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sábado, 8 de novembro de 2014

Rio de Janeiro: Comandante da PM estuda o fim do rancho para por mais policiais nas ruas

Na sua primeira entrevista coletiva depois de ser escolhido para assumir interinamente o comando da Polícia Militar, o coronel Ibis Silva Pereira, de 51 anos, que em janeiro passa o cargo ao coronel Alberto Pinheiro Neto, defendeu na tarde desta sexta-feira um estudo para por fim aos ranchos nos quartéis e, assim, aumentar o efetivo da corporação nas ruas. A alimentação da tropa seria substituída por tíquetes-refeição. Ibis revelou, ainda, que até janeiro tem a missão de fazer um grande diagnóstico da PM, aprimorando, principalmente, os mecanismos internos de combate aos casos de corrupção de praças e oficiais. 

O coronel anunciou também uma série de medidas internas para preparar o terreno para o novo comandante, como as revisões do estatuto e do regulamento disciplinar da PM, o reforço do trabalho da corregedoria interna e até mudanças nos conselhos de justificação e disciplina, responsáveis por julgar os policiais flagrados em desvio de conduta. A prioridade é deixar a PM mais transparente e rápida no combate às denúncias de corrupção. 

Os recentes casos de desvio de conduta no comando da PM teriam contribuído para a queda do coronel José Luís Castro, que foi exonerado na quinta-feira. — Minha missão até a chegada do coronel Alberto Pinheiro Neto será elaborar um grande diagnóstico da Polícia Militar. Precisamos modernizar a Polícia Militar, suas estruturas e instalações físicas. Internamente, notamos que os marcos regulatórios da PM são anteriores à Constituição Brasileira de 1988. A PM precisa ficar mais eficiente, prestando serviços com mais qualidade. Queremos uma corporação mais ágil e humanizada — disse o coronel Ibis, durante coletiva no QG da PM.

Fonte: Blog SOS PMRJ

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Governo do Ceará tenta reprimir PMs que manifestaram voto

Foto: Arquivo Aspra

Mais um caso em que policiais militares brasileiros são perseguidos por manifestarem sua opinião. Nesse caso, ocorrido no Ceará, o governo tentou punir 18 policiais militares por manifestarem o voto em candidatos nas últimas eleições. Candidatos de oposição, obviamente.

Veja a matéria da Tribuna do Ceará:

“A Secretaria de Segurança Pública do Ceará (SSPDS), por meio da Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança, abriu processo administrativo contra 18 militares estaduais por terem declarado voto no vereador ​Capitão ​Wagner Sousa (PR), para deputado estadual, e em Flávio Sabino (PR), ex-membro da PM, para deputado federal. Ambos são opositores do governador Cid Gomes (Pros).

O Governo do Estado alegou que eles não cumpriram norma legal que veda manifestações político-partidárias por militares. Após receber notificação do Governo sobre o caso, o Ministério Público Eleitoral (MPE) analisou o assunto. Em despacho emitido nesta quarta-feira (22), o órgão concluiu não ter havido irregularidades nas manifestações de voto.

Em três portarias publicadas no Diário Oficial do Estado (DOE) no dia 20 de outubro, o controlador geral de disciplina dos órgãos de segurança, Frederico Sérgio Lacerda Malta, determina a instauração de conselhos – intitulados “conselhos de justificação” -, no âmbito da Secretaria de Segurança, para processar os 18 militares.

São três conselhos compostos por presidente, interrogante e relator/escrivão. No texto, o controlador geral alega que houve violação da conduta militar e que o fato se torna mais grave quanto mais alta for a patente do militar. De acordo com as portarias, os processados são cinco capitães, quatro tenentes, um coronel, um major e um tenente-coronel da Polícia Militar. Além destes, quatro majores e dois capitães dos Bombeiros também estão na lista. Processados, todos estão sujeitos à exoneração.

