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sexta-feira, 1 de junho de 2018

MP 837 institui indenização para policial rodoviário que trabalhar durante folga

A Medida Provisória 837/2018, publicada na quarta-feira (30), institui uma indenização de caráter temporário e emergencial ao policial rodoviário federal que, voluntariamente, trabalhar durante o repouso remunerado em ações relevantes, complexas ou emergenciais que exijam significativa mobilização da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

A MP foi editada para garantir a atuação dos policiais rodoviários durante a greve dos caminhoneiros, quando grande parte do efetivo teve que ser mobilizado. A Advocacia-Geral da União (AGU) elaborou uma orientação para os policiais aplicarem multas aos caminhoneiros que obstruíam rodovias.

A indenização será de R$ 420 por escala ou turno de seis horas, e de R$ 900 por 12 horas trabalhadas. O valor não poderá ser pago cumulativamente com diárias ou com indenização de campo. Quando houver cumulatividade, o policial receberá a verba indenizatória de maior valor.

A MP determina que sobre a indenização não haverá incidência de Imposto sobre a Renda e contribuição previdenciária. Também não será incorporada ao salário do policial e não poderá ser utilizada como base de cálculo para outras vantagens, inclusive aposentadoria ou de pensão por morte.

Um ato do ministro extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann, estabelecerá as condições e os critérios necessários para o recebimento da indenização. Os recursos necessários para custear a despesa virão de remanejamentos de dotações da própria PRF.

Da Agência Câmara Notícias

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Minas Gerais: Comissão quer convocar comando da PM para explicar jornada

Motivo é a ausência de representantes do Estado na reunião sobre o descumprimento da lei que fixa jornada de militares.

O presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputado Sargento Rodrigues (PDT), defendeu nesta terça-feira (3/10/17) que o comando da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) seja convocado para explicar o descumprimento que estaria ocorrendo com a carga horária prevista em lei para bombeiros e policiais militares.

O assunto foi debatido em audiência solicitada pelo deputado, uma vez que várias unidades da PMMG estariam adotando a escala mensal de trabalho, sem respeitar a jornada semanal definida em lei. O parlamentar apresentou requerimento de convocação do comando da PMMG, a ser votado posteriormente, justificando que esta seria a quarta ausência de representantes da corporação convidados para reuniões na comissão, sobre temas diversos. O requerimento de convocação é assinado também pelo deputado João Leite (PSDB), vice-presidente.

Os dois deputados criticaram a violação da Lei Complementar 127, de 2013, que estaria ocorrendo em batalhões de Belo Horizonte. A norma fixa em 40 horas a carga semanal de trabalho dos militares estaduais e, conforme os parlamentares, demandou muita discussão para ser aprovada pela ALMG.

“Mas, temos um comando de gabinete, que não sabe o que acontece nas ruas e nem comparece a reuniões”, criticou João Leite, demonstrando preocupação especial para com a saúde dos policiais, que já estariam sofrendo com a falta de efetivo e, agora, com jornadas que fugiriam à norma.

Ressalva - A lei complementar em questão tem como ressalva o disposto no artigo 15 da Lei 5.301, de 1969 (Estatuto dos Militares do Estado), que determina que a qualquer hora do dia ou da noite, o policial militar deve estar pronto para cumprir a missão que lhe for confiada por superiores hierárquicos ou imposta por leis e regulamentos.

Sobre essa prontidão do policial, o deputado Cabo Júlio (PMDB) mencionou que a legislação trabalhista prevê o sobreaviso remunerado, mas que, na prática, isso tem sido adotado tirando-se horas de folga do policial e sem o devido pagamento.

Policial vê artifício para cobrir falta de efetivo

Apontada como uma das unidades que estaria descumprindo a lei, a 6ª Companhia do 1º Batalhão, com sede no Centro da Capital, teria criado, por resoluções internas, uma escala de trabalho diferenciada de acordo com o número de dias de cada mês.

Lotado nessa unidade, o soldado PM Aguinaldo Martins de Oliveira disse que é policial há 21 anos e que hoje trabalha à noite. Ele relatou que a sistemática de cálculo mensal adotada pela companhia faz com que o policial chegue ao fim do mês devendo horas.

Para saldar, os policiais, segundo ele, têm sido convocados para trabalhar em outros dias que seriam de folgas, por meio da chamada reposição de carga horária, como forma de cobrir buracos diante do baixo efetivo.

“Não tenho vida social, não posso mais nem sair com minha esposa e minhas duas filhas num domingo, com medo de, na hora do trabalho à noite, colocar meu companheiro de policiamento em risco por cansaço e falta de reflexos”, desabafou o militar, que ainda falou da precariedade das instalações do local, classificando o ambiente de insalubre e mencionando inclusive a presença de ratos na unidade.

Para Héder Martins de Oliveira, chefe de gabinete do deputado federal Subtenente Gonzaga (PDT/MG), a situação relatada "beira o absurdo". Por más condições de trabalho e sujeitos a riscos cotidianos, ele afirmou que quase 500 policiais perderam a vida no Brasil no ano passado e que, somente na semana passada, dois policiais morreram em Minas.

Michael André Santos, do Centro Social dos Cabos e Soldados da PMMG, também reclamou que a categoria enfrenta sobrecarga nas funções, sem tempo de lazer e estando quase sempre de sobreaviso. Nesse sentido, o presidente da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Minas Gerais (Aspra), sargento Marco Antônio Bahia Silva, também lembrou que a lei que estaria sendo desrespeitada foi fruto de uma intensa luta da classe.

Audiências - Durante a reunião, foram aprovados dois requerimentos de audiência pública, de autoria do presidente. Um deles é para discutir memorando que estipula escala de sobreaviso aos policiais miltares lotados nos destacamentos da polícia da região de Teófilo Otoni (Vale do Mucuri), que teria sido adotada pela falta de efetivo.

