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sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Deputado assiste troca de tiros e afirma: não sei o que está acontecendo na SSP

Nesta quarta-feira (19), marginais fizeram alguns assaltos nas rodovias que cortam o estado de Sergipe, principalmente na grande Aracaju.


No inicio da noite de ontem, um sargento da polícia militar foi baleado durante uma tentativa de assalto entre os municípios de Maruim e Rosário do Catete. Também nesta quarta-feira, uma troca de tiros acabou assustando o deputado estadual capitão Samuel Barreto, presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa, que acabou assistindo uma troca de tiros no meio da pista e aproveitou para cobrar providências.

O parlamentar trafegava pela rodovia nas proximidades do povoado Bom Jesus, quando retornava de Malhador, já chegando em Pedra Branca, quando presenciou a troca de tiros. “Realmente falta segurança. Um absurdo, marginais trocando tiros no meio da pista. Bandido perdeu o respeito”, afirmou o deputado.

Demonstrando muita irritação, Samuel Barreto afirmou que “não sei o que está acontecendo com a SSP. É preciso fazer alguma coisa. O bandido precisa saber que quem tem coragem de atirar na polícia para matar, tem que saber que vai tomar tiro para morrer. Em Maruim tem que botar moendo”, aconselhou o deputado.

O deputado disse ainda que lamenta a situação dos policiais militares. Segundo o deputado Samuel, a delegacia de Divina Pastora, a delegacia está fechada. “O povo de Divina Pastora está jogado à própria sorte. Policiais de Divina Pastora estão se arranchando na delegacia de Riachuelo e a bandidagem mandando. Cobrarei na Alese uma atitude da SSP”, avisou o deputado capitão Samuel.

Sobre o sargento Bezerra, o deputado disse lamentar o que aconteceu com o militar, afirmando ainda que “é lamentável o que está acontecendo em nosso estado. Como eu disse: é preciso ser duro com bandidos, porque eles já fizeram refém os sergipanos e agora está atacando policiais. Isso não pode acontecer”, afirmou Samuel.

Munir Darrage

Fonte: Faxaju

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

O que representa o pedido de socorro do Sargento Borges:


Aconteceu mais uma vez. No início da noite desse sábado (1º) mais um policial militar foi morto em Sergipe. O sargento Marcos Antônio Borges de Campos estava de folga e durante um momento de lazer com familiares e amigos, três marginais invadiram a chácara do militar, que reagiu, inclusive alvejando um deles, mas, infelizmente, foi atingido por um disparo de arma de fogo e veio a óbito.

Contudo, em meio à agonia, o PM ainda encontrou força, para acionar as redes sociais e enviar um pedido de socorro aos colegas de farda. Mas o que representa o pedido de socorro do sargento Borges? Certamente, representa o clamor de quem desde 1994 jurou defender a sociedade sergipana colocando em risco a própria vida. Essa mesma sociedade que constantemente se cala diante das mortes dos nossos policiais, ou simplesmente, verbaliza para afirmar que é o trabalho deles; que eles são policiais e por isso podem morrer.

Diante disso, o “tombo” do sargento Borges é, também, o tombo de toda uma Corporação que mesmo tendo papel fundamental e referencial junto à sociedade, tem seus direitos negados por ela. É difícil pensar que os policiais tendo os seus direitos negados, possam garanti-los de maneira adequada à população.

Ademais, mortes de policiais causam menos comoção social, e em muitos casos, nenhuma comoção. Considerados como agentes do Estado, da repressão, são odiados por grande parte da sociedade que vivem a defender por vocação. Nesse sentido, quando a violência é praticada por policiais, é comum assistir-se à execração pública dos próprios policiais, unanimemente tachados de truculentos e despreparados.

Por isso, o sargento Borges não caiu diante da violência de três marginais que agiram na certeza da impunidade. O PM desabou diante da violência da sociedade. Uma violência que não usa armas de fogo, e sim, ferramentas ainda mais letais: o desprezo, o ódio e a rejeição social.

Texto: André Oliveira é policial militar e jornalista.

Me recuso a colocar mais uma foto no meu status e perfil, com a frase: “PMSE DE LUTO”


Me recuso a colocar mais uma foto no meu status e perfil, com a frase: “PMSE DE LUTO”. Até quando iremos perecer feito cordeirinhos? Há um desgoverno? Concordo plenamente. Há também políticos querendo holofotes com a morte dos nossos guerreiros. Mas vejo também uma tropa adormecida e inerte a morte dos nossos colegas, quando me refiro a tropa estou inclusa neste pacote. Hoje mais uma vida foi ceifada, se foi mais um guerreiro, seus filhos passarão a primeira noite do resto de suas vidas sem pai, e a sua esposa mesmo de coração sangrando terá que arranjar forças para amparar seus filhos de uma dor, que nunca mais passará.

Além de tudo, vejo uma sociedade que só ver a vida passar, que não move uma palha em favor daqueles que na chuva ou no sol, de dia, de noite ou na madrugada, na semana, no feriado ou final de semana lutam incansavelmente contra o mal.

Cansada de ver a última barreira se romper. Preciso desabafar nesse momento, porque enquanto escrevo as lágrimas caem insistentemente, não consigo evitar, nunca sequer  o vi, mas dentro de mim se instaura um sentimento de perda muito grande, e também de revolta, por saber a banalidade com a qual é tratada a perda da vida desse guerreiro, que por diversas vezes salvou a muitos desconhecidos, mas infelizmente, hoje não pôde ser salvo. Enquanto sinto a veia da minha têmpora pulsar fortemente, penso: o porquê de estarmos morrendo por apenas escolher uma profissão tão bonita e difícil. Até quando ficaremos  a mercê desses algozes?

