Mostrando postagens com marcador napss. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador napss. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Promoções: Decreto do governo que homologou criação de Unidades não garante abertura de vagas

No último dia 13 de julho o governador Marcelo Déda assinou o Decreto nº 27.938/2011, que homologou a criação de Unidades e Subunidades da PMSE consideradas "fantasmas", pois existiam de fato mas não de direito. O decreto tomou por base as portarias do Comando Geral da PM que criaram as Unidades e Subunidades, entre elas o BPChoque, BPTran, GETAM, NAPSS, entre outros. Estranhamente, o decreto assinado em 13 de julho só foi publicado pelo Comando da PMSE em Boletim Ostensivo no dia 17 de agosto, mais de um mês depois.

O decreto que poderia ter sido motivo de comemoração por parte dos policiais militares que há anos aguardam suas promoções, na verdade não passou de um mero engodo do governo. O fato é que a homologação das Unidades e Subunidades através do decreto serviu apenas para dar uma resposta ao Ministério Público Estadual, que questionou a existência e legalidade das tais "Unidades fantasmas" da PM. Diante do questionamento, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) orientou o governo a homologar as portarias que criaram esses órgãos, "legalizando" a existência dos mesmos.

Porém, ao homologar essas portarias o que o governo fez na verdade foi corroborar com atos administrativos equivocados, pois segundo informações de fontes confiáveis, apenas uma das portarias seguiu todos os trâmites legais quando de sua edição. O próprio deputado estadual capitão Samuel (PSL) colocou em xeque publicamente a legalidade do ato governamental, chegando a ser procurado por membros da PGE que tentaram esclarecer o parlamentar sobre a legalidade do ato, sem obter sucesso.

Sintetizando o assunto, o que o governo do Estado deveria ter feito era acatar o pleito das associações militares e encaminhar, entre outros, o projeto da nova LOB (Lei de Organização Básica) para a Assembleia Legislativa e criar, através de lei e não de decreto, as novas Unidades, Subunidades e órgãos administrativos da PMSE, editando também em lei o novo Quadro Organizacional (QO) da corporação, com a redistribuição do efetivo em cargos e funções, o que abriria vagas para as promoções tão esperadas pela categoria.

Se essa tivesse sido a atitude do governador Marcelo Déda (PT), estima-se que o número de militares promovidos no último dia 29 de agosto (320 segundo a PMSE), poderia ter chegado a quase mil policiais, garantindo a ascensão destes profissionais e colaborando para promover o fluxo de carreira na corporação.

Enquanto o governo finge não ver o problema, há soldados prestes a completar 17 anos de polícia sem saber qual o sabor de uma promoção, quase o dobro do interstício (tempo) previsto que é de 8 anos. Enquanto não se promove a modernização da legislação dos militares sergipanos, só resta a esses combatentes duas opções: continuar a esperar pela boa vontade do governador em acatar as propostas da categoria e encaminhá-las à Assembleia Legislativa ou tentar através da via judicial a garantia do seu direito à promoção, o que inclusive já foi conquistado por pelo menos um policial militar.

A Asprase está com sua Assessoria Jurídica à disposição de todos os associados que preferirem a segunda opção, porque paciência tem limite.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Governo homologa criação de Unidades e Subunidades da PM

O Comando da Polícia Militar fez publicar hoje no Boletim Geral Ostensivo da Corporação de nº 149, a transcrição de Decreto Governamental que homologa a criação por Portaria do Comando Geral de alguns segmentos operacionais e administrativos da instituição.

Com a edição do Decreto nº 27.938, datado de 13 de julho de 2011, o Governo do Estado legaliza a criação de 11 (onze) Unidades e Subunidades operacionais e administrativas, que antes existiam de fato, mas não de direito. Entre estas Unidades estão os Batalhões de Choque e de Trânsito, a Companhia de Policiamento Turístico (CPTur), o Núcleo de Apoio Psicoccocial (NAPSS), a Coregedoria e a Ouvidoria da PM, por exemplo.

Com a regulamentação torna-se possível, entre outras coisas, o reordenamento do efetivo com vistas à abertura de claros para as promoções dos policiais militares, que há muito sofrem com a estagnação na carreira por falta de vagas para suas respectivas promoções.

