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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Deputado diz que comando persegue policiais militares

O deputado estadual capitão Samuel Barreto (PSL), presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa, está acusando o comandante da PM/SE de perseguir subordinados. Segundo Samuel, “o dono do mundo age como ditador. Se algum subordinado reclamar ou fazer algum comentário sobre a policia militar, ele abre procedimento e pune”, acusa Samuel.

A irritação do parlamentar é por conta de que 400 cabos da policia militar se preparam fazendo curso para promoção e ao final, segundo Samuel, às vésperas da promoção eles foram informados de que apenas 200 seriam promovidos a sargento. “Ele pegou 400 cabos, fez o curso e ao final, depois que todos se prepararam, tiveram gastos com fardas, roupas para os familiares, o comandante chega e avisa que apenas 200 serão promovidos. Isso causou uma revolta muito grande dentro da tropa e como eles não podem reclamar eu fui procurado por dezenas de PMs que reclamam do que está acontecendo”, conta o deputado.

Samuel Barreto explica ainda que a decisão do comando não afeta apenas os cabos que fizeram o curso, mas também os soldados que seriam promovidos e ocupariam as vagas abertas. “Ele não está prejudicando apenas os cabos. Ele também prejudica 200 soldados que seriam promovidos, inclusive alguns que esperam a dezenas de anos por uma promoção que nunca vem”, reclama Samuel.

Prova de tanta perseguição foi um fato recente em que um soldado foi punido por conta de ter postado em sua rede social uma critica a um curso que estava sendo realizado e por conta disso foi aberto uma sindicância e o soldado foi condenado a 5 meses em regime aberto. “Isso sim é perseguição. Estão agindo de forma ditatorial. Veja se pode alguém ser punido por ter postado um comentário em sua rede social. Cadê a liberdade de expressão?”, questionou o comandante.

Fonte: Perfil da Assomise no Facebook

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Subtenente Ricardo Garcia cria personagem para criticar a PM

Subtenente Ricardo. Arquivo Portal Extra

Ele é o subtenente Misso. Nome de guerra: SubMisso. O personagem, criado pelo subtenente Ricardo Garcia, foi a forma encontrada pelo PM, reformado há um ano, de mostrar o dia a dia dos policiais militares e ser “a voz dos companheiros”.

- É um jeito descontraído de chamar a atenção para problemas sérios de desvalorização profissional. Durante 33 anos servi à instituição e sei que quem está lá só tem o direito de ser submisso, de ser boneco - diz.

Se o boneco SubMisso é a voz dos PMs, o “YouTube” é a boca. Lá, Garcia hospedou no próprio canal (Subtenente Ricardo Garcia) o primeiro vídeo, que aborda o processo de pacificação de comunidades, entre outros assuntos, sob o título “TPM virtual”. SubMisso deve ganhar um canal próprio na sexta-feira, com a chegada do segundo episódio.

O destaque serão os gastos com a importação de cães que, segundo Garcia, chega a custar R$ 30 mil cada.

- Há um problema sério no trabalho do policial, que passa por toda a sociedade e pela instituição. O PM não está sendo valorizado por ninguém. Isso precisa ser pensado - ressalta.

Garcia diz não ter medo de perseguição. E afirma que tem feito mais amigos do que inimigos. O apoio chega na forma de e-mails, com relatos de policiais. As histórias serão contadas ao longo dos programas (o endereço para participações é garcia-domingos@ig.com.br ). O trabalho é feito à noite, em um estúdio improvisado em casa, no Fonseca. Nele, câmeras amadoras ocupam gruas feitas à mão. O cenário foi construído por Garcia.

- Eu estou fazendo tudo, desde o roteiro até a edição final. Também não tenho como pagar uma equipe, já que minha aposentadoria é de R$ 1.200, depois de 33 anos servindo a PM. Mas me orgulho de não ter me corrompido, tento passar isso para quem está lá - explica. O item mais caro é o astro SubMisso, que foi comprado por um vizinho de Garcia nos Estados Unidos. Já o boneco do “contrarregra” e “sonoplasta” foi mais barato.

Uma carreira marcada por polêmicas

A carreira militar de Garcia, encerrada no 12º BPM (Niterói), onde ficou por uma década, foi marcada pela polêmicas. Em 1999, ele se tornou o primeiro policial da ativa a escrever um livro: “O direito de não ter direito” rendeu, segundo o autor, 15 transferências de batalhões em um ano, de Campo Grande a Niterói. Depois, gravou o rap “Pancadão do PM”. A Polícia Militar informou que não vai se pronunciar sobre o novo boneco e nem a respeito das denúncias feitas por Garcia.

Fonte: Blog SOS Policiais Militares

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Corpo de Bombeiros tem novo comandante. Sai Coronel Nailson e assume Coronel Dória

Coronel Nailson. Foto Arquivo Aspra

O corpo de Bombeiros do estado de Sergipe, tem novo comandante a partir da próxima segunda feira (14). Sai Nailson e assume Dória. Acusado de persguir seus subordinados, o coronel acaba perdendo o comando.

O governador Jackson Barreto (PMDB), exonerou na tarde desta quinta-feira (11), o comandante do Corpo de Bombeiros do estado de Sergipe, coronel Nailson Santos Melo. O novo comandante que deve assumir na próxima segunda-feira será o coronel Dória e o sub-comandante o coronel Ivan.

As primeiras informações são de que o coronel Nailson Melo vinha perseguindo seus subordinados e por conta disso, na tarde de hoje ele foi convocado pelo governador que comunicou a sua saída do comando. O coronel Nailson Melo não se pronunciou sobre o fato e até o momento o que se sabe é que o sub comandante também teria sido exonerado pelo governador.

Em entrevista ao radialista Jailton Santana, no programa jornal da Ilha segunda edição, o sargento do BM, Neime, disse que “a saída do coronel aconteceu por conta das perseguições. Eu não fui expulso graças ao trabalho do Alex Carvalho que colocou ao vivo a situação, senão eu estaria fora da corporação”, contou o sargento Neime.

Fonte: Faxaju

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Mato Grosso: Sargento da PM acusa oficiais de tortura e cárcere privado

Ocorrência ainda envolve denúncia de contrabando contra militares

O sargento da Polícia Militar Antônio Elísio Moreira, 36 anos, que está lotado na base comunitária de Segurança São Matheus, em Várzea Grande, MT, registrou um boletim de ocorrência contra um tenente-coronel e um aspirante pelos crimes de abuso de autoridade, violação de domicílio, calúnia, tortura e ainda alega ter sido mantido em cárcere privado pelo alto escalão da Polícia Militar em Várzea Grande.

