Mostrando postagens com marcador congresso. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador congresso. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Polícia Federal: Frente de Agentes promete modernizar a Segurança Pública

Levantando a bandeira do combate à corrupção e da modernização da segurança pública, a Frente de Agentes da Polícia Federal, lançada oficialmente nessa terça-feira (22), promete renovar o cenário da política brasileira. Os cerca de 30 pré-candidatos, com representação em todas as regiões do Brasil, assumiram publicamente cinco intenções que devem nortear a atuação de todos os que conseguirem uma vaga durante as eleições de 2018.

Entre os compromissos, estão o de implantar o ciclo completo de polícia e a entrada única para todas as forças policiais, a modernização e a desburocratização da investigação criminal e o fim do foro privilegiado para todas as esferas de governo. “Existe um desejo real de mudança da população, que quer ver caras novas no Congresso, nas câmaras e nas assembleias. A Frente quer trazer exatamente isso, já que a população confia que os policiais federais podem ter um papel decisivo no combate à corrupção nos ambientes de tomada de decisão”, afirma o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais, Luís Boudens, escolhido pelos colegas para ser presidente honorário da Frente.

Boudens esclarece que a Fenapef apoiará a candidatura dos colegas, mas que o financiamento das campanhas será feito pelos partidos políticos pelos quais estão filiados. “A Federação e os sindicatos darão todo o incentivo necessário para os pré-candidatos, mas não financeiramente.” Além dos partidos, a Frente contará, também, com um financiamento coletivo exclusivo (prafrentefederais), disponível no site oficial do projeto. Haverá controle de quem está doando o dinheiro e será possível escolher para qual pré-candidato vai o recurso. “Isso é para que não entre dinheiro ‘sujo’ na campanha dos policiais”, avisa o presidente honorário.

Renovação

As novas caras para a renovação política foram apresentadas nessa terça, em Brasília (DF). Serão 26 agentes que tentarão uma cadeira no Congresso Nacional e os demais para câmaras e assembleias estaduais. “Queremos promover o combate à corrupção e lutar por uma real melhoria no sistema de segurança pública em todo o Brasil”, promete Flávio Werneck, vice-presidente da Fenapef e candidato a deputado federal pelo PHS.

Werneck cita um dos compromissos firmados pelos colegas e afirma que a modernização da segurança pública é urgente. “Somente 4% dos crimes são solucionados no Brasil. Precisamos mudar essa estatística e a Frente tem essa missão”, diz.

Na lista de pré-candidatos, estão Ubiratan Sanderson e Marco Monteiro (RS); Edgar Lopes (SC); Bibiana Orsi e Márcio Pacheco (PR); Eduardo Bolsonaro e Danilo Balas (SP); Sandro Araújo e Plínio Ricciardi (um dos “Gêmeos da Federal – RJ); Cláudio Prates (MG); o policial rodoviário federal Edmar Camata (ES); Anderson Muniz (BA); Flávio Moreno (AL); Jorge Federal (PE); Katrin Paiva (RN); Odécio Carneiro (CE); Aluísio Mendes (MA); Marinho Cunha (PA); Barroso (RR); Jamyl Asfury (AC); Alzenir Araújo (AM); Jorielson (AP); Bosco da Federal (RO); Rafael Ranalli (MT); Renée Venâncio e André Salineiro (MS); Suender (GO); Farlei Meyer (TO); Flávio Werneck e Policial Federal Santiago (DF).

O registro oficial das candidaturas será em agosto. Até lá, outros nomes com pautas semelhantes poderão integrar a Frente, como os policiais federais Amorim (PB), Daltro Veras (CE) e Arouck (DF); e os PRFs Frederico França (PE) e Nicoletti (RR).

Lava Jato

A Frente de Agentes da Polícia Federal é também conhecida como Frente da Lava Jato, em alusão à maior operação de combate à corrupção do órgão, iniciada em 2014. De lá para cá, centenas de políticos, empresários e pessoas ligadas a esquemas de corrupção já foram investigadas e presas.

Site

O projeto contará com um site oficial, em que os eleitores brasileiros poderão conhecer os ideais, as propostas e os candidatos da Frente nos vários estados para os cargos de senador, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital.

Comunicação Fenapef

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Projeto quer lista tríplice e mandato de dois anos para comandantes das PMs

O lobby das polícias militares no Congresso, um dos mais fortes da bancada da bala, conseguiu que seja colocada na Comissão de Segurança Pública da Câmara, um projeto que propõe que seja adotada uma lista tríplice na escolha dos comandantes das PMs nos estados. O projeto, apresentado pelo deputado Cabo Sabino, do PR do Ceará, já está na pauta da comissão para ser votado. Além de uma lista tríplice que seria submetida ao governador, o comandante da PM passaria a ter um mandato de dois anos, podendo ser reconduzido ao cargo.

Fonte: Blog Lauro Jardim

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Soldado da PM é preso por fazer comentário no Facebook

Sentença expedida nesta segunda é de cinco meses regime aberto

O soldado da Polícia Militar de Sergipe, Erick Mota, foi preso nesta segunda-feira, 3, em cumprimento ao mandado judicial que o sentencia a 5 meses de prisão em regime aberto, por ter infringido o Código Penal Militar. De acordo com a capitã Evangelina, responsável pela comunicação social da PM, o soldado emitiu “críticas deselegantes” aos superiores através de uma rede social, que na visão da 6ª vara [Justiça Militar] infringe o código penal.

“Desde que aconteceu o fato, houve o processo, transitou e foi julgado, e só hoje o mandado foi expedido. Ele [Erick] continuará na corporação, porém, atua com serviços burocráticos durante o dia, e passa a noite no presídio”, disse a capitã Evangelina.

O princípio da confusão teria ocorrido com a insatisfação de Erick com as normas do Congresso de Direito, organizado pela Polícia Militar. O soldado teria criticado o fato das normas do congresso restringir a participação no evento apenas para juízes militares.

A capitã Evangelina explicou que o foco do congresso é uma auditoria para os juízes militares da 6ª vara, mas Erick se pronunciou através de seu perfil em uma rede social de forma indevida. “O evento é para capacitar os juízes militares e ele estava criticando as normas com uma maneira de se expressar abusiva, e ainda falava em nome de todos os praças [soldados]”, afirmou.

Erick foi encaminhado ao Presídio Militar (Presmil) onde passa a noite, e na terça-feira, 4, o juiz da 6ª vara em audiência admonitória expedirá protocolo e o soldado sai em liberdade, exercendo serviços burocráticos pela corporação durante o dia, e pernoita no Presmil.

Ícaro Novaes e Aldaci de Souza

Fonte: Portal Infonet

domingo, 5 de julho de 2015

PT defende fim do inquérito policial, carreira única e ciclo completo.

Modernização da Investigação, Fim do Inquérito Policial, Ciclo Completo de Polícia e Carreira Única foram mudanças defendidas pelo Partido dos Trabalhadores (PT) no tema Segurança Pública. Partidos de oposição, como PSDB e DEM, ainda não se posicionaram sobre essas bandeiras de luta dos profissionais de segurança. E agora?

O Partido dos Trabalhadores, PT, discutiu no seu 5º Congresso Nacional, realizado em Salvador/BA no último dia 21 de junho, suas diretrizes para uma nova segurança pública brasileira.

Foi mais uma vez divulgado e confirmado neste congresso, através da chamada “Carta de Salvador”, a intenção do partido em aplicar a modernização da investigação, o chamado ciclo completo de polícia e a carreira única, bandeiras de luta da grande maioria das instituições representantes dos policiais brasileiros.

Os atuais partidos de oposição, principalmente o PSDB e o DEM, nunca defenderam efetivamente alguma mudança na estrutura da segurança pública brasileira, como o PT passa a defender com a divulgação desta carta.

Fica a pergunta, qual partido político realmente deseja realizar mudanças estruturais na Segurança Pública Brasileira? Quem realmente defende o Ciclo Completo de Polícia e a Carreira Única? Vamos esperar que as mudanças sejam efetivamente propostas e, ao menos, votadas no Congresso Nacional.

Leia algumas das principais intenções de mudanças anunciadas pelo PT, referente ao tema Segurança Pública, segundo a Resolução 17 da Carta de Salvador:

1- Modernização da Investigação

Acabar com a investigação cartorial assentada sobre o ineficaz inquérito policial, pois além de ser obsoleta, ela traz de forma latente as figuras inquisitoriais do indiciamento e da intimação para depor em unidade policial, extremamente atentatórias aos direitos individuais do cidadão. Como contraponto, implementar um modelo de investigação contemporâneo, conforme as polícias investigativas de países democráticos, que utilizam de metodologia científica para a produção do conhecimento, mecanismo que reduz a dependência das oitivas em sede policial, bem como da busca da confissão por meio de interrogatórios. A herança ideológica e instrumental das polícias, na maioria das vezes as transformam em polícias políticas que perseguem os partidos e organizações vinculados às causas populares e progressistas, com o discurso público do combate à corrupção.

2- Carreira Única

Reformar as carreiras das diferentes polícias garantindo a entrada única e a possibilidade de progressão até o nível mais alto da hierarquia. A existência de duplicidade de carreiras, com estatura distinta nas diversas instituições policiais, é reconhecidamente causadora de graves conflitos internos e ineficiências. É preciso registrar que essa medida não é incompatível com o princípio hierárquico ou com o estabelecimento de gradação interna à carreira, que permita a ascensão do profissional (adaptado do texto da PEC 51).

3- Desmilitarização

O ideário militar de combate ao inimigo é virtualmente impossível de ser conciliado com a aspiração de uma polícia cidadã, garantidora de direitos e imbuída na missão de servir e proteger. As polícias devem ser defensoras do conjunto da sociedade, e não da parte privilegiada desta. Mais do que romper com o modelo militarizado, deve-se retirar a previsão existente das PMs enquanto forças auxiliares e reserva do Exército. É preciso promover a compreensão de que a manutenção das Forças Armadas como superiores hierárquicas do policiamento ostensivo representa uma herança autoritária. Neste tema, é um retrocesso o aumento de competências das Forças Armadas na Segurança Pública promovidos pelas Operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Como todas as democracias desenvolvidas, precisamos valorizar nossas polícias e não retroceder ao militarismo.

4- Ciclo Completo de Polícia

A concentração das atividades ostensivas e investigativas, prevenção e repressão, em uma mesma força, notadamente nas atuais polícias ostensivas (ainda militares), trará enorme impacto positivo nos índices de elucidação de delitos. Este modelo possibilitará que sejam levados diretamente às barras da Justiça os autores de crimes ordinários, ao passo que desafogará as polícias investigativas (civis) para se especializarem em crimes de maior complexidade e gravidade, como assassinatos, sequestros e combate às organizações criminosas. Paralelamente, devemos fortalecer a integração das Polícias Civis e Militares e do controle externo dos órgãos policiais por meio de Ouvidorias autônomas, o fim dos tribunais militares, a criação de corregedoria única, externa e independente e o estabelecimento de meios de participação comunitária e controle social.

5- Formação e Profissionalização da Gestão

A formação policial tem um papel estratégico. É por meio dela que podemos superar a herança autoritária e construir uma concepção de policiamento e de polícia adequados para os padrões democráticos, estimulando a formação de lideranças, o engajamento para a construção de uma cultura de paz, e com as habilidades necessárias para a criação de vínculos com as comunidades e as redes de serviços sociais. Também se deve promover a produção de conhecimento e, sobretudo, a formulação de indicadores de desempenho da atividade policial e de mecanismos para sua divulgação interna e externamente.

6- Ações Preventivas

O enfoque preventivo precisa ser defendido e demonstrado como principal caminho para a redução da violência. Precisamos retomar com prioridade a política de controle e entrega voluntária de armas de fogo, estruturar e fortalecer políticas territorializadas integradas de proteção e prevenção à violência em relação a crianças e adolescentes, fortalecer as Guardas Municipais para a gestão dessas políticas preventivas, em parceria com os municípios.

9- Direitos Humanos e Segurança Pública

Precisamos superar o pesado fardo da Ditadura Militar, que nos legou um sistema de Segurança Pública sem transparência, sem participação social e orientado para práticas reativas de policiamento, isso sem falar das absurdas taxas de letalidade policial, os abusos e a tortura praticados pela polícia. Precisamos superar o falso antagonismo entre Direitos Humanos e Segurança Pública, criado pela Doutrina de Segurança Nacional. Na democracia, um não existe sem o outro.

12- Seminário Nacional

Ante o conjunto de medidas apresentadas acima, propomos que o PT convoque um Encontro Nacional Específico sobre este tema, em parceria com a Fundação Perseu Abramo, com a participação de especialistas, intelectuais, ativistas e profissionais da área, para construir um projeto profundo para a Segurança Pública do Brasil, com base nas propostas aqui defendidas.

