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quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Samuel: Policiais do BESP estão sem receber ticket alimentação


Cerca de 50 policiais do Batalhão Especial de Segurança Patrimonial (Besp) estão reclamando que estão sem receber o ticket alimentação. As informações são de que essa situação foi comunicada ao deputado estadual capitão Samuel Barreto que é presidente da Comissão de Segurança Pública da Alese. Ao tomar conhecimento da situação, o deputado se prontificou a ir até o comando para saber o que está ocorrendo.

Até o momento os militares não sabem quando irão receber e isso tem causado alguns problemas para os policiais que estão sendo obrigados a pagar pela refeição no dia em que estão de serviço.

Fonte: Faxaju

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Liberdade ainda que tardia! Soldado Nero Walker é solto!


O Soldado Nero Walker, preso há 290 dias por manifestar suas opiniões no Facebook  ganhou a liberdade nesta segunda-feira (02), na audiência de deliberação sobre o caso do militar. Na ocasião, o advogado da ACSPMBMES  Victor Abreu,  que defende  Nero apresentou seus argumentos durante uma hora e por três votos a um, a liberdade de Nero Walker foi concedida.

“Pedimos a antecipação da audiência e durante 60 minutos demonstramos que a manutenção da prisão de Nero Walker era desnecessária. O Ministério Público foi favorável ao argumento e o conselho formado por quatro juízes votou sobre o caso”, afirmou Victor.

O conselho é formado por três militares e um togado, dos votos, o único a favor da  manutenção da prisão do Soldado Nero partiu de um militar.  A saída do Soldado Nero Walker da prisão reflete um trabalho incansável da Associação de Cabos e Soldados, representada por seus diretores e departamento jurídico.

Apesar de estar em liberdade, o Soldado Nero Walker deverá ter cuidado e ser comedido quando o assunto for expressar seus pensamentos e opiniões. A justiça informou na decisão que, caso o militar volte a fazer críticas ao governo e ao comando em suas redes sociais, poderá ser preso novamente.

Mãe de Nero Walker se emociona com a decisão

Sandra Regina Rocha, mãe do Soldado Nero Walker estava dentro de um consultório médico, em Cachoeiro do Itapemirim, quando foi informada pela Associação de Cabos e Soldados que o filho sairia da prisão do Quartel do Comando Geral (QCG). Por telefone, ela conversou com a equipe de jornalismo da ACS e não conteve as lágrimas.  Sandra gritou, chorou e ficou bastante ansiosa.

“Eu vou imediatamente para Vitória para poder receber o meu filho. Estarei no portão do QCG  para abraça-lo. Eu nunca desacreditei que esse dia chegaria. Eu agradeço a ACS por não desistir do caso do meu filho e sempre me animar, mostrando a cada dificuldade, uma solução. Este foi o melhor presente de Páscoa que recebi na minha vida e tenho certeza de que o Dia das Mães de 2018 será mais que especial. Meu filho ficou preso por quase um ano . Ele perdeu um ano de sua vida por manifestar seu pensamento”, disse Regina.

Sandra saiu de Cachoeiro de Itapemirim e a Associação de Cabos e Soldados colocou o Hotel de Trânsito da entidade à sua disposição.  “Mais uma vez eu agradeço a todo o apoio que eu o meu filho recebemos da Associação de Cabos e Soldados. Eu nunca desisti do meu menino. Agora a família está completa”.

Muito emocionada Sandra Regina relembrou o primeiro aniversário que passou longe do filho. Nero completou 24 anos em janeiro e, na ocasião, Sandra foi para frente do QCG com faixa e um bolo de aniversário.

“Foi um momento de dor que nunca mais passarei novamente. Foi o primeiro aniversário que passei longe do meu menino. Não pude abraça-lo, mas estive presente, perto do local onde ele estava. Demorou, mas a justiça enxergou que a prisão do meu filho era arbitrária”.

Relembre o caso

Nero Walker foi preso no dia 16 de junho de 2017, no bairro Amarelos, em Cachoeiro do Itapemirim, sul do Estado. Durante a ação da polícia, o soldado iniciou uma transmissão ao vivo em uma rede social mostrando sua própria prisão. No vídeo, argumentou o motivo da prisão  (postagens no Facebook interpretadas pelo Comando da Polícia Militar como perturbação da ordem) e questionou os mandados de prisão e busca e apreensão. Sem abrir o portão de casa, Nero Walker exigiu no dia de sua prisão que os mandados fossem lidos por um policial antes de a prisão ser efetuada.

Fonte: Associação de Cabos e Soldados/Espírito Santo

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Deputado Capitão Samuel acompanha situação de Praça do 1º BPM do Santa Maria

Fazendo visita de fiscalização e apoio ao Companheiros segregados no Presmil, especialmente ao Praça preso pelo CPM.

Deputado Capitão Samuel, Presidente da Comissão de Segurança da Assembleia, membro da Comissão de Direitos Humanos, solicita ao Comando da PM informações detalhadas sobre a ocorrência que culminou com a prisão de meliantes, apreensão de arma e principalmente os fatos que envolveram a ordem de prisão posteriormente dada ao Policial Militar do Primeiro Batalhão no Santa Maria. Nosso papel é detalhar todo o ocorrido e verificação se houve cometimento de abusos que venham atentar contra a dignidade humana e empenho do policial no atendimento a sociedade. Nossos advogados já estão acompanhando no caso em tela.

Deputado Capitão Samuel


  • Quarta-feira, 06-12-2017


16:40

Estamos acompanhando a audiência de custódia do Praca da PM preso após ter efetuado prisão de meliante e arma. Esperança que ele saia livre após audiência.

17:08

Infelizmente a juíza manteve a prisão. Advogado agora vai entra com Habeas Corpus no Tribunal de Justiça para libertar o Praça.

Deputado Capitão Samuel

  • Sábado, 09-12-2017


Vagabundo sai na audiência de custódia, o PM não saiu e está preso aguardando julgamento do HC. Difícil aceitar a situação e vamos trabalhar para agilizar julgamento do Habeas Corpus, a ÚNICA e sua assessoria jurídica estão agindo.

Deputado Capitão Samuel 

sábado, 25 de novembro de 2017

Senado: Aprovada na CCJ regulamentação para uso de balas de borracha pela polícia

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou parecer a favor do Projeto de lei da Câmara (PLC)  199/2015, que estabelece regras para uso de balas de borracha em operações policiais. O texto segue agora para o Plenário do Senado.

