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segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Deputado Capitão Samuel se indigna com transferência de Oficial


No dia 26 de agosto, houve uma blitz no município de Neópolis, onde foram abordados, entre outros veículos particulares, um ônibus escolar e uma ambulância. Pois bem, ao verificar os documentos destes últimos, a guarnição PM, comandada pelo 1º Ten PM Araújo (Comandante da Cia de Neópolis) constatou que estavam com licenciamento vencido, não obstante, fez o que preconiza a Lei (Código de Transito), autuou e apreendeu os ditos veículos.

De mais a mais, na segunda-feira, dia 05 de setembro, 09 dias após o fato, o 1º Ten PM Araújo fora transferido no BGO de nº 162/2016 para comandar uma outra Companhia, dessa vez na cidade de Propriá. O deputado Capitão Samuel, indignado com o ocorrido, buscará saber junto ao Comando da PM a real motivação da transferência do oficial, visto que não houve nenhum ato que desabonasse a conduta do mesmo.

Após a conversa com o Comando da PM, o parlamentar irá decidir se denuncia o fato ao MPE, em especial ao promotor Dr Jarbas Adelino, do Controle Externo da PM, para a adoção de providências.

“O 1º Ten Araújo no dia 26 de agosto, como de costume, cumpria seu mister constitucional na cidade de Neópolis, não podendo o aparelho de segurança pública ser remanejado para atendimento de interesses particulares”, frisou o parlamentar.

Nossa luta continua de pé: Subsidio + PTS e Polícia Legal. NÃO ABRIMOS MÃO!
Deus no Comando, sempre!

Fonte: Facebook Capitão Samuel

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Mandados de busca e apreensão na Assomise e residência do Major Adriano Reis

Policiais do Gerb e do Departamento de Crimes contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap), estão desde as primeiras horas desta quinta-feira (23), acompanhando os promotores de justiça Dr. Jarbas Adelino e Dr. Henrique Cardoso, que cumprem mandados de busca e apreensão na sede da Associação dos Oficiais da Polícia Militar e Bombeiros Militares de Sergipe (Assomise), e na residência do presidente da associação, Major da policia militar, Adriano Reis.

Os mandados estão sendo cumpridos após medidas judiciais por suspeita de uso indevido de verbas de subvenções da Assembléia Legislativa e que foram destinados à Assomise pelo deputado estadual capitão Samuel Barreto Alves (PSL), que destinou à associação mais de R$ 800 mil.

Na residência do major Adriano, o promotor de justiça Henrique Cardoso cumpre mandados de busca e apreensão. O mesmo ocorreu na sede da Assomise, onde foi feito pelo promotor Dr. Jarbas Adelino. O MP recolhe documentos e computadores que possam conter informações sobre a utilização de verbas.

Na sede da Assomise, foram recolhidas três caixas com documentos, colocadas em uma viatura da Polícia Civil e serão encaminhados à promotoria. Os policiais que participaram da ação na Assomise e na residência do major Adriano Reis, estão usando capuz.

Munir Darrage

Fonte: Faxaju

sábado, 11 de janeiro de 2014

Agentes Penitenciários de Sergipe: CNMP reconhece legalidade de acordo do MP com a Sejuc

O Conselho Nacional do Ministério Público – CNMP reconheceu a improcedência da pretensão do Presidente do Sindicato dos Servidores da Secretaria de Estado da Justiça e de Defesa do Consumidor – SEJUC em anular o termo de Ajustamento de Conduta – TAC, firmado entre o Ministério Público de Sergipe e a referida Secretaria. O pedido de providências para anular o TAC foi arquivado.

No TAC, celebrado em agosto de 2012, ficou pactuado que a SEJUC deveria, no prazo de 18 (dezoito) meses, cumprir as exigências capituladas no artigo 75 da Lei de Execução Penal, mais precisamente no inciso 1, que faz referência aos pré-requisitos para ocupar o cargo de diretor das unidades prisionais.

“Note-se, pois, que a pretensão do Sindicato não merece prosperar, uma vez que afronta a jurisprudência consolidada deste Conselho e demanda providências que em muito extrapolam a competência deste órgão de controle do Ministério Público Brasileiro”, destacou o Conselheiro Relator Dr. Antônio Pereira Duarte na decisão.

O Enunciado nº 06 do CNMP estatui que a competência do Conselho encontra-se restrita ao controle dos atos relativos à atividade-meio do MP, ou seja, aqueles referentes à gestão administrativa e financeira, bem como ao cumprimento dos deveres funcionais dos seus membros.

O CNMP destacou na decisão: “A pretensão do Sindicato, inconformado com o TAC firmado, insere-se no mérito da atividade-fim ministerial, que se encontra resguardada pelo princípio da independência funcional, apenas podendo ser sindicada em caso de abuso ou má-fé do membro atuante”.

Representaram o MP no TAC os Promotores de Justiça Jarbas Adelino Júnior e João Rodrigues da Promotoria de Justiça do Controle Externo da Atividade Policial e Alexandro Sampaio Santana do Patrimônio Público. E a SEJUC foi representada pelo Secretário Benedito Figueiredo e pelo Diretor do Departamento de Sistema Penitenciário – DESIPE, Manuel Lúcio Neto.

“O TAC é válido e o prazo pactuado expira em fevereiro de 2014”, informou o promotor Jarbas Adelino.
 
Fonte: Ne Notícias/Ascom Ministério Público

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Concurso PM: Governo não quis se manifestar sobre ACP

Secom afirma que Governo trabalha para criação de novas vagas

O governo do estado não quis se manifestar sobre Ação Civil Pública, movida pelo Ministério Público Estadual para que seja realizado concurso público para preenchimento dos cargos vagos na Polícia Militar Estadual. O MP requer que o concurso público seja realizado em 90 (noventa) dias. A ACP pede ainda, que após a realização do concurso, o Estado nomeie e emposse os aprovados no processo seletivo.

A reportagem do Portal Infonet entrou em contato com a Secretaria de Comunicação do Governo, que informou não ter sido notificado sobre a ação. A assessoria informou ainda, que o estado já está encaminhando o processo para a realização do concurso, mas o a solicitação estaria em tramitação na Assembléia Legislativa de Sergipe (Alese). Ainda segundo a assessoria, já vem discutindo a formação do concurso públicos de 600 novas vagas para policiais militares.

ACP

A Ação foi movida pelo MPE por intermédio dos Promotores de Justiça Jarbas Adelino Santos Júnior, João Rodrigues Neto e Augusto César Lobão Moreira, responsáveis pela Promotoria de Justiça do Controle Externo da Atividade Policial e Questões Agrárias. O promotor Adson Alberto Cardoso de Carvalho, responsável pelo Centro de Apoio Operacional de Segurança Pública é também um dos autores da ação com pedido de tutela antecipada em face do Estado.

Entenda

O Anexo Único da Lei Estadual nº 5.216 de 15 de dezembro de 2004 faz referência ao quadro de fixação do efetivo da Polícia Militar do Estado de Sergipe e estabelece que - o “Quadro de Policiais Militares – APPM” é formado por 7.139 (sete mil cento e trinta e nove) cargos distribuídos em postos e graduações – sendo que atualmente, no Estado de Sergipe, apenas 4.860 (quatro mil oitocentos e sessenta) estão sendo ocupados, existindo, portanto, uma vacância de mais de 2.200 (dois mil e duzentos) cargos.