Acesse aqui a Carta de Salvador na íntegra: Carta de Salvador

Fonte: Portal Saga Policial

sábado, 10 de maio de 2014

XIV Congresso da Cobrapol. Pauta: prestação de contas, eleição de nova diretoria e PEC 51

Para ampliar, clique na imagem

A COBRAPOL publicou no Diário Oficial de hoje (07/05) o edital de convocação do XIV Congresso da Confederação que será realizado em Brasília dias 6 e 7 de junho, às 14h, na Associação Geral dos Servidores da Polícia Civil do Distrito Federal (AGEPOL). A pauta do Congresso é: prestação de contas; eleição da nova diretoria e seminário da PEC 51. O edital foi publicado na seção 3 do DOU, página 85. 

Veja a íntegra do Edital na nossa página no Facebook. 

Giselle do Valle

Fonte: Imprensa COBRAPOL

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Delegados federais buscam autonomia para investigar e escolher direção

 
Delegados federais planejam derrubar a regra de que devem instaurar inquérito assim que recebem notícias-crime do Ministério Público, do Judiciário e de cidadãos. A proposta está em um pacote de mudanças elaborado pela categoria durante congresso promovido pela Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), no Espírito Santo.
 
As alterações foram discutidas em grupos e, após aprovação no plenário do evento no dia 5 de abril, estarão em um documento que será enviado à Presidência da República, à direção da PF, ao Ministério da Justiça e ao Congresso. O texto também defenderá a nomeação de um delegado-geral da PF por votação e lista tríplice, a autonomia da instituição para apresentar proposta orçamentária ao Executivo e a criação de norma para delegados acionarem diretamente a Justiça em alguns casos, sem depender do Ministério Público.
 
A livre escolha para a abertura de investigações melhoraria a atuação da PF, segundo o presidente da ADPF, Marcos Leôncio Ribeiro. “Hoje o delegado não pode ter juízo de valor se instaura ou não um inquérito. Qualquer notícia-crime já vira investigação, o que faz a Polícia perder tempo.” Ele diz que muitas requisições chegam atualmente com pouca fundamentação, levando a casos encerrados por falta de elementos e prejudicando o foco em casos mais relevantes.
 
Não é preciso alterar a legislação, afirma Ribeiro, porque a abertura automática passou a ser adotada mesmo sem dispositivo explícito no Código de Processo Penal. “A autoridade policial, com formação jurídica, só deveria abrir investigação se tiver mínimos indícios. Se o Ministério Público entender que um caso tem fundamento, pode oferecer a Ação Penal e até investigar por conta própria, já que entende que também tem essa prerrogativa”, diz ele. 
 
Ainda de acordo com o presidente da ADPF, as notícias-crimes não seriam descartadas com a aprovação da proposta, porque ficariam armazenadas em sistemas informatizados, uma espécie de gaveta eletrônica. Dados recorrentes dariam subsídio para inquéritos mais robustos, na avaliação dele. 
 
Participantes do congresso ouvidos pela revista Consultor Jurídico apontaram a falta de triagem na instauração de inquéritos como um dos pontos que mais geram entraves ao trabalho policial. O delegado aposentado Judas Thadeu Pereira, por exemplo, disse que cada uso de moeda falsa gera hoje um inquérito específico. Na falta de outras informações, acabam sem resultados concretos.
 
Via direta
 
Os delegados querem uma norma que reconheça a competência do delegado para solicitar ao Judiciário medidas cautelares e protetivas independentemente da prévia concordância do Ministério Público. A possibilidade de “pular” o envio ao órgão acusatório ainda não é clara atualmente em pedidos de prisão, interceptação telefônica, condução coercitiva, recolhimento de passaportes e cumprimento de mandados de busca e apreensão, entre outros casos. A medida valeria ainda em cooperações internacionais.
 
Também são cobradas as garantias de que delegados só sejam afastados de investigações em casos específicos e possam conceder entrevistas à imprensa sem autorização prévia do Departamento de Polícia Federal. Espera-se ainda a priorização de atividades de Polícia Judiciária e a criação de um gatilho para garantir concurso público sempre que vagarem 5% dos cargos.
 
Fonte: Conjur/Portal Delegados

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Vaga de garagem reduz criminalidade?

 
Uma reunião dos delegados de Polícia Federal em Vila Velha, no estado de Espírito Santo, a realizar-se entre os dias 02 e 05 de abril deste ano de 2014, sob a coordenação da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal – ADPF, na pessoa de Marcos Leôncio, já resultou no “Caderno Temático – VI Congresso Nacional dos Delegados de Polícia Federal” .
 
A única vantagem desse “caderno” é reconhecer a péssima gestão de pessoal desempenhada atualmente pela Direção Geral do Departamento de Polícia Federal, conforme a seguir reproduzido:
 
“A organização do evento acredita que grande parte das dificuldades de gestão hoje vividas pela instituição reside na falta de políti­cas claras e metas definidas.”

“Como ao longo dos anos a Polícia Federal vagou conforme as ondas do cenário político, sem im­plantar um verdadeiro planejamento estratégi­co, não conseguiu alcançar grandes resultados, pois cada avanço que fazia era em um sentido diferente e muitos acabaram desfazendo os passos que haviam sido feitos momentos antes.”

“A Gestão de Pessoas da Polícia Federal hoje é extremamente limitada e muito defasada em re­lação às outras instituições, privadas e públicas. Diversos problemas hoje vivenciados pela insti­tuição, como excesso de força do sindicalismo, baixa produtividade, absenteísmo, conflitos en­tre indivíduos e alta taxa de suicídios, são oriun­dos de uma Gestão de Pessoas conservadora que não busca inovação. Sem pessoas motivadas e devidamente aplicadas, a Polícia Federal não alcançará a vanguarda da Investigação Criminal nem a prestação de serviços de Segurança Públi­ca e Justiça Criminal de qualidade é imprescindível mudar a forma como as pessoas são administradas dentro do órgão.”

Como é de conhecimento da população em geral, e dos Policiais Federais em particular, o Departamento de Polícia Federal enfrenta sua maior crise de identidade desde a sua criação. São episódios de usurpação de poder, hipervalorização de servidores despreparados, desprezo à experiência e mérito de servidores exemplares, perseguições com instaurações absurdas de Processo Administrativo Disciplinar, gestão temerária por parte da Direção Geral, forte assédio moral, ameaças veladas de um único cargo contra os demais cargos componentes do órgão Policial, uso da máquina pública (estrutura do DPF) para promover interesse corporativo de apenas um cargo em detrimento dos demais, Ministro de Estado (de um Governo Sindicalista) disseminando o terror ao conclamar que os atuais alunos em formação na Academia Nacional de Polícia devem se afastar de entidades sindicais, influências nesses alunos direcionadas a atuarem de forma subserviente a um único cargo, dentre outros absurdos.

Hoje a sociedade sabe muito bem que quem faz a Polícia funcionar são os que atuam na linha de frente contra o crime, os Agentes, Escrivães, Papiloscopistas, Policiais Militares nas ruas, Investigadores etc. Basta responder a seguinte pergunta: você, cidadão, quando sofre um assalto, quem te ouve primeiro? Se acionar 190, Policiais Militares. Se for a uma delegacia, será atendido por um Escrivão ou um Agente ou Investigador. Quem é o “PRIMEIRO GARANTIDOR DOS DIREITOS DO CIDADÃO”? Certamente NÃO É UM DELEGADO! E quando surge a figura do delegado? Em algumas vezes apenas para assinar um termo que ele nem mesmo presenciou. O cargo de delegado hoje é prescindível, dispensável, para a elucidação do crime. O delegado está muito longe de ser aquele personagem de uma mini série recente de uma emissora de televisão, que exalta o papel do delegado, e que também foi objeto de certa novela.

Função do delegado é a de presidir inquérito policial. Ponto! Não de ser chefe, atuar em polícia administrativa ou participar de operações policiais. Exerce apenas papel que foi instituído na época do império onde, em 1841, a função era DELEGADA (de delegação, conceder a faculdade de proceder em nome de outrem, incumbir) pelos Juízes e Desembargadores a qualquer do povo para exercer a chefia da Polícia. Dispensável a formação em Direito.

A Polícia Federal está doente! No dia 07, próximo passado, os Policiais Federais “penduraram as algemas”, em ato alusivo ao termo futebolístico de “pendurar as chuteiras”, no país inteiro, pelos sindicatos da PF nos estados, chamando a atenção da mídia e população para o engessamento da PF que levou o órgão para a UTI (Unidade de Tratamento Intensivo), conforme manifestação no dia 11, dia do enfermo.

O “Caderno Temático” convida apenas os delegados para “ajudar a construir a Polícia Federal que os Delegados de Polícia Federal desejam”. Essa assertiva demonstra bem o interesse corporativista. Dos temas destacados estão a gestão e projetos do DPF, organização da Polícia Judiciária, estruturação funcional interna e externa do órgão. Duas críticas se fazem necessárias aqui: 1) a CARREIRA POLICIAL é composta, na Polícia Federal, por 05 (cinco) cargos: Agente, Escrivão, Papiloscopista, Perito e delegado. E para a pseudo construção da PF convocam apenas os delegados. Indaga-se: Como um único cargo pode “debater” a reforma de um órgão? Debate pressupõe participação de todos os entes envolvidos. Os demais cargos apenas têm que aceitar o que for decidido, sem qualquer consulta ou participação? Estamos diante de um Estado Democrático de Direito ou um premente Golpe de Estado para o sistema Ditatorial? 2) o que se almeja, está claro nesse Caderno, é uma PF que os delegados desejam e NÃO SE BUSCA UMA POLÍCIA FEDERAL QUE A POPULAÇÃO E A SOCIEDADE NECESSITAM.

O corporativismo, e o desprezo à necessidade de combate à criminalidade e defesa da sociedade, é tão explícito que mais de 75% (setenta e cinco) por cento do “caderno” procura apenas inserir a famigerada PEC 37 (PEC da IMPUNIDADE que foi arquivada por maioria esmagadora no congresso Nacional), ressuscitar a PEC 549 (TREM DA ALEGRIA), “privatizar” as chefias e a Polícia Federal centralizando o poder em um único cargo, garantir regalias muito distantes da imensa maioria dos trabalhadores do País, trabalhar em casa e preservar o “modesto” salário de aproximadamente R$ 21.000,00 (vinte e um mil reais).

Vejamos, pela proposta a Direção Geral, as Diretorias e Chefias seriam privativas dos delegados de polícia. As funções de fiscalização e controle (Passaporte, Segurança Privada, Produtos Químicos, dentre outras) e as dos grupos especiais como o CAOP (aéreo), SEPON (marítimo) e COT (terrestre), bem como a Perícia, são relegadas a segundo plano como auxiliares dos delegados. A remuneração dos cargos garante um salário de R$ 21.000,00 aos delegados, valores menores aos Peritos e menores ainda aos Agentes, Escrivães e Papiloscopistas.

Ao tratar dos direitos e garantias dos delegados, somente este cargo poderá indicar o Diretor Geral; ser investigado apenas por delegados de classe igual ou superior (resultando no aumento da impunidade); criação do “delegado natural” em alusão ao princípio do Juiz Natural; independência técnica e jurídica (o que é uma contradição, pois buscam ser reconhecidos como natureza jurídica, com o intuito de garantir o TREM DA ALEGRIA SALARIAL); direito a livre manifestação em artigos, seminários, cursos e outros (mas hoje instauram Expediente de Natureza Disciplinar contra não delegados que se manifestam exercendo o direito constitucional à livre manifestação); exclusividade de uso do termo autoridade policial; vitaliciedade e imunidade funcional (aumento da impunidade); decidir pela instauração do inquérito e livre convencimento para rejeitar instauração de inquérito (retirando do Ministério Público parte de sua atribuição); manutenção do prejudicial ato de indiciamento; decidir por causas excludentes de ilicitude e pelo relaxamento da prisão em flagrante (hoje atos privativos do Juiz de Direito); delegado conciliador (retirando do MP tal função prevista na Lei dos Juizados Especiais); o delegado é um ÓRGÃO DA POLÍCIA FEDERAL devendo ter o mesmo tratamento dos juízes e promotores (TREM DA ALEGRIA SALARIAL E FUNCIONAL); o delegado é a carreira principal do órgão, essencial para a PF; facilidade na realização de provas físicas, com menor rigor; não subordinação do delegado a nenhum outro cargo policial; hierarquia salarial (Absurdo jurídico, pois a hierarquia é funcional e não salarial); estarem liberados do controle de freqüência, ponto; aumento do salário que hoje está em torno de R$ 21.000,00 para R$ 26.589,68 (vinte e seis mil, quinhentos e oitenta e nove reais e sessenta e oito centavos) correspondente a 90,25% do salário do Ministro do STF; adidância privativa de delegado; trabalhar em casa no sistema nominado “home Office”.

Ainda exigem serem chamados de “Vossa Excelência”, contrariando o tratamento protocolar previsto no art. 3o da lei nº 12.830/2013, que estabelece que “o cargo de delegado de polícia é privativo de bacharel em Direito, devendo-lhe ser dispensado o mesmo tratamento protocolar que recebem os magistrados, os membros da Defensoria Pública e do Ministério Público e os advogados” (Grifo nosso). Ou seja, os delegados NÃO TÊM A PRERROGATIVA DE SEREM CHAMADOS DE VOSSA EXCELÊNCIA, podendo, quem quiser, dirigir-lhes o tratamento de Doutor, mesmo tratamento dispensado aos nobres Advogados, que na interpretação desse artigo estão sendo discriminados pelos delegados como fosse título indigno. Lembrando que existem duas ADI contra essa Lei.

As viaturas policiais, bem público, no entendimento desse “caderno”, devem ser deixadas ao tempo, estragando, para, prioritariamente, os delegados utilizarem as vagas das delegacias e colocarem seus carros particulares protegidos do sol e intempéries, em detrimento ao interesse público. Tal fato já ocorreu em delegacia no interior de São Paulo, onde este SINDPOLF/SP teve que atuar.

Os Peritos possuiriam lotação subordinados diretamente ao delegado, sendo seu auxiliar. Os Agentes, Escrivães e Papiloscopistas também exerceriam função auxiliar ao delegado, de forma inferior ao Perito. Até criar um grupo para “controlar” o Ministério Público está proposto.
 
As últimas pérolas reproduzidas abaixo, que falam por si:

“1.4.14 – Remuneração dos cargos das carreiras policiais auxiliares

Conforme deliberado em item acima, conclui­-se que os peritos são auxiliares dos Delegados na atividade de Polícia Judiciária. Desta forma, é insustentável que recebam a mesma remunera­ção (subsídio) daqueles a quem auxiliam. Por sua vez, as atividades desenvolvidas pelos peritos são de maior complexidade às desenvolvidas pe­las outras carreiras auxiliares, justificando que recebam remuneração superior aos escrivães, agentes e papiloscopistas.”
 
“2.1.18 – Direito de preferência ao uso de vagas de garagem

Todo Delegado de Polícia Federal tem direito e pre­ferência no uso das vagas das unidades da Polícia Federal, independentemente da ocupação de chefia. As demais vagas de estacionamento das instalações da Polícia Federal, destinadas aos veículos particu­lares, serão ocupadas por ordem de chegada.”
 
“2.2.8 – Regulação do uso do correto pronome de tratamento

O correto pronome de tratamento exigível nas comunicações oficiais endereçadas ao Delegado de Polícia deverá ser o de “Vossa Excelência”.”

“3.4.4 - Controle de frequência

Os Delegados de Polícia Federal, em razão da natureza jurídica e autoridade superior da Polícia Federal, não estão sujeitos a controle de frequên­cia, porém podem ser avaliados em razão de sua produtividade. As carreiras policiais auxiliares e administram se submetem ao controle de frequên­cia e de produtividade.”

“3.13.5 - Trabalho em residência (home office)

Versão B - O trabalho em residência (home office) é compatível com a atividade policial, inclusive para o cargo de Delegado de Polícia Federal, em situações específicas e de forma excepcional.”

“Controle social do Ministério Público e acompa­nhamento de resultados das ações penais

A Polícia Federal deve criar uma unidade específica para acompanhar a apresentação de denúncia ou promoção de arquivamento pelo Ministério Público dos inquéritos relatados, bem como para acompanhar o andamento da ação penal, com vistas a aperfeiçoar a atividade investigativa.”

Essas mudanças surtirão efeito no combate à criminalidade, levando mais bandidos para a cadeia e elucidando mais crimes? Hoje apenas 8% (oito por cento) dos crimes são solucionados. Será que com essas “mudanças” teremos um índice maior que 80% (oitenta por cento)? Ou será que o inquérito policial é ineficiente, arcaico e burocrático, por isso essa enorme impunidade? Afinal, essa peça existe SOMENTE NO BRASIL. O resto do mundo está errado?

Resumindo, os delegados buscam tornarem-se membros semelhantes aos da Magistratura ou do Ministério Público, sem concurso público, usurpando para si as funções destes órgãos, com projetos de lei para transformá-los em carreira jurídica e alcançar o tão almejado TREM DA ALEGRIA SALARIAL. Ora, por que não prestam concurso para Juiz ou Promotor ou Procurador, já que querem tanto essas prerrogativas? Será que é por que é mais difícil que para delegado? Deixem a Polícia para quem realmente tem vocação e faz a Polícia acontecer, os Agentes, Escrivães, Papiloscopistas, Peritos, alguns delegados, e integrantes do Plano Especial de Cargos!

Esses sim estão comprometidos com uma reformulação do sistema de investigação que proteja o cidadão e a sociedade, aumentando o índice de prisões e elucidação de crimes, buscando garantir maior segurança a todos nós, cidadãos brasileiros! Por isso defendemos as recentes propostas no Congresso Nacional (PEC 51, PEC 73 e PEC 361), que trará paz, dignidade e segurança às pessoas de bem! Somos os VERDADEIROS PRIMEIROS GARANTIDORES DOS DIREITOS DO CIDADÃO!
 
Fonte: Fenapef - Federação Nacional dos Policiais Federais

domingo, 15 de dezembro de 2013

PT aprova apoio à desmilitarização das polícias


O Partido dos Trabalhadores (PT) aprovou em seu 5º Congresso encerrado ontem o apoio à desmilitarização das polícias brasileiras e uma moção pela aprovação de um projeto de lei complementar que criminaliza a homofobia. Os integrantes do partido também aprovaram texto em apoio ao povo sul-africano pela morte do ex-presidente Nelson Mandela.

Em outra moção, o partido também apoiará manifestações da militância em favor dos condenados no processo do mensalão, evitando um compromisso mais firme de uma campanha pela anulação do julgamento.

No total, o partido aprovou mais de quinze emendas, oito moções e duas resoluções, mas a redação final ainda não tinha sido concluída até o fechamento desta edição. O partido pretende publicar o material até o fim da semana.

Ficou de fora e não foi votada uma resolução que pedia a retirada imediata das tropas brasileiras da Minustah (Missão das Nações Unidas no Haiti). 

Fonte: A Tarde OnLine

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Congresso de Direito Militar discute legitimidade das associações mas entidades não são convidadas a participar.


Realizado desde ontem no Hotel Mercure, em Aracaju, e com previsão de término para as 13h de hoje, o 1º Congresso de Direito Militar realizado pela Polícia Militar de Sergipe debateu vários temas, entre eles os limites e a legitimidade das associações na representação dos interesses da classe, assunto que foi tema de palestra proferida esta manhã pelo promotor Adriano Alves Marreiros, do Ministério Público Militar da Bahia (MPM/BA).