O fato curioso fica por conta da demora na divulgação deste Decreto, já que o mesmo data do dia 13 de julho e somente agora, mais de um mês depois, foi publicado para conhecimento da categoria. Esperamos que o Comando da Polícia Militar não demore tanto para reverter a legalização destas Unidades em benefícios para a categoria.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Quadro de saúde do cabo Jailton é estável

Profissionais do Núcleo de Atenção Psicossocial (NAPSS) da Polícia Militar de Sergipe acompanham diariamente a situação do cabo Jaiton Batista Pereira, 41 anos, que se recupera em casa, 92 dias após ser atingido por disparos de arma de fogo, durante um atentado contra o desembargador Luiz Mendonça, de quem era motorista e segurança particular.

De acordo com o sargento Dantas, a evolução no quadro de saúde do militar é razoável. "Ele responde a solicitações, mas ainda não fala. Consideramos, no entanto, que a recuperação do cabo Jailton está sendo satisfatória", declarou o sargento, que integra a equipe multidisciplinar do NAPSS.

Psicólogos e assistentes sociais do Núcleo de Atenção da PM realizam visitas periódicas ao cabo Jailton, prestando o apoio necessário ao militar e à sua família, desde o registro do atentado, no último dia 18 de agosto.

Fonte: Universo Político

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Semana de Saúde é aberta no HPM

Foi aberta na manhã de hoje no Hospital da Polícia Militar a II Semana de Saúde. O evento organizado pela direção do HPM tem entre seus objetivos esclarecer o público sobre questões de saúde, como também provocar discussões acerca da promoção da qualidade de vida e do bem-estar dos operadores da segurança pública.

Na abertura algumas ausências foram sentidas e comentadas, como a dos Comandantes-Gerais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, e do coordenador do NAPSS, major Gledson Lima Alves. O evento foi aberto com uma mesa redonda e o público presente interagiu bastante com os integrantes da mesa.

A coordenadora do CIAPS, a assistente social e policial civil Iolanda Aragão, e também o major Cardoso, do HPM, levantaram pontos de discussão interessantes e que provocaram a platéia. A falta de apoio aos policiais que sofrem com problemas de saúde, com o alcoolismo e com o estresse, por exemplo, foram questões abordadas por alguns dos militares que usaram a palavra.

O presidente da Asprase, sargento Araújo, e o presidente da ASSPM, sargento Prado, prestigiaram a abertura do evento atendendo a convite do sargento Bispo, um dos organizadores do encontro. Também compareceram representantes da Associação Beneficente e o deputado estadual eleito Capitão Samuel.

A presença de lideranças da classe foi destacada pelo sargento Bispo, que considera imprescindível o apoio destas entidades para a consecução de uma nova política de saúde preventiva voltada para os servidores da segurança pública no Estado, em especial dos militares. O evento segue de hoje até a próxima sexta-feira no auditório do HPM, conforme programação abaixo: 

Segunda-feira (25/10/2010)
 
8h – Abertura
Mesa Redonda: Saúde mental nos profissionais da Segurança Pública
Palestrante:
Componentes da Mesa:
Carlos Alberto – Presidente da JISM
Gledson Lima – Coordenador do NAPSS
Iolanda Aragão– Coordenadora do CIAPS
José Hamilton Maciel Filho - Psiquiatra
 
10h – Coffe break
 
10h30min – Palestra: “Ergonomia preventiva”
Palestante:
Viviane Machado – Fisioterapeuta
 
Terça-feira (26/10/2010)

8h – Palestra “Saúde da Mulher, do Homem e as DST”
Palestrantes:
Alessandra Aleixo – Ginecologista
Almir Santana – Coordenador DST/AIDS

9h30min – Coffe Break

10h – Palestra “Primeiros socorros”
Palestrante – CBM
 
11h – Palestra: “O atendimento Multidisciplinar ao paciente fissurado”
Palestrante: Jorge Teixeira – Cirurgião Plástico

Quarta-feira (27/10/2010)

7h – Aferição de glicemia e PA

8 h – Café da manhã

8h30min – Palestra “Diabetes Mellitus e suas conseqüências”
Palestrante:
Isabela Mª Ferreira – Endocrinologista
André Luis Rocha de Souza – Ortopedista
Douglas Rafanelle– Nefrologista
 
11h – Palestra: “Prevenção e combate ao Tabagismo”
Palestrante:
George Araújo – Cirurgião Torácico
 
Quinta-feira (28/10/2010)
 
8h – Palestra “Hipertensão arterial e suas conseqüências”
Palestrante: 
Sergio Augusto V. Simões - Cardiologista
 
9h – Palestra “Saúde Bucal”
Palestrante: 
Juliana Almeida Ribeiro - Odontóloga

10h – Coffe Break

10h30min – Palestra “Alcoolismo e suas conseqüências”

Palestrante –
Larissa Matos Campos – Assistente Social

Sexta-feira (29/10/2010)