Adilene dos Reis Andrade Aragão- Cidadã e policial militar.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Capitão Samuel: Vagas de Oficias de Academia (QO) para Oficiais Administrativos (QOA)


Mais uma vitória do Mandato da família Militar para o quadro de Praças.

Hoje à tarde, em reunião no palácio, Governador Belivaldo Chagas atendeu o pedido de mudanças das vagas QO para QOA.. Projeto apresentado ao Governador em café da manhã marcado pelo Capitao Samuel. O projeto beneficia os praças e aumenta as vagas de oficiais QOA, beneficiando assim sargentos e subtenentes diretamente, e indiretamente cabos e soldados da PM e CBMSE, nosso sonho é chegar a carreira única e esse foi mais um grande passo neste sentido.

Agradecemos o Governador Belivaldo,o empenho do Coronel Marcony e Coronel Mendes além do amigo eterno Deputado Luciano  Bispo. Parabenizar o empenho da comissão de praças e agradecer  pela confiança.

Deputado Capitão Samuel
A luta continua!

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Caso sargento: adolescente confessa latrocínio

A sargento foi executada na última quinta-feira


O adolescente de 13 anos que foi apreendido na manhã desta sexta-feira, 1°, suspeito de ser o responsável pelos disparos que vitimou a 1º sargento da Polícia Militar de Sergipe, Eliana Costa da Silva, de 46 anos, confessou à polícia civil a autoria do crime. Ela foi executada na tarde da última quinta-feira, 31 de maio, feriado de Corpus Christi.

De acordo com a delegada Viviane Pessoa, da Coordenadoria de Polícias da Capital (Copcal), o menor relatou em depoimento à Delegacia Especial de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), que ao anunciar o assalto a policial teria reagido e os dois entraram em luta corporal.

Segundo a delegada, o adolescente efetuou cinco disparos na região do abdome da vítima, que acabou não resistindo. O menor teria confessado ainda que a intenção era roubar o celular da sargento. Diligências ainda estão sendo realizadas para encontrar a arma de fogo utilizada no crime e assim concluir o procedimento investigativo. O menor será encaminhado à Unidade Socioeducativa de Internação Provisória (Usip) e vai responder por ato infracional análogo ao latrocínio.

Atenção aos adolescentes

Sendo encaminhado à Usip, o adolescente passará por procedimentos para que possa ser ressocializado, o que segundo a delegada é importante, mas de acordo com ela, é necessário que hajam medidas preventivas para que os jovens não sejam captados pelo mundo do crime. “O trabalho de prevenção hoje é essencial. A gente precisa ocupar os nossos adolescentes, porque eles estão sendo captados pelo crime. Se difunde muito que nada acontece com o adolescente e isso fica no imaginário do coletivo, mas na verdade não é assim, esse jovem vai ficar apreendido, e a apreensão equivale a uma prisão. Três anos é um período em que iremos trabalhar a ressocialização e não o encarceramento. Do que adianta encarcerar e depois ele voltar sem estar pronto para o convívio social? Essas questões que estão ficando sempre no plano secundário, são questões essenciais”, afirma.

por Yago de Andrade e Aisla Vasconcelos

Fonte: Portal Infonet

Tristeza e indignação marcam velório da sargento Eliana Costa

Familiares esperam justiça e velocidade na resolução do caso


Uma mãe dedicada, uma profissional exemplar e uma cidadã capaz de ajudar qualquer pessoa, independente da posição social. É essa a imagem de Eliana Costa Silva que estará na memória dos seus dois filhos (13 e 7 anos), marido, demais familiares, amigos e colegas de trabalho.

“O sentimento é de tristeza, pois se tratava de uma pessoa benquista entre todos. A família perde o pilar principal que era Eliana, uma mulher capaz de resolver todos os problemas de quem estava a sua volta. Esperamos justiça no caso”, disse Jeilson Rodrigues, esposo da policial militar, morta em um assalto nessa quinta-feira (31).

A sargento Eliana era natural de Pão de Açúcar, em Alagoas, e integrava a Assistência Militar na Assembleia Legislativa (Alese) desde 1998. Fazia parte da Corporação desde 1993, época em que foi soldada combatente e logo em seguida 3º Sargento. Ela integrou a companhia de polícias femininas ainda nos anos 90 e foi homenageada no Dia Internacional da Mulher, em 8 de março deste ano.

"Eliana deixa um legado de muita alegria, por ser uma pessoa honesta, amiga, além de uma filha dedicada, uma mãe exemplar e uma esposa apaixonada. Não tinha defeitos, era uma pessoa honesta, temente a Deus, que colocou todos os seus filhos no bom caminho”, disse Jeilson.

O velório da militar foi tomado pelo sentimento de dor, impunidade e saudades. “Minha irmã, porque era assim que nos reconhecíamos, era muito religiosa, nos acalentava em momentos de dificuldade no que a gente precisasse, ela era uma mulher de força, nos dava uma palavra de conforto, sempre verdadeira, carinhosa. Mesmo sendo uma policial, era dócil, estava sempre pronta a ajudar qualquer pessoa, um exemplo de cidadã”, disse a subtenente da PM Elisângela Bonifácio.

Consternado, o irmão da vítima fez um apelo aos poderes por mais rigor nas leis. “Não é uma coisa que a gente espera acontecer conosco. Peço uma mudança nas leis, para que elas possam prender os meliantes e ter mais rigor. Não podemos deixar que um simples celular retire uma vida de uma mãe de família”, disse o vigilante Ermerindo da Costa.

A PM Elisângela fez força ao coro e criticou a legislação atual. “É necessária uma alteração, as pessoas precisam ter medo da prisão. Nós, policiais militares, trabalhamos como se estivéssemos fazendo nada. A gente leva o criminoso para a cadeia, mas infelizmente este é solto rapidamente. Assim, ficamos reféns da criminalidade. Esperamos que essa morte não fique nas estatísticas, a pessoa deve ser punida. O que é um celular perto de uma vida?”, disse a policial.

Para os amigos, Eliana Costa ficará marcada pela suas características mais simples. “Tive a oportunidade de conhecê-la quando trabalhei na Assembleia, era uma mãe e profissional exemplar, carinhosa, sempre com muito alto astral. A gente se compadece com a dor dos familiares e o que esperamos agora é ter justiça e levar o meliante à prisão”, disse o major Fabio Machado.

O caso

Durante a tarde do feriado de Corpus Christi, após ir à praia com sua família, a sargento Eliana foi ao cabeleireiro, deixando seu marido e filhos em casa. No retorno, quando caminhava próximo de sua residência, foi abordada por um marginal em uma bicicleta, que anunciou o assalto. Nesse momento, a policial teria reagido e por conta disso o indivíduo efetuou disparos que atingiram a região do seu tórax.

No confronto uma vizinha ainda desferiu golpes no criminoso com um cabo de vassoura, momento que ele fugiu. A PM chegou a ser socorrida e levada para o Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), mas não resistiu aos ferimentos e morreu no caminho.

Segundo o irmão da vítima, Ermerindo Alves da Costa Neto, os familiares ficaram sabendo do caso por uma ligação. “Minha tia me ligou e disse que minha irmã havia tomado uns tiros. Ela pediu para não contar a meu pai e minha mãe, mas eles iriam acabar sabendo, então eu falei. Se eu saísse sem contar não me sentiria bem. Eu espero que nenhuma família sinta o que a gente está passando”, disse o vigilante.

Segundo a polícia, abalada, a testemunha principal do crime é aguardada para depor. O caso será investigado pelo Complexo de Operações Policiais Especiais. Nenhum suspeito foi preso até a última atualização desta notícia. 

O apoio da população será fundamental na resolução do assassinato. “O sentimento é de perda, de tristeza. Atrás da nossa farda há um ser humano que sangra e que é vítima também da violência. Pedimos à sociedade que faça sua parte pelos mecanismos dispostos, como o Disque Denúncia 181, de forma anônima, e ajude a polícia no caso”, disse o major Fábio Machado.

* Estagiário sob supervisão da jornalista Fernanda Araujo.

Fonte: F5 News

Corpo da sargento Eliana é sepultado com honras militares

O caixão foi levado em um caminhão do Corpo de Bombeiros


Foi sepultado no final da tarde desta sexta-feira (1º), no cemitério Colina da Saudade, em Aracaju, o corpo da sargento da Polícia Militar de Sergipe (PM/SE) Eliana Costa Silva, 46. A policial foi assassinada na tarde de ontem (31), depois de reagir a um assalto. A militar tinha 25 anos de corporação e estava lotada na casa legislativa há 20 anos.

O cortejo deixou a Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), onde aconteceu o velório, por volta das 15h. O caixão foi levado em um caminhão do Corpo de Bombeiros até o cemitério Colina da Saudade. A cerimônia foi marcada por homenagens, comoção e revolta.

O advogado Geilson Rodrigues, esposo de Eliana, disse que a família tinha acabado de chegar da praia, ela tomou banho e foi ao cabeleireiro. “Eu estava deitado quando nosso filho de 13 anos chegou gritando dizendo que a mãe estava caída na rua, eu saí correndo, botei ela no carro e corri para o hospital, mas ela já chegou morta”, conta.

“Eliana vai entrar numa estatística gritante, de onde nem mesmo um policial militar o bandido respeita. Por causa de um simples celular, o meliante provoca uma dor imensa, uma perda muito grande em nossa família, nos amigos e em toda sociedade”, desabafa Geilson. O autor dos disparos, um adolescente de 14 anos, foi apreendido pela polícia no final da manhã de hoje.

Fonte: F5 News

terça-feira, 8 de maio de 2018

Capitão Samuel agenda reunião com Governador e militares


Na manhã desta terça-feira, 08, o deputado Capitão Samuel foi recebido pelo Governador do estado de Sergipe, Belivaldo Chagas, onde levou o pedido dos militares para uma reunião com a comissão de BMs e PMs da reserva e da ativa. Ao receber a demanda, o governador, prontamente, agendou com a categoria para a próxima quarta-feira, 16, onde irão tratar sobre as possíveis perdas salariais. Na oportunidade, também, ficou definido um café da manhã com os primeiros sargentos, subtenentes e com Comando Geral da Polícia e Bombeiros com data a definir.

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Samuel Barreto defende a não redução de subsídios dos PMs


O deputado Samuel Barreto (PSC), destacou na sessão desta terça-feira, 24, a questão dos subsídios de terceiros sargentos dos policiais militares e dos bombeiros militares.  Segundo o parlamentar, o valor ficou abaixo.