Votada no início da tarde desta quarta-feira (22), a proposição faz parte de um pacote sobre segurança pública em tramitação sob a relatoria da senadora Simone Tebet (PMDB-MS). Pouco antes, os senadores já tinham aprovado outras três propostas relacionadas ao tema: auxílio financeiro para o serviço de Disque-Denúncia, fim de benefícios para jovens criminosos e possibilidade de trabalho voluntário nas polícias e bombeiros militares.

Restrições

Pelo PLC 199/2015, a munição de borracha só poderá ser disparada após se esgotarem todos os procedimentos de uso de menor força e avaliação dos riscos pelo comando da operação. O policial que autorizar o disparo deverá enviar relatório a seus superiores detalhando as circunstâncias da decisão. Apenas agentes treinados no manejo de armas poderão usar balas de borracha.

Risco de excessos

A princípio, o projeto pretendia inserir essas medidas na Lei nº 13.060/2014, que disciplina o uso de instrumentos e armas não-letais pelas forças policiais. Mas a relatora considerou, no parecer, ser mais conveniente a produção de uma lei específica regulando a questão. Ela também julgou a mudança sugerida “conveniente e oportuna”.

“O uso de balas de borracha disparadas por armas de fogo pode não ser letal, mas apresenta alta probabilidade de causar lesão corporal irreversível, como no caso, por exemplo, de atingir um dos olhos da vítima do disparo. Hoje, como não há um regramento para a utilização de balas de borracha, há risco de excessos por parte da polícia”, advertiu no relatório.

O projeto também inclui a munição de borracha e os armamentos que a utilizam no rol de produtos cuja fabricação, comercialização e posse deverá ser controlada pelo Exército.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

CBMSE: Abertas inscrições para a Semana 'Salvando Salvadores'


O Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE) abre, nesta segunda-feira (16) as inscrições para a I Semana 'Salvando Salvadores', a ser realizada entre os próximos dias 23 e 27, das 8h30 às 12h, no auditório do quartel central, em Aracaju/SE. O evento é voltado à promoção da saúde ocupacional dos profissionais da corporação, com o objetivo de propor ações que garantam suporte permanente de atendimento médico, de enfermagem e psicológico, em virtude da exposição inevitável dos bombeiros aos riscos operacionais físicos, mecânicos, químicos e biológicos durante suas atividades.

A ideia é construir, durante o evento, um protocolo de pós-exposição a riscos de natureza biológica, um protocolo de elaboração de atestado de origem e uma Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. Dentre os temas abordados nas palestras estão medidas de segurança frente aos riscos enfrentados pelos bombeiros no seu dia a dia; uso correto de equipamento de proteção individual (EPI); Direitos Humanos; stress; psicologia das emergências; exposição solar e desidratação; ergonomia; medicina hiperbárica; mecanismo celetista no regime estatutário; exposição a ruídos, alimentação saudável laboral e patologias da coluna na realidade do bombeiro.

Segundo a sargento BM Perla Fontenele, da equipe organizadora do projeto, serão apresentadas orientações de cunho científico sobre a atividade exercida pelos bombeiros militares pautada na relação saúde e trabalho, com a finalidade de criar mecanismos de suporte ao bem-estar do profissional, associando as ações de salvamento ao campo da saúde pública. “A iniciativa se desdobra em dois movimentos: o primeiro de estabelecer um calendário de atividades voltadas para orientação e capacitação dos membros do CBMSE, analisando ocorrências, procedimentos, práticas, vivências etc. O segundo movimento pretende, em parceria com o comando, construir um espaço de planejamento da saúde do trabalhador bombeiro militar”, diz. 

De maneira geral, os bombeiros atuam expostos a altos níveis de ruídos, o que pode comprometer a saúde auditiva, além da exposição a altas temperaturas durante ocorrências de incêndio. Outros riscos comuns pelos quais passam esses profissionais são riscos químicos ou de acidentes, uma vez que há, em serviço, uma acentuada probabilidade de lesão instantânea ou prolongada provocada por quedas, ergonomia inapropriada para carregamento de peso, lesão por esforço repetitivo (LER), cortes, queimaduras e outros.

“Diante de uma ocorrência envolvendo vítimas, exige-se do bombeiro militar uma série de procedimentos básicos, tais como avaliação da cena, isolamento do cenário, avaliação da possibilidade de explosão de veículos, acesso à vítima, identificação do estado geral da vítima e encaminhamento para atendimento pré-hospitalar. Mas além de toda a técnica empregada, o bombeiro precisa ter autocontrole emocional a ponto de não comprometer nem a elucidação do seu trabalho nem os cuidados básicos com sua saúde”, ressalta a sargento BM Lígia Santana, uma das idealizadoras do projeto.

As vagas para a I Semana 'Salvando Salvadores' são limitadas. As inscrições podem ser feitas pessoalmente, na Assessoria de Comunicação do CBMSE (Rua Siriri, nº 762, Centro de Aracaju/SE) ou por e-mail (ascom@cbm.se.gov.br). No e-mail, deve constar nome completo, CPF e contato telefônico, inserindo o conteúdo 'Inscrição Salvando Salvadores' no campo indicado ao assunto da mensagem. A inscrição dará direito a participar de toda a Semana. Receberá certificado quem tiver carga horária de 70%.

Fonte: Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Sergipe

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Minas Gerais: Comissão quer convocar comando da PM para explicar jornada

Motivo é a ausência de representantes do Estado na reunião sobre o descumprimento da lei que fixa jornada de militares.

O presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputado Sargento Rodrigues (PDT), defendeu nesta terça-feira (3/10/17) que o comando da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) seja convocado para explicar o descumprimento que estaria ocorrendo com a carga horária prevista em lei para bombeiros e policiais militares.

O assunto foi debatido em audiência solicitada pelo deputado, uma vez que várias unidades da PMMG estariam adotando a escala mensal de trabalho, sem respeitar a jornada semanal definida em lei. O parlamentar apresentou requerimento de convocação do comando da PMMG, a ser votado posteriormente, justificando que esta seria a quarta ausência de representantes da corporação convidados para reuniões na comissão, sobre temas diversos. O requerimento de convocação é assinado também pelo deputado João Leite (PSDB), vice-presidente.

Os dois deputados criticaram a violação da Lei Complementar 127, de 2013, que estaria ocorrendo em batalhões de Belo Horizonte. A norma fixa em 40 horas a carga semanal de trabalho dos militares estaduais e, conforme os parlamentares, demandou muita discussão para ser aprovada pela ALMG.

“Mas, temos um comando de gabinete, que não sabe o que acontece nas ruas e nem comparece a reuniões”, criticou João Leite, demonstrando preocupação especial para com a saúde dos policiais, que já estariam sofrendo com a falta de efetivo e, agora, com jornadas que fugiriam à norma.