8h – Ato religioso – Capitão Amin e Capitão Juarez

9h30min – coffe break

10h – Palestra “Como obter qualidade de vida no trabalho policial”
Palestrante: Dr. Julio Seabra

12h – Encerramento

Para saber mais sobre a II Semana de Saúde do HPM clique aqui.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Gestores e trabalhadores discutem ações de Saúde Mental na Segurança Pública

Discutir as possíveis formas de integrar as ações de saúde aos profissionais da área de Segurança Pública de Sergipe e disseminar a política estadual de Saúde do Trabalhador que vem sendo implementada pelo Governo do Estado. Com esse objetivo, foi realizado nesta sexta-feira, 28, no auditório do Banese, do I Seminário sobre a Saúde dos Trabalhadores da Segurança Pública de Sergipe.

O evento, realizado durante todo o dia, foi organizado pelo Serviço de Psicologia do Hospital da Polícia Militar (HPM) e o Núcleo de Atenção Psicossocial da PM (NAPS), com o apoio da SES e da Secretaria de Estado da Administração (Sead). Participaram dos debates psicólogos, enfermeiros, psiquiatras, assistentes sociais, além, é claro, de oficiais e praças do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar e agentes e delegados da Polícia Civil.

A palestra de abertura ficou a cargo da psiquiatra Ana Raquel Santiago, coordenadora da Rede de Atenção Psicossocial da SES, que falou sobre o tema 'Saúde Mental do Trabalhador'. Ana Raquel elogiou a iniciativa de se criar espaços de discussão como o seminário para debater a saúde do trabalhador de segurança pública sob o aspecto da abordagem mental. “Na Secretaria de Estado da Saúde temos a experiência dessa abordagem e contamos com serviços especializados, daí a necessidade de levarmos aos profissionais ligados à Segurança Pública a importância que se deve dar à prevenção do sofrimento e da doença mental decorrente do estresse no trabalho”, disse.

A psiquiatra ressaltou o significado desse tipo de abordagem pelo fato de os profissionais da área, tanto policiais militares e civis, quanto bombeiros e aqueles que atuam no Hospital da Polícia Militar, estarem submetidos diariamente a uma elevada carga de estresse. “São profissionais que, historicamente, estão expostos às doenças mentais, que são hoje a segunda causa de afastamento do trabalho no mundo, e a terceira no Brasil”, alertou.

Já o psicólogo João de Deus Gomes da Silva, gerente estadual de Saúde do Trabalhador da SES, apresentou as ações que são desenvolvidas pela pasta voltada para a Vigilância em Saúde do Trabalho e Qualidade de Vida. À tarde, ele também participou de mesa redonda que discutiu a saúde dos trabalhadores que atuam no HPM, defendendo a execução de uma política integrada nesse campo que beneficie os servidores dos diversos órgãos estaduais.

“Precisamos discutir como os diversos núcleos de atendimento ao profissional da Segurança Pública que estão gerenciando as demandas de seus trabalhadores, na perspectiva de podermos ampliar o debate e firmar parcerias para desenvolver uma política integrada, inclusive para outros setores e secretarias estaduais”, defendeu.

De acordo com João de Deus, o seminário também foi uma ótima oportunidade para disseminar as ações de Vigilância à Saúde do Trabalhador implementadas pela SES, como a rede de unidades sentinela, e ainda para esclarecer a importância dessa política para a melhoria da saúde e da qualidade de vida dos servidores.

“Independente do local de trabalho e do produto ou serviço que se oferece à sociedade, só é possível fazer isso com qualidade se estivermos atentos às necessidades dos profissionais, tanto físicas quanto psicológicas”, disse o psicólogo. Segundo ele, para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, é preciso também um olhar sobre os aspectos ambientais, e não apenas àqueles relacionados à gestão de recursos humanos. “Não se pode exigir qualidade num serviço, se as pessoas não estiverem em boas condições psicológicas e materiais em seu local de trabalho”, justificou.

Segundo o sargento Edmilson Bispo Santos, a ideia do seminário é também chamar a atenção de comandantes e subcomandantes para lidar melhor com questões relativas a doenças de seus subordinados. "Apenas transferir o militar que está com problemas não resolve a situação. É preciso levar em consideração o sofrimento da família que há por trás de cada caso”, destacou Bispo, organizador do evento e psicólogo especialista em Saúde Mental Coletiva do HPM.