No boletim, lavrado no dia 13 de junho na Central de Flagrantes, o sargento relatou que está sofrendo uma perseguição após ter descoberto um caso de contrabando de cigarros em um caminhão dentro de um galpão na rodovia dos Imigrantes no dia 6, em que o motorista afirmou ter policiais militares envolvidos.

Porém, no momento em que iria checar a situação, o PM alega ter sido acionado para atender outra ocorrência de maior relevância. Porém, a denúncia não era verdadeira e tinha objetivo apenas de retirá-lo da cena que comprometeria oficiais do alto escalão da PM.

Ainda no boletim, o sargento afirma que no dia 12, quando se preparava para assistir a estreia do Brasil na Copa do Mundo, a sua casa foi invadida pelo tenente-coronel Vitório e pelo Aspirante Bartolomeu, dizendo que o alto escalão do Comando Regional de Várzea Grande (CRII) queria falar com ele.

O sargento também relata que foi levado para uma sala do 4° Batalhão, onde estavam o Comandante Regional,  coronel Paredes, o major Juliano, o capitão Thibério, um oficial da corregedoria. Na reunião, o tenente-coronel Vitório acusou o sargento de estar envolvido com o caso de contrabando de cigarros, descoberto no dia 6, e que teria recebido R$ 25 mil para liberar a carga dos criminosos.

Após ouvir as acusações e ter um depoimento recolhido, o sargento disse que foi mantido preso dentro do 4° Batalhão até o final da tarde.

Primeiro boletim

A ocorrência de contrabando foi registrada no dia 6 de junho, às 11 horas. Nela, foi narrada as prisões de Revisson Silva Santos, 27, e Aparecido Correa da Silva, 50 anos.

De acordo com boletim, os dois suspeitos estavam com uma carga de cigarros em um caminhão na Rodovia dos Imigrantes por volta das 4h, e foram abordados por um policial militar, que fez a apreensão do veículo e exigiu a quantia de R$ 50 mil para liberá-lo.

A dupla foi presa na manhã do mesmo dia, quando foram ao local combinado para fazer o pagamento da primeira parcela do pagamento ao policial. O valor seria de R$ 25 mil.

O caso está cercado de mistério porque o caminhão com a mercadoria contrabandeada ainda não foi localizado. A Corregedoria da PM irá investigar as duas denúncias.

Fonte: Blog do Anastácio/PEC 300

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Bahia: Soldado da Polícia Militar comete suicídio e deixa carta responsabilizando Governo e Comando

 Carta deixada pelo jovem

Soldado Jefferson Amaral

O Soldado da PM Jefferson Amaral, que trabalhava na 1ª Companhia do 15º Batalhão na cidade de Itabuna, cometeu suicídio na tarde de terça-feira (27) no bairro Fátima. O Soldado que segundo informações era perseguido na Cavalaria, Companhia onde trabalhou antes de pedir transferência para a 1ª Companhia, não teria sido polpado de perseguições na sua nova unidade. 

Em uma emocionante carta deixada pelo Soldado, essas informações passadas pelos amigos podem ser confirmadas. O policial deixa o que tem para a sua namorada, única pessoa que conseguiu compreendê-lo e tentou ajudar. Jefferson desabafou contra os pais, contra os comandantes do 15º BPM Itabuna, que aliás é apelidado em toda a Bahia como "Péssimo Quinto" pela fama que os comandantes tem de perseguir os comandados e por fim culpou os políticos de modo em geral, dando destaque ao Governador Jaques Wagner (PT).

Talvez essa carta escrita em um momento trágico da vida desse jovem possa trazer à tona uma série de discussões, como a necessidade de desmilitarizar a PM e por fim de uma vez a esse regime castrense retrógrado, o tratamento que a classe política tem dado ao nossos policiais, mais especialmente ainda o tratamento humilhante e degradante a que alguns comandantes submetem os seus comandados.

Infelizmente esse jovem suicidou, ele poderia ter tido um ataque de fúria ou um surto psicótico como ocorre em países como os EUA e ter atentado contra a vida desses que o maltrataram e depois cometer suicídio. Isso graças a Deus não aconteceu, o que demonstra que o jovem não queria vingança, apenas respeito. Por por isso ele deixa essa carta denunciando tais fatos.

sábado, 10 de maio de 2014

“Nosso objetivo é a extinção da Justiça Militar”, diz ex-sargento homossexual discriminado

Fernando Alcântara e Laci Araújo, sargentos assumidamente gays, denunciaram o Estado Brasileiro na OEA, acusando o Exército de ter praticado tortura psicológica e física contra eles


O governo brasileiro e o Ministério das Relações Exteriores foram notificados pela Organização dos Estados Americanos (OEA) a se manifestar sobre supostas violações de direitos humanos no caso dos sargentos homossexuais Laci Araújo e Fernando Alcântara, que acusam o Exército brasileiro de tortura psicológica e física. De acordo com a Secretaria de Direitos Humanos, a notificação está sendo analisada pela Advocacia Geral da União (AGU).

A história de Araújo e Alcântara veio a público em 2008, quando eles foram à imprensa denunciar o Exército por perseguição. De acordo com Fernando Alcântara, tudo começou em 2006, quando ele descobriu um esquema de corrupção no setor de Saúde. Posteriormente à denúncia, o ex-sargento revela que se tornou alvo de perseguição e que a sua relação homoafetiva com Araújo foi descoberta e utilizada como fator de desqualificação.

Depois que levaram a história aos meios de comunicação, Laci Araújo e Fernando Alcântara foram presos e acusados de comportamento antiético. À época da prisão, eles afirmam que foram torturados, perseguidos e que sofreram discriminação por orientação sexual. Araújo afirma que, em uma de suas prisões, foi espancado e sufocado com saco plástico. A denúncia por corrupção nunca foi investigada pelo Exército, tanto Araci quanto Alcântara foram reformados e, hoje, o companheiro de Fernando, que tem problemas de saúde, recebe um valor simbólico das Forças Armadas, não tendo seu tratamento médico custeado. Nos processos internos, os dois foram considerado culpados pelo crime de difamação contra o Exército.

Na conversa que você confere a seguir, Fernando Alcântara relata que o objetivo deles, hoje, mais do que conseguir uma retratação do Estado, é acabar com a Justiça Militar, pois, de acordo com Alcântara ela serve apenas para “perseguir e constranger”. Outra meta da luta deles é que a ação internacional sirva de exemplo para que tal fato nunca mais se repita.

