Mostrando postagens com marcador joão alves. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador joão alves. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Pré-caju pode não ser realizado em 2015

Fabiano Oliveira se reúne hoje com o governador e amanhã com o prefeito

Fabiano Oliveira. Foto Blog do Max

O Pré-Caju, tradicional prévia carnavalesca que vem sendo alvo de muita polêmica nos últimos anos, pode não ser realizada em 2015. A organização do evento vem enfrentando dificuldades de ordem financeira para literalmente colocar ‘o bloco na rua’. Ainda hoje o empresário Fabiano Oliveira, realizador do Pré-Caju, deve se reunir com o governador Jackson Barreto (PMDB), para discutir questões relativas ao evento. Amanhã Fabiano possui reunião marcada com o prefeito de Aracaju, João Alves Filho (DEM), para discutir o mesmo tema.

Vale lembrar que ainda no ano passado, a Prefeitura de Aracaju já autorizou a realização do evento, na avenida Beira-mar. Fontes ligadas à Prefeitura de Aracaju e ao Governo do Estado revelam que Fabiano deve ser muito bem recebido pelo governador e pelo prefeito, mas dizem que tendo em vista a crise financeira que acomete municípios e estado, os dois gestores não deverão ter muito a oferecer.

Em conversa com a coluna, o empresário Fabiano Oliveira confirmou que ainda não sabe se o evento deverá ser realizado, devido às diversas dificuldades que vem encontrando. Fabiano falou que até o momento a festa possui o patrocínio de apenas três empresas, incluindo uma marca de cerveja e o Banese – que não deve contribuir com muitos recursos, já que o estado vem apresentando problemas financeiros. Fabiano também confirmou que pediu aos empresários responsáveis pelos blocos que fossem suspensas as vendas dos abadás, até que a realização do evento fosse realmente confirmada.

“Essa crise financeiras que atinge o país, incluindo diretamente estados, municípios e empresariado, vem dificultando a realização do evento. Estamos trabalhando para viabilizar a realização desta festa que além de incentivar o turismo, contribui diretamente para diversos setores da economia sergipana. Hoteis ficam com 100% de ocupação e muitos dos vendedores ambulantes utilizam a renda extra para pagar dívidas e comprar o material escolar dos seus filhos”, explicou Fabiano.

Problemas

Fabiano lembra que tradicionalmente o Governo e a Prefeitura não participam investindo recursos diretamente na festa – eles contribuem com a logística e atuação do poder público, através das polícias militar e civil, SMTT, Samu, Secretaria de Saúde e outros órgãos. Apenas o Banese tradicionalmente patrocina a prévia carnavalesca.

Outra questão importante é que o governo e prefeitura também temem críticas da população, ao investir em uma festa, quando vem sendo enfrentadas dificuldades até para manter o pagamento dos servidores. Sem falar que tão tradicional quanto a festa é a manifestações de categorias de funcionários públicos, como a PM, SMTT e Samu, cobrando o pagamento gratificações para atuarem no evento.

Prestação de Contas

No final de outubro o Ministério Público Federal em Sergipe pediu na Justiça que a Associação Sergipana de Blocos e Trios (ASBT) devolva recursos recebidos do Ministério do Turismo entre os anos de 2008 e 2010, que teriam sido indevidamente utilizados ‘para a realização de eventos com caráter privado’.

A ação, ajuizada por Nelson Araújo dos Santos, requer a condenação dos réus por desvios de recursos de convênios no Ministério. Na manifestação, o MPF reconhece a procedência da ação e pede a condenação da ASBT, com a devolução de aproximadamente R$ 6,3 milhões, em valores históricos, aos cofres públicos.

Para subsidiar a manifestação, o MPF/SE solicitou uma auditoria da Controladoria Geral da União, que analisou 69 convênios realizados entre a associação e o Ministério do Turismo. Os recursos foram utilizados na organização de festas em Aracaju e mais 38 municípios de Sergipe. A CGU analisou o total de R$ 17,5 milhões e encontrou falhas na prestação de contas de R$ 6,3 milhões. A ação tramita na Justiça Federal com o número 0006311-27.2009.4.05.8500.

Fonte: Blog do Max

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Amorim promete reduzir secretarias e manter Banese

Candidato também lamenta falta de transparência no Governo

Eduardo Amorim. Foto Arquivo Portal Infonet

O senador Eduardo Amorim (PSC), que disputa o Governo do Estado pela coligação Agora Sim formada por 15 partidos políticos, é o terceiro candidato entrevistado pelo Portal Infonet, em obediência ao critério da ordem alfabética.

O senador é médico, com residência de Anestesiologia e algologista (clínico em dor) pelo Hospital Clinic de Barcelona, na Espanha e bacharel em Direito. Ele exerceu cargo de secretário de Estado da Saúde, em 2002, na gestão do então governador João Alves Filho (DEM) e se elegeu para o primeiro mandato de deputado federal em 2006, tornando-se senador nas eleições de 2010, quando esteve aliado do governador Jackson Barreto (PMDB) na chapa majoritária encabeçada pelo ex-governador Marcelo Déda (PT).

Nesta entrevista, Amorim lamenta a falta de transparência do Governo do Estado, garante que não “pensou” em privatizar o Banese e promete reduzir o número de secretarias e também o número de cargos comissionados como forma de conter os gastos públicos. “Tenho muito orgulho do Banese e da Deso, mas é preciso dar uma condição melhor a estas empresas e é preciso também cobrar resultados”, considerou o senador.

Portal Infonet – Sendo eleito, qual a primeira medida que o senhor pretende adotar no Palácio de Governo?

Eduardo Amorim – Prefiro que o Palácio seja transformado em escritório, onde todos tenham acesso e não tenham nenhuma dificuldade em conversar e dialogar com o Governo. Nossas primeiras atitudes serão direcionadas em duas áreas: saúde e segurança. Adotar medidas efetivas para que a gente possa acabar com as macas dos corredores do Hospital de Urgência. Hoje nem se disputa por uma maca. Primeiro se disputa por uma cadeira e, horas depois, se tiver mais sorte ainda, se consegue um leito. Devemos fortemente investir para que o nosso Estado seja dividido em áreas e cobrar resultados. A meritocracia vai valer fortemente no nosso Governo e não tenha dúvida que uma das primeiras assinaturas nossa será na redução do número de secretarias e do número de cargos comissionados. Sergipe tem mais secretarias que o Estado de São Paulo e Minas Gerais, por exemplo. Gastar com qualidade, cobraremos isso o tempo inteiro. Infelizmente nosso Estado é o penúltimo em transparência e nós não conseguimos todos os dados que gostaríamos de ter conseguido. Pretendemos administrar com o mínimo possível de secretarias. Há secretarias que são imexíveis, como saúde, segurança pública, educação... Mas em outras secretarias faremos acomodações sem prejuízos, sem esquecimento de nenhuma área. Cobraremos a efetividade o tempo todo. Fomos buscar ideias propostas, que hoje estão dando bons resultados tanto em São Paulo como, especialmente, em Pernambuco. Chegamos a conversar muito com o ex-governador Eduardo Campos, chegamos a fazer visita e isso nunca divulgamos. Essa equipe vem trabalhando há mais de ano neste projeto e nesta ideia, de forma silenciosa, mas de forma firme e ativa.

