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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Emmanuel sai em defesa da PM

O presidente da Câmara Municipal de Aracaju (CMA), Emmanuel Nascimento (PT), deu entrada numa moção de apoio e solidariedade ao Coronel José Aelson Rezende, comandante da Polícia Militar do Estado de Sergipe. A moção se deve ao fato da cantora Rita Lee ter se dirigido com palavras de baixo calão contra policiais sergipanos, na madrugada do último domingo (28), durante seu show no Projeto Verão, que acontece na Atalaia Nova.

"Considerando que Rita Lee agrediu verbalmente policiais militares que estavam de serviço, desacatando-os e ofendendo-os verbalmente com palavras de baixo calão, foi que dei entrada nesta moção de apoio e solidariedade", justificou Emmanuel, complementando que a moção é estendida a todos os policiais da corporação. A moção deve ser lida em Plenário para os demais vereadores no dia 15 de fevereiro, no retorno do recesso, e deve receber parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça.

Fonte: Correio de Sergipe

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Samuel insufla os policiais ao trabalho

Na manhã de quarta-feira (01), em entrevista ao jornalista André Barros durante o Sergipe Notícias, apresentado na TV-Atalaia, o deputado estadual Capitão Samuel Barreto (PSL) falou sobre os problemas enfrentados pelos policiais.

Sobre a relação à ausência dos policiais no Pré-Caju, o parlamentar disse que não deu incentivo à ação. “Na verdade, há uma falta de policiais civis e militares em Sergipe. Há vários anos tentamos evitar problemas, mas os presidentes das entidades não aguentam mais promessa. As autoridades vivem protelando a solução das questões. Jamais incentivei a categoria a prejudicar a sociedade. Pelo contrário, eu insuflo para trabalhar mais, como fiz no Pré-Caju, no show de Rita Lee, no Projeto Verão”, afirma.

De acordo com o deputado, o efetivo da polícia responsável pela segurança é insuficiente e, por conta disso, muitos precisam fazer hora extra. Diante das promessas não cumpridas, a categoria acabou se revoltando e decidiu que não trabalharia mais fora da escala. Outro problema levantado por Samuel é a irregularidade das viaturas. “70% delas apresentam problema. Não sei o que está faltando para providenciar a licenciatura. Com a palavra, os gestores”.

Questionado sobre o posicionamento do governador Marcelo Déda (PT) em relação ao “boicote” dos policiais no Pré-Caju, Samuel diz que “o governador pode ficar da forma que bem entender. Acho que um diálogo resolve tudo. Sem comunicação não haverá solução para os problemas. Algumas atitudes tomadas não são suficientes para resolver tudo que a categoria tem passado”.

Segundo o parlamentar, os policiais sequer podem marcar uma viagem com a família, pois os mesmos não têm férias. “A nossa classe precisa de mais respeito. Todos elogiaram o profissionalismo dos policiais no episódio que envolveu a cantora Rita Lee. Na hora de os gestores votarem nos direitos da polícia, ninguém colabora”, diz. Falando em questões salariais, o deputado acha que os assessores do governador precisam andar mais pelo país. “O Brasil inteiro está caminhando para a valorização da segurança pública. Assessores do governo se equivocam ao passar as informações de um salário de R$ 3.200,00 para o soldado. Na verdade, o salário é cerca de R$ 2.500,00”, afirma.

Sobre novos nomes para a segurança pública do estado, Samuel confirma alguns comentários: “de fato, já estão surgindo comentários a respeito da ida do coronel Iunes para o comando da Polícia Militar e Everton para o comando da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Se o governador quer que a bandidagem tenha medo do comandante, Iunes é um bom nome. Se quiser uma polícia que converse e dialogue, pode escolher outro. A forma como se quer conduzir define o nome. Sergipe é um estado pequeno e tem total condição de ter uma segurança exemplo para o país”, finaliza.

Fonte: Faxaju

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Assessoria da Aspra patrocinará ação de indenização por danos morais contra Rita Lee

A Assessoria Jurídica da Aspra estará patrocinando ações de indenização por danos morais contra a cantora Rita Lee, que em seu último show realizado na Atalaia Nova, no município de Barra dos Coqueiros/SE, desacatou os policiais militares que trabalhavam na segurança do evento.

A orientação dos advogados é de que os policiais militares que comprovadamente estavam de serviço no local prestem a queixa crime por injúria contra a cantora, para que em seguida possa se ajuizada a ação judicial por danos morais.

Embora todos os policiais militares tenham ficado indignados com as injuriosas declarações proferidas pela artista, que xingou os policiais e os convidou até a fumar um "baseadinho", a assessoria informa que como as ofensas foram direcionadas aos policiais que estavam de serviço no local, e não generalizadas, a priori somente estes policiais militares teriam direito de impetrar a ação judicial.

A Aspra estará à disposição através de sua Assessoria Jurídica para ingressar com as ações judiciais de seus associados e demais interessados.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Déda responde a Moreno e diz: "Polícia foi ofendida de forma injusta e grosseira".

O governador Marcelo Déda (PT) enviou carta ao jornalista Jorge Bastos Moreno, colunista de O Globo, no domingo (29) que em seu twitter (@RadiodoMoreno) fez críticas à prisão de Rita Lee, ocorrida na madrugada do mesmo dia, e lhe enviou poema de Drummond Anfrade, sobre episódio com a cantora Nara Leão, no período ditatorial (link do poema http://glo.bo/xOYPGk) comparando-o com o caso Rita Lee em Sergipe.

Na carta, Déda explica a Moreno que “Rita Lee implicou com a presença da Polícia no evento. Reclamou da presença dos capacetes. Disse que tinha paranóia de polícia e que se sentia incomodada com a sua presença. Exigiu que os policiais saíssem da praça, aconselhando-os a fumar um baseado e prender políticos corruptos. Era só o começo...”

Na carta a Jorge Bastos Moreno, ao concluir suas reflexões, Déda diz: “Criticar a polícia pode ser mais fácil . Condenar aprioristicamente qualquer ação policial pode até dar ibope para alguns, mas eu não farei isso. Ninguém me contou, eu estava lá. Portanto, é meu dever solidarizar-me com os homens e as mulheres da Polícia Militar de Sergipe ofendidos de forma injusta e grosseira e elogiá-los pela forma como reagiram às provocações, evitando o conflito e preservando a integridade de todos”.

Marcelo Déda é amigo de Moreno e frequenta sua casa quando convidado a jantar, disse-lhe que tinha “51 anos de idade e o som da Rita Lee sempre esteve na minha playlist” (lista de músicas preferidas)

Carta na Integra:

Aracaju(SE), 29 de janeiro de 2012.

Meu caro Moreno,

Não posso responder ao Drummond - faltam-me engenho e arte. Mas posso, ao menos, contar o que aconteceu no sábado passado. É o testemunho de quem esteve lá e servirá para mostrar a abissal distância entre o episódio da Nara, que o Poeta Maior cantou e denunciou, e aquilo que aconteceu sábado no show da Rita Lee:

No último sábado, 28, fiz um programa igual ao de outros 20 mil sergipanos e turistas que curtiam o Verão Sergipe na praia de Atalaia Nova, no município de Barra dos Coqueiros, uma ilha paradisíaca entre o Atlântico e o Rio Sergipe - fui ver o show da Rita Lee.

Era a segunda vez que ela se apresentava no evento, um Festival gratuito, realizado nas praias próximas a Aracaju e organizado pelo governo do Estado, com o apoio de patrocinadores privados. Dessa vez seria especial, a rainha do rock pretendia encerrar neste espetáculo a sua presença nos palcos. Tenho 51 anos de idade e o som da Rita Lee sempre esteve na minha playlist. No local do evento me encontrei com minhas duas filhas, Marcella e Yasmin que também foram prá festa.

A minha expectativa era a melhor possível, o ambiente ajudava. A arena aberta, sem cercas ou qualquer restrição de entrada, na Praça de Eventos Jugurta Barreto, inaugurada na sexta, acolhia uma multidão bonita e alegre. Na noite anterior a banda de rock The Baggios abrira a noite e fora seguida pelos Paralamas do Sucesso e por Margareth Menezes. Um lindo espetáculo, pacífico, e sem qualquer incidente digno de nota, como é a característica do evento.

Mal sabia que iria testemunhar uma imensa confusão. Ainda no início do show, Rita Lee implicou com a presença da Polícia no evento. Reclamou da presença dos capacetes. Disse que tinha paranóia de polícia e que se sentia incomodada com a sua presença. Exigiu que os policiais saíssem da praça, aconselhando-os a fumar um baseado e prender políticos corruptos. Era só o começo...

Alguns minutos depois, aparentemente sem nenhuma razão, sem que se pudesse perceber qualquer conflito ou briga no público, a artista começou a agredir verbalmente os policiais que faziam a segurança do evento com palavrões, ao mesmo tempo em que pedia ao público um baseado e desafiava a polícia a prendê-la. Cachorros, cavalos, cafajestes, f.d.p., foram algumas das expressões dirigidas aos policiais. O público, excitado e incentivado pela artista, respondia aos seus apelos de vaia e repetiam em coro as ofensas.

Foram momentos de grande tensão. Imagens produzidas por várias fontes foram postadas no You Tube e estão acessíveis a todos que queiram examiná-las.

Sou pai e pensei nos pais que esperavam em casa a volta daqueles meninos que ali estavam. Se um policial prendesse um dos fãs da cantora, como reagiria a multidão? Se um dos expectadores agredisse um policial, como reagiria a polícia? Se os policiais aceitassem a provocação e tentassem subir ao palco, o que poderia acontecer naquele evento? Confesso que temi uma tragédia. Um conflito entre policiais e um público de 20 mil pessoas jamais acabaria bem. A integridade física dos cidadãos e dos policiais estavam em risco. Talvez o show terminasse com um ou mais corpos estendidos no chão... Orientei o comando a retirar os policiais do meio da multidão. A polícia atendeu a ordem e se comportou exemplarmente: ferida nos seus brios, agredida e vaiada, não revidou, não perdeu o controle, não agiu por impulso. Retirou-se de forma pacífica e organizada.

O show foi apresentado integralmente, com o tradicional bis, sem que qualquer intervenção externa fosse produzida. Finda a apresentação as autoridades policiais presentes adotaram as medidas previstas na lei, registraram a ocorrência e ouviram a cantora, sem qualquer agressão ou ameaça à sua integridade, nem a da sua equipe.

Hoje as redes sociais amanheceram em reboliço. Opiniões de todo o tipo. Manifestações críticas e de apoio com a passionalidade tradicional nessas mídias. Quem lá estava apresentava suas versões, quem sequer chegara perto também fazia questão de baixar decreto e assinar sentença condenando a parte que julgasse culpada.

O episódio foi encerrado, eu e a minha equipe lamentamos profundamente o acontecimento. Uma noite que tinha tudo para ser uma homenagem do público a uma das mais importantes artistas brasileiras transformou-se numa ocorrência policial. No entanto, como governador e cidadão não posso aceitar que o carinho natural que dedicamos aos artistas que admiramos, encubra a realidade e nos afaste de algumas reflexões necessárias:

1) Não é correto pedir para retirar a polícia de um evento em praça pública, aberto, gratuito, com um público estimado em quase 20 mil pessoas. É dever inafastável do poder público policiar a área e proteger o público e os próprios artistas.

2) A ação da polícia sergipana não foi abusiva. Não há um registro de excesso até agora. Se os policiais agissem de forma ilegal e violenta eu seria o primeiro a adotar as medidas para a punição de quem assim agisse. Eu estava no evento e não vi nenhum ato da polícia que justificasse a reação da cantora.

3) O artista tem o direito de expressar livremente a sua arte e as suas convicções sobre qualquer tema político, social, comportamental , etc., sem sofrer qualquer restrição ou ameaça. O artista tem o dever, inerente ao seu papel social, de denunciar a violência e o abuso quando os testemunha. Mas não pode se valer do seu prestígio e do carinho dos seus fãs para, sem qualquer justificativa, criar um clima de tensão e incitar o público contra a polícia, ofendendo e desacatando quem está ali com o dever legal de garantir a segurança pública, justificando-se com a afirmação de que aquilo é rock´n roll.

