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segunda-feira, 25 de setembro de 2017

‘Lava Jato’ na PM de SP: coronel detalha desvio milionário e envolve outros 18 coronéis

Em carta obtida pelo EL PAÍS, ele apresenta roteiro do que pretende delatar sobre esquema que desviou mais de 200 milhões entre 2005 e 2012. Um deputado estadual é citado

Um tenente-coronel promete revelar as entranhas e os beneficiários de um esquema que desviou mais de 200 milhões de reais da Polícia Militar de São Paulo. Detido desde março no presídio militar Romão Gomes no Tremembé, zona norte de São Paulo, o tenente-coronel José Afonso Adriano Filho negocia um acordo de delação premiada com o Ministério Público do Estado de São Paulo.

Nos corredores do Tribunal de Justiça Militar de São Paulo, o caso é apelidado de Operação Lava Jato da PM. Isso tanto pelo valor desviado quanto pela alta patente dos beneficiários e envolvidos. Além de tentar um acordo com o Ministério Público, o tenente-coronel escreveu uma carta, enviada à Corregedoria da Polícia Militar, em que tenta demonstrar uma espécie de lealdade à corporação e dá um roteiro do que pretende delatar.

No documento, obtido pelo EL PAÍS, Adriano levanta suspeitas de que 18 coronéis e um deputado estadual receberam recursos desviados da Polícia Militar. Ao longo de 15 páginas, o coronel se diz disposto a colaborar com investigações e sugere à Corregedoria que faça determinadas perguntas a essas 19 pessoas. Informa também que parte dos “documentos comprobatórios” de suas denúncias estão em um pendrive e um CD apreendidos pela polícia quando foi preso. Diz até que "depósitos bancários foram efetuados em dezenas de vezes, para atender a demanda desses oficiais, em épocas distintas, para diversos fins". Mas o coronel reclama do que chama de “total parcialidade” da Corregedoria da PM. Para ele, a investigação da corporação poupou oficiais mais graduados.

No fim de agosto, Adriano foi condenado pelo Tribunal de Justiça Militar de São Paulo à perda de patente e de aposentadoria. Ainda responde a uma ação penal por peculato e é investigado em mais de 20 inquéritos. Adriano tenta uma delação premiada para receber punição mais branda em troca de revelações às autoridades.

Até se aposentar em outubro de 2012, Adriano trabalhou mais de 12 anos no Departamento de Suporte Administrativo do Comando-Geral da Polícia Militar de São Paulo. Fez boa parte da carreira no setor, que é responsável por compras e licitações na corporação. Esteve lá em gestões de sucessivos comandantes da PM e de vários secretários de Segurança nos governos de Geraldo Alckmin (PSDB), Alberto Goldman (PSDB) e José Serra (PSDB). Algumas aquisições do Departamento de Suporte Administrativo precisam ser aprovadas pelo comandante-geral da PM e até pelo secretário estadual de Segurança Pública. Nas investigações da Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo, até agora foram identificados desvios e fraudes em mais de 200 compras entre 2005 e 2012, com mais de 20 fornecedores envolvidos – incluindo empresas de fachada. O jornal Folha de S. Paulo revelou em 2015 que as investigações começaram restritas aos anos 2009 e 2010, mas foram ampliadas depois das reportagens do jornal. Ainda assim, o único punido até agora foi o tenente-coronel Adriano.

Ele acabou preso preventivamente depois que um outro investigado disse em depoimento à Corregedoria da PM que foi ameaçado. De acordo com esse investigado, o coronel Adriano lhe falou para “ficar com o bico calado, pois estava mexendo com peixe grande”. A prisão foi decretada pelo juiz Marcos Fernando Theodoro Pinheiro, que assumiu um dos inquéritos contra Adriano depois que o juiz José Álvaro Machado Marques, inicialmente responsável pelo caso, se declarou impedido para julgar o coronel. O capitão Dilermando César Silva, subordinado de Adriano no departamento de compras, também foi preso, mas responde a processo em liberdade.

Autoridades que acompanham o caso temem que o esquema não seja totalmente investigado pelo Ministério Público e pela Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo. Procurado, o corregedor da PM, coronel Marcelino Fernandes, não quis dar explicações sobre o andamento das investigações das denúncias mencionadas na carta de Adriano. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo disse que “foi instaurado um Inquérito Policial Militar para apurar os fatos. O IPM está em segredo de Justiça, motivo pelo qual detalhes da investigação não podem ser passados”.

Como envolve pelo menos uma autoridade com foro privilegiado, um deputado estadual, a negociação da delação premiada de Adriano depende do aval do procurador-geral de Justiça de São Paulo, Gianpaolo Smanio. O Ministério Público informou que a proposta de colaboração premiada está sendo avaliada. “No momento, as informações estão sob análise, não cabendo ao MPSP tecer qualquer tipo de consideração sobre tais tratativas”, afirmou, em nota.

Fonte: El País

terça-feira, 6 de junho de 2017

Anaspra: Aumentam denúncias contra assédio sexual e moral às mulheres militares


Casos de assédio moral contra mulheres dentro de instituições militares estaduais estão vindo a público cada vez mais. Isso não significa a prática de assédio tenha começado agora, mas, sim, que as mulheres - policiais e bombeiras femininas - estão denunciando mais vezes, e os resultados - a punição dos agressores - estão se tornando realidade.

No Maranhão, uma policial militar registrou, no dia 1º de junho desse ano, um boletim de ocorrência na Delegacia da Mulher em desfavor de seu namorado, o coronel Marco Antonio Terra Schultz, por ter sido agredida dentro e fora do Comando da Polícia Militar do Maranhão, no bairro Calhau, em São Luís. Com o BO, também foi aberto um inquérito policial militar (IPM) para apurar os fatos. O coronel não chegou a ser preso, mas as circunstâncias estão em investigação. Terra Schultz é comandante do Policiamento de Área do Interior.

Segundo informaram os policiais à imprensa maranhense, essa não foi a primeira vez que alguns PMs presenciaram brigas entre os dois. Por esse motivo, a policial chegou a ser transferida para o quartel de Pinheiro, mas reconduzida, atendendo ao pedido do coronel Terra.

Outro caso, também emblemático, é uma denúncia antiga, de 2010, no Estado do Espírito Santo. Em dezembro daquele ano, um então tenente-coronel e comandante do 2º Batalhão da Polícia Militar foi denunciado por suspeita de assediar uma policial em Nova Venécia, no Norte do Estado. A denúncia foi feita pela Associação de Cabos e Soldados da PM, que preparou um dossiê com várias acusações contra Carlos Rogério Gonçalves, entre elas a de assédio moral, sexual e abuso de poder. Na época, segundo informou o então diretor da associação, Flávio Gava de Oliveira, a soldado foi punida com prisão e transferida para outra unidade.

Quase três anos depois, atendendo pedido do Ministério Público Estadual e do Comando Geral da Polícia Militar, o juiz da Vara da Auditoria da Justiça Militar do Espírito Santo, Getúlio Marcos Pereira Neves, decretou, no dia 16 de maio de 2013, a prisão cautelar do já coronel Carlos Gonçalves Rogério de Oliveira, que nessa época assumia a chefia da Diretoria de Apoio Logística da Polícia Militar (DAL). Por decisão do comandante geral, o coronel Gonçalves foi exonerado da direção da DAL. Desta vez, no entanto, a agressão seria contra uma cabo da PM. Até ser preso, o coronel acumulava três denúncias de assédio moral e sexual. A outra acusação foi de uma tenente, em situação semelhante.

Em Teresina (Piauí), em 2008, a 9ª Vara Criminal sentenciou seis capitães da Polícia Militar acusados de crimes de assédio sexual e maus tratos, realizados o ano de 2000, na Academia da PM. As penas variaram entre dois a nove meses de detenção.

40% das mulheres da segurança

Em pesquisa realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Núcleo de Estudos em Organizações e Pessoas (NEOP) da FGV, a Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e o CRISP/UFMG, entre 12 e 16 de fevereiro de 2015, apontou que 40% do total de 13.055 mulheres agentes de segurança pública, que responderam o questionário, foram ou continuam sendo vítimas de assédio sexual e moral, praticado, em mais de 71% dos casos, por superiores hierárquicos.

