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quarta-feira, 30 de julho de 2014

Especialistas em segurança propõem agenda de debates prioritários para eleições

Especialistas em segurança pública lançaram hoje (29) uma agenda prioritária para a área e vão pedir aos candidatos à Presidência da República que se posicionem sobre as propostas. A intenção é qualificar o debate sobre o tema e defender principalmente iniciativas para reduzir o número de homicídios no Brasil, que passou de 56 mil em 2012. "Nos momentos anteriores, éramos convidados a falar sobre as nossas ideias. Demos um passo anterior e nos organizamos no sentido de juntar pesquisadores e profissionais, que pensam de modos diferentes, e produzimos esse documento para estimular o debate", disse a pesquisadora da Universidade de Brasília (UnB) Haydée Caruso.

A apresentação das propostas ocorreu no Rio de Janeiro, no Instituto Igarapé, uma das organizações envolvidas no projeto, e reuniu representantes do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo; Centro de Estudos de Criminalidade, da Universidade Federal de Minas Gerais; Instituto Fidedigna, do Rio Grande do Sul; Universidade de Brasília; Laboratório de Análise da Violência, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj); Universidade Federal de Pernambuco; Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul; Centro de Pesquisa Jurídica Aplicada e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

A agenda será apresentada aos coordenadores da área de segurança pública das campanhas dos presidenciáveis no próximo dia 31, em São Paulo: "A ideia é influir com essa agenda pedindo posicionamento em torno desses pontos".

O documento enumera seis prioridades e destaca a diminuição dos assassinatos como a primeira delas. A agenda propõe um Plano Nacional de Redução de Homicídios, que seria articulado nacionalmente e estimularia planos estaduais e municipais. Uma das iniciativas que o plano incentivaria é a criação de departamentos especializados em crimes contra a vida, para fortalecer os meios de investigação, incluindo investimentos na capacitação e equipamentos de perícias, além de aumentar o cumprimento de mandados de prisão de acusados de assassinato. O plano também prevê uma maior regulação na política nacional de controle de armas e a redução da letalidade policial, disseminando procedimentos e protocolos de uso da força, fortalecendo corregedorias e substituindo em todos os estados o termo "resistência seguida de morte" por "homicídio/morte decorrente de intervenção policial", o que já é recomendado pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos.

Para a diretora executiva do Instituto Igarapé, Ilona de Carvalho, a opinião pública no Brasil avançou e está mais aberta a um debate qualificado da questão. "É hora de vencer esse dilema, até porque, se a gente quer se consolidar como potência em qualquer aspecto, não tem como: um país de 56 mil homicídios não vai ser um país desenvolvido. Isso não cabe na definição. Tem uma lacuna no nosso desenvolvimento que é a questão da segurança", afirma ela que, apesar disso, considera que o tema ainda não é uma prioridade no Brasil: "Ainda não é, mas não dá mais para não ser".

Outro ponto do grupo é uma nova estrutra policial, sem a atual divisão entre polícia ostensiva e polícia investigativa, criando uma polícia de "ciclo completo", que patrulha, atende chamados e investiga os crimes. Também é defendida uma entrada única na carreira, sem a diferença de concursos para oficial e soldado, e agente e delegado, por exemplo: "Nas melhores polícias do mundo, o chefe de polícia um dia esteve nas ruas como policial", comparou o pesquisador Ignácio Cano, da Uerj. Com a ideia, todos os policiais teriam a possibilidade de chegar ao nível mais alto da hierarquia pela via meritocrática, sem a realização de um novo concurso.

A proposta do grupo extingue a Justiça Militar e a subordinação das PMs ao Exército, fortalece o controle externo da atividade policial, com maior participação da sociedade civil, e regulamenta o direito à sindicalização e greve dos policiais militares.

