Mostrando postagens com marcador josé serra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador josé serra. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

‘Lava Jato’ na PM de SP: coronel detalha desvio milionário e envolve outros 18 coronéis

Em carta obtida pelo EL PAÍS, ele apresenta roteiro do que pretende delatar sobre esquema que desviou mais de 200 milhões entre 2005 e 2012. Um deputado estadual é citado

Um tenente-coronel promete revelar as entranhas e os beneficiários de um esquema que desviou mais de 200 milhões de reais da Polícia Militar de São Paulo. Detido desde março no presídio militar Romão Gomes no Tremembé, zona norte de São Paulo, o tenente-coronel José Afonso Adriano Filho negocia um acordo de delação premiada com o Ministério Público do Estado de São Paulo.

Nos corredores do Tribunal de Justiça Militar de São Paulo, o caso é apelidado de Operação Lava Jato da PM. Isso tanto pelo valor desviado quanto pela alta patente dos beneficiários e envolvidos. Além de tentar um acordo com o Ministério Público, o tenente-coronel escreveu uma carta, enviada à Corregedoria da Polícia Militar, em que tenta demonstrar uma espécie de lealdade à corporação e dá um roteiro do que pretende delatar.

No documento, obtido pelo EL PAÍS, Adriano levanta suspeitas de que 18 coronéis e um deputado estadual receberam recursos desviados da Polícia Militar. Ao longo de 15 páginas, o coronel se diz disposto a colaborar com investigações e sugere à Corregedoria que faça determinadas perguntas a essas 19 pessoas. Informa também que parte dos “documentos comprobatórios” de suas denúncias estão em um pendrive e um CD apreendidos pela polícia quando foi preso. Diz até que "depósitos bancários foram efetuados em dezenas de vezes, para atender a demanda desses oficiais, em épocas distintas, para diversos fins". Mas o coronel reclama do que chama de “total parcialidade” da Corregedoria da PM. Para ele, a investigação da corporação poupou oficiais mais graduados.

No fim de agosto, Adriano foi condenado pelo Tribunal de Justiça Militar de São Paulo à perda de patente e de aposentadoria. Ainda responde a uma ação penal por peculato e é investigado em mais de 20 inquéritos. Adriano tenta uma delação premiada para receber punição mais branda em troca de revelações às autoridades.

Até se aposentar em outubro de 2012, Adriano trabalhou mais de 12 anos no Departamento de Suporte Administrativo do Comando-Geral da Polícia Militar de São Paulo. Fez boa parte da carreira no setor, que é responsável por compras e licitações na corporação. Esteve lá em gestões de sucessivos comandantes da PM e de vários secretários de Segurança nos governos de Geraldo Alckmin (PSDB), Alberto Goldman (PSDB) e José Serra (PSDB). Algumas aquisições do Departamento de Suporte Administrativo precisam ser aprovadas pelo comandante-geral da PM e até pelo secretário estadual de Segurança Pública. Nas investigações da Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo, até agora foram identificados desvios e fraudes em mais de 200 compras entre 2005 e 2012, com mais de 20 fornecedores envolvidos – incluindo empresas de fachada. O jornal Folha de S. Paulo revelou em 2015 que as investigações começaram restritas aos anos 2009 e 2010, mas foram ampliadas depois das reportagens do jornal. Ainda assim, o único punido até agora foi o tenente-coronel Adriano.

Ele acabou preso preventivamente depois que um outro investigado disse em depoimento à Corregedoria da PM que foi ameaçado. De acordo com esse investigado, o coronel Adriano lhe falou para “ficar com o bico calado, pois estava mexendo com peixe grande”. A prisão foi decretada pelo juiz Marcos Fernando Theodoro Pinheiro, que assumiu um dos inquéritos contra Adriano depois que o juiz José Álvaro Machado Marques, inicialmente responsável pelo caso, se declarou impedido para julgar o coronel. O capitão Dilermando César Silva, subordinado de Adriano no departamento de compras, também foi preso, mas responde a processo em liberdade.

Autoridades que acompanham o caso temem que o esquema não seja totalmente investigado pelo Ministério Público e pela Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo. Procurado, o corregedor da PM, coronel Marcelino Fernandes, não quis dar explicações sobre o andamento das investigações das denúncias mencionadas na carta de Adriano. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo disse que “foi instaurado um Inquérito Policial Militar para apurar os fatos. O IPM está em segredo de Justiça, motivo pelo qual detalhes da investigação não podem ser passados”.

Como envolve pelo menos uma autoridade com foro privilegiado, um deputado estadual, a negociação da delação premiada de Adriano depende do aval do procurador-geral de Justiça de São Paulo, Gianpaolo Smanio. O Ministério Público informou que a proposta de colaboração premiada está sendo avaliada. “No momento, as informações estão sob análise, não cabendo ao MPSP tecer qualquer tipo de consideração sobre tais tratativas”, afirmou, em nota.

Fonte: El País

sábado, 30 de outubro de 2010

Pesquisa aponta Dilma com 56% dos votos

Nas intenções de voto totais (sem descontar nulos e brancos), há variação dentro da margem de erro estatístico: Dilma passou de 49% para 50%

A pesquisa eleitoral do Instituto Datafolha, divulgada nesta sexta-feira, 29, mostra que caiu de 8% para 4% o número de pessoas que se declararam indecisas quanto à intenção de votos para escolha presidencial de domingo, 31. Além disso, a candidata do PT, Dilma Rousseff, mantém vantagem de 12 pontos percentuais sobre José Serra (PSDB) nas intenções de votos válidos.

Descontadas as declarações de votos em branco e nulos, a petista mantém 56% das intenções de voto. O mesmo percentual que já havia obtido nas pesquisas divulgadas na terça-feira, 26, e no dia 21. O tucano também se estabilizou em 44%.