Outro requerimento é para debater a escala de apenas um policial por turno de serviço que estaria sendo usual em vários destacamentos, comprometendo a integridade física e a vida de policiais.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Guarda metropolitana é nova ideia para segurança

Secretário da pasta em Santos sugere, no Condesb, que as guardas locais tenham atuação e estrutura unificadas


A criação de uma Guarda Civil Metropolitana com atuação nas nove cidades da região deu seus primeiros passos. A proposta de unificar as corporações está em debate no grupo de trabalho do Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb) que busca soluções para barrar a escalada da violência. E deve ser um dos planos a fim se enfrentar as questões relacionadas à criminalidade.

A ideia de unificação das oito guardas da região – Cubatão não tem uma corporação do gênero, mas pretende (leia nesta página) – foi apresentada na manhã de ontem pelo secretário municipal de Segurança, Sérgio Del Bel Júnior. A medida é possível desde agosto de 2014, quando passou a valer o Estatuto Geral das Guardas Municipais (Lei 13.022/2014). O texto autoriza ações como o porte de armas de fogo pelos integrantes dessas instituições.

Del Bel defendeu a formalização de um modelo regional de cooperação entre as guardas. Na prática, a medida cria uma unidade de atuação regional. Segundo ele, a formação de uma só corporação para toda a Baixada Santista daria mais dinamismo nas ações de repreensão ao crime, mesmo não sendo a função principal das guardas municipais.

Um dos argumentos é ampliar os limites de atuação das corporações, que atualmente estão restritos aos municípios nas quais estão sediadas. Atualmente, um agente de Santos fica impedido de autuar um suspeito assim que ele atravessa a divisa com São Vicente. Outro ponto defendido pelo secretário santista é a economia de recursos públicos para a formação e treinamento e requalificação dos agentes.

A proposta visa a unificar, inclusive, o centro de aperfeiçoamento de guardas. Essa unidade teria como outra função a criação de estudos para aperfeiçoar a segurança regional. “Devido a sua posição estratégica, indico que essa unidade fique em Praia Grande”, propõe o secretário santista.

Por vídeo

Além de compartilhar estrutura física, a proposta prevê o uso conjunto dos sistemas de câmeras de segurança instaladas nas cidades.

Essa ideia não é nova, mas esbarra nas diferentes tecnologias utilizadas em cada município. “O ideal é ter troca de informações em tempo real. E consolidar uma ferramenta de tecnologia de informação que permite ter essa integração com mais velocidade”, afirma o presidente do Condesb e prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão (PSDB).

Efetivo

Embora diga que apenas policiamento não resolverá a questão da violência urbana, Mourão cobrou mais policiais nas ruas. Ele alega que o uso de pessoal de outras regiões nos finais de semana seria uma maneira paliativa de ampliar a vigilância local. “Usaríamos nossos policiais para ampliar o efetivo nos dias de semana”. A medida, entretanto, enfrenta resistência do Governo Estadual, por questões logísticas.

O presidente do Condesb considera que esse entrave seria facilmente resolvido com “um pouco de boa vontade política”. Ele cita o volume de lixo produzido como forma de exemplificar a população flutuante na Baixada Santista. “O que recolhemos (de lixo) das ruas sinaliza termos uma população de 600 mil habitantes. Praia Grande tem pouco mais de 300 mil (fixos)”. Ele citou, ainda, que a região tem 250 mil imóveis de veraneio. “Se fizermos a média de duas pessoas por apartamento, são meio milhão de pessoas”.

O prefeito de Praia Grande menciona outros pontos que devem ser analisados. Cita, como exemplo, adoção de medidas socioeducativas para inibir que menores de idade sejam aliciados pelo crime organizado e mecanismos das prefeituras para fortalecer essas ações. Mourão apontou, também, o sucateamento das policias Civil e Militar na região.

Fonte: A Tribuna

BPRP busca melhorias na sua estrutura e pede apoio ao Capitão Samuel


Na manhã desta quinta-feira, 14, o Presidente da Comissão de Segurança Púbica da Alese e deputado estadual, Capitão Samuel realizou, fez uma visita de fiscalização e apoio aos colegas de farda da BPRP (Batalhão de Polícia de Radiopatrulha). A conversa com os militares do Batalhão teve o objetivo de pedir o apoio, junto ao parlamentar, para cobrar viaturas e efetivo para a unidade, que se encontra desfalcada.

O capitão Samuel confirmou o compromisso e irá buscar, junto à SSP, a solução para este problema. "Vamos cobrar viaturas e efetivo para Batalhão, onde entendemos a necessidade de reestruturar esta importante unidade. O BPRP é imprescindível para redução da violências no estado de Sergipe", afirma.

Fonte: Capitão Samuel/Facebook

domingo, 10 de setembro de 2017

Sargento Rodrigues: Comissão de Segurança Pública vai discutir sucateamento de delegacias no interior de Minas

Sargento Rodrigues

A Comissão de Segurança Pública aprovou na manhã desta terça-feira, 5/9/2017, requerimento de autoria do deputado Sargento Rodrigues, para que seja realizada audiência pública para discutir as precariedades das delegacias de polícia localizadas no interior do estado, especialmente nas regiões do Vale do Aço, Rio Doce, Mucuri, Jequitinhonha e Norte, devido as denúncias de ausência de materiais básicos como papel higiênico e canetas para os servidores públicos, além da insuficiência no efetivo de policiais.

Segundo matéria publicada hoje, no jornal Metro, a situação na qual se encontram essas delegacias é preocupante. Além da falta dos materiais básicos, que em alguns casos são doados por comerciantes dos municípios, a falta de efetivo prejudica, entre outras coisas, os plantões aos fins de semana e investigações, sendo necessária a contribuição de servidores das prefeituras das cidades.

Sargento Rodrigues denunciou as formas como o Governo do Estado vem maquiando os dados sobre a Segurança Pública no estado e afirmou que as Polícias Militar e Civil estão entrando em colapso, principalmente, pela falta de efetivo, questão para qual que o Governo não se atenta.

Ao final, o deputado salientou a importância da presença dos representantes de algumas entidades na audiência pública que será realizada, como da Associação dos Delegados, do Sindicato dos Delegados de Polícia de Minas Gerais (Sindepominas), e dos Sindicatos dos Escrivães, dos Peritos e Médicos legistas, e dos Investigadores.