O que diz o Ministério Público Eleitoral

O procurador regional eleitoral Rômulo Conrado concluiu não ter havido irregularidades na manifestação de votos dos militares – conforme alegado pela SSPDS. O procurador também considera comum que militares votem em militares.

“Por outro lado é comum certo corporativismo nas intenções de voto, com médicos apoiando médicos, advogados pedindo votos para seus colegas da advocacia, etc. O mesmo pode ocorrer com candidatos que são militares, que buscam representar sua categoria nas cadeiras do parlamento”, afirma Rômulo, do despacho.

O MPE alega ainda que militares tem direito de votarem e serem votados, e que a livre manifestação do pensamento é um direito de todos previsto na constituição do estado.”

Fonte: Abordagem Policial

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Distrito Federal: PM vai responder na Justiça por entrevista a TV Globo e a radio CBN

Está publicado no Diário Oficial do DF de hoje.

O governador Agnelo Queiroz do DF, nas atribuições que lhe confere a Lei Orgânica do Distrito Federal, em face das condutas, ofensoras aos princípios éticos e morais da Polícia Militar do Distrito Federal, que afetam o decoro da classe e o pundonor militar, constituindo transgressões disciplinares de natureza grave, quando se pronunciou em entrevista veiculada pelo Jornal Televisivo “Bom Dia DF”, no dia 28 de janeiro de 2014, bem como, em entrevista de rádio feita à CBN, no dia 30 de janeiro de 2014, incitando, policiais e bombeiros militares a deflagrarem a denominada “OPERAÇÃO TARTARUGA”, que promove o retardamento do atendimento de ocorrências operacionais das corporações militares.

Segundo o governador, foi constatado que o militar tem participação direta na criação, promoção e divulgação do referido movimento ilegal, o qual tem desestabilizado a ordem social no Distrito Federal. ... 
 
Desse modo vai responder pelas supostas acusações o tenente Poliglota. 
 
Leia abaixo:

CONSELHO DE JUSTIFICAÇÃO CONTRA O TEN POLIGLOTA.

O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL, no uso de suas atribuições que lhe confere o artigo 100, inciso XXVI, da Lei Orgânica do Distrito Federal, combinado com o disposto no artigo 4º da Lei nº 6.577, de 30 de setembro de 1978, e considerando o que consta do processo nº 428.000.023/2014, resolve:

1 . NOMEAR o Major QOPM Cleber Xavier de Oliveira - Matrícula 50.593-5, Presidente, o Major QOPM Leonardo Augusto Guimarães - Matrícula 50.611-7, Relator, e o Capitão QOPM Osvaldo José D’Andrea Teixeira – Matrícula 50.667-2 - Escrivão, tendo como suplentes, respectivamente, o TC QOPM Paulo Allende Pimentel Milhomem - Matrícula 50-205-7, o Major QOPM Anderson de Sousa Braga - Matrícula 50.608-7, e o Capitão QOPM Luiz Carlos de Lima Freire - Matrícula 50.613-3, para compor o Conselho de Justificação, a fim de julgar da incapacidade do 2º Tenente QOPMA R/R JORGE ANTÔNIO MARTINS - Matrícula 07.638-4, permanecer nas fileiras da Corporação, em face das condutas, ofensoras aos princípios éticos e morais da Polícia Militar do Distrito Federal, que afetam o decoro da classe e o pundonor militar, constituindo transgressões disciplinares de natureza grave, quando se pronunciou em entrevista veiculada pelo Jornal Televisivo “Bom Dia DF”, no dia 28 de janeiro de 2014, bem como, em entrevista de rádio feita à CBN, no dia 30 de janeiro de 2014, incitando, policiais e bombeiros militares a deflagrarem a denominada “OPERAÇÃO TARTARUGA”, que promove o retardamento do atendimento de ocorrências operacionais das corporações militares.

Assim, constata-se que o referido militar tem participação direta na criação, promoção e divulgação do referido movimento ilegal, o qual tem desestabilizado a ordem social no Distrito Federal.