Nas intenções de voto totais (sem descontar nulos e brancos), há variação dentro da margem de erro estatístico: Dilma passou de 49% para 50%; enquanto Serra foi de 38% para 40%.

A pesquisa foi realizada na quinta-feira, 28, em 256 cidades (4.205 entrevistas) sob encomenda do jornal Folha de S.Paulo. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 37.721/2010.

Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

PEC 300 – Últimas Notícias

Autor: Danilo Ferreira

Como já prevíamos, a Proposta de Emenda Constitucional de número 300, a PEC 300, acabou um tanto alheia às discussões durante o período eleitoral – que se encerra no próximo de 31 de outubro, quando ocorrerão os segundos turnos, notadamente o presidencial. Com o recesso do Congresso Nacional, instância legislativa responsável pela aprovação da PEC, as mobilizações cessaram, prometendo voltar após o pleito.

Porém, a PEC do piso salarial policial não ficou de todo adormecida, e mereceu atenção de alguns candidatos, notadamente de deputados federais que procuravam se reeleger após defenderem a medida na Câmara Federal – como já discutimos aqui, os principais deles não conseguiram a reeleição.

Entre os presidenciáveis, a mais eloquente defensora da PEC 300 foi a candidata Marina Silva, do PV. Além de defender abertamente a criação do piso salarial nacional para as polícias, Marina chegou a sugerir a medida aos candidatos remanescentes, José Serra e Dilma Roussef, como critério de apoio no 2º turno. Abaixo, as propostas de Marina para a segurança enviada aos candidatos:


A candidata Dilma, segundo o jornal O Globo, se manifestou do seguinte modo:


Na segurança, Dilma deixa clara a urgência com a qual pretende aumentar os salários das polícias, com um “pacto” entre os governos federal, estaduais e municipais: “A necessidade indiscutível de um piso nacional de remuneração para policiais tem de ser objeto de um pacto entre a União, os Estados e os Municípios. Essas e outras questões deverão ser objeto de uma PEC a ser enviada no menor prazo possível, consultados os entes federativos”.

Leia tudo n’O Globo.

O Jornal O DIA noticiou as seguintes informações sobre a PEC 300, Dilma e Serra:


Servidores da área de Segurança Pública de todo o País estão atentos ao calendário de votação da Câmara dos Deputados, nas semanas que vão suceder o segundo turno das eleições. Está prometida a votação de dois importantes textos para a classe: as Propostas de Emenda à Constituição (PEC) 300/08 e 446/09, que estabelecem piso nacional para as polícias. Os deputados já aprovaram as duas propostas em primeiro turno, mas é necessário um segundo turno antes de seguir para o Senado. A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, já declarou que, se eleita, vai criar o fundo constitucional para subsidiar o pagamento do piso nacional de policiais e bombeiros em cada estado.

O fundo está previsto na PEC 446/09.
O candidato José serra (PSDB) limitou-se a declarar que defende a valorização salarial e a qualificação da polícia, sem posicionamento concreto sobre o tema. Ele comentou que também defende o sistema de meritocracia no serviço público. Em março, a Câmara aprovou o piso de policiais e bombeiros. O texto aprovado foi o da PEC 446/09, que prevaleceu sobre a PEC 300/08, e definiu o piso provisório de R$ 3,5 mil para os policiais e bombeiros de menor graduação e de R$ 7 mil para os de nível superior até que lei federal determinasse os valores permanentes.

Leia todo o texto.

Se os candidatos fossem mais perspicazes, ao mesmo tempo em que se dedicariam a uma questão fundamental para a segurança pública – a valorização salarial – estariam angariando uma boa parcela dos centenas de milhares de policiais de todo o Brasil. De qualquer modo, resta pouca dúvida que as mobilizações deverão continuar, ou nada de PEC 300.

Faça sua parte!

Fonte: Site Abordagem Policial

sábado, 9 de outubro de 2010

Cúpula do PV define plataforma de 10 propostas que serão entregues a Dilma e Serra

A cúpula do Partido Verde (PV) anunciou hoje (8) em São Paulo as dez propostas que serão encaminhadas ainda nesta sexta-feira aos presidenciáveis José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). Na apresentação da plataforma verde, estão ítens como transparência e ética na gestão pública e reforma eleitoral e política.

Os demais temas em que se divide o documento são educação para a sociedade do conhecimento; segurança pública; mudanças climáticas; segurança social, saúde e assistência social; proteção de biomas; gasto público de custeio e reforma tributária; política externa; e fortalecimento da diversidade socioambiental e cultural.

De acordo com a senadora Marina Silva (PV-AC), candidata derrotada à Presidência, o documento, denominado "Agenda por um Brasil Justo e Sustentável", sintetiza os itens que a coordenação da campanha considerou mais importantes em sua plataforma de governo. "Fizemos algo respeitoso com a democracia", disse a senadora. "Espero que seja uma contribuição generosa para este segundo turno."

Em cada uma das dez áreas da plataforma, há subitens. Na questão de proteção de biomas, por exemplo, o documento pede veto à aprovação do novo Código Florestal. A plataforma pede ainda a destinação de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação; criação do Fundo Nacional de Segurança para complementar o salário de policiais; criação da Agência Reguladora para Política de Mudanças Climáticas; saneamento básico para 75% dos domicílios até 2014 e universalização da rede de esgoto até 2020; limitação do gasto de custeio à metade do crescimento do PIB; política externa com foco no respeito aos direitos humanos; fortalecimento da diversidade socioambiental; e conclusão das demarcações das terras indígenas.