A respeito de uma declaração das Forças Armadas, em 2012, de que aceita soldados LGBTs em seus quadros, Alcântara disse não acreditar e que, para desconstruir esse argumento basta pesquisar para descobrir quantos soldados são declaradamente homossexuais e quantos pediram a inclusão de seus parceiros no plano de saúde. Segundo o ex-sargento, não existe nenhum pedido desse tipo e que, portanto, a declaração das Forças Armadas não procede, já que, segundo Fernando, não é possível que em todo o Exército exista apenas um casal homossexual.

Fórum – Vocês acreditam que o governo vai se posicionar diante da denúncia da OEA?
Fernando Alcântara - O governo tem três meses para se pronunciar e isso já vem sendo contado desde janeiro e pela data do documento, eles teriam até o final de abril pra se pronunciar, temos a expectativa de que tenham se pronunciado no prazo, mas só teremos acesso a essa resposta depois que o CNDH [Conselho Nacional de Direitos Humanos] receber o documento. Esperamos que, com esse processo, além de uma retratação do Estado, isso não ocorra mais e que se tomem medidas para proteger pessoas. Esse processo no âmbito internacional serve para o país modificar a conjuntura nas Forças Armadas
Fórum – Em 2012, as Forças Armadas declararam que aceita LGBTs fora do armário em seus quadros. Você acredita nisso?
Alcântara - Eles usam esse tipo de argumentação com base num relatório que foi feito dentro do próprio Tribunal Militar. Fui conversar com uma ministra que hoje é do tribunal e ela informou que houve de fato um relatório que tratava dos casais homoafetivos, dizendo que poderiam estar nos planos de saúde. Eu a questionei quanto militares haviam requerido e ela disse que nenhum. É praticamente impossível você acreditar que exista apenas um casal. Nós não somos um caso isolado.
Fórum – Desde que o caso de vocês veio à tona, quatros anos se passaram. A vida de vocês sofreu muita transformação?
Alcântara - As marcas ficam pra sempre, mas o problema maior não é esse. O principal problema é você sofrer uma perseguição velada. O Laci teve a sua reforma declarada e no meu caso não, sendo que já tinha entrado com processo em 2008. Agora, o Laci foi declarado reformado e considerado incapaz de continuar no Exército e ele recebe simbolicamente o que vem a ser uma aposentadoria proporcional, que representa um terço do que ele recebia na ativa. Só que eles insistem em não facilitar e não franquear o tratamento, pois com um terço do salário você não consegue pagar a medicação da qual ele faz uso, ainda mais quando se trata de uma doença crônica que necessita de cuidados. Nós estamos brigando na justiça comum, mas, infelizmente as Forças Armadas tem um lobby muito forte. E na verdade, o Exército se comporta como um Estado à parte, ainda vive na ditadura.
Fórum – Em 2010 você tentou uma vaga no Congresso Nacional. Você pretende seguir na carreira política legislativa?
Alcântara - Eu não estou mais no PSB e tinha desistido, o processo eleitoral é muito desgastante e principalmente para quem propõe ideias novas, mas isso é parte do processo. Então, acabei migrando para o PCdoB, pois, o PSB, apesar de se colocar como um partido socialista, foi se juntar com uma fundamentalista, que é a Marina Silva. Então, pra mim, é mais viável estar próximo de um partido que tem um forte de poder articulação, inclusive pra interferir no processo eleitoral.
Fórum – Então você vai sair candidato pelo PCdoB?
Alcântara - Sou filiado ao PCdoB e me convidaram como pré-candidato a deputado distrital por Brasília.
Fórum – Vocês anseiam por uma reparação do Estado?
Alcântara - O processo internacional é diferente do processo interno judicial. O internacional busca conciliação para que o Estado cumpra algumas determinações, por que o Brasil é signatário da Carta Internacional de Direitos Humanos e aí eles vão determinar quais são as instâncias que devem proteger as pessoas vulneráveis nas Forças Armadas. Mas a nossa luta maior é a extinção da Justiça Militar. O tribunal da Justiça Militar funciona como um tribunal de exceção, onde as pessoas são constrangidas, por isso a nossa bandeira é a extinção dessa Justiça Militar. A Argentina está na vanguarda em vários assuntos e um deles é a extinção da Justiça Militar, a própria reparação com os familiares de desaparecidos, por que lá a Comissão é da verdade e da justiça. Portanto, as Forças Armadas do Brasil só vão atenuar a cultura da tortura, que faz parte da cultura militar, com essa mudanças.
Fonte: Portal Forum (http://www.revistaforum.com.br)

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Marco Prisco: Um dos homens mais perseguidos pelo militarismo no Brasil

Setores da imprensa, em vez de defender o respeito aos direitos humanos, preferiram fazer o jogo dos algozes. Isso não se faz...


Um homem é acusado de furtar um aparelho celular e acaba condenado por homicídio, sem nunca ter matado ninguém. Uma afronta repugnante aos direitos humanos, não? Pois foi mais ou menos isso que aconteceu com um dos militares mais conhecidos do Brasil.

Estamos falando de Marco Prisco Caldas Machado, que ficou conhecido em todo o Brasil durante o fervoroso período de greve dos policiais na Bahia. Perseguido como um criminoso, Prisco teve sua imagem ‘estuprada’ por setores da imprensa brasileira, comprometidos com o dinheiro que recebe dos governos.

Em entrevista ao blog Abordagem Policial, o líder militar revela como foi expulso sumariamente da corporação, após sofrer uma série de perseguições que deveriam cortar o coração de quem tem um mínimo de sentimento humano por outrem. Definitivamente, isso não se faz.

Muitos policiais brasileiros estão se propondo a candidatar-se vereador nas atuais eleições, na perspectiva da aquisição de alguma cobertura política que garanta voz ativa em defesa de interesses das categorias policiais. Um desses candidatos, entretanto, chama a atenção de muitos, em todo o Brasil: Marco Prisco Caldas Machado, líder do mais célebre movimento reivindicatório que a categoria policial militar na Bahia viveu.

Com 33 anos de idade, Prisco foi demitido da PMBA, acusado de participar do movimento grevista de 2001, e posteriormente fundou a ASPRA – Associação de Policiais e Bombeiros do Estado da Bahia, entidade que vem sofrendo diversas restrições em sua atuação após ter se inserido centralmente na recente greve, principalmente na pessoa de Prisco. Candidato a vereador em Salvador, Prisco falou sobre sua trajetória, sobre as greves que participou e sobre a acusação do seu “interesse político” na atual candidatura, em entrevista exclusiva para o Abordagem Policial:

Abordagem: O que o levou a ingressar na Polícia Militar da Bahia?

Prisco: O sonho de ser bombeiro.

Abordagem: Em que circunstâncias você foi demitido?