“E um outro problema que foi detectado agora pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), que quer dar um entendimento diferente da lei que nós aprovamos aqui na Assembleia Legislativa. A questão de redução de salários em relação ao mês passado é real”, ressalta. Capitão Samuel disse ter reclamado a questão numa emissora de rádio esta manhã.

“Rapidamente o próprio governador Belivaldo Chagas em uma entrevista já respondeu e garantiu que todo policial militar, o que ele recebeu o mês passado, esse mês vai receber a mesma coisa. Ou seja, não haverá perda. E eu agradeço ao governador Belivaldo Chagas, a rapidez na resposta, porque a lei que nós aprovamos aqui não cita a retirada de direitos passados, entgra em vigor agora em abril e é daqui pra frente. Os direitos que cada policial tinha há 10, 20 anos, não podem ser retirados em hipótese alguma”, entende.

“Nós lutamos pelo subsídio, nós lutamos pelo subsídio, nós lutamos pela família militar há 26 anos e essa luta não pode parar em hipótese alguma, devido à importância dos militares para a sociedade e eles não poderão ter seus direitos retorados nesta Casa”, enfatiza.

Por Agência de Notícias Alese

terça-feira, 24 de abril de 2018

PM Reformado: “Quem dera fosse puro esse tal critério de Merecimento”


Um policial militar da reserva remunerada da Polícia Militar de Sergipe, devidamente identificado, mas que pediu para não ter seu nome revelado, enviou um e-mail para a redação onde ele faz um desabafo ao comentar sobre as promoções por merecimento, que para ele é um “modelo defeituoso”. “Aos promovidos por antiguidade: parabéns pela paciência. Capote não é coisa boa; aos promovidos que realmente merecem: lutem pela extinção desse modelo defeituoso, os senhores têm o respeito da tropa; e, aos promovidos por cotas: melhorem, façam por merecer de verdade a partir de agora. Os seus familiares não merecem esse descontentamento”.

O militar continua e diz que gostaria que o critério de escolha por merecimento fosse “puro”. “Quem dera fosse puro esse tal critério de merecimento. Não queremos um tipo de merecimento que desmereça a quem realmente merece, entendeu? Tudo bem, sei que você não pensa muito”, disse.

Passei a maior parte da minha vida policial na graduação de Sargento da PMSE. Lendo hoje o resumo da obra de Almeida (meados do século XIX), a partir desse fragmento de texto, decidi brincar de escrever e contar um pouquinho das metamorfoses a que temos e tivemos que nos submeter nos últimos vinte ou trinta anos para galgar promoções na nossa querida Instituição. Tem-se promoção de todo tipo e para todo gosto…

O meu concurso para ser 3º Sargento foi aberto para os militares da caserna e para os civis. Sim, o público externo podia ingressar na PMSE na condição de 3º Sargento, após aprovado no concurso e curso de formação específico[2].

Hoje, isso já não é possível por conta da extinção dos processos meritocráticos para as graduações de praças na PMSE. Andamos para trás – opinião minha. Com isso, não quero dizer que sou contra a promoção por antiguidade. Não mesmo. Mas esgotar a possibilidade de ascensão da carreira de Praças apenas pela antiguidade é, grosso modo, desmotivar o militar da atitude de se debruçar e se destacar intelectualmente num certame que poderá antecipar a sua promoção por tempo de serviço. Ou seja, o militar mais antigo teria duas chances para a sua promoção. Por tempo de serviço e por merecimento intelectual. Essa inquietação intelectual elevaria o perfil do nosso policial militar, que hoje se arrasta pelo túnel do tempo na busca por uma promoção a Cabo ou Sargento, que, quando acontece, já bate apressadamente à porta da reserva remunerada. As promoções não são mais tão cintilantes como dantes. Não quero nem entrar na questão dos formatos dos cursos de formação de Cabos e Sargentos, o texto vai ficar muito pesado. Mas vale advertir que a meritocracia intelectual é conceito extinto nas cadeiras formativas da PMSE.

Entendo que precisamos tanto da experiência quanto do fervor intelectual e físico do militar para funções de comando de frações policiais nas ruas. Isso estimularia inclusive a permanência dos novos policiais na instituição. Sabemos que, diante das frustrações explanadas, muitos dos jovens policiais deixam de compor os nossos quadros em virtude dessas condicionantes para as promoções na caserna. Senhores Oficias, há espaço para ambos os perfis no preenchimento das graduações na PMSE.

E você, que é simpático às promoções por outros critérios, como o tal merecimento, não pretendo ter a sua simpatia. O merecimento a que me refiro é o intelectual, entendeu? Observe o seu reflexo nas polidas maçanetas que você escolheu trocar pelo seu juramento e verá que deixastes de ser essencialmente um policial há um certo tempo. Quem dera fosse puro esse tal critério de merecimento. Não queremos um tipo de merecimento que desmereça a quem realmente merece, entendeu? Tudo bem, sei que você não pensa muito. Desenharei depois.

Esse tal critério de merecimento é o mesmo que fez, há poucos dias, borbulharem legislações temporárias, no estilo de alguns ministrecos daquele paizinho que já conhecemos (lá eles chamam juízes de primeira instância de juizecos, não é?). E qual seria mesmo o tal estilo? Respondo: – Conferir casuísmo às leis, quando deveriam zelar pela impessoalidade e imparcialidade na sua aplicação e nos seus efeitos. Nada disso… tudo na medida e peso do cliente.