O PV volta a se reunir no dia 13 em Brasília para discutir os preparativos da convenção que definirá os rumos da legenda no segundo turno, a ser realizada em São Paulo, no dia 17.

Fonte: Portal Tempo Online a partir do Blog da Renata

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Eleitor pode votar só com um documento

Uma matéria postada no portal G1 mostra que o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou, nesta quinta-feira, dia 30, três dias antes da eleição, a exigência de que o eleitor apresente, no momento do voto, o título de eleitor e um documento com foto. Por 8 votos a 2, os ministros entenderam que o cidadão será obrigado a levar apenas um documento oficial que comprove sua identidade.

Segundo o G1, a determinação de apresentar dois documentos na hora de votar foi fixada pela minirreforma eleitoral, aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado. A norma foi questionada pelo PT em Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no STF. No julgamento, os ministros do Supremo não analisaram o mérito da constitucionalidade da norma; eles concederam medida cautelar para que a exigência passe a ser interpretada de acordo com a orientação do STF.

Antes de começar a votar na sessão desta quinta, Mendes citou reportagem do jornal "Folha de S.Paulo", publicada nesta quinta, que diz que o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, teria ligado para o ministro antes do julgamento. Ele negou que seu pedido de vista tenha tido motivações político-partidárias.

"Quem me conhece sabe muito bem que jamais me deixei pautar por interesses político-partidários. Estive no TSE por longo período e inclusive fixei uma orientação para que houvesse um critério na aplicação do difícil direito eleitoral muito propenso aos ‘ismos' de toda a índole inclusive aos casuísmos", afirmou.

Fonte: Universo Politico

domingo, 12 de setembro de 2010

Câmara analisa cerca de 80 propostas sobre drogas

O combate às drogas é o carro-chefe do discurso dos presidenciáveis sobre segurança pública. O programa da candidata Dilma Roussef, do PT, destaca que ela pretende fortalecer o controle das fronteiras e a cooperação entre a Polícia Federal e as polícias estaduais para intensificar o combate ao narcotráfico.

Por sua vez, o candidato do PSDB, José Serra, diz que vai expandir para o Brasil o modelo de clínicas de recuperação de viciados que implantou no governo de São Paulo. Já a candidata do PV, Marina Silva, ressalta em seu programa que vai implantar uma política de drogas focada em prevenção, esclarecimento e tratamento dos usuários. O programa do candidato do Psol, Plínio de Arruda Sampaio, não trata da questão das drogas.

As propostas defendidas pelos candidatos são objeto das quase 80 propostas sobre o tema em tramitação na Câmara. Os parlamentares querem endurecer as penas ao tráfico, fortalecer as ações de educação para prevenir o consumo ou até mesmo desapropriar terras destinadas ao cultivo de plantas que resultam em drogas.

Aumento das penas

O Projeto de Lei 5444/09, do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), aumenta em de 2/3 a o dobro a pena de quem produzir, traficar ou estimular o consumo de cloridrato de cocaína, o crack. A proposta foi aprovada em setembro do ano passado pela Comissão de Segurança Pública e de Combate ao Crime Organizado, na forma do substitutivo apresentado pelo deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), que retirou das causas de aumento de pena o plantio, cultivo ou colheita de substância ou matéria-prima utilizada na preparação de drogas, por considerar que o texto é inaplicável ao crack, que é uma droga química.

Já o Projeto de Lei 1823/07, do Senado Federal, pretende dobrar a pena do condenado quando o tráfico de drogas envolver criança ou adolescente ou, ainda, for praticado nas imediações de escolas. A proposta foi aprovada em outubro do ano passado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e ainda deve ser analisa pelo Plenário.

Essas propostas fazem parte de um grupo de 20 iniciativas que pretendem aumentar as penas aplicadas aos traficantes de drogas ou impedir que eles sejam beneficiados com a progressão para outros regimes.

Tratamento aos usuários

Outro ponto tratado pelos presidenciáveis e pelos deputados é a necessidade de reforçar o tratamento dos usuários. A criação de clínicas públicas para dependentes de álcool e de drogas e de unidades especializadas no tratamento, prevenção e combate à dependência química são objetos dos projetos 5857/09, da deputada Sueli Vidigal (PDT-ES), e 6644/09, do deputado Jackson Barreto (PMDB-SE).

O reforço de políticas educativas é outra abordagem contra as drogas em debate na Câmara. As propostas sob análise dos deputados tornam obrigatória a divulgação de mensagens antidrogas em rádio e na televisão, em meios de comunicação com apelo popular, ou nos materiais distribuídos pelo Ministério da Educação (PLs 7042/10, do deputado Luiz Bassuma (PV-BA), 2507/00, do deputado Enio Bacci (PDT-RS) e 2134/96, do ex-deputado Ildemar Kussler).

Íntegra da proposta:

* PL-2134/1996
* PL-2507/2000
* PL-1823/2007
* PL-5444/2009
* PL-5857/2009
* PL-6644/2009
* PL-7042/2010

Fonte: Agência Câmara

sábado, 11 de setembro de 2010

Valorização do policial é plataforma na área de segurança

A valorização e qualificação dos policiais é outro ponto comum entre as propostas dos três principais candidatos à Presidência da República, segundo as intenções de voto das pesquisas, na área da segurança pública.

Os programas de governo de Dilma Roussef (PT), José Serra (PSDB), e Marina Silva (PV) defendem uma remuneração mínima para os profissionais e a unificação das carreiras, tema tratado pelas propostas de emenda à Constituição que criam o piso nacional de policiais militares e civis e de bombeiros militares (PECs 300/08, do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) e 446/09, do Senado).

O texto já foi aprovado em primeiro turno pela Câmara em julho e deve retornar à pauta para ser votado pleo Plenário depois das eleições. Para entrar em vigor, a proposta ainda deve ser aprovado no Senado Federal.