Prisco: Em janeiro de 2002 fui acusado, de forma arbitrária e absurda, de panfletar na área da 35ª CIPM (Iguatemi), em um dia em que eu estava disputando um campeonato da Polícia Civil no Clube 2004 (Clube da Orla de Salvador), onde três policiais militares podiam jogar no time da Polícia Civil e eu estava jogando no time da 1ª Delegacia. Meu processo relâmpago correu em 18 dias e a comissão, formada por dois majores e um capitão, me absolveu dizendo inclusive que não caberia para mim sequer uma advertência, porém, o comandante geral da época tomou para si a responsabilidade de me demitir alegando que era público e notório que eu tinha participado da greve de 2001. Ou seja, eu fui acusado de panfletar e demitido por outra razão, que sequer era o objeto do processo. É tão absurdo quanto alguém ser acusado de furtar e acabar condenado por homicídio.

Abordagem: A ASPRA, entidade da qual você é presidente, surge em que contexto?

Prisco: Bem, logo de cara: a ASPRA não tem a figura de um presidente, todos os diretores têm poder de voto igualitário, apenas há a figura do coordenador geral que é quem marca as assembleias e coordena as reuniões, mas nunca dá a palavra final nas decisões que são votadas, nos moldes de 50% mais um. A ideia surgiu da necessidade de termos uma entidade independente e não subserviente aos mandos e desmandos dos governos. Uma entidade que unisse praças, oficiais e seus familiares em um mesmo objetivo e que pudesse mudar esta realidade de desunião, alienação e subserviência da tropa. O nosso lema é Justiça e Liberdade.

Abordagem: Qual a diferença entre a greve da PMBA de 2001 e a greve de 2012?

Prisco: Olhando sob um aspecto geral, a greve de 2001 foi muito mais forte, devido também a participação de nossos irmãos da Polícia Civil, porém, não havia uma coordenação e nem uma liderança unificada, o que trouxe inclusive dificuldades nos acordos firmados e atendimento das reivindicações. Porém, a greve de 2001 não teve nem um terço da repercussão da greve de 2012. O que fez a greve de 2012 maior do que a de 2001 foi em primeiro plano a intransigência do governo do PT, que causou revolta e adesão ao movimento. A cada passo de endurecimento e negação do governo a tropa mais se revoltava e mais aderia. Diferente de 2001 hoje possuímos ferramentas fundamentais: a internet e as redes sociais. Isso ajudou a divulgar os passos do movimento e as arbitrariedades cometidas pelo governo, inclusive a de cercar a Assembleia Legislativa (AL-BA) e comprometer o direito de ir e vir das pessoas. Porque, além do cerco, chegou um momento que impediram até o acesso ao Centro Administrativo da Bahia (CAB), não só à ALBA, comprometendo o direito de ir e vir de muitas pessoas. O mundo todo assistiu aquilo. E para um partido dito dos trabalhadores todo aquele circo de guerra montado ficou ridículo e esdrúxulo, e isso chamou a atenção da mídia nacional e mundial. Somado isso tudo ao fato de que o governo subestimou a força da tropa e a transparência das lideranças do movimento sem dúvida a greve de 2012 entrou para história da Bahia.

Abordagem: Muitos afirmam que você tinha “interesse político” na última greve: sua candidatura atual afirma esta tese?

Prisco: Para início de conversa não foi o Soldado Prisco quem deflagrou a greve, e sim uma categoria que está cansada de ser enganada por este e por outros governos, foi uma decisão em assembleia no ginásio dos bancários, que para mim é e sempre será soberana. Não foi minha vontade que prevaleceu e sim a da categoria. Alguém poderia me acusar disso caso fosse eu, sozinho, que decidisse pela greve. Para se ter uma ideia, antes do fim da assembleia já tínhamos notícias de unidades se aquartelando. Meu único interesse sempre foi e sempre será em fortalecer a classe. Se me perguntassem por exemplo se eu preferia ser vereador ou manter a ASPRA, eu responderia sem piscar que manteria a ASPRA. Porém, todos pudemos observar durante o movimento de 2012 que sem força política não vamos para lugar algum. Eu já tinha esta visão que uma entidade sem força política não é nada, assim como um candidato classista sem entidade é inútil. Mas faltava a tropa acordar para esta realidade e creio que este objetivo foi alcançado em 2012. Dentro deste panorama a minha candidatura, bem como a de outros diretores da entidade, nada mais é que um passo natural para o fortalecimento da classe, politicamente falando. Mas para mim e para outros companheiros de luta, em primeiro plano sempre estará a entidade que representa a classe, até porque nunca fui de ficar em gabinete, o meu negócio é ir à luta e sempre será.

Abordagem: Quais foram as consequências da greve de 2012 para sua vida particular?

Prisco: Eu já estou acostumado com todas estas perseguições e arbitrariedades promovidas pelo sistema, afinal já fui preso por três vezes lutando pela categoria nas muitas greves pelo Brasil afora das quais participei, mas esta foi particularmente sacrificante para minha família que sofreu ameaças, principalmente quando o governo passou para a Globo a famosa gravação manipulada tentando criminalizar o movimento e a mim. Ao mesmo tempo, pode até soar estranho, fico muito satisfeito, porque provamos que unidos somos fortes e isso só me fortaleceu como homem de bem e de Deus que sou, e na minha ânsia por mudanças na categoria e no âmbito social.

Abordagem: Em que a última greve da PMBA contribuiu com a sua campanha?

Prisco: Eu acho que contribuiu de fato para a categoria como um todo. Seria hipocrisia de minha parte dizer que a greve de 2012 não colocou meu nome em evidência. Não nego isso. Mas não foi essa minha intenção. O que causou esta repercussão toda não foi a greve ou o Soldado Prisco em si, mas sim a intransigência de um governo que não quis negociar e partiu para o endurecimento e atitudes antidemocráticas. Sem nenhum cinismo, se eu fizesse isso pura e simplesmente por uma candidatura, meu maior cabo eleitoral seria o governador da Bahia, senhor Jaques Wagner, que com sua desinteligência deu um contorno dramático a uma greve que não deveria tomar a proporção que tomou. Mas enfim, a greve serviu para mostrar que eu tenho coragem e compromisso com a minha categoria. Quem me acompanha sabe que a minha vida sempre foi uma luta, só no ano passado coordenei quatro greves no Brasil pela ANASPRA. A greve de 2012 é muito mais significativa para a categoria na Bahia do que para minha campanha.

Abordagem: Por que o PSDB?

Prisco: O principal motivo: é oposição de verdade ao PT. Além do mais, foi o partido que quis apostar em uma mudança e eu acredito neste projeto, apesar de que, com minha vivência em lutas, eu acredito muito mais nas pessoas, no homem em si, afinal é o homem quem transforma.

Abordagem: Quem são seus eleitores?

Prisco: A minha categoria e os outros servidores públicos que acreditaram e foram traídos por este governo que implantou uma verdadeira ditadura na Bahia. No geral, são todos aqueles que querem se libertar deste sonho que virou pesadelo.

Abordagem: Por que é importante que o Soldado Prisco seja eleito vereador de Salvador?

Prisco: Em primeiro lugar não é a candidatura de Soldado Prisco e sim de toda uma categoria. Quem votar em mim estará votando em cada policial militar ou servidor público que acreditou neste governo que aí está e que só fez nos enganar, trair e perseguir. Nós iremos transformar, quebrar paradigmas, fazer o novo, o que a população e, principalmente, a categoria espera. Tenho consciência plena da responsabilidade que carrego, pois sou a expectativa de mudança de toda uma classe, meu mandato não me pertencerá, ele será da categoria. Mas me considero pronto para este desafio e para muitos outros que virão. Com fé em Deus sairemos vencedores de mais esta batalha que está apenas começando.

Fonte: Abordagem Policial/Paraíba em QAP

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Luiz Couto denuncia perseguição a sargento da PM na Paraíba e defende "extinção do regulamento"

"O regulamento é consequência da ditadura e com base nele se um comandante quiser pode facilmente atrapalhar a vida de alguém”.

O deputado Luiz Couto (PT) denunciou, da tribuna da Câmara Federal, que o 2º sargento da PM Astronadc Pereira de Morais, mais conhecido por sargento Pereira, está sendo vítima de “injustiça e perseguição”.

Segundo o parlamentar, uma portaria da Polícia Militar da Paraíba determinou sindicância contra o policial sem identificar o elemento que, “segundo eles, teria ferido a ética e o regulamento da instituição”.

“Essa é uma sindicância fajuta, que não deu amplo direito de defesa, montada para tentar prejudicar a vida de um homem que tem ótimo comportamento e que cumpre as normas que preconizam a vida do policial militar”, disparou.

Luiz Couto atribuiu à ação ao fato de Pereira ter feito o curso para ser promovido para 1º sargento “e se houver uma punição isso não será possível”. Outra razão citada pelo deputado é porque o policial combate o crime organizado e é membro do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos do Homem e do Cidadão.

“Querem puni-lo também, inclusive com 11 dias de prisão, porque o policial combate os maus agentes públicos que se utilizam da farda, das armas e dos distintivos para atuar em causa própria ou a serviço do crime organizado. Outro motivo, e o principal de todos, é que o sargento Pereira é amigo do deputado Luiz Couto”, acrescentou.

Couto defendeu a extinção do regulamento da PM em vigor e sugeriu a criação de um código de ética que, de acordo ele, é fundamental para coibir abusos, “pois o regulamento é consequência da ditadura e com base nele se um comandante quiser pode facilmente atrapalhar a vida de alguém”.

O deputado disse que vai pessoalmente ao governador Ricardo Coutinho para reforçar o apelo, já encaminhado por uma advogada, “de reconsideração de atos para anulação da pena, reiterando a nulidade da sindicância por descumprimento do princípio da legalidade”.

Por fim, pediu que o governador chamasse a atenção “dos que acham que podem usar a lei, portaria ou sindicância para prejudicar a vida de um cidadão de bem que trabalha honestamente e que agora corre o risco de ser detido e perder a promoção para 1º sargento”.

Assessoria de Imprensa
Fonte: Paraíba em QAP

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Cabo diz sofrer perseguição e sargento usa mandato para denunciar o caso

Problema é antigo nas polícias brasileiras. Quantos políticos compram a briga?

Sargento Rodrigues

Um cabo da PM de Minas Gerais pediu socorro à Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do estado, pois estaria sendo vítima de perseguição do comandante-geral da Polícia Militar. O cabo é acusado de fraudar um concurso público com um major da PM, mas além de negar o fato, o ‘praça’ afirma que as supostas provas contra o oficial desapareceram. Ou seja, a bronca sobrou para o subordinado.

O cabo foi expulso da corporação, mas conseguiu retornar. E foi aí que, segundo ele, passou a sofrer perseguição por parte do comando-geral. Em meio à confusão, eis que surgem mais denúncias sobre perseguições contra policiais. Só que desta vez quem faz as acusações é um sargento. Um sargento deputado.

Moral da história

Entre as nossas cabeças e o firmamento acontecem ‘coisas’ que apenas a filosofia da política pode solucionar. Se não fosse a interferência de um sargento-deputado na história, muito provavelmente o “curso de formação de pedreiros” na PM citada passaria batido sem o conhecimento da sociedade.

Perseguições nas polícias fazem parte da história dessas instituições. Quantos parlamentares denunciam isso na imprensa?

Clique aqui e veja a história.
Fonte: Paraíba em QAP

quarta-feira, 14 de março de 2012

Sindicato diz que Superintendência persegue delegados

Adepol acredita que transferências podem inibir ação sindical

Adepol acredita em perseguição da Superintendência (Fotos: Portal Infonet)

Em entrevista ao Portal Infonet nesta terça-feira, 13, o presidente da Associação de Delegados da Polícia Civil de Sergipe (Adepol), Kássio Viana, declarou que alguns delegados do Estado sofrem perseguição da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP) e da Superintendência de Polícia Civil. De acordo com ele, as motivações para o suposto acuamento estão ligadas a questões sindicais.

“O fato não é novo”, afirmou Viana, acrescentando que o cerco a pessoas ligadas à Adepol teria crescido na medida em que o a associação tecia críticas à SSP e à Superintendência. Segundo o sindicalista, um ex-líder da classe chegou a ser transferido de delegacia dez vezes em cerca de dois anos. “Em [pouco mais de] um ano, foram removidos 60% dos delegados de polícia. Isso é desorganização, falta de planejamento”, atacou.

O presidente citou ainda o caso de uma delegada que teria sido intimada a responder sobre um problema em uma viatura que ela não teria sequer conduzido. Ela deveria ainda depor em uma comissão composta por agentes de polícia, e não por delegados – outra irregularidade apontada por Kássio Viana, que também denunciou o suposto fechamento da Delegacia Plantonista de Lagarto.

Recentemente, foi determinado que dois integrantes da Adepol seriam transferidos da capital para o interior, o que Viana considera uma inibição à liberdade dos servidores realizarem suas atribuições sindicais. O delegado Alexandre Pires acabou sendo colocado à disposição do sindicato – segundo a Associação, é possível mobilizar três profissionais nessa função –, mas o delegado Jefferson Alvarenga, que era responsável pela 4ª Delegacia Metropolitana, foi realocado para a Delegacia Regional de Maruim. Kássio Viana informou que na reunião ocorrida na última sexta-feira, 9, foi cogitado pela Superintendência que Alvarenga pudesse ter direito de se manifestar sobre o assunto.

