrolados. Por conta de todas essas supostas irregularidades nos carros da Polícia Militar de Sergipe, 95% dos carros da PM permanecem irregulares.
Dessa forma, como os locais nos quais as viaturas foram emplacadas na última segunda-feira, 15, não possuem legitimidade para a regularização dos veículos todo o processo não estaria em conformidade com a lei. O sargento Edgard Menezes, vice-presidente da Associação dos Militares de Sergipe (Amese) confirma que os militares permanecerão com as viaturas sem circular a todo veículo após o emplacamento, deve ter a placa lacrada à estrutura e as viaturas da PM apenas estão com arames enrolados. Por conta de todas essas supostas irregularidades nos carros da Polícia Militar de Sergipe, 95% dos carros da PM permanecem irregulares.
Coronel Enilson nega que o emplacamento foi irregular
Na manhã dessa terça-feira, 16, o coronel Enílson disse que os carros da PM nunca estiveram irregulares. “Eles estavam com a documentação toda em dias, estava faltando apenas a correta colocação das placas, o que já foi acertado ontem [segunda-feira]”, finalizou o coronel, que negou a permanência das irregularidades e informou que as viaturas já estão nas ruas.
Pré-Caju
No que se refere ao trabalho dos oficiais durante o Pré-Caju, o comandante da PM, coronel Rezende confirmou que todos os policiais estarão na festa. “Somos servidores do povo e nosso compromisso é com a manutenção da ordem. Estaremos presentes de qualquer maneira, os que estarão de serviço, trabalhando e os que estiverem de folga, aproveitando o descanso e o evento”, comentou sem falar sobre as reclamações dos militares.
Por Caio Guimarães e Kátia Susanna
Fonte: Infonet
Fonte: Infonet
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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
PPS quer respeito com policiais militares
Ao analisar a situação dos Policiais Militares do Estado de Sergipe, o PPS – Partido Popular Socialista avalia que está existindo falta de respeito com os trabalhadores militares por parte do Governo Marcelo Déda. “Infelizmente não conseguimos ver, nos últimos anos, uma ação de respeito aos trabalhadores do Serviço Público em nosso Estado. Quando nosso Presidente, Nilson Lima, estava na Sefaz, conseguimos estabelecer uma Política de valorização salarial para os militares que garantiu um grande avanço nos salários. No entanto, o governo do PT não consegue dialogar com os trabalhadores para ouvir os seus anseios em questões vitais para o bom desempenho das suas atividades”. Critica o Secretário Geral do Partido, Marcos Aurélio.
Ainda segundo Marcos Aurélio, “muitos Policiais com quem tenho conversado demonstram gratidão ao Governador Marcelo Déda pelo aumento salarial – dado à época graças a Nilson Lima – mas, infelizmente a falta de respeito com que a categoria vem sendo tratada ultimamente, está provocando muita indignação entre os Soldados”. São graves os problemas administrativos na Corporação. “Um governador que não se reúne com os que comandam a Polícia Militar; não procura saber quais são os seus problemas internos; não busca solucionar questões administrativas. Qual foi a única vez que o Governador foi ao Quartel Geral da PM-SE? Quando foi que este governo comandou alguma reunião com os responsáveis pelos Batalhões, espalhados por todo o Estado para saber dos seus problemas no dia-a-dia”? Questiona Marcos Aurélio.
Para o PPS, segundo o Secretário Geral, alguns pontos precisam ser resolvidos pelo Governo do PT, em Sergipe veja alguns:
a) Gratificações
1) Por que não é feito esse mesmo procedimento, de pagamento das gratificações, para todos os eventos autorizados?