Os pesquisadores propõem aumento do orçamento para a área - atualmente em 0,46% do Produto Interno Bruto do país, e um novo pacto federativo, em que o governo federal assuma mais responsabilidades com a criação de um Ministério da Segurança Pública, principalmente como "uma sinalização política da importância dessa área". O órgão também alinharia competências de segurança pública e justiça criminal. Nos moldes do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a agenda dos especialistas pede maior capacidade de fiscalizar e produzir dados de qualidade, além de uma Escola Nacional de Segurança Pública, para a formação dos gestores.

A modernização da política criminal e penitenciária e a revisão de parte da política de drogas completam a agenda prioritária. Para os pesquisadores, é preciso regular a pesquisa, o uso medicinal, o comércio e o autocultivo de maconha, que necessariamente implica na descriminalização, com investimentos em políticas de prevenção do uso e abuso e de redução de danos. É proposta também a retirada da caracterização de crime hediondo para o tráfico de drogas. "É claro que estamos falando do traficante simples, que é pego com uma quantidade de droga. Se ele está armado, já não se trata mais de tráfico simples", explica Ilona.

A melhora nas condições do sistema penitenciário, o fortalecimento das defensorias públicas estaduais e a estruturação das centrais estaduais de penas alternativas também são consideradas prioritárias. "Hoje, muitos juízes não aplicam a pena alternativa porque sabem que os estados não tem condição de cumprir", diz Ilona.

Vinícius Lisboa – Repórter da Agência Brasil
Edição: Denise Griesinger
Fonte: Agência Brasil de Notícias

segunda-feira, 12 de maio de 2014

PGE Sergipe solicita ao Sergipe Previdência o cumprimento da Súmula Vinculante 45 em Sergipe

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou, no último dia 9 de abril de 2014, por unanimidade, a Proposta de Súmula Vinculante (PSV) 45, que prevê que, até a edição de lei complementar regulamentando norma constitucional sobre a aposentadoria especial de servidor público, deverão ser seguidas as normas vigentes para os trabalhadores sujeitos ao Regime Geral de Previdência Social. O verbete refere-se apenas à aposentadoria especial em decorrência de atividades exercidas em condições prejudiciais à saúde ou à integridade física dos servidores. Quando publicada, esta será a 33ª Súmula Vinculante da Suprema Corte.

A PSV foi proposta pelo ministro Gilmar Mendes em decorrência da quantidade de processos sobre o mesmo tema recebidos pelo STF nos últimos anos, suscitando, na maior parte dos casos, decisões semelhantes em favor dos servidores.

O procurador assistente do Gabinete da Procuradoria-Geral do Estado de Sergipe e integrante da Comissão de Trabalho da Procuradoria-Geral, junto ao Sergipeprevidência, Arthur Borba, esclarece que a Súmula Vinculante 45 aprovada, ratifica o Parecer proferido por ele no processo 022.108.00027/2014-1, em que havia indicado a edição de Parecer Normativo. “Em virtude da aprovação da súmula, deixa de existir a necessidade de Parecer Normativo. Por se tratar de Súmula Vinculante, toda a Administração Pública a ela se encontra obrigatoriamente vinculada”, ressaltou.

Diante de tais fatos, o Procurador solicitou ao Sergipeprevidência que adote, através de setor específico,as providências necessárias para o cumprimento da Súmula 45, do STF.

De acordo com o diretor-presidente do Sergipeprevidência, Augusto Fábio, em virtude da aprovação, carece a necessidade urgente da identificação dos locais insalubres nos quais os servidores lotados estão expostos a agentes nocivos, assim como também, a elaboração do Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP), o Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho (LTCAT), e o Laudo Médico-Pericial, para subsidiar o reconhecimento, ou não, do direito a Aposentadoria Especial.

Ele explica: “A solicitação acima decorre de uma série de deficiências estruturais geradas pela inexistência de Perícia Médica no Regime Próprio de Previdência Social (RPPS/SE). Essa situação faz com que o Instituto fique impossibilitado de concluir a análise e altamente vulnerável às ações judiciais em decorrência dos pleitos dos servidores”, concluiu.