Com sua conduta o Tenente Martins está incidindo nas hipóteses previstas nas alíneas “b” e “c”, do inciso “I”, do artigo 2º, da Lei nº 6.577, de 1º de dezembro de 1977.

2. NOMEAR, como Oficial Acusador, o Major QOPM Marcelo Maciel da Silva - Matrícula 50.553-6, tendo como suplente o Major QOPM Cleber Fernandes de A. de Oliveira - Matrícula 50.452-1, o qual deverá, no prazo regulamentar, apresentar o Libelo Acusatório ao Presidente do Conselho de Justificação;

3. DESIGNAR, como Defensor Dativo do justificante, o 1º Tenente QOPM Paulo Roberto Rocha Krohn - Matrícula 81.229-3, tendo como suplente o 1º Tenente QOPM André Hideki Nogueira - Matrícula 167.767-5, caso o justificante não constitua defensor habilitado; 4. DELEGAR competência ao Comandante-Geral da Polícia Militar do Distrito Federal para prorrogar o prazo de conclusão do referido Conselho, previsto no parágrafo único do artigo 11, da Lei nº 6.577/78, caso seja necessário, bem como possíveis alterações dos integrantes do Conselho e Justificação, Oficial Acusador e Defensor Dativo, desde que devidamente justificados nos autos do processo em epígrafe; 5. ENCAMINHAR o presente processo à PMDF, via Casa Militar, para as providências pertinentes. 
 
AGNELO QUEIROZ Governador do Distrito Federal

sábado, 7 de dezembro de 2013

Justiça absolve soldado acusada por abandono de posto

Associação de Mulheres defende estruturação em posto policial
 
 
O Conselho Permanente da Justiça Militar, por quatro votos a um, opinou pela absolvição da soldado Ediana Barbosa de Oliveira, acusada por abandono de posto de trabalho na noite do dia 3 de abril de 2011. Ela foi autuada em flagrante à época, foi a julgamento e saiu vitoriosa, conforme sentença anunciada na tarde desta sexta-feira, 6, pelo juiz Diógenes Barreto, que conduziu o julgamento.
 
Ao final, a soldado Ediana Barbosa comemorou. “Recebi apoio da OAB, da Associação das Mulheres da Polícia e agora fui absolvida. Estou bem”, reagiu, em conversa com o Portal Infonet. “Sempre tive confiança em Deus e na justiça, na certeza que a justiça seria feita”, completou. Ela revela que passou momentos difíceis, deprimida e que não guarda ressentimentos. “Fiquei deprimida com esse peso nas costas, mas deu tudo certo e agora vou voltar à minha vida, não vou abandonar a sociedade”, observou.
 
Nos autos, a defesa alegou que o flagrante teria sido preparado com má intenção devido a divergências entre a acusada e um superior. Nos autos, consta ainda que a soldado tinha permissão para se ausentar por certo período do posto de trabalho para realizar a higiene pessoal na residência devido às precárias condições em que se encontrava o banheiro do posto policial onde ela exercia as atividades.
 
O julgamento foi acompanhado pela sargento Svetlana Barbosa da Silva, presidente da Associação de Mulheres da Segurança Pública. “No processo, não se conseguiu materialidade para provar que houve abandono de posto”, observou a presidente da Associação. “Agora, vamos continuar lutando pela dignidade da mulher na atividade policial e pela adaptação estrutural para que fatos como este não continuem acontecendo”, considerou.
 
Na opinião da presidente da Associação, fatos desta natureza podem ser evitados se houver estrutura digna em todos os postos de trabalho. “Se realmente houvesse estrutura digna no posto, não haveria esta celeuma”, observou.
 
