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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Aspra Sergipe emite Nota de Repúdio a declarações do vereador Agamenon Sobral

NOTA DE REPÚDIO

A Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Sergipe - ASPRA/SE - vem a público através da presente nota manifestar seu repúdio às declarações feitas pelo vereador de Aracaju, Agamenon Sobral, em entrevista concedida ao Jornal da Cidade, edição nº 12.725, publicada em 30/11/2014.

Na referida entrevista o vereador Agamenon amplia o rol de pessoas e classes trabalhadoras vítimas de seus impropérios, atingindo desta vez os policiais, especialmente militares, afirmando entre outras coisas que "a polícia está cheia de come e dorme" e que as escalas de serviço dos policiais são "mais uma forma de roubar o povo".

Depreende-se das afirmativas do referido vereador em sua lastimável entrevista, que o mesmo não tem o mínimo conhecimento sobre o tema segurança pública e sobre a atual situação dos órgãos do setor no estado, a exemplo do efetivo policial militar disponível para atuar na atividade fim. É extremamente lamentável que este cidadão não reconheça o trabalho que vem sendo realizado pelos valorosos policiais militares de Sergipe, os quais tem se desdobrado para desempenhar suas funções e garantir na medida do possível a segurança da população, não só cumprindo suas escalas ordinárias como também sendo empregados constantemente em escalas extraordinárias, nas quais necessitam abrir mão da sua folga e do convívio familiar para atuar em defesa dos cidadãos, isto face à carência do efetivo policial, fato já notório para toda a sociedade sergipana.

Quanto às escalas dos policiais, citadas pelo referido vereador como "mais uma forma de roubar o povo", poderíamos questionar ao vereador Agamenon Sobral quantas horas por semana ele efetivamente trabalha e em quantas dessas horas ele coloca em risco o seu bem maior - a vida - pelo louvável propósito de servir à sociedade, mas não o faremos, deixaremos a critério do mesmo que faça uma reflexão sobre o assunto, afinal cada trabalhador tem sua função, sua missão a cumprir, e o faz dentro das especificidades de sua profissão.

Lamentamos que alguém que foi eleito para representar os interesses do povo aracajuano, independente da quantidade de votos que obteve, demonstre estar mais preocupado em atrair para si os holofotes, câmeras, gravadores e microfones, do que em legislar em favor do povo da nossa capital. A cada dia este cidadão cria uma nova polêmica, atingindo com suas ofensas trabalhadores de diversas categorias, colegas de parlamento e chegando até mesmo ao absurdo de incitar a violência contra a mulher em plenário e diante de câmeras de TV, fato que esperamos que seja apurado pela Câmara de Vereadores de Aracaju.

Quanto aos policiais militares nos resta dizer que a ASPRA/SE já acionou a sua Assessoria Jurídica para que estude o caso e proponha a medida mais adequada para preservar a honra destes policiais, maculados pelas declarações infelizes deste cidadão.

Por fim reafirmamos nosso compromisso com a defesa da nossa categoria e reforçamos nosso repúdio ao vereador Agamenon Sobral.

Anderson Pereira Araújo
Presidente da ASPRA/SE

Para ler a entrevista do vereador acesse o link abaixo:

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Após prisão de líder, PMs ameaçam retomar greve na Bahia

 
Os policiais militares da Bahia ameaçam retomar a greve no Estado em retaliação à prisão, nesta sexta-feira (18), do soldado Marco Prisco, líder do movimento encerrado nesta semana.

Vereador em Salvador pelo PSDB e diretor-geral da ASPRA, uma das associações que encabeçaram a paralisação, Prisco foi detido pela Polícia Federal em um resort na região da Costa do Sauípe (litoral norte da Bahia), segundo informações do Ministério Público Federal.
 
De acordo com o vice-presidente da ASPRA, Fábio Brito, a prisão de Prisco poderá desencadear uma nova paralisação da PM baiana. A paralisação anterior durou cerca de dois dias e foi encerrada ontem (17) após acordo entre os policiais e o governo do Estado.