Fonte: PGE/Sergipe

quarta-feira, 19 de março de 2014

Governo de Sergipe anuncia concurso para Perito Criminal

Solenidade acontece a partir das 9h30, no Palácio de Veraneio.

Nesta quarta-feira (19) o governador do Estado, Jackson Barreto concederá entrevista coletiva para anunciar a autorização para realização de concurso no âmbito da coordenadoria Geral de Perícias da SSP. Composta pelo Instituto de Investigação, Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal, a Coordenadoria Geral de Perícia tem por finalidade a realização das perícias médico-legais e criminalísticas, os serviços de identificação e o desenvolvimento de estudos e pesquisas na área de atuação. Solenidade acontece a partir das 9h30, no Palácio de Veraneio.

O concurso destina-se ao provimento de vagas para Perito Criminalístico, Perito Médico-Legal, Perito Odonto-Legal, Papiloscopista e Agente Técnico de Necropsia.

Fonte: Agência Sergipe de Notícias.

Servidores da COGERP fazem manifesto em frente a Seplag

Ato ocorreu nesta quarta-feira, 19, na porta da Seplag

Servidores da Cogerp fazem ato na porta da Seplag

Servidores da Coordenadoria Geral de Perícias (COGERP) paralisaram as atividades nesta quarta-feira, 19, e se posicionaram na porta da Secretaria de Planejamento Orçamento e Gestão (Seplag). A categoria reivindica a garantia dos direitos dos servidores que são ligados a COGERP. Eles cobram ainda a transposição de cargos, bem como o reconhecimento do direito previsto em Lei. Com a greve os serviços do Instituto de Identificação foram suspensos.

“Essa mobilização é para aguardar uma resposta do Secretario Estadual de Planejamento, Orçamento e Gestão, João Augusto Gama, sobre as nossas reivindicações. Entramos em um estado de greve até que ele nos atenda. A nossa reivindicação abrange a criação do plano de carreira organizada para a classe”, disse o servidor da COGERP, Carlos Alberto.

Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (SINPOL), Antônio Moraes, cansados por não terem o pleito atendido os servidores do órgão decidiram parar as atividades.

“Os servidores da Coordenadoria Geral de Perícias (COGERP), órgão que coordenada às atividades dos quatro institutos (IML, Instituto de Criminalística, Instituto de Identificação e Instituto de Análises e Pesquisa Forenses) cansaram de não ter qualquer resposta do governo do Estado. Inúmeras foram às tentativas. Diversas reuniões com gestores de terceiro e segundo escalões e nada foi resolvido”.

Ainda segundo Moraes, com o anúncio do concurso público, os servidores temem serem descartados, sendo devolvidos para seus órgãos de origem depois de uma vida inteira dedicada a atividade pericial.

“O SINPOL, que além de representar os servidores policiais civis, representa os servidores da COGERP, já encaminhou, desde 10 de junho de 2013, proposta de projeto de Lei que reconhece o trabalho de toda uma vida desses servidores e ainda lhes equipara salarialmente aos servidores do órgão”

Seplag

A assessoria de comunicação da Seplag encaminhou nota ao Portal Infonet. "Atento às demandas do servidor público estadual, o Governo de Sergipe se empenha para receber a todas as categorias que solicitam reunião para apresentar pautas de reivindicações. Diante da solicitação por parte do Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (Sinpol), a diretoria executiva deste sindicato foi recebida pelo Secretário de Estado Planejamento, Orçamento e Gestão, João Augusto Gama, e pela superintendente da Polícia Civil, Katarina Feitoza, no dia 13 de março. Na ocasião, a categoria apresentou suas pautas de reivindicações, que serão entregues à equipe econômica do Governo de Sergipe para apreciação", informou a assessoria acrescentando.