Fonte: Facebook Sargento Rodrigues

domingo, 30 de julho de 2017

Capitão Samuel faz visita de fiscalização ao Corpo de Bombeiros de Nossa Senhora do Socorro


Realizando o trabalho de fiscalização da segurança pública do Estado de Sergipe, o deputado Capitão Samuel visitou, na manhã deste sábado, 19, a unidade do Corpo de Bombeiros do município de Nossa Senhora do Socorro, onde foi recebido pelos militares.

Durante a visita o parlamentar identificou que unidade precisa de manutenção em caráter de urgência. "Além da reforma, podemos perceber que, infelizmente, o efetivo está reduzido. Atualmente, apenas 4 homens atendem as ocorrências em 9 municípios, incluindo Socorro", afirma.

Fonte: Assessoria Parlamentar Capitão Samuel

sábado, 8 de julho de 2017

Capitão Samuel visita conjuntos de Socorro e detecta problemas na segurança pública


Parque dos Faróis, Lavandeira, Jardim, Pai André, Guajará e São José, conjuntos residenciais localizados em Nossa Senhora do Socorro, foram visitados pelo Capitão Samuel na manhã deste sábado, 08, onde o parlamentar constatou problemas graves na segurança pública. Aproximadamente 50 mil pessoas residem nessa região e apenas uma viatura policial está disponibilizada para atender a população, dificultando o resultado do trabalho da Polícia Militar.


O Capitão Samuel entrou em contato com a secretaria de segurança pública e na segunda-feira já vai fazer a solicitação de mais viaturas para atender aquela região. "Temos um número de efetivo disponível, mas não temos a viatura para circular nas ruas destes conjuntos. Vou lutar para levar mais carros para atender a população de Socorro", declara.

Fonte: Facebook Capitão Samuel

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Georgeo Passos pede ao Governo mais investimentos para Radiopatrulha

George Passos. Foto Aspra Sergipe

O deputado estadual Georgeo Passos (PTC) relatou em seu discurso proferido durante o pequeno expediente da sessão plenária desta quarta-feira, dia 24, a troca do comando da Radiopatrulha de Sergipe. O major Vitor Anderson de Moraes, que esteve à frente da unidade até a última terça-feira, dia 23, passou a comandar o Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP) e foi substituído pelo tenente coronel Carlos Rollemberg, que voltou a unidade.

O deputado parabenizou o trabalho do major Vitor que mesmo com dificuldades de aparelhamento, o comandante conseguiu executar ações eficazes no combate ao tráfico de drogas e na apreensão de armas no Estado. “O major Vitor e todos os PMs que fazem parte da RP fizeram um ótimo trabalho. O oficial elaborou ações eficazes no combate às drogas e também na apreensão de armas aqui dentro de Sergipe. Mesmo diante de falta de efetivo, da redução do número de viaturas e também de aparelhamento dentro da unidade, ele teve sucesso”.

Georgeo lembrou que nos últimos meses a radiopatrulha sofreu uma espécie de boicote por parte do Governo do Estado, já que o número de policiais foi reduzido e que as viaturas pertencentes à unidade foram retiradas de lá. “O Governo começou a reduzir o número de viaturas e de policiais militares e também no aparelhamento da unidade. Pela relevância do trabalho desempenhado por eles, pedimos que o Estado faça mais investimentos no Batalhão”, solicita.

O parlamentar aproveitou para desejar sucesso ao novo gestor e fez um apelo ao Governo para que faça mais investimentos na radiopatrulha a fim de evitar que a unidade feche as portas. “Aproveito para desejar sucesso ao novo gestor, TC Carlos Rollemberg e pedir que o Governo invista mais na Radiopatrulha, para que ela possa continuar a contribuir com a segurança em Sergipe”, pontua.

Assessoria Parlamentar

domingo, 23 de abril de 2017

PM promove mais de 1.200 militares na segunda-feira, 24


A Polícia Militar do Estado de Sergipe realiza evento histórico às 20h da segunda-feira, 24, no Ginásio Constâncio Vieira, elevando 1.267 homens e mulheres ao posto/graduação imediatamente superior. Esta é a primeira promoção de oficiais e praças da PMSE, em função da Progressão por Tempo de Serviço (PTS) – instituída recentemente por legislação sancionada pelo governador Jackson Barreto.

A PTS é um divisor de águas na história dos servidores militares de Sergipe, que estavam com as suas carreiras congestionadas, sem perspectiva de ascensão profissional. A partir dela, foi estabelecido tempo máximo de permanência do militar no posto ou graduação em que se encontra, garantindo a fluidez da sua trajetória na Corporação, independentemente da abertura de vagas.

A importância da Progressão por Tempo de Serviço na vida do servidor militar sergipano e de suas famílias é imensurável, pois tal medida evita que policiais militares permaneçam na primeira graduação por 18 anos (quase 2/3 da carreira), como acontecia corriqueiramente dentro da Instituição, desmotivando o PM, que ficava fadado à estagnação profissional.

Assim, o evento que ocorre na segunda-feira, 24, marca a promoção de 44 oficiais e 1.223 praças da Polícia Militar, beneficiando diretamente quase 1/3 de todo o efetivo policial da Corporação, bem como toda uma geração que se seguirá nas fileiras da PMSE. Vale frisar que, do montante promovido nesta festividade, apenas 20 oficiais não estão ascendendo por meio da PTS, sendo elevados por força do sistema tradicional de promoção.

A solenidade militar conta com a ilustre presença do governador do Estado de Sergipe, Jackson Barreto de Lima, que será recepcionado, ainda na parte externa do Ginásio Constâncio Vieira, por uma guarda de honra formada por alunos do Curso de Formação e Soldados (CFSd). A previsão é que o evento lote a segunda maior praça desportiva da capital, pois os promovidos estarão acompanhados de padrinhos ou madrinhas e de familiares.