2) Por que quando há um evento com gratificação maior, os escalados são os que atuam próximos aos comandantes e não o pessoal que atua nas ruas?
b) Escala de PM´s
1) É verdade que os PM´s escalados para o primeiro turno, que termina cedo, são os que atuam no setor administrativo. E que o segundo turno, que não tem hora pra acabar são os que atuam diariamente nas ruas?
c) Contingente
1) É verdade que a PM de Sergipe tem hoje cinco mil soldados e apenas 2 mil atuam nas ruas?
d) Carga Horária
1) É preciso que o Governo de Marcelo Déda se digne a sentar com os Policiais Militares para definir, de uma vez por todas, a questão da Carga Horária dos trabalhadores.
2) É inadmissível que num Governo, que muitos acreditavam que seria dos Trabalhadores, os profissionais sejam humilhados, com sobrecarga de trabalho, quase que num regime de escravidão, por conta de uma absurda falta de comando do Governador, que não se impõe e chama o feito à ordem, para solucionar as questões das escalas de trabalho, que privilegia alguns, em detrimento de outros.
e) Viaturas da PM irregulares
1) Num Estado, onde os profissionais responsáveis pelo cumprimento da Lei, utilizam-se de equipamentos em desconformidade com a própria Lei, não há como se exigir o respeito aos cidadãos. Como é que um Soldado terá condições de abordar um proprietário de automóvel, que esteja com licenciamento atrasado, se o veículo que está servindo à própria Polícia Militar está com seu licenciamento vencido?
f) Promoções de Soldados
1) Hoje, nos quadros da Polícia Militar de Sergipe, existem Policiais esperando entre 10, 15 e até 20 anos por uma promoção que é um direito lhes assegurados pela legislação. E são esses homens e mulheres que estão sendo escalados para os trabalhos mais duros, que é o policiamento das ruas.
Estas e outras questões que envolvem o dia-a-dia dos Policiais Militares do Estado de Sergipe precisam, com URGÊNCIA, da intervenção direta do Senhor Governador do Estado.
Por fim, o Secretário Geral do PPS, Marcos Aurélio faz um alerta: “Governador Marcelo Déda, venha cumprir o seu papel de Comandante em Chefe da Polícia Militar. Se reúna com todos os comandantes e ouça os reclamos da tropa. Ainda está em tempo do Senhor reestrutura uma Instituição que surgiu como um dos Pilares da Ciência da Administração. Não deixe que o seu Governo, fique registrado na história, como um modelo de gestão fracassado, como tem sido registrado pelos sergipanos”.
Fonte: Faxaju
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PM: Locadora está a 5 meses sem receber
Viaturas usadas pela policia militar podem voltar a circular a qualquer momento. Pagamento deve ser efetuado em breve.
O problema da falta de licenciamento dos veículos locados pela Secretaria de Segurança Publica de Sergipe, e que são usados pela Policia Militar, está ocorrendo por falta de pagamento.
Segundo uma fonte que pediu para não ser identificado, o governo do estado está a cinco meses sem pagar o contrato de locação dos veículos com a empresa ST. Isso acabou gerando um problema para a ST que não efetuou os licenciamentos dos veículos e fez com que os emplacamentos não fossem feitos.
Ainda segundo esta fonte, neste momento, representantes da locadora estão reunidos com a cúpula da SSP, buscando uma solução para o problema, já que a maioria das viaturas usadas pela PM está parada.
O deputado estadual capitão Samuel Barreto disse não ter conhecimento do fato, porem salientou que se isso estiver ocorrendo “mostra a gestão atabalhoada da Segurança Publica que não pagou a locação dos veículos colocando inclusive, em risco a vida dos PMs, já que várias viaturas estão com os pneus carecas. Por isso que digo, é uma gestão equivocada, atabalhoada”, disse Samuel.
A redação do FAXAJU entrou em contato com a assessoria de imprensa da SSP que negou o atraso no pagamento da locação. Segundo o assessor, Lucas Rosário, o pagamento está em dia e não há nenhum atraso. “Eu entrei em contato com o comandante geral da PM e ele me disse que não há nenhum atraso e que o pagamento esta em dia”, explicou Lucas Rosário.