Tal fato foi comprovado durante os trâmites do procedimento administrativo instaurado pelo MP, após tomar conhecimento da carência progressiva de policiais militares em atividade, através de notícias veiculadas na imprensa local e de pleito formulado pelo Deputado Estadual “Capitão Samuel”.

Apesar das tentativas extrajudiciais formuladas pelos membros ministeriais e do comprometimento do Governo do Estado em realizar o pleiteado concurso ainda no primeiro semestre do corrente ano, nada foi feito e, segundo informações da Secretaria Estadual de Planejamento, para que seja elaborado um edital é preciso aguardar aprovação do projeto de lei que trata de alterações legislativas para o próximo concurso da Polícia Militar.

Vale ressaltar que se todos os cargos de policiais militares do Estado previstos em Lei estivessem preenchidos teríamos, para uma população de mais de dois milhões de habitantes, tal qual a de Sergipe, o equivalente a um policial para cada 280 habitantes, número abaixo do recomendado pela ONU.

De acordo com a ACP, o que dizer da realidade de Sergipe onde existem somente 4.860 (quatro mil oitocentos e sessenta) militares para uma população de mais de 200 mil habitantes, numa proporção de somente um policial para cada 441 (quatrocentos e onze) habitantes? É obvio que a situação está muito distante do ideal e compromete a atuação da segurança pública do Estado, enquanto que a sociedade, atônita e temerosa, convive com o clima de insegurança gerado pela carência de efetivo policial.

O MP requer, ainda, na ACP, seja estipulada multa diária de R$ 1.000,00 (mil reais) ao administrador responsável, pelo descumprimento do que vier a ser decidido judicialmente.

Fonte: Portal Infonet

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Pré-Caju: Recomendação do MP visa coibir boicote de PMs

Objetivo é garantir a segurança dos foliões na festa
 
Recomendação do MP visa coibir boicote de policiais militares no Pré-Caju 2013 (Foto: arquivo Infonet)
O Ministério Público de Sergipe expediu recomendação ao secretário de Segurança Pública de Sergipe, ao Comandante Geral da Polícia Militar e a todos os policiais militares do Estado de Sergipe, a fim de coibir boicote ao Pré-Caju 2013 e garantir a segurança da festa.
Os promotores de Justiça, curadores do Controle Externo da Atividade Policial, Dr. João Rodrigues Neto e Dr. Jarbas Adelino Santos Júnior, o diretor do Centro de Apoio Operacional de Segurança Pública, Dr. Adson Alberto Cardoso de Carvalho e a promotora de Justiça em Substituição na Promotoria Militar, Dra. Luciana Duarte Sobral Menezes recomendaram que os citados secretário e comandante adotem providências necessárias para evitar suposto aquartelamento dos policiais militares nos dias do Pré-Caju.
Recomendaram, também, que, em em caso de eventuais faltas ao serviço durante o período da prévia carnavalesca, seja providenciada a instauração de inquéritos policiais militares e procedimentos administrativos disciplinares em face dos policiais faltosos, bem como que o fato seja comunicado, imediatamente, ao Ministério Público de Sergipe.
Aos policiais militares foi recomendado que, caso sejam escalados pelo Comando, cumpram as escalas de serviço, ordinárias ou extraordinárias. Além disso, não devem doar sangue ou praticar quaisquer outros atos que pareçam legítimos, mas justifiquem ilegalmente a falta ao serviço nos dias do Pré-Caju e mascarem o real intuito de boicotar o policiamento ostensivo da festa, como forma de pressionar o Governo estadual a acatar reivindicações da categoria.
Para expedir a recomendação, os promotores consideraram, dentre outras coisas, reclamações feitas aos órgãos de controle externo da atividade policial do MP e divulgadas, maciçamente, na imprensa local, de que os policiais militares de Sergipe estavam articulando novo boicote à prévia carnavalesca.
Vale ressaltar que, de acordo com notícia publicada em jornal local, no Pré-Caju 2012, o boicote de bombeiros e policiais militares provocou uma baixa de cerca de 500 soldados no efetivo da prévia, resultando no assassinato de três foliões dentro do circuito da festa.
Segundo a recomendação, movimentos paredistas dessa natureza, deflagrados e exercidos como instrumentos de pressão das categorias policiais por melhorias salariais e institucionais em face do Governo, caracterizam abuso de poder e/ou desvio de finalidade, provocando perturbações na ordem pública e na segurança dos cidadãos.
O MP Recomendou, ainda, seja dada publicidade ao presente documento, bem como seja enviada ao órgão ministerial no prazo de cinco dias, resposta escrita, acerca das providências adotadas pelo Secretário de SSP, pelo Comandante da PM e pelos policiais militares, visando o fiel cumprimento do recomendado.
Fonte: MP/SE
Fonte: Portal Infonet

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Assessoria Jurídica da Aspra aguarda notificação para promover defesa do sargento Prado

Sargento Prado e o advogado da Aspra, Sérgio Bezerra, após julgamento na Auditoria Militar

Mais uma vez o presidente da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Sergipe (Aspra), sargento Alexandre Prado, estará no banco dos réus.

Da primeira vez, em 2009, o sargento Prado respondeu a processo na Auditoria Militar pelo suposto cometimento do crime de motim, em consequência de sua participação no movimento Tolerância Zero. Com ele responderam ao mesmo processo o capitão Samuel Barreto e os sargentos Jorge Vieira e Edgard Menezes. À época todos foram absolvidos e após reabertura do processo a pedido do promotor Jarbas Adelino, os militares ficaram livres em definitivo do risco de perderem seus empregos por conta da Lei de Anistia sancionada pelo presidente Lula.

Agora o sargento Prado e outros militares foram surpreendidos pela abertura de Conselhos de Disciplina e de Justificação, procedimentos que também podem provocar a expulsão dos militares da corporação. A abertura dos Conselhos coincide com a segunda edição do Tolerância Zero, que está novamente em andamento, embora ainda não tenha sido entregue nenhuma notificação formal ao sargento Prado dando-lhe ciência das acusações que pesam contra o mesmo.

O advogado Sérgio Bezerra, assessor jurídico da Aspra, será o responsável pela defesa do sargento Prado. Ele informou que aguardará a notificação formal do presidente da entidade para tomar conhecimento das acusações que motivaram a abertura do Conselho de Disciplina. Só então se manifestará e apresentará a defesa do policial militar.

O presidente da Aspra afirma estar tranquilo pois tem consciência de não ter cometido nenhum crime. Segundo Prado, assim como todos os seus colegas a única coisa que ele tem feito é defender os interesses da categoria e lutar por melhores condições de trabalho para todos. "Tenho fé primeiramente em Deus e tenho plena confiança em nossa assessoria jurídica, especialmente o Dr. Sérgio Bezerra, que fará novamente a minha defesa. Foi ele quem conseguiu minha absolvição no processo em que fui acusado de praticar motim e será ele de novo que me defenderá neste Conselho que foi instaurado. Confio em sua competência e fico extremamente tranquilo em ser defendido por ele", afirmou confiante o presidente da Aspra.