Ressalva - A lei complementar em questão tem como ressalva o disposto no artigo 15 da Lei 5.301, de 1969 (Estatuto dos Militares do Estado), que determina que a qualquer hora do dia ou da noite, o policial militar deve estar pronto para cumprir a missão que lhe for confiada por superiores hierárquicos ou imposta por leis e regulamentos.

Sobre essa prontidão do policial, o deputado Cabo Júlio (PMDB) mencionou que a legislação trabalhista prevê o sobreaviso remunerado, mas que, na prática, isso tem sido adotado tirando-se horas de folga do policial e sem o devido pagamento.

Policial vê artifício para cobrir falta de efetivo

Apontada como uma das unidades que estaria descumprindo a lei, a 6ª Companhia do 1º Batalhão, com sede no Centro da Capital, teria criado, por resoluções internas, uma escala de trabalho diferenciada de acordo com o número de dias de cada mês.

Lotado nessa unidade, o soldado PM Aguinaldo Martins de Oliveira disse que é policial há 21 anos e que hoje trabalha à noite. Ele relatou que a sistemática de cálculo mensal adotada pela companhia faz com que o policial chegue ao fim do mês devendo horas.

Para saldar, os policiais, segundo ele, têm sido convocados para trabalhar em outros dias que seriam de folgas, por meio da chamada reposição de carga horária, como forma de cobrir buracos diante do baixo efetivo.

“Não tenho vida social, não posso mais nem sair com minha esposa e minhas duas filhas num domingo, com medo de, na hora do trabalho à noite, colocar meu companheiro de policiamento em risco por cansaço e falta de reflexos”, desabafou o militar, que ainda falou da precariedade das instalações do local, classificando o ambiente de insalubre e mencionando inclusive a presença de ratos na unidade.

Para Héder Martins de Oliveira, chefe de gabinete do deputado federal Subtenente Gonzaga (PDT/MG), a situação relatada "beira o absurdo". Por más condições de trabalho e sujeitos a riscos cotidianos, ele afirmou que quase 500 policiais perderam a vida no Brasil no ano passado e que, somente na semana passada, dois policiais morreram em Minas.

Michael André Santos, do Centro Social dos Cabos e Soldados da PMMG, também reclamou que a categoria enfrenta sobrecarga nas funções, sem tempo de lazer e estando quase sempre de sobreaviso. Nesse sentido, o presidente da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Minas Gerais (Aspra), sargento Marco Antônio Bahia Silva, também lembrou que a lei que estaria sendo desrespeitada foi fruto de uma intensa luta da classe.

Audiências - Durante a reunião, foram aprovados dois requerimentos de audiência pública, de autoria do presidente. Um deles é para discutir memorando que estipula escala de sobreaviso aos policiais miltares lotados nos destacamentos da polícia da região de Teófilo Otoni (Vale do Mucuri), que teria sido adotada pela falta de efetivo.

Outro requerimento é para debater a escala de apenas um policial por turno de serviço que estaria sendo usual em vários destacamentos, comprometendo a integridade física e a vida de policiais.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Capitão Samuel luta para que praças recebam as suas promoções


Na manhã desta segunda-feira, 18 de setembro de 2017, o Presidente da Comissão de Segurança Pública da Alese e Deputado Estadual, o Capitão Samuel, visitou o comando da Polícia Militar do Estado de Sergipe, para prestar o seu apoio apoio e lutar pelos Praças que foram impedidos de receber as suas promoções no próximo dia 20.

Esta promoção é resultado de uma luta do Capitão Samuel com a aprovação do novo código de ética da PM. "Este é um compromisso assumido e cumprido por nós, mas infelizmente surgiram dificuldades jurídicas. Já estamos em mais uma luta parar buscar a solução para este problema que aflige os praças", afirma.

Fonte: Facebook Oficial Capitão Samuel

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

PM vítima de assédio e tortura é retirado de batalhão em SP: 'Luz no fim do túnel'


Soldado gravou um vídeo após 'temer pela vida'. Secretaria de Segurança Pública acompanha o caso.

O soldado da Polícia Militar Adriell Rodrigues Alves Costa, de 35 anos, que denunciou tortura, assédio e homofobia no 39º Batalhão da Polícia Militar, em São Vicente, no litoral de São Paulo, foi retirado da unidade. Após depoimento na Corregedoria, ele se apresenta nesta terça-feira (5) ao comando do policiamento.

Um vídeo gravado pelo soldado no último fim de semana repercutiu na internet. "Se algo acontecer com a minha vida, com a minha integridade física, a responsabilidade é do comandante do batalhão, da Polícia Militar e do estado, que nada fizeram para apurar as minhas denúncias", afirmou na gravação.

Na segunda-feira (4), ele prestou depoimento na Corregedoria da PM, em São Paulo. Ao sair de lá, o policial foi informado de que deveria se apresentar novamente no 39º Batalhão, onde está lotado há pouco mais de um ano. "Eles me disseram que não tinham o poder de me tirar de lá, mesmo eu argumentando".

Horas depois, porém, Adriell recebeu uma notificação de que, em vez de voltar ao batalhão que é alvo das denúncias, deveria se apresentar na sede do 6º Comando do Policiamento do Interior, em Santos, responsável pelas regiões da Baixada Santista e Vale do Ribeira. "Agora, começo a ver luz no fim do túnel".

Apesar da mudança, o soldado, que é policial há nove anos, ainda teme pelo que pode acontecer. "Eu venho registrando denúncias há mais de um ano, e só agora, depois que eu fiz o vídeo, eles pararam para me escutar. Eu ainda não sei qual vai ser o meu futuro, não sei se serei preso, temo pela minha segurança".

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou, por meio da assessoria de imprensa, que o policial prestou depoimento na Corregedoria da Polícia Militar para tratar das denúncias citadas no vídeo. Entretanto, não detalhou se o soldado será transferido em definitivo do 39º Batalhão, localizado em São Vicente.

Denúncias

Soldado Costa afirma ser vítima de assédio moral, tortura física e psicológica e homofobia do comando, de oficiais e de colegas lotados no 39º Batalhão. Ele afirmou que, ao longo de um ano, remeteu denúncias aos superiores, à Ouvidoria da PM e até à Corregedoria que, segundo o policial, foram sempre ignoradas.

Após prestar concurso, passou a trabalhar no 24º Batalhão, em Diadema, e depois em Mauá, ambos na Região Metropolitana de São Paulo. Em 2011, ele foi atropelado enquanto trabalhava, teve as mãos lesionadas e, desde então, passou a atuar em funções administrativas nas unidades de polícia.