A iniciativa, explica Edmilson, é inédita em Sergipe. "Essa foi a primeira vez que se abriu um espaço para discutir a saúde mental naquela que é uma das atividades mais estressantes do mundo e que mais leva às doenças e à morte. Pudemos traçar aqui algumas, de forma produtiva, estratégias de promoção de saúde no ambiente de trabalho da segurança pública", explicou o sargento-psicólogo.

Fonte: PMSE

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Seminário sobre saúde mental dos trabalhadores da segurança pública será realizado em Aracaju

No próximo dia 28 de agosto, no horário das 08:00 às 18:00h, será realizado no Auditório do Banese, à Av. Augusto Maynard, o 1º Seminário sobre Saúde Mental dos Trabalhadores da Segurança Pública de Sergipe. O tema é de grande importância e será debatido com especialistas das áreas de psicologia, psiquiatria e outras.

O objetivo do seminário é criar um espaço para a discussão da saúde mental do trabalhador em segurança pública, além de pensar em estratégias de promoção de saúde no ambiente de trabalho.

Serão conferencistas no Seminário a Coordenadora Estadual da Rede de Atenção Psicossocial, Drª. Ana Raquel Santiago, psiquiatra e especialista em saúde mental coletiva, e o Gerente Estadual de Vigilância em Saúde do Trabalhador da COVISA/SE, Dr. João de Deus Gomes da Silva, psicólogo e mestre em saúde coletiva.

Além deles, outros palestrantes também marcarão presença, entre eles o Coordenador do Núcleo de Apoio Psicossocial da PMSE (NAPS), Major PM Gledson Lima Alves, o Coordenador do Serviço Social do NAPS, Major William Nascimento Vasconcelos, entre outros.

O Seminário terá como público alvo os trabalhadores e gestores da área da segurança pública, além dos profissionais de saúde e pesquisadores do tema. O Coordenador do Serviço de Psicologia do Hospital da Polícia Militar (HPM), Edmilson Bispo dos Santos, convida todos os militares a se inscreverem e participarem do seminário. As vagas são limitadas e as incrições podem ser feitas no HPM, na Av. Minas Gerais, s/nº, no 18 do Forte. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (79) 3234-1802 / 9961-2005 / 8802-1776 (Joselita) ou 9972-0771 (Bispo).

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Governo apresenta contra-proposta sobre carga horária e nível superior

Em mais uma reunião realizada na manhã de hoje entre representantes do Governo e das Associações Unidas dos servidores militares, foi apresentada à categoria uma contra-proposta referente às reivindicações sobre definição de carga horária e exigência de nível superior para acesso nas corporações.

A notícia foi trazida pelo Comandante Geral da PM, coronel Magno Silvestre, que esteve acompanhado dos Subcomandantes da PM, coronel Oliveira, e do Corpo de Bombeiros, coronel Ionaldo, que representou o coronel BM Nailson Santos.

Em relação à carga horária, o Governo propôs aos militares a definição de 44 horas semanais a partir de 1º de junho deste ano, passando a 40 horas semanais em 1º de janeiro de 2010. Foi informado ainda que além da carga horária, que será fixada em lei, os militares passariam também a ter acesso ao direito de remuneração por hora extra, já previsto na Constituição Estadual mas que nunca foi regulamentado.

Quanto ao nível superior o Governo acatou a proposta da exigência para o acesso na carreira de oficiais. Já para a carreira de praças (de soldado a subtenente), a exigência do 3º grau não foi aprovada. As associações questionaram e pediram que o Governo revisse a decisão, aprovando o nível superior também para os praças. Após alguns contatos, foi trazida a informação de que o Governo se comprometia a manter a questão sob análise para novas discussões, deixando portanto a questão em aberto.

Associados lotam novamente o Cotinguiba

Assembléia

Após a reunião no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar, os representantes das associações se dirigiram para o Cotinguiba Esporte Clube, onde houve na parte da tarde uma nova assembléia com os associados das diversas entidades.

Na ocasião foram apresentadas aos associados as definições tomadas pelo Governo sobre os dois pontos em questão na reunião ocorrida pela manhã. Os militares, contudo, resolveram não votar a aprovação das propostas, optando por votar os três itens da pauta de reivindicações conjuntamente na próxima assembléia.

Segundo o presidente da Asprase, Anderson Araújo, a decisão da assembléia é democrática e soberana. "Se a assembléia decidiu que só vota os três pontos em conjunto, é isso que será feito", afirmou Araújo. Ele disse ainda que uma nova assembléia com os associados será marcada após a reunião com o Governo para discussão da proposta salarial.

Sindicância

Questionados acerca da sindicância aberta pela PM contra sete integrantes das associações, para apurar fatos relacionados ao movimento da categoria, