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sábado, 18 de julho de 2015

Sergipe tem hoje cinco mil mandados de prisão em aberto para serem cumpridos

O que parece estar ruim, pode ficar ainda pior. Isso se a policia civil do estado de Sergipe cumprir os cinco mil mandados de prisão que estão em aberto, à espera do cumprimento. Onde colocar os presos, se as delegacias e presídios estão superlotados.

A segurança pública em Sergipe tem sido motivo de muita preocupação não só para os governantes, mas também para os operadores da segurança, no caso, as policias civil e militar, já que o sistema prisional está superlotado, além das delegacias que estão com excesso de presos, inclusive algumas delas, com mais de 70 pessoas. Há ainda os presídios que estão sendo ocupados com pelo menos 70% a mais de sua capacidade.

Essa preocupação deve aumentar. Declarações feitas na manhã desta sexta-feira (17), pelo delegado de policia civil, Cássio Viana, é de que em Sergipe, há cinco mil mandados de prisão em aberto e que devem ser cumpridos.

O delgado Cássio Viana concedeu entrevista ao programa Jornal da Ilha na manhã de hoje e fez uma explanação sobre o que está ocorrendo com a segurança pública no estado. O delegado explicou que “a segurança não é um problema apenas dos operadores da segurança, que são as policias civil e militar. A segurança pública é um problema que deve ser discutida também pelas secretarias e outros órgãos. A falta de segurança atrapalha a educação, a saúde, enfim, atrapalha tudo e a nossa policia vem fazendo o seu papel, efetuando as prisões. Mas não basta apenas prender”, explicou Cássio.

Ele falou também do número de crimes que são elucidados no estado, destacando que as prisões ocorrem, porém não está havendo local para colocar os presos. O delegado falou ainda do trabalho que está sendo desenvolvido pelos agentes, delegados e escrivães de policia. “Esse trabalho tem dado certo por conta de uma equipe de trabalho que há nas delegacias. Temos bons jogadores, só precisamos organizar o time”, defendeu o delegado Cássio Viana, se referindo aos policiais civis que hoje ficam em delegacias responsáveis pelos presos e com isso, devido ao número reduzido de agentes, as investigações acabam sendo prejudicadas.

Ao final da entrevista, Cássio Viana falou sobre as estatísticas de recuperação de veículos no estado, afirmando que hoje mais de 50% dos veículos furtados, são recuperados e que esse número de recuperação aumentou 82% em relação ao ano de 2014.

Munir Darrage

Fonte: Faxaju

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Uma revolução na Polícia Civil

"Uma mudança desse porte exige algumas adequações haja vista que a formação dada ao escrivão não é a mesma do inspetor"

Quem já passou pela experiência de ter de fazer um boletim de ocorrência (BO) em um distrito policial possivelmente deve ter reclamado muito do serviço prestado. Falta maior efetivo à Polícia Civil e todo o trâmite ainda é muito lento apesar de alguns avanços, como a delegacia eletrônica. Uma proposta elaborada pelo Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Estado do Ceará (Sinpol) tem como objetivo mudar esse cenário e, de quebra, promover uma verdadeira revolução organizacional.

Trata-se da criação do cargo de oficial de polícia judiciária (OPJ) que une, em uma mesma função, as atribuições relativas ao escrivão e ao inspetor. A medida busca tornar a atuação desses profissionais mais eficaz, promovendo a racionalização de tempo e de pessoal. Hoje, um inspetor não pode lavrar um BO ou fazer o registro de um termo circunstancial de ocorrência (TCO). O escrivão, por sua vez, encontra-se impedido de cumprir mandados de prisão e de realizar a custódia dos presos. Com as mudanças previstas, o mesmo profissional que atua na investigação também estaria habilitado a conduzir boa parte da burocracia necessária à atividade policial, em especial, às atividades que não se revestem de grandes formalidades, consistindo apenas na narrativa dos fatos presenciados. A distância entre o policial de “rua” e o de “cartório” também ficaria mais reduzida, gerando impacto até mesmo no trabalho investigativo.