4) Cumprir a lei pode ser chato e careta para alguns, mas ninguém está acima dela: nem o governador, nem o policial, nem o artista. Todos temos o dever de observá-la e o direito de buscar mudar aquelas que julgamos injustas.

5) Ninguém foi preso. O show foi concluído sem qualquer interferência. Prestar depoimento, com opção de poder fazê-lo 7 horas depois da ocorrência, não é prisão nem constrangimento ilegal. A artista foi conduzida à delegacia ao sair do evento porque preferiu assim e registrou no seu perfil no twitter. Foi ouvida com tranquilidade, sem mais incidentes e os seus argumentos registrados na forma legal.

6) Criticar a polícia pode ser mais fácil . Condenar aprioristicamente qualquer ação policial pode até dar ibope para alguns, mas eu não farei isso. Ninguém me contou, eu estava lá. Portanto, é meu dever solidarizar-me com os homens e as mulheres da Polícia Militar de Sergipe ofendidos de forma injusta e grosseira e elogiá-los pela forma como reagiram às provocações, evitando o conflito e preservando a integridade de todos.

Não sei se foi Chico Buarque quem disse certa vez que nem toda loucura é sinônimo de genialidade e nem toda lucidez é sinal de velhice. Ouso dizer que viver o equilíbrio entre ambas - loucura e lucidez - produz grandes obras e eterniza grandes artistas. Continuarei a aplaudir e respeitar todos os que na vida e na arte constroem essa maravilhosa síntese.

Receba o forte abraço do seu amigo,

Marcelo Déda.


Fonte: Faxaju

Governo emite nota sobre o caso Rita Lee

Sobre o episódio envolvendo a cantora Rita Lee, sábado (28), na praia de Atalaia Nova, município de Barra dos Coqueiros, e o pedido da artista para que os policiais militares se retirassem do local, o Governo de Sergipe, através da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), esclarece que:

1 - Um evento da dimensão do Verão Sergipe, em que ela se apresentou, gratuito e que atrai dezenas de milhares de pessoas, depende diretamente da Polícia Militar para que a segurança de quem participa da festa seja garantida. O comando da PM cumpriu seu papel com louvor, tanto é que o número de ocorrências nos dois primeiros dias do evento foi considerado muito baixo, e a instituição tem o reconhecimento do Governo pelos bons serviços prestados.

2 - Não foi registrada nenhuma ação dos policiais militares presentes na festa que justificasse os insultos proferidos pela cantora Rita Lee durante sua apresentação. Os profissionais da segurança pública cumpriram com seu papel, inclusive na escolta da artista em seu trajeto do hotel em que estava hospedada até o local do show, atendendo a uma solicitação da produção de Rita Lee.

3 - A Polícia Militar agiu com sensatez ao não interromper a apresentação de Rita Lee no momento em que foi insultada e desafiada pela artista, afinal, outra reação poderia provocar manifestações violentas na plateia, atrapalhando o clima de paz e tranquilidade registrado até então no evento.

4 - O Governo de Sergipe lamenta que em seu último show da carreira, como ela mesma anunciou, a cantora Rita Lee tenha provocado um mal-estar com uma instituição como a Polícia Militar de Sergipe, que ali estava presente para zelar pela segurança do público, dos profissionais envolvidos no evento e da própria Rita Lee.

SEM EMBASAMENTO LEGAL

O que tinha tudo para ser uma alegre despedida pode ter se tornado uma baita dor de cabeça para Rita Lee. Na madrugada deste domingo, 29, a cantora disse no Twitter que estava sendo levada para a delegacia de Aracaju, em Sergipe, após realizar aquele que seria o últim show de sua carreira. Tô indo p/ a delegacia...a polícia d Aju ñ gosta d mim mas Sergipe gosta, estou dentro do carro, eles estaaoentravv, escreveu Rita.