Além da Aspra, a Associação dos Oficiais (Assomise) também fará uso de sua assessoria jurídica para a defesa de seus associados, entre eles o major Adriano Reis, presidente da associação.

Outros companheiros estão necessitando do apoio dos colegas para arcarem com o custo do advogado que fará suas defesas. Para isso foi aberta uma conta poupança onde poderão ser depositados valores por quem deseje ajudá-los. Aos que querem se solidarizar, segue abaixo os dados da conta.
CONTA SOS CONSELHO
Banco: Banese
Agência: 043 (Barão de Maruim)
Conta Poupança: 01/036397-5
Observação: A conta está em nome de duas pessoas físicas.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Promotor recorre de decisão que absolveu militares

Na manhã de ontem o radialista George Magalhães, da Liberdade FM, anunciou que o Promotor de Justiça Jarbas Adelino, da Auditoria Militar, teria recorrido da decisão do Conselho Especial de Justiça Militar, que no último dia 15 absolveu por três votos a dois o capitão Samuel e os sargentos Prado, Edgar e Vieira, acusados de crime de motim durante o movimento Tolerância Zero, liderado por eles e por outros militares de diversas associações.

Jarbas confirmou em entrevista à Rádio Cultura ontem pela que realmente recorreu da decisão. Com isso, a defesa será intimada a se manifestar e caberá à Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe apreciar o recurso. Torcemos para que a decisão seja mantida e que a Justiça seja feita!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A Justiça foi feita!

Por 3 votos a 2 militares são absolvidos no processo que apurava suposta prática de motim


Militares, familiares e amigos dos acusados acompanharam o julgamento

No início da tarde de hoje, 15, a Justiça Militar de Sergipe chegou ao veredicto que todos os policiais e bombeiros militares esperavam. Por três votos a dois o Capitão Samuel e os Sargentos Prado, Edgar e Vieira foram absolvidos da acusação de terem praticado crime de motim durante o movimento "Tolerância Zero", ocorrido em 2009.

A acusação feita pelo Ministério Público Militar sustentava que os militares haviam desobedecido ordem expressa do então Comandante Geral da PM, coronel Magno Silvestre, publicada no boletim da corporação à época do movimento. Os representantes das associações, segundo o Comandante, teriam promovido uma manifestação de cunho reivindicatório, o que estava expressamente proibido.

A manifestação em questão foi a assembleia geral marcada pelos militares para acontecer no dia 16 de abril de 2009, nas proximidades da Emgetis, próximo ao Palácio de Despachos, a qual foi suspensa mediante acordo com representantes do próprio governo.

Os advogados dos militares refutaram a tese do promotor Jarbas Adelino, afirmando em defesa de seus clientes que não houve desobediência à ordem nenhuma, uma vez que o próprio coronel Magno, durante reunião realizada em seu gabinete com a presença de vários secretários de Estado no dia 15 de abril de 2009, portanto na véspera da realização da assembleia, acordou com as lideranças do movimento que estes deveriam se dirigir ao local combinado no dia 16 para desmobilizar os associados, uma vez que já havia sido marcada uma reunião às 10:00h naquele mesmo dia na Secretaria de Estado da Administração (SEAD).

O embate entre promotoria e defesa foi angustiante, mas os advogados dos militares foram brilhantes em suas atuações. Neste aspecto destacamos o excelente papel desempenhado pelo Dr. Sérgio Bezerra, da Asprase, que defendeu o sargento Prado. Sérgio foi o primeiro a apresentar suas alegações em defesa dos réus, particularmente do seu cliente, e teve uma atuação digna de elogios. Também os advogados Márlio Damasceno e Jorge Valença tiveram uma excelente atuação, reforçando a defesa dos acusados.

Após todas as alegações da acusação e da defesa, o juiz militar, Dr. Diógenes Barreto, fez diversas considerações e ao final declarou seu voto pela condenação dos quatro militares, com pena de quatro anos de reclusão em regime aberto. O segundo a votar foi o major Bispo, que acompanhou o voto do Dr. Diógenes pela condenação. Em seguida votaram o major Cruz, a tenente-coronel Cristina e o tenente-coronel César, todos pela absolvição, sendo os réus absolvidos por 3 a 2.

Dr. Sérgio Ricardo fez a brilhante defesa do sargento Prado

O clima de tensão e angústia que reinava durante o julgamento só foi superado após o último voto, dado pelo tenente-coronel César. As lágrimas de angústia que já podiam ser vistas no rosto de muitos militares e familiares que acompanhavam o julgamento, foram ao final transformadas em lágrimas de alegria. Nem mesmo os advogados Sérgio Bezerra e Márlio Damasceno conseguiram esconder a emoção.

Após a sentença o Dr. Sérgio declarou: "É difícil defender um amigo", deixando clara a emoção que sentiu durante o proferimento de cada um dos votos. Os sargentos Araújo e Carlos, o cabo Maurício e o soldado Rodolfo também estiveram na audiência representando a Asprase e prestando solidariedade aos companheiros. Araújo acompanhou o julgamento ao lado do cabo Palmeira e do sargento Carlos, e todos se emocionaram ao final do julgamento.

O presidente da Asprase agradeceu a Deus pelo que disse ser o fim de um pesadelo. "Mesmo não estando no banco dos réus a nossa angústia também foi grande, pois eram companheiros que estiveram conosco todo o tempo, lado a lado, lutando juntos pela mesma causa, justa e nobre", declarou.

O julgamento dos militares despertou também o interesse de autoridades políticas. Compareceram ao Fórum os deputados federais Mendonça Prado (DEM), reeleito no último pleito eleitoral, e Eduardo Amorim (PSC), eleito senador também no dia 03 de outubro passado. Os dois foram demonstrar pessoalmente sua solidariedade aos militares.

Da decisão que foi em primeira instância, ainda cabe recurso ao Ministério Público, porém o promotor Jarbas Adelino não manifestou a princípio interesse em recorrer da sentença. O MP tem prazo de cinco dias para recorrer, caso deseje.

Hoje, porém, o que nos importa é poder dizer que enfim a Justiça foi feita!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Nilson Lima testemunha de Capitão Samuel

Depois do movimento das associações militares em prol de uma melhoria salarial para a categoria dos policiais e bombeiros, várias lideranças do movimento receberam processos instaurados pelo promotor militar Jarbas Adelino. O capitão Samuel Barreto está respondendo pelo crime de motim e sua defesa está sendo feita com a audição de várias testemunhas.

De acordo com Samuel, em entrevista ao Liberdade Sem Censura, na manha desta terça-feira (17), essa é mais uma etapa dos processos que estão recebendo, não apenas ele, como outras lideranças da categoria. Acredita que o julgamento desse processo será pela sua absolvição, pois apenas lutou pela melhoria salarial e das condições de trabalho da categoria dos militares. Em sua defesa, estão escaladas as testemunhas que participaram diretamente da negociação com os militares, da forma legitimada pelo próprio Governo do Estado, o secretário de Administração, Jorge Alberto, o ex-secretário de Governo, Clóvis Barbosa e o ex-secretário da Fazenda, Nílson Lima.

Nílson Lima afirmou que em seu depoimento, falará o que considera a verdade, mostrando que o papel nas negociações das causas salariais dos militares, foi importante a participação de Samuel e dos outros líderes do movimento, os quais todos tinham voz ativa e sempre trabalharam de forma democrática com a mesa de negociação, da qual era coordenador.

O depoimento de Jorge Alberto será tomado à 9h da manhã de hoje. As oitivas de Clóvis Barbosa e Nílson Lima ainda não foram marcadas.

Com www.marciorocha.net

Fonte: Faxaju

domingo, 6 de setembro de 2009

Entrevista - Jarbas Adelino

Texto: Antônio Carlos Garcia

Dificilmente alguém passa incólume pela Auditoria Militar de Sergipe. É que 70% dos processos ali julgados resultam na condenação dos acusados. São diversos tipos de crimes previstos no Código Penal Militar, a exemplo de abandono de posto, peculato, corrupção passiva e ativa, crimes contra outro militar, crimes contra o patrimônio, entre outros.

A estimativa é do promotor de Justiça, Jarbas Adelino Santos Júnior, 38 anos, ao explicar que ocorrem de 15 a 20 julgamentos por mês, o que dá uma média de quatro ou cinco por semana. Os júris acontecem sempre às terças-feiras. Embora haja as condenações, o promotor espera que haja mudanças na lei, pois, muitas vezes, depois de ter cumprido a pena, o policial militar volta para a corporação, a fim de exercer suas atividades.

Uma mudança na lei está sendo analisada no Supremo Tribunal Federal. “A Constituição cria um foro privilegiado para o policial que só pode ter decretado a perda do cargo público por uma decisão do Tribunal de Justiça. É um mandamento constitucional, é passível de críticas. Isso porque, muitas vezes, um policial condenado por crime grave, continua dentro da corporação.

“Infelizmente é assim que a Constituição manda, mas isso está sendo revisto”, disse o promotor que está há dois anos e quatro meses atuando na Auditoria Militar. Ele alerta que a população deve denunciar os maus policiais, e garante que na Auditoria não há corporativismo, mas profissionalismo. Na última quarta-feira, ele concedeu entrevista para o JORNAL DA CIDADE. Leia os principais trechos.

JORNAL DA CIDADE - Como é a rotina da Auditoria Militar. Existem processos complicados, demorados?
JARBAS ADELINO - Temos momentos que é muito complexo. Nós vivemos há três, quatro meses, um momento muito atribulado, com as reivindicações salariais dos militares, mas no geral é uma Vara Criminal com problemas iguais à qualquer outra, com processos mais complexos, outros mais simples.

JC - Em média, quantos processos tramitam na Auditoria Militar?
JA – Tramitam, mais ou menos, cerca de 500 processos. Teve uma época que foi bem mais. Não só com o juiz Diógenes Almeida, mas outros substitutos também deram uma celeridade muito grande por lá.

JC - Mas, observamos que muitos processos vêm sendo resgatados. Foram processos que não andaram? O que aconteceu?
JA – O processo penal militar, por ele ser regido por lei específica e ter peculiaridades, em determinados momentos demora mais que um processo criminal comum. Se nós compararmos um processo criminal comum com os atos processuais que são praticados na Auditoria, vamos perceber que há uma complexidade maior. Mas, nas últimas administrações vimos celeridade. Não desenterramos nenhum processo, mas é o trâmite normal.

JC - Na semana passada ocorreram cinco julgamentos na Auditoria. Qual a média, por dia?
JA – Na realidade fazemos julgamentos às terças-feiras. Excepcionalmente, na última semana de agosto, fizemos na quinta-feira. Mas toda terça-feira realizamos cerca de quatro a cinco julgamentos, então sai uma média de 15 a 20 julgamentos por mês, porque um ou outro, às vezes, não se realiza.

JC - E nesses julgamentos, muitos militares são condenados? O senhor tem isso em números?
JA – Não tenho essa estatística exata, mas poderia dizer com tranquilidade que, em torno de 70% dos processos resultam em condenação. Para você ter uma ideia, na última quinta-feira, nos quatro julgamentos realizados todos foram condenados.

JC - Com esse número de condenações o cidadão pode passar a acreditar que não há corporativismo dentro da Polícia Militar?
JA – Não há corporativismo. A regra não é essa. O corporativismo, por si só, ele não é ruim. Mas, só é ruim quando utilizado numa situação irregular, ilegal. Na maioria das vezes o corporativismo não impera na Auditoria. Temos uma monografia de um capitão da Polícia Militar, realizada no ano passado sobre os julgamentos e percebemos, nesse estudo, que na grande maioria dos processos, houve condenação. Obviamente, vai haver absolvições, porque isso é natural. Até porque, quando ofereço a denúncia contra um militar, a prova que foi produzida ainda não está sob o crivo do contraditório. Ainda não teve a participação efetiva do acusado na produção de provas. Então, às vezes, com a confecção de laudos, ouvidas de testemunhas, percebemos que aquilo que foi investigado não foi exatamente o que ocorreu. E aí não resta alternativa a não ser a absolvição.

JC - Mas a grande maioria da população tem uma leitura diferente. Ela acha que não dá em nada denunciar policial, o povo sente medo de denunciar um policial. Então, que conselho o senhor daria a uma pessoa que for maltratada por um PM?
JA – Recomendo que busque os meios legais e denuncie qualquer abuso praticado por policial. A população e hoje, com a mídia livre e a imprensa cada vez mais investigativa, tem um papel fundamental nesse processo de tentar punir aqueles maus policiais. O juiz e o promotor, ou até mesmo o oficial ou o comandante, não estão em todos os lugares ao mesmo tempo. É impossível estar em todos os locais. Então, cabe a população fazer as denúncias. E elas serão devidamente apuradas. Ou através da própria Ouvidoria de Polícia, no Controle da Atividade Externa ou numa delegacia de polícia. É importante que a população não se cale diante dos abusos. Isso faz parte de um aperfeiçoamento institucional.

JC - O senhor está analisando o processo dos militares que reivindicavam melhores salários para categoria. Como está esse processo hoje?
JA – Naquele processo já foram realizados os interrogatórios dos acusados e está designado, audiência de instrução em outubro, com a inquirição das testemunhas arroladas pela acusação. Depois será dada a oportunidade para que todos os acusados produzam suas provas, arrolem testemunhas e, ao final, serão submetidos a julgamento perante o conselho especial de justiça, formado pelo juiz auditor e quatro oficiais.

JC - O senhor tem em mãos outros processos polêmicos, que causaram clamor popular?
JA – Vez por outra acontece de um processo ter uma repercussão maior. Há poucos meses, tivemos um coronel da Polícia Militar, sua atuação foi objeto de denúncias pela própria imprensa. E nós realizamos há três meses esse julgamento, que foi resultado, inicialmente, de uma denúncia da imprensa, que resultou numa investigação, depois um processo e, por fim, a condenação. Por esse processo a gente percebe que o corporativismo não impera, porque estávamos julgando um ex-comandante de uma corporação. E mesmo assim, embora não tenha sido por unanimidade, houve a condenação. Não estamos querendo dizer que, por si só ele é culpado. Ele recorreu e tem todo direito. Mas isso demonstra que a atuação da Auditoria não busca, somente, a punição do praça. Ali, participamos de processos que fazem parte como réus soldados, cabos, sargentos, oficiais – desde tenente a coronel.

JC - Como está o processo do tenente-coronel Eliezer dos Santos, que foi diretor do Presídio Militar (Presmil)?
JA – Aquele processo está pronto para julgamento. Acredito que ainda este ano, realizaremos o julgamento dele. É bom frisar que o tenente-coronel Eliezer não foi processado pelo fato de ter deixado a imprensa entrar no Presmil, mas pela acusação de ter adulterado a sua ficha disciplinar. O oficial já está em liberdade.

JC - Quando o policial responde processo ele perde direito a ascender a outras graduações?
JA – A lei que regulamenta a promoção proíbe este benefício aqueles que estiverem respondendo a processo. Se ele for absolvido poderá ser promovido imediatamente. Se for condenado, durante a condenação e cumprimento da pena não poderá ser promovido. É importante frisar que, se por acaso perder uma promoção em razão do processo, assim que for absolvido poderá ser promovido por preterição, com ressarcimento de tudo aquilo que deixou de ganhar. Existe esse dispositivo e alguns dos operadores do Direito, às vezes mais apressados, entendem que essa norma é inconstitucional, mas o Superior Tribunal Federal, em casos idênticos no Ceará e em Goiás, já declarou a constitucionalidade das leis estaduais que proíbem a promoção de militares que estão sendo processados.

JC - E em quais casos o militar é condenado e depois expulso da corporação?
JA – Atualmente, o policial militar que é condenado a uma pena acima de dois anos, depois de transitado e julgado, é necessário que a Procuradoria Geral de Justiça ofereça representação para perda do cargo junto ao Tribunal de Justiça. A Constituição cria um foro privilegiado para o policial que só pode ter decretado a perda do cargo público por uma decisão do Tribunal de Justiça. É um mandamento constitucional, é passível de críticas.

JC - Por quê?
JA – Porque, muitas vezes, um policial condenado por crime grave, continua dentro da corporação. Infelizmente é assim que a Constituição manda, mas isso está sendo revisto.

Fonte: Jornal da Cidade

sábado, 27 de junho de 2009

Assessoria Jurídica da Asprase consegue vitória importante na Auditoria Militar

Dr. Sérgio Bezerra, assessor jurídico da Asprase

A nova Assessoria Jurídica da Asprase, agora sob responsabilidade do escritório Didier, Sodré e Rosa – Advocacia e Consultoria, já começa a demonstrar o seu potencial. Com fortes argumentos de defesa o Bel. Sérgio Bezerra, um dos advogados da Asprase, conseguiu garantir o benefício da liberdade provisória para um associado da entidade (preservaremos o nome por questões éticas) acusado de deserção.

O crime de deserção está tipificado no art. 187 do Código Penal Militar (CPM), e de acordo com o disposto no art. 270, parágrafo único, alínea “b”, do Código de Processo Penal Militar (CPPM), o militar acusado de deserção não tem direito à liberdade provisória, motivo pelo qual os desertores sempre aguardavam o seu julgamento na prisão por pelo menos 60 (sessenta) dias.

Ciente das dificuldades que enfrentaria, o associado procurou a Assessoria Jurídica da Asprase a fim de se apresentar espontaneamente acompanhado de advogado, recebendo a atenção do Dr. Sérgio Bezerra. Ao se apresentar no Quartel do Comando Geral da PM, o militar foi preso de imediato, em cumprimento ao que reza o art. 452 do CPPM.

Porém, fundamentado em um precedente jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal (STF) e em normas constitucionais, o Dr. Sérgio Bezerra formulou pedido de concessão de liberdade provisória para o associado da Asprase.

A fundamentação foi tão perfeita que o próprio promotor da Auditoria Militar, Dr. Jarbas Adelino, instado pelo juiz militar a se manifestar acerca do pedido do advogado, encaminhou relatório ao juiz Diógenes Barreto declarando-se favorável à concessão do benefício. Em seu relatório o promotor chega a citar que “o Código de Processo Penal Militar pecou por excesso de rigidez”.

Desta forma, o Dr. Sérgio Bezerra conseguiu convencer o promotor e o juiz militar de que, não só o art. 270 do CPPM é inconstitucional, como também o entendimento do Superior Tribunal Militar (STM), constante na Súmula n° 10 daquele Tribunal.

A decisão da Auditoria Militar em conceder a liberdade provisória ao militar, tomada com base na fundamentação apresentada pelo advogado da Asprase, com certeza beneficiará não só o associado da entidade como também outros militares, que poderão se livrar da prisão preventiva nos casos de deserção com base nos mesmos argumentos

Além disso, o fato demonstra a seriedade, o compromisso e a competência da Assessoria Jurídica da Asprase, bastante elogiada pelo associado atendido. “Fiquei muito feliz com o atendimento que tive. Me senti realmente amparado pelo Dr. Sérgio, que se empenhou ao máximo para garantir a minha liberdade. Eu e minha família somos muito gratos a ele e à Asprase”, declarou contente o associado

O Dr. Sérgio Bezerra tem sido muito elogiado até mesmo por integrantes de outras entidades e por juízes da Auditoria Militar. Além do seu compromisso profissional, o fato de ser um ex-policial militar contribui nas lides em defesa destes profissionais. Conhecedor do ambiente da corporação, Sérgio é também um estudioso do Direito Militar, área quase inexplorada no meio jurídico.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Juiz militar interroga líderes de associações

Após o trato firmado com o Comando da Polícia Militar, quatro líderes das Associações Militares Unidas foram na manhã de ontem ao Fórum Gumercindo Bessa, no Centro Administrativo, onde passaram cerca de quatro horas e meia sendo interrogados pelo juiz Diógenes Barreto, da Auditoria Militar do Tribunal de Justiça. A audiência é relativa a um processo movido em 23 de abril pelo promotor Jarbas Adelino Júnior, do Ministério Público Militar, que denunciou o capitão Samuel Barreto e os sargentos Alexandre Prado, Edgar Menezes e Jorge Vieira por crime de motim – rebelião contra autoridade constituída, cuja pena varia entre quatro e oito anos de prisão.

A denúncia se refere a uma vigília dos militares marcada para ocorrer no dia 16 de abril, em frente ao Palácio de Despachos, sede do governo estadual, como parte de um calendário de protestos para pressionar o governo. A realização da vigília é citada pelo promotor como indício de crime de motim, pois atentou contra os princípios da hierarquia e da disciplina. O sargento Vieira negou que a vigília tenha acontecido naquele dia, pois os militares que foram para lá haviam sido orientados a seguir para a sede da Secretaria Estadual de Administração (Sead).

De acordo com ele, houve uma quebra de acordo por parte do coronel Alberto Magno Silvestre, então comandante da PM. “Ele disse que não aconteceria nada com quem fosse ao ato, desde que ele fosse com pessoas de folga e desarmadas. Mas, por debaixo dos panos, ele encaminhou a denúncia ao Ministério Público”, argumentou Vieira, frisando que tanto ele quanto seus colegas estão tranqüilos quanto ao processo. Magno foi arrolado como testemunha de acusação do processo, juntamente com o coronel João Ribeiro Oliveira, seu então subcomandante.