O Sinpol apresenta um exemplo de como a nova função pode tornar o serviço da Polícia Civil mais ágil. Pensemos em uma delegacia plantonista com uma equipe formada por um delegado, um escrivão e três inspetores. Quando um flagrante chega à autoridade policial ele tem de ser lavrado pelo delegado e pelo escrivão. O atendimento dos boletins de ocorrência, então, fica suspenso uma vez que o escrivão é o único profissional habilitado para realizar tal tarefa. Os inspetores, embora em maior número, ficam subutilizados nessa situação.

Com a criação da figura do OPJ, o flagrante seria registrado por um oficial sem que o processo de atendimento de boletim de ocorrência seja interrompido. Ganham com isso o cidadão e a cidadã que, além de serem vítimas da violência, sofrem com o atendimento muitas vezes precário. Quando se leva em consideração as dificuldades de cobertura policial no Interior, em que um mesmo delegado tem de dar conta de diversos municípios ou nas distâncias percorridas para se fazer o registro das ocorrências, os méritos de tal proposta se tornam ainda mais evidentes.

Uma mudança desse porte exige algumas adequações haja vista que a formação dada ao escrivão não é a mesma do inspetor. Os exames físicos não são exigidos para os escrivães, por exemplo. Os futuros profissionais teriam de se submeter a uma nova grade curricular e quem está atualmente na ativa teria de passar por uma capacitação complementar caso concorde com a nova função. O caminho a ser percorrido para a implementação, contudo, ainda é longo. A medida envolve profundas transformações no cotidiano dos policiais e nas disputas internas da instituição. A cultura cartorial é muito forte na Polícia Civil e qualquer mudança significativa nesse sentido precisa passar pela adesão dos profissionais. Além disso, embora possam resultar em maior agilidade e capacidade de resposta à Polícia Civil, as novas atribuições trazem consigo novos desafios ao profissional.

Parece haver uma tendência em prol de mudanças no funcionamento da polícia judiciária. Policiais de Santa Catarina e Rio Grande do Norte estão se mobilizando em torno de uma proposta semelhante assim como a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), que estuda a fusão dos cargos de escrivão e agente, criando a figura do oficial de polícia federal (OPF). Conforme o inspetor, o projeto já foi apresentado ao Governo do Estado e teve boa aceitação. A Secretaria do Planejamento e Gestão (Seplag) ficou incumbida de elaborar um estudo de viabilidade econômica. Para quem quiser saber mais informações, o projeto OPJ pode ser acessado no link (http://www.sinpolce.org.br/index.php/downloads/viewdownload/7-legislacao/670-projeto-opj.html).

Por ser uma proposta tão inovadora, há muitos pontos a serem discutidos e a versão final deve passar por ajustes. Em meio a tantos projetos de lei inócuos e populistas na segurança pública, a criação da figura do oficial de polícia judiciária promete ser uma das medidas mais promissoras nessa área. A sociedade está em constante transformação e as instituições policiais não podem estar imunes a esse processo.

Ricardo Moura é jornalista, pesquisador do LEV/UFC e doutorando em Sociologia (UFC)

Fonte: Jornal O Povo On-line

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Especialistas em segurança propõem agenda de debates prioritários para eleições

Especialistas em segurança pública lançaram hoje (29) uma agenda prioritária para a área e vão pedir aos candidatos à Presidência da República que se posicionem sobre as propostas. A intenção é qualificar o debate sobre o tema e defender principalmente iniciativas para reduzir o número de homicídios no Brasil, que passou de 56 mil em 2012. "Nos momentos anteriores, éramos convidados a falar sobre as nossas ideias. Demos um passo anterior e nos organizamos no sentido de juntar pesquisadores e profissionais, que pensam de modos diferentes, e produzimos esse documento para estimular o debate", disse a pesquisadora da Universidade de Brasília (UnB) Haydée Caruso.