Portal Infonet  – A prefeitura de Aracaju vendeu a folha de pagamento dos servidores à Caixa Econômica Federal. Como o senhor vai tratar esta questão?

Eduardo Amorim – Tenho muito orgulho, como sergipano, de ter um banco que ainda, realmente, nos resta como banco estadual, que é o Banese. Buscaremos com todas as prefeituras para que ninguém saia mais, que ninguém deixe mais o Banese e que tenha no Banese um grande parceiro para o desenvolvimento do seu município. E aqueles que não estão mais [folha de pagamento] tentaremos resgatar, trazer de volta, pode ter certeza.

Portal Infonet – Lideranças do PSTU não veem diferença entre o seu projeto e as propostas do governador Jackson Barreto, inclusive criticam a aliança que os senhores participaram em 2010 e que, palavras da Vera Lúcia, o senhor só decidiu romper com o governo quando “o barco começou a afundar”. Como o senhor avalia esta postura daquelas lideranças?

Eduardo Amorim – Cada um diz o que quer dizer, mas a verdade é uma só. Eu também acreditei no Governo que aí está, com certeza como milhares de sergipanos. A nossa vida é assim: quando a gente começa a ter outras certezas e outras convicções, o rumo precisa ser reestruturado e rearrumado. Isso a gente faz no nosso dia a dia, na vida e na política não é diferente. Não vejo nenhuma incoerência você ter que reorientar, rearrumar. Com certeza, a própria Vera já faz isso na vida dela. Sou oriundo de família simples e humilde como eles também, para mim isto é uma missão. Não estou atrás de nenhum emprego. Eu estou atrás de ver materializado o sonho de ver um Sergipe muito melhor e da esperança do sergipano de ter uma saúde digna, de ter segurança digna também, vire realidade. Cada um diz o que quer e eu respeito, desde que não haja nenhuma agressão e nenhuma ofensa, mas a verdade é uma só e existe independente de qualquer opinião. Não sou igual a ninguém, mas também não me considero melhor que ninguém em absolutamente em nada. Procuro, com minhas atitudes, defender e construir aquilo que acho que merece ser construído e defendido.

Portal Infonet – Existe lei que estabelece o fim dos lixões, cujo prazo venceria neste ano, mas tramita no Congresso a elasticidade deste prazo por mais oito anos, inclusive com a iniciativa do seu partido. Como o senhor pretende tratar esta questão já que nenhuma prefeitura conseguiu extinguir os lixões

Eduardo Amorim – Oito anos é muito tempo. Nós vamos tratar esta questão com prioridade. Sergipe não precisa ter um lixão em cada cidade. Você pode ter aterros ou usinas de forma regionalizada. Cuidar do meio ambiente é como cuidar da nossa casa, é cuidar de nós mesmos e investir num futuro muito melhor. É inconcebível que você tenha esses lixões e que, nesses lixões, a gente conviva com crianças e adolescentes explorando o lixo dos outros. É preciso tratar isso com respeito e nós vamos fazer isso.

Portal Infonet – O que te leva a processar tantos meios de comunicação e jornalistas?

Eduardo Amorim – Eu não tenho processado, eu tenho buscado direito. Acho que jornalistas, médicos, enfermeiros... ninguém tem o direito de agredir simplesmente por agredir. Busco o direito que eu tenho. Calúnia, ofensa, difamação está (sic) previsto na nossa lei. Eu não tenho processado jornalistas, eu tenho buscado na Justiça, especialmente, com alguns radialistas e irei buscar todas as vezes, em qualquer agressão. Calúnia e difamação é crime.

Internauta Antonio Fernandes da Silva – Hoje, um dos principais problemas enfrentados pelo Estado de Sergipe é o déficit da previdência, com previsão para o ano de 2014 em torno de 1 bilhão de reais. Sabemos que esse déficit é gerado principalmente pela incorporação de salários dos cargos comissionados dos poderes Judiciário, Executivo e Legislativo, ou seja incorpora-se um salário que é levado para a aposentadoria. Como o candidato pretende resolver este problema de forma definitiva?

Eduardo Amorim – Ele tem razão. É um dos principais problemas do Estado, se não for o maior. O déficit da previdência é assustador. Neste ano, se prevê quase um bilhão de reais e, se nada for feito, para o ano que vem será um bilhão e meio de reais. Aí sim, atingiremos o fundo do poço: impagável para um orçamento de oito bilhões. É preciso reduzir o número de cargos comissionados, reduzir o número de secretarias, para que sobre dinheiro para aqueles que realmente quer ser servidor público como uma profissão. Ele tem toda razão, que seja dada a quem adotou, a quem fez concurso e foi buscar ali no serviço público a sua profissão. Esse respeito, nós procuraremos ter. Faremos um enfrentamento com a firmeza necessária. A gente convive ainda com algumas coisas que não se vive mais. Excesso de cargos comissionados e incorporações muitas vezes indevidas.

Internauta Igor Santana - Quando foi secretário de Saúde de Sergipe, o Ministério Público denunciou o senhor por irregularidades nas contas do Hospital João Alves (sic) alegando desvio de recursos do próprio Hospital o que o senhor explica sobre isso ou é mentira no Ministério Público?

Eduardo Amorim – Não é mentira. O Ministério Público averiguou mesmo e a polícia federal também averiguou. E concluíram que nenhum servidor da Secretaria da Saúde e a gente também teve absolutamente nenhuma culpa. Fizemos uma emergência, que precisava ser feita. O Tribunal de Contas autorizou que fizesse e fizemos. O que foi apurado, segundo o Ministério Público Federal e a Polícia Federal,  é que algumas empresas estão envolvidas nisso. Mas inocentou qualquer servidor da secretaria e também a nossa pessoa. Minha consciência está muito tranquila.