Fonte: Faxaju
O problema da falta de licenciamento dos veículos locados pela Secretaria de Segurança Publica de Sergipe, e que são usados pela Policia Militar, está ocorrendo por falta de pagamento.
Segundo uma fonte que pediu para não ser identificado, o governo do estado está a cinco meses sem pagar o contrato de locação dos veículos com a empresa ST. Isso acabou gerando um problema para a ST que não efetuou os licenciamentos dos veículos e fez com que os emplacamentos não fossem feitos.
Ainda segundo esta fonte, neste momento, representantes da locadora estão reunidos com a cúpula da SSP, buscando uma solução para o problema, já que a maioria das viaturas usadas pela PM está parada.
O deputado estadual capitão Samuel Barreto disse não ter conhecimento do fato, porem salientou que se isso estiver ocorrendo “mostra a gestão atabalhoada da Segurança Publica que não pagou a locação dos veículos colocando inclusive, em risco a vida dos PMs, já que várias viaturas estão com os pneus carecas. Por isso que digo, é uma gestão equivocada, atabalhoada”, disse Samuel.
A redação do FAXAJU entrou em contato com a assessoria de imprensa da SSP que negou o atraso no pagamento da locação. Segundo o assessor, Lucas Rosário, o pagamento está em dia e não há nenhum atraso. “Eu entrei em contato com o comandante geral da PM e ele me disse que não há nenhum atraso e que o pagamento esta em dia”, explicou Lucas Rosário.
Fonte: Faxaju
sábado, 14 de janeiro de 2012
Militares participam de assembleia geral da categoria
As diversas associações definem situação dos policiais



Caio Guimarães e Aldaci de Souza
Fonte: Infonet
Os militares tratam da LOB na assembleia (Fotos: Portal Infonet)
É realizada na manhã desse sábado, 14, uma assembleia que reúne militares de diversas associações. A reunião, muito movimentada devido a polêmica gerada a partir de uma determinação do comando da Polícia Militar de Sergipe (PM/SE), tem como objetivo tratar algumas questões que geram insatisfação nas tropas militares do estado, sendo a principal delas a obrigatoriedade do serviço em dias de folga para policiais convocados.
Sobre esse tema, o sargento Edgard Menezes, vice presidente da Associação dos Militares de Sergipe, considera que os policiais devem ter direito a optar pelo trabalho em dias de folga. “Isso é escravidão. Os oficiais que estão em serviço ordinário têm o dever de servir à população, mas quem está de folga deveria escolher se vai ou não trabalhar”, argumenta. Para o sargento a grande questão é que os policiais não possuem carga horária definida. “Até os cavalos da PM têm carga horária, mas policial não”, declara sargento Edgard.
Sargento Prado se diz incrédulo em relação ao governo...
As reclamações são endossadas pelo presidente da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Sergipe (Aspra). “O desrespeito é grande e nós precisamos da Lei de Organização Básica para estruturar nosso efetivo, nossas cargas horárias e nossas promoções”, reclama sargento Prado. Nesse aspecto ele explica que existem soldados que estão há 18 anos sem receber promoção. “Há também casos de 3º sargento que está nessa patente há oito anos, quando a promoção para 2º sargento deveria acontecer em quatro [anos]”, explica.
De acordo com as associações de militares, em 2009 foi criada uma comissão com representantes dos militares e do comando da PM para definir a LEi de Organização Básica (LOB) e um documento foi enviado ao governo, que enviaria a proposta à Assembleia Legislativa do Estado. O governo garantiu que o documento seria entregue aos parlamentares no mês de fevereiro, mas os militares se dizem incrédulos. "Temos que ver para crer", lamenta o sargento Prado.
E os militares reclamam da falta de carga horária
Manobra
Os militares acusam o comando da PM de arquitetar uma manobra de esvaziamento da assembleia, já que foi marcado para hoje o início da Operação Divisa Segura, que tem a finalidade de combater a entrada de drogas e armas no estado. No entanto, para sargento Edgard o efeito da operação não atrapalhou o debate entre os oficiais. “Se a intenção era impedir que nos reuníssemos, o plano não deu certo”, assegura o sargento.
Habeas Corpus
Os militares impetraram ontem, 13, na justiça um Habeas Corpus Preventivo em favor dos oficiais. O texto do documento afirma que 95% das viaturas militares de Sergipe estão sem o licenciamento e por isso os militares querem a permissão para não entrarem nos veículos até a regularização dos documentos. A justiça analisará o pedido na próxima segunda-feira, 16, e só então será definido o deferimento ou não do Habeas Corpus.
A reportagem do Portal Infonet não conseguiu ouvir o comando da Polícia Militar de Sergipe sobre as cobranças feitas na assembleia, mas continua a disposição para quaisquer esclarecimentos, que podem ser via e-mail: jornalismo@infonet.com.br ou pelo telefone: 2106-8000.
Fonte: Infonet
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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Militares acusam manobra para impedir assembleia
Eles alegam que operação foi montada para esvaziar reunião
Operação X assembleia
Apelo à justiça
Caio Guimarães e Kátia Susanna
Fonte: Infonet
A determinação não foi publicada no BGO (Foto: Divulgação)
Policiais e bombeiros que fazem parte da Associação dos Militares do Estado de Sergipe (Amese) e da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Sergipe (Aspra) estão revoltados com uma convocação da Polícia Militar (PM/SE). De acordo com os oficiais, o comando da PM tem o objetivo de impedir uma assembleia que discutirá temas pendentes entre a categoria e o governo. Os militares afirmam que a convocação não é oficial, já que não foi publicada no Boletim Geral Ostensivo (BGO).
O vice presidente da Amese, sargento Edgard Menezes, relata que a assembleia, que deve acontecer neste sábado, 14, às 9h no Cotinguiba, irá debater pontos como a definição de carga horária e a adoção de tickets de refeição, que foram requeridos ao governo ainda no ano de 2009. Outra questão a ser discutida é a obrigatoriedade de serviço em festas particulares para os oficiais que estão de folga.
“Nós não somos contra o Pré-Caju, mas não queremos ser obrigados a trabalhar em dia de folga”, explica sargento Edgard, afirmando que os militares que faltam ao serviço quando são convocados, mesmo que estejam de folga, são punidos com privação de liberdade.
Mas essas não são as únicas reivindicações. O sargento Araújo, vice presidente da Aspra, diz que desde o ano de 2009 a categoria tenta negociar alguns pontos com o governo. Entre os principais, está a exigência de diploma de nível superior para o ingresso na corporação e o pagamento de tickets refeição ao invés das atuais marmitas fornecidas por empresas terceirizadas.
“Por conta dessas marmitas, alguns oficiais que trabalham em companhias do 8º Batalhão, que fica em Aracaju, têm que se deslocar até o 5º Batalhão em Socorro para almoçar. Com os tickets isso não aconteceria”, argumenta o sargento Araújo.
Sargento Edgard denuncia irregularidades nas viaturas da PM (Foto: Arquivo portal Infonet)
A revolta dos militares foi intensificada pelo fato de que o comando da PM convocou todos os policiais a participarem da Operação Divisa Segura. A convocação é para todos os que estiverem de serviço no próximo sábado,14, a partir das 8h.
De acordo com os militares o texto da determinação, que não foi publicada no Boletim Geral Ostensivo (BGO), diz que inclusive os policiais que cumpriram serviço na noite de sexta e madrugada de sábado, devem permanecer nos batalhões. As associações da classe consideram que a operação é na realidade uma forma de esvaziar a assembleia da categoria.
Operação X assembleia
A assessoria de comunicação da PM explica que a intenção da operação é fazer um cerco à capital por conta de eventos festivos. A finalidade principal é impedir a entrada de drogas e de armas e dessa forma, reduzir os índices de criminalidade. De acordo com a PM a operação já estava prevista, mas foi antecipada devido o calendário das festas.