"Devido a uma nova solicitação por parte do sindicato, foi agendada uma reunião para a próxima sexta-feira, dia 21. No entanto, como eles compareceram à sede da Seplag para uma reunião na data de hoje, 19, foi oferecida a eles uma reunião com a secretária adjunta, Lucivanda Rodrigues, tendo em vista que, no horário em que eles solicitara, o secretário João Augusto Gama estava no Palácio de Veraneio, no ato de assinatura pelo governador Jackson Barreto, do concurso para perito criminal da própria Polícia Civil. Até o momento a Seplag aguarda a resposta do sindicato se aceitam ou não serem atendidos pela secretária adjunta às 11h de hoje", informa a nota na íntegra.  

Leonardo Dias e Kátia Susanna 

Fonte: Portal Infonet

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

PMs faltosos do Pré-Caju não validam atestados

Os policiais militares de folga que faltaram ao serviço durante as noites do Pré-Caju 2012, escudados em doações de sangue realizadas por eles nos próprios dias da prévia, não conseguiram validar os atestados que comprovam as doações e, pela lei, tornam válidas as folgas concedidas por direito aos servidores doadores. Mais de 60 militares compareceram ontem de manhã ao Hospital da Polícia Militar (HPM), no bairro 18 do Forte (zona norte de Aracaju) e não foram recebidos pelo setor médico da unidade, ao tentarem homologar os atestados expedidos pelo Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose) e no Instituto de Hematologia e Hemoterapia de Sergipe (IHHS), ligado ao Hospital São Lucas.

Representantes das Associações Militares Unidas estiveram no local para dar assistência aos policiais e informaram que os médicos do HPM teriam sido orientados a não receber os militares e não validar nenhum atestado. Em vez disso, foi entregue aos militares um formulário de solicitação para que seja preenchido com a justificativa do atestado. Esta guia deve ser entregue aos comandantes de cada batalhão, companhia ou destacamento, que por sua vez podem autorizar - ou não - a validação do atestado.

Não sabemos se isso foi orientação do Comando ou se foi da própria direção do HPM, diz o major Adriano Reis, um dos líderes das Unidas, que deu orientações aos militares. O que nós orientamos a todos aqueles policiais que estiveram doentes nesse período (do Pré-Caju), é que compareçam às suas companhias levando o atestado com cópia, façam o documento ao seu comandante e o entreguem, para que se certifiquem da recusa do Hospital da Polícia em receber os atestados, afirmou Adriano. A decisão acabou afetando policiais que alegaram ter sido internados em hospitais durante a prévia carnavalesca.

Em resposta, o tenente-coronel George Araújo, diretor financeiro do HPM, afirmou que os atestados apresentados pelos PM´s serão avaliados por uma junta médica da corporação, por se tratar de um caso extraordinário. Segundo o oficial, 140 atestados foram apresentados ao hospital, superando a média normal de 15 atestados por dia, apesar de não haver nenhuma epidemia ou doença contagiosa que justifique a marca. Araújo ressaltou ainda que a intenção da exigência de autorização dos comandos das unidades para validar o atestado não é punir os militares, mas apurar a veracidade e o objetivo destes atestados.

Pela lei vigente, um servidor público que doa sangue e apresenta atestado comprovando a doação tem direito a gozar um dia de folga. No entanto, de acordo com o HPM, há militares que pediram três dias de licença médica. A estratégia de doação de sangue em massa ao Hemose e ao IHHS forçou o comando da PM a adotar um Plano B para garantir o esquema de segurança do Pré-Caju, convocando 600 PM´s cedidos a órgãos públicos estaduais e remanejando equipes do interior do estado. No entanto, segundo fontes policiais, mais de 500 militares faltaram ao serviço em cada dia do evento.