De acordo com o juiz Diógenes Barreto, os coronéis serão interrogados em 1º de outubro deste ano, para quando a próxima audiência do processo foi marcada. Já a defesa de cada um dos réus tem direito a indicar cinco testemunhas para serem ouvidas. O magistrado prevê que o julgamento dos líderes da Unidas deve ocorrer até o fim do ano. Participam dele quatro oficiais que integram o Conselho Especial de Justiça Militar, sendo dois majores e dois tenentes-coronéis da PM.

Fonte: Jornal do Dia

segunda-feira, 15 de junho de 2009

PMs acusados de motim prestam depoimentos

Eles estão sendo ouvidos pelo juiz Diógenes Barreto, os membros do Conselho Especial de Justiça Militar e o promotor Jarbas Adelino

Policiais aguardam prestar depoimentos na porta do auditório

Acontece desde as 10h30 da manhã, no Auditório da Auditoria Militar no Fórum Gumercindo Bessa, pela 6ª Vara Criminal, o julgamento dos quatro policiais militares acusados de motim. Eles estão sendo ouvidos pelo juiz Diógenes Barreto, os membros do Conselho Especial de Justiça Militar e o promotor Jarbas Adelino.

O julgamento ocorre devido à acusação feita de que os policiais militares Samuel Barreto, Jorge Vieira, Alexandre da Silva Prado e Edgar da Silva promoveram uma vigília na porta do Palácio do Governo, no dia 16 de abril, o que poderia ser caracterizado como um motim.

Para o capitão Samuel, a própria auditoria militar já quebrou os costumes durante a audiência. “É costume da Polícia Militar e da sua hierarquia que o militar mais antigo – no caso, eu - seja o primeiro a ser ouvido, mas isso não aconteceu”, disse o capitão.

Em seguida, a auditoria militar irá ouvir as testemunhas de acusação. O processo de julgamento dos quatro policiais militares deverá ser concluído até o final deste ano.

Fonte: Site Infonet

sábado, 13 de junho de 2009

Usando a lei: Militares se embasam no Código de Trânsito e põem governo em xeque

De tanto dizer que iria usar a lei contra os militares, o governador Marcelo Déda vê agora os militares usarem também a lei para pressionar o governo. Parece que eles aprenderam mais essa lição. Seria uma virada no jogo?

Desde a última terça-feira, 9, os militares, principalmente os PM's, estão deixando as viaturas nos pátios dos quartés. A alegação para isso é uma irregularidade constatada em relação à Lei Federal nº 9.503/97, que institui o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). De acordo com o Art. 145, inciso IV desta lei, para conduzir veículos de emergência (ambulâncias, viaturas policiais e dos bombeiros, por exemplo) o condutor deve ser aprovado em um curso especializado, nos termos da normatização do Contran (Conselho Nacional de Trânsito).

Na referida normatização, a Resolução nº 168 do Contran, estão elencadas no Art. 33 e nos anexos da norma, todas as exigências para que o condutor esteja habilitado a dirigir estes veículos. O curso deve ter uma carga horária de 50 horas, com grade curricular definida e deve ser ministrado pelo órgão ou entidade executivo de Trânsito do Estado ou do Distrito Federal. Além disso, é exigido para a aprovação do condutor um mínimo de 70% de acertos nas avaliações de cada módulo, entre outras normas estabelecidas pelo Contran.

Diante da situação e não tendo nenhuma sinalização concreta do governo em relação às reivindicações da classe, os militares decidiram continuar cumprindo a lei até que o governo feche um acordo que satisfaça a categoria. "Nós sabemos que há dificuldades, mas sabemos também que se houver boa vontade há condições de se conversar e se chegar a um acordo que atenda os anseios da categoria, ainda que isso não possa ser feito a curto prazo", disse o sargento Araújo, integrante das Associações Unidas.

Segundo Araújo, os militares continuarão observando a legalidade em todos os seus atos. "Foi assim desde o início e será até o final. Nunca fizemos baderna, não é agora que mudaremos nossa postura", declarou. Em relação à recusa dos militares em dirigir as viaturas, Araújo lembrou que o próprio promotor de Justiça da Auditoria Militar, Jarbas Adelino, disse em entrevista à TV Sergipe no dia 10 que, estando comprovada a falta de condições legais para que os militares conduzam viaturas, estes não podem fazê-lo, o que não impede a realização do policiamento a pé. Para os representantes das Associações Unidas, esta foi mais uma prova de que o movimento está dentro da legalidade.

Viaturas paradas

Em relação à utilização de viaturas paradas em pontos estratégicos da cidade, os representantes das entidades alegaram que este é um ato que compete ao Comando Geral. Porém, o que tem se observado que o emprego de policiais militares apenas para tomar conta das viaturas não tem agradado a sociedade, que reclama do fato de que os policiais, quando acionados, não podem abandonar a viatura para atender as ocorrências.

Talvez fosse mais interessante seguir a sugestão do promotor Jarbas Adelino, aplicando o policiamento ostensivo a pé, uma vez que desta forma os policiais poderiam atender, ainda que a pé, os chamados da população. Segundo os representantes das Associações Unidas, os militares não têm demonstrado nenhuma indisposição para realizar o policiamento a pé, mas alguns excessos tem começado a ser observados no emprego de alguns policiais e esses casos serão acompanhados.

Negociações

As lideranças da classe continuam tentando encontrar uma solução para o impasse. Cientes de que o governador Marcelo Déda não tem intenção de dialogar com as entidades, e depositando toda a confiança no atual Comando da PM, os líderes tentam manter o diálogo com autoridades que têm se mostrado receptivas à classe.

Na manhã de hoje houve uma reunião com duas autoridades de peso no Estado. A reunião foi a portas fechadas e os nomes das autoridades não foram divulgados a pedido de ambos, que alegaram querer evitar interpretações equivocadas da imprensa ou de outras pessoas. Os dois ouviram atentamente as explicações dos militares sobre os acontecimentos mais recentes e as perspectivas de acontecimentos futuros, que podem agravar ainda mais a situação da segurança pública no Estado.

Demonstrando preocupação com o problema e com as dimensões que ele vem tomando, as duas autoridades prometeram tentar conversar com o governador até a próxima segunda-feira, numa nova tentativa de pôr fim ao problema. Amanhã, 14, os militares se reunem em nova assembleia geral no Colégio Militar de Sergipe às 16:00h. Já na segunda, 15, o Comando Geral marcou uma formatura geral com os PM's, no mesmo horário em que lideranças do movimento estarão participando de audiência de instrução na Auditoria Militar. Até agora ninguém sabe dizer qual será o assunto da formatura geral.

Clique aqui e confira a matéria com a declaração do promotor Jarbas Adelino.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Promotor de Justiça fala sobre o papel do Ministério Público na defesa da segurança do cidadão

Publicada em 10/06/2009

A convite da deputada estadual Ana Lucia (PT), o procurador de Justiça Jarbas Adelino Santos Júnior, da 6ª Vara Criminal do Estado de Sergipe, debateu com os parlamentares, na Assembléia Legislativa, a ‘Legislação Militar e o Papel do Ministério Público na Defesa da Segurança do Cidadão’.