A apresentação das propostas ocorreu no Rio de Janeiro, no Instituto Igarapé, uma das organizações envolvidas no projeto, e reuniu representantes do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo; Centro de Estudos de Criminalidade, da Universidade Federal de Minas Gerais; Instituto Fidedigna, do Rio Grande do Sul; Universidade de Brasília; Laboratório de Análise da Violência, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj); Universidade Federal de Pernambuco; Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul; Centro de Pesquisa Jurídica Aplicada e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

A agenda será apresentada aos coordenadores da área de segurança pública das campanhas dos presidenciáveis no próximo dia 31, em São Paulo: "A ideia é influir com essa agenda pedindo posicionamento em torno desses pontos".

O documento enumera seis prioridades e destaca a diminuição dos assassinatos como a primeira delas. A agenda propõe um Plano Nacional de Redução de Homicídios, que seria articulado nacionalmente e estimularia planos estaduais e municipais. Uma das iniciativas que o plano incentivaria é a criação de departamentos especializados em crimes contra a vida, para fortalecer os meios de investigação, incluindo investimentos na capacitação e equipamentos de perícias, além de aumentar o cumprimento de mandados de prisão de acusados de assassinato. O plano também prevê uma maior regulação na política nacional de controle de armas e a redução da letalidade policial, disseminando procedimentos e protocolos de uso da força, fortalecendo corregedorias e substituindo em todos os estados o termo "resistência seguida de morte" por "homicídio/morte decorrente de intervenção policial", o que já é recomendado pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos.

Para a diretora executiva do Instituto Igarapé, Ilona de Carvalho, a opinião pública no Brasil avançou e está mais aberta a um debate qualificado da questão. "É hora de vencer esse dilema, até porque, se a gente quer se consolidar como potência em qualquer aspecto, não tem como: um país de 56 mil homicídios não vai ser um país desenvolvido. Isso não cabe na definição. Tem uma lacuna no nosso desenvolvimento que é a questão da segurança", afirma ela que, apesar disso, considera que o tema ainda não é uma prioridade no Brasil: "Ainda não é, mas não dá mais para não ser".

Outro ponto do grupo é uma nova estrutra policial, sem a atual divisão entre polícia ostensiva e polícia investigativa, criando uma polícia de "ciclo completo", que patrulha, atende chamados e investiga os crimes. Também é defendida uma entrada única na carreira, sem a diferença de concursos para oficial e soldado, e agente e delegado, por exemplo: "Nas melhores polícias do mundo, o chefe de polícia um dia esteve nas ruas como policial", comparou o pesquisador Ignácio Cano, da Uerj. Com a ideia, todos os policiais teriam a possibilidade de chegar ao nível mais alto da hierarquia pela via meritocrática, sem a realização de um novo concurso.

A proposta do grupo extingue a Justiça Militar e a subordinação das PMs ao Exército, fortalece o controle externo da atividade policial, com maior participação da sociedade civil, e regulamenta o direito à sindicalização e greve dos policiais militares.

Os pesquisadores propõem aumento do orçamento para a área - atualmente em 0,46% do Produto Interno Bruto do país, e um novo pacto federativo, em que o governo federal assuma mais responsabilidades com a criação de um Ministério da Segurança Pública, principalmente como "uma sinalização política da importância dessa área". O órgão também alinharia competências de segurança pública e justiça criminal. Nos moldes do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a agenda dos especialistas pede maior capacidade de fiscalizar e produzir dados de qualidade, além de uma Escola Nacional de Segurança Pública, para a formação dos gestores.

A modernização da política criminal e penitenciária e a revisão de parte da política de drogas completam a agenda prioritária. Para os pesquisadores, é preciso regular a pesquisa, o uso medicinal, o comércio e o autocultivo de maconha, que necessariamente implica na descriminalização, com investimentos em políticas de prevenção do uso e abuso e de redução de danos. É proposta também a retirada da caracterização de crime hediondo para o tráfico de drogas. "É claro que estamos falando do traficante simples, que é pego com uma quantidade de droga. Se ele está armado, já não se trata mais de tráfico simples", explica Ilona.