A diretoria da Associação Nacional de Praças (Anaspra) entende que a denúncia enseja uma série de dificuldades para as mulheres militares, no entanto, orienta que essas medidas sejam tomadas, para que essas situações, em pleno século 21, sejam extintas dos quartéis brasileiros. "É inadmissível a continuidade desses casos de assédios sexual e moral contra mulheres homens. Os governos e os comandos têm que buscar formas e desenvolver instrumentos para combater essa prática. E dos legisladores estaduais e federais esperamos a atualização das legislações", destaca o presidente da Anaspra, cabo Elisandro Lotin.

GT

Em 2015, foi formado um grupo de trabalho, no âmbito do Ministério da Justiça, para debater os conceitos de assédio sexual, moral e de gênero, como identificar, amparo legal, a quem e como denunciar, e o consequente acolhimento da vítima e punições aos assediadores.

O GT foi formado através da Portaria Conjunta nº 2, da Secretaria Nacional de Segurança Pública e da Secretaria de Reforma do Judiciário, publicada no último dia 31 de março de 2015, e foi composto por representantes de 21 entidades representativas de trabalhadores da segurança pública em nível estadual e nacional, além de representantes dos seguintes órgãos institucionais: Senasp, SRJ, Conselho Nacional de Segurança Pública, Conselho Nacional do Ministério Público, Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República e Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Desde que o presidente Michel Temer (PMDB) tomou posse, em 2016, contudo, os trabalhos sobre assédio moral e sexual nas instituições militares está parado, e não há promessa de retorno, apesar da cobrança da direção da Anaspra.

CPM

O Código Penal Militar Brasileiro não prevê o crime de assédio sexual. Isso porque, quando foi instituído, não havia mulheres nas instituições militares. Desde então, por omissão dos legisladores e governantes brasileiros, não sofreu alteração. Segundo a direção da Anaspra, o tema já deveria ter em seus artigos as figuras dos assédios sexual e moral, práticas comuns nos quartéis brasileiros.

A Anaspra participa de seminários nos estados, promovidos pelo Congresso Nacional, sobre mudanças nos códigos Penal Militar e de Processo Penal Militar, e inclui essa pauta nos temas de discussão. As reuniões fazem parte de uma série de audiências públicas promovida pela subcomissão especial vinculada à Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, de iniciativa do deputado federal Subtenente Gonzaga (PDT/MG).

Fonte: Anaspra

segunda-feira, 15 de maio de 2017

BGR aponta para transgressão e crime militar em desfavor de Vivaldy Cabral

A jornalista Iane Gois divulgou nesta quinta-feira (11), a informação de que Boletim Geral Reservado (BGR), aponta para transgressão e crime militar em desfavor do comandante do policiamento da capital, tenente coronel Vivaldy Cabral, que teve sua pistola furtada. Iane explica que “falhas existiram não somente quando o próprio Vivaldy deixou de comunicar o extravio ao superior, se é que isso aconteceu, como também na PM4 se ao ser notificada deixou de dar ciência ao oficial maior”.

Veja a matéria completa da jornalista:

Por Iane Gois

PMSE e o furto de pistola: BGR aponta para transgressão e crime militar em desfavor de Vivaldy. Haverá punição ou será mais um caso de pizza?

Finalmente teve desfecho o caso do tenente-coronel PM Vivaldy Cabral, comandante do CPMC, que teve a pistola ponto 40 Taurus, modelo PT 940, registro SBW 75728, com um carregador e dez munições de mesmo calibre furtada do veículo nas imediações de um bar na Orla de Atalaia em outubro de 2016, mas somente tornado público após a imprensa denunciar, em fevereiro de 2017, serviço intitulado pelo oficial como “maldoso”.

À época, o setor de comunicação oficial da PMSE informou que o Comando Geral só havia tomado conhecimento do ocorrido no mesmo momento em que os jornalistas e radialistas, porém as próprias normas da corporação levam ao questionamento da veracidade, uma vez que o procedimento comum nesses casos, ao menos quando não se trata de militares com ligação de parentesco com o comandante geral, Marcony Cabral, irmão de Vivaldy, segue um curso.

Segundo um oficial consultado, o trâmite em circunstâncias dessa natureza, após o registro do boletim de ocorrência, é o relato à PM4, setor responsável pelos armamentos e que, coincidentemente, tem como responsável o também parente de Marcony, tenente-coronel Edenisson, a fim de que haja o procedimento administrativo.

Assim sendo, falhas existiram não somente quando o próprio Vivaldy deixou de comunicar o extravio ao superior, se é que isso aconteceu, como também na PM4 se ao ser notificada deixou de dar ciência ao oficial maior. E se fosse com um soldado, o tratamento seria mesmo?

O fato é que, mesmo diante da tentativa de esconder o episódio e consequente apadrinhamento, a publicação do Boletim Geral Reservado (BGR) da Polícia Militar de Sergipe, homologado no último dia 05 como resultado do Inquérito Policial (IPM) nº 015/2017, mostrou que a maldade não foi da imprensa, que cumpriu a missão de informar, e apontou indícios de crime militar e transgressão disciplinar praticado pelo indiciado que, se não gozar de regalias por ser irmão do comandante geral, deverá responder junto à 6ª Vara Criminal, além da possibilidade de punição administrativa.

Vale ressaltar que a gravidade aqui não se faz na perda do armamento, exclusivamente, mas no descumprimento do processo legal que o caso requer dentro do próprio QCG, mediante o tratamento notoriamente diferenciado. E aí aproveita-se para questionar se não há mais irregularidades a serem apuradas, inclusive com indicativos de improbidade administrativa. Ao Comando Geral o fato foi realmente omitido? O que justifica o descumprimento das etapas fielmente desempenhadas quando o PM não desfruta dos prestígios dos laços consanguíneos? O possível resgate da arma foi considerado, ou simplesmente a certeza de que ia “dar em pizza” prevaleceu?

Com a determinação pela instauração do PAAD, resta aguardar para ver se, assim como o sargento recentemente punido administrativamente com a detenção disciplinar por dois dias, o irmão de Marcony terá a responsabilidade cobrada ou simplesmente pagará o valor da pistola e terá o processo arquivado.

Atentando para a balança em constante desequilíbrio, duas coisas são certas: a promoção a coronel do 2º Cabral da PMSE não será abalada, e o DESSERVIÇO não foi por parte da imprensa. Com a palavra, o Ministério Público.

Fonte: Faxaju

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Justiça diz que todos os Tenentes-Coronéis que não tenham completado interstício não devem ser promovidos

A Justiça decidiu proibir o Comando da Polícia Militar de Sergipe de promover todos os tenentes-coronéis que não tenham completado o interstício até 31 de dezembro de 2015. Todos eles devem ter sido excluídos do Quadro de Acesso para promoção do dia de ontem (21).

VEJA AQUI aqui a decisão

Fonte: Ne Notícias

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Ação do MP: Assomise emite nota de esclarecimento

Para conhecimento dos membros da Associação dos Oficiais Militares de Sergipe (ASSOMISE) e da sociedade sergipana, esclarecemos que a diligência efetuada pelo Ministério Público Estadual (MPE) na manhã desta quinta-feira, 23, em sua sede e na residência particular do presidente da entidade, tenente-coronel Adriano Reis, já era esperada e ocorreu de forma bastante tranquila. Na ocasião, foram entregues inúmeros documentos cujo fito é esclarecer procedimentos administrativos referentes à associação e referendar a transparência da gestão corporativa.

Em tempo, reforçamos o inalienável compromisso da atual diretoria por servir aos associados e à comunidade militar com zelo e total responsabilidade. Ao MPE e colegas de corporação que participaram do ato, nossas deferências pela conduta respeitosa no trato dispensado a todos.