O órgão diz ainda que já é prevista a realização de operações no dia de sábado. No que se refere à alegação de que a operação seria uma forma de impedir a assembleia, a PM afirma desconhecer qualquer elo entre o ato das associações e as atividades da polícia.
Nesse sentido, o sargento Araújo defende que não haverá prejuízos à realização da reunião da categoria. “O comando da PM tem a prerrogativa de fazer operações nos dias e horários que melhor convir, mas a assembleia estará mantida para os oficiais que estão de folga”, assegura.
Apelo à justiça
Sargento Araújo diz que a assembleia acontecerá (Foto: Arquivo Portal Infonet)
No intuito de possibilitar que um maior número de militares participe da assembleia, a direção da Amese, representada pelo capitão Ildomário Gomes, foi ao Fórum Gumersindo Bessa, na manhã de hoje, 13, impetrar um Habeas Corpus preventivo em favor de todos os oficiais que se recusarem a entrar em viaturas irregulares.
O sargento Edgard acusa que hoje, 95% das viaturas oficiais circulam sem o devido emplacamento, estando dessa maneira, em desacordo com o Código de Trânsito Brasileiro. “Esse Habeas Corpus é uma forma de forçar a polícia a agir em conformidade com a Lei. Eles cobram que a tropa siga a lei e cortam nossos direitos, mas por outro lado descumprem determinações legais”, pontua o sargento.
As associações militares aguardam o posicionamento da justiça em relação ao pedido de Habeas Corpus Preventivo. Caso o pedido dos militares seja deferido, nenhum policial sairá dos batalhões em viaturas irregulares. É o que garante o sargento Edgard.
A equipe do Portal Infonet entrou em contato com a Secretaria de Comunicação do governo do Estado, mas a informação é que deveria ouvir o comando da PM.
Caio Guimarães e Kátia Susanna
Fonte: Infonet
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terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Viatura da Rádio Patrulha continua no pátio do Detran
Carro estava circulando em Aracaju com documentação irregular
Viatura da RP se envolveu em acidente na quarta-feira, 4
A viatura da Rádio Patrulha que foi recolhida ao pátio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) a avenida Tancredo Neves, continua estacionada ao lado dos veículos que serão levados ao leilão marcado para o próximo dia 14. O carro da Polícia Militar se envolveu em um acidente de trânsito na noite da última quarta-feira, 4, e para a surpresa dos integrantes do Batalhão de Trânsito (BPTran), a viatura estava circulando com o licenciamento vencido.
Como as viaturas policiais não costumam ser paradas para abordagens em blitzes, há a possibilidade de mais veículos, estarem circulando em situação irregular. O carro pertence à empresa Transtop Comércio e Locação de Veículos, que possui um contrato com a Polícia Militar, para a locação de 25 veículos, equivalente R$ 127 mil ao mês, correspondente a R$ 1 milhão 524 mil reais ao ano.
Carro continua estacionado ao lado dos veículos que serão leiloados no sábado, 14
De acordo com informações da assessoria de Comunicação da Polícia Militar de Sergipe, a Transtop Comércio e Locação de Veículos ficou de efetuar o pagamento ainda na semana passada.
“Quando o veículo foi locado, toda a documentação referente ao ano de 2010 estava em dia. Somente com o fato registrado, ficamos sabendo que a viatura não foi licenciada em 2011 e teve de ser levada pela própria PM ao pátio do Detran, mas a empresa ficou de fazer a regulamentação imediata. Vamos saber o que está acontecendo para a viatura continuar parada”, ressalta o assessor de Comunicação da PM Sergipe, coronel Charles.
Procurada pela reportagem do Portal Infonet, a Transtop Comércio e Locação de Veículos , informou que um dia após o acidente, ou seja, na quinta-feira, 5, ainda no período da manhã, a documentação da viatura 5419 da Rádio Patrulha foi regularizada. E que, se o carro continua parado, “deve ser por conta dos trâmites do Detran”.