Brito afirmou que líderes da categoria estão reunidos e devem realizar uma nova assembleia nesta sexta, no mesmo parque aquático inativo onde foi deflagrada a greve da última terça-feira (15).

“Foi uma traição. Assim fica difícil confiar nos Poderes da Bahia. Os policiais não ficaram satisfeitos em saber que no dia seguinte ao fim da greve um dos nossos líderes foi preso”, disse.

A prisão, segundo a Procuradoria, que fez o pedido, não tem relação com a greve desta semana, mas com a paralisação de 2012.

O Ministério Público Federal move desde abril de 2013 uma ação penal que resultou na denúncia de Prisco e de outras seis pessoas sob acusação de crimes cometidos durante a greve anterior da PM baiana, que durou 12 dias entre janeiro e fevereiro de 2012.

Em nota, o MPF afirmou que Prisco é processado por “crime político grave” e que a intenção do pedido de prisão foi “garantir a ordem pública”. O vereador será levado para Brasília, onde ficará no Complexo Penitenciário da Papuda. Qualquer recurso contra sua detenção, segundo o MPF, só poderá ser ajuizado no STF.
 
Fonte: Folha de São Paulo/Apram

Líder da greve da PM baiana, Marco Prisco, é preso na Bahia

 
O vereador Marco Prisco (PSDB), líder da greve da PM na Bahia, foi preso a pedido do Ministério Público Federal na Bahia (MPF-BA), nesta sexta-feira (18). O mandado de prisão foi expedido na terça (15), no primeiro dia da paralisação. A prisão foi realizada pela Polícia Federal em um resort em Costa de Sauípe, onde Prisco se encontrava. 
 
O pedido foi feito na segunda-feira (14), dentro da ação penal movida pelo MPF em abril de 2013 , que denunciou sete pessoas entre vereadores, soldados e cabos da PM por diversos crimes, a maioria deles contra a segurança nacional, praticados durante o movimento paredista de 2012. A intenção do pedido de prisão preventiva foi de garantir a ordem pública. De acordo com o MPF, o vereador é processado por crime político grave e qualquer recurso contra sua prisão só poderá ser ajuizado no Supremo Tribunal Federal. A prisão será cumprida inicialmente em presídio federal localizado fora do estado da Bahia.
 
Fonte: Blog do Anastácio/Blog SOS Policiais Militares

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Especialistas do transporte cobram postura aos vereadores

Especialistas nacionais do transporte, que estiveram em Aracaju participando de um debate com a imprensa, cobraram dos parlamentares uma postura não omissa diante da tarifa de ônibus que está sendo onerada, também, por conta das gratuidades, que cresce cada vez mais sem que o Município apresente a fonte de custeio. "A todo momento se vê um parlamentar apresentando requerimento para gratuidade no transporte. E não é que eu discordo da gratuidade, mas é preciso ressaltar que nada será feito realmente de graça, enquanto um funcionário do Correio, uma empresa que retém lucros, ou um oficial de justiça, policial, bombeiro, circulam de graça nos ônibus, um trabalhador comum está pagando por sua passagem e por aquela que está sendo gratuita", disse Marcos Bicalho, Superintendente da Associação Nacional das Empresa de Transporte Público.

"É preciso que o Município delimite a fonte de custeio para compensar essas passagens. Jogar o peso para as costas do cidadão é fácil", completou ele, lembrando que há uma brecha na lei, conforme o Artigo 35 da Constituição, que diz que a gratuidade no transporte deve se definir por fonte de custeio ou ser incluída na tarifa. Marcos Bicalho afirmou que a tarifa de ônibus é o resultado médio da soma entre o custo total do sistema (custo por quilômetro) e o número total de pagantes. E em Aracaju, além dos 15% de passageiros estudantes, que dispõe a gratuidade em metade da passagem, 22% dos usuários têm gratuidade total.

Já o especialista, Nazareno Stanislau Affonso, Coordenador Nacional pelo Direito ao Transporte de Qualidade, destaca que o aumento em mais de 15% do preço do diesel, que também implica custo do serviço. "O cidadão paga um passagem para um veículo que consome um combustível com preço igual a um carro de luxo. E mesmo assim, esses veículos que transportam a maioria da população ainda concorrem espaço com os carros particulares", reclamou ele.