Em 2016, ele pediu transferência a São Vicente, já que mora no litoral. "Fui mal recepcionado pelo comandante do batalhão. Ele me disse que eu era um peso morto, que não servia para a unidade, porque já vinha com restrições". O problema se agravou quando o médico do CPI o liberou para todas as funções.

Na unidade, ainda conforme o soldado, ele foi obrigado a trabalhar em obras, carregar latas e madeira, além de entulho. As atividades ocasionavam dor e o forçavam a procurar o pronto-socorro rotineiramente. "Eu recebia atestados, mas não eram aceitos na unidade. Por isso, eu respondi por vários procedimentos".

Se não bastasse, Costa diz ainda ser vítima de preconceito e perseguição por ser homossexual. "Eu escutei de um cabo que eu tinha que 'virar homem'. Ele me disse: 'Você não é homem. Você não está agindo como um homem'. Decididamente, um inferno começou na minha vida quando vim para a Baixada [Santista]".

"Eu temo, a qualquer momento, que possam dizer que eu cometi um crime ou fiz algo errado. É um sistema no qual o poder está concentrado na pessoa que eu acuso. Se juntarem dois ou três, e eles falarem que eu fiz algo, é a palavra deles contra a minha. Por isso, a gravação do vídeo, foi meu último recurso".

Fonte: G1

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Soldado denuncia tortura e homofobia em batalhão da PM em SP: 'Um inferno'

Há 9 anos na corporação, ele gravou um vídeo pedindo ajuda. Secretaria de Segurança Pública diz acompanhar o caso.


O soldado da Polícia Militar Adriell Rodrigues Alves Costa, de 35 anos, afirma ser vítima de assédio moral, vítima de preconceito por ser homossexual e tortura psicológica e física dentro do 39º Batalhão da Polícia Militar, em São Vicente, no litoral de São Paulo. Em vídeo, ele diz temer pela vida depois que denúncias feitas ao comando e à corregedoria foram ignoradas.

"Se algo acontecer com a minha vida, com a minha integridade física, a responsabilidade é do comandante do batalhão, da Polícia Militar e do Estado, que nada fizeram para apurar as minhas denúncias. Fui torturado dentro desse batalhão. Torturas físicas e psicológicas", disse na gravação, publicada na internet.

Costa é soldado há 9 anos. Após prestar concurso, passou a trabalhar no 24º Batalhão, em Diadema, e depois em Mauá, ambos na Região Metropolitana de São Paulo. Em 2011, ele foi atropelado enquanto trabalhava, teve as mãos lesionadas e, desde então, passou a atuar em funções administrativas nas unidades de polícia.

"Eu escolhi vir para São Vicente. Apesar de sempre trabalhar em São Paulo, eu preferi vir para cá, pois é onde eu vivo, onde meus pais estão. Então eu pedi a transferência. Hoje eu me arrependo disso", explicou. Costa está lotado no 39º desde o início de 2016, quando, segundo ele, passou a sofrer represálias.

"Fui mal recepcionado pelo comandante de batalhão. Ele me disse que eu era um peso morto, que não servia para a unidade, porque já vinha com restrições de ordem médica". O problema se agravou quando o médico do 6º Comando do Policiamento do Interior, responsável pelo litoral, retirou todas as restrições dele.

Segundo Costa, foram os especialistas em ortopedia do Hospital da Polícia Militar (HPM), na Capital, que estabeleceram as restrições. "O médico do CPI-6 não avaliou minha vida pregressa ou histórico médico. Ele me tornou apto a realizar [qualquer atividade]. Sem qualquer restrição, fui enviado de volta ao trabalho normal".

Na unidade, ainda conforme o soldado, ele foi obrigado a trabalhar em obras, carregar latas e madeira, além de entulho. As atividades ocasionavam dor e o forçavam a procurar o pronto-socorro rotineiramente. "Eu recebia atestados, mas não eram aceitos na unidade. Por isso, eu respondi por vários procedimentos".

A situação, segundo ele, foi se agravando. "Tinham as pressões físicas e psicológicas. Eu fui proibido de usar computadores, para evitar qualquer registro de documento, e de entrar em determinadas salas. Fui, inclusive, acusado e respondi a um processo do comando que me acusou de simular doença", afirmou.

Preconceito

Se não bastasse, Costa diz ainda ser vítima de preconceito e perseguição em razão da orientação sexual. "Eu escutei de um cabo que eu tinha que 'virar homem'. Ele me disse: 'Você não é homem. Você não está agindo como um homem'. Decididamente, um inferno começou na minha vida quando vim para a Baixada [Santista]".

O soldado afirma que seguiu todos os protocolos antes de gravar o vídeo. Ele disse também que registrou denúncias e pedido de ajuda dentro do próprio batalhão, depois procurou o comando do CPI, responsável pela unidade policial. Sem sucesso, ainda buscou respaldo na ouvidoria da PM e, também, na corregedoria.

"Eu temo, a qualquer momento, que possam dizer que eu cometi um crime ou fiz algo errado. É um sistema no qual o poder está concentrado na pessoa que eu acuso. Se juntarem dois ou três e eles falarem que eu fiz algo, é a palavra deles contra minha. Por isso, a gravação do vídeo, foi meu último recurso", disse.

Costa afirma que está sendo monitorado até mesmo em casa. "Eu temo pela minha vida. Comecei a perceber que pessoas passavam na frente da minha casa fazendo fotos, com câmeras na mão. Eu sou um policial desarmado por causa das restrições depois do acidente. Não tenho como me defender", afirma.

Apesar de tudo, o soldado não quer deixar a corporação, pois diz querer honrar o concurso que prestou e foi aprovado. "Eu só quero ser transferido desse batalhão. E queria também que o Ministério Público e os Direitos Humanos também pudessem acompanhar o meu caso, pois eu não sou o único que sofre com isso".

SSP rebate

Diferentemente das alegações do soldado, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) afirmou, em nota, que a Polícia Militar "está prestando o apoio necessário ao policial que aparece no citado vídeo". O comunicado afirma que ele já foi ouvido pelo comando e que as medidas para solucionar o caso "estão sendo tomadas". Ainda na nota da SSP, a pasta afirma que a Corregedoria da Polícia Militar também está acompanhando o caso.