Internauta Mericles Messias Mendonça - Caso o senhor seja o eleito governador e seu irmão também seja eleito deputado, o senhor vai nomeá-lo para alguma pasta do Executivo?

Eduardo Amorim – Nenhum parente meu será secretário. Não que não tenham pessoas capazes, mas isso é da minha índole, da minha cultura e da minha formação. Ouvirei a qualquer cidadão, como ouvirei meu irmão, como ouvirei muitos amigos. Sou muito de ouvir. Agora, a decisão será minha e de acordo com os princípios e valores que adotei na minha vida.

Internauta Leandro Moura - Se eleito, o que o senhor fará com o Banese e com a Deso?

Eduardo Amorim – Tenho muito orgulho, como sergipano, de ter um banco que ainda, realmente, nos resta como banco estadual, que é o Banese. Foi um dos poucos bancos estaduais que conseguiu sobreviver a toda esta competitividade. O Banese surgiu como um banco de fomento na primeira metade da década de 70 e depois foi crescendo, cumprindo a sua missão e ele é um banco de fomento, de desenvolvimento, um banco social. Um banco, lógico, que visa lucro, mas ele visa, sobretudo, a parte social. Portanto, a sua missão é cumprir um dever social, ajudar as famílias mais carentes, os mais necessitados. Nosso objetivo é tornar um banco mais competitivo. O Deso é um órgão que precisa de investimentos e modernização. É preciso rever funcionamento e os instrumentos para tornar o Deso em uma empresa competitiva e muito mais moderna. Nós vamos fazer isso, com certeza. Não temos a transparência que gostaríamos de ter. Como disse, Sergipe só perde para o Estado de Roraima, segundo a imprensa nacional e os órgãos de julgamento. Em termos de transparência pública, a nota de Sergipe é de 2.6, lamentavelmente, enquanto há Estados como o Espírito Santo com 8.9. Para buscar todas estas informações para se ter um diagnóstico da situação do Estado foram meses e meses de trabalho de busca de verdadeiros abnegados, de pessoas daqui do próprio Estado. Não penso em privatizar. Tenho muito orgulho do Banese e da Deso, mas é preciso dar uma condição melhor a estas empresas e é preciso também cobrar resultados. Não é justo que se pague, muitas vezes caro, e não se tenha o resultado desejado e merecido. As empresas têm que ser mais competitivas e prestar o serviço da melhor qualidade possível.

Internauta João Pauko da Silva - O candidato tem ideia do valor devido pelo Estado, já em precatórios?  Em caso de resposta positiva, qual é a perspectiva da realização dos pagamentos, que já estão com quase 12 anos de atraso?

Eduardo Amorim – A dívida pública de Sergipe, e não só a dívida contratual, mas também com precatórios, é muito grave. Nós devíamos em 2008 em torno de 829 milhões de reais, dívida contratual, não está nem precatórios ainda, e hoje nossa dívida se aproxima da casa dos cinco bilhões de reais. Em precatórios, temos mais de quinhentos milhões e isto é um absurdo. É preciso rever toda esta situação e faremos isso nos primeiros dias do nosso governo, de forma urgente, para que possamos corrigir da melhor maneira possível. Se tivéssemos a transparência devida, imposta por lei, já teríamos um diagnóstico. Mas o que sabemos e o que podemos adiantar é que o precatório de Sergipe é um dos maiores per capta do Brasil, passa da casa dos quinhentos milhões de reais e a dívida contratual é de quase cinco bilhões de reais. É muito grave a situação financeira do Estado e nós vamos tratar com toda firmeza, zelo e com todo respeito necessário.

Cássia Santana

Fonte: Portal Infonet

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Sobre a Guarda Militar de Aracaju

Autoritarismo, truculência e repressão são marcas da GMA

A sigla GMA já pode ter o seu significado substituído de Guarda Municipal de Aracaju por Guarda Militar de Aracaju. Enquanto entidades e grupos de direitos humanos de todo o país reivindicam a desmilitarização da Polícia Militar, a Prefeitura de Aracaju – não satisfeita com a atuação da PM, de âmbito estadual - vai criando a sua corporação militar própria. Corporação que, progressivamente, tem revelado a sua face autoritária e repressora.

O exemplo mais recente do poder cada vez mais militarizado da Guarda Municipal de Aracaju aconteceu na última sexta-feira, dia 9, quando a GMA se aliou à PM/SE e tentou, na base da truculência, impedir o ato “rolezinho contra a Copa”. Episódio mais recente, porém não o primeiro. Durante as manifestações de 2013, por vezes, a GMA usou e abusou da força para reprimir. Em uma das situações, guardas municipais distribuíram spray de pimenta nos olhos e cacetetes nos ombros de estudantes e trabalhadores que tentavam apenas acompanhar uma sessão da Câmara de Vereadores que discutiria o reajuste da tarifa no transporte coletivo.

E a cena vista na sexta-feira passada, em frente a um dos shoppings da cidade, muito provavelmente também não será a última, já que esse modo autoritário e repressor de atuação da Guarda Municipal é apenas reflexo da concepção de João Alves Filho sobre segurança pública. Durante a campanha eleitoral que o levou a assumir a Prefeitura de Aracaju, João Alves afirmou, em inúmeras oportunidades, que em sua gestão a Guarda Municipal iria dispor de “inteligência”, “tecnologia” e “armas letais e não-letais”. Trocando em miúdos, uma Polícia Militar em nível municipal.

Nenhuma novidade. Afinal, é característico dos oligarcas a utilização da força militar, aliada ao poder político e econômico, para a implementação do seu projeto de sociedade. Não esqueçamos que o atual prefeito de Aracaju foi prefeito da capital sergipana também durante a Ditadura Militar.

Por isso, mesmo que a Ditadura Militar tenha acabado há quase 30 anos a mentalidade que entende as manifestações populares como "casos de polícia" ainda permanece, nem que para isso seja necessário militarizar um órgão municipal, como João Alves vem fazendo com a GMA. O alvo, como no período da Ditadura, permenece o mesmo: estudantes e trabalhadores que ousam quebrar o silêncio.

Paulo Victor Melo

Fonte: Portal Infonet

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Em menos de 24 horas, Guardas Municipais são acusados de vários espancamentos

A Guarda Municipal de Aracaju, pode estar precisando de passar por uma profunda reciclagem. Acusados de espancamento e abuso de autoridade, guardas municipais de Aracaju foram acusados nesta segunda-feira (07), de espancarem três menores supostamente acusados de vandalismo conta um ônibus coletivo. Os pais dos jovens prestaram queixa na delegacia plantonista, fizeram exame de corpo e delito, mas a pratica parece ser uma constante na GMA.