No debate com a imprensa que aconteceu este mês, esses especialistas elucidaram questões a respeito da gratuidade no ônibus coletivo: tema do prêmio Setransp de Jornalismo deste ano. "Há muita adequação simples que pode ser feita, como os corredores de ônibus com semáforos programados, é preciso apenas que se tenha compromisso com o transporte", considerou o superintendente do Sindicato das Empresas de Transporte Público de Aracaju (Setransp), José Carlos Amâncio.

Fonte: Setrans/F5 News

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Vereadores eleitos em Minas Gerais





























Eleitores tiram força de milicianos na política do Rio

A apuração dos votos que definiram a nova composição do Legislativo carioca aponta para a perda de espaço político dos grupos paramilitares. A Câmara do Rio, que já teve entre os vereadores Jerônimo Guimarães Filho, o Jerominho, Jorge Babu, Cristiano Girão, Josinaldo Francisco da Cruz, o Nadinho de Rio das Pedras, e Luiz André Ferreira da Silva, o Deco, todos envolvidos com grupos paramilitares, na próxima legislatura terá dois nomes supostamente beneficiados por votos de áreas sob influência de milícias.

Irmão do ex-deputado estadual Jorge Babu, condenado por chefiar uma milícia em Santa Cruz, na Zona Oeste, o vereador Elton Babú (PT) conseguiu se reeleger com 11.352 votos, quase 90% deles conquistados na região sob influência de grupos paramilitares. Outro que conseguiu se reeleger com base em votos em redutos de milícias foi o vereador Marcelo Henriques Batista, o Marcelo Piuí (PHS), que teve 5.449 votos, a maioria em Jacarepaguá.

Cinco dias antes das eleições, fiscais do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) e agentes da Polícia Federal apreenderam na associação de moradores do 4º Centenário, na Vila Sapê, em Curicica, farto material de campanha de Piuí. Dominada por uma milícia, a região foi uma das que recebeu reforço de segurança de tropas federais para impedir que eleitores fossem coagidos a votar em candidatos apoiados por milicianos.

A vereadora Carminha Jerominho (PT do B), filha do ex-vereador Jerominho e sobrinha do ex-deputado estadual Natalino Guimarães, ambos condenados por chefiar uma milícia em Campo Grande, não conseguiu garantir a reeleição. Carminha teve 5.983 votos. Em agosto passado, a PF apreendeu armas e munição dentro de um depósito de material de campanha da vereadora. Na ocasião, Carminha negou qualquer envolvimento com grupos milicianos.

Não foi apenas a bancada da milícia que perdeu espaço na Câmara do Rio. Candidatos supostamente ligados a facções criminosas também ficaram fora da Casa. Foi o caso de Leo Comunidade (PTN), que tem a Rocinha como reduto eleitoral e teria ligação com traficantes. Wagner Bororó (PSB), flagrado negociando apartamentos do programa Minha Casa, Minha Vida, no Complexo do Alemão, também não se elegeu.

Sérgio Ramalho

Fonte: Blog do Lomeu/Exército

Sargento Régis é eleito vereador em Campina Grande

Confira a votação obtida por outros candidatos policiais na cidade.



O Sargento Régis foi eleito vereador na cidade de Campina Grande. Ele obteve 2.100 votos.
Confira abaixo a votação obtida por outros policiais candidatos nestas eleições:

NOME
ÓRGÃO
VOTAÇÃO
Cabo Sérgio Rafael
Polícia Militar
2.930 votos
Coronel Ronaldo
Polícia Militar
1.144 votos
Júlio Cesar
Polícia Civil
844 votos
Sargento Martins
Polícia Militar
398 votos
Sargento Romildo
Polícia Militar
318 votos
Clóvis Brasileiro
Agente Penitenciário
257 votos
Antonio Nunes
Polícia Civil
252 votos
Sargento J. Antonio
Polícia Militar
175 votos
Sargento João da Silva
Polícia Militar
68 votos
Beto Peixoto
Polícia Civil
32 votos
 
Fonte: Paraíba em QAP

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Marco Prisco: Um dos homens mais perseguidos pelo militarismo no Brasil

Setores da imprensa, em vez de defender o respeito aos direitos humanos, preferiram fazer o jogo dos algozes. Isso não se faz...