Um fato curioso e que chamou a atenção foi a vedação à participação dos praças no Congresso, muito embora o tema Direito Militar também seja do interesse destes, e mais ainda a falta de convite às associações militares, tendo em vista que estas foram inclusive o tema específico de uma das palestras proferidas durante o congresso.

Em relação à vedação aos praças a justificativa apresentada pela Assessoria de Comunicação da PMSE através de nota ao Portal F5 News foi de que “os temas abordados no Congresso dizem respeito à atuação do Oficial da Polícia nas funções de Juiz Militar (função exclusiva, por disposição legal do oficial), na função de membro dos Conselhos de Justificação e de Disciplina, função exercida também com exclusividade pelo Oficial, para julgar a capacidade de permanência dos policiais da ativa na corporação, e ainda nas funções de presidir inquéritos policiais militares (IPM) e exercer o poder disciplinar, amparado pelos princípios basilares da instituição, qual sejam a hierarquia e a disciplina”.

A Assessoria da PM informou ainda que a corporação pretende realizar outros eventos semelhantes e que os praças poderão participar destes eventos quando o tema abordado tiver relação com a sua atuação, argumento que até explica, mas não convence.

O vice-presidente da Aspra/SE, sargento Anderson Araújo, lamentou a ausência das associações no encontro por entender que o papel destas entidades é defender os interesses e direitos da categoria, mantendo também um bom relacionamento com o Comando das instituições militares a fim de colaborarem para o bem das instituições e, sobretudo, de seus integrantes, o que tornaria importante a participação das associações em um evento desta natureza.

A impressão que fica é que o que vai ser dito no encontro não pode chegar ao conhecimento das associações, o que inevitavelmente acontece muito rápido nesta era de redes sociais. Pelo seu Twitter (@capsamuel) o deputado estadual Capitão Samuel Barreto (PSL), que acompanhou a palestra do promotor baiano Adriano Marreiros, prontamente esclareceu o motivo da ausência das associações no Congresso e manifestou sua indignação. O deputado postou o seguinte comentário: “Promotor Adriano da BA entende que todas as Associações Militares do Brasil são ilegais”, e questionou, “Associação do Ministério Público é legal?”.

Samuel ainda fez outras críticas: “O Congresso de Direito Militar da PMSE deveria se chamar Congresso de Obrigação Militar. Retrocesso inacreditável!”. Disse ainda: “Segundo o MP da Bahia é vedado ao militar: liberdade de expressão, liberdade de associação, reivindicar qualquer coisa. Meu Deus!”, e concluiu: “O militar não tem direito se depender de alguns palestrantes”.

Pelo visto, a luta pelos direitos dos militares, em especial dos praças, continuará enfrentando os mais diversos e difíceis obstáculos, e caberá às associações representativas dos militares, novo alvo dos que defendem uma polícia manipulada e mantida sob rédea-curta, capitanear com inteligência essa incansável luta em busca da democracia plena dentro das casernas. 

Assessoria Parlamentar

Twittosfera Capitão Samuel: Congresso de Direito Militar da PMSE

Capitão Samuel tweeta acontecimentos do evento.

  

Fonte: Twitter oficial do Capitão Samuel

terça-feira, 13 de março de 2012

Congresso internacional debate uso de DNA para investigação criminal

Os limites éticos, jurídicos e constitucionais da utilização de material genético humano no processo penal e em investigações criminais serão tema do Congresso Internacional sobre Bancos de Perfis Genéticos para fins de Persecução Criminal. Os debates serão promovidos nesta terça-feira (13/3), na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), em São Leopoldo (RS), a partir das 8 horas 30 minutos.

O congresso internacional é parte da pesquisa intitulada Banco de Perfis Genéticos para Fins de Persecução Penal, encomendada pela Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça e ainda em elaboração pela Unisinos. O estudo, previsto para ser lançado em maio deste ano, integra o projeto Pensando o Direito, que financia pesquisas sobre temas relacionados à legislação brasileira e é também responsável pela realização do congresso.

No Brasil, tramitam no Congresso Nacional propostas de criação de banco de dados com informações genéticas. A pesquisa da Unisinos busca analisar questões jurídicas referentes à coleta e ao confronto de dados genéticos colhidos em locais de crimes, de forma a contribuir para a investigação criminal, preservando os direitos e as garantias constitucionais (como, por exemplo, a dignidade, a intimidade e a presunção da inocência).

Para contribuir para o desenvolvimento da pesquisa, o debate na Unisinos reunirá pesquisadores brasileiros e internacionais que abordarão como esse tema é tratado em diversos países.

Entre os estudiosos que participarão do debate estão Helen Wallace, da Ong GeneWatch, que falará sobre a experiência e a legislação britânica; Maria José Cabezudo, doutora em Direito Processual e professora da Universidade Autónoma de Madrid, que abordará a eficácia da base de dados policial na Espanha; Helena Machado, doutora em Sociologia, que apresentará pesquisa realizada com presidiários portugueses sobre o impacto do banco e da coleta de material genético sobre a população carcerária; Maria Susana Ciruzzi, pesquisadora Argentina, que ministrará a palestra “Enfoque bioético-jurídico sobre os bancos de dados genéticos como ferramenta do Direito Penal”; e Sylvia Laussinotte, doutora em Direito Público, que trará a experiência francesa.

Fonte: Ministério da Justiça

==============

Para saber mais:

CNIP deve entrar no ar esse mês com projeto piloto
http://asprase.blogspot.com/2012/03/cnip-deve-entrar-no-ar-este-mes-em.html

Projeto com objetivo de divulgar na internet dados sobre pedófilos aguarda votação na CDH do Senado
http://asprase.blogspot.com/2010/07/projeto-com-objetivo-de-divulgar-na.html

Conheça a Wikicrimes
http://asprase.blogspot.com/2010/12/conheca-wiki-crimes.html

Governo lança Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública
http://asprase.blogspot.com/2010/02/governo-lanca-estrategia-nacional-de.html

UNODC lança guia para aprimorar o controle de documentos nos postos de fronteira
http://asprase.blogspot.com/2011/01/unodc-lanca-guia-para-aprimorar-o.html

Encontro Nacional da Enasp aprova novas metas e Plano de Ação 2011
http://asprase.blogspot.com/2010/12/encontro-nacional-da-enasp-aprova-novas.html

Pesquisa vai revelar a situação das mulheres na Segurança Pública
http://asprase.blogspot.com/2012/01/pesquisa-vai-revelar-situacao-das.html

SENASP realiza pesquisa na Internet para reavaliar a Matriz Curricular na Segurança Pública
http://asprase.blogspot.com/2010/03/senasp-realiza-pesquisa-na-internet.html