Valor mínimo

A proposta determina que uma lei federal será responsável por definir o valor mínimo a ser pago aos policiais em todo o País e criar um fundo por tempo determinado para ajudar os estados a custear o aumento. No programa de governo, a candidata Dilma Roussef promete a criação deste fundo para subsidiar o piso nacional dos policiais e bombeiros.

As PECs 300/08 e 446/09 são as propostas sobre remuneração de policiais com a tramitação mais avançada. Mas o tema também é tratado em outros projetos, que buscam igualar os salários das polícias civis dos estados ao valor pago à Polícia Civil do Distrito Federal - PEC 425/09, da deputada Andréia Zito (PSDB-RJ) - ou vincular o salário da Polícia Civil de todos os estados ao pago à Polícia Federal - PEC 340/09, do deputado Marcelo Ortiz (PV-SP). Essas duas PECs tramitam apensadas.

Outra proposta de valorização do setor em análise na Câmara é a que cria a Polícia Penal (PEC 308/04), responsável pelo transporte de detentos e pela segurança nos presídios. O texto transforma os agentes penitenciários em polícia, o que na prática dá mais status à carreira e facilita futuras reivindicações dos profissionais. A proposta também pode ser incluída em pauta depois das eleições, desde que haja contexto sobre a nova redação elaborada pelo deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) a pedido do presidente da Câmara, Michel Temer.

Os deputados também querem elevar a qualificação dos policiais, definindo que o cargo de policial passa a ter como pré-requisito o nível superior (PLs 6412/02 e 3568/00, ambos do deputado Alberto Fraga (DEM-DF)).

Íntegra da proposta:

* PL-3568/2000
* PL-6412/2002
* PEC-308/2004
* PEC-300/2008
* PEC-340/2009
* PEC-446/2009

Fonte: Agência Senado

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Combate às drogas é prioridade em campanhas à Presidência

O combate ao narcotráfico e aos crimes que envolvem essa prática é o segundo tema da série de reportagens divulgada pela Agência Câmara, comparando as promessas das campanhas à Presidência da República com os projetos de lei em tramitação na Casa.

O aumento da criminalidade e do consumo de drogas, em especial o crack, fez do combate ao narcotráfico a plataforma principal dos candidatos à Presidência da República sobre segurança pública. Pesquisa divulgada pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal aponta que 27% das ocorrências registradas nos primeiros três meses de 2010 estavam relacionadas ao tráfico.

O tema também ganhou destaque na Câmara, onde tramitam quase 80 propostas que buscam endurecer as penas para o tráfico, permitir a desapropriação de terras onde há cultivo de drogas ou fortalecer as ações educativas contra os narcóticos.

A segurança pública é tema da segunda reportagem da série que vai relacionar as propostas defendidas por mais de um candidato aos projetos em análise pela Câmara nos seguintes temas: saúde, segurança, educação e empregos.

Políticas de segurança

A segurança pública ficou em segundo lugar na pesquisa do Ibope, divulgada em junho, sobre os temas que devem ser prioridade do próximo governo na avaliação dos brasileiros. 39% das pessoas responderam que as políticas de segurança devem ser fortalecidas pela próxima gestão.

O primeiro lugar foi ocupado pela saúde, tema de matérias publicada na segunda-feira (6). Amanhã, serão abordadas as propostas sobre emprego, que ficou em terceiro lugar na pesquisa. E, na sexta-feira, os projetos relacionados à educação, quarto colocado.

Outra proposta dos presidenciáveis para a melhoria da segurança que também já está em análise pelo Congresso é a valorização do policial, com a unificação da carreira e o aumento do salário. Esse é o objetivo principal da proposta (PECs 300/08 e 446/09) que cria um piso nacional para policiais militares e civis e para bombeiros militares. Ela foi aprovada em primeiro turno em julho deste ano e deve ter a análise retomada depois das eleições.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

sábado, 7 de agosto de 2010

Segurança pública: o que propõem os presidenciáveis

Confira as propostas dos três principais candidatos à Presidência para um dos setores mais delicados do país

Durante esta semana, VEJA.com publicou uma série de reportagens sobre um dos problemas que mais afligem o brasileiro e que certamente pesarão na escolha do futuro presidente: segurança pública. Encerrando a série, apresentaremos as propostas dos principais candidatos ao Planalto para tratar da situação.

As campanhas de Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) foram procuradas pela reportagem, mas apenas a coordenação petista se manifestou a respeito - as ideias da candidata são apresentadas abaixo. As principais propostas dos demais candidatos sobre o tema foram reunidas a partir de pronunciamentos deles feitos durante a campanha e também dos respectivos programas de governo.

Dilma afirma que a questão de segurança pública "envolve não somente a repressão à criminalidade, mas a ação positiva do estado como provedor de políticas sociais". A ex-ministra defendeu também uma parceria entre municípios, estados e União para vencer os desafios. Para lidar com o problema, ela citou projetos ligados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) nas áreas de habitação, saneamento e construção de escolas.

Em declarações e programa de governo, Serra mostra-se favorável à criação do Ministério da Segurança Pública, que deveria enfrentar o contrabando e o tráfico de armas e drogas, articulando políticas nos estados alinhadas a uma diretriz nacional. O tucano propõe ainda criar uma polícia fardada, ligada à Polícia Federal, para fiscalizar fronteiras, portos e aeroportos. Dilma é contra a ideia da criação de um novo ministério. Segundo a petista, o Ministério da Justiça já responde por todas as políticas da área.