Um homem é acusado de furtar um aparelho celular e acaba condenado por homicídio, sem nunca ter matado ninguém. Uma afronta repugnante aos direitos humanos, não? Pois foi mais ou menos isso que aconteceu com um dos militares mais conhecidos do Brasil.

Estamos falando de Marco Prisco Caldas Machado, que ficou conhecido em todo o Brasil durante o fervoroso período de greve dos policiais na Bahia. Perseguido como um criminoso, Prisco teve sua imagem ‘estuprada’ por setores da imprensa brasileira, comprometidos com o dinheiro que recebe dos governos.

Em entrevista ao blog Abordagem Policial, o líder militar revela como foi expulso sumariamente da corporação, após sofrer uma série de perseguições que deveriam cortar o coração de quem tem um mínimo de sentimento humano por outrem. Definitivamente, isso não se faz.

Muitos policiais brasileiros estão se propondo a candidatar-se vereador nas atuais eleições, na perspectiva da aquisição de alguma cobertura política que garanta voz ativa em defesa de interesses das categorias policiais. Um desses candidatos, entretanto, chama a atenção de muitos, em todo o Brasil: Marco Prisco Caldas Machado, líder do mais célebre movimento reivindicatório que a categoria policial militar na Bahia viveu.

Com 33 anos de idade, Prisco foi demitido da PMBA, acusado de participar do movimento grevista de 2001, e posteriormente fundou a ASPRA – Associação de Policiais e Bombeiros do Estado da Bahia, entidade que vem sofrendo diversas restrições em sua atuação após ter se inserido centralmente na recente greve, principalmente na pessoa de Prisco. Candidato a vereador em Salvador, Prisco falou sobre sua trajetória, sobre as greves que participou e sobre a acusação do seu “interesse político” na atual candidatura, em entrevista exclusiva para o Abordagem Policial:

Abordagem: O que o levou a ingressar na Polícia Militar da Bahia?

Prisco: O sonho de ser bombeiro.

Abordagem: Em que circunstâncias você foi demitido?

Prisco: Em janeiro de 2002 fui acusado, de forma arbitrária e absurda, de panfletar na área da 35ª CIPM (Iguatemi), em um dia em que eu estava disputando um campeonato da Polícia Civil no Clube 2004 (Clube da Orla de Salvador), onde três policiais militares podiam jogar no time da Polícia Civil e eu estava jogando no time da 1ª Delegacia. Meu processo relâmpago correu em 18 dias e a comissão, formada por dois majores e um capitão, me absolveu dizendo inclusive que não caberia para mim sequer uma advertência, porém, o comandante geral da época tomou para si a responsabilidade de me demitir alegando que era público e notório que eu tinha participado da greve de 2001. Ou seja, eu fui acusado de panfletar e demitido por outra razão, que sequer era o objeto do processo. É tão absurdo quanto alguém ser acusado de furtar e acabar condenado por homicídio.

Abordagem: A ASPRA, entidade da qual você é presidente, surge em que contexto?

Prisco: Bem, logo de cara: a ASPRA não tem a figura de um presidente, todos os diretores têm poder de voto igualitário, apenas há a figura do coordenador geral que é quem marca as assembleias e coordena as reuniões, mas nunca dá a palavra final nas decisões que são votadas, nos moldes de 50% mais um. A ideia surgiu da necessidade de termos uma entidade independente e não subserviente aos mandos e desmandos dos governos. Uma entidade que unisse praças, oficiais e seus familiares em um mesmo objetivo e que pudesse mudar esta realidade de desunião, alienação e subserviência da tropa. O nosso lema é Justiça e Liberdade.

Abordagem: Qual a diferença entre a greve da PMBA de 2001 e a greve de 2012?