No inicio da tarde desta terça-feira (08), um mecânico, conhecido do repórter do FAXAJU fez um verdadeiro desabafo ao comentar sobre mais uma ação truculenta e infeliz que teria sido praticada por mais um Guarda Municipal de Aracaju. Segundo o mecânico, “na noite desta segunda-feira, um guarda municipal, muito despreparado, agrediu com cacetete um mendigo que dorme no estacionamento do Hospital Nestor Piva. Esse cara foi tão covarde que ele chegou batendo e mandando que o homem saísse dali. O mendigo que foi e é muito mais homem que ele, o desafiou para deixar as armas de lado e trocar murro com ele. Sabe o que o bravo guarda municipal fez? Chamou seus colegas e amigos e ai a sessão de espancamento foi cruel”, contou o mecânico.

Só que para azar do “bravo GMA” uma mulher que reside em um prédio vizinho e que estava acordado no momento da “brava” ação do Guarda, teria telefonado para uma autoridade ligada à SMTT de Aracaju e relatado o fato. O mecânico conta que até o momento não sabe o que teria acontecido após. Ele relata que o fato causou revolta na senhora que notificou o fato.

Não se sabe como está sendo feito o treinamento desses homens, mas se comprovado os fatos registrados, o prefeito de Aracaju João Alves Filho (DEM), deve repensar nos fatos e se preciso, demitir os chefes para que as pessoas não precisem se proteger de bandidos e dos Guardas.

O mecânico que denunciou o fato não soube informar se o “perigoso” mendigo continuava vivo para contar a história dos fatos, mas em tom de desabafo ele bradou: “Eu sei quem ligou para essa autoridade da SMTT, até porque o marido dela também é uma autoridade. Alem disso, esse mendigo é conhecido da região e eu fui quem doou alguns papelões para ele e também cedi o local para ele guardar o papelão durante o dia. Agora a gente saber que tem esses covardes espancando esses pobres nos doí muito”, lamentou.
 
O nome autoridade foi informado pelo mecânico mas a redação vai aguardar um pronunciamento do comando da Guarda Municipal de Aracaju para citar o nome dessa autoridade, ligada á Secretaria Municipal de Defesa Social.
 
Fonte: Faxaju

sábado, 5 de abril de 2014

PSB deve lançar pré-candidatura ao Governo do Estado dia 11

"Não haverá recuos”, diz Valadares. Anúncio pode ocorrer mesmo que até lá não se firmem alianças


Após o anúncio do prefeito João Alves Filho (DEM) de que não sairá candidato ao governo, o senador Antônio Carlos Valadares (PSB) manifestou-se via Twitter elogiando o prefeito. “João foi coerente em sua decisão”, disse ele. No entanto, mais do que expor simpatia, Valadares e o PSB, que vinham buscando aproximação com João através de diálogos com o vice-prefeito José Carlos Machado (PSDB), agora refirma a ideia de reflexão devido o compromisso de estabelecer em Sergipe um palanque para o presidenciável Eduardo Campos (PSB). À nossa reportagem, uma liderança socialista, muito próxima do senador Valadares, em off, definiu os próximos passos do partido: “O PSB quer definir sua situação até o dia 11 deste mês, então deve lançar a candidatura própria, mesmo que não feche certas alianças até lá, talvez não haja tempo. E assim já se licencia para as composições que venha fechar até junho. O partido poderia estar com qualquer candidato a governador que garantisse o palanque de Eduardo Campos aqui”. 

Provocado a respeito, o senador Valadares, que prometeu anunciar a posição do partido até dia 11, apesar de ratificar que a prioridade do PSB/SE é o palanque presidenciável, diz que “o momento é de muita reflexão e conversas com todos os grupos. Diante dessa nova realidade política em Sergipe, o PSB deve refletir e articular até dia 11. A posição tomada será definitiva, não há margem para recuos”. E completa: “Vamos continuar conversando com José Carlos Machado, com o PPS, o PRB com Armando Batalha agora e também com o PCdoB de Edvaldo Nogueira. Sobre o PSC, há prefeitos e lideranças do PSB que são contra lideranças do PSC. Então essa aliança tem essa dificuldade, porque a política é feita na base. Então Valadares Filho explicou isso a Amorim, mas da parte dele foi mostrado um otimismo grande para que essa situação se resolvesse. Isso foi bom. Então não há nada contra eles, é mais por conta do plano político”, explanou o senador Valadares. 

Sobre João Alves, o senador diz que é o momento de “deixa-lo à vontade. Pelo histórico dele, João foi governador três vezes e nunca renunciou seu mandato para nada. Ele tinha todo direito, tinha densidade eleitoral, mas decidiu não sair. Vejo que ele foi coerente. O momento é de cuidar de Aracaju e buscar recursos junto ao governo federal. Talvez seja até um momento mais do que delicado. Ele vai conversar com seus aliados para tomar suas decisões. Até porque ele já terá os pré-candidatos a deputado estadual e federal cobrando uma posição a esse respeito”, analisou Valadares. 

O senador cita ainda que o presidente estadual do PSB, o deputado Valadares Filho, vem buscando com Machado um entendimento, do mesmo modo que, nacionalmente, especula-se que o partido busca harmonia com o candidato tucano à Presidência, Aércio Neves, ao menos para uma junção em segundo turno. “Foi colocado a Machado que, caso João não fosse candidato ao governo, a melhor chapa para o PSDB em termos de legenda (para deputados) seria a nossa. E isso está sendo conversado. Machado também deve conversar com Aércio ainda”, disse ele. De igual modo o PSC também articula seguir com a aliança com o PSDB e DEM, e tenta aglutinar isso incluindo o PSB. Indagado sobre esse espiral envolvendo João, Valadares e o senador Eduardo Amorim (PSC), o senador diz ainda que o PSB continua dialogando.

Raíssa Cruz

Universo Político.com

terça-feira, 25 de março de 2014

João entrega 20 novas viaturas à Guarda Municipal

Os carros custarão à Prefeitura R$ 25 mil mensais


Vinte viaturas da Guarda Municipal de Aracaju foram entregues em solenidade realizada na tarde desta terça-feira, 25 na Praça Fausto Cardoso pelo prefeito João Alves Filho (DEM). Os carros são alugados e a Prefeitura vai gastar R$ 25 mil por mês.

“Nós optamos por alugar as viaturas porque fica muito mais barato para dar a manutenção. O custo ficará de R$ 25 mil por mês, mesmo assim gastaremos menos do que se tivéssemos comprado os carros”, diz João Alves Filho acrescentando que as novas viaturas vão atuar nos locais em que mais a população estiver necessitando.

De acordo com o assessor de Comunicação da Guarda Municipal, Rogério César Santos, com as novas viaturas, o órgão passará a contar com 30 veículos.

“Quando o prefeito assumiu, nós contávamos com apenas quatro carros, assim mesmo bem danificados. Agora com essas 20 novas, formamos 30. Os carros darão suporte principalmente nos terminais de Integração, nos mercados centrais, nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs)”, explica.

Aldaci de Souza

Fonte: Portal Infonet

sábado, 2 de novembro de 2013

Aspra Sergipe participa do II Encontro Regional Nordeste da Anaspra

Aconteceu durante toda a manhã e tarde desta quinta-feira, 31, no Radisson Hotel em Aracaju, o II Encontro Regional Nordeste da Anaspra (Associação Nacional das Entidades Representativas de Praças Militares Estaduais). O evento foi organizado pela Anaspra e pela Amese (Associação dos Militares de Sergipe), com o apoio do deputado federal Mendonça Prado (DEM/SE), e contou com a participação de representantes de associações de praças militares de vários estados do Nordeste e de outras regiões.

A abertura do evento foi prestigiada pelo governador em exercício Jackson Barreto(PMDB), pelo prefeito de Aracaju, João Alves Filho (DEM), pelo Comandante da Polícia Militar de Sergipe, coronel Maurício Iunes e várias outras autoridades. Entre os visitantes, oficiais e praças com mandato parlamentar em seus estados, a exemplo dos deputados estaduais Sargento Aragão (TO) e Major Rocha (AC), dos vereadores Soldado Prisco (Salvador/BA) e Capitão Vagner (Fortaleza/CE), e do deputado federal Major Fábio (PB).

O presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Sergipe, deputado Capitão Samuel (PSL) também prestigiou a abertura do evento, mas o que chamou a atenção de muitos dos presentes e foi alvo de vários comentários posteriores foi o fato de o deputado não ter sido convidado pela organização do evento para compor a mesa, possivelmente por conta das divergências políticas entre o deputado e o presidente da Amese, sargento Jorge Vieira.

Por outro lado, embora também divirjam em diversas situações, o presidente da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Sergipe (Aspra/SE), sargento Anderson Araújo, recebeu o convite do sargento Vieira para participar do evento e esteve presente durante todo o encontro representando a Aspra Sergipe, que também é filiada a Anaspra.

Temas

O Encontro Regional da Anaspra serviu para o debate de temas polêmicos e de extremo interesse para os militares estaduais. As palestras e debates orbitaram entre a questão da desmilitarização das polícias e a instituição do ciclo completo de polícia, além da discussão acerca da necessidade de criação de um fundo nacional para a segurança pública, capaz de garantir entre outras coisas o pagamento do tão sonhado piso nacional dos policiais e bombeiros do Brasil.

Os palestrantes Dr. Elias Miler, coronel da reserva remunerada da PM paulista, e o Dr. Túlio Vianna, professor de Direito Penal da UFMG, contribuíram para abrilhantar o evento. O coronel Miler, que falou sobre o ciclo completo mitigado, chegou a surpreender alguns ao se declarar favorável à desmilitarização das PMs, pouco defendida no alto escalão do oficialato. Já a desmilitarização foi o tema apresentado pelo Dr. Túlio Vianna, que também defendeu a criação de uma polícia única e de ciclo completo.

Homenagens

Durante o evento algumas personalidades foram homenageadas, entre elas a promotora de justiça Dra. Euza Missano, o radialista George Magalhães, o jornalista Munir Darrage, o advogado Márlio Damasceno e o soldado reformado Damião dos Santos, que mesmo sem ambas as pernas, amputadas em consequência de um disparo de arma de fogo recebido na coluna durante uma ocorrência policial, na qual agiu no cumprimento do seu dever, tornou-se um símbolo da luta dos militares sergipanos, estando sempre presente nas mais diversas manifestações promovidas à época pelas "Associações Unidas".

Ao final foi feita a última homenagem, sendo que o agraciado foi o deputado federal Mendonça Prado, que recebeu o carinho de todos os integrantes da diretoria da Anaspra e de suas filiadas presentes no Encontro. O motivo desta homenagem e das várias manifestações de apoio ao deputado foi a sua luta constante em prol da PEC 446/300, da Lei da Anistia e de tantas outras questões relativas à classe militar e à segurança pública de modo geral. O deputado abraçou as causas dos militares, transformou o seu gabinete em um ponto de encontro das lideranças de associações em Brasília, está sempre acompanhando essas lideranças na Câmara em busca de soluções para os problemas apresentados e com toda essa atenção dispensada acabou conquistando o respeito, a admiração e até mesmo a amizade de militares nos quatro cantos do Brasil, além de um carinhoso apelido - Cabo Mendonça.

A exemplo dos demais companheiros, o sargento Araújo também fez questão de manifestar o reconhecimento da Aspra Sergipe ao trabalho desenvolvido por Mendonça Prado. "Independente de questões políticas ou ideológicas, há que se fazer o justo reconhecimento àqueles que trabalham em prol da classe militar e que se comprometem verdadeiramente com a causa, e em nome da Aspra, de forma muito independente, quero fazer esse reconhecimento", declarou o presidente. "Fico feliz em ver que sua participação no 5º Enerp em Natal para falar sobre a PEC 300 a nosso convite, à época como Diretor de Intercâmbio da Anaspra, não foi algo pontual, mas marcou o início de uma grande relação entre o senhor e a Anaspra, e com os militares de todo o Brasil", disse Araújo.

Governador em exercício e Prefeito de Aracaju prestigiam o evento

Policiais militares presentes no Encontro da Anaspra


 Representantes de associações de vários estados homenageiam Mendonça Prado

Sargento Araújo manifesta o reconhecimento da Aspra Sergipe à atuação de Mendonça Prado nas questões de interesse da classe militar

Fotos: Assessoria Parlamentar do Dep. Mandonça Prado

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Prefeito prestigia Encontro Regional da Anaspra


 
Fotos: Sergio Silva

O prefeito João Alves Filho participou na manhã de hoje, 31, no auditório do Hotel Radisson, da abertura do II Encontro Regional da ANASPRA (Associação Nacional de Praças) do Nordeste, para discutir assuntos pertinentes ao Policial Militar e Bombeiro. O evento foi promovido pela AMESE (Associação dos Militares do Estado de Sergipe) com o apoio do deputado federal Mendonça Prado e prossegue durante todo o dia.