Cássia Santana
 
Fonte: Portal Infonet
 
NOTA: Corrigindo a informação prestada pelo Portal Infonet, a policial militar Ediana é atualmente 2º Sargento, e não Soldado, como publicado. Em apoio à Sargento Ediana e à Asimusep/SE, a Aspra Sergipe representada pelo seu presidente, Sargento Araújo, também acompanhou a audiência de julgamento da militar. Manifestamos assim nossa alegria pela absolvição de Ediana por entendermos que de outra forma, por tudo que se apresentou durante o processo, não haveria decisão mais justa. Parabéns Ediana!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Congresso de Direito Militar discute legitimidade das associações mas entidades não são convidadas a participar.


Realizado desde ontem no Hotel Mercure, em Aracaju, e com previsão de término para as 13h de hoje, o 1º Congresso de Direito Militar realizado pela Polícia Militar de Sergipe debateu vários temas, entre eles os limites e a legitimidade das associações na representação dos interesses da classe, assunto que foi tema de palestra proferida esta manhã pelo promotor Adriano Alves Marreiros, do Ministério Público Militar da Bahia (MPM/BA).

Um fato curioso e que chamou a atenção foi a vedação à participação dos praças no Congresso, muito embora o tema Direito Militar também seja do interesse destes, e mais ainda a falta de convite às associações militares, tendo em vista que estas foram inclusive o tema específico de uma das palestras proferidas durante o congresso.

Em relação à vedação aos praças a justificativa apresentada pela Assessoria de Comunicação da PMSE através de nota ao Portal F5 News foi de que “os temas abordados no Congresso dizem respeito à atuação do Oficial da Polícia nas funções de Juiz Militar (função exclusiva, por disposição legal do oficial), na função de membro dos Conselhos de Justificação e de Disciplina, função exercida também com exclusividade pelo Oficial, para julgar a capacidade de permanência dos policiais da ativa na corporação, e ainda nas funções de presidir inquéritos policiais militares (IPM) e exercer o poder disciplinar, amparado pelos princípios basilares da instituição, qual sejam a hierarquia e a disciplina”.

A Assessoria da PM informou ainda que a corporação pretende realizar outros eventos semelhantes e que os praças poderão participar destes eventos quando o tema abordado tiver relação com a sua atuação, argumento que até explica, mas não convence.

O vice-presidente da Aspra/SE, sargento Anderson Araújo, lamentou a ausência das associações no encontro por entender que o papel destas entidades é defender os interesses e direitos da categoria, mantendo também um bom relacionamento com o Comando das instituições militares a fim de colaborarem para o bem das instituições e, sobretudo, de seus integrantes, o que tornaria importante a participação das associações em um evento desta natureza.

A impressão que fica é que o que vai ser dito no encontro não pode chegar ao conhecimento das associações, o que inevitavelmente acontece muito rápido nesta era de redes sociais. Pelo seu Twitter (@capsamuel) o deputado estadual Capitão Samuel Barreto (PSL), que acompanhou a palestra do promotor baiano Adriano Marreiros, prontamente esclareceu o motivo da ausência das associações no Congresso e manifestou sua indignação. O deputado postou o seguinte comentário: “Promotor Adriano da BA entende que todas as Associações Militares do Brasil são ilegais”, e questionou, “Associação do Ministério Público é legal?”.

Samuel ainda fez outras críticas: “O Congresso de Direito Militar da PMSE deveria se chamar Congresso de Obrigação Militar. Retrocesso inacreditável!”. Disse ainda: “Segundo o MP da Bahia é vedado ao militar: liberdade de expressão, liberdade de associação, reivindicar qualquer coisa. Meu Deus!”, e concluiu: “O militar não tem direito se depender de alguns palestrantes”.

Pelo visto, a luta pelos direitos dos militares, em especial dos praças, continuará enfrentando os mais diversos e difíceis obstáculos, e caberá às associações representativas dos militares, novo alvo dos que defendem uma polícia manipulada e mantida sob rédea-curta, capitanear com inteligência essa incansável luta em busca da democracia plena dentro das casernas. 