Jefferson tem seu trabalho desenvolvido na 4ª DMP reconhecido internacionalmente, o que foi dado como justificativa pela transferência. Para o próprio delegado, entretanto, a maneira como a mudança foi feita impossibilitaria que a experiência pudesse ser aproveitada em Maruim. “A justificativa foi a experiência do delegado, mas a equipe não foi levada. O delegado sem equipe, em qualquer lugar, não pode fazer absolutamente nada”, comentou.

Nota à imprensa

Contatada pela redação do Portal Infonet, a SSP enviou uma nota sobre o assunto que incluía explicações da própria Superintende de Polícia Civil, Katarina Feitoza.

No comunicado, é argumentado que “não há falta de diálogo e muito menos perseguições. As mudanças de delegados são naturais no dia-a-dia e são baseadas na experiência dos profissionais e em números de produção cartorária em cada unidade”. A nota afirmou ainda que a mobilização pela reformulação dos quadros já existia na Coordenadoria da Capital, mas que não foi feita anteriormente “em razão da expectativa de evolução nos resultados, o que infelizmente não se concretizou”.

A respeito da interrupção do serviço na Delegacia de Lagarto, o documento expôs que os plantões vão continuar acontecendo “normalmente”, como em Itabaiana, Estância e Propriá, mediante o pagamento de horas extras.

A Superintendência admite que algumas mudanças foram efetuadas após o pedido de disposição de dois delegados pelo sindicato. “Considerando que a Delegacia de Maruim teria a lotação de apenas um Delegado, resolvemos lotar naquele município um delegado mais experiente e de 2ª Classe, e que pudesse ter desempenho melhor que um único Delegado mais novo e de 3ª Classe naquele município, é o caso do delegado Jeferson Alvarenga”, indicou a nota enviada à imprensa. A Superintendência considerou ainda que a implementação dos conhecimentos de Alvarenga em mediação de conflitos é mais acertada a Maruim “que a área de circunscriação da 4ª DMP”.

Fonte: Portal Infonet

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Capitão Samuel: “Governo Marcelo Déda está perseguindo três militares”

Na tarde desta segunda-feira, 12, o deputado estadual Capitão Samuel (PSL), ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa para criticar a conduta do atual Governo, que segundo o parlamentar estaria perseguindo três militares da Polícia Militar de Sergipe. Os sargentos Jorge Vieira da Cruz, Edgard Menezes e o cabo Palmeira que representam a categoria através de associações militares do Estado. “A nossa legislação é arbitrária, por isso, hoje esses militares estão respondendo um PAD – Processo Administrativo, dentro da corporação por um motivo que não corresponde a conduta militar, o sargento Jorge Vieira, por exemplo, tem um comportamento excelente e mesmo assim está respondendo um processo que pede a sua expulsão da corporação, ontem à noite o sargento Vieira, foi internado às pressas no Hospital Primavera com problemas de saúde”, desabafou o deputado.

Segundo o Capitão Samuel esse tipo de perseguição é comum para o sistema, antes do governo Marcelo Déda, existiu problemas com alguns militares no Governo de João Alves Filho, mas pelo menos o governador da época mandou os militares para a reserva e garantiu o salários desses homens, disse Samuel Barreto, indignado com a situação atual dos colegas.

Para o deputado o sistema tem pressionado muito os militares por conta de um trabalho forte que até hoje reflete bons frutos para a categoria. “Hoje a categoria militar não é mais a mesma, somos fortes, pensamos, reagimos e não admitimos atitudes como estas, acabou-se o tempo do marcha soldado cabeça de papel, se não marchar direito vai preso no quartel, essa era já passou. Hierarquia e disciplina se mantém com atitude”, afirmou o parlamentar.

Samuel Barreto finalizou seu pronunciamento fazendo um apelo as autoridades e ao Governo do Estado para reverem a situação dos militares, pois, se perderem suas fardas, perderão também seus salários e sacrificarão suas famílias.

Fonte: Assessoria Parlamentar (Chris Brota)

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Policial blogueiro de Pernambuco está sendo submetido a processo de licenciamento ex-oficio a bem da disciplina

O soldado C. Santos administrador do blog Direito dos Policiais Militares esta sendo submetido a um procedimento de licenciamento ex-offício a bem da disciplina a pedido do Comandante do 5º BPM em Petrolina-PE.

Sendo acusado de ter postado informações que desacreditou a corporação policial militar, seus preceitos e costumes, história, e tradição.

O fato começou quando o soldado C. Santos postou no seu blog uma nota com o titulo “A ditadura persiste nas Polícias Militares!”, leia a postagem:

"A ditadura militar, para quem pensa que ela foi abolida do nosso país, ainda existem dentro dos quartéis das Polícias Militares do Brasil. Muitos coronéis, que acham que estão acima de todos, utilizam "ameaças" e perseguições como forma de mostrar que tem poder perante a tropa, impondo assim seu reinado de medo.”

O fato lamentável que ocorreu comigo aconteceu quando Major Sub-Comandante do 5º BPM em Petrolina-PE, ao chegar à paisana no batalhão no domingo passado, dia 02 de maio, deparou-se com a minha pessoa na frente do Corpo da Guarda da unidade, pois tinha ido lá pedir na Central um favor aos militares desta unidade, estando acompanhado de minha esposa, que presenciou o fato ocorrido, quando o referido major aparentando estar embriagado, chegou até a mim, e começou a me questionar:

- Não dá mais continência mais não?

- Major não se dá continência a paisana.

- Faça pelo menos posição de sentido.

- Major, eu cumprimentei o senhor com um gesto de cabeça, lhe mostrando sinal de respeito.

- Você é o revolucionário do batalhão né? Revolucionário a gente corta a cabeça! Você ouviu?

- Não sou obrigado a ouvir isso!

Fui procurar o Comandante da unidade para se queixar do Sub-Comandante, falei com o Subcomandante da 1ª CPM, e ele levou o caso ao comandante da unidade, mas a resposta que recebi foi que ele não iria me receber. Insisti em falar com ele, mas ele não quis falar comigo, depois de alguns instantes o Comandante da 1ª CPM veio conversar comigo e teve uma conversa franca e nada animadora, conversa esta que demonstrava que o Major iria ser acobertado e não daria nada pra ele, ao contrário da minha pessoa que iria sair prejudicado.