Associação dos Oficiais Militares de Sergipe
Diretoria de Comunicação Social

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Investigação da PM sobre propina em Bangu só acusou praças

Fonte: Extra/O Globo

Não foram só agentes da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte) da Secretaria de Segurança e promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) que investigaram o recebimento de propina por PMs do 14º BPM (Bangu). A Corregedoria da PM também abriu, em 2012, um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar denúncias de cobranças de propina de policiais do batalhão. Os resultados das duas investigações, entretanto, foram bastante diferentes: enquanto Gaeco e Ssinte juntaram provas para prender até o comandante do batalhão, coronel Alexandre Fontenelle, a investigação da PM só indiciou praças.

O IPM 1033/2538/2012, conduzido pelo tenente-coronel Robson Marcelo Vaz de Nunes Rodrigues, investigou a prática do crime militar de concussão e foi concluído no último mês de maio, com o indiciamento de 53 praças — 35 deles, sargentos. Os autos do inquérito, divididos em 57 volumes, chegaram aos promotores da Auditoria Militar em 23 de maio deste ano, e logo foram encaminhados aos promotores do Gaeco.

O objetivo é que as informações do IPM sejam compartilhadas com a última fase da investigação da Ssinte e do Gaeco: a denúncia dos policiais por cada propina recebida. Por cada caso de exigência ou recebimento de “vantagem indevida”, o PM vai responder uma vez por concussão. O crime tem pena de dois a oito anos de reclusão.

Apesar de a PM ter poupado os oficiais do batalhão, os promotores do Gaeco já decidiram que as provas reunidas pela Ssinte são suficientes para denunciar o coronel, os três majores e os dois capitães também pelo crime de concussão. Todos os oficiais tiveram prisão preventiva decretada pelo crime de formação de quadrilha e estão presos no Batalhão Especial Prisional (BEP).

As investigações da Ssinte e do Gaeco também começaram em 2012 e, de lá para cá, resultaram em duas operações: a Compadre, em abril de 2013, que terminou com a prisão de 78 pessoas, sendo 53 PMs; e a Amigos S. A., há duas semanas, em que 24 PMs, sendo seis oficiais, terminaram na cadeia. Segundo a denúncia do MP, cabia ao coronel Alexandre Fontenelle o papel de chefe da quadrilha e principal beneficiado pela “balcão de negócios” instalado no batalhão. Agora, os investigadores se debruçam sobre os bens do oficial. Os promotores suspeitam que ele lavava o dinheiro obtido com propinas comprando e vendendo imóveis.

As investigações do Gaeco também podem chegar a um delegado. Os promotores do Gaeco enviaram ofício à Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva, para que o órgão avalie a necessidade de abrir um inquérito civil para apurar se há envolvimento do delegado Jader Machado Amaral com o recebimento de propina na 34ª DP (Bangu).

Segundo o MP, Jader tinha “relação de confiança” com o chefe de investigações, inspetor Carlos Antonio Torres, preso acusado de chefiar o recebimento de propina dentro da delegacia. Torres, de acordo com os promotores do Gaeco, cobrava propina de funcionários do Bangu Atlético Clube para não fiscalizar festas feitas no clube. Hoje, Jader está lotado na Delegacia de Combate às Drogas.

Fonte: Blog SOS Segurança Pública/Jornal Extra

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Novos Policiais Militares começam a atuar nas ruas

Trabalho será expandido também para o interior do estado

Os alunos do Curso de Formação de Soldado (CFSD), aprovados no último concurso público da Polícia Militar, realizaram neste final de semana o primeiro estágio do serviço ostensivo nas ruas da capital. Divididos entre os pelotões que compõe, eles foram distribuídos ao longo do calçadão e esquinas do bairro 13 de Julho e na Orla da Atalaia, sempre supervisionados pelos oficiais e monitores do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP) da Polícia Militar.

De acordo com o tenente-coronel PM Edênisson Paixão, comandante do CFAP, esta era uma etapa já prevista no curso de formação e, inclusive, anunciada à sociedade sergipana quando da realização do concurso. “Todos os 600 alunos irão participar deste estágio supervisionado, obedecendo às escalas, uma vez que já atingiram cerca de 40% do total do curso de formação. Todos eles, que ainda não portam armas de fogo, estão sob a supervisão dos nossos monitores e do oficial de dia que acompanham todos os locais onde o efetivo é empregado”, informa o tenente-coronel.

A programação total do curso prevê 1.200 horas/aula, incluindo técnicas de abordagem, defesa pessoal, disciplinas da área jurídica e disciplinas inerentes à regulamentação da atividade policial, bem como a realização periódica do teste físico-militar.

Ostensividade e Preservação

Segundo o aluno do CFSD Jailton Vieira Neto, 24, um dos que esteve em serviço ao longo do calçadão da 13 de Julho, a orientação elementar dos monitores é para que os alunos desenvolvam o potencial de observação da ordem e de qualquer alteração que enseja a intervenção policial. “Neste momento, nosso serviço se resume à observação dos transeuntes ou de qualquer fato que altere a rotina natural na zona urbana. Se detectarmos algo suspeito, de imediato, comunicamos via rádio o ocorrido, para que as medidas adequadas sejam tomadas”, explicou o aluno.

A simples presença dos futuros policiais em via pública já reforçou a sensação de segurança de várias pessoas que costumam trafegar pelos pontos onde o serviço foi realizado. Isto foi comprovado, por exemplo, pelo depoimento da comerciária Valdinete dos Santos, que trabalha em uma panificação nas imediações do calçadão da 13 de Julho. “Pego ônibus diariamente aqui. Mesmo percebendo a existência de policiamento que passava, ou dos guardas municipais, já presenciei incômodos provocados por menores e usuários de drogas que abordam as pessoas nos pontos de ônibus. Hoje, a presença destes novos policiais me chamou a atenção e me tranquilizou já que é um dia de menor movimento”, declarou.

Opinião semelhante foi emitida pela também comerciária Laísa Andréa, que também trabalha nas imediações da 13 de Julho. “No domingo, como o movimento de pessoas é menor no horário que pegamos o ônibus, eu sempre busquei vir em grupo, com outras colegas, para não ficar sozinha no ponto. A presença da polícia é muito importante para garantir a nossa tranquilidade”, afirmou.

Já na Orla da Atalaia, onde o efetivo foi distribuído ao longo de todo o calçadão, desde as imediações da orlinha até o final da Passarela do Caranguejo, a presença dos novos agentes de segurança também foi percebida pelos banhistas. “O maior número de policiais nos dá a garantia de ter a quem recorrer rapidamente em caso de algum fato. Tenho certeza que esse novo pessoal vai dar mais ação ao trabalho policial na garantia de mais segurança a população. Eu mesmo, fiquei muito satisfeito em ver esse grande número de policiais em toda a orla”, revelou o pedreiro Edcarlos dos Santos que, como faz semanalmente, estava na praia com a esposa e o filho de cinco anos.

Novos Pontos

O tenente-coronel Edênisson informou ainda que já na próxima semana mais um efetivo de alunos do CFSD será empregado no Centro comercial da capital e adjacências, sempre sob a supervisão dos monitores do CFAP, com o intuito de se familiarizarem com o trabalho ostensivo inerente ao policial militar. Até o término do curso, previsto para dezembro deste ano, os alunos serão empregados, cada vez com maior frequência, nesses estágios operacionais supervisionados, não apenas em Aracaju, como também nas principais cidades do interior sergipano.

Fonte: Secom/Portal Infonet

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Mato Grosso: Sargento da PM acusa oficiais de tortura e cárcere privado

Ocorrência ainda envolve denúncia de contrabando contra militares

O sargento da Polícia Militar Antônio Elísio Moreira, 36 anos, que está lotado na base comunitária de Segurança São Matheus, em Várzea Grande, MT, registrou um boletim de ocorrência contra um tenente-coronel e um aspirante pelos crimes de abuso de autoridade, violação de domicílio, calúnia, tortura e ainda alega ter sido mantido em cárcere privado pelo alto escalão da Polícia Militar em Várzea Grande.

No boletim, lavrado no dia 13 de junho na Central de Flagrantes, o sargento relatou que está sofrendo uma perseguição após ter descoberto um caso de contrabando de cigarros em um caminhão dentro de um galpão na rodovia dos Imigrantes no dia 6, em que o motorista afirmou ter policiais militares envolvidos.