Assessoria Parlamentar

terça-feira, 8 de maio de 2012

Capitão Samuel: "Isso é o fim da picada", sobre suposta ordem do Comandante da PMSE

“Não é justo o cidadão que paga o imposto e que é revertido para pagar o salário do policial militar, não possa ser atendido quando incomodado, porque é um parente de coronel. Isso é uma vergonha”, diz Samuel.

Caos na Polícia Militar. Essa é a frase usado pelo deputado estadual capitão Samuel Barreto (PSL), após tomar conhecimento de uma suposta ordem que teria sido dada pelo comandante geral da PM, coronel Aelson Rezende, proibindo que a polícia ambiental fiscalizasse um som alto na casa de um parente.

Na manhã deste domingo (06), uma denúncia envolvendo o comandante geral da Polícia Militar , abala toda a instituição. Um policial militar que esteve de serviço neste sábado (05), no Pelotão de Polícia Ambiental, fez uma grave denúncia, envolvendo o comandante. Segundo o PM, um evento que teria sido realizado na rua Ribeirópolis, no bairro Suissa, na residência de um parente do comandante, incomodou os vizinhos que buscaram ajuda junto ao CIOSP, mas não conseguiram.

O volume do som usado neste evento, teria incomodado os vizinhos que teriam entrado em contato com o CIOSP, fazendo a reclamação. Ainda segundo o policial, foram mais de 30 ligações sem sucesso e após algum tempo, uma pessoa que seria amigo particular de um PM, teve a informação de que o comando teria dado ordem para que nenhum policial saísse da base da Polícia Ambiental para atender essa ocorrência.

Para o deputado Samuel Barreto, “se isso aconteceu, deixa mais do que claro que o comando está perdido e está botando o governo para perder. Isso é o fim da picada, o comandante proibir a ação da polícia de atender a reivindicação do povo”, disse o capitão Samuel Barreto.

O parlamentar se mostrou indignado ao citar fatos que levaram a aberturas de IPMs e conselhos. “Veja você, por uma simples entrevista, o coronel Marcos Gomes é afastado da direção do HPM, vai responder um conselho de justificativa e pode no mínimo ser mandado para a reserva, a exemplo do que aconteceu com o sargento Jorge Vieira, que vai para a reserva por ter cometido o crime de lutar pela corporação. De ter lutado por melhores condições de trabalho na corporação. Então porque não se abre conselho para apurar uma situação como essa. Como a que envolveu o corregedor da policia, coronel Vieira?. Não se abre nada. A população e nossos militares estão vendo tudo isso”, disse o deputado.

Fonte: Faxaju

sexta-feira, 9 de março de 2012

Conselho considera bombeiros culpados por greve no Rio

O Conselho de Disciplina do Corpo de Bombeiros considerou culpados dez bombeiros que participaram da greve anunciada pela categoria em 9 de fevereiro no Rio de Janeiro. Eles são acusados de incitamento e aliciamento a motim. A audiência ocorreu ontem.

Mas o órgão, composto por um major e dois capitães, não tem poder de punição. Ele faz apenas uma recomendação que segue para o comandante da corporação, Sérgio Simões. Caberá a Simões decidir se os bombeiros são culpados ou não e, caso sejam, estabelecer a pena que deverá ser imposta. As penas variam de advertência verbal até exclusão da corporação.

Entre os dez bombeiros considerados culpados não está o cabo Benevenuto Daciolo, líder da categoria. Ele começou a ser julgado na última segunda-feira, mas a audiência foi interrompida porque novos documentos foram incluídos no processo que julga seu comportamento. Uma nova audiência será marcada para que o Conselho apresente seu veredicto, a ser também encaminhado para o comandante.

Fonte: Estado de Minas/Blog da Renata

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Assessoria Jurídica da Aspra aguarda notificação para promover defesa do sargento Prado

Sargento Prado e o advogado da Aspra, Sérgio Bezerra, após julgamento na Auditoria Militar

Mais uma vez o presidente da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Sergipe (Aspra), sargento Alexandre Prado, estará no banco dos réus.