Esse tal merecimento é o que desmerece e desmoraliza a Comissão de Promoção de Oficiais (CPO). Para que ela serve? Nada. Temos hoje, por exemplo, três majores que serão promovidos a Tenentes Coronéis por antiguidade. Ou seja, a CPO não tem ingerência nenhuma. Apenas formaliza o feito. Quanto às 7 ou 8 vagas pelo critério de merecimento, eu não preciso explicar mais nada. Eis o motivo de entendermos que de nada serve a CPO para ditar os destinos da loteada PMSE. Tudo funciona como um verniz que vela as rodas de capoeira, que nas suas últimas edições proporcionou rasteiras espetaculosas, há alguns segundos do berimbau silenciar. Xeque-Mate na CPO, esqueçam as pontuações.

Mas nem tudo está perdido. Sabemos que muitos dos que são apontados por caciques políticos como sendo merecedores de promoções realmente são grandes gerenciadores de segurança pública e exercem sadia liderança entre os seus comandados.

Me pergunto como se sentem os Oficiais que hoje figuram na desfigurada CPO. Difícil saber. Mas me arrisco em dizer que o tamanho da frustração deles pode variar muito. Por exemplo, se foi na esteira desse modelo de promoções que os componentes da atual CPO foram promovidos, podemos acreditar que em isso nada os abalará. E roda a roda.

No fundo, como está hoje, penso que um funcionário terceirizado, com um telefone disponível (abastecido com agenda dos VIPs), e que opere minimamente o Excel e o Word conseguiria sozinho substituir a esvaziada CPO. Sairia mais em conta, sem falar que deixariam livres os Oficiais da Comissão para pensarem uma segurança pública mais efetiva. Afinal, alguém tem que se preocupar com o universo lá fora. Quanta energia desperdiçada!

De resto, a minha merecida reserva remunerada ainda me inquieta. A PMSE não é mais a mesma, e nem poderia ser, os tempos são outros. Mas a ideia que tenho é a de que regredimos. Os nossos cardeais não são mais os nossos Oficiais de carreira. A sensação é a de regredimos e ressuscitamos uma espécie de coronelismo que privilegia as disputas por prestígio e poder. O povo, a violência lá fora? Depois a gente conversa… Tenho certeza que o nosso último ex-governador e o nosso atual líder do executivo não reservaram cotas do merecimento. Ou sim?

Enquanto isso, oficiais que não têm tempo para dar entrevistas, ou mesmo de lustrar maçanetas, ocupados com a crescente onda de violência, por não serem vistos e tão pouco lembrados, passam longe das avaliações (moralmente desvalidas).

Na base do oficialato, aqueles da linha de frente, falhou feio o planeamento da PM quando deixou de promover, por aproximadamente dez anos, concursos para Oficiais. Praticamente, não existem mais 2º Tenentes, e a maioria dos 1º Tenentes já migra para o quadro de Capitães. Um vácuo administrativo que certamente vai gerar um grande desconforto nos próximos anos. Quando chegarem os novos Aspirantes a Oficiais, se vingar realmente o concurso, estaremos com um vazio entre doze e treze anos sem que os claros estejam ao menos iniciando o seu processo de preenchimento. Muitos caciques para poucos índios, não?

Acordemos, Oficiais e Praças. Honremos as nossas famílias e sociedade como um todo. A começar por uma posição equidistante e crítica de caciques políticos. Não se trata de demonizar a política em si. Mas, sim, de reprovar a política dos sussurros. Invariavelmente, o que resta desse tipo de prática não conseguirá atrair mais do que moscas.

Aos promovidos por antiguidade: parabéns pela paciência. Capote não é coisa boa; aos promovidos que realmente merecem: lutem pela extinção desse modelo defeituoso, os senhores têm o respeito da tropa; e, aos promovidos por cotas: melhorem, façam por merecer de verdade a partir de agora. Os seus familiares não merecem esse descontentamento.

O militar termina ironizando, ao afirmar que quem assina a nota, é “um militar da RR que nunca foi promovido por merecimento imerecido. (preferi os livros e, pacientemente, aguardar a minha vez)”, concluiu.

Munir Darrage

terça-feira, 10 de abril de 2018

Capitão Samuel cobra elucidação do assassinato dos PMs e oferece 5 mil reais de recompensa por informações


Nesta segunda-feira, 09, o deputado estadual Capitão Samuel usou a tribuna da Assembléia legislativa do estado de Sergipe para falar do seu repúdio com relação ao assassinato do Capitão da Polícia Militar, Oliveira, e do Guarda Municipal, Paulo Sérgio. De forma bastante contundente, o parlamentar cobrou, do governo do estado e da secretaria de segurança pública, a elucidação da morte do PM em caráter de urgência. 

Segundo o Capitão Samuel, a sociedade precisa de uma resposta urgente. "Eu me reuni com representantes das Associações Unidas dos militares e bombeiros e vamos premiar, com o valor de R$5.000,00 (Cinco Mil Reais), a pessoa que tiver alguma informação concreta e que venha elucidar os crimes dos nossos guerreiros. Precisamos fazer justiça,"declara.

"Além destas duas mortes, precisamos elucidar outros dois crimes, que são: a morte do Cabo Arnaldo, em 2015, assassinado na porta da casa dos pais no bairro coqueiral (2 anos e 10 meses); outro caso foi do Sargento Valdomiro, também em 2015, vítima de latrocínio no bairro Santos Dumont (2 anos e 6 meses). As famílias querem justiça e a população está temerosa pela falta de segurança no nosso estado. A partir de agora a política terá que ser olho por olho e dente por dente", reforça.