Fonte: G1 Globo.com

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Deputados aprovam Código de Ética e Disciplina da PM na Alese


Os deputados estaduais aprovaram, após uma série de debates e uma pauta extensa de votação, o projeto de lei Complementar, de autoria do Poder Executivo, que dispõe sobre o Código de Ética e Disciplina dos Militares do Estado de Sergipe. Os trabalhos, iniciados ainda na manhã dessa quarta-feira (16), na Assembleia Legislativa, seguiram até meados da tarde, nas comissões temáticas e em plenário. O Código de Ética da PM, uma reivindicação histórica da categoria, foi aprovado por unanimidade dos parlamentares presentes na sessão. Outros projetos do Poder Executivo e da Procuradoria Geral de Justiça também foram aprovados.

Sobre o Código de Ética e Disciplina, a instituição Polícia Militar de Sergipe tem 182 anos de existência, mas nunca teve seu próprio Regulamento. Além de Sergipe, apenas os militares de outros dois Estados eram regidos pelo Registro Disciplinar do Exército (RDE), aplicado desde a ditadura militar. A proposta aprovada pelos deputados foi consensuada entre os membros da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa, o Comando da Polícia Militar e os representantes das Associações dos servidores da Polícia e do Corpo de Bombeiros.

O líder da bancada de oposição na Casa, deputado Georgeo Passos (PTC) tentou apresentar duas emendas ao projeto, que acabaram sendo rejeitadas. “Em um aspecto aqui o militar pode ser punido duas vezes: uma pelo delito e outra se o comandante entender que ele deve perder a futura promoção e por isso eu sugiro a supressão do artigo 10; em outro ponto, vejo o artigo 26 como muito subjetivo e sugiro uma nova redação”, colocou.

Já o deputado Capitão Samuel (PSL), que celebrou muito a conquista dos militares, enfatizou que “este Código de Ética foi discutido durante oito meses com a nossa participação, além das Associações e do Comando da PM. Foram questionados de 40 a 50 pontos pelos sindicatos e nessa negociação o Comando decidiu atender 29 reivindicações. Fizemos uma audiência pública e muita coisa foi equacionada. Acho que é fundamental que aprovemos o quanto antes esta conquista da PM”.

Por sua vez, o também deputado Gilmar Carvalho (sem partido) entende que “acordo é acordo” e que votaria a favor, mas fez uma acusação contra o governador Jackson Barreto (PMDB). “Acho que temos que aprovar porque acordo é acordo, mas quero denunciar aqui o governador e externar meu protesto porque ele não cumpriu o que acordou!”.

“Foi assumido um compromisso com os bombeiros militares onde ele assinou um documento autorizando o envio do projeto sobre a Lobinha (que trata da redistribuição de efetivo dentro das vagas oferecidas pelos Bombeiros, otimizando a prestação de serviços) e não cumpriu”, criticou Gilmar Carvalho. Por sua vez, o Capitão Samuel reiterou que o governo voltará a tratar da Lobinha em outubro, se o Executivo conseguir regularizar o pagamento do funcionalismo público.

Da Procuradoria Geral de Justiça os deputados estaduais apreciaram e aprovaram dois projetos: o primeiro de lei ordinária que possibilita ao Ministério Público de Sergipe um planejamento financeiro mais eficiente na realização dos créditos laborais de seus servidores, adequando às deliberações do Colégio de Procuradores de Justiça, em especial às disciplinações sobre as indenizações de períodos de férias e licença-prêmio já adquiridas e não gozadas pelos Membros do MPE.

E no outro projeto de lei complementar onde o MPE busca corrigir uma distorção remuneratória, atualmente verificada quando seus membros são designados ou convocados para desempenhar suas funções, concomitantemente, em duas ou mais unidades ministeriais e em entrância ou instância superiores à que ocupam na carreira.

Mesa Diretora

De autoria da Mesa Diretora da Alese foram aprovados dois projetos: um de lei ordinária que promove a adequação da Lei Orgânica do Instituto de Previdência do Legislativo Estadual (Iplese) às normas constitucionais e outro de resolução que inclui a Ouvidoria-Geral na estrutura organizacional da administração pública do Poder Legislativo do Estado.

Da Agência de Notícias da Alese
Foto: Jadílson Simões

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Brigada Desmilitarizada Já!

Há algum tempo se discute a desmilitarização das polícias militares. Para uns, o serviço de policiamento é atividade civil, sendo imperativa a desmilitarização. Para outros, desmilitarizar prejudicaria a disciplina, fragilizando as instituições.

Ao iniciar-se o atual governo estadual, como é natural, houve mudanças nos comandos das polícias civil e militar. O chefe da Polícia Civil foi escolhido, indicou o sub-chefe e não se viu nenhuma disputa ou descontentamento, que, se houve, permaneceu interna corporis como convém à qualquer organização disciplinada. Nenhuma notícia de disputa por cargos ou envolvimentos de partidos políticos para a escolha deste ou daquele delegado para funções. Na Brigada Militar, porém, todos os dias há informações de que disputas por comandos são acirradas e partidos políticos se debatem para que este ou aquele oficial seja designado.

As disputas partidárias por cargos na Brigada Militar, incluindo ameaças de alguns partidos de abandonarem o governo, já começou com a escolha do subcomandante, passou depois por exigências de cargos na Casa Militar, já teve questões financeiras de recebimento indevido de vantagem pessoal e, agora, passa pelos comandos regionais. Depois, deverá seguir-se pelos comandantes de unidades e, quem sabe até pela designação do patrulheiro da esquina.

Numa época em que as polícias pleiteiam autonomia para a escolha de seus respectivos chefes para que a imparcialidade e a justiça se façam presentes nos atos de seus respectivos ofícios, soa contraditório e até paradoxal que na Brigada Militar impere o fator político partidário para a escolha de quem deve ou não comandar determinado setor, o que, por natural, sempre será determinante da falta de autonomia no exercício da função.

Assim, diante do fato inequívoco de que a disciplina está presente na Polícia Civil, onde não existem disputas políticas ou estas se desenvolvem com respeito a tal peça basilar que pressupõe o respeito à hierarquia, não resta outra alternativa se não desmilitarizar a Brigada Militar para que ela, seguindo o exemplo da co-irmã, não fique sujeita a tais atos que demonstram que a hierarquia e a disciplina já começaram a dar lugar a conchavos políticos e outras ingerências que só prejudicam o cidadão.

Alberto Afonso Landa Camargo 

Fonte: Portal http://www.policiaeseguranca.com.br

terça-feira, 6 de junho de 2017

Anaspra: Aumentam denúncias contra assédio sexual e moral às mulheres militares


Casos de assédio moral contra mulheres dentro de instituições militares estaduais estão vindo a público cada vez mais. Isso não significa a prática de assédio tenha começado agora, mas, sim, que as mulheres - policiais e bombeiras femininas - estão denunciando mais vezes, e os resultados - a punição dos agressores - estão se tornando realidade.

No Maranhão, uma policial militar registrou, no dia 1º de junho desse ano, um boletim de ocorrência na Delegacia da Mulher em desfavor de seu namorado, o coronel Marco Antonio Terra Schultz, por ter sido agredida dentro e fora do Comando da Polícia Militar do Maranhão, no bairro Calhau, em São Luís. Com o BO, também foi aberto um inquérito policial militar (IPM) para apurar os fatos. O coronel não chegou a ser preso, mas as circunstâncias estão em investigação. Terra Schultz é comandante do Policiamento de Área do Interior.

Segundo informaram os policiais à imprensa maranhense, essa não foi a primeira vez que alguns PMs presenciaram brigas entre os dois. Por esse motivo, a policial chegou a ser transferida para o quartel de Pinheiro, mas reconduzida, atendendo ao pedido do coronel Terra.

Outro caso, também emblemático, é uma denúncia antiga, de 2010, no Estado do Espírito Santo. Em dezembro daquele ano, um então tenente-coronel e comandante do 2º Batalhão da Polícia Militar foi denunciado por suspeita de assediar uma policial em Nova Venécia, no Norte do Estado. A denúncia foi feita pela Associação de Cabos e Soldados da PM, que preparou um dossiê com várias acusações contra Carlos Rogério Gonçalves, entre elas a de assédio moral, sexual e abuso de poder. Na época, segundo informou o então diretor da associação, Flávio Gava de Oliveira, a soldado foi punida com prisão e transferida para outra unidade.

Quase três anos depois, atendendo pedido do Ministério Público Estadual e do Comando Geral da Polícia Militar, o juiz da Vara da Auditoria da Justiça Militar do Espírito Santo, Getúlio Marcos Pereira Neves, decretou, no dia 16 de maio de 2013, a prisão cautelar do já coronel Carlos Gonçalves Rogério de Oliveira, que nessa época assumia a chefia da Diretoria de Apoio Logística da Polícia Militar (DAL). Por decisão do comandante geral, o coronel Gonçalves foi exonerado da direção da DAL. Desta vez, no entanto, a agressão seria contra uma cabo da PM. Até ser preso, o coronel acumulava três denúncias de assédio moral e sexual. A outra acusação foi de uma tenente, em situação semelhante.

Em Teresina (Piauí), em 2008, a 9ª Vara Criminal sentenciou seis capitães da Polícia Militar acusados de crimes de assédio sexual e maus tratos, realizados o ano de 2000, na Academia da PM. As penas variaram entre dois a nove meses de detenção.

40% das mulheres da segurança

Em pesquisa realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Núcleo de Estudos em Organizações e Pessoas (NEOP) da FGV, a Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e o CRISP/UFMG, entre 12 e 16 de fevereiro de 2015, apontou que 40% do total de 13.055 mulheres agentes de segurança pública, que responderam o questionário, foram ou continuam sendo vítimas de assédio sexual e moral, praticado, em mais de 71% dos casos, por superiores hierárquicos.

A diretoria da Associação Nacional de Praças (Anaspra) entende que a denúncia enseja uma série de dificuldades para as mulheres militares, no entanto, orienta que essas medidas sejam tomadas, para que essas situações, em pleno século 21, sejam extintas dos quartéis brasileiros. "É inadmissível a continuidade desses casos de assédios sexual e moral contra mulheres homens. Os governos e os comandos têm que buscar formas e desenvolver instrumentos para combater essa prática. E dos legisladores estaduais e federais esperamos a atualização das legislações", destaca o presidente da Anaspra, cabo Elisandro Lotin.

GT

Em 2015, foi formado um grupo de trabalho, no âmbito do Ministério da Justiça, para debater os conceitos de assédio sexual, moral e de gênero, como identificar, amparo legal, a quem e como denunciar, e o consequente acolhimento da vítima e punições aos assediadores.

O GT foi formado através da Portaria Conjunta nº 2, da Secretaria Nacional de Segurança Pública e da Secretaria de Reforma do Judiciário, publicada no último dia 31 de março de 2015, e foi composto por representantes de 21 entidades representativas de trabalhadores da segurança pública em nível estadual e nacional, além de representantes dos seguintes órgãos institucionais: Senasp, SRJ, Conselho Nacional de Segurança Pública, Conselho Nacional do Ministério Público, Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República e Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Desde que o presidente Michel Temer (PMDB) tomou posse, em 2016, contudo, os trabalhos sobre assédio moral e sexual nas instituições militares está parado, e não há promessa de retorno, apesar da cobrança da direção da Anaspra.

CPM

O Código Penal Militar Brasileiro não prevê o crime de assédio sexual. Isso porque, quando foi instituído, não havia mulheres nas instituições militares. Desde então, por omissão dos legisladores e governantes brasileiros, não sofreu alteração. Segundo a direção da Anaspra, o tema já deveria ter em seus artigos as figuras dos assédios sexual e moral, práticas comuns nos quartéis brasileiros.

A Anaspra participa de seminários nos estados, promovidos pelo Congresso Nacional, sobre mudanças nos códigos Penal Militar e de Processo Penal Militar, e inclui essa pauta nos temas de discussão. As reuniões fazem parte de uma série de audiências públicas promovida pela subcomissão especial vinculada à Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, de iniciativa do deputado federal Subtenente Gonzaga (PDT/MG).

Fonte: Anaspra

quarta-feira, 19 de abril de 2017

João Batista: "não poderia ficar na SSP sem Alessandro Vieira"

João Batista. Arquivo Aspra e Portal Infonet

O delegado João Batista, ex-secretário da Segurança Pública de Sergipe, confirmou nesta quarta-feira (19) que a decisão de deixar o comando da pasta foi própria. Durante a transmissão do cargo para o delegado João Eloy, ele alegou questões pessoais e a impossibilidade de continuar projetos como justificativas para a saída. "Meus projetos não estariam mais possíveis de serem executados, além do cansaço físico, mental e a família”.

Em entrevista à imprensa, Batista declarou que pediu para ser exonerado após a decisão do governador Jackson Barreto (PMDB) de afastar o delegado Alessandro Vieira do comando da Polícia Civil. Embora não tenha comentado o que motivou a decisão do Executivo, João Batista disse compreendê-lo.

“O governador tem direito de tirar e colocar as pessoas em cargo de comissão da forma que quiser, sem precisar prestar contas. Entendi porque o governador não queria a permanência de Alessandro e ele entendeu porque não poderia estar mais no governo sem ele", afirmou João Batista.

O delegado deve assumir na próxima semana a coordenação da Academia de Polícia Civil de Sergipe (Acadepol). Batista que já foi adjunto na gestão anterior de Eloy acredita que o novo secretário vai manter o desempenho da SSP.

“O que vinha dando errado foi consertado, que era a integração das polícias. João Eloy vai manter essa integração, ele é competente e tem mais experiência que eu. Vou trabalhar para que os projetos dele sejam executados com mais fôlego”, disse Batista.

Já o delegado Alessandro Vieira, apontado como pivô das mudanças na cúpula da SSP, segue com o futuro indefinido dentro da pasta. “Fui comunicado (da exoneração) por João Batista, agradeço a confiança. O trabalho da polícia é contínuo, nós estamos sempre em busca de uma nova oportunidade para fazer a melhor aplicação da lei”, comentou.

Will Rodrigues

Fonte: Portal F5 News

terça-feira, 18 de abril de 2017

Adiberto de Souza: Seis por meia-dúzia

Setores da imprensa têm dedicado generosos espaços a uma possível mudança no comando da Segurança Pública. Insatisfeito com a crescente violência em Sergipe, o governador Jackson Barreto (PMDB) estaria propenso a substituir o secretário João Batista e seus auxiliares diretos. Sendo verdadeiro o que se especula, resta esperar que não se mude apenas as pessoas, mas que a futura cúpula da SSP tenha um projeto plausível de combate à criminalidade. Não basta ficar mandando recados aos bandidos, como fez o coronel Marcony Cabral que, ao assumir o comando da Polícia Militar, disparou um “seja honesto ou saia de Sergipe”. Para desespero dos sergipanos, a bandidagem não deu ouvidos à intimação do oficial. Portanto, para frear a ação dos foras da lei será preciso muito mais do que trocar seis por meia dúzia. De nada adiantará substituir as figuras se o reisado continuar o mesmo.

Blog Adiberto de Souza/Faxaju

A Má Distribuição da Retae no momento da “Farinha Pouca, Meu Pirão Primeiro"


Antes denominando Grae e agora formalmente intitulado Retae, o pagamento de escalas extras feito a policiais militares que trabalham durante a folga parece não estar sendo distribuído de forma igualitária, segundo denunciam alguns PM’s, realidade que não agrada, mas não pode ser passada para frente por quem se sente lesado, haja vista a utilização das regras militaristas como forma de opressão e punição.

Sem reajuste que compense as perdas inflacionárias, assistidos com um mísero ticket alimentação que há quase uma década é de R$ 8, recebendo salário atrasado, 13º parcelado e, literalmente, dando a vida a cada dia de serviço, os militares sergipanos têm sido vítimas de um descaso que ora aparenta ser com a segurança pública, ora com a sociedade, em outra com a corporação.

E foi face a esse descontentamento que um PM desabafou a sua lamúria, que é unânime entre os que realmente trabalham e pouco recebem, e relatou, dentre tantos problemas, conhecidos e negados à imprensa, o que no momento é sinal de discórdia: a má distribuição nas escalas extras e consequente apadrinhamento de uns poucos.

Segundo o militar, que terá a identidade preservada para evitar retaliações, é fato que o atual comando geral conseguiu, apoiado pelas associações militares e pela tropa, junto ao governo do Estado benefícios para a categoria, a exemplo da promoção por tempo de serviço, nível superior para ingresso, auxílio uniforme, o subsídio que terá implementação em 2018 e a própria retribuição financeira por atividade extra (Retae).

Contudo, apesar de estar no comando, o coronel PM Marcony Cabral parece não estar no controle absoluto e com isso os “ratos” têm feito a festa, ou então os festejos têm sido patrocinados com o silêncio do apadrinhamento, em se tratando das distorções na distribuição das escalas extras, vez que no comando do policiamento militar da capital (CPMC), que tem à frente o tenente-coronel PM Vivaldy, somente uma ou duas das diversas unidades operacionais concentram quase que todas as escalas extras. Em resumo, isso significa que figurinhas repetidas na capital estão enchendo o álbum ( nesse caso o bolso) com as gratificações que deveriam ser isonomicamente partilhadas.

E para que não se caracterize a denúncia como desserviço jornalístico ou da jornalista, bem como crime por parte do denunciante, no portal da transparência abaixo linkado é possível perceber e comprovar que oficiais superiores ligados ao comandante Marcony Cabral, integram a relação de beneficiários  recorrentes no recebimento da Retae.(http://www.transparenciasergipe.se.gov.br/TRS/Pessoal/FolhaPagamento.xhtml)

Mas deixando de lado o adágio da “farinha pouca, meu pirão primeiro”, vale ressaltar que não se trata de mensurar cumprimento ou não das escalas, nem merecimento, mas de cobrar justiça no processo de seleção, levando-se em conta a disparidade que já existe em termos de salário em virtude da patente. Oito plantões mensais de um dos oficiais parente do comandante geral gerou aos cofres públicos a despesa de R$ 4.800, valor superior ao recebido por um cabo PM que trabalha um mês inteiro.

Se assim como o caso da arma roubada de dentro do carro do tenente-coronel PM Vivaldy, que se tornou público somente cerca de quatro meses após o fato, o comando geral não tem conhecimento dessa realidade, é sugestivo um puxar de rédeas a fim de evitar que a situação desande mais do que já saiu dos trilhos. Afinal, não está em jogo somente a desmotivação de praças e oficiais não agraciados com a retribuição, mas também a responsabilidade administrativa de quem compete o poder do controle, que pode responder por improbidade e, ainda que indiretamente, estar entre os responsáveis pela caos social advindo da descrença da instituição polícia.

Descontentamento exposto, agora é crer no desconhecimento por parte do coronel e, ante a lisura que lhe é peculiar,  considerar que ao questionamento de “onde está o dinheiro? ” não será respondido ” os ratos comeram”.

Texto escrito pela jornalista Iane Gois

Fonte: Blog Espaço Militar/Faxaju

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Presidente da Aspra Sergipe, sargento Antônio Carlos, responderá IPM por defender a classe!

Mais uma prova de que os militares sergipanos não têm o direito à liberdade de expressão.

Presidente da Aspra Sergipe, sargento Antônio Carlos

O comando da Polícia Militar do Estado de Sergipe avocou a solução de inquérito policial militar aberto contra três policiais militares, Antônio Carlos dos Santos, Pétula Maria de Jesus Macedo e Willanês dos Santos, face a tropa demonstrar sua insatisfação com a não implementação do subsídio e da PTS em duas ocasiões.