Promoções

Os promovidos estão distribuídos entre nove postos e graduações, sendo 23 capitães indo a major; nove primeiros-tenentes a capitão; sete segundos-tenentes a primeiro-tenente e cinco subtenentes a segundo-tenente. O momento também eleva 51 primeiros-sargentos a subtenente; 72 segundos-sargentos a primeiro-sargento; 41 terceiros-sargentos a segundo-sargento; 349 cabos a terceiro-sargento e 710 soldados a cabo.

Homenagem a Tiradentes

A solenidade, que promove oficiais e praças, também acontece em homenagem ao 21 de abril, dia do Patrono das Polícias Militares do Brasil, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, que, pela lei 4.897, de 9 de dezembro de 1965, foi proclamado Patrono Cívico da Nação Brasileira.

Serviço

O quê – Promoção de mais de 1.200 oficiais e praças;
Quando – Segunda-feira, 24, às 20h;
Onde – Ginásio Constâncio Vieira, na Rua Vila Cristina;
Informações – Coronel Paulo Paiva, chefe da PM-5: 98867-7011.

Fonte: PMSE

terça-feira, 11 de abril de 2017

Falta de policiamento no interior preocupa a população

O número reduzido de policiais civis e militares na maioria dos municípios, tem deixado a população preocupada. A violência tomou conta do estado. Nas últimas 24 horas, o IML recolheu 12 corpos, sendo 11 homicídios. Em alguns municípios, apenas dois policiais são responsáveis por fazer a segurança de toda a cidade e de povoados. Além disso, eles são obrigados a manter a segurança nas delegacias o que acaba prejudicando o trabalho, já que eles não podem abandonar os postos de trabalho sob pena de serem penalizados.

Esta semana, a redação recebeu um e-mail de um morador de uma cidade do interior onde ele conta que em seu município, apenas três policiais militares fazem a segurança e mesmo assim, em apenas um dia, dois deles trocaram tiros com bandidos e recuperaram duas motos roubadas. Na troca de tiros ninguém ficou ferido, porém os marginais conseguiram fugir, já que o número de militares era inferior ao dos bandidos que eram três.

Em todo o estado, policiais militares efetuam centenas de prisões por dia e com isso evitam muitos problemas para a população, só que não consegue reduzir o índice de criminalidade, justamente pelo baixo efetivo militar. Como quase não se vê PMs nas ruas, os bandidos ficam mais soltos para agirem.

Por conta dessas situações, a população há muito vem cobrando do governo para que faça novo concurso para Polícia Militar. Esse concurso já foi anunciado pelo governador que prometeu realizar ainda este ano. Alguns conhecedores da segurança pública, defendem que o governo convoque todos os excedentes do último concurso e realize outro de imediato.

Munir Darrage

Faxaju

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

MP ajuiza ação para convocação de aprovados na SSP e PC

Promotores querem que Estado emposse aprovados

O Ministério Público de Sergipe, por intermédio da Curadoria do Controle Externo da Atividade Policial, ajuizou duas Ações Civis Públicas em face do Estado de Sergipe, para que sejam promovidas medidas que influenciarão na melhoria da segurança pública no Estado.

Nas ações, os promotores de justiça, João Rodrigues e Jarbas Adelino, requerem que o Poder Judiciário conceda a tutela antecipada para compelir o Estado de Sergipe a nomear e empossar os aprovados no concurso público para a Secretaria de Segurança Pública, nos cargos que estão vagos no âmbito da Coordenadoria Geral de Perícias – COGERP, nas seguintes funções: 31 aprovados para o cargo de Perito Criminalístico de 3ª Classe; 31 aprovados para o cargo de Papiloscopista de 3ª Classe e 23 aprovados para o cargo de Agente Técnico em Necropsia de 3ª Classe.

Além disso requerem, também, a nomeação e posse dos aprovados no concurso para os cargos vagos na Polícia Civil, especificamente nas funções de: 46 aprovados para o cargo de Escrivão de Polícia Judiciária de 3ª Classe e 416 aprovados para o cargo de Agente de Polícia Judiciária de 3ª Classe.

Consta dos autos que, por conta do número insuficiente de servidores na SSP e na Polícia Civil, a prestação de serviços está comprometida. De acordo com Relatório Diagnóstico da Perícia Oficial de Sergipe, a falta de material e equipamentos, bem como a carência de pessoal, fazem com que a perícia sergipana seja considerada a pior do Brasil.

Não menos importante, a deficiência no quadro de pessoal da Polícia Civil contribui para a sensação de “insegurança” pública em Sergipe. “O que dizer da situação da Polícia Civil, na qual em atividade só existem 958 Policiais Civis para uma população de mais de 2 milhões de habitantes, numa proporção de 01 policial para cada 2088 habitantes?”, questionaram os promotores nos autos.

Consoante previsão legal, para organização e funcionamento adequados, o efetivo deveria conter, no mínimo, 1420 integrantes, mormente levando em consideração que as demandas sociais que exigem a atuação da Polícia Civil aumentaram nos últimos cinco anos. Sergipe aponta nas estatísticas como um dos Estados mais violentos do Brasil.

Vale frisar, de acordo com a ACP, que, tanto na SSP quanto na Polícia Civil existem vagas esperando para serem preenchidas. Se o Estado por vontade própria não age para resguardar direitos fundamentais do cidadão e da própria sociedade, cabe ao Poder Judiciário, dando guarida às ações ministeriais interpostas, compeli-lo a agir.

Em ambas as ações, o MP pontua que: “caso o número de candidatos aprovados nos concursos seja insuficiente para preencher as vagas em aberto, o Judiciário determine a realização de um novo concurso público.

Fonte: MPE/Portal Infonet

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Postos dos Bombeiros no interior podem fechar as portas


É o que denuncia a Associação dos Militares de Sergipe

Postos do Corpo de Bombeiros do interior podem fechar as portas por causa do baixo efetivo de bombeiros militares. É o que informa a assessoria jurídica da Associação dos Militares de Sergipe (Amese). Segundo denuncia a Amese, a falta de efetivo é tão gritante que está prejudicando o trabalho de fiscalização dos atestados de regularidade e vistorias feitas pela corporação em órgãos e prédios públicos, e empresas e prédios particulares, a exemplo do que ocorreu no caso do Makro.