Fonte: Assessoria Parlamentar/Capitão Samuel

quinta-feira, 29 de março de 2018

Capitão Samuel recebe membros das Associação Unidas para tratar questões dos militares


Membros das Associações Unidas da Polícia Militar do Estado de Sergipe fizeram uma visita ao deputado Capitão Samuel na manhã desta segunda-feira, 26, para tratar sobre todas as alterações referentes ao concurso da PM e BM de Sergipe, sobre as tratativas iniciais para a preparação de projetos que beneficiem a família militar, como é o caso do auxílio alimentação, a questão do terceiro sargento e do subtenente, do terceiro sargento e o subsídio, e das vagas do QOA e QOPM.

Segundo o Capitão Samuel a visita tem o objetivo de elaborar um plano de ação para as questões dos PMs e BMs. "No meu mandato faço questão de ouvir a família  militar e com eles estamos iniciando os estudos de diversos projetos para a luta deste ano", declara.

Fonte: Assessoria Parlamentar Capitão Samuel

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Subtenente Gonzaga: Os Sargentos do Rio de Janeiro e a crise na segurança


Após o anúncio da intervenção militar no Rio de Janeiro, surgiram (o que é natural), vários diagnósticos de políticos “especialistas”, e curiosos em segurança pública, que de forma mágica tentam resumir o caos e o descaso com os profissionais de segurança pública.

O texto publicado pela Folha de São Paulo, intitulado “Após promoções sem concursos, PM do Rio tem mais chefes que soldados”, imputa a crise enfrentada pelo Estado com a segurança pública decorrente de um plano de valorização de carreiras. De forma tendenciosa e até desprovida de fundamentos, o texto separa os cabos dos soldados, e, esses dos sargentos, desconhecendo que a atividade operacional exercida por um também é exercida pelo outro.

A progressão na carreira não é, e, não pode ser concebida e entendida como divisão de funções. A progressão na carreira é (e deve ser), concebida e entendida como valorização profissional, necessária em qualquer empresa e obrigatória na carreira militar. Afinal, quem arrisca a vida como os Policiais Militares e Bombeiros Militares, não podem ser condenados a passar trinta anos estagnado na carreira.

Assim, simplificam a crise do Rio de Janeiro, creditando-a na conta dos Sargentos, demonstrando total desconhecido sobre a Polícia Militar e sobre o papel dos Sargentos, que não se limita a meros fiscais de soldados e cabos. Não é possível conceder que um plano de valorização da carreira de um policial seja responsável pela crise, afinal, toda a estrutura hierárquica da Polícia Militar possui promoção por tempo de serviço.

É óbvio que o número de sargentos vai crescer se não ocorrer concursos públicos para soldados. Afinal, o número reduzido de soldados e cabos não é decorrente das promoções a sargentos, pois, no Rio de Janeiro, um militar ao ingressar na carreira, levará 12 anos para ser promovido a sargento. Se há uma desigualdade na base da pirâmide, essa está aliada aos vários anos de má gestão e incompetência do governo, que não conseguiu repor o quadro de soldado e cabo em decorrência de uma promoção.

Os números apresentados deixam claro que a responsabilidade da crise do Rio de Janeiro não é dos sargentos, mas sim da baixa de investimentos do Estado. Óbvio, que nesse caso estamos manifestando em relação à matéria da Folha de São Paulo, mas não posso deixar de lembrar que um dos principais motivos da baixa elucidação de crimes no Brasil, que muito contribui com a impunidade, está no modelo de polícia partida, o que torna necessário a adoção da Polícia de Ciclo Completo, como condicionante da eficiência e eficácia na segurança pública no Brasil.

Subtenente Gonzaga
Deputado Federal

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

CBMSE: Abertas inscrições para a Semana 'Salvando Salvadores'


O Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE) abre, nesta segunda-feira (16) as inscrições para a I Semana 'Salvando Salvadores', a ser realizada entre os próximos dias 23 e 27, das 8h30 às 12h, no auditório do quartel central, em Aracaju/SE. O evento é voltado à promoção da saúde ocupacional dos profissionais da corporação, com o objetivo de propor ações que garantam suporte permanente de atendimento médico, de enfermagem e psicológico, em virtude da exposição inevitável dos bombeiros aos riscos operacionais físicos, mecânicos, químicos e biológicos durante suas atividades.

A ideia é construir, durante o evento, um protocolo de pós-exposição a riscos de natureza biológica, um protocolo de elaboração de atestado de origem e uma Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. Dentre os temas abordados nas palestras estão medidas de segurança frente aos riscos enfrentados pelos bombeiros no seu dia a dia; uso correto de equipamento de proteção individual (EPI); Direitos Humanos; stress; psicologia das emergências; exposição solar e desidratação; ergonomia; medicina hiperbárica; mecanismo celetista no regime estatutário; exposição a ruídos, alimentação saudável laboral e patologias da coluna na realidade do bombeiro.

Segundo a sargento BM Perla Fontenele, da equipe organizadora do projeto, serão apresentadas orientações de cunho científico sobre a atividade exercida pelos bombeiros militares pautada na relação saúde e trabalho, com a finalidade de criar mecanismos de suporte ao bem-estar do profissional, associando as ações de salvamento ao campo da saúde pública. “A iniciativa se desdobra em dois movimentos: o primeiro de estabelecer um calendário de atividades voltadas para orientação e capacitação dos membros do CBMSE, analisando ocorrências, procedimentos, práticas, vivências etc. O segundo movimento pretende, em parceria com o comando, construir um espaço de planejamento da saúde do trabalhador bombeiro militar”, diz. 