Minutos antes, ela havia dito que não retiraria qualquer palavra dita durante a apresentação, levantando suspeitas do motivo de sua prisão. Polícia dando trabalho p/ mim, quer me prender, embasamento legal ñ há, ñ retiro uma palavra do q disse, o show era meu! Alô twittlawyers, polícia abusiva e abusada, nāo sou obrigada a fazer o q me pedem: ir à delegacia agora, ou amanhā às 9. Último show e ela vai presa? Nāo poderia ser mais la cantante, afff, disse.

Fonte: Faxaju

domingo, 29 de janeiro de 2012

Vídeo do vexame de Rita Lee no Verão Sergipe

Além de detalhar o momento de surto da rainha do rock, o vídeo mostra também o momento em que o governador se retira do camarim em que assistia ao show.


conheça o fato:

O ultimo show da carreira da Rainha do Rock Rita Lee não foi exatamente com ela planejou, ou talvez tenha sido. A cantoraRita Lee foi presa na madrugada deste domingo (29) após realizar o último show da carreira na praia de Atalaia Nova, município de Barra dos Coqueiros, litoral norte de Sergipe. Ela não gostou da presença de policiais militares no evento Verão Sergipe e passou a desafiar e ofender os policiais.

Rita Lee mandou os PMs fumarem um “baseado” e se retirarem do show. A situação piorou quando a artista partiu para agressões verbais, chamando-os de“filhos da puta”, “cachorros” e outros palavrões. Ao final do show, a cantora foi presa e encaminhada à delegacia para prestar esclarecimentos. Ela postou no twitter as seguintes frases: ”Último show e ela vai presa? Nāo poderia ser mais la cantante, afff”.

A cantora foi levada para a Delegacia Plantonista em Aracaju e, após depoimento, acabou liberada. Ela foi enquadrada pelo ato de desacato a autoridade. Em seguida foi para o hotel.

O boletim de ocorrência foi tipificado como “desacato e apologia ao crime ou ao criminoso (art. 287 do Código Penal)”. “A sensatez falou mais alto no momento, por isso a polícia não parou o show”, disse o tenente-coronel Adolfo Menezes, responsável pelo policiamento do show.

A ex-senadora e hoje vereadora de Alagoas Heloisa Helena (PSOL), que assistiu ao show, já estava na delegacia antes mesmo de Rita chegar. Foi solidária à cantora e assinou o B.O. como testemunha a seu favor. No mesmo boletim, Rita disse que “todo o ocorrido se deu como uma reação emocional, provocada pela ação truculenta desnecessária”.

O governador Marcelo Déda (PT), que também assistiu à apresentação, disse ter testemunhado “um espetáculo deprimente” por parte de Rita. “A polícia não tinha feito nenhum tipo de ação que justificasse [a atitude da cantora]“, declarou.

Para o governador, a cantora tentou colocar o público, estimado em 20 mil pessoas pela organização, contra os policiais, o que poderia levar a uma“confusão generalizada”, segundo ele.

No Twitter, Beto Lee, filho de Rita, protestou: “A policia de Aracaju levou minha velha para a delegacia. Bando de frouxo”. A própria cantora tuitava enquanto era escoltada pelos policiais: “Tô indo p/ a delegacia…a polícia d Aju ñ gosta d mim mas Sergipe gosta, estou dentro do carro, eles estaaoentravv [sic]“.

Pelo microblog, o cantor Lobão também se manifestou: “Mas era soh o que faltava…prender a Ritinha eh de última!”.

Veja matéria completa em: http://portalalarde.com/videos-de-momento-de-discurcao-de-rita-lee-com-policiais-de-sergipe/

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

"Estão desesperados para demitir a gente", diz líder dos PMs

Militares decidem pela permanência do movimento Tolerância Zero


Após deflagrarem o Movimento Tolerância Zero II, no último dia 14, policiais militares e bombeiros decidiram continuar o movimento que teve seu primeiro ato em 2009. Os militares continuarão com praticamente toda a frota da Polícia Militar paralisada. Segundo eles, as viaturas permanecem com seus licenciamentos vencidos. Os PMs também não trabalharão nas horas de folga nos eventos Projeto Verão e Carnaval. E só mudam a postura quando o governo definir a situação da carga horária e demais reivindicações.