Porém, no momento em que iria checar a situação, o PM alega ter sido acionado para atender outra ocorrência de maior relevância. Porém, a denúncia não era verdadeira e tinha objetivo apenas de retirá-lo da cena que comprometeria oficiais do alto escalão da PM.

Ainda no boletim, o sargento afirma que no dia 12, quando se preparava para assistir a estreia do Brasil na Copa do Mundo, a sua casa foi invadida pelo tenente-coronel Vitório e pelo Aspirante Bartolomeu, dizendo que o alto escalão do Comando Regional de Várzea Grande (CRII) queria falar com ele.

O sargento também relata que foi levado para uma sala do 4° Batalhão, onde estavam o Comandante Regional,  coronel Paredes, o major Juliano, o capitão Thibério, um oficial da corregedoria. Na reunião, o tenente-coronel Vitório acusou o sargento de estar envolvido com o caso de contrabando de cigarros, descoberto no dia 6, e que teria recebido R$ 25 mil para liberar a carga dos criminosos.

Após ouvir as acusações e ter um depoimento recolhido, o sargento disse que foi mantido preso dentro do 4° Batalhão até o final da tarde.

Primeiro boletim

A ocorrência de contrabando foi registrada no dia 6 de junho, às 11 horas. Nela, foi narrada as prisões de Revisson Silva Santos, 27, e Aparecido Correa da Silva, 50 anos.

De acordo com boletim, os dois suspeitos estavam com uma carga de cigarros em um caminhão na Rodovia dos Imigrantes por volta das 4h, e foram abordados por um policial militar, que fez a apreensão do veículo e exigiu a quantia de R$ 50 mil para liberá-lo.

A dupla foi presa na manhã do mesmo dia, quando foram ao local combinado para fazer o pagamento da primeira parcela do pagamento ao policial. O valor seria de R$ 25 mil.

O caso está cercado de mistério porque o caminhão com a mercadoria contrabandeada ainda não foi localizado. A Corregedoria da PM irá investigar as duas denúncias.

Fonte: Blog do Anastácio/PEC 300

sábado, 21 de dezembro de 2013

Rio de Janeiro: Desembargador desqualifica Conselho formado por Coronéis Bombeiros

Justiça condena coronel que foi a motel num carro oficial
Oficial bombeiro flagrado com uma adolescente de 13 anos é acusado também de pedofilia


O coronel e ex-corregedor do Corpo de Bombeiros Adilson de Oliveira Perinei, de 56 anos, foi condenado a três anos de prisão, em regime aberto, por peculato (apropriar-se de bem público) pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. Perinei foi preso em 2010 em um motel na Rodovia Presidente Dutra em companhia de uma adolescente de 13 anos. Como ele estava com o carro dos bombeiros e usava a gasolina do quartel, foi enquadrado no peculato.

O coronel chegou a ser preso em flagrante na ocasião por pedofilia e foi acusado de aliciar e manter relações sexuais com meninas menores. Ele respondeu também à acusação de filmar e fotografar os atos. Em um pen drive encontrado com o bombeiro, havia dezenas de fotos de jovens, adolescentes e até crianças, em poses e situações eróticas.

Na sentença, o desembargador Antônio Jayme Boente alegou que o coronel “apropriou-se e desviou de sua regular finalidade bem móvel público de que tinha a posse em razão do cargo, consistente na viatura oficial V1 088, dirigida por bombeiro militar, utilizando-a – assim como o respectivo combustível – para fins particulares, pois deixou o seu local de serviço para encaminhar-se a um motel, onde foi surpreendido por policiais civis na companhia de uma menor”.

Julgado antes pelo Conselho Especial de Justiça do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, o coronel Adilson foi absolvido por unanimidade. Na época da prisão, a Polícia Civil informou que o coronel era alvo de investigação por pedofilia havia dois meses, depois que denúncias anônimas contra ele chegaram ao conhecimento da polícia. Uma das vítimas dele, de 18 anos, reconheceu fotos suas nua, quando tinha 13 anos, no pen drive.

Desembargador desqualifica a decisão anterior de conselho militar.

A absolvição do coronel Adilson de Oliveira Perinei na Justiça Militar foi ironizada pelo relator do acórdão do TJ. Segundo escreveu Antônio Jayme Boente, "a decisão majoritária do Conselho carece de qualquer fundamento técnico... o fato de estar a viatura à disposição do oficial absolutamente não o autorizaria a utilizá-la para outros fins... que não... o serviço, sendo risível a adoção do argumento para justificar suas visitas clandestinas a um motel na companhia de prostitutas, dentre as quais se contava uma menor de idade".

Fonte: Blog SOS Bombeiros - Rio de Janeiro

sábado, 12 de janeiro de 2013

Chefe militar do TCE é promovido ao posto de major da PM/SE

 
Atual assistente chefe militar do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o capitão da Polícia Militar do Estado (PM-SE), Adelmo Amado dos Santos, foi promovido ao posto de major em solenidade ocorrida na noite desta terça, 08, no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP). Na ocasião, outros 14 oficiais também receberam a promoção, seja por merecimento ou antiguidade.

"Fico feliz e honrado com esse reconhecimento após tantos anos dedicados à instituição, onde ingressei no dia 17 de julho de 1984, passando por diversos setores como a Rádio Patrulha, a Companhia de Polícia Rodoviária e o Batalhão de Choque, até ingressar no quadro administrativo do TCE", destacou o agora major Amado.

Segundo ele, sua conquista pessoal se deve ainda ao apoio e estímulo de familiares e amigos. "Agradeço ao governador Marcelo Déda pela confiança em mim depositada, à instituição, na pessoa do comandante Maurício Yunes, a meus familiares, ao conselheiro Carlos Alberto, que confiou a mim a chefia do gabinete militar da Corte de Contas, e à Dra. Patrícia Verônica pelo apoio de sempre", citou.

No comando da Polícia Militar de Sergipe há sete meses, o coronel Maurício Yunes informou que 442 policiais foram promovidos nesse período. De acordo com ele, o número de promoções reflete o compromisso do Governo do Estado em promover uma segurança pública de qualidade.

“Nossa gestão à frente do comando da Polícia Militar busca trabalhar com a motivação dos nossos profissionais e essas promoções representam isso. Ao longo dos últimos sete meses, foram 442 promoções. Estamos preparando uma grande promoção para o mês de agosto”, discursou.

Oficiais Promovidos

Na Polícia Militar, por merecimento foram promovidos:

- Ao posto de Tenente Coronel QOSPM: Major George André Almeida de Araújo.
- Ao posto de Major QOAPM: Capitão Adelmo Amado Dos Santos.

Através do critério antiguidade, foram promovidos:

- Ao posto de Major QOAPM: Capitão Antonio da Conceição.
- Ao posto de Major QOSPM: Capitão Leonício Silva Umbelino Junior.
- Ao posto de Capitão QOAPM: 1º Tenentes Rivaldo dos Santos e Givaldo Ramos da Silva.
- Ao posto de Capitão QOSPM: 1º Tenente Isabela Maria Santos Ferreira.
- Ao posto de 1º Tenente QOAPM: 2º Tenentes Miguel Fagundes da Costa Neto; Daniel Oliveira Dantas; Elis Cordeiro da Silva; Milton dos Santos Madureira.
- Ao posto de 2º Tenente QOAPM: 3º Tenentes Carmelita Dantas Bastos; José Mariano Batista Alves; Heliomar Alves Barbosa; Carlos Alberto de Oliveira Santos.
 
Fonte: Tribunal de Contas do Estado

domingo, 5 de agosto de 2012

Minas Gerais: Burocracia para registro de ocorrências afeta estatísticas de crimes

Especialista diz que dificuldade de registrar ocorrências policiais prejudica comunicação de crimes. Segundo ele, situação contribui para que subnotificação chegue a 95% dos casos

A demora para registrar ocorrências em Belo Horizonte e a descrença da população nas autoridades de segurança pública geram um problema considerado grave na avaliação de especialistas: a subnotificação do número de crimes. Segundo o professor da PUC Minas Robson Sávio, integrante do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostram que apenas 25% da população confiam muito na polícia, enquanto 75% confiam pouco ou não confiam. O resultado desse quadro, afirma Sávio, é que apenas 5% de todo o universo da criminalidade chega efetivamente às mãos das polícias Militar e Civil.

"Fatores como morosidade no atendimento e constrangimento nas delegacias fazem com que as pessoas desistam de prestar queixa. Também deixam de ir pela falta de transparência na investigação e de resultados para os casos levados pela população à polícia”, diz. Com isso, afirma o professor, crimes como violência doméstica, pequenos furtos ou extravios de documentos deixam de ser notificados. “Apesar de terem menor potencial ofensivo do que os homicídios e outros crimes violentos, também são casos de extrema importância para o mapeamento da criminalidade, mas ficam fora na elaboração de planos estratégicos”, afirma.

Outro fato que, segundo Sávio, colabora para que as pessoas desistam de reportar as ocorrências é a morosidade processual. “Os processos ficam anos em tramitação, porque, além da demora do Judiciário, o trabalho de investigação que subsidia a tramitação processual é muito ruim. Faltam provas, falta pessoal para registrar a ocorrência, para investigar, faltam delegacias”, diz. Conforme o especialista, a situação é mais precária na Polícia Civil, que precisa ter o efetivo pelo menos dobrado. Quando precisou do serviço, em março, para registrar um furto de veículo, o especialista afirma que percebeu de forma clara a desintegração e a rivalidade entre as corporações policiais. “Uma ficava jogando o serviço para a outra. Somente depois de ir a quatro unidades e gastar toda uma manhã é que consegui ser atendido”, disse.

Problemas de infraestrutura e de efetivo são levados em consideração pela Polícia Civil como entraves para o registro das ocorrências em Belo Horizonte, conforme explica o delegado da Assessoria de Comunicação e Planejamento da Polícia Civil, Daniel Barcelos. “Existem, sim, gargalos nas situações em que há uma demanda maior nas delegacias. É possível, sim, que haja demora e não há o que fazer, porque a estrutura da Polícia Civil tem limitações. O que não pode ocorrer, no entanto, é a recusa em receber a queixa, porque aí fica configurado desvio de conduta do funcionário público”, afirma o delegado. Segundo ele, casos dessa natureza ou tempos excessivamente longos de espera devem ser denunciados à Corregedoria.

Desencontro

No entanto, o delegado discorda da afirmação do especialista de que haja 95% de subnotificação na criminalidade. “Esse percentual pode se alternar bastante, de acordo com a natureza da ação penal. Quero crer que em casos de homicídio, por exemplo, todos sejam notificados em Minas.” Conforme o policial, o estado está à frente de outros, por ter o sistema integrado para o Registro de Eventos de Defesa Social (Reds) entre as polícias Civil, Militar e o Corpo de Bombeiros. Em Belo Horizonte, 74 unidades da Polícia Civil, entre delegacias regionais e especializadas, recebem as queixas policias, enquanto 24 companhias da Polícia Militar que funcionam 24 horas e nove batalhões da PM com funcionamento entre as 8h e as 18h podem oferecer o serviço.

Para o comandante interino de Policiamento da Capital, tenente-coronel Idzel Fagundes, problemas de demora podem eventualmente ocorrer nas unidades da PM, mas não são regra geral da corporação. Em situações normais, conforme o comandante, o tempo gasto para registrar uma ocorrência simples de perda de documentos é de 20 minutos. “Casos mais detalhados, como roubos, exigem um tempo maior. Se há muita demanda, realmente as pessoas vão precisar esperar um pouco”, informou, garantindo que a integração entre as polícias tem avançado a cada dia.

Via-sacra entre a PM e a Civil

Enquanto medidas para melhorar o atendimento ao cidadão não surtem efeito, registrar ocorrências nas repartições policiais de BH continua sendo um teste de paciência. Foi o que constatou o estudante de direito Daniel Rodrigues Costa, de 19 anos. Depois de passar a madrugada numa boate da Zona Sul, o universitário percebeu que seu carro, um Punto, teve duas rodas e o estepe furtados. Para tentar recuperar o que foi levado, seu primeiro pensamento foi discar 190. Depois de uma hora sem que ninguém aparecesse, desistiu e cancelou a chamada. Conformou-se com a perda das peças do automóvel e acionou o seguro. “Desisti, porque percebi que não ia adiantar. A polícia não ia pegar nada mesmo”, disse.

Mal sabia ele que ainda não tinha se livrado da morosidade do atendimento policial. Quando acionou a seguradora, foi orientado a registrar a ocorrência de furto. Para esse simples serviço, perdeu nada menos que uma hora e meia na delegacia da Rua Carangola, no Bairro Santo Antônio. “Vim, primeiro, porque o seguro exigiu. Mas acho também importante que se registrem as ocorrências, senão a polícia não tem como saber onde e como agem os bandidos”, disse.

Mas o campeão de espera ontem foi o dono de um clube no Bairro Betânia, na Região Oeste de BH. O cidadão, que pediu para não ser identificado, conta que o vizinho chamou a PM pelo 190, ao ver que seis jovens invadiram o estabelecimento. “Ele me disse que esperou por três horas. Enquanto isso, os invasores beberam 11 garrafas de cerveja, levaram componentes de informática e dinheiro.” O solicitante ligou novamente, e o atendente do serviço teria dado uma resposta que o deixou indignado. “Disse que a PM não ia atender ao arrombamento se não tivesse ninguém lá para recebê-los”, lembra. A espera para que a polícia registrasse o roubo prosseguiu ontem, na delegacia da Rua Carangola, onde o Registro de Evento de Defesa Social (Reds) levou mais duas horas e 10 minutos. “É um absurdo. Em vez de procurar os bandidos, a polícia perde tempo registrando outras coisas. A gente se sente desestimulado. Tempo é muito precioso”, disse.

Demora trava a cidade

Um motociclista morreu na manhã de ontem ao se envolver em acidente com um ônibus na  BR-356, no Bairro Olhos d’Água, Região do Barreiro. O acidente foi por volta das 8h, mas somente às 10h terminaram os trabalhos de perícia e o trânsito foi liberado. A demora causou um efeito-cascata no tráfego. Na Avenida Nossa Senhora do Carmo, o congestionamento se estendeu até a Curva do Ponteio, no Bairro Santa Lúcia. No sentido inverso, o trânsito também ficou parado e houve retenção no Bairro Belvedere, na MG-030 e na Avenida Raja Gabaglia. De acordo com informações da Polícia Militar Rodoviária, a vítima seguia no sentido Rio de Janeiro com sua moto quando o veículo que estava em sua frente parou bruscamente. O motociclista tentou desviar, mas perdeu o equilíbrio e, quando caiu no chão, foi atingido pelo ônibus.

Fonte: Blog da Renata/Estado de Minas

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Blog da Renata: Agora tenho certeza: Existem duas Polícias, a dos oficiais superiores e a dos praças

Injustiças na PMMG

Não sou do tipo da pessoa que senta o cacete no oficial para defender o praça, ou vice e versa, pra começar minha família tem apenas 4 oficiais e o restante são praças, mas acontecem casos na PMMG, que quando leio me recuso a acreditar que são verdade.  Cito um em especial de um então Tenente-Coronel que foi promovido a Coronel no BGPM 57 de 31 de Julho de 2012 na página 04. Uma pessoa que só espalhou o terror em praças, oficiais e civis, que manchou o nome da PMMG em todo o Brasil, foi assunto de audiência pública da comissão de Direitos Humanos da ALMG, eu mesma fui perseguida por esse cidadão por muito tempo, sofrendo ameaças, desestabilizando a minha família sem um pingo de ética, fiz denúncias na Corregedoria e na RPM que não resultaram em NADA, não me chamem mais para qualquer audição pois EU NÃO VOU, pois eu sei que não vai dar em NADA. Suspeito de vários crimes, com várias testemunhas e provas, foi afastado do Comando e ontem ganhou de presente a PROMOÇÃO ao maior posto da PMMG.

Se fosse praça teria sido extirpado, julgado, condenado, exonerado, expulso da PM sem sequer ter o direito de defesa pois é isso que a imprensa, a população e até a própria instituição faz, protege seus oficiais superiores e ferra os praças. Repare em entrevistas recentes evolvendo praças e oficiais, a instituição em entrevista, não me lembro bem agora o nome acho que de um Major, deixou entender que dois praças suspeitos de estupro eram CULPADOS, quer dizer o Major agora é Juiz, ele mesmo condena os praças usando a imprensa que na ânsia de audiência acaba com a vida dos suspeitos/praças e depois as pessoas que acusaram os praças furtam da viatura da Corregedoria um GPS que estava na viatura. Em publicações anteriores um praça usuário de drogas foi EXPULSO da PM por decoro da classe e um Major estava no centro de BH em um Hotel com travestis fumando crack, foi afastado das funções porque ele é um usuário e está doente, Porque não se pode dar o mesmo tratamento aos dois? Ou o Major por ser oficial tem regalias que o praça não tem? O major é um doente, um usuário e o praça é um traficante e mancha as fileiras da PMMG.

Chega de hipocrisia , to cansada dessas falácias, desse discurso que todos são iguais, não são iguais e nunca serão, a não ser que os novos militares sejam mais justos que os atuais e que o corporativismo acabe, essa vaidade idiota que raiva !

Prometi a minha terapeuta que não ia tomar as dores de ninguém, mas hoje após a confirmação da morte do Soldado Cordeiro da ROTAM, do Desabafo do Bombeiro, a desvalorização das polícias em todo país e de ler no Blog do Cabo Fernando (CLIQUE E LEIA) a promoção desse cidadão me deu uma revolta, uma vontade de jogar tudo para o alto, um pensamento que isso NUNCA vai mudar. Tô de saco cheio, Até qualquer dia

Renata Pimenta

NÃO VOU LIBERAR ESPAÇO PARA COMENTÁRIOS, PORQUE COM CERTEZA VÃO ENCHER MEU SACO PARA QUE EU SEJA TESTEMUNHA EM IPM E VÃO METER O FERRO EM QUEM COMENTAR. DEIXA SÓ COMO UMA FORMA DE UM DESABAFO, SÓ QUE DESSA VEZ É MEU...

terça-feira, 18 de outubro de 2011

PMs não vão deixar PAC do Conjunto Orlando Dantas

O prédio é da Associação de Moradores segundo a Cehop


Após a presidente da Associação de Moradores do Conjunto Orlando Dantas (Amord), Maria do Carmo de Santana, protocolar um documento ao Comando do 1º Batalhão de Polícia Comunitária do bairro, solicitando a retirada dos militares que atuam no Posto de Atendimento ao Cidadão (PAC), os policiais não vão deixar o prédio.

A informação foi confirmada na tarde desta terça-feira, 18, pelo ex-Comandante do 1º Batalhão, tenente-coronel Adolfo Meneses Teles Santos. De acordo com ele, a solicitação para a retirada dos policiais foi uma cogitação feita pela presidente da Amord através de ofício. “Eu a partir de hoje [18] não respondo mais pelo Batalhão, mas quando ela pediu que os policiais fossem retirados de lá eu disse que não iria fazer isso. Acredito que tanto eu, quanto quem assuma o meu lugar não vai permitir que os policiais sejam expulsos. Eles vão continuar fazendo o seu trabalho normal”, garante Adolfo ao afirmar que a saída dos militares do local somente pode ser decidida pelo Comandante do Batalhão.

Prédio

O imóvel em que os policiais estão alocados é mesmo da Associação de Moradores do Conjunto Orlando Dantas. A confirmação foi feita pela presidência da Companhia Estadual de Habitação e Obras Públicas (Cehop) à equipe do Portal Infonet. Acompanhado da assessoria jurídica, o presidente da Cehop, Antônio Carlos dos Santos, informou que em todos os bairros a Companhia tem área destinada à construção de Centros Sociais que são criados e administrados por um associado após a realização de eleição.

Segundo o presidente da Companhia, a associação não estava em dia com o pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), mas que após a regularização do pagamento uma escritura provisória foi passada em nome da Amord. “Após o repasse da escritura, a responsabilidade do prédio é do representante que está à frente da associação. Se a população ou quem quer que seja não está satisfeita com a administração que a destitua, mas a Cehop não pode se meter nessas questões”, garante o presidente ao informar que mesmo administrando a associação, o responsável não pode vender ou penhorar o prédio para pagamento de dívidas.

Aisla Vasconcelos

Fonte: Infonet

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Edgard é ouvido no Conselho de Disciplina

O vice presidente da Amese, sargento Edgard Menezes, foi ouvido na manha desta quinta feira (29), no conselho disciplinar da policia militar no Quartel Central da Polícia Militar (QCG) localizado na rua Itabaianinha.

A ouvida do sargento teve inicio por volta das 09:30h e encerrou as 12:15h. Edgard foi ouvido pelo presidente do conselho, tenente coronel Brauner Poti e pelos membros, major Reginaldo e capitã Andréia. Por quase três horas, o militar teve de responder perguntas, algumas delas sem resposta.

O conselho foi criado a partir do momento em que ele, o sargento Jorge Vieira e o cabo Palmeira, eram gestores da Associação beneficente dos Servidores Militares de Sergipe e à época, teria ocorrido uma assembléia onde os participantes assinaram uma ata. Passado algum tempo, um desses militares resolveu negar que tenha assinado a ata. Como a ABSMSE é uma instituição privada, o fato deveria ser investigado pela delegacia de defraudações, porem ao contrario disso, o comando à época resolveu investigar uma instituição privada e acabou abrindo um IPM contra os três PMs.

Segundo Edgard, foram feitas algumas perguntas que não havia como ele responder. Em dado momento, o militar foi questionado o porque que a pessoa negou ter assinado o documento. “Essa é uma pergunta que tem que ser feita para quem esta afirmando. Então a gente vê que esse é um conselho que não tem legitimidade. Portanto quero deixar claro que se depender do sistema, eu e meu companheiro Vieira, temos 90% de chance de sermos expulsos”, desabafou Edgard que esteve durante todo o tempo, acompanhado de sua mulher que permaneceu do lado de fora à sua espera.

Alem da mulher, Edgard Menezes contou também com o apoio do presidente da comissão nacional de segurança publica, deputado federal Mendonça Prado, do presidente da comissão estadual de segurança publica, deputado estadual capitão Samuel Barreto alem do deputado Zé Franco que é membro da comissão, além de seu companheiro Jorge Vieira e um grande numero de militares que também foram prestar solidariedade.

De forma tranquila, Edgard que teve assistência jurídica dos advogados Valmor e Aluisio, disse acreditar na justiça e que caso o “sistema faça aquilo que eles tanto querem que é nos expulsar, tenho certeza que a justiça irá restabelecer a ordem. E volto a afirmar, não que os membros do conselho queiram isso, mas o sistema sim. O sistema quer calar a nossa vós”, desabafou Edgard afirmando que isso é uma fachada. “O problema está no movimento tolerância zero que iniciamos e até o hoje eles não aceitam que tivemos que ir para as ruas reivindicar os nossos direitos”.

Fonte: Faxaju

domingo, 22 de maio de 2011

Perguntar ofende?

Uma notícia dos bastidores da Secretaria de Segurança Publica de Sergipe (SSP/SE) essa semana revelou mais uma vez o nível de democracia em que vivemos em nosso estado e em nosso pais. O tenente-coronel da Policia Militar de Sergipe, Henrique Rocha, teria sido exonerado do cargo de comandante BPTran (Batalhão de Policiamento de Trânsito) por ter questionado via ofício a falta de integração na SSP.

Por conta deste questionamento, o Ten Cel Rocha teria sido exonerado da função por determinação do próprio secretário João Eloy, o que é lamentável.

A Asprase manifesta o seu apoio e solidariedade ao Ten Cel Rocha, um dos poucos oficiais que costuma se fazer presente nas assembleias e atos promovidos pelos militares na luta por seus direitos, mesmo ciente dos riscos a que estão submetidos os que adotam este tipo de comportamento. Parabéns pela coragem!

"Sem liberdade de criticar, não existe elogio sincero". (Beaumarchais)



quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Coordenadoria de Polícia Comunitária implanta bases móveis de segurança na Capital de Mato Grosso do Sul

Base móvel da PM

A Coordenadoria Estadual de Polícia Comunitária, por meio da Polícia Militar, vai ativar na Capital, três Bases Móveis de Patrulha Comunitária. Estas unidades são viaturas do modelo Furgão, equipadas com mesas, cadeiras, ar condicionado, notebook, data show, iluminação, toldo de proteção entre outros equipamentos essenciais ao trabalho do policial militar como rádios de comunicação portátil.

De acordo com o coordenador estadual de Polícia Comunitária, tenente-coronel Carlos Santana Carneiro, as unidades têm capacidade para transportar até seis policiais militares e serão distribuídas para o 1º, 9º e 10º Batalhões da PM. “Estas bases móveis fazem parte do trabalho de Polícia Cidadã com a redução de violência e vão atender as regiões dos bairros com policiamento ostensivo e preventivo. O objetivo é fazer rondas policiais, abordagens e prisões, mas com o diferencial que é a filosofia de Polícia Comunitária em que o policial está mais próximo do cidadão com visitas ao comércio, escolas, postos de saúde, entre outros”, explica.

Estas unidades vão receber as pessoas que necessitarem dos serviços da Polícia Militar, mas principalmente atuar em conjunto com os 14 conselhos comunitários de segurança espalhados por Campo Grande. “As bases trazem uma vantagem que é a mobilidade, enquanto que as bases comunitárias de segurança fixas são referenciais. As unidades móveis vão atuar em pontos estratégicos através do planejamento da Polícia Militar, em eventos como feiras e shows ou mesmo com a solicitação dos próprios conselhos comunitários de segurança”, informa tenente coronel Santana.

O tenente coronel informou ainda que o projeto de trazer as bases móveis para a Capital foi elaborado pela Coordenadoria Estadual de Polícia Comunitária e por meio do convênio 55/2008, o Estado de Mato Grosso do Sul recebeu recursos de cerca de R$ 700 mil da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). “Com estes investimentos adquirimos os furgões e os equipamentos, além das oito motocicletas do projeto Patrulha PM Comunitária que fazem o patrulhamento numa área maior e é mais ágil. Com as motos a capacidade do policial ser visto pela comunidade é maior”, justifica.

Nestas rondas feitas pelo projeto Patrulha PM Comunitária, o policial militar visita residências, escolas, postos de saúde e realizam cadastros como, por exemplo, de comerciantes com o nome da empresa e telefone visando a prevenção da criminalidade. “Já temos um projeto em andamento que foi encaminhado pela Coordenadoria e aprovado pelo Comando da Polícia Militar para trazer mais seis bases comunitárias móveis e outras quarenta motocicletas”, adiantou Santana.

O coordenador estadual de Polícia Comunitária disse que a ativação das três bases móveis de segurança na Capital será feita a partir da ativação da base comunitária (fixa) que fica no Parque das Nações Indígenas. Esta iniciativa de maior contato com a comunidade e realização de ações preventivas e mais participação dos conselhos comunitários de segurança é um dos resultados da filosofia de Polícia Comunitária com a ativação de pelo menos seis bases comunitárias fixas que começou no ano de 2009 no bairro Nova Lima, na região norte da cidade.

Já foram ativadas bases fixas e referenciais nos bairros União, Aero Rancho, Nova Lima, Cophavilla, Coophasul e a mais recente, no Los Angeles. No interior do Estado, a Polícia Militar já ativou as bases comunitárias fixas nos municipios de Corumbá e Indápolis, distrito de Dourados. Em breve será ativada também em Amambai. “O resultado desta filosofia de Polícia Comunitária é a maior participação dos conselhos comunitários de segurança que só no ano passado foram constituídos sete conselhos em Campo Grande demonstrando que a população está mais próxima e pode contar com o policial militar”, ressaltou Santana.

Com o policial visitando o comércio e conhecendo a realidade da região de atuação, o índice de violência e criminalidade vem diminuindo ao longo dos anos. Os moradores como afirma o presidente do Conselho Comunitário de Segurança do bairro Los Angeles, José Carlos Pereira sentem a diferença naquela região com a presença no dia a dia do policial militar. “A base comunitária foi ativada no ano passado e diminuíram os assaltos no comércio, nas residências e nos ônibus. Duas motos fazem ronda diária, às vezes de manhã, à tarde e até à noite. Esta iniciativa foi aceita para população que já está participando bastante das nossas reuniões. Na última reunião, contamos com a participação de cerca de 80 moradores”, comentou.

No bairro Los Angeles, a base que já existia foi reformada pelo governo do Estado que construiu também um auditório para as reuniões do conselho comunitário de segurança que são mensais e extraordinárias e contam com a participação de membros natos como representantes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Civil.

Fonte: A Crítica

Minas Gerais: OAB pede extinção da Rotam

Ouvidor do órgão recebeu cinco denúncias contra policiais militares no Aglomerado da Serra

Moradores do Aglomerado da Serra e membros da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MG) pedem a extinção do Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas (Rotam). No último sábado (19), duas pessoas da comunidade morreram durante uma suposta troca de tiros com agentes da corporação. Nesta terça-feira (22), o ouvidor geral da Polícia de Minas Gerais, Paulo Vaz Alkmin, afastou a hipótese de atuação de milícias no local, durante visita à Serra.

Segundo o ouvidor, o órgão recebeu cinco denúncias contra policiais na região em 2010. “As reclamações incluem desvio de conduta, violência física e verbal. Enfim, abuso de autoridade e excesso de rigor”, disse, acrescentando que uma das acusações era de que militares estariam cobrando propina de traficantes. Também será apurada a informação de que homens da Rotam seriam donos da maioria das máquinas caça-níquel do aglomerado.

Mas Alkmin descartou a hipótese de que uma milícia esteja atuando livremente na favela. “Para se considerar uma milícia, seria necessário identificar uma base fixa na região, onde policiais estivessem controlando o comércio e serviços como distribuição de gás, energia elétrica, internet e TV a cabo”, afirmou. Todas as denúncias foram encaminhadas para o Setor de Inteligência da PM.

A apuração das queixas, porém, surte pouco efeito sobre uma comunidade ainda aterrorizada com as mortes de Jefferson Coelho da Silva, 17 anos, e Renilson Veriano da Silva, 39. Na terça-feira, duas das sete escolas da região permaneceram fechadas de manhã. Três linhas de ônibus que tiveram veículos carbonizados durante o final de semana não voltaram a circular pelas vilas. Parte dos imóveis continuava sem energia elétrica.

Também presente no aglomerado, o assessor de Comunicação da PM, tenente-coronel Alberto Luiz Alves, garantiu que todos os serviços serão regularizados. Segundo ele, seria realizada uma reunião com empresários do setor de transporte para avisá-los de que a “situação está sob controle” e que, por isso, as atividades podem ser retomadas.

A diarista Eliane Dias dos Santos, 44 anos, mostrou hematomas por todo o corpo. As lesões seriam resultado de um espancamento. “No último domingo, a polícia invadiu o morro com muita violência. Tentei apenas proteger algumas crianças, mas em troca recebi chutes e socos”. O tenente-coronel Alves assegurou que todos os casos serão investigados.

Fernando Zuba

Fonte: Hoje em Dia

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

PM prorroga prazo para confecção do Cartão Mais Aracaju

A Polícia Militar de Sergipe prorrogou até o próximo dia 10 de dezembro o prazo para o cadastramento biométrico dos militares lotados em Aracaju e na região metropolitana para a confecção do Cartão Mais Aracaju, que substituirá a apresentação da identidade funcional no uso do transporte integrado da Grande Aracaju.

O cadastramento está sendo realizado de segunda-feira à sexta-feira, das 7h30 às 13h, na 1ª Seção do Estado Maior Geral (PM/1), localizada no andar térreo do Quartel do Comando Geral (QCG), onde funcionava o antigo COPOM.

Segundo informações do capitão Stênio Gonçalo, o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Município de Aracaju (SETRANSP) estará disponibilizando mais duas atendentes para agilizar o cadastramento dos militares.

A Asprase encaminhou alguns questionamentos à PM/1, entre eles se o militar fardado seria dispensado da apresentação do cartão, uma vez que nessa condição já estaria devidamente identificado e na opinião dos representantes da entidade não haveria necessidade de uso do cartão. O Chefe da PM/1, tenente-coronel Sávio, afirmou que esse ponto não havia sido discutido, mas disse que trataria da questão.

Informações mais recentes dão conta de que o TC Sávio já discutiu o assunto com a representante do SETRANSP e solicitou a dispensa do uso do cartão pelo militar fardado, ficando no aguardo da resposta do órgão, que esperamos usar de bom senso.

Com informações do Site da PMSE.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Tropa de Elite 2 é verdade?



Como era de se esperar, Tropa de Elite 2, filme de José Padilha e Bráulio Mantovani, estrelado por Wagner Moura, é recorde de bilheteria e prestígio. Desta vez o filme atira na política, e na perversa prática das milícias, grupos de agentes ou ex-agentes do Estado (policiais) que exploram comunidades das favelas do Rio de Janeiro. Após assistir ao filme, alguns colegas civis me perguntaram: Tropa de Elite 2 é verdade?

Além de ser uma grande obra de arte, Tropa 2 também é um grande documentário (quem não lembra de “Ônibus 174″, grande auge da carreira de José Padilha como documentarista?), afinal, o filme conta recortes da biografia de peças importantes para a segurança pública no Rio de Janeiro. Para provar isso, algumas evidências:

O Documentário Ônibus 174

A primeira evidência de que Tropa 2 tem fortes elementos reais, começa com as declarações feitas pelo Capitão Rodrigo Pimentel ao Documentário Ônibus 174, de José Padilha. O documentário, que conta a trajetória de Sandro, sequestrador de um ônibus coletivo no Rio de Janeiro, tem depoimentos do Capitão, que não foram bem vistos pela cúpula da PMERJ. Não é só isso. Vejam um trecho da matéria publicada pela ISTOÉ Gente, sobre o Capitão, que era do BOPE:

A tragédia do ônibus 174 foi acompanhada de longe pelo capitão Rodrigo Pimentel, 31 anos. Em junho de 2000, no Jardim Botânico, zona sul do Rio, quase cinco horas de agonia dos passageiros do ônibus resultaram na morte de Geísa Gonçalves, uma das reféns tomadas por Sandro do Nascimento, também morto na operação. Integrante do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (BOPE) – grupo responsável por acompanhar o seqüestro –, ele assistia a tudo pela televisão no Gabinete do Comando Geral da PM e foi consultado sobre a possibilidade de ser dado um tiro para matar o assaltante. A favor do disparo, Pimentel até se colocou à disposição para efetuá-lo. “A vida das reféns corria risco. Tecnicamente falando, e não emocionalmente, a polícia tinha que ter matado o Sandro com um tiro na cabeça no início”, afirma. Insatisfeito com o desfecho, o capitão, que tornara-se um feroz crítico da polícia pelos jornais, uma vez mais não se manteve calado. Participou de uma reportagem no Fantástico, da Globo, e por isso ficou preso por 20 dias. Seria a primeira de quatro prisões por emitir suas opiniões publicamente.

Rebelião em Bangu 1

Esta é uma das mais notórias verdades reais do filme. Clique na imagem abaixo e veja a matéria da Folha sobre a rebelião em Bangu 1, ocorrida em setembro de 2002:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u58867.shtml

Meu Casaco de General


Certamente houve político se contorcendo antes do filme ir ao ar, já que foi anunciado antecipadamente que o Capitão Nascimento virara Tenente Coronel, e seria Subsecretário de Segurança do Estado do Rio de Janeiro. Dentre os subsecretários de Segurança que o rio já teve, Luiz Eduardo Soares se destaca, e escreveu suas experiências em “Meu Casaco de General – Quinhentos dias no front da Segurança Pública do Rio de Janeiro”.

À época em que Luiz Eduardo foi Subscretário, (1999/2000) o Governador era Anthony Garotinho – deputado federal mais votado do Estado nas últimas eleições.

Leia parte do livro no Google Books…

CPI das Mílicias

As Milícias existem? – chegaram a me perguntar aqueles meus colegas. Quem tiver dúvida, baixe o relatório da CPI das milícias, realizada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, uma experiência boa para saber em quem as carapuças do filme servem. A CPI foi presidida pelo Deputado Estadual Marcelo Freixo, militante dos Direitos Humanos e professor. Vejam o depoimento dele ao blog Repórter de Crime, após assistir o filme:


Danillo Ferreira

Fonte: Abordagem Policial
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Para saber mais:

Delegado de polícia é da carreira jurídica? - https://asprase.wordpress.com/2010/07/12/delegado-de-policia-e-da-carreira-juridica/

Para que criar uma Polícia Penal no país?: https://asprase.wordpress.com/2010/08/29/para-que-criar-uma-policia-penal-no-pais/

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Tropa de Elite 2 estreia


Em matemática, quando se quer demonstrar uma verdade, são usadas variáveis, incógnitas, letras que representam qualquer número que por ela seja substituída. Quem tenta usar um número específico para demonstrar um teorema, corre o risco de ser enganado por um exemplo, ignorando resultados diferentes caso o número seja outro. Tropa de Elite 2 tem como grande mérito justamente a demonstração correta da verdade, mostrando não um exemplo que se encerra por si mesmo, mas um mecanismo com tendências que funcionam aplicadas a diversas realidades. A essas tendências, José Padilha dá o nome de “sistema”.

Aqui o leitor não muito afeito à matemática começa a entender bem do que estamos falando, pois em maior ou menor grau todos nós já criticamos e nos revoltamos com ele, o sistema. Quem assistir Tropa 2 vai entender muito mais, pois tal qual na sua primeira versão, a coisa é dita sem meias palavras, com palavrões e bordões sempre entusiasmantes. Se fazer entender e ao mesmo tempo surpreender é tarefa para os gênios, coisa que Wagner Moura e José Padilha, diretor de ambos os filmes, fazem perfeitamente.

O Capitão virou Tenente Coronel, comandante do BOPE, e depois subsecretário de segurança pública. Numa trama em que o inimigo não está à vista, e se utiliza de mecanismos muito mais complexos do que a economia do tráfico de drogas, nosso oficial caveira tem dificuldade de entender quem é, de fato, o alvo a se combater. Apesar de chegar a entender os mecanismos do sistema, a pergunta é: quem é este monstro?

Tropa de Elite 2 é emocionante, entusiasmante, divertido e gera muitas reflexões, principalmente naqueles que convivem mais de perto com as realidades apresentadas no filme. É incrível como os atores estão perfeitamente adequados ao comportamento, posturas e composturas dos policiais militares – as incursões, as continências etc.

O conflito família x trabalho está de volta, mais intenso e desgastante para o TC PM Nascimento. Personagens que têm parte de suas vidas expostas no filme aparecem como figurantes, a exemplo do Deputado Estadual Marcelo Freixo, que foi presidente da CPI das Milícias, na Alerj, e o Capitão Rodrigo Pimentel, capitão da reserva do BOPE, que saiu da PMERJ após dizer algumas verdades em público. Ambos são representados em algum momento, mas está claro que são apenas inspirações, pois em momento algum se vê caricatura ou cópias biográficas em Tropa 2.

O filme chama o espectador para um amadurecimento. Similar ao amadurecimento pelo qual o Coronel Nascimento passa, ao se perceber uma peça no tabuleiro do “sistema”. A discussão em torno do filme agora é mais densa, complexa. Principalmente se você for policial. Quem estiver disposto a essa discussão, deve assistir o filme.

Fonte: Abordagem Policial

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