De maneira geral, os bombeiros atuam expostos a altos níveis de ruídos, o que pode comprometer a saúde auditiva, além da exposição a altas temperaturas durante ocorrências de incêndio. Outros riscos comuns pelos quais passam esses profissionais são riscos químicos ou de acidentes, uma vez que há, em serviço, uma acentuada probabilidade de lesão instantânea ou prolongada provocada por quedas, ergonomia inapropriada para carregamento de peso, lesão por esforço repetitivo (LER), cortes, queimaduras e outros.

“Diante de uma ocorrência envolvendo vítimas, exige-se do bombeiro militar uma série de procedimentos básicos, tais como avaliação da cena, isolamento do cenário, avaliação da possibilidade de explosão de veículos, acesso à vítima, identificação do estado geral da vítima e encaminhamento para atendimento pré-hospitalar. Mas além de toda a técnica empregada, o bombeiro precisa ter autocontrole emocional a ponto de não comprometer nem a elucidação do seu trabalho nem os cuidados básicos com sua saúde”, ressalta a sargento BM Lígia Santana, uma das idealizadoras do projeto.

As vagas para a I Semana 'Salvando Salvadores' são limitadas. As inscrições podem ser feitas pessoalmente, na Assessoria de Comunicação do CBMSE (Rua Siriri, nº 762, Centro de Aracaju/SE) ou por e-mail (ascom@cbm.se.gov.br). No e-mail, deve constar nome completo, CPF e contato telefônico, inserindo o conteúdo 'Inscrição Salvando Salvadores' no campo indicado ao assunto da mensagem. A inscrição dará direito a participar de toda a Semana. Receberá certificado quem tiver carga horária de 70%.

Fonte: Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Sergipe

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Georgeo: “Governo faz quase nada para combater efetivamente a violência”

Foto: Arquivo Aspra

O deputado estadual Georgeo Passos (PTC) usou o grande expediente da sessão plenária desta segunda-feira, 18, para criticar o avanço da criminalidade no Estado de Sergipe. Segundo o parlamentar, os episódios de violência estão aumentando e o Governo pouco faz para combater este problema.

Georgeo citou os casos recentes de homicídios em Sergipe, entre eles, o assassinato do Sargento da PM Djalma Lima Santos, morto em uma troca de tiros durante um assalto a um micro-ônibus da Coopertalse no último final de semana, bem como do vigilante morto em Neópolis. O parlamentar afirmou que a sensação é de que o Governo não enfrenta a insegurança como se deve.

“Vários homicídios recentes. Uma professora, um policial, um gerente de posto, um pai assassinado pelo próprio filho, um vigilante morto em seu posto de serviço, assaltos a igrejas, a veículos, a transeuntes. Existe Plano de Segurança no Estado? Problema complexo. As soluções de combate não estão dando mais resultados. Estamos prendendo muito, mas mal. Impunidade fomentando criminalidade. Até quando?”.

“Parece que estamos enxugando gelo. Apesar do Executivo gastar com publicidade criativa afirmando que os índices de violência diminuíram, o que vemos na prática é que isso não está acontecendo. Tudo isso porque o Governo não mostra disposição de enfrentar o problema de frente”, garantiu.

Em sua fala, o deputado questionou se o Executivo tem um Plano Estadual de Segurança como forma de combater a violência uma vez que, até o momento, somente medidas paliativas têm sido adotadas. “E isso não resolve este problema tão complexo”, garantiu. Contudo, Georgeo diz que não vê disposição do Governo para tratar deste tema.

“No quesito investigação pouco se faz em Sergipe. Temos um concurso da Polícia Civil com 185 pessoas aprovadas e que só estão esperando convocação. Foi gasto quase R$ 1 milhão com o curso de formação deles, que poderiam estar nas ruas a favor da população. O Governo vive alegando a crise, mas neste ano, houve aumento no repasse do FPE. O Governo quer frear a violência ou prefere esperar que mais pessoas percam a sua vida? Por que não convocar os aprovados da PC?”, questionou.

“A verdade é que o Governo de Jackson Barreto está com os dias contatos, já que ele agora só pensa em eleição. A população nos cobram e, infelizmente, não temos uma resposta para dar. Precisamos de um grande pacto a nível estadual e nacional entre todos os Poderes da República. Do contrário, amanhã, estaremos aqui para relatar outro homicídio. Infelizmente, essa é a realidade”, finalizou Georgeo.

Da Assessoria Parlamentar

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Capitão Samuel busca solução para mudança de QOPM para QOA


Na manhã desta segunda-feira, 17, o deputado estadual Capitão Samuel se reuniu com o Comandante Geral da Polícia Militar, Coronel Marcony, e com subtenentes e sargentos. A reunião teve o objetivo de discutir as vagas do Quadro de Oficiais Policiais Militares (QOPM) para o Quadro de Oficiais Administrativos (QOA), que é o quadro que vem dos praças e dá a oportunidade para que os subtenentes sejam promovidos a segundo tenentes e também foi discutido o regulamento disciplinar, que resolve o problema do comportamento nas promoções. 