Grande número de militares compareceram à assembleia na tarde desta quinta-feira (26), no Clube dos Oficiais, no bairro Farolândia, para avaliar o Pré-Caju. O movimento foi coordenado pelas Associações Unidas e pelo deputado estadual capitão Samuel (PSL). Estiveram presentes a Associação dos Militares de Sergipe (Amese), a Assocação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares (ASPRA) e a Associação dos Oficiais da PM e Bombeiros (Assomise).


“Pela quantidade dos militares defendendo o movimento vai continuar sim. É um movimento eterno, não dá para fechar os olhos e dizer que existe segurança da forma precária que está. O próximo passo da categoria é reafirmar o compromisso de não trabalhar na sua folga, não comprar mais uniformes, não dirigir mais viaturas disregularizadas, somente depois de ter condições dignas. Vai perdurar até o governo criar vergonha e resolver os problemas”, analisou o presidente das Assomise, major Adriano Reis.

Sobre os atestados médicos dos militares que não trabalharam no Pré-Caju, os quais não foram aceitos pelo Comando da Polícia Militar, o major Adriano Reis afirma que esta foi mais uma arbitrariedade do estado. “Como é que você leva o atestado e não é reconhecido? Todo mundo tem direito, não é o estado que vai dizer quem estava doente ou não. A gente não tolera esse tipo de arbitrariedade”. Sob a alegação de que o número de atestados foi exorbitante, Adriano questiona. “Eles alegam que o número de atestado foi muito grande. Tem como você prever a pessoa ficar doente? Isso é uma questão de cada um. Agora se eles acham que houve um derrame de atestado então que apurem, nós queremos honestidade. Não apurar é um absurdo e nós não admitimos”, critica.

Segundo o major, 22 inquéritos militares foram instaurados para demitir a ele e aos presidentes das associações. “Foram 22 inquéritos contra nós presidentes de associações e não contente com isso, o estado de forma absurda instaurou conselhos para julgar a nossa conduta. A intenção é de nos demitir, simplesmente porque nós cansamos de dizer a sociedade que está tudo bem. Agora como foram desmascarados eles estão desesperados para demitir a gente. Possivelmente daqui a 30 dias eu serei um ex major da PM, mas com certeza eu terei justiça”.

Pedindo que outros oficiais adiram ao movimento, no próximo dia 14 de fevereiro a expectativa é que tenham aproximadamente a participação de três mil policiais militares.

Fernanda Araújo

Fonte: F5 News

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Deputados ratificam apoio a policiais militares

Associações anunciam restrições a escalas para o Pré-Caju

Mesa de trabalhos: apelo em defesa da LOB (Fotos: Portal Infonet)

Na manhã desta quarta-feira, 18, a Associação Unidas da Polícia Militar, que aglutina cerca de nove entidades representativas dos policiais militares do Estado de Sergipe, reuniu jornalistas em entrevista coletiva para ratificar resistência à escala elaborada pelo Governo para garantir a segurança durante o Pré-Caju, a maior prévia carnavalesca do Nordeste que acontece em Aracaju, a partir desta quinta-feira, 19.

À coletiva, os deputados André Moura (federal) e Capitão Samuel (estadual), ambos do PSC, participaram do anúncio oficial dos PMs e demonstraram apoio à decisão dos policiais, que restringe a participação dos policiais de folga no esquema de segurança pública durante a prévia carnavalesca. A maior reivindicação da categoria é que seja preservado o direito à folga, até que as reivindicações da categoria sejam atendidas, apesar da oferta de aumento no pagamento de hora extra proposta pelo Governo do Estado.

Na avaliação do deputado federal André Moura, que compõe a base aliada do governador Marcelo Déda, as manifestações da categoria para resguardar a folga dos policiais militares durante o Pré-Caju, simbolizam um alerta ao Governo. “Não se trata de um boicote ao Pré-Caju, mas é um alerta para o Governo compreender a necessidade de se definir uma carga horária para os policiais militares”, comentou o parlamentar. “Um alerta, inclusive, que já foi feito lá atrás, no Forrocaju, e o Governo não iniciou o diálogo com os policiais militares”, ressaltou.