Além do debate sobre piso salarial e condições de trabalho para o policial militar e bombeiro, um dos aspectos fundamentais do encontro é a discussão da desmilitarização. Sobre esses aspectos, o prefeito João Alves disse que existe a necessidade de um maior envolvimento do Governo Federal, pois apenas o Estado não consegue abranger todas as questões.

"Sergipe no quesito valorização do profissional militar tem sido exemplo para o país. Tenho pessoalmente uma longa passagem na vida pública e todos sabem do meu respeito pela Polícia Militar. Mais do que nunca, o Brasil precisa voltar os olhos para a questão da segurança, pois o crime organizado nunca esteve tão forte nesse país. É preciso uma maior participação do Governo Federal na polícia Militar", destacou o prefeito.

Preocupado com a segurança na capital sergipana, João Alves não tem medido esforços para que a Guarda Municipal esteja equipada e apta a colaborar com a Polícia Militar do Estado contra o crime organizado que, para ele, é a grande "peste" do século XXI.

"Nunca precisamos tanto que houvesse um investimento maciço nas polícias. O Brasil hoje fenômenos terríveis como o crime organizado. Por sentirmos a necessidade de uma maior segurança, investimos na Guarda municipal, inclusive tivemos uma audiência com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para discutir os projetos que queremos desenvolver para a segurança. A União precisa entender que deve aumentar sua presença em três segmentos: na educação, na saúde e na segurança pública, que não é mais uma questão restrita ao Estado. Estou solidário a todo esse esforço, e ao Deputado Mendonça Prado que é um exemplo nessa luta e tem se destacado em nível nacional como líder inconteste no Congresso, e teve uma participação decisiva para que esse Encontro fosse realizado em Aracaju", garantiu o prefeito.

O presidente da ANASPRA, Pedro Queiroz, disse que existe uma luta constante da categoria para a valorização do profissional militar. "Discutiremos temas relevantes que hoje é debatido em todo o país. Fico muito feliz em ver numa mesma mesa representantes dos diversos órgãos, Federal, Estadual e Municipal. A solução é exatamente essa, a união de forças para um diálogo sobre segurança".

Fonte: Site Oficial da Prefeitura de Aracaju

quinta-feira, 18 de abril de 2013

O Pré-Caju e a mobilidade urbana

Impedir a livre circulação significa negar o direito à cidade

A livre locomoção pelo espaço urbano é um direito garantido constitucionalmente aos cidadãos brasileiros. O direito de ir e vir, de transitar livremente a pé ou por algum veículo, é parte fundamental do direito à cidade.

É esse direito que é negado a boa parte da população aracajuana por mais de dois meses, período em que ocorrem a montagem, os dias de festejo e a desmontagem de toda a estrutura da maior festa privada da capital sergipana, o Pré-Caju. Ruas são interditadas, pontos de ônibus desativados, ciclovias e calçadão fechados. Tudo isso durante os meses de dezembro e fevereiro, época em que muitos trabalhadores estão de férias e podem caminhar pelo calçadão durante o dia, momento em que crianças e adolescentes estão sem aulas e podem aproveitar melhor a ciclovia, ocasião em que turistas visitam Aracaju e desejam passear pela cidade.

Afinal, nunca é demais lembrar que a Avenida Beira-Mar não é apenas o local em que estão os maiores e mais caros prédios da capital sergipana. A Beira-Mar não é somente o lugar onde vive boa parte da elite aracajuana. A Beira-Mar é uma avenida central para a vida urbana em Aracaju, é a principal via de ligação entre as regiões Norte e Sul da capital, é uma importante conexão entre Aracaju e os outros municípios da região metropolitana.

Por isso, impedir a livre circulação – por carro, bicicleta ou a pé – pela Avenida Beira-Mar, durante dois meses, significa negar à população o direito à cidade.

Esse é um assunto que vai e vem está em debate na sociedade e na agenda política local, principalmente pelo Fórum em Defesa da Grande Aracaju que, vocalizando um desejo de parte considerável da população, reivindica a mudança de lugar de realização da festa.

Durante uma Tribuna Livre específica para discutir o tema na Câmara Municipal essa semana, o vereador Vinícius Porto criticou o Fórum em Defesa da Grande Aracaju por não apresentar uma nova proposta de local para a festa. Será que o atual presidente da Câmara esqueceu que foi eleito vereador, justamente, para discutir e, junto com a população, encontrar soluções para os problemas da cidade?

Não é dever da população sozinha apontar as soluções para os problemas. Essa é uma responsabilidade que deve ser compartilhada, de forma democrática, entre poder público municipal (Executivo e Legislativo) e sociedade.

Se entendesse dessa forma, o prefeito João Alves Filho faria bem em reverter a decisão de ceder em 2014 a Avenida Beira-Mar por dois meses para a Associação Sergipana de Blocos e Trios e convocar os órgãos públicos e as entidades da sociedade interessadas no tema para debater o local de realização da festa no próximo ano.

Por fim, acredito que discutir abertamente o local do Pré-Caju é importante porque diz respeito à mobilidade urbana, mas outros aspectos da festa também precisam ser discutidos a fundo pela população aracajuana, principalmente a relação do evento com os músicos locais e a cultura sergipana e a ausência de transparência sobre os recursos e patrocínios públicos envolvidos no festejo. Esses temas serão, certamente, tratados em outros momentos nessa coluna.
 
Fonte: Blog do Jornalista Paulo Victor

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

João Alves proíbe trios elétricos entre o Iate e o Posto Aracaju no Pré-Caju

Ontem, 2, o prefeito João Alves Filho (DEM) realizou sua primeira reunião com o secretariado e determinou a proibição de tráfego de trios elétricos entre o Iate Clube e o Posto Aracaju.Segundo ele, a prefeitura tem estudos que provam a pouca resistência da área. Nas marés cheias, as ondas ultrapassam as calçadas. Com isso, o Pré-Caju será iniciado a partir do Posto Aracaju.
 