A melhora nas condições do sistema penitenciário, o fortalecimento das defensorias públicas estaduais e a estruturação das centrais estaduais de penas alternativas também são consideradas prioritárias. "Hoje, muitos juízes não aplicam a pena alternativa porque sabem que os estados não tem condição de cumprir", diz Ilona.

Vinícius Lisboa – Repórter da Agência Brasil
Edição: Denise Griesinger
Fonte: Agência Brasil de Notícias

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Líder da greve da PM baiana, Marco Prisco, é preso na Bahia

 
O vereador Marco Prisco (PSDB), líder da greve da PM na Bahia, foi preso a pedido do Ministério Público Federal na Bahia (MPF-BA), nesta sexta-feira (18). O mandado de prisão foi expedido na terça (15), no primeiro dia da paralisação. A prisão foi realizada pela Polícia Federal em um resort em Costa de Sauípe, onde Prisco se encontrava. 
 
O pedido foi feito na segunda-feira (14), dentro da ação penal movida pelo MPF em abril de 2013 , que denunciou sete pessoas entre vereadores, soldados e cabos da PM por diversos crimes, a maioria deles contra a segurança nacional, praticados durante o movimento paredista de 2012. A intenção do pedido de prisão preventiva foi de garantir a ordem pública. De acordo com o MPF, o vereador é processado por crime político grave e qualquer recurso contra sua prisão só poderá ser ajuizado no Supremo Tribunal Federal. A prisão será cumprida inicialmente em presídio federal localizado fora do estado da Bahia.
 
Fonte: Blog do Anastácio/Blog SOS Policiais Militares

sábado, 23 de março de 2013

Policiais Militares têm prisão decretada por incitar greve no PA

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Perfil em rede social anuncia o movimento de greve da Polícia Militar do Pará. (Foto: Reprodução/ Facebook)

A Justiça Militar expediu mandado de prisão contra nove policiais militares do Pará que estariam incentivando a categoria a entrar em greve através de postagens nas redes sociais. As buscas pelo grupo estão sendo realizadas pelo Comando Geral da Polícia Militar, nesta sexta-feira (22). As prisões foram solicitadas pela Corregedoria da PM.

De acordo com o promotor de Justiça Militar Armando Brasil, a conduta dos agentes se enquadra no artigo 152 do Código Penal Militar, que caracteriza “conspiração para crime de motim”. “Os policiais vinham postando mensagens que incitavam a greve da categoria, que poderia paralisar a qualquer momento”, afirma Brasil.

Redes sociais

Perfis foram criados nas redes sociais para promover a ação grevista dos PMs. Diversas mensagens postadas convocam a categoria para a paralisação e levantavam pautas de reivindicação. Nos comentários, alguns usuários que se identificavam como oficiais da PM demonstravam apoio à causa.
Segundo o promotor, os policiais que tiveram a prisão decretada estariam incitando tumulto nos quartéis, em decorrências do aumento de 9% dado pelo governo estadual, que foi considerado baixo pelo movimento grevista. O governo do Pará informou que o salário dos PMs no estado é o quarto maior do Brasil, e que nos últimos anos a categoria teve aumentos com ganhos reais. De acordo com o promotor, os policiais presos serão encaminhados para o Centro de Recuperação Especial Coronel Anastácio das Neves, em Santa Izabel, nordeste do Pará.

Fonte: G1/Blog do Lomeu

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Policiais militares em greve começam a deixar Assembleia Legislativa da Bahia

Os policiais militares (PMs) em greve que ocupavam a Assembleia Legislativa da Bahia desde o dia 31 de janeiro começaram a deixar o prédio por volta das 6h de hoje (9). A saída foi anunciada de madrugada pelo advogado Rogério Andrade, que defende alguns líderes do movimento. A saída é feita com calma e todos estão sendo revistados pelos militares do Exército que cercam o local desde a última segunda-feira (6).