Na Polícia Militar de Pernambuco as coisas vão de mal a pior, já que este fato lamentável ocorreu comigo. Sempre procurei o melhor para mim e para tropa, no sentido de esclarecer todos a respeito dos seus direitos, que às vezes são negados por causa do imperialismo que ainda persiste no seio castrense, mas meu trabalho esta sendo interpretado como um "incomodo", estou sendo tachado de "agitador" e "contestador" por alguns de meus superiores, que tentam me retaliar sempre que podem.

É por isso que digo que as Polícias devem ser desmilitarizadas e todos os Oficias deveriam perder todo este poder soberano, que oprime, massacra e faz da nossas Briosas Polícias lugar propicio a arbitrariedade e abuso de poder. Como o policial militar pode ser respeitador dos direitos dos outros com um sistema cruel e desumano, que não respeita o ser humano do policial militar? Cadê os senhores governantes que não tomam medidas para se humanizar e acabar com este sistema que é totalmente incompatível com o nosso ordenamento jurídico? É senhores, esta história esta longe de acabar, mas muita coisa mudou e ainda vai mudar mais, é só a gente lutar por isso! Um ou dois não vai enfraquecer esta ditadura, mas todos unidos e conscientes de que devemos ser respeitados e exigir seus direitos, as coisas poderão tomar um caminho diferente do que estamos acostumados a ver, que são companheiros perseguidos, com depressão, transferidos arbitrariamente como eu fui, mais o que estes maus profissionais não conseguem tirar é a minha personalidade e minha sabedoria, que eles mesmos me forçaram a aprender a ser informado de meus direitos, pois alem de militar, sou cidadão brasileiro.

O caso foi levado à delegacia, onde foi feita uma queixa de ameaça contra o subcomandante e um procedimento de IPM foi aberto contra o mesmo para apurar os fatos, que até o presente momento nada foi apurado, mas em contrapartida, venho sofrendo bastante, tanto psicologicamente, como profissionalmente, já que pessoas que acham a conduta do Major "correta" vem realizando esforços no sentido de me prejudicar das mais diversas formas, e que a investigação em meu desfavor anda na velocidade da luz, em caráter de urgência.

E o Major está correto em ter ameaçado seu subordinado na frente da esposa?

O fato realmente demonstra que a ditadura persiste dentro das policias militares de todos os estados brasileiros, fazendo com que os policiais sejam tratados desumanamente e influenciando na prestação de serviço a sociedade. O soldado C. Santos é mais uma vitima deste modelo de policia retrógado e ineficaz. Ao postar a realidade dos acontecimentos de forma clara e precisa está utilizando um principio constitucional da liberdade de expressão e opinião, não podendo desta forma ser punido pelo fato. Iremos utilizar a mídia para divulgar o caso do Soldado C. Santos, utilizando este meio como defesa e combate aos abusos que possam vir a acontecer.

Cabo Heronides

Fonte: Blog do Lomeu

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Policiais e bombeiros podem parar a nível nacional

A segurança pública a nível nacional pode estar comprometida a partir de abril. O aviso foi dado pelo presidente da ANASPRA, o deputado distrital, Cabo Patrício (PT), na manhã desta terça-feira (09), em entrevista ao radialista George Magalhães, no programa Liberdade sem Censura.

Patrício disse durante a entrevista que é preciso votar a PEC 300 (que equipara o salário da PM com Brasília), até o mês de abril e, caso isso não aconteça, já que é ano de eleição e a legislação não permite reajuste a funcionários a partir daí. “Nós vamos deflagrar a operação padrão, ou seja poderá ocorrer uma greve a nível nacional”, disse Patrício.

O capitão Samuel, presidente da ASSOMISE, propôs que seja feita uma grande manifestação em frente ao congresso nacional. Samuel quer reunir o maior número possível de Policiais e Bombeiros Militares, de todos os estados e a partir daí, montarem acampamento em frente ao congresso. “Vamos reunir o maior número de PMs e BMs e vamos acampar em frente ao congresso. Daqui nós vamos tentar levar uns dois ônibus e claro, com policiais que estejam em férias para não afrontar o comando e não comprometer a segurança do estado”, disse Samuel.

Em Sergipe a situação começa a se complicar por conta das negociações que não avançam junto ao governo. Nesta segunda-feira, o gestor da Associação Beneficente dos Servidores Militares, Sargento Vieira, chegou a denunciar perseguição por parte do comando geral da PM, aos gestores das associações.

Vieira disse que aqui, poderá ser deflagrado o “Tolerância Zero”. O Tolerância Zero consiste na execução dos trabalhos militares dentro da total legalidade. Essa situação aconteceu no início do ano passado para mobilizar a classe em torno das reivindicações de melhoria salarial. No decorrer da ação, os PMs’ não admitiam ir para as ruas com viaturas com pouco combustível ou com pneus carecas, ou ainda em carros não licenciados. A operação contou com apoio de diversos políticos e segmentos da sociedade civil e resultou em reajuste salarial que já vem sendo pago de forma escalonada. Agora, as reivindicações giram em torno da carga horária e da exigência de nível superior para ingressar na PM.

Uma nova assembléia estará sendo marcada para discutir o assunto e caso o governo não reveja a situação, os PMs irão acampar em frente a Assembléia Legislativa.

Fonte: Coluna Senadinho

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Curso superior pode ser obrigatório para PM's e bombeiros

Capitão Assumção: medida vai melhorar qualidade dos serviços na área de segurança pública.

A Câmara analisa o Projeto de Lei 6329/09, que institui a obrigatoriedade da conclusão de curso superior para ingresso nas carreiras da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. Pela proposta, do deputado Capitão Assumção (PSB-ES), o edital de seleção dos militares deve conter ainda outros pré-requisitos, que serão definidos pelos governos estaduais.

De acordo com o texto, a exigência não interfere na carreira dos atuais policiais e bombeiros, uma vez que só será válida para editais publicados após a vigência da lei.

Melhoria da qualidade

Para o autor do projeto, a medida visa melhorar a qualidade na prestação dos serviços por parte dos agentes de segurança pública. Para ele, a escolaridade de nível médio exigida atualmente permite que pessoas sem qualificação ingressem nos quadros da Polícia Militar. "Essa situação se reflete na atuação ostensiva e na abordagem ao cidadão", observa.

Segundo o parlamentar, muitas vezes o despreparo desses profissionais em relação a suas obrigações e seus direitos chega a ser motivo de perseguições e acusações falsas. Assumção destaca que a obrigatoriedade do diploma de graduação já foi instituída para ingresso na carreira de agente da Polícia Rodoviária Federal e contribuiu para melhorar a prestação de serviços.