Fonte: Ne Notícias

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Quatro órgãos vinculados à Secretaria de Defesa Social

A nova secretária Georlize Teles vai criar Cinturão da Guarda
Georlize em conversa com o prefeito João Alves na solenidade desta manhã (Foto: Cássia Santana/Portal Infonet)
A delegada de Delitos de Trânsito Georlize Oliveira Teles está aguardando os trâmites legais para se afastar do cargo e assumir a Secretaria Municipal de Defesa Social e Cidadania. A pasta englobará a Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), a Coordenadoria do Direito do Consumidor (Procon), a Defesa Civil e a Guarda Municipal. Ela adiantou que fará um "Cinturão da Guarda Municipal" com municípios da Grande Aracaju.
Na SMTT, assumirá o inspetor da Polícia Rodoviária Federal, Nelson Felipe da Silva Filho. O diretor de trânsito será o capitão José Luis Ferreira. O titular da Defesa do Consumidor será Arivaldo Barreto, da Guarda Municipal, Enilson Aragão, ex-comandante do Policiamento da Capital e na Coordenadoria da Defesa Civil, assume o ex-comandante do Corpo de Bombeiros, Reginaldo Moura.
Durante a solenidade de posse dos secretários do prefeito João Alves Filho (DEM), na manhã desta quarta-feira, 2, Georlize Teles falou sobre os desafios. “Nós sabemos das dificuldades da Secretaria de Defesa Social que possui quatro pastas vinculadas a ela. Mas os desafios estão aí para serem vencidos e com uma equipe competente e com compromisso, a gente acredita que vai dar certo”, ressalta.
“O grande desafio é a questão do trânsito, além da questão do auxílio à segurança do nosso município. Essa secretaria foi criada em abril de 2011, mas só começou a funcionar efetivamente em setembro de 2012, ela não é nova, entretanto os desafios que se apresentam é que são novos, uma vez que ela não funcionava”, enfatiza Georlize Teles.
Sobre a Guarda Municipal, vinculada à pasta, ela adiantou que vai realizar concurso público no sentido de aumentar o efetivo. “E quanto aos guardas com situação irregular, vamos analisar cada caso para verificar a possibilidade de reenquadrá-los”, diz acrescentando que vai articular com os municípios da Grande Aracaju [São Cristóvão, Nossa Senhora do Socorro e Barra dos Coqueiros] um cinturão da Guarda Municipal, numa política de atuação conjunta.
Por Aldaci de Souza
Fonte: Portal Infonet

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

O velho discurso de corte no orçamento

A ladainha é a mesma e não se sustenta

Faz alguns dias que o Governo do Estado distribuiu entre toda a imprensa uma peça publicitária que se faz passar por “jornalismo”, mas na verdade é propaganda oficial de uma ideia, em forma de notícia paga com recursos públicos, para anunciar, com pompa e solenidade quase orgástica, que o “gasto” com pessoal em Sergipe ultrapassou o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal. Faltou apenas o foguetório tradicional das inaugurações.

Em razão de tão “trágica e avassaladora” situação, o governador Marcelo Déda “foi obrigado” a anunciar um corte de R$ 1,3 bi na verba de custeio do Orçamento do Estado, isto é, na verba que coloca a máquina pública para funcionar, o combustível, o telefone, água, luz, material de expediente, etc. Um corte de um volume absurdo e inédito: R$ 1,3 bi de custeio? É impossível isso.

Ocorre que esse anúncio “dramático” pago, repetido e insistido pelo governador e secretário da Fazenda por dias na mídia tem endereço certo: os servidores públicos. Muitas categorias têm direito a reajustes legais de salário, têm plano de carreira a serem cumpridos e outros, com justiça, buscam isso. Em outras palavras: nada este ano, no máximo, a inflação linear.

Esse discurso de corte no orçamento alegando-se crise, redução de receitas e crescimento da folha é velho, ultrapassado, vem de longe e não se sustenta na prática. Na própria página na Internet do Governo, ano a ano, esse falatório se repete e já se torna enfadonho. É um copia e cola de anos anteriores. É vício de Governo. Foi assim nos longos anos de Albano Franco e João Alves Filho.

A ladainha é a mesma: crise, corte no custeio, congelamento dos salários dos servidores efetivos, comissionados ficam intocáveis e amplos e fortes investimentos em obras garantidos. O mais incrível é que a culpa da “crise” – bem trabalhada por marqueteiros de plantão – é sempre e única dos servidores.

O Dieese, que assessora sindicatos na análise econômica, vem estudando o orçamento oficial do Estado faz anos. Quando se contrasta às informações passadas pelo Governo através da mídia e os números reais e históricos do orçamento, acaba-se desmontando quase todos os argumentos de “terra arrasada” apresentados pelo Governo.

Quando o governador carrega na expressão que o Estado “ultrapassou” o limite prudencial, seria prudencial informar os números com clareza. Esse “ultrapassou” foi de apenas e tão somente 0,3%, nada de uma pequena redução nos milhares de cargos em comissão não resolveria. O índice é de 46,55% e o Estado chegou a 46,89%.

Outro detalhe. No último ano do Governo João Alves Filho (2006) esse percentual ficou em 42,88% e nos últimos cinco anos só aumentou 4%, mesmo depois de todos reajustes, recuperação de perdas e concursos públicos. Vale lembrar que o limite máximo de gasto no Executivo é de 49%. Há várias denúncias que o crescimento desse índice é fruto da ilegal ação do Governo do Estado de absorver com recursos do Executivo os pagamentos de altíssimas aposentadorias e pensões vindas do Legislativo, Tribunal de Contas e Judiciário. Se isso se confirmar, é um escândalo de grande impacto.

Dois outros detalhes chamam atenção na propaganda festiva do corte: um é a veemência absoluta do governo em garantir de mãos juntas que nenhum centavo de investimento em obras será cortado, isto é, dinheiro a rodo tem para empreiteiros. O outro é o silêncio sobre cortes nos valores e quantidade de cargos em comissão. A CUT/SE, por exemplo, pediu que o Ministério Público do Estado procurasse saber onde estão e o que fazem cerca de 3,5 mil altos cargos comissionados na Casa Civil. A LRF impõe que o primeiro corte que deve ser feito nessa turma para que o Estado se ajuste.

Para encerrar, algumas datas. 17/07/2007: “o governador avalia como positivas as medidas de corte no custeio, combate ao desperdício e à corrupção.” 08/01/2008: “Sergipe economizou R$ 184 milhões em despesas de custeio até novembro de 2007”. 02/01/2009: “Déda alertou para o momento delicado vivido mundialmente por conta da crise econômica... mas já foram liberados quase R$ 60 milhões para Ponte Indiaroba-Estância. Teremos também a construção do Terminal Pesqueiro de Aracaju. Dois outros projetos serão examinados como prioritários: a reforma do Batistão e a construção da Orla da Coroa do Meio”.