Para Ana Lucia, “toda a lei precisa ser lida no contexto para ser humanista”. Ela reafirmou que a Comissão Parlamentar que está mediando as negociações entre os policiais militares e o Governo do Estado está desempenhando o papel que corresponde a uma casa legislativa no que se refere à mediação no diálogo entre os Policiais Militares e o Governo do Estado.

Por sugestão da parlamentar, pela primeira vez na história do Legislativo sergipano, uma comissão mista foi criada para mediar as negociações entre PM e Governo. “Precisamos ultrapassar as pedras e empecilhos que encontramos no caminho para seguirmos com uma relação positiva entre os trabalhadores e o Governo do Estado”, afirma a parlamentar.

Filha de jurista, Ana Lucia explicou que a possibilidade de composição de uma constituição a qual, de fato, contemple os direitos e deveres dos cidadãos, a Constituição Cidadã, nasceu nas pressões do passado e hoje é maturada a partir dos diálogos. Mas, de acordo com ela, as leis ainda não avançaram no sentido de promover modificações que reflitam mais os anseios da sociedade e da classe trabalhadora.

Como exemplo, Ana Lucia citou o Código Penal, criado no regime Vargas, em 1940, e que, segundo ela, reflete uma época de ditadura pesada, não servindo para a sociedade democrática que está sendo construída. “A democracia é uma prática constante, e os valores trazidos aqui pelo promotor Jarbas Adelino Júnior, condizem com o este modelo democrático”, destacou a deputada.

Ela defende a criação de um código diferenciado para policiais civis e militares, bem como uma formação distinta da atual. “O que há hoje é um reflexo das práticas do passado que precisamos corrigir. Há muitas distorções e, igualmente como ocorreu em 2008, também neste ano, o Governo do Estado seguirá apostando no processo de diálogo com as mais diversas categorias de trabalhadores”, afirma Ana Lucia.

Policiais e a lei
Conforme explanação do procurador Jarbas Adelino Júnior, no tocante ao caso dos quatro policias militares acusados de criar motim, não há por parte do Judiciário uma pré-disposição para a punição a qualquer custo destes servidores.

“Há, sim, boa vontade, mas eu não posso mudar a lei. Eu sirvo à sociedade. Não sirvo ao governador, nem deste nem de governos anteriores. É preciso deixar claro que o entendimento que eu tive até agora pode não ser sustentado até o final deste caso”, esclarece o promotor, lembrando o cantor e compositor Raul Seixas, quando disse “eu prefiro ser esta metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”.

Fonte: Agência Alese de Notícias

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Denúncia contra os representantes das Associações Unidas é recebida pelo juiz da Justiça Militar

O Dr. Diógenes Barreto, Juiz Militar, recebeu nesta terça-feira, dia 28, a denúncia apresentada pelo Dr. Jarbas Adelino, contra os representantes das Associações Unidas, Cap. Samuel, Sgt. Vieira, Sgt. Prado, Sgt. Araújo e Sgt. Edgar, que agora serão processados pelo crime de motim, em virtude de estarem lutando por melhores condições salariais e de trabalho para os militares sergipanos.

Veja abaixo, o despacho proferido pelo Juiz recebendo a denúncia:

Despacho
Dados do Processo
Número200920600353
Classe: Ação Penal
Competência: 6ª VARA CRIMINAL
Ofício: único
Situação: ANDAMENTO
Distribuido Em:23/04/2009

Partes do Processo:

Autor: JUSTICA PUBLICA
Reu: ALEXANDRE DA SILVA PRADO
Pai: NAO CONSTA
Mae: NAO CONSTA

Reu: EDGAR MENEZES SILVA FILHO
Reu: JORGE VIEIRA DA CRUZ

Reu: SAMUEL ALVES BARRETO
Pai: MANOEL ALVES BARRETO
Mae: SALVELINA IZIDORO BARRETO
Processo nº 200920600353

Vistos etc...

O Promotor de Justiça Militar ofereceu denúncia Contra SAMUEL ALVES BARRETO, JORGE VIEIRA DA CRUZ, ALEXANDRE DA SILVA PRADO E EDGAR MENEZES SILVA FILHO, todos qualificados na inicial, como incursos nas sanções do artigo 149 inciso I do Código Penal Militar pela prática dos fatos narrados às fls. 01 a 04.

Para o recebimento da denúncia exige a legislação processual militar que a mesma atenda aos requisitos estabelecidos nos artigos 30 e 77 do CPPM.

No presente caso, a peça acusatória relata de forma pormenorizada as condutas dos denunciados, que se ajustam à tipificação imputada na Denúncia, descrevendo os elementos configuradores do ilícito penal.

Ademais, a documentação encartada nos autos evidencia a existência de indícios suficientes de autoria e materialidade da infração penal atribuída aos denunciados.

Assim, entendo que a denúncia preenche todas as condições exigidas pelos artigos 30 e 77 do Código de Processo Penal Militar para o seu recebimento.

Isto posto, recebo a denúncia, e em conseqüência designo audiência de qualificação e interrogatório dos acusados para o dia 28 de maio de 2009 as 07h30min no auditório desta vara.

Em face da acusação envolver oficial e praças, estes deverão ser processados e julgados pelo Conselho Especial de Justiça Militar. Sendo assim, designo o dia 20 de maio de 2009 às 07h30min, no auditório desta vara, para a realização do sorteio dos Juízes Militares, nos termos dos artigos 20 e 23 § 3º da Lei nº. 8457/92.

Encaminhe-se cópia da denúncia e deste despacho ao Comandante Geral da Polícia Militar do Estado de Sergipe.

Cite-se. Intime-se e Requisite-se.

Aracaju, 28 de abril de 2009

DIOGENES BARRETO
Juiz de Direito Militar

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Ministério Público Militar ajuíza ação contra representantes de associações

Promotor acusa representantes de praticar crime de Motim

O promotor do Ministério Público Militar de Sergipe, Jarbas Adelino, ajuizou no dia de hoje ação penal contra quatro representantes das Associações Unidas dos servidores militares. Alexandre Prado, Edgar Menezes, Jorge Vieira e Samuel Barreto são acusados da prática de Motim. O teor da ação ainda é desconhecido, mas os advogados das entidades já estão preparados para fazer a defesa dos "réus". A notícia divulgada no início desta noite, confirmou os rumores de possíveis retaliações contra as lideranças da classe. O fato deixou triste toda a classe, que se mostra decepcionada diante de tais ações. Enquanto os demais trabalhadores, do serviço público ou da iniciativa privada, exercem o direito de reivindicar as melhorias para as suas respectivas classes, aos militares parece sobrar apenas o direito de não ter direitos. Representantes das associações se reunem amanhã para discutir o assunto e adotar providências a respeito do fato.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Associações Militares Unidas contestam tabela salarial, denunciam ameaças de prisão e dizem que assessores prejudicam Déda

O Capitão Samuel concedeu entrevista coletiva à imprensa na manhã desta quarta-feira, 22, quando falou em nome das Associações Militares Unidas. Durante a entrevista, o oficial disse ser equivocada a tabela salarial do governo, que vem sendo divulgada desde o início da semana. Segundo ele, a tabela inclui gratificação que os militares não levam para a aposentadoria.