A denúncia da Amese foi levada à Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos do Consumidor e à Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe (Alese). “Recebemos reclamações de colegas do Corpo de Bombeiros e como eles não podem denunciar, mas nós podemos, então estamos fazendo isso no sentido de cobrar as devidas providências para que não haja uma desestruturação maior do serviço”, explica o advogado da Amese, Márlio Damasceno.

Segundo ele, no dia do incêndio que ocorreu no Makro foi preciso mobilizar todo o aparato do Corpo de Bombeiros de Aracaju, mais o reforço das unidades de Socorro, Itabaiana e Estância, bem como a utilização de cerca de 50 bombeiros militares que estavam de folga. “Eles foram espontaneamente até o local, para auxiliar seus companheiros, pois caso contrário seria grande a dificuldade para debelar o incêndio”, afirma.

Denúncia

A promotora de Justiça de Defesa dos Direitos do Consumidor, Euza Missano, informa que o Ministério Público vai instaurar um procedimento para verificar a possiblidade de o Corpo de Bombeiros estar instrumentalizado e garantindo segurança para os seus homens em defesa da população. “Nós precisamos muito do Corpo de Bombeiros, principalmente desse núcleo do NAT, que é o que faz as verificações dos equipamentos de combate a incêndio e pânico”, diz ela.

Euza Missano explica que o baixo efetivo do CBM é um prejuízo muito grande para a sociedade sergipana. “Porque nós precisamos garantir pelo menos que as casas de shows, e locais onde haja uma grande concentração de público possuam uma segurança, uma certeza de um projeto de combate a incêndio e pânico com área de fuga, extintores de incêndio, e para isso a gente precisa de um Corpo de Bombeiros ativo e presente. Não adianta responsabilizar o Corpo de Bombeiros se ele não tem um efetivo necessário”, afirma a promotora de Justiça.

Atualmente, de acordo com dados da Amese, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Sergipe conta com 570 bombeiros militares e por dia, são escalados cerca de 60 bombeiros militares para atender todo o Estado de Sergipe. A reportagem do Portal Infonet entrou em contato com a assessoria de comunicação do Corpo de Bombeiros por telefone e por e-mail e aguarda resposta.

A equipe de jornalismo do Portal Infonet tentou contato com a assessoria de comunicação do Corpo de Bombeiros, mas não obteve êxito. O jornalismo continua à disposição da corporação no email jornalismo@infonet.com.br e no tel (79)2106-8000.

Moema Lopes

Fonte: Portal Infonet

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Capitão Samuel encontra problemas de abastecimento de viaturas em Neópolis

A última visita de fiscalização realizada pelo deputado Capitão Samuel, nesta sexta-feira, 27, foi à cidade de Neópolis. As visitas tem o objetivo de identificar problemas na segurança pública dos municípios sergipanos. O deputado esteve na companhia de polícia da cidade, onde cinco policiais estavam de serviço. Um número bom de efetivo, mas infelizmente uma única viatura estava sem combustível.


Fonte: Assessoria Parlamentar Capitão Samuel

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

A cada 17h47min um policial morre no Brasil

Entre janeiro e dezembro de 2016, morreram 493 profissionais de segurança pública em todo o Brasil.

 Mortes por Corporação/Fonte: OPB

Mortes por Estado/ Fonte: OPB

Os dados fazem parte do Mortômetro, instrumento criado pela Ordem dos Policiais do Brasil (OPB) para o monitoramento do aumento da violência contra policiais militares, civis, federais, rodoviários federais, ferroviários federais, legislativos, agentes penitenciários, agentes de trânsito, guardas municipais, guardas portuários e bombeiros.

Segundo, o Policial Federal Flávio Moreno, Presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Estado de Alagoas e Conselheiro Federal da OPB, os números mostram que estamos em guerra, se compararmos os números com a “Guerra contra o Terrorismo”: “O Pentágono informou que 2.091 soldados dos Estados Unidos morreram desde 2001 no Afeganistão e em outras partes do mundo na “guerra contra o terrorismo”, durante 1 (uma) década de guerra, iniciada em outubro de 2001, após os atentados de 11 de Setembro, nos EUA. A guerra foi finalizada em 2011, com a retirada de tropas americanas do Afeganistão.

Os números do Brasil, correspondem a 1,35 policial morto por dia, mais do que o dobro do número de americanos mortos por dia em combate no Afeganistão, durante a “Guerra ao Terror”. Precisamos endurecer as leis penais e garantir ao policial o poder completo de polícia preventiva e investigativa, a exemplo dos países que modernizaram sua segurança pública.

Para o presidente da Ordem dos Policiais do Brasil (OPB), Frederico França, os números são uma triste constatação: a segurança pública clama por socorro. “A violência ultrapassou barreiras e os profissionais que a combatem são suas maiores vítimas”, diz ele. O maior numero de mortes aconteceu entre os policiais militares (335), policiais civis (68) e guardas municipais (34). Mais, levando em consideração o número do efetivo, as 17 mortes entre os PRFs são, proporcionalmente, as maiores. Quanto aos estados, o Rio de Janeiro é o campeão com 133 mortes, seguido de São Paulo com 54 e Bahia com 41. Alagoas está na sexta colocação nacional com 19 mortes.

Segundo, Cabo Bebeto, esses números em Alagoas e no Brasil, mostram a necessidade do endurecimento penal e valorização do policial e profissional de segurança pública, já que são a primeira linha de defesa do cidadão contra a barbárie da criminalidade que produz a vitimização em bens e vida de milhões de brasileiros, anualmente.

O Mortômetro permite avaliar ainda quais as regiões tiveram maior número de profissionais mortos. Dentre os dez primeiros colocados, estão três estados do Sudeste (Rio de Janeiro, São Paulo e Minas) e quatro do Nordeste (Bahia, Ceará, Alagoas e Pernambuco). Todos os dados estão sendo catalogados e serão transformados num dossiê, o qual deve servir como base para a elaboração de propostas de mudança para segurança pública, contemplando uma reforma estruturante nas polícias e segurança pública do país.