Da primeira vez, em 2009, o sargento Prado respondeu a processo na Auditoria Militar pelo suposto cometimento do crime de motim, em consequência de sua participação no movimento Tolerância Zero. Com ele responderam ao mesmo processo o capitão Samuel Barreto e os sargentos Jorge Vieira e Edgard Menezes. À época todos foram absolvidos e após reabertura do processo a pedido do promotor Jarbas Adelino, os militares ficaram livres em definitivo do risco de perderem seus empregos por conta da Lei de Anistia sancionada pelo presidente Lula.

Agora o sargento Prado e outros militares foram surpreendidos pela abertura de Conselhos de Disciplina e de Justificação, procedimentos que também podem provocar a expulsão dos militares da corporação. A abertura dos Conselhos coincide com a segunda edição do Tolerância Zero, que está novamente em andamento, embora ainda não tenha sido entregue nenhuma notificação formal ao sargento Prado dando-lhe ciência das acusações que pesam contra o mesmo.

O advogado Sérgio Bezerra, assessor jurídico da Aspra, será o responsável pela defesa do sargento Prado. Ele informou que aguardará a notificação formal do presidente da entidade para tomar conhecimento das acusações que motivaram a abertura do Conselho de Disciplina. Só então se manifestará e apresentará a defesa do policial militar.

O presidente da Aspra afirma estar tranquilo pois tem consciência de não ter cometido nenhum crime. Segundo Prado, assim como todos os seus colegas a única coisa que ele tem feito é defender os interesses da categoria e lutar por melhores condições de trabalho para todos. "Tenho fé primeiramente em Deus e tenho plena confiança em nossa assessoria jurídica, especialmente o Dr. Sérgio Bezerra, que fará novamente a minha defesa. Foi ele quem conseguiu minha absolvição no processo em que fui acusado de praticar motim e será ele de novo que me defenderá neste Conselho que foi instaurado. Confio em sua competência e fico extremamente tranquilo em ser defendido por ele", afirmou confiante o presidente da Aspra.

Além da Aspra, a Associação dos Oficiais (Assomise) também fará uso de sua assessoria jurídica para a defesa de seus associados, entre eles o major Adriano Reis, presidente da associação.

Outros companheiros estão necessitando do apoio dos colegas para arcarem com o custo do advogado que fará suas defesas. Para isso foi aberta uma conta poupança onde poderão ser depositados valores por quem deseje ajudá-los. Aos que querem se solidarizar, segue abaixo os dados da conta.
CONTA SOS CONSELHO
Banco: Banese
Agência: 043 (Barão de Maruim)
Conta Poupança: 01/036397-5
Observação: A conta está em nome de duas pessoas físicas.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Sergipe: PMs se negam a trabalhar em dias de folga, e oficiais podem ser expulsos da corporação

Enquanto isso, aqueles que matam, roubam, estupram e esquartejam o cidadão não podem ser submetidos ao “trabalho obrigatório”.

Os governantes brasileiros deveriam punir professores, psicólogos, sociólogos, médicos, economistas, psiquiatras, assistentes sociais e demais profissionais que se recusassem a trabalhar, em seus dias de folga, em eventos como Carnaval, São João e jogos de futebol.

Absurdo? Também achamos. Mas parece que o governo de Sergipe, não. De acordo com matéria do portal Faxaju, daquele estado, policiais e bombeiros militares – de oficiais a praças – serão submetidos a um tal de Conselho de Justificação, devido ao fracasso que foi a segurança do Pré-Caju, evento famoso no estado.

O motivo seria a recusa dos militares de não trabalharem nos seus dias de folga, algo que é sagrado para a esmagadora maioria dos demais cidadãos humanos e pais de família deste país.