Fonte: Jornal do Dia

sábado, 27 de agosto de 2011

Congresso internacional de mediação de conflitos

O evento acontecerá dias 14 a 16 de Setembro no auditório do Tribunal de Justiça de Sergipe

A professora doutora Luciana Aboim (Foto: divulgação)

Acontecerá no período de 14 a 16 de Setembro, o I Congresso Internacional de Mediação de Conflitos: da teoria à prática, no auditório do Tribunal de Justiça de Sergipe, sob a coordenação científica dos Professores Doutores Luciana Aboim Machado Gonçalves da Silva e Lucas Gonçalves da Silva, bem como a coordenação do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe Presidente José Alves Neto e Dra. Adelaide Maria Martins Moura, contando com a participação de renomados juristas nacionais e estrangeiros, especializados na temática, e a estimativa de reunir 400 participantes.

O evento é uma realização do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe - TJ/SE com a Universidade Federal de Sergipe - UFS, tendo o apoio do Conselho Nacional de Pesquisa - CNPq, Instituto Brasileiro de Direito da Família - IBDFAM, Instituto Latinoamericano de Derecho del Trabajo y de la Seguridad Social - ILTRAS, Fundação de Apoio à Pesquisa e Inovação Tecnológica – FAPITEC, instituições renomadas que certamente irão contribuir para o engrandecimento do evento.

O congresso pretende disseminar uma cultura de mediação, por meio de conferências e palestras, bem como da apresentação do resultado de pesquisa realizada por discentes da UFS sob a coordenação da Profa. Dra. Luciana Aboim Machado Gonçalves da Silva, com o apoio do CNPq – Conselho Nacional de Pesquisa, através de projeto piloto de mediação instalado no âmbito cível (Tribunal de Justiça/Vara de Assistência de São Cristóvão – Juíza Adelaide Maria Martins Moura) e penal (Secretaria de Segurança Pública/Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis – Delegada Georlize Teles), iniciado no primeiro semestre de 2010.

Esse evento visa incentivar a utilização da mediação como instrumento de evolução da sociedade - por meio de uma pedagogia que emancipa o homem e resgata uma cultura de paz – apresentando modelos de sucesso, técnicas e aspectos jurídicos da mediação em nosso país e no exterior.

É importante salientar que essa temática vem sendo apreciada em diversas dimensões, mormente tendo em vista a Resolução n° 125, de 29 de novembro de 2010, do Conselho Nacional de Justiça, a ensejar debates e aprofundamentos na comunidade jurídica, de sorte que a realização do mencionado evento apresenta relevância.

Conjuntamente ao congresso nas manhãs de 15 e 16 de setembro, será realizado uma Oficina de Atualização sobre Mediação, com carga horária de 8 horas, ministrado pelo Prof. Juan Carlos Vezzulla (Presidente do Instituto de Mediação e Arbitragem de Portugal - IMAP).

Mais informações através do (79) 3211-3273 / 9128-3389 / 9888-6407 / 8811769. Inscrições para o congresso e para o curso com valores promocionais até o dia 31 desse mês.

Com informações da Ascom Dupla Comunicação & Eventos

Fonte: Portal Infonet

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Aracaju/SE sediará o Encontro Regional do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais

RICARDO DOS REIS TAVARES - Aracaju(SE) - 28/01/2011

Nos dias 05 e 06 de maio de 2011 o Teatro Tobias Barreto, em Aracaju, sediará o “Encontro Regional do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais” com o tema CIÊNCIAS CRIMINAIS EM FOCO. As inscrições poderão ser feitas até o dia 31/04 através do site http://www.seminarioibccrimsergipe.com.br.

Valores das inscrições:

Estudantes Associados ao IBCCRIM
Até 31/03/2011: R$ 50,00
De 01 a 30/04/2011: R$ 70,00
No local: R$ 100,00

Estudantes / Pós-graduandos:Até 31/03/2011: R$ 70,00
De 01 a 30/04/2011: R$ 90,00
No local: R$ 130,00

Profissionais Associados ao IBCCRIM:Até 31/03/2011: R$ 85,00
De 01 a 30/04/2011: R$ 120,00
No local: R$ 15,00

Profissionais:Até 31/03/2011: R$ 110,00
De 01 a 30/04/2011: R$ 16,00
No local: R$ 200,00

Após 31/04 as inscrições só poderão ser feitas diretamente no local do evento.