O líder do movimento Marcos Prisco deverá ser o último a deixar o prédio. Ele e mais 11 PMs tiveram a prisão decretada pela Justiça e exigiam a revogação da medida para encerrar a greve. Há pouco, um policial que protestava dentro de uma gaiola, também passou pela revista do Exército. Ele fazia o protesto desde domingo (5). Depois de serem revistados, os policiais militares que não têm mandado de prisão, entram em seus próprios carros para ir embora.

Edição: Graça Adjuto

Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Ministério Público cearense vai se reunir com a cúpula da Segurança Pública

O Ministério Público do Ceará, através do promotor de Justiça coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias Criminais, Júri e Controle Externo da Atividade Policial, André Karbage, realizará, no dia 11 às 9h, o encontro que discutirá novas estratégias da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp) apresentadas pela juíza Federal e conselheira Nacional do Ministério Público, Taís Schilling Ferraz, no auditório da Procuradoria Geral de Justiça, na rua Assunção, 1.100 – José Bonifácio.

O evento contará com a participação do secretário de Segurança Pública e Defesa Social, coronel Francisco José Bezerra; o superintendente da Polícia Civil, Luiz Carlos Dantas; o diretor geral do Instituto Médico Legal (IML), Maximiano Leite Barbosa; e o comandante Geral da Polícia Militar do Ceará, coronel Werisleyk Matias. Eles também farão um breve relato sobre a situação da Segurança Pública no Estado do Ceará.

A Enasp é resultado de uma parceria entre os Conselhos Nacionais do Ministério Público (CNMP) e de Justiça (CNJ) e o Ministério da Justiça. A Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp) pretende promover a articulação e o diálogo dos órgãos envolvidos com a segurança pública, reunir e coordenar as ações, além de traçar políticas nacionais de combate à violência.

O objetivo do encontro é debater a implementação das metas da Enasp, discutir e avaliar os métodos de trabalho, levando em conta a realidade do estado, além de incentivar o engajamento dos agentes na iniciativa e a troca de informações. Os workshops estaduais realizados no Ceará, no dia 11; Mato Grosso do Sul, no dia 15; e Espírito Santo, nos dias 17 e 18 estão previstos no Plano de Trabalho do Grupo de Persecução Penal da Enasp e já foram realizados em outros estados, entre eles São Paulo.

O Ceará tem um total de 1.789 inquéritos sobre homicídios instaurados antes de 31 de dezembro de 2007 e ainda sem conclusão. No Mato Grosso do Sul, são 1.401 inquéritos abertos. Como os dois estados registram menos de quatro mil inquéritos, o prazo para conclusão de todos os procedimentos abertos vai até julho deste ano, segundo a Meta 2 da Enasp.

Cada um dos parceiros é responsável por uma ação prioritária. O CNMP coordena as ações para agilizar a investigação e julgamento dos crimes de homicídios. O CNJ atua na erradicação das prisões em delegacias. Já o Ministério da Justiça elabora um cadastro nacional de mandados de prisão. A Enasp conta com a adesão da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Defensoria Pública, e de órgãos federais e estaduais com atuação na área de Segurança Pública.

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Para saber mais

http://asprase.blogspot.com/2010/12/enasp-tem-primeiro-encontro-anual-em.html - Enasp tem primeiro encontro anual em Brasília

http://asprase.blogspot.com/2010/12/encontro-nacional-da-enasp-aprova-novas.html
- Enasp aprova novas metas para Plano de Ação 2011

http://asprase.blogspot.com/2010/02/governo-lanca-estrategia-nacional-de.html
- Governo lança Estratégia Nacional da Justiça e Segurança Pública

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Polícias Militar e Civil prendem 21 pessoas em Itabaiana


A Polícia Militar e a Polícia Civil já prenderam 21 pessoas em Itabaiana, durante a operação Invasão. A maior parte dos detidos é acusada de assaltos e tráfico de entorpecentes. Durante as abordagens foram apreendidos frascos de lança-perfume, papelotes de maconha, crack e cocaína, além de uma espingarda, R$ 5 mil e objetos roubados, incluindo eletrodomésticos e uma motocicleta.