Salientando que, infelizmente, as contagens de 2017 já começaram.

Maceió, 13 de Janeiro de 2017.

Conselho Federal OPB/AL
Policial Federal Flávio Moreno
Cabo Bebeto

Fonte: Ordem dos Policiais do Brasil/Portal Agentes Federais BR

Falta de efetivo: Bombeiros desconhecem número de prédios com licença vencida em Sergipe


O Corpo de Bombeiros de Sergipe não tem como precisar o número de prédios que estão com o atestado de segurança contra incêndio vencido. Isso porque o efetivo da corporação é insuficiente para fazer todas as vistorias necessárias. As inspeções só ocorrem quando o proprietário do estabelecimento procura o órgão, o que nem sempre acontece. No caso do Makro, que teve a loja destruída após um incêndio em Aracaju, a licença dos Bombeiros estava vencida desde julho do ano passado e, caso o sinistro não tivesse acontecido e os proprietários não procurassem o Corpo de Bombeiros, o alvará continuaria sem validade.

A última vez que a rede de supermercados atualizou o certificado foi em 2014. Uma análise preliminar constatou que, no sinistro da semana passada, alguns sistemas de segurança não funcionaram.“Uma série de preventivos existiam no local, sinalização de emergência, aparelhos de extintores, no entanto, alguns sistemas também não funcionaram”, observa o major Morais, chefe do Departamento de Fiscalização e Vistoria da corporação, salientando que apenas o laudo da perícia vai apontar as falhas.Isso não significa que o Corpo de Bombeiros não esteja trabalhando. Segundo o Departamento de Fiscalização e Vistoria da corporação, por ano uma média de cinco mil procedimentos são instaurados. Ainda assim, o número deveria ser bem maior.

“Temos um efetivo que é reduzido e uma demanda de processos que é muito grande. O Corpo de Bombeiros tem dado prioridade à demanda das empresas que buscam regularização. Porém, há uma defasagem de mais de 50% no nosso efetivo. Isso tem dificultado os trabalhos”, reconhece o major Morais. “Não tem como estar controlando tudo, até por causa da demanda. Se você tem um empreendimento e quer estar funcionando legalmente, é preciso buscar a regularização”, afirma o comandante da corporação, coronel Eduardo Pereira.

O governo afirma ter ciência do déficit nos quadros dos Bombeiros e estima que até o final de 2017 deva ser possível lançar o edital para realização de um novo concurso público. No entanto, segundo o Executivo, a medida vai depender da “saúde financeira e fiscal do Estado”. 

A Vistoria

De acordo com a legislação de segurança contra incêndio e pânico, são de responsabilidade do Corpo de Bombeiros “o estudo, a análise, o planejamento, a fiscalização e a execução das normas que disciplinam a segurança de pessoas e de seus bens”.

O Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) possui validade de um ano, podendo ser renovado por mais um. Expirado o prazo de validade, o responsável pelo uso do espaço deve requerer a renovação do AVCB junto ao Corpo de Bombeiros.

Para isso, o interessado deve contratar um engenheiro para confeccionar um laudo técnico que ateste as condições de funcionamento e manutenção das medidas de segurança contra incêndio e pânico instaladas e a sua conformidade com o Projeto de Segurança Contra Incêndio e Pânico aprovado pelo Corpo de Bombeiros.

O valor da taxa pelo Auto de Vistoria é calculado com base em critérios técnicos da edificação, a exemplo do tempo, da área construída e do número de pessoas que comporta. Quem for flagrado sem a documentação em dia está sujeito à multa, interdição do espaço e até um processo judicial.

Risco

Desde 2015, o Ministério Público de Sergipe (MPE) vem alertando sobre a necessidade de acompanhar a regularidade dos estabelecimentos em que há grande concentração de pessoas. A Promotoria do Consumidor notificou alguns locais como o Teatro Tobias Barreto, a Arena Batistão, o Aeroporto Santa Maria e até o Centro de Convenções, que chegou a ser interditado antes do início da atual reforma.

Segundo a promotora Euza Missano, além da renovação anual, os projetos precisam ser atualizados toda vez que houver mudanças na estrutura física do espaço. A promotora é incisiva ao destacar que as fiscalizações devem ocorrer de forma periódica. “No momento em que é emitido um alvará, a fiscalização é incircunstancial. Se qualquer estabelecimento não possui aprovação, está funcionando de maneira irregular”, conclui

Will Rodrigues

Portal F5 News

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

CBMSE: Capitão Samuel fala sobre segurança pública na Ilha FM

Baixo efetivo no Corpo de Bombeiros

Na manhã desta quarta-feira, 11, o deputado estadual Capitão Samuel foi entrevistado pelo radialista Evenilson Santana, na emissora de rádio Ilha FM. A entrevista falou sobre diversos assuntos ligados à segurança pública no estado de Sergipe, entre elas a situação da superlotação das penitenciárias e sobre a real situação do Corpo de Bombeiros.

Depois do incêndio que destruiu o supermercado Makro, na capital sergipana, o corpo de Bombeiros tomou grande parte da entrevista. O capitão Samuel fez questão de frisar a falta de estrutura da corporação e o número reduzido de efetivo.”Precisamos de concurso público com urgência, apesar de saber que ele só pode ser realizado no mês de julho, mas vamos brigar para que aconteça o mais rápido possível”, declara.

Ele ainda declarou que recebeu uma mensagem durante o programa solicitando uma retroescavadeira para impedir que o fogo voltasse a se alastra no Makro. “O Corpo de Bombeiros precisa de uma grande estrutura, a retroescavadeira é apenas um dos equipamentos que o governo precisa comprar p ara equipar a corporação trabalhe a contento e colabore com a população”, afirma.

A atual legislação prevê que o CBM tenha um efetivo de 1.200 homens, onde o estado de Sergipe possui 580 bombeiros para atender 2.250 milhões de habitantes. O número ideal, por habitantes, seria de 4.000 mil homens e por conta desse quadro o deputado solicita o concurso em caráter de urgência.