O deputado estadual Capitão Samuel considera impossível o Governo do Estado garantir um efetivo de 1 mil policiais por noite durante o Pré-Caju sem comprometer o policiamento ostensivo rotineiro. O parlamentar defende a contratação de seguranças privados, com ônus para a Associação Sergipana de Blocos de Trio (ASBT) e envolvimento das Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, convocação de oficiais que trabalham à disposição de outros órgãos e ainda a Guarda Municipal. “Aí sim, além de gerar mais de 300 empregos diretos com a contratação da segurança privada, se consegue manter um efetivo com mais de 1 mil homens por noite durante o Pré-Caju”, constatou o parlamentar.

Reivindicações

A coletiva convocada pelos representantes das entidades vinculadas à Associação Unidas da Polícia Militar efetivamente soou como um alerta, conforme advertiu o major Adriano Reis, presidente da entidade. “Nosso alerta está associado à valorização profissional, que se defina uma carga horária e se dê condições de trabalho”, enalteceu o major. “Queremos deixar claro que os policiais vão trabalhar no Pré-Caju, mas resguardando o direito à folga. Não queremos mais aceitar esta forma opressiva do Governo”, enfatiza o major.

Alerta que poderá culminar com a reativação do Movimento Tolerância Zero, culminando com restrições também às próximas festas populares, a exemplo do Projeto Verão e até mesmo o Carnaval. Os PMs, segundo a Unidas, estão dispostos à submissão de horas extras, desde que o Governo encaminhe à Assembleia Legislativa projeto para criação da Lei de Organização Básica da Polícia Militar, que irá definir a fixação de efetivo e a consequente carga horária dos policiais militares.

Durante a coletiva, o sargento Edgar Menezes, presidente da Associação dos Militares do Estado de Sergipe (Amese), anunciou que os policiais que formam o Corpo de Bombeiros do Estado de Sergipe já estariam dispostos a parar as viaturas que servem a região Sul do Estado por falta de fardamento. Já a cabo Svetlana Barbosa, presidente da Associação de Mulheres da PM de Sergipe, informou que os equipamentos de proteção individual oferecidos pela corporação são incompatíveis com a silhueta feminina. “Falta bojo para acomodar os seios nos coletes balísticos, por exemplo”, exemplifica a policial.

A cabo da PM informa ainda que as condições de trabalho para as mulheres na corporação ainda são precárias. “Na estrutura dos locais de trabalho não estão contemplados alojamento nem sanitários femininos”, diz a policial. “Por isso uma colega foi punida por usar o banheiro de um vizinho do posto onde ela estava trabalhando”, comentou.

Na coletiva, o presidente da Associação Unidas, major Adriano Reis, distribuiu cópia do ofício encaminhado pela entidade ao governador Marcelo Déda, contendo as 12 reivindicações da categoria. O documento foi protocolado na Casa Civil na última segunda-feira, 16.

Saiba os pontos destacados naquele ofício:

- Carga horária de 36 horas

- Aprovação da Lei de Fixação de Efetivo e Lei de Organização Básica (LOB)

- Etapa Alimentação

- Gratificação de Habilitação de Curso de até 40% do soldo (gratificação que foi retirada da categoria no ano de 2005)

- Exigência de nível superior para ingresso na carreira militar

- Gratificação de 1/3 aos 25 anos de serviço

- Adicional noturno

- Aposentadoria do policial militar ou bombeiro militar feminino facultativa aos 25 anos de efetivo serviço

- Aposentadoria do policial militar ou bombeiro militar compulsória aos 30 anos de efetivo serviço

- Alteração na legislação para que os militares possam ser promovidos ou aposentados mesmo respondendo a processos

- Alteração na legislação para que os militares possam exercer cumulativo com a função o cargo de professor

- Pagamento da indenização da licença especial com base no salário bruto do militar

Cássia Santana

Fonte: Infonet

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