Marina Silva tem defendido a revalorização dos profissionais de segurança, a partir de salários e modernização das Forças Armadas. Ela também prega ações coordenadas entre governo federal, estados e municípios. Os três presidenciáveis afirmam que segurança será prioridade em suas eventuais administrações e que o Palácio do Planalto deve ser o principal núcleo de organização e elaboração de políticas para o setor.

Drogas – Ao contrário de Dilma e Marina, Serra transfere da área de segurança para a de saúde o tratamento de dependentes químicos. Dilma também fala em "apoio" a essas pessoas, mas diz que a questão continuaria a ser tratada na órbita das políticas de segurança. Para a petista, o crack deve ser o alvo das ações de repressão. Marina aposta em um plebiscito para discutir a legalização das drogas no país e não costuma falar muito sobre o tema.

Fonte: Veja On-line

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Marina chama estrutura da polícia brasileira de "Frankenstein"

Marina Silva se reúne em São Paulo com os candidatos a governador do PV

A candidata à presidência da República pelo PV, Marina Silva, criticou neste domingo (25) a política de segurança pública atual e chamou a estrutura da polícia brasileira de "Frankenstein". "(temos que pensar) Como remunerar adequadamente, treinar adequadamente quem faz a segurança pública (...) porque no Brasil cada um faz uma parte e acaba que a gente vira uma espécie de Frankenstein", afirmou em entrevista a jornalistas em um estúdio onde a candidata grava os programas de TV na Lapa, zona oeste de São Paulo.

Mande suas perguntas para Marina Silva

Marina estará na próxima segunda-feira (26) no Terra para uma sabatina com jornalistas, às 15h. A candidata responderá a questões enviadas por vídeo, em chats e em redes sociais. Internautas interessados em participar podem usar o link acima para enviar perguntas à presidenciável.

Neste domingo (25), Marina disse ainda que a Polícia Civil faz a investigação e a Polícia Militar faz o policiamento fardado e "a gente não consegue um bom resultado porque essas polícias não conseguem fechar o ciclo entre a repressão, a investigação e a prevenção". A presidenciável também falou sobre os baixos salários dos policiais, exemplificando com o caso do Rio de Janeiro. "É um absurdo como no Rio de Janeiro o piso salarial é cerca de R$ 800,00".

Sobre o combate ao trafico de drogas e ao armamento ilegal, a candidata do PV disse que o País "precisa de uma forte parceria de recursos", incluindo um maior empenho da Polícia Federal, e descartou a criação de um novo ministério para segurança pública. "Defendemos uma reforma na segurança publica (...) no Brasil, se ficarmos fazendo puxadinhos, mais um ministério, em cima de uma base que esta completamente equivocada, não vamos a lugar nenhum", afirmou.

O candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo PV, Fernando Gabeira, lamentou a atual situação da segurança pública no Estado e ressaltou que as Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs) são um bom projeto, mas ainda insuficientes para todas mais de 6000 comunidades. "Pretendemos combinar essas UPPs com trabalho social, trabalho de inteligência e de articulação com a própria comunidade", disse ao lembrar de áreas que precisam de mais atenção: proteção a mulher, proteção nas escolas, correção da policia.

Questionado sobre se haveria mudança na estratégia de campanha devido ao controle de comunidades por traficantes e milícias, Gabeira disse que se recusa a pedir licença para entrar nas comunidade. "Sou um candidato majoritário, tenho direito de estar em qualquer lugar público". Ele contou ainda que a partir da semana que vem haverá concentração de sua campanha em áreas metropolitanas, com trabalho ainda mais intenso em municípios da Baixada Fluminense.

Pesquisas

Questionado sobre a ultima pesquisa datafolha divulgada neste sábado (24), em que está mais de 30 pontos percentuais atrás do candidato à reeleição Sérgio Cabral (PMDB), Gabeira encarou com bom humor: "se a eleição fosse ontem, nós iríamos para casa, mas como não foi eu digo o que o Cazuza dizia:'o tempo não para'".

Marina minimizou a importância das pesquisas de opinião e disse não se basear por elas: "se a gente fosse se basear por pesquisa, o Gabeira não teria ido ao segundo turno para prefeito no Rio de Janeiro, e eu nunca teria sido senadora, deputada, vereadora, porque sempre me colocavam em quadragésimo lugar", criticou.

Críticas

A candidata criticou ainda os rivais Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) e suas posições sobre o comprometimento de acabar com 80% do desmatamento no Brasil, o que classificou como apenas promessa. "Vejo um silencio muito grande por parte dos dois candidatos tanto da ministra Dilma quanto do Governador Serra em relação a essa mudança que estão propondo no Código Florestal. Então quem está dizendo que vai reduzir desmatamento, com certeza tem que se comprometer primeiro em evitar esse estelionato ambiental que estão tentando fazer no congresso nacional".

Fonte: Portal de Notícias Terra

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Jayme Campos apoia criação de Ministério da Segurança para combater o narcotráfico


Por entender que os narcotraficantes só serão derrotados se o Estado brasileiro usar técnicas e armamentos modernos, o senador Jayme Campos (DEM-MT) apoiou, em discurso, a intenção do candidato à Presidência da República, José Serra, de criar o Ministério da Segurança Pública. Para ele, só um ministério terá condições de articular todos os órgãos federais e estaduais de combate ao crime organizado.

- Não estamos falando de conter brigas de vizinho; estamos falando do crime organizado, que tem armas muitas vezes superiores às da própria polícia. O narcotráfico tem dimensão internacional e, por isso, precisamos de um sistema permanente de perseguição aos criminosos, com helicópteros, aviões, barcos, veículos possantes. Temos de monitorar nossos milhares de quilômetros de fronteiras - ponderou o senador por Mato Grosso.