Segundo o Capitão Samuel a conversa com os Militares e com o Comandante foi positiva, mas é a base de um trabalho que está em andamento. “A reunião com o comandante e com os subtenentes foi muito boa e vamos dar sequência, nesta terça-feira, a estas reuniões com uma comissão dos subtenentes e sargentos”, afirma~

Fonte: Assessoria Parlamentar/Portal Café com Notícias (https://www.cafecomnoticiasse.com.br/)

sexta-feira, 3 de março de 2017

Soldado Isaías: "Força Nacional enxugando gelo em Sergipe"


Após as orquestradas ações de luta da categoria militar sergipana que desencadearam pequenos avanços para a sua base de servidores, onde este governo desvirtuou demasiadamente as principais reivindicações da classe, a exemplo das correções inflacionárias não repassadas nos últimos anos, dos irrisórios valores salariais da base na conversão do subsídio (a serem pagos num futuro tão distante), a alteração no Plano de Carreira com suas limitações percentuais, o esdrúxulo valor de 8 reais para o almoço dos PM’s, sintetizam a desmotivação por que passam os soldados, cabos, sargentos e subtenentes PM’s e BM’s sergipanos.

Haveria absurdo em relacionar os altos índices da violência sergipana com o caput desse humilde artigo? Seria pretensão conectar a insatisfação dos homens e mulheres que estão na linha de frente, dentro de viaturas, com o crescimento absurdo da criminalidade?

Inocência ou incoerência será de quem desatrelar tais fatos, falo pela vivência diária no cumprimento do policiamento ostensivo, pela convivência constante com os companheiros de luta e labuta, na condição de ator desse filme de terror vivido por todos os servidores da base das casernas, por ser ouvidos de muitos irmãos na condição de representante da Associação dos Praças, prerrogam-me afirmar que existe conexão do desestímulo profissional com o interminável crescimento da violência sergipana.

Entra em cena no teatro da segurança pública sergipana a Força Nacional, alheia às demandas dos irmãos sergipanos, mais por cumprimento e encenação política do que mesmo por garantias efetivas na diminuição da violência.

Isso mesmo, por que há de se convir que possa até existir efetividade nas ações policiais desenvolvidas pelos co-irmãos da Força Nacional, porém essa (pseudo) efetividade terá seu efeito momentâneo tão logo o avião destes deixem o solo Serigy, e por cá fiquem os desestimulados praças velhos, sentados em promessas de melhorias para suas famílias num futuro tão distante.

O governo sergipano precisa retomar o diálogo franco com a categoria, de forma espontânea, para depois não posar de bom moço, quando tiver de garantir direitos mediante intervenção judicial, a exemplo do mandado de injunção para garantir nosso direito das correções inflacionárias devidas (Parabéns a AMESE).

A categoria precisa se arranjar, reestruturar-se, para então retomar a luta pelas velhas reivindicações. Não tem como não ver diárias mirabolantes pagas à FN enquanto continuamos almoçando com migalhas!

Por Isaías Silva – Soldado da PMSE – Diretor Regional da ASPRA

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Capitao Samuel comemora promoção dos Praças



Depois de muita luta a vitória dos Militares (Sargentos) foi alcançada, pois desde agosto de 2015, estes profissionais deviam ter recebido as suas promoções. Hoje, dia 18, o deputado estadual Capitão Samuel agradece o empenho dos colegas militares, que se uniram em uma comissão para buscar este resultado. Além de reconhecer agradecer a parceria do Coronel Marcony e ao governador Jackson Barreto, que determinou que o problema destes profissionais fosse resolvido de imediato.

O Capitão Samuel parabeniza todos os homens e mulheres que terão as suas justas promoções. "Parabenizo os Familiares dos promovidos, que estiveram apoiando seus sargentos, aguentando até o desgaste causado pela situação. Valeu pelo apoio e motivação dada aos seus parceiros de vida. Vamos em frentes, a luta continua", declara.

Fonte: Facebook Capitão Samuel/Assessoria Parlamentar

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Ex-presidiário confessa ter matado sargento da PM em Aracaju

Foto. Portal F5 News e SSP/Sergipe

O ex-presidiário Revisson Santos Costa, 30, confessou ter matado o sargento da reserva da Polícia Militar,Adalberto dos Santos Filho, 30, vítima de latrocínio (roubo com morte), na porta da casa da mãe, na zona Norte de Aracaju, no começo desta semana. O acusado afirma ter cometido o crime sozinho.

Revisson foi preso na manhã desta quinta-feira (19) no centro da capital sergipana por agentes da Delegacia de Roubos e Furtos (Derof), responsável pela investigação. Em depoimento à delegada Juliana Alcoforado, o suspeito detalhou a ação criminosa.

“Ele conta que saiu para roubar e, logo após fazer o roubo ao estabelecimento comercial, percebeu que havia outra vítima em potencial que seria o sargento. O militar estava sentado na calçada, tinha um celular pendurado no pescoço, ele se aproximou, percebeu que o sargento estava armado, então eles entraram em luta corporal e acabou havendo a morte”, descreve a delegada.

Com ele, os policiais civis apreenderam a pistola do sargento, um revólver calibre 32 utilizado no crime e uma motocicleta que pertencia a Revisson e foi utilizada por ele. O acusado já tem passagem pelo sistema prisional pelos crimes de roubo e homicídio. A Polícia já pediu a prisão preventiva dele pelos crimes de porte ilegal de arma de uso restrito, roubo e latrocínio (roubo com morte).

“Ele disse que está muito arrependido, colaborou (com as investigações) apresentando as armas, tanto a utilizada contra o sargento, bem como a própria pistola do sargento que ele subtraiu. Ele agora irá ficar à disposição da Justiça, que vai precisar a pena”, concluiu Alcoforado.

Will Rodriguez e Nathália Passos

Fonte: F5 News

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