Ontem, o Capitão Samuel telefonou para o secretário de Administração, Jorge Alberto, a quem informou que as Associações Militares Unidas não aceitam como verdadeira a tabela salarial divulgada pelo governo. O secretário disse que conversará sobre o assunto com os líderes da categoria na reunião programada para realizar-se nesta quinta-feira. No mesmo dia, as associações distribuirão nota com a “tabela verdadeira”.


Segundo Samuel, no final de 2010, enquanto um coronel poderá ir para a reserva com R$ 7.100, um agente da Polícia Civil poderá se aposentar recebendo mensalmente R$ 8 mil.


Sindicância


Os 7 líderes das associações militares já foram intimados para prestar depoimento na sindicância aberta por determinação do Comando da Polícia Militar sobre as manifestações que continuam sendo feitas pela categoria.
Segundo o Capitão Samuel, alguns depoimentos estão marcados para amanhã, no mesmo horário em que deve ocorrer reunião com auxiliares do governador Marcelo Déda (PT).

Prisões

As Associações Militares Unidas foram informadas que, se a sindicância aberta na PM concluir pela prisão dos líderes, “haverá exílio estadual”, com o encaminhamento dos punidos para o Estado da Bahia.


"Não prejudiquem ainda mais o Governador"


Finalizando a entrevista, o Capitão Samuel disse não acreditar que o governador Marcelo Déda (PT) tenha conhecimento do equívoco da tabela salarial e, sem nominar, fez um apelo a assessores: "Não prejudiquem ainda mais o governador".


Associações convocam militares para Assembleia Geral


Na manhã de hoje (22), as associações distribuíram nota convocando os militares para uma assembléia geral. Eis a nota publicada no site da Associação Beneficente dos Servidores Militares de Sergipe – ABSMSE:


No próximo dia 23 de abril do corrente ano, às 14:00 horas, na Praça Fausto Cardoso, no Centro de Aracaju, será realizada uma Assembléia Geral das Associações Unidas.
Solicitamos aos militares que levem pelo menos 01 kg de alimento não perecível e 01 litro de água mineral sem gás. Pedimos a todos que não faltem e divulguem entre os colegas militares esta Assembléia Geral.
O sucesso do nosso movimento depende da união e comparecimento de todos.

Ministério Público Militar

O promotor de Justiça do Ministério Público Militar, Jarbas Adelino, disse hoje que até a próxima sexta-feira serão tomadas medidas sobre as manifestações feitas pelos policiais.

Fonte: www.nenoticias.com.br

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Militares estão em alerta para possíveis retaliações

A suspeita dos militares de que havia mesmo mandados de prisão para serem executados contra lideranças do movimento reivindicatório da classe, ganhou força logo cedo no dia de hoje. É que veículos da imprensa publicaram notícias dando conta de que realmente a suspeita tinha fundamento.

Veja abaixo a matéria publicada no Jornal da Cidade, edição de hoje, 16 de abril de 2009.

PMs podem ser presos hoje durante ato público


Os policiais militares em campanha salarial podem ser surpreendidos hoje pela manhã com ordens de prisão em desrespeito à disciplina e hierarquia militar durante manifestação prevista para acontecer às 8 horas em frente ao Palácio de Despachos. Ontem à tarde, o governador Marcelo Déda criou um aditivo à lei do Executivo proibindo os militares de participarem de qualquer ato reivindicatório. A assessoria jurídica da Caixa Beneficente disse que o ato está mantido, pois o aditivo não tem validade jurídica e que qualquer prisão que possa vir a acontecer será ilegal e autoritária.

O promotor de Justiça Militar, Jarbas Aurelino, negou que estivesse promovendo uma representação no sentido de pedir a prisão dos militares, mas não descartou que pedido dessa natureza pudesse vir a ser feito. “Não há nenhuma representação”, frisou o promotor.

Segundo o presidente da Associação Unidas dos Policiais Militares, capitão Samuel Barreto, a manifestação de hoje pela manhã será ordeira e pacífica e acontecerá defronte à Emgetis (vizinho ao Palácio de Despachos) e não em frente ao prédio onde o governador despacha. Ele disse também que o ato trata-se de uma assembleia geral convocada por todas as associações militares. “Vamos discutir a melhoria de vida de cada associado”, falou.

Mas, de acordo com o governador Marcelo Déda, qualquer reivindicação feita pelos PMs caracteriza crime de natureza militar. Ainda segundo a Agência Sergipe de Notícias, do governo do Estado, nos últimos dois anos foram investidos mais de R$ 31 milhões para corrigir distorções da tropa. Nesse período, os reajustes nos soldos de soldado a coronel variaram de 48,58% a 69,24%. “A idéia é continuar essa valorização, dentro das possibilidades orçamentárias do Estado, mas não só em salários, como também com melhoria das condições de trabalho”, disse Marcelo Déda.

Atualmente, o soldo dos militares varia de R$ 1.570,36 (soldado não engajado) a R$ 9.864,22 (no caso de coronel). Em dezembro de 2006, o soldado não engajado ganhava R$ 554,47 e o coronel R$ 3.863,37. A remuneração da PM é composta por vencimento básico, gratificação de serviço externo, triênio (% máximo), periculosidade e gratificação de atividade militar.

Fonte: Jornal da Cidade

APENAS UMA CORREÇÃO:


O soldo dos militares, conforme o Jornal da Cidade anuncia no fim da matéria, não varia nos valores apresentados. Os valores citados pelo jornal correspondem na verdade ao valor da remuneração bruta da graduação e do posto citados, divulgados pelo Governo.

Em relação à informação do salário de dezembro de 2006, esta também não condiz com a verdade, uma vez que o jornal equivocou-se e divulgou os valores da diferença entre os salários de dezembro de 2006 e janeiro de 2009 como se estes fossem os valores do salário em 2006, pelo que solicitaremos ao JC a correção das informações.

Promotor não confirma prisão de militares

“Até o momento eu não agi”, enfatizou o promotor da Auditoria Militar, Jarbas Adelino

Durante a assembléia dos policiais militares que ocorreu na tarde desta quinta-feira, 16, o capital Samuel comunicou que havia mandados de prisão contra ele e os lideres do movimento dos PM, motivados pela Auditoria Militar do Ministério Público. Mas tal informação não foi confirmada pelo promotor Jarbas Adelino. “Até o momento eu não agi”, enfatizou.

Ele disse ainda que não vai adiantar as providências que possivelmente venha a adotar por conta das freqüentes mobilizações dos PMs, algumas que podem ser configuradas como crimes militares, segundo ele. “As reivindicações são justas, o problema é a forma como vem sendo feitas”, declarou.

Depois de informado que não havia nenhum mandado contra ele e seus colegas, capitão Samuel, que tem sido o porta-voz dos militares, afirmou: “não tenho medo de nada e tenho certeza do que faço, não é nada ilegal”.

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