Os profissionais perseguidos são membros-dirigentes de entidades que lutam pelo respeito aos trabalhadores. Por isso, o governo sergipano estaria usando da maquiavélica estratégia de “cortar as cabeças para sucumbirem os corpos”.

- Não dá para entender tanta perseguição. Os policiais militares e bombeiros militares decidiram em assembléia que não iriam trabalhar em suas folgas. É nossa a culpa? – questionou um dos dirigentes ao citado portal.

Direitos humanos?

No Brasil, o sujeito que mata, rouba, estupra e esquarteja um cidadão não é obrigado ao trabalho forçado. Na Polícia Militar de vários estados, o cidadão pai de família não tem outra saída. Onde estão aqueles que se dizem “defensores dos Direitos Humanos”?

Direitos iguais?

Ora, se o que potencializa a violência é a falta de saúde, emprego, educação, assistência social, psiquiatra, psicológica e outras necessidades mais, todos os profissionais dessas áreas deveriam usar seu dia de folga para tratar, medicar, ensinar, aconselhar, orientar e transformar os maus elementos em homens de bem. O governo instala ‘salas da salvação’ em locais estratégicos dos eventos, e a polícia conduz os indivíduos de mau comportamento até esses pontos de atendimento, em vez de levá-los à delegacia.

Assim, todos fazem a sua parte. Perdem seu dia de folga, mas tudo “em nome da urgência e necessidade”.

Se tiver estômago, confira mais detalhes clicando aqui.

Fonte: Paraíba QAP

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

5 PMs poderão ser expulsos da corporação

Cinco policiais militares podem ser expulsos da corporação, tendo como um dos motivos, a deflagração do movimento “Tolerância Zero II”.
 
O comando da Policia Militar abriu conselho de justificação contra o presidente da Assomise, major Adriano Reis, capitão Ildomário, diretor da AMESE e tenente Ribamar. Da mesma forma foi aberto um Conselho de Disciplina contra os diretores da Amese, sargentos Edgard Menezes e Jorge Vieira, e sargento Prado (Aspra).
 
Até o momento os militares não foram informados sobre o motivo que levou o comando a instaurar esses procedimentos, mas o que se sabe é que estão sendo responsabilizados pelo “fracasso” da segurança no Pré-Caju.
 
Procurados pela reportagem do FAXAJU, os militares disseram que vão aguardar serem convocados para saberem o motivo e do que estão sendo acusados. Caso eles sejam considerados culpados, os militares poderão ser excluídos da corporação.
 
“Não da para entender tanta perseguição. Os policiais militares e bombeiros militares decidiram em assembleia que não iriam trabalhar em suas folgas. É nossa a culpa?”, questionou um dos dirigentes.
 
Há comentários que a cúpula da Segurança Publica não está aceitando a decisão tomada pelos PMs e BMs. Recentemente eles decidiram não dirigir e não sair com as viaturas que não estivesses devidamente regularizadas. O que se sabe é que até a semana passada, cerca de 80% dos veículos da PM circulavam de forma irregular, ou seja sem estarem devidamente emplacadas. "De quem é a culpa dessas viaturas estarem circulando de forma irregular? Será que vão dizer que é dos representantes das associações?", questiona um policial.
 
Outro ponto que virou motivo comentários, seria o "abismo salarial que há entre as policias civil e militar, além do tratamento dispensado pela SSP as duas policias". "É um abismo grande que há entre o nosso salário e o da PC. Eles merecem isso e muito mais, só que nós também fazemos parte da mesma secretaria. Então porque tamanha diferença. O tratamento que a SSP dispensa à PC não é o mesmo que dá a PM", desabafou um dirigente.
 
Sobre a segurança no Pré-Caju, os representantes das Associações contam que foi realizado uma audiência no Ministério Publico Estadual, onde foi discutido o efetivo da policia militar e lá foi comprovado que não havia condições de a PM fazer a segurança do Pré-Caju e atender a todos os municípios do estado, já que o efetivo é menor do que o necessário.
 
Fonte: Faxaju

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