Jayme Campos observou que o narcotráfico estendeu seus braços por todo o país, informando que, em menos 12 horas, três pessoas foram assassinadas pelos traficantes de drogas na Grande Cuiabá (MT). Para ele, o narcotráfico vem se transformando em "um verdadeiro estado à parte, onde o terror, o vício e a insegurança são as principais moedas deste território do pavor".

Em aparte, o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) observou que nossas polícias, além de receberem baixo salário, não têm equipamentos eficientes, se deslocam em carros velhos e não têm condições de investigar.

- Assim, os criminosos não são presos, não são julgados e, no final, há impunidade e ela é um verdadeiro incentivo ao crime - disse Crivella.

Fonte: Agência Senado de Notícias

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Nilson Lima confirmado na chapa de João

Chapa será oficializada na próxima quarta-feira, 30 durante convenção no Iate Clube de Aracaju

Deverá ser oficializada na próxima quarta-feira, 30 a partir das 15h no Iate Clube de Aracaju, a chapa encabeçada por João Alves Filho (DEM), pré-candidato ao Governo de Sergipe. O pré-candidato a vice-governador já está definido. Será o ex-secretário da Fazenda, Nilson Lima (PPS), que também terá como candidato ao Senado pelo partido, Emanoel Cacho.

Nilson Lima tem dito que aceitou ser o vice de João Alves Filho, com a finalidade de possibilitar a unidade dos principais partidos que dão sustentação à candidatura presidencial de José Serra (PSDB). “O PPS decidiu pela aliança visando o fortalecimento das oposições no Estado de Sergipe durante o processo eleitoral”, destaca.

O PPS estava disposto a lançar candidato próprio ao Governo de Sergipe [que seria Nilson Lima], mas decidiu fazer coligação com o DEM, confirmando o nome do ex-secretário da Fazenda, como pré candidato a vice-governador.

Fonte: Portal Infonet

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Força Nacional é inútil, diz Serra

Candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra criticou veementemente a criação da Força Nacional de Segurança, subordinada ao Ministério da Justiça, e a chamou de inútil porque não combate o crime de tráfico de drogas e armas nas fronteiras do país.

Lembrou que a Força é formada por policiais militares cedidos pelos estados e que se reúnem em missões especiais sem o tempo necessário para preparo. Serra promete também equipar fortemente as Forças Armadas para o trabalho nas fronteiras.

As declarações foram feitas na entrevista ao programa Tribuna Independente, que vai ao ar, hoje, às 22h na Rede Vida de TV.

Fonte: Blog do Noblat - O Globo.com

Dataform: Déda 39,8% e João 34,9%

Pesquisa aponta Déda superando João. No entanto, governo do petista tem queda de aprovação

O Dataform informou, em pesquisa publicada pelo semanário Jornal Cinform, que a possibilidade de reeleição do governador Marcelo Déda (PT) está com 4,9% de vantagem sobre o ex-governador João Alves Filho (DEM), que pretende tentar a candidatura neste ano. Nessa entrevista, o Dataform também concluiu que a avaliação popular do governo Déda teve uma queda de 8,8%, visto que entre 23 e 25 de fevereiro os índices alcançavam 6,8% e hoje, na soma entre bom e ótimo, o governo obtém 5,4% de aprovação.

A pesquisa mostra ainda, para a presidência da República, José Serra (PSDB) com 34,5% e Dilma Rousseff (PT) com 30,7%. O Dataform entrevistou, entre 11 e 13 de maio, 1.067 pessoas em 25 municípios, sendo 53% de mulheres e 47% de homens. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral com o número 4082/2010 e no Tribunal Superior Eleitoral com 11.392. Confira os resultados:

Governo de Sergipe

Induzida

Marcelo Déda 39,8%
João Alves Filho 34,9%
Vera Lúcia 4,2%
Nilson Lima 1,8%
Pr. Arivaldo 1,8%
Leonardo Dias 0,6%
Nulo/ Branco 6,4%
Indecisos 5,7%
NS/NR 4,9%

Espontânea

Marcelo Déda 33,1%
João Alves Filho 23,7%

Avaliação do Governo Déda

Bom 42,8%
Regular 16,5%
Ruim 13,4%
Péssimo 13,4%
Ótimo 11,2%
NS/NR 2,7%

Avaliação do Governo Déda

Bom 42,8%
Regular 16,5%
Ruim 13,4%
Péssimo 13,4%
Ótimo 11,2%
NS/NR 2,7%

Senado

1ª opção induzida

Antônio Carlos Valadares 17,5%
Albano Franco 17,1%
Jackson Barreto 11,3%
Eduardo Amorim 8,7%
Eduardo Dutra 8,7%
Almeida Lima 8,3%
José Carlos Machado 2,7%
Profº Lula 1,3%
Antônio Leite 0,7%
Emanuel Cacho 0,6%
João Nascimento 0,5%
Profº Marques 0,4%
Lurdinha 0,3%
Betinho do PRP 0,1%
Nulo/ Branco 7,1%
Indecisos 0,6%
NS/NR 9%

2ª opção induzida

Jackson Barreto 14,1%
Antônio Carlos Valadares 13,6%
Albano Franco 12,6%
Almeida Lima 9,6%
Eduardo Amorim 7,5%
Eduardo Dutra 7,4%
José Carlos Machado 2,9%
Antônio Leite 1,5%
Profº Lula 1,3%
Lurdinha 0,8%
João Nascimento 0,6%
Profº Marques 0,4%
Betinho do PRP 0,3%
Emanuel Cacho 0,2%
Indecisos 7,1%
Nulo/ Branco 9,4%
NS/NR 11%

Presidência da República

José Serra 34,5%
Dilma Rouseff 30,7%
Marina Silva 6,6%
Nulo/Branco 6,6%
Indecisos 6,5%
Heloisa Helena 6,3%
Ivan Pinheiro1,3%
Eymael 0,7%
NS//NR 7,0%

Fonte: Universo Político

terça-feira, 18 de maio de 2010

Vox Populi: Dilma na frente em empate técnico

A pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, aparece pela primeira vez à frente do pré-candidato do PSDB, José Serra, em pesquisa do Instituto Vox Populi, divulgada no sábado à noite pela Rede Bandeirantes.