Outro assunto abordado foi a superlotação das penitenciárias sergipanas, que vem trazendo grande preocupação, pelo risco de rebeliões. Samuel ainda lembrou que os presos devem trabalhar para manter a estrutura das penitenciárias. “Os presos são criminosos e não estão ali de férias, devem pagar a pena e trabalhar para manter estas estruturas. É triste ver o cidadão de bem ganhando salário mínimo e ter os presos dando despesas altíssimas aos cofres públicos”. declara.

Fonte: Portal Folha de Sergipe

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Sergipe tem menos da metade do efetivo de bombeiros previsto em lei


O incêndio registrado na noite desta terça-feira (10) no hipermercado atacadista da rede Makro, em Aracaju (SE), que deixou toda a loja destruída, levanta a preocupação para o baixo efetivo do Corpo de Bombeiros em Sergipe. A corporação tem cerca de 580 militares na ativa, ou seja, menos da metade do efetivo necessário previsto por lei, de 1.200.

Ao todo, 78 homens atuaram no combate ao sinistro e mais da metade precisou ser chamada às pressas. Equipes de folga tiveram que ser acionadas e trabalharam durante toda a madrugada. Como um dia atípico, ontem também foram registradas outras ocorrências no período da tarde, incêndios no bairro São Conrado, na capital, e ainda na Serra de Itabaiana, situada no agreste sergipano; entre outras obrigações cotidianas da corporação.

Atualmente, de acordo com o sargento Edgar Menezes, ex-presidente da Associação dos Militares do Estado de Sergipe (Amese), existe um pouco mais de 500 bombeiros. Segundo ele, o déficit é muito grande tendo em vista a população de Sergipe.

“São 75 municípios, se analisar homens de folga, de licença médica ou por algum motivo, acabamos ficando quase sem ninguém para guarnecer o estado. Para se ter uma ideia no caso da morte do ator Domingos Montanger (morto afogado no Rio São Francisco) teve que chamar mergulhadores de folga porque não tem efetivo de mergulhadores no estado”, afirma o sargento. Ele considera que o número de homens a atuarem no combate ao fogo no Makro não foi pequeno, mas reforça que o atual efetivo é insuficiente.

“É um quarto do que deveria existir. A necessidade de concurso público para bombeiro militar é urgente. Não adianta ter feito concurso, de 300 ou 500 homens, se a lei prevê 2 mil homens. Está muito aquém do que necessita o Estado”, critica Menezes. A expectativa é que o concurso, que foi anunciado dia 11 de março do ano passado, seja confirmado este ano. A última seleção foi realizada em 2006, quando foram oferecidas apenas 150 vagas, sendo 120 para homens e 30 para mulheres.

Ao F5 News, o comandante da corporação, coronel Eduardo Pereira, reconheceu a deficiência de pessoal e disse que busca conscientizar o governo da necessidade de recompor os quadros. “O governo tem sinalizado positivamente, estamos em um processo bem adiantado e deveremos ter o anúncio de um novo concurso público, tanto para oficiais como para praças, agora em 2017”, declarou. O Governo de Sergipe diz ter a “perspectiva de realizar concurso para Polícia Militar e Corpo de Bombeiros até o final de 2017, levando em consideração a saúde financeira e fiscal do estado”. 

Fernanda Araujo e Will Rodriguez

Fonte: Portal F5 News

sábado, 12 de novembro de 2016

Levantamento mostra que estado de Sergipe arquiva 82% das investigações

Casos de muita repercussão foram elucidados em menos de uma semana

Com um déficit de mais de 40% no efetivo da Polícia Civil, responsável pelas investigações, o estado de Sergipe é apontado como um dos que mais arquiva processos por não conseguir chegar ao autor do delito. O que preocupa a população é o fato de que em 2015, o Anuário de Segurança Pública, apontou Sergipe como o estado mais violento do país.

Os dados foram divulgados pela Globo News, em matéria que mostra que na Paraíba, 87% das investigações concluídas foram arquivadas. Em seguida, vêm Espírito Santo e Rondônia, com 86%. Bahia e Sergipe arquivaram 82% das investigações. Uma meta baixada em 2011 para concluir os inquéritos de homicídios abertos até 2007 em todo o país resultou num arquivamento em massa dessas investigações, segundo a Globo News.

A policia sergipana é considerada como uma das que mais prende no país, porém as estatísticas apontam que apesar das prisões, muitos crimes continuam sem solução. Nos últimos cinco anos, alguns casos ganharam notoriedade pelo fim da investigação que terminou no arquivo ou que o caso foi “deixado de lado” porque até o momento “o autor do crime não foi encontrado”. Em outros casos, pode até chegar ao autor, porém o Inquérito Policial não gera uma denúncia por parte do MP e com isso, o processo é encerrado.

A Polícia Civil é responsável pelo Inquérito Policial, que depois de concluído é enviado ao Ministério Público. Este pode oferecer a denúncia ao Juiz, solicitar novas diligências à PC e também pode pedir o arquivamento do Inquérito Policial, no caso de considerar improcedente. Ao Juiz cabe aceitar ou não o pedido de arquivamento.

Para relembrar alguns fatos de mortes violentas que até hoje a policia não descobriu o autor, em janeiro de 2010, Genivaldo de Jesus, 30 anos, foi assassinado a tiros no município de Aquidabã e até hoje o assassino continua solto, enquanto o filho especial de 10 anos (hoje) continua sem assistência.

Parentes, amigos e policiais militares também aguardam a elucidação e prisão dos assassinos do cabo Arnaldo, Sargento Passos Filho e cabo Joelito. os três militares foram assassinados há mais de seis meses e o processo caminha para ser arquivado, como foi de Genivaldo.

Também está sendo muito cobrado da SSP, uma informação sobre o processo que investiga o desaparecimento de Acácia de Jesus Santos, 26 anos, que saiu do município de Lagarto e teria sido vista pela última vez em Aracaju, especificamente na casa do ex-marido, no dia 10 de novembro de 2014. De lá para cá, ninguém mais teve conhecimento de seu paradeiro. Além de Acácia, a estudante do curso de Direito, Débora Mirach está desaparecida desde o dia 12 de dezembro de 2013. Caso também sem solução.