Para o evento estão programadas os seguintes palestrantes e temas:

PAULO QUEIROZ (BA): Elementos do crime à luz da Teoria Funcionalista

DANIELA C A DA COSTA (SE) e ANDRÉA DEPIERI (SE): Violência de Gênero: marco teórico e debate acerca da eficácia da Lei Maria da Penha

KARINA SPOSATO (SP): Tendências Político-Criminais em matéria de responsabilidade penal de adolescentes em conflito com a lei

AURY LOPES Jr. (RS) e EVÂNIO MOURA (SE): Tribunal do Júri no Brasil: reflexões acerca do seu caráter democrático

SALO DE CARVALHO (RS): O papel dos Atores Processuais na era do punitivismo

ALEXANDRE DUMANS (RJ): Reflexões acerca da política de drogas: proibicionismo versus redução de danos

SÉRGIO SALOMÃO SHECAIRA (SP): Responsabilidade Penal da Pessoa Jurídica: análise crítica acerca da jurisprudência dos Tribunais Superiores

GEVAN DE CARVALHO ALMEIDA (RJ) e DENISE LEAL FONTES A. LEOPOLDO (SE): A Denúncia anônima e o Inquérito Policial

MARIA DE FÁTIMA LIMA SANTOS (SE): Interstícios entre o jurídico e a saúde mental: a produção da loucura manicomial

MARIA EMÍLIA ACCIOLI NOBRE BRETAN (SP) e DANIEL NICORY DO PRADO (BA): Pena de Prisão: debate desde uma perspectiva criminológica

CARLOS ALBERTO MENEZES (SE):: Indivíduo, Modernidade e Teoria Funcionalista

GAMIL FÖPPEL (BA) e VLADIMIR ARAS (BA): Medidas Cautelares no Direito Penal Econômico

JOSÉ ANSELMO DE OLIVEIRA (SE) e NÉSTOR TÁVORA (BA): Prova ilícita: o juiz que entrou em contato deveria ser afastado?


A coordenação do evento está sob a responsabilidade da Dra. Daniela Carvalho Almeida da Costa: Advogada; Mestre e Doutora em Direito Penal pela USP; Especialista em Direito Penal pela Universidade de Salamanca; Coordenadora Regional em Sergipe do IBCCRIM; Coordenadora do Grupo de Pesquisa “Estudos sobre violência e criminalidade na contemporaneidade” da UFS; Professora Adjunta do Dept.º de Direito da UFS; Professora do Programa de Pós-graduação - Mestrado em Direito da UFS; Professora do Curso de Direito da FaSe e da Fanese; Professora da Pós-graduação da FaSe; Professora da Escola Superior da Magistratura de Sergipe.

E para quem ainda não conhece, o Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCRIM) é uma organização não governamental, sem fins lucrativos voltada à defesa dos Direitos Humanos na perspectiva de um Direito Penal de intervenção mínima, desenvolvendo diversas atividades na área de Ciências Criminais.