Dilma obteve 38 por cento de intenção de voto e Serra ficou com 35 por cento. Com a margem de erro de 2,2 pontos percentuais, no entanto, os dois pré-candidatos estão tecnicamente empatados. A petista tinha 33 por cento na pesquisa anterior do Vox Populi, divulgada em abril, e Serra, 38 por cento. Marina Silva (PV) ficou praticamente estável, subindo de 7 por cento naquela pesquisa para 8 por cento agora.

Este cenário de abril já não incluía o deputado Ciro Gomes (PSB), que deixou a corrida presidencial. Na simulação de segundo turno, Dilma tem 40 por cento e Serra, 38 por cento. Foram entrevistadas 2.000 pessoas entre os dias 8 e 13 e março.

Fonte: Universo Político.com

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Serra defende Polícia Federal uniformizada

O pré-candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, defendeu em entrevista ao "Programa do Ratinho", do SBT, a criação de uma Polícia Federal uniformizada para combater o crime organizado nas regiões de fronteira do Brasil.

Segundo o ex-governador de São Paulo, essa polícia deveria ser "muito numerosa" e "especialista em floresta, em fronteira". Serra voltou a declarar que vai criar o Ministério da Segurança caso seja eleito. Ele defendeu a contratação de pessoal para o setor e a utilização de mais tecnologia de monitoramento.

O presidenciável tucano disse ainda que é favorável à mudanças na legislação para que o governo possa atuar mais na questão.

"O governo federal tem que entrar na luta pela segurança. Se for preciso, tem que mudar a Constituição", afirmou.

Fonte: Folha On-line

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Serra quer criar força paralela à Políca Federal

Depois de anunciar a intenção de criar um Ministério da Segurança Pública Nacional, caso seja eleito à Presidência, o pré-candidato do PSDB, José Serra, também pretende criar uma uma força paralela à Polícia Federal para controlar as fronteiras do país. Em entrevista à rede RBS, transmitida pela internet por meio da Rádio Gaúcha, Serra explicou o plano.

– O governo federal tem que encontrar um instrumento de controle da fronteira. A Polícia Federal é boa, mas é pequena. Não pode crescer 20%, 30%, ao ano, porque você não consegue manter o padrão de organização. Vamos ter que criar uma outra força especial para isso. Mas com o pé no chão, um outro tipo de força, no estilo os carabineros do Chile – detalhou.

Durante a entrevista, José Serra manteve o bom humor e tentou deixar os jornalistas à vontade:

– Pode me chamar de Zé, (...) por mais exótico que seja, já fui Zezinho.

Na sabatina, ele também listou ações políticas e divulgou outras propostas de campanha. Ao explicar sobre como combateria a corrupção no Brasil, afirmou que a questão não é de leis, mas de comportamento. E disse que, se eleito, acabará com as nomeações políticas como forma de reprimir o problema.

– Hoje, (no governo) o procedimento de indicações se generalizou, inclusive nas agências reguladoras, que ficam loteadas por partidos. Por exemplo, a Anvisa, que eu criei, hoje é dividida entre partidos. O sujeito que vai para lá tem estabilidade, não pode ser removido. Isso ajuda a corrupção. É um problema de lei? Não. É um problema de comportamento – disse.

Em seguida, ele afirmou que as nomeações políticas deixaram o estado “obeso”:

– Tenho certeza que tem um índice de gordura bovina europeia – finalizou.

Reajuste aos aposentados

Indagado se sancionaria o reajuste de 7,7% para os aposentados, e o fim do fator previdenciário – aprovados quarta-feira na Câmara dos Deputados – caso fosse presidente, Serra se limitou a responder que apoiará qualquer decisão que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva venha a adotar.

– Eu acho que o aposentado no Brasil ficou para trás. Acho que tem que ter reposição, sim, ao longo do tempo, para garantir mais dignidade. Sobre esse episódio, o governo tem um ministro da Fazenda que é sério. O presidente Lula acompanha as coisas, e eles vão decidir. O que eles decidirem, eu vou apoiar.

Em meio à entrevista, Serra também falou sobre futebol, “uma paixão”. Defendeu que Neymar, Ganso e Robinho joguem juntos na Seleção. Instado a dar opinião sobre o técnico da equipe, fez graça:

– Não me façam brigar com o Dunga. Eu gosto do Dunga.

Ao fim da entrevista, Serra pediu para contar uma piada.

– A mãe judia é muito protetora, controla tudo, é ciumenta. Essa mãe deu duas gravatas para o filho: uma vermelha, e outra, amarela. O rapaz colocou a vermelha. Ela olhou e disse: Você não gostou da amarela?

Em seguida, Serra quis saber da plateia:

– É boa ou não é?

Fonte: Jornal do Brasil

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Ministério da Segurança não é solução, diz Marina Silva

A pré-candidata do PV à Presidência, Marina Silva, afirmou hoje em Curitiba (PR) que a simples criação de um Ministério da Segurança não resolveria os problemas do setor e serviria apenas para inchar a máquina pública. Em sua opinião, é preciso primeiro fazer uma ampla reforma da segurança pública no Brasil. "Aí sim, tendo a visão, você estabelece o processo e cria as estruturas", disse.