E tem mais: 11/02/2009: “Déda determina redução de gastos gerada por queda na arrecadação do ICMS”. 25/04/2009: “Déda determina mais contingenciamento nas despesas de custeio do Estado”. 24/08/2009: A Revista Exame destaca que Sergipe tem uma gestão eficiente porque prioriza o corte nas despesas de custeio e o aumento dos investimentos em obras de infraestrutura. 11/09/2009: “Governador determina a gestores mais contingenciamento no custeio”. 15/03/2010: “Apuração das receitas do 1º bimestre aponta para manutenção de contingenciamento”. 18/03/2010: “Política de investimentos do Governo do Estado em obras não será afetada em 2010”. 07/02/2011: “O governador determinou um corte de R$ 1,3 bilhão nas despesas de custeio”.

Fonte: Blog do Jornalista Cristian Góes  (http://www.infonet.com.br/josecristiangoes/)

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Capitão Samuel: “Governo Marcelo Déda está perseguindo três militares”

Na tarde desta segunda-feira, 12, o deputado estadual Capitão Samuel (PSL), ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa para criticar a conduta do atual Governo, que segundo o parlamentar estaria perseguindo três militares da Polícia Militar de Sergipe. Os sargentos Jorge Vieira da Cruz, Edgard Menezes e o cabo Palmeira que representam a categoria através de associações militares do Estado. “A nossa legislação é arbitrária, por isso, hoje esses militares estão respondendo um PAD – Processo Administrativo, dentro da corporação por um motivo que não corresponde a conduta militar, o sargento Jorge Vieira, por exemplo, tem um comportamento excelente e mesmo assim está respondendo um processo que pede a sua expulsão da corporação, ontem à noite o sargento Vieira, foi internado às pressas no Hospital Primavera com problemas de saúde”, desabafou o deputado.

Segundo o Capitão Samuel esse tipo de perseguição é comum para o sistema, antes do governo Marcelo Déda, existiu problemas com alguns militares no Governo de João Alves Filho, mas pelo menos o governador da época mandou os militares para a reserva e garantiu o salários desses homens, disse Samuel Barreto, indignado com a situação atual dos colegas.

Para o deputado o sistema tem pressionado muito os militares por conta de um trabalho forte que até hoje reflete bons frutos para a categoria. “Hoje a categoria militar não é mais a mesma, somos fortes, pensamos, reagimos e não admitimos atitudes como estas, acabou-se o tempo do marcha soldado cabeça de papel, se não marchar direito vai preso no quartel, essa era já passou. Hierarquia e disciplina se mantém com atitude”, afirmou o parlamentar.

Samuel Barreto finalizou seu pronunciamento fazendo um apelo as autoridades e ao Governo do Estado para reverem a situação dos militares, pois, se perderem suas fardas, perderão também seus salários e sacrificarão suas famílias.

Fonte: Assessoria Parlamentar (Chris Brota)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Déda se reelege e continuará no comando do Estado

O Governador Marcelo Déda garantiu neste domingo, 3, mais quatro anos de mandato à frente do Estado de Sergipe. Déda venceu mais uma disputa direta contra o seu maior opositor, o ex-Governador João Alves Filho, ganhando as eleições no primeiro turno.

Déda elegeu também os dois senadores da sua coligação, Valadares e Eduardo Amorim, e ainda dezessete dos vinte e quatro deputados estaduais e sete dos oito deputados federais. Neste caso em particular, há que se considerar ainda a situação de Rogério Carvalho, que não teve seus votos computados e que pode mudar o cenário da Câmara a depender da decisão do TRE quanto à sua candidatura.

Veja abaixo a lista completa dos eleitos, com seus respectivos partidos e número de votos:

GOVERNADOR
1

MARCELO DEDA
PT
537.223 (52,08%
SENADOR
1

EDUARDO AMORIM
PSC
625.959 (33,65%)
2

VALADARES
PSB
476.549 (25,62%)
DEPUTADO FEDERAL
1

VALADARES FILHO
PSB
95.680 (10,49%)
2

MENDONÇA PRADO
DEM
89.641 (9,83%)
3

ANDRE MOURA
PSC
83.641 (9,17%)
4

LAERCIO OLIVEIRA
PR
79.514 (8,72%)
5

ALMEIDA LIMA
PMDB
75.082 (8,23%)
6

PASTOR HELENO
PRB
61.598 (6,75%)
7

MARCIO MACEDO
PT
58.782 (6,44%)
8

FABIO REIS
PMDB
56.208 (6,16%)
DEPUTADO ESTADUAL
1

ADELSON BARRETO
PSB
61.598 (5,79%)
2

CAPITAO SAMUEL
PSL
43.370 (4,08%)
3

JEFERSON ANDRADE
PDT
33.726 (3,17%)
4

MARIA MENDONÇA
PSB
32.937 (3,10%)
5

LUIZ MITIDIERI
PSDB
30.296 (2,85%)
6

JOAO DANIEL
PT
29.936 (2,81%)
7

SUSANA AZEVEDO
PSC
29.925 (2,81%)
8

VENÂNCIO FONSECA
PP
27.796 (2,61%)
9

CONCEICAO VIEIRA
PT
27.378 (2,57%)
10

GARIBALDE MENDONÇA
PMDB
26.074 (2,45%)
11

DRA ANGELICA
PSC
25.797 (2,43%)
12

ZE FRANCO
PDT
25.424 (2,39%)
13

AUGUSTO BEZERRA
DEM
24.641 (2,32%)
14

ZECA
PSC
23.842 (2,24%)
15

ARNALDO BISPO
DEM
23.736 (2,23%)
16

GORETTI REIS
DEM
23.157 (2,18%)
17

PAULINHO DA VARZINHAS FILHO
PT do B
23.054 (2,17%)
18

ZEZINHO GUIMARAES
PMDB
22.499 (2,12%)
19

FRANCISCO GUALBERTO
PT
22.220 (2,09%)
20

PASTOR ANTONIO
PSC
21.308 (2,00%)
21

ANA LUCIA
PT
20.000 (1,88%)
22

GUSTINHO RIBEIRO
PV
15.654 (1,47%)
23

DR GILSON ANDRADE
PTC
15.395 (1,45%)
24

MUNDINHO DA COMASE
PSL
13.821 (1,30%)

Postagens populares