Pesquisa mostra insatisfação dos policiais com o trabalho
http://asprase.blogspot.com/2009/08/pesquisa-mostra-insatisfacao-de.html

Sergipe participa da 1ª Pesquisa Nacional de Vitimização
http://asprase.blogspot.com/2010/07/quatro-cidades-de-sergipe-foram.html

Polícia de ciclo completo
http://asprase.blogspot.com/2011/01/policia-de-ciclo-completo.html

sábado, 27 de agosto de 2011

Congresso internacional de mediação de conflitos

O evento acontecerá dias 14 a 16 de Setembro no auditório do Tribunal de Justiça de Sergipe

A professora doutora Luciana Aboim (Foto: divulgação)

Acontecerá no período de 14 a 16 de Setembro, o I Congresso Internacional de Mediação de Conflitos: da teoria à prática, no auditório do Tribunal de Justiça de Sergipe, sob a coordenação científica dos Professores Doutores Luciana Aboim Machado Gonçalves da Silva e Lucas Gonçalves da Silva, bem como a coordenação do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe Presidente José Alves Neto e Dra. Adelaide Maria Martins Moura, contando com a participação de renomados juristas nacionais e estrangeiros, especializados na temática, e a estimativa de reunir 400 participantes.

O evento é uma realização do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe - TJ/SE com a Universidade Federal de Sergipe - UFS, tendo o apoio do Conselho Nacional de Pesquisa - CNPq, Instituto Brasileiro de Direito da Família - IBDFAM, Instituto Latinoamericano de Derecho del Trabajo y de la Seguridad Social - ILTRAS, Fundação de Apoio à Pesquisa e Inovação Tecnológica – FAPITEC, instituições renomadas que certamente irão contribuir para o engrandecimento do evento.

O congresso pretende disseminar uma cultura de mediação, por meio de conferências e palestras, bem como da apresentação do resultado de pesquisa realizada por discentes da UFS sob a coordenação da Profa. Dra. Luciana Aboim Machado Gonçalves da Silva, com o apoio do CNPq – Conselho Nacional de Pesquisa, através de projeto piloto de mediação instalado no âmbito cível (Tribunal de Justiça/Vara de Assistência de São Cristóvão – Juíza Adelaide Maria Martins Moura) e penal (Secretaria de Segurança Pública/Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis – Delegada Georlize Teles), iniciado no primeiro semestre de 2010.

Esse evento visa incentivar a utilização da mediação como instrumento de evolução da sociedade - por meio de uma pedagogia que emancipa o homem e resgata uma cultura de paz – apresentando modelos de sucesso, técnicas e aspectos jurídicos da mediação em nosso país e no exterior.

É importante salientar que essa temática vem sendo apreciada em diversas dimensões, mormente tendo em vista a Resolução n° 125, de 29 de novembro de 2010, do Conselho Nacional de Justiça, a ensejar debates e aprofundamentos na comunidade jurídica, de sorte que a realização do mencionado evento apresenta relevância.

Conjuntamente ao congresso nas manhãs de 15 e 16 de setembro, será realizado uma Oficina de Atualização sobre Mediação, com carga horária de 8 horas, ministrado pelo Prof. Juan Carlos Vezzulla (Presidente do Instituto de Mediação e Arbitragem de Portugal - IMAP).

Mais informações através do (79) 3211-3273 / 9128-3389 / 9888-6407 / 8811769. Inscrições para o congresso e para o curso com valores promocionais até o dia 31 desse mês.

Com informações da Ascom Dupla Comunicação & Eventos

Fonte: Portal Infonet

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

1º Congresso de Militares Estaduais do Ceará

Nos dias 08, 09 e 10 de dezembro, a partir das 8h30, a Associação dos Cabos e Soldados Militares do Ceará (ACSMCE), a Associação dos Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militares do Ceará (Aspramece), a Associação das Esposas dos Praças Militares (Assepec) , a Caixa Beneficente dos Militares do Ceará (Cabemce), a Associação Evangélica dos Militares e Profissionais de Segurança Pública realizam o 1º Congresso Cearense dos Militares Estaduais, na Faculdade Integrada da Grande Fortaleza, Av. Porto Velho 401. Bairro Joquei Clube.

O referido evento tem como objetivo apresentar propostas para área da segurança no Estado do Ceará, propostas estas que serão discutidas e apresentadas por gestores e trabalhadores (oficiais e praças) da área. Tendo também a presença de autoridades civis, bem como da mídia local.

Abertura do Congresso

No dia 8 de dezembro ocorrerá a abertura do Congresso a partir das 19h30min, com o secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará, Dr. Roberto Monteiro.

Os temas


09/12 - Reforma das Polícias na América Latina, um modelo para o Ceará

• Horário: 8h30 às 10:00
• Palestrante: Jorge Laffit – informações (confirmado)
• Debatedores: Jornalista do Jornal O Povo, Dimitri (a combinar), Cel Maurício Cruz, presidente da Cabemce (confirmado)

09/12 - Combate à violência e a criminalidade

• Horário: 10h30 às 12:00
• Palestrante: Jorge da Silva – informações (confirmado)
• Debatedores: Dr. Eudoro Silva Santos, procurador geral da Justiça ou Fernando Ribeiro ou Edson Silva (a combinar), Major da Polícia Militar, Plauto Ferreira. (confirmado)

09/12 - Formação e qualificação continuada do Militar Estadual

• Horário: 14h30 às 16:00
• Palestrante: Dr Geraldo Bertolo, diretor geral da Academia Estadual de Segurança Pública (confirmado)
• Debatedores: Professora Maria Glaucíria Mota Brasil (confirmado), Pedro Queiroz , presidente da ASPRAMECE (confirmado)

09/12 - Valorização profissional, administrativo e financeiro do militar estadual do Ceará

• Horário: 16h30 às 18:00
• Palestrante: presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, deputado Domingos Filho (a confirmar)
• Debatedores: Cel Bessa – informações – (confirmado), Radialista e apresentador do programa Barra Pesada, Nonato Albuquerque (confirmado)

Palestras - Turno manhã - ocorrerá duas palestras

8h30 às 10:00 horas - palestra
10:00 às 10h30 - cofee break
10h30 às 12:00 horas - palestra
12:00 às 14:00 horas - almoço

Turno Tarde - ocorrerá duas palestras

14h30 às 16:00 - palestra
16:00 às 16h30 - breakfast
16h30 às 18:00 - palestra


O Congresso

No dia 09 se realizarão todas as palestras, já no dia 10, no período da manhã serão - 04 Salas de estudos e debates dos eixos acima citados, onde os participantes apresentarão propostas de acordo com seu eixo temático.