Segundo o coordenador de Pátio do Departamento Estadual de Trânsito, Franklin Hansen, todos os veículos que continuam no local é porque estão com alguma coisa pendente. “Não poderia lhe dizer o que está acontecendo com esta viatura agora. O pagamento até já pode ter sido efetuado e os responsáveis pela empresa ainda não terem vindo retirar o carro, que com certeza não irá para leilão, por conta do curto período que foi recolhido”, explica.
A população reclama que enquanto não existe uma explicação concreta para a permanência da viatura no pátio do Detran, a sociedade fica com menos um veículo nas ruas. “Sinceramente não dá para entender porque a Polícia Militar que paga pela locação do veículo, não está cobrando da empresa, a liberação do veículo junto ao Detran. Enquanto isso, a população fica ainda mais carente no que se refere ao combate à criminalidade”, lamenta o professor Sérgio Silva.
Por Aldaci de Souza
Fonte: Infonet
Viatura da RP se envolveu em acidente na quarta-feira, 4
A viatura da Rádio Patrulha que foi recolhida ao pátio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) a avenida Tancredo Neves, continua estacionada ao lado dos veículos que serão levados ao leilão marcado para o próximo dia 14. O carro da Polícia Militar se envolveu em um acidente de trânsito na noite da última quarta-feira, 4, e para a surpresa dos integrantes do Batalhão de Trânsito (BPTran), a viatura estava circulando com o licenciamento vencido.
Como as viaturas policiais não costumam ser paradas para abordagens em blitzes, há a possibilidade de mais veículos, estarem circulando em situação irregular. O carro pertence à empresa Transtop Comércio e Locação de Veículos, que possui um contrato com a Polícia Militar, para a locação de 25 veículos, equivalente R$ 127 mil ao mês, correspondente a R$ 1 milhão 524 mil reais ao ano.
Carro continua estacionado ao lado dos veículos que serão leiloados no sábado, 14
De acordo com informações da assessoria de Comunicação da Polícia Militar de Sergipe, a Transtop Comércio e Locação de Veículos ficou de efetuar o pagamento ainda na semana passada.
“Quando o veículo foi locado, toda a documentação referente ao ano de 2010 estava em dia. Somente com o fato registrado, ficamos sabendo que a viatura não foi licenciada em 2011 e teve de ser levada pela própria PM ao pátio do Detran, mas a empresa ficou de fazer a regulamentação imediata. Vamos saber o que está acontecendo para a viatura continuar parada”, ressalta o assessor de Comunicação da PM Sergipe, coronel Charles.
Procurada pela reportagem do Portal Infonet, a Transtop Comércio e Locação de Veículos , informou que um dia após o acidente, ou seja, na quinta-feira, 5, ainda no período da manhã, a documentação da viatura 5419 da Rádio Patrulha foi regularizada. E que, se o carro continua parado, “deve ser por conta dos trâmites do Detran”.
Segundo o coordenador de Pátio do Departamento Estadual de Trânsito, Franklin Hansen, todos os veículos que continuam no local é porque estão com alguma coisa pendente. “Não poderia lhe dizer o que está acontecendo com esta viatura agora. O pagamento até já pode ter sido efetuado e os responsáveis pela empresa ainda não terem vindo retirar o carro, que com certeza não irá para leilão, por conta do curto período que foi recolhido”, explica.
A população reclama que enquanto não existe uma explicação concreta para a permanência da viatura no pátio do Detran, a sociedade fica com menos um veículo nas ruas. “Sinceramente não dá para entender porque a Polícia Militar que paga pela locação do veículo, não está cobrando da empresa, a liberação do veículo junto ao Detran. Enquanto isso, a população fica ainda mais carente no que se refere ao combate à criminalidade”, lamenta o professor Sérgio Silva.