Qualquer pessoa pode se associar ao IBCCRIM através do site www.ibccrim.org.br com as seguintes vantagens para o associado:
  • Consulta presencial e à distância ao acervo da mais completa biblioteca de ciências criminais da América Latina, com remessa de material, via correio, para o endereço indicado pelo associado (observada a legislação vigente);
  • mpréstimo do acervo da Videoteca, resultado da gravação de cursos e eventos realizados pelo IBCCRIM e seus parceiros;
  • Senha de acesso ilimitado ao Portal IBCCRIM para consulta de notícias, artigos de doutrina e legislação (nacional e estrangeira) e jurisprudência selecionada. Além disso, acesso a todas as seções do IBCCRIM;
  • Acesso on-line, 24 horas por dia, à TV IBCCRIM: Mesas de Estudos e Debates, Séries Sala dos Professores e Documentários;
  • Liberdades, a revista eletrônica quadrimestral que traz entrevistas com personalidades, artigos doutrinários, resenhas de filmes e livros, julgados históricos e tudo relacionado às ciências criminais;
  • Recebimento mensal do Boletim IBCCRIM, com exceção da categoria Sócio Pesquisador;
  • Participação em concurso geral para outorga do Prêmio IBCCRIM de Monografias de Ciências Criminais;
  • Recebimento periódico de monografias selecionadas, publicadas com exclusividade pelo IBCCRIM;
  • Desconto de 30% na assinatura da Revista Brasileira de Ciências Criminais – RBCCRIM, obtida diretamente com a Editora RT;
  • Participação gratuita no Laboratório de Ciências Criminais para estudantes do 3º ao 5º ano das Faculdades de Direito, aprovados em processo seletivo do IBCCRIM;
  • Curso de Pós-graduação em Criminologia credenciado pelo Ministério da Educação e composto por um corpo docente de alta qualidade, com renomados professores das áreas de ciências criminais. O curso tem duração de 2 anos. Consulte datas e corpo docente;
  • Preços promocionais na inscrição de Cursos e Seminários periodicamente realizados pelo IBCCRIM e entidades conveniadas, inclusive para o Seminário Internacional que acontece uma vez ao ano.
Fonte: Fórum Brasileiro de Segurança Pública

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Dilma precisa investir em Segurança Pública e acabar com privilégios

Ele acredita, no entanto, que a presidente eleita precisa se concentrar também em questões fundamentais para a melhoria da segurança pública, como as condições de trabalho dos policiais, inclusive com aumento de salário.

Os principais desafios na área de segurança para a presidente eleita, Dilma Rousseff, são a melhoria das condições de trabalho dos policiais, o aumento do patrulhamento das fronteiras e do litoral brasileiro e o fim de privilégios, como a prisão especial e o foro privilegiado. A avaliação é do especialista em segurança pública da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e da Universidade Federal Fluminense (UFF) Jorge da Silva.

Ele, que já foi presidente do Instituto de Segurança Pública do Rio, elogia a disposição de Dilma Rousseff de incentivar a filosofia de policiamento comunitário em todos os estados, a exemplo das unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) fluminenses.

Ele acredita, no entanto, que a presidente eleita precisa se concentrar também em questões fundamentais para a melhoria da segurança pública, como as condições de trabalho dos policiais, inclusive com aumento de salário.

“Nós sabemos que hoje os policiais no Brasil ganham salários irrisórios. Existe a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 300 [que prevê aumento de salário para policiais de todo o país], que o governo federal deixou de lado. As pessoas no Brasil querem que os policiais ganhem uma miséria e sejam honestos. Aí não tem condição”, diz.

O especialista afirma ainda que o governo federal deveria focar nas suas atribuições constitucionais, como a garantia da segurança das fronteiras e da costa brasileira, para impedir a ação de criminosos nessas áreas. Para isso, Jorge da Silva defende a atuação das Forças Armadas nessas regiões ou a criação de uma polícia de fronteira, a exemplo de outros países.

Na sua opinião, o governo de Dilma também deveria defender, por meio de propostas de emenda à Constituição (PEC) ou projetos de lei, o fim de privilégios existentes para alguns cidadãos, como o foro privilegiado e a prisão especial. Junto a isso, o governo federal deveria investir na reforma do sistema penitenciário.

“O sistema penitenciário existe como um depósito de gente pobre. Para mexer nisso, é preciso acabar com esses institutos, como a prisão especial e a imunidade parlamentar. O governo precisa fazer sua parte, porque, se esperar o Congresso, o Congresso não vai fazer”, afirma.

Jorge da Silva também diz que o governo de Dilma precisaria investir numa mudança de paradigma das instituições policiais, que hoje funcionam sob uma ótica militar. “A polícia brasileira, principalmente a dos estados, atua com um ethos militarista e não policial”, disse.

Fonte: Agência Brasil

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