Prisco: Olhando sob um aspecto geral, a greve de 2001 foi muito mais forte, devido também a participação de nossos irmãos da Polícia Civil, porém, não havia uma coordenação e nem uma liderança unificada, o que trouxe inclusive dificuldades nos acordos firmados e atendimento das reivindicações. Porém, a greve de 2001 não teve nem um terço da repercussão da greve de 2012. O que fez a greve de 2012 maior do que a de 2001 foi em primeiro plano a intransigência do governo do PT, que causou revolta e adesão ao movimento. A cada passo de endurecimento e negação do governo a tropa mais se revoltava e mais aderia. Diferente de 2001 hoje possuímos ferramentas fundamentais: a internet e as redes sociais. Isso ajudou a divulgar os passos do movimento e as arbitrariedades cometidas pelo governo, inclusive a de cercar a Assembleia Legislativa (AL-BA) e comprometer o direito de ir e vir das pessoas. Porque, além do cerco, chegou um momento que impediram até o acesso ao Centro Administrativo da Bahia (CAB), não só à ALBA, comprometendo o direito de ir e vir de muitas pessoas. O mundo todo assistiu aquilo. E para um partido dito dos trabalhadores todo aquele circo de guerra montado ficou ridículo e esdrúxulo, e isso chamou a atenção da mídia nacional e mundial. Somado isso tudo ao fato de que o governo subestimou a força da tropa e a transparência das lideranças do movimento sem dúvida a greve de 2012 entrou para história da Bahia.

Abordagem: Muitos afirmam que você tinha “interesse político” na última greve: sua candidatura atual afirma esta tese?

Prisco: Para início de conversa não foi o Soldado Prisco quem deflagrou a greve, e sim uma categoria que está cansada de ser enganada por este e por outros governos, foi uma decisão em assembleia no ginásio dos bancários, que para mim é e sempre será soberana. Não foi minha vontade que prevaleceu e sim a da categoria. Alguém poderia me acusar disso caso fosse eu, sozinho, que decidisse pela greve. Para se ter uma ideia, antes do fim da assembleia já tínhamos notícias de unidades se aquartelando. Meu único interesse sempre foi e sempre será em fortalecer a classe. Se me perguntassem por exemplo se eu preferia ser vereador ou manter a ASPRA, eu responderia sem piscar que manteria a ASPRA. Porém, todos pudemos observar durante o movimento de 2012 que sem força política não vamos para lugar algum. Eu já tinha esta visão que uma entidade sem força política não é nada, assim como um candidato classista sem entidade é inútil. Mas faltava a tropa acordar para esta realidade e creio que este objetivo foi alcançado em 2012. Dentro deste panorama a minha candidatura, bem como a de outros diretores da entidade, nada mais é que um passo natural para o fortalecimento da classe, politicamente falando. Mas para mim e para outros companheiros de luta, em primeiro plano sempre estará a entidade que representa a classe, até porque nunca fui de ficar em gabinete, o meu negócio é ir à luta e sempre será.

Abordagem: Quais foram as consequências da greve de 2012 para sua vida particular?

Prisco: Eu já estou acostumado com todas estas perseguições e arbitrariedades promovidas pelo sistema, afinal já fui preso por três vezes lutando pela categoria nas muitas greves pelo Brasil afora das quais participei, mas esta foi particularmente sacrificante para minha família que sofreu ameaças, principalmente quando o governo passou para a Globo a famosa gravação manipulada tentando criminalizar o movimento e a mim. Ao mesmo tempo, pode até soar estranho, fico muito satisfeito, porque provamos que unidos somos fortes e isso só me fortaleceu como homem de bem e de Deus que sou, e na minha ânsia por mudanças na categoria e no âmbito social.

Abordagem: Em que a última greve da PMBA contribuiu com a sua campanha?