Segundo a pré-candidata do PV, "pensar na estrutura antes de se fazer uma reforma, é simplesmente inchar cada vez mais a máquina pública e inchar também os problemas". A proposta de criação de um Ministério da Segurança foi feita pelo ex-governador paulista José Serra, pré-candidato do PSDB à Presidência, durante entrevista a um programa de TV na última segunda-feira.

Fonte: Blog da Renata


quarta-feira, 14 de abril de 2010

Pesquisa Sensus aponta empate entre Serra e Dilma

Pesquisa Sensus encomendada pelo Sintrapav (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção Pesada de São Paulo) a ser divulgada hoje aponta empate técnico na corrida presidencial entre o tucano José Serra (32,7%) e a petista Dilma Rousseff (32,4%). É o resultado mais apertado já obtido.

De acordo com a sondagem, Ciro Gomes (PSB) teria 10,1%, e Marina Silva (PV), 8,1%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

Segundo dados apresentados ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), sob o registro de número 7594/2010, o levantamento foi feito entre os dias 5 e 9 de abril em 24 Estados, com 2.000 entrevistas.

Reportagem publicada no sábado passado pela Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal) mostrou que, no registro do TSE, consta outro contratante: o Sindecrep (Sindicato de Trabalhadores em Concessionárias de Rodovias) de São Paulo -- que não a encomendou. A Sensus afirmou se tratar de um erro, corrigido em seguida.

Outro lado

Para João Carlos Gonçalves, secretário-geral da Força Sindical, a divulgação da pesquisa cumpre o papel de informar os eleitores. "Se o PSDB desqualifica a pesquisa, o problema é deles. O que interessa é que o resultado é esse."

Gonçalves também disse que a Força Sindical nada tem a ver com a candidatura de Dilma, contrariando especulações de favorecimento à candidata.

Segundo ele, a entidade tem militantes pró-Dilma e pró-Serra, o que mostra que a divulgação é uma "informação democrática".

Já o presidente do Sintrapav, Wilmar Gomes da Silva, afirmou que o 'momento é propício' para o PSDB desqualificar a pesquisa. "O resultado desfavorável."

Outras pesquisas

Pesquisa divulgada no dia 4 de março pelo instituto Vox Populi e encomendada pela rede de televisão Bandeirantes mostrava Serra na liderança com 34% dos votos, mesma porcentagem registrada em janeiro. Já Dilma tinha quatro pontos percentuais, subindo para 31% das intenções de voto, segundo o levantamento.

Ciro aparece com 10% e Marina com 5%. Votos nulos e brancos somam 7% e 13% dos pesquisados não quiseram ou não souberam responder.

A pesquisa do Vox Populi foi registrada sob o número 7337/2010 e realizada entre os dias 30 e 31 de março, com 2.000 eleitores. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Já no dia 27 de março, em pesquisa realizada pelo Datafolha, Serra aparece com nove pontos de vantagem sobre Dilma. O tucano tem 36% e a petista 27% das intenções de voto. Na pesquisa realizada em fevereiro, Serra tinha 32% e Dilma 28%.

Ciro Gomes (PSB) ficou com 11% (tinha 12% em fevereiro). Marina Silva (PV) está estacionada e manteve os 8% obtidos no mês passado.

Em um eventual segundo turno, o tucano venceria a petista por 48% contra 39%.

A pesquisa, registrada sob o número 6617/2010, foi realizada nos dias 25 e 26 com 4.158 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Fonte: Folha On-line

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Datafolha mostra Serra na liderança e avanço de Dilma

Pesquisa Datafolha divulgada hoje mostra queda na diferença entre os pré-candidatos do PSDB, José Serra, e do PT, Dilma Rousseff, à sucessão presidencial.
O levantamento publicado na edição de domingo do jornal Folha de São Paulo aponta Serra com 32% das intenções de voto; Dilma Rousseff, com 28%; o deputado federal Ciro Gomes (CE), pré-candidato do PSB, com 12%; e a pré-candidata do PV, senadora Marina Silva (AC), com 8%. Na mostra anterior da Datafolha, divulgada em dezembro de 2009, Serra tinha 37%; Dilma 23%; Ciro 13%; e Marina 8%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 24 e 25 de fevereiro. Do total de entrevistados (2.623), 9% disseram que vão votar branco, nulo ou em nenhum dos candidatos e 10% informaram que estão indecisos. O levantamento tem margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.

A pesquisa também apresentou um cenário sem a presença de Ciro Gomes. Nessa simulação, aumentam para 38% as intenções de voto em Serra (ante 40% na pesquisa realizada entre 14 e 18 de dezembro); Dilma atinge 31% (ante 26% da pesquisa anterior); e Marina Silva fica com 10% (11% no levantamento de dezembro).

No cenário de segundo turno, numa eventual disputa entre Serra e Dilma, o tucano lidera com 45% das intenções de voto e a petista aparece com 41%. O levantamento realizado em dezembro apontava Serra com 49% das intenções de voto e Dilma com 34%. Em outro cenário de segundo turno, Dilma vence com 48%, contra 26% de Aécio.

De acordo com o Datafolha, o pré-candidato Serra registra o maior índice de rejeição entre os presidenciáveis, com 25%; seguido de Dilma com 23%; Ciro, com 21%; Aécio, com 20%; e Marina, com 19%. A pesquisa avaliou também o índice de aprovação do presidente Lula. Na mostra, a aprovação ficou em 73% (de ótimo e bom). Na pesquisa de dezembro, este índice foi de 72%, o mais alto patamar de popularidade apurado pelo Datafolha.

A pesquisa Datafolha está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob protocolo nº 4080/2010.

Fonte: Agência Estado

Postagens populares