Por Aldaci de Souza
Fonte: Infonet
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Viatura é apreendida por atraso no licenciamento
Uma viatura da Companhia de Rádio Patrulha da PMSE se envolveu em um acidente de trânsito e acabou sendo recolhida ao pátio do Detran por atraso no licenciamento.
Assista a matéria exibida pela TV Sergipe clicando aqui.
Viatura da PM está com licenciamento vencido
BPTran confirma que o veículo foi recolhido ao pátio do Detran
Viatura rodava sem estar devidamente licenciada pelo Detran (Foto: Arquivo Portal Infonet)
A viatura da Rádio Patrulha de número 5419, que se envolveu um acidente de trânsito na noite da quarta-feira, 4, em Aracaju, estava circulando em situação irregular e foi recolhida ao pátio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), segundo confirmou o tenente-coronel Daltron de Almeida, comandante do Batalhão de Trânsito (BPTran).
Irregularidades em frota que serve à Secretaria de Sergurança Pública não é novidade. O Portal Infonet já publicou matéria especial sobre irregularidades no emplacamento de viaturas ostensivas utilizadas pela Secretaria de Estado da Segurança Pública e pela Polícia Militar de Sergipe.
Neste último caso específico, o tenente-coronel Daltron informa que, no momento do acidente, ficou constatado, ao analisar a documentação dos veículos envolvidos, que o licenciamento da viatura em questão não teria sido renovado em 2011, estando, portanto, vencido, sendo vedada a circulação de veículos nestas condições. O comandante do BPTran diz que esta seria a primeira vez que detectou irregularidade em veículos que atendem à Polícia Militar, desde que assumiu o comando do BPTran, em junho do ano passado.
Ele garante que os policiais responsáveis pela fiscalização do trânsito não costumam parar veículos que prestam serviços à Polícia do Estado para abordagens, mas quando há acidentes com as viaturas, a primeira medida é checar a documentação dos veículos envolvidos. “E, havendo irregularidade, o veículo é recolhido ao pátio do Detran até que a regularização seja feita”, informa o tenente-coronel Daltron. “Não há corporativismo”, garante.
Frota locada
Para garantir o policiamento preventivo no Estado de Sergipe, a Transtop Comércio e Locação de Veículos é detentora de um contrato com a Polícia Militar que envolve recursos na ordem de R$ 127 mil ao mês, o equivalente a R$ 1,524 milhão ao ano. O contrato assegura a locação de uma frota composta por 25 veículos para servir à PM.
Desta forma, conforme ressalta o coronel Abner Lobo, chefe da 4ª Sessão do Estado Maior Geral, a responsabilidade pela manutenção da frota, inclusive pela regularização dos veículos, é da locadora e não do locatário, neste caso, a Polícia Militar. “Inexistente de solidariedade para os casos que envolvam qualquer irregularidade ou acidente com os veículos locados”, diz o coronel.
Ele não soube precisar se há outros veículos em situação irregular prestando serviços à Polícia Militar, mas garante que há, regularmente, acompanhamento e fiscalização para evitar que a frota circule com documentação pendente ou com problemas na manutenção.
O contrato para a locação dos veículos está sendo renovado neste mês, segundo informou o coronel Lobo. “E, como o contrato está sendo renovado, a empresa locadora terá que apresentar toda a documentação, comprovando que os veículos foram devidamente licenciados e que estão em perfeitas condições de uso”, considera.
O gerente operacional da Transtop, Venâncio Matias de Araújo, confirma a irregularidade e assume a responsabilidade. Ele não quantificou, mas garante que há outros veículos locados à PM em situação irregular. Venâncio esclarece que ocorreu uma falha provocada pelo excesso de confiança no pessoal que trabalha neste setor, que acabou produzindo um erro no pagamento do licenciamento dos veículos da frota locada ao Governo. Ele garante que, assim que tomou conhecimento, iniciou os procedimentos para regularização de toda a frota.
Cássia Santana
Fonte: Infonet
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