Prisco: Eu acho que contribuiu de fato para a categoria como um todo. Seria hipocrisia de minha parte dizer que a greve de 2012 não colocou meu nome em evidência. Não nego isso. Mas não foi essa minha intenção. O que causou esta repercussão toda não foi a greve ou o Soldado Prisco em si, mas sim a intransigência de um governo que não quis negociar e partiu para o endurecimento e atitudes antidemocráticas. Sem nenhum cinismo, se eu fizesse isso pura e simplesmente por uma candidatura, meu maior cabo eleitoral seria o governador da Bahia, senhor Jaques Wagner, que com sua desinteligência deu um contorno dramático a uma greve que não deveria tomar a proporção que tomou. Mas enfim, a greve serviu para mostrar que eu tenho coragem e compromisso com a minha categoria. Quem me acompanha sabe que a minha vida sempre foi uma luta, só no ano passado coordenei quatro greves no Brasil pela ANASPRA. A greve de 2012 é muito mais significativa para a categoria na Bahia do que para minha campanha.

Abordagem: Por que o PSDB?

Prisco: O principal motivo: é oposição de verdade ao PT. Além do mais, foi o partido que quis apostar em uma mudança e eu acredito neste projeto, apesar de que, com minha vivência em lutas, eu acredito muito mais nas pessoas, no homem em si, afinal é o homem quem transforma.

Abordagem: Quem são seus eleitores?

Prisco: A minha categoria e os outros servidores públicos que acreditaram e foram traídos por este governo que implantou uma verdadeira ditadura na Bahia. No geral, são todos aqueles que querem se libertar deste sonho que virou pesadelo.

Abordagem: Por que é importante que o Soldado Prisco seja eleito vereador de Salvador?

Prisco: Em primeiro lugar não é a candidatura de Soldado Prisco e sim de toda uma categoria. Quem votar em mim estará votando em cada policial militar ou servidor público que acreditou neste governo que aí está e que só fez nos enganar, trair e perseguir. Nós iremos transformar, quebrar paradigmas, fazer o novo, o que a população e, principalmente, a categoria espera. Tenho consciência plena da responsabilidade que carrego, pois sou a expectativa de mudança de toda uma classe, meu mandato não me pertencerá, ele será da categoria. Mas me considero pronto para este desafio e para muitos outros que virão. Com fé em Deus sairemos vencedores de mais esta batalha que está apenas começando.

Fonte: Abordagem Policial/Paraíba em QAP

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Emmanuel sai em defesa da PM

O presidente da Câmara Municipal de Aracaju (CMA), Emmanuel Nascimento (PT), deu entrada numa moção de apoio e solidariedade ao Coronel José Aelson Rezende, comandante da Polícia Militar do Estado de Sergipe. A moção se deve ao fato da cantora Rita Lee ter se dirigido com palavras de baixo calão contra policiais sergipanos, na madrugada do último domingo (28), durante seu show no Projeto Verão, que acontece na Atalaia Nova.

"Considerando que Rita Lee agrediu verbalmente policiais militares que estavam de serviço, desacatando-os e ofendendo-os verbalmente com palavras de baixo calão, foi que dei entrada nesta moção de apoio e solidariedade", justificou Emmanuel, complementando que a moção é estendida a todos os policiais da corporação. A moção deve ser lida em Plenário para os demais vereadores no dia 15 de fevereiro, no retorno do recesso, e deve receber parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça.

Fonte: Correio de Sergipe

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

PMs transferidos de Lagarto suspeitam de perseguição política

Na última sexta-feira, 16, o Portal Lagartense publicou matéria dando conta da transferência de três policiais militares do município de Lagarto, na região Centro-Sul do Estado, para o município de Simão Dias. A suspeita é de que a transferência dos militares tenha acontecido a pedido (ou por ordem) do prefeito da cidade, Valmir Monteiro, e do vereador "Xexéu", em consequência da atuação dos militares no município, pois estes, cumprindo a lei, teriam apreendido algumas motocicletas em situação irregular.

Em matéria publicada em seu blog no Portal Infonet, o jornalista Cláudio Nunes "cantou a pedra" ao afirmar que: "Como o prefeito acha que manda no município e é aliado do governador a essa altura já pediu ao comando da PM para transferir o cabo para um lugar bem longe. Dito e certo.

O fato é lamentável e inaceitável, e demonstra o quanto a Polícia Militar ainda é submissa à vontade de alguns políticos. "O pior é saber que nesses casos quem acata os pedidos ou ordens são justamente as pessoas que deveriam defender nossa instituição e impor sua autoridade. Se pedem para transferir um policial por que este cumpriu a lei, quem está errado? Certamente não é o policial. Isso é vergonhoso", declarou um policial que não quis ser identificado.