No dia 10 período da tarde: Plenária onde os congressistas elegerão as melhores propostas dos grupos de estudos. As referidas propostas serão encaminhas ao Governo do Estado do Ceará.

Encerramento

Dia 10, às 16h30, com o deputado Arnaldo Faria de Sá, autor da PEC 300.

ACS/PMCE

Fonte: Blog do Lomeu

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Executivo enviará ainda este mês projeto criando a Comissão da Verdade


O Congresso deve receber até o fim de abril um anteprojeto de lei sugerido pelo Executivo criando a Comissão Nacional da verdade, conforme informou o ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Ele participa neste momento de audiência pública promovida por seis comissões do Senado.

A Comissão Nacional da Verdade, prevista no 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH), "não é revanchista e é a favor das Forças Armadas", disse o ministro.


- Não é justo que os integrantes das Forças Armadas carreguem o peso por violências que foram praticadas somente por algumas dúzias - declarou. Vannuchi afirmou ainda que a comissão "não é revanchista, não é contrária à lei de anistia e pretende completar caminhada de décadas, desde o governo Fernando Henrique, a quem competiu a etapa de criar a comissão especial sobre mortos e desaparecidos políticos e a comissão de anistia".


Vannuchi se referia a um dos itens do programa que gerou críticas de militares. De acordo com o programa "Direito à Memória e à Verdade", no aspecto referente a "mortos e desaparecidos políticos do período ditatorial, o PNDH-3 dá um importante passo no sentido de criar uma Comissão Nacional da Verdade, com a tarefa de promover esclarecimento público das violações de Direitos Humanos por agentes do Estado na repressão aos opositores".


O secretário de Direitos Humanos disse ainda que há erros redacionais no texto PNDH-3 em relação a temas como aborto, trabalho da imprensa e mediação de conflitos agrários. Segundo o ministro, o governo pretende corrigir tais erros e buscar uma redação mais consensual.


O debate é promovido em conjunto pelas comissões de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e de Agricultura e Reforma Agrária (CRA).


Fonte: Agência Senado

segunda-feira, 5 de abril de 2010

12º Congresso sobre Prevenção ao Crime e Justiça Criminal da ONU acontece em Salvador (BA)

De 12 a 19 de abril acontecerá o 12º Congresso sobre Prevenção ao Crime e Justiça Criminal da ONU, que acontece em Salvador (BA). Realizado a cada cinco anos, o Congresso contará esse ano com a presença de especialistas do mundo todo, sendo esperadas mais de 4.000 pessoas para o encontro.

O tema desse ano será “Estratégias Amplas para Desafios Globais: Sistemas de Prevenção ao Crime e Justiça Criminal e seus Desenvolvimentos num Mundo em Transformação”.

Durante o encerramento do congresso será redigida uma declaração final com propostas para aprimorar as políticas nacionais e internacionais sobre Prevenção ao Crime e Justiça Criminal. O documento será apresentado à Comissão sobre Prevenção ao Crime e Justiça Criminal do Conselho Econômico e Social da ONU.

Fonte: Fórum Brasileiro de Segurança Pública

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Congresso Técnico define emparceiramento do 1º Torneio Asprase de Futebol


Em reunião realizada na sede da Asprase na manhã desta segunda-feira, 21, representantes de equipes que disputarão o 1º Torneio Asprase de Futebol Society discutiram e definiram juntamente com a organização do evento o regulamento da competição.

O Congresso Técnico serviu para definir pontos importantes referentes à disputa do torneio, que acontece nos próximos dias 03 e 04 de outubro, no campo do 5º BPM, bem como para definir através de sorteio o emparceiramento das equipes e a tabela de jogos. Cinco das oito equipes estiveram representadas e as demais justificaram a ausência de seus representantes.

O evento esportivo terá ainda um cunho social, pois promoverá a arrecadação de alimentos não perecíveis a serem doados a servidores militares, que serão indicados pela Comissão Organizadora com a participação dos representantes das equipes.

De acordo com o sorteio os confrontos do torneio para o dia 03 de outubro, todos em caráter eliminatório, ficou assim definido:

08:00h - QCG (PMSE) x CBM/SE
09:00h - CFAP x BPChoque
10:00h - Semifinal entre os vencedores dos jogos da manhã

14:00h - 6º BPM x 1º BPM
15:00h - Prefeitura de Socorro x 5º BPM
16:00h - Semifinal entre os vencedores dos jogos da tarde

No domingo, 04, às 08h00min será decidido o terceiro colocado e às 09h00min acontece a grande final do torneio.

A Diretoria Social da Asprase, através da sua Coordenadoria de Esportes, garante que este é apenas o primeiro evento esportivo realizado pela Asprase, que pretende realizar novos eventos possibilitando a participação de um número cada vez maior de atletas e de equipes.

O Diretor Social, soldado Santos Júnior, e o Coordenador de Esportes, sargento Altemar, em nome de toda a Diretoria convidam todos a prestigiarem o torneio.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Aracaju sediará Congresso Jurídico Beneficente

No próximo mês de setembro, Aracaju será palco de um grande evento para os profissionais e acadêmicos da área jurídica. Trata-se do II Congresso Jurídico Beneficente, organizado pela CICLO – Renovando Conhecimento, que convida toda a comunidade jurídica nacional para participar do evento.

Segundo a organização do congresso, um dos objetivos do encontro é apresentar algumas respostas ao operador do Direito acerca da nova realidade jurídica brasileira, bem como contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Um outro objetivo, revestido de espírito de nobreza e solidariedade, é arrecadar duas toneladas de alimentos em prol da comunidade sergipana. A organização está motivada pelo sucesso da I Jornada Jurídica Beneficente, por isso resolveu ampliar o evento elevando-o à categoria de Congresso.

O II Congresso Jurídico Beneficente acontece nos dias 25 e 26 de setembro de 2009, das 08:00h às 19:00h no Hotel Parque dos Coqueiros, e contará com a presença de notáveis juristas de renome nacional, de modo a fomentar o debate entre acadêmicos e profissionais da área jurídica, que formam o público alvo do evento.

Entre os renomados juristas que estarão em Aracaju participando do evento, estará o conceituado advogado Fredie Didier, Mestre em Direito pela UFBA, Doutor em Direito pela PUC/SP, Professor da UFBA e autor de livros e artigos da área jurídica. Fredie é um dos sócios do escritório Didier, Sodré e Rosa - Advocacia e Consultoria, que atualmente responde pela Assessoria Jurídica da Asprase.

Os interessados em participar do evento poderão clicar no link abaixo para obter maiores informações no site da CICLO - Renovando Conhecimento.

Postagens populares