Infelizmente a classe dos policiais e bombeiros militares não têm seus direitos constitucionais assegurados, face a uma legislação arcaica e ultrapassada, da época da ditadura militar, que precisa ser urgentemente reformada, pois a liberdade de expressão e manifestação são direitos assegurados na nossa Carta Magna, que na esfera militar não são respeitados.

Confiram abaixo a publicação em BGO, avocando o IPM:

AVOCAÇÃO DE SOLUÇÃO EM INQUÉRITO POLICIAL MILITAR

Parte expositiva

Encarregado: Cel PM Bené de Oliveira Gravatá, RG 581.117-1 e CPF 265.578.435-91.
Indiciados: 2º Sgt PM Antônio Carlos dos Santos, RG 839.017-7 e CPF 449.400.685-87.
Sd PM Pétula Maria de Jesus Macedo, RG 5.861.852-8 e CPF 809.107.345-34.
Sd PM Willanês dos Santos, RG 1.456.662 e CPF 015.070.905-60.

Parte conclusiva

Vistos e analisados os autos do Inquérito Policial Militar nº 064/2016, instaurado através da Portaria nº 233/2016-CORREG/IPM, datada de 06 de junho de 2016, a fim de apurar a responsabilidade de representantes das Associações Única e Aspra face à convocação de servidores militares para ato de manifestação no dia 04 de junho de 2016, em frente à Rádio Jornal, bem como com referência à manifestação realizada por policiais militares em frente à sede do Ministério Público Estadual, no dia 30 de maio do corrente ano, conforme panfleto e imagens gravadas constantes no Despacho 127/2016, datado de 06 de junho de 2016. Colige-se do apurado nos autos que há indícios de cometimento de crime militar pelos indiciados ao promoverem a reunião de militares para efetuar cobrança de assuntos relativos à Corporação ao Exmº Sr. Governador do Estado, pelo que resolvo solucionar o presente feito AVOCANDO o parecer apresentado pelo Encarregado.

Ao Cel Ajudante-Geral:

1 – Remetam-se os autos originais à 6ª Vara Criminal;
2 – Publique-se em BGO;
3 – Registre-se e cumpra-se.
À Cel Corregedora-Geral:
1 – Arquive-se cópia dos autos.

Aracaju, 31 de agosto de 2016.
Marcony Cabral Santos – Cel QOPM
Comandante-Geral da PMSE

Fonte: Blog Espaço Militar

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Comandante da PM diz que não vai aceitar "indisciplina e aquartelamento" e que projeto "depende dos técnicos da Fazenda"

Na manhã desta quarta-feira, 31, o secretário de Segurança Pública, João Batista, e os comandantes da Polícia e do Corpo de Bombeiros Militar, respectivamente, coroneis Marcony Cabral e Antônio Dória,. reuniram a tropa no CEFAP, com o objetivo de anunciar o projeto de valorização das carreiras.

Em sua fala, o comandante da PM disse que não vai aceitar "indisciplina e aquartelamento", ressaltando que não houve caso de indisciplina até o momento. O coronel Marcony também falou sobre os questionamentos que vem recebendo sobre se fica ao lado do governo ou da tropa: "Eu não deixo de apoiar a tropa, mas se um dia ficar contra o governo, entregarei o cargo, porque não é justo ficar no Comando contra quem me nomeou".

Marcony disse que ele, ao lado do comandante do Corpo de Bombeiros e o secretário de Segurança, tem conversado com o governo sobre as reivindicações da tropa: "Quem se expõe somos nós". Alertou que o o projeto "depende dos técnicos da Fazenda".

Ele também disse que "não é verdade que ninguém conhece as propostas, porque o projeto foi discutido com a tropa; fui eu que chamei representantes da tropa para as discussões". Militares ouvidos por NE Notícias logo após o encontro da manhã desta quarta-feira disseram que as associações promoverão encontro para discutir os novos passos da corporação.

Fonte: Ne Notícias

domingo, 21 de agosto de 2016

Capitão Samuel: Deputado diz que PM não faz escala por falta de recursos

Foto: Arquivo Aspra. Capitão Samuel

O deputado estadual capitão Samuel Barreto, enviou na noite desta sexta-feira (19), uma mensagem para a redação do FAXAJU, através do whatsapp, onde informa que “a polícia militar não fez a escala rotineira do “Sergipe Mais Seguro” deste final de semana” por falta de “sensibilidade do secretário da fazenda”.

Samuel afirma que está faltando recursos e por conta disso, não será realizado o “Sergipe mais Seguro”. “Por falta de recurso, a PMSE deixa de realizar a operação extraordinária na Capital e no interior. Isso irá reduzir ainda mais o já combalido Policiamento em todo o Estado”, afirma Samuel. Ainda segundo o deputado, “a SSP e Comando suspenderam esse importante serviço devido à falta de recurso para pagamento do serviço extra de PMs”.

Samuel Barreto atribui essa situação à “falta de sensibilidade do secretário da fazenda, Jeferson Passos. “Lamentável a falta de sensibilidade do Secretário da Fazenda, mesmo sabendo que violência assola toda a sociedade, não podemos economizar pondo em risco a vida das pessoas”, diz Samuel.

Munir Darrage

Fonte: Faxaju

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Polícia Legal. Mensagem do Capitão Samuel para a tropa - 18/08/2016

Comando da PM reconhece dificuldade para pagar a locadoras

NE Notícias recebeu Nota do Comando da Polícia Militar, em resposta à matéria sobre a devolução de viaturas por falta de pagamento a locadoras.

Viaturas da PMSE. Arquivo Aspra

Veja a nota:

O Comando da Polícia Militar informa que estão sendo recolhidas às locadoras as viaturas que não estão sendo ativadas para o serviço operacional em virtude de defeitos mecânicos.  Esses veículos, inclusive, já deveriam ter sido substituídos pelas locadoras, por força de previsão contratual. Ao final de dois anos ou após cem mil quilômetros rodados as viaturas locadas precisam ser substituídas por veículos novos.

Contudo, devido ao delicado momento de crise financeira que o país vem atravessando, e que está afetando os estados e os governos estaduais, o Estado está com dificuldades para pagar em dia os seus fornecedores. Mesmo diante dessa dura realidade, o Comando da Polícia Militar vem envidando todos os esforços no sentido de bem cumprir a sua missão, realizando o policiamento ostensivo preventivo e a preservação da ordem pública, buscando garantir a segurança e a tranquilidade do povo sergipano.

Fonte: NE Notícias

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