Para o sargento Anderson Araújo, presidente da Asprase, a polícia precisa ter autonomia e não pode estar sujeita a caprichos políticos. "Nosso papel é cumprir a lei. Quem não quiser ser importunado que a cumpra. Não se pode admitir que um policial seja humilhado por terceiros e desprezado por sua própria instituição por ter cumprido o seu dever legal. É preciso que nossos comandantes aprendam a dizer não para esses pedidos absurdos", declarou o sargento solidarizando-se com os colegas.

Em matéria publicada no seu site oficial, o deputado estadual Capitão Samuel (PSL) também criticou o fato. "É totalmente inadimissível esse tipo de situação ainda ocorrer no Estado. Samuel Barreto afirma ainda que não aprova Policiais Militares em desvio de função de forma alguma. 'Não concordo com o desvio de função, lugar de policial militar é nas ruas, não é em Gabinetes, nem fazendo segurança, nem á disposição de político nenhum, vou continuar afirmando e lutando contra esse mal, o policial militar é do povo e não de políticos', explicou o deputado", diz um trecho da matéria.

Abaixo segue na íntegra a matéria publicada pelo Portal Lagartense.


Subtenente Eraldo, cabo Honorato e sargento Geldo são transferidos de Lagarto

Para os militares houve perseguição política

Por Portal Lagartense

Três policiais militares dos mais atuantes em Lagarto foram transferidos. Sargento Geldo, subtenente Eraldo e o cabo Honorato a partir da próxima segunda-feira deverão prestar serviços na cidade de Simão Dias.

Para os militares a motivação da decisão foi por perseguição política.

O subtenente envolveu-se em polêmica com o presidente da Câmara de Vereadores de Lagarto, Wilson Fraga ‘ Xexéu' -, os dois trocaram acusações de abuso de autoridade, depois que a guarnição comandada pelo PM efetuou apreensões de motocicletas irregulares no povoado Jenipapo.

O cabo Honorato, bastante triste, comentou a sua transferência.
- Fiz muito por Lagarto, dei o meu máximo, mas infelizmente nem todos acharam assim. Darei o meu máximo também em Simão Dias, não será nada diferente.

O subtenente Eraldo disse que segue ordens dos seus superiores e não há problema em mudar-se. - Honrarei a farda aonde eu for, até porque sou policial de Sergipe.

A maioria das prisões neste ano realizadas pelo 7º Batalhão de Lagarto teve a assinatura dos três militares transferidos para Simão Dias. Uma simples pesquisa pela palavra "Honorato" no sistema de buscas do Portal Lagartense apresenta várias matérias que atestam a importância do trabalho que os militares realizaram na cidade.


Na esquerda cabo Honorato, na direita sargento Geldo


Com informações do Portal Lagartense e site oficial do Deputado Estadual Capitão Samuel

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Vereador Nitinho é multado após dirigir com sinais de embriaguez

Vereador Nitinho se recusa a fazer teste do bafômetro e é multado
Flávio Antunes, com informações do SETV 2


A polícia militar fez operação lei seca no fim de semana. Alguns motoristas foram flagrados com sinais de embriaguez e se recusaram a fazer o teste do bafômetro.

Entre os motoristas que se recusaram a fazer o teste do bafômetro estava o vereador Nitinho, do partido Democratas (DEM). O vereador também estava sem a carteira de habilitação.
Por não portar documento de habilitação, o vereador Nitinho deverá pagar multa de R$ 53,20  e perder três pontos na carteira. Por dirigir embriagado, o vereador também vai pagar multa de R$ 957,70 além da perda de sete pontos na carteira.

Fonte: Emsergipe.com

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Sepuma agradece retorno do Ipesaude

A Tribuna Livre da Câmara Municipal de Aracaju (CMA) foi ocupada nesta segunda, dia 25, pelo presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Aracaju (Sepuma), Nivaldo Fernando dos Santos. Na oportunidade, Nivaldo agradeceu aos vereadores por contribuir para o retorno dos servidores inativos e aposentados à assistência médica do Ipesaúde.