Assumção admite, no entanto, que a exigência de nível superior não será a solução definitiva para garantir a qualidade dos serviços de segurança oferecidos à comunidade. Ele lembra inclusive que há bons militares em todas as corporações do País que não possuem diploma de graduação.

Tramitação

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Capitão Assumção

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Policiais fazem manisfetação por melhores salários na Avenida Atlântica

O Movimento Cívico Juntos Somos Fortes volta às ruas da cidade, ordeira e pacificamente, neste sábado, às 10:00 horas, para um ato cívico em Copacabana, na Avenida Atlântica com Princesa Izabel. O movimento é formado por policiais e considera que a insegurança pública se agravou sobremaneira no atual Governo Estadual, se transformando em uma gigantesca tragédia, que resulta em milhares de assassinatos de cidadãos fluminenses.

Segundo os policiais que divulgaram um manifesto, a cada ano, mais de dez mil cidadãos fluminenses são assassinados ou desaparecem (incendiados em fornos de micro-ondas, dados como alimento para porcos, sepultados em cemitérios clandestinos, etc) no Estado do Rio de Janeiro.

A seguir, o manifesto divulgado na Internet
"O movimento nasceu do desdobramento das mobilizações cívicas ocorridas no Rio de Janeiro, nos anos de 2007 e 2008, quando Oficiais e Praças, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, no uso de seus direitos cidadãos, foram às ruas para cientificar à população fluminense sobre a grave crise vivenciada na segurança pública, diante do total descaso governamental, com os servidores públicos, que possuem a missão de servir e proteger os cidadãos fluminenses.

Os grupos mobilizados “Coronéis Barbonos” e “40 da Evaristos” encaminharam documentos formais ao Governador Sérgio Cabral (PMDB) e diante de sua total inércia, na adoção de medidas efetivas para solucionar a crise, foram às ruas, ordeira e pacificamente, realizando atos cívicos em Copacabana (2); Cinelândia (1) e ”Marchas Democráticas”(2) na orla do Leblon.

Informamos ao povo fluminense as nossas péssimas condições de trabalho, bem como, os nossos salários famélicos, espantando o cidadão fluminense, que surpreso não acreditava que arriscávamos as nossas vidas por cerca de R$ 30,00 por dia. Os Oficiais e os Praças foram perseguidos pelo Governador Sérgio Cabral (PMDB) que os movimentou de OPM; puniu disciplinarmente; alterou leis; afastou de funções; cortou gratificações; impediu promoções e encerrou carreiras honradas.

Apesar de todas essas represálias, nós não desistimos e continuamos na luta, sobretudo através da internet, onde criamos a “blogosfera policial”, um fenômeno reconhecido internacionalmente, onde garantimos o nosso direito constitucional da liberdade de expressão".
Fonte: Jornal do Brasil.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Vieira resume impase entre militares e Governo: Perseguição e ameaça de prisão!

Assunto de vários debates travados na Assembléia Legislativa, entre governo e oposição, a realidade dos policias militares de Sergipe foi externada até agora há pouco, no plenário da AL, na manhã desta quinta-feira (21), pelos gestores da Caixa de Beneficência da PM e do Corpo de Bombeiros, sargento Jorge Vieira da Silva e o cabo Silvério Palmeira, atendendo a um requerimento aprovado pela Casa, de autoria do líder da bancada de oposição na Casa, deputado estadual Venâncio Fonseca (PP). A categoria prestigiou o debate sobre a pauta de reivindicações a serem apresentadas ao governador Marcelo Déda (PT), chegando a superlotar as galerias da Assembléia.

Da tribuna da Casa, o sargento Vieira exibiu um vídeo-documentário destacando vários pontos da pauta de negociação, como a distorção salarial em relação aos rendimentos atuais dos Policiais Civis e o forçado exercício irregular da profissão nas delegacias que, sem estrutura alguma, ficam sob a responsabilidade de policiais militares e não dos civis. Após a exibição, Vieira disse que é por isso que foi exposto que a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros são grandes. O nosso movimento é ordeiro, democrático, legalista e, principalmente, impactante. Uma frase que resume tudo: perseguição! São ameaças de prisão e expulsão, policiais são obrigados a retirar os adesivos do movimento de seus veículos e até nossos movimentos estão sendo esvaziados, denunciou.

Integração entre as polícias nesse modo é impossível, sem o tratamento igualitário. Gostam de exibir os salários dos militares. Por que não divulgam os salários dos policiais civis? Os policiais querem nível superior, uma carga horária definida para deixarem de ser escravos e querem uma remuneração condizente com o grau de complexidade da função. Nós saímos de casa para defender a sociedade e nem sabemos se voltamos. E, alguns, voltam mutilados, completou o sargento da PM.

Vieira ainda acrescentou que a Segurança Pública não dá certo em Sergipe porque se investe na polícia reativa, para se encontrar quem matou e quem roubou. Mas a sociedade não quer isso! As pessoas querem a polícia preventiva. Esse investimento tem que partir na valorização do homem. Tem militares que hoje são motoristas de autoridades, enquanto a população está insegura por conta de gestão. Somos contrários a desigualdade dentro da SSP, contra esse tratamento injusto e diferenciado. Por que polícia rica e polícia pobre? Vão esperar o caos total na secretaria? O problema não se resolve com a mudança de secretário ou comandante! Mas com valorização do profissional. Não se pode fazer mudança sem democracia. Não fazemos política contra o governador, mas mesmo sem cometer crime algum, hoje sou processado por estar reivindicando melhores condições de salário e de trabalho. O caminho é o diálogo porque a motivação está acabando.

Cabo Palmeira - Em seu discurso, o cabo Palmeira colocou que a nossa capacidade de reagir está sendo retirada. Nós só temos o direito de ficarmos calados e tudo o que dissermos será usado nos tribunais contra nós mesmos. Será que cometemos os crimes de sonhar, de pedir, de expressar nossas agruras e lutar por dias melhores? O nosso cargo é de segurança ostensiva. O Policial Militar sai de casa e vai para a guerra. Muitos acabam perdendo a batalha. Presto uma homenagem a dois sobreviventes desta guerra: o soldado Damião, o sargento Maciel e o cabo Edgar, colocou.

Em seguida, o cabo da PM acrescentou dizendo que eles perdem a guerra por salários incompatíveis com a profissão; por uma legislação castrense, onde não se pode reivindicar; carga horária excessiva e as mínimas condições de trabalho. Causa estranheza as condições de higiene que são dadas aos postos de trabalho de outras categorias do governo, mas os nossos são fétidos. O nosso texto não é de esquerda e nem de direita: é positivista!, completou.

Fonte: www.faxaju.com.br

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