Entre os presos estão 19 homens e duas mulheres. Três deles foram identificados como Hebert Sacramento, 33 (considerado um dos maiores traficantes da região), a esposa dele, Ana Paula Souza Nascimento, 27, e Valdir Alves de Oliveira, 33, que fazia a entrega de drogas aos usuários. Todos foram detidos em cumprimento a mandado de prisão, no bairro Campo Grande.

Outros cinco presos, detidos em locais diferentes, também foram identificados: Max Yuri de Jesus, 18, detido por assalto e tráfico de entorpecentes, José Cleverton dos Santos Teixeira, 21, e Genidice Aurora da Silva, 26, denunciados por tráfico de drogas, e Fernando Silva Santos, 18, e Jonata Souza Melo, 20, por assalto à mão armada. Todos tiveram prisão temporária decretada pela justiça.

Participaram da operação equipes da Delegacia Regional da Polícia Civil de Itabaiana e Coordenadoria da Polícia Civil do Interior (Copci), 3º Batalhão da Polícia Militar, Grupamento de Ações Táticas do Interior (Gati), totalizando 60 policiais militares e civis. As ações preventivas visam inibir a ação de assaltantes e traficantes durante a prévia carnavalesca Miracana, que movimenta a cidade a partir do dia 17.

Fonte: Agência Sergipe de Notícias

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Governo lança Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública

O ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, lança nesta segunda-feira,22, a Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp). A ideia é que a Enasp seja formada por diversos órgãos federais e estaduais, tendo como núcleo central o Gabinete de Gestão Integrada (GGI), composto pelo Ministério da Justiça, por meio da Secretaria Nacional de Justiça (SNJ), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Essa gestão compartilhada teria como objetivo desarticular organizações criminosas e reduzir a violência no país.

Durante a cerimônia de lançamento, cada um dos órgãos gestores apresentará uma proposta de ação conjunta. O Ministério da Justiça vai propor a criação de um banco de dados nacional sobre mandados de prisões, incluindo as provisórias, e de apreensões de adolescentes infratores. O CNJ deve sugerir a erradicação das carceragens nas delegacias de polícia. O CNMP irá propor mais agilidade e maior efetividade na apuração, denúncia e julgamento dos crimes de homicídio.

Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Policial é esfaqueado durante ocorrência

Um dos policiais que atendiam uma ocorrência no Povoado Pinga, localizado na cidade de Malhador, foi ferido com um golpe de faca durante atendimento a uma ocorrência solicitado por uma moradora do povoado. Ela teria acionado a polícia local depois que sua filha foi ameaçada de estupro por um morador, que possuía um mandado de prisão preventiva por conta de uma tentativa de homicídio registrada neste ano contra um policial civil.

Ao constatar que se tratava de um criminoso perigoso, policiais militares e agentes do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), que estavam na cidade de Itabaiana, foram acionados juntamente com membros do Corpo de Bombeiros para reforçar o atendimento durante a ocorrência.

Os policiais foram até o local e fizeram um cerco, dividindo as equipes. Após constatar a presença da polícia, o acusado identificado como sendo Daniel Silva Santos tentou fugir. Armado com uma faca, na primeira barreira policial Daniel feriu no peito um dos policiais. Houve revide da polícia e ele foi atingido com um tiro que acertou seu abdômen.

Baleado, o acusado foi socorrido pelos bombeiro e encaminhado para o hospital regional da cidade de Itabaiana, onde foi medicado e será removido para o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), onde passará por uma intervenção cirúrgica. O policial atingido, também, foi medicado e passa bem. De acordo com a polícia, Daniel vinha aterrorizando a localidade, depredando postes de iluminação e ameaçando varias mulheres de estupro.

Fonte: Jornal da Cidade

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