"O prefeito Edvaldo Nogueira assinou recentemente o convênio com o Ipesaúde. Dessa forma queremos aqui agradecer a participação dos senhores vereadores, pois vocês foram o instrumento para que pudéssemos ter de volta essa assistência médica em sua plenitude para os servidores ativos, inativos e aposentados", disse Nivaldo.

Ainda em seu pronunciamento, o presidente do Sepuma destacou a criação de sindicatos pelo interior do Estado e falou sobre o orçamento municipal do próximo ano. "Estamos trabalhando para fundar o sindicato em General Maynard, pois os servidores estão lá sofrendo com o atual prefeito, José Evangelista. Outro ponto que quero aqui registrar é que o Sepuma se fará presente na votação desta Casa sobre o orçamento 2011", declarou Nivaldo.

Para ele, é preciso que a Prefeitura Municipal de Aracaju destine recursos para o treinamento e capacitação dos servidores da capital. "É necessário que, ao menos, 1% dos recursos do município seja investido na capacitação dos servidores, para que estes possam melhorar o atendimento à população, prestar um melhor serviço à comunidade", acrescentou o presidente do Sepuma.

Nivaldo Fernando também lembrou o Dia do Dentista, festejado em 25 de outubro, e parabenizou todos os profissionais presentes no plenário da CMA. "A saúde começa pela boca. Meus parabéns aos dentistas de Aracaju que contribuem para a saúde bucal da nossa comunidade", afirmou Nivaldo.

Por Gilmara Costa

Fonte: Universo Político

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Ameaçado de perder o mandato, vereador diz que vai ajuizar ação contra delegado de polícia

O vereador Vagnerrógeres Lima Oliveira disse hoje (12) que vai ajuizar ação contra o delegado de polícia Tiago Leandro, comandante do Centro de Operações Especiais da Secretaria de Segurança Pública.

“Vou acusá-lo de denúncia caluniosa e vou ajuizar ação contra o Estado”, disse o vereador.

O delegado representou os vereadores Vagnerrógeres e Jairo Joaquim dos Santos, por tráfico de influência, na Câmara Municipal de Nossa Senhora do Socorro.

Segundo o delegado, os vereadores se apresentaram, em seu gabinete, como policiais e pediram para ter acesso às investigações sobre o furto de pneus praticado na garagem da prefeitura do município.

O delegado também acusa os vereadores de terem pedido o afrouxamento das investigações, para que Jose Adeilton Vieira dos Santos, vulgo “Sulinho”, não continuasse na condição de um dos responsáveis pelo furto dos pneus da prefeitura.

O delegado alega que não prendeu os dois vereadores porque estava sozinho em seu gabinete. O vereador assegura que, antes de sua prisão, “Sulinho” denunciou o delegado Tiago Leandro na Corregedoria de Polícia Civil

Fonte: NE Notícias

Representação de delegado pode provocar a cassação de mandato de dois vereadores de Socorro

O delegado Tiago Leandro, do Centro de Operações Especiais da Secretaria de Segurança Pública, comunicou à Câmara Municipal de Nossa Senhora do Socorro que os vereadores Jairo Joaquim dos Santos e Vagnerrógeres Lima Oliveira praticaram tráfico de influência ao tentar acompanhar as investigações que levaram à prisão de Jose Adeilton Vieira dos Santos, vulgo “Sulinho”, e Ednado Alves Santos, vulgo Cinho, acusados de furtar cerca de 130 pneus da prefeitura do município. Segundo o delegado, eles se apresentaram como “vereadores policiais” e pediram para ter acesso às investigações.

O delegado também informa que o pedido de habeas corpus de “Sulinho” foi feito pelo escritório de advocacia onde trabalha Dilson Oliveira Cruz. O delegado diz que soube que Dilson também é advogado da prefeitura. A representação do delegado pede a cassação do mandato dos dois vereadores, que fazem parte da bancada de sustentação do prefeito Fábio Henrique

Fonte: NE Notícias

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