Nos casos de Genivaldo, cabo Arnaldo, cabo Joelito e sargento Passos Filho, os assassinos continuam soltos e parece que os processos já foram arquivados, ou no mínimo estão engavetados. O caso de Acácia é mais complexo, porque ninguém sabe o que ocorreu com ela, no dia 10 de novembro de 2014, quando foi vista pela última vez.

Já a morte de um delegado de policia, assassinado friamente em frente a sua residência, a policia foi ágil e rápida e em poucos dias colocou atrás das grades o autor do latrocínio. O mesmo aconteceu com o assassino do cobrador de ônibus, cujo crime mobilizou toda a sociedade aracajuana. Também nesse caso, a policia civil foi ágil e prendeu o assassino.

Déficit policial – no caso da policia civil, as informações são de que hoje o déficit é de mais de 40%. Já a policia militar a situação é pior. O efetivo atualmente é de 4.500 policiais, quando seriam necessários pelo menos 8 mil homens. A situação das duas policiais só não é pior, porque o atual governo realizou concursos e promete realizar novos concursos para o ano que vem, já que há 10 anos que não se fazia concurso público para as policias civil e militar.

Os dados foram divulgados no: http://g1.globo.com/globo-news/noticia/2016/11/inqueritos-de-homicidios-por-todo-o-brasil-sao-arquivados-em-massa.html

Munir Darrage

Fonte: Faxaju

sábado, 3 de setembro de 2016

Três municípios estão sem viatura policial no interior do estado

Continua crítica a situação na segurança pública do estado de Sergipe. Com baixo efetivo policial, a policia militar está enfrentando sérios problemas para combater e enfrentar a criminalidade. Além do número reduzido de militares, a PM enfrenta ainda problemas com as viaturas. Segundo nota divulgada pelo Blog Espaço Militar, na noite desta sexta-feira (02), a área da 2ª Companhia do 9º Batalhão, tinha apenas uma viatura para atender três municípios no interior do estado.

As informações são de que as viaturas dos municípios de Capela, Divina Pastora e Santa Rosa de Lima, foram encostadas por problemas mecânicos e precisando de manutenção. A única viatura da 2ª CIA/9º BPM que está ativada, é a da cidade de Siriri, porém com quota baixa de combustível, fica difícil o trabalho da policia. Mas o que chamou a atenção, foi os problemas apresentados pelos veículos. A viatura de Capela estourou o radiador, a de Divina Pastora está sem óleo no motor e a de Santa Rosa de Lima está sem freio.

Munir Darrage

Fonte: Faxaju

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Policiais reúnem-se com o Ministério do Trabalho e Previdência para tratar de aposentadoria

Na reunião as policiais expuseram especificidades do trabalho policial relativas à carga horária elevada, a natureza de risco e perigo diário que ao longo dos anos influenciam na qualidade de vida, na aptidão para o serviço e no tempo de aposentadoria.

O Secretário do Trabalho e Previdência Marcelo Caetano recebeu um grupo de mulheres policiais na última quarta-feira (3), para tratar sobre a reforma que o governo promete fazer na Previdência Social e o reflexo na aposentadoria do policial. O encontro aconteceu no Ministério do Trabalho e Previdência, em Brasília e contou ainda com a presença do Assessor Chefe da Assessoria Especial da Casa Civil Marcelo Siqueira e do Diretor de Acompanhamento de assuntos fiscais e sociais do Ministério do Planejamento Arnaldo Lima.

Participaram do encontro a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), a Associação Nacional das Mulheres Policiais do Brasil (Ampol), o Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal, a Associação dos Delegados Federais (DPF), a Ordem dos Policiais do Brasil (OPB) e representantes da Polícia Rodoviária Federal e Polícia Militar e Comando do Corpo de Bombeiros. Na reunião as representantes expuseram a realidade dos profissionais de segurança pública, citando especificidades do trabalho policial relativas à carga horária elevada, a natureza de risco e perigo diário que ao longo dos anos influenciam na qualidade de vida, na aptidão para o serviço e no tempo de aposentadoria.

Representando a Fenapef, a Diretora de Comunicação, Magne Cristine, que é Escrivã de Polícia Federal, destacou que a atividade de risco inerente à profissão policial e as condições de trabalho que enfrentam em suas unidades geram muitos casos de doenças físicas e psicológicas, como depressão, embriaguez e suicídio, que somados aos casos de mortes no desempenho da atividade, evidenciam a condição diferenciada de trabalho e consequentemente de aposentadoria dos policiais. 

Também Diretora da Ordem dos Policiais do Brasil (OPB), Magne Cristine apontou que as corporações policiais não disponibilizam sequer assistência à saúde ou assistência psicológica oficiais que atendam à condição especial de trabalho do policial e por isso o número de adoecimentos e mortes de policiais é altíssimo. “Nós somos profissionais diferenciados e a nossa condição diferenciada não vem sendo considerada sequer dentro das nossas próprias corporações”, afirmou.

Para Magne, a violência no Brasil tem índices altíssimos e o efetivo policial está aquém da demanda para atendê-la, o que implica que o policial constantemente tem que cumprir uma jornada de trabalho além do seu expediente normal, pois se desdobra para atender a situações de flagrantes, operações policiais, sobreavisos e plantões, excedendo em muito a sua carga horária normal de trabalho, o que ao longo dos anos produz doenças e incapacidades para o trabalho.

“Quando se quer tratar de regras gerais é preciso também considerar as situações excepcionais, e a dos profissionais de segurança pública é uma delas”, comentou Magne Cristine. “Todos querem manter direitos, ninguém quer perder direitos e em momentos de crise é preciso haver ajustes, mas esses ajustes não podem desconsiderar a nossa natureza diferenciada que já padece de uma atenção especial do governo”, concluiu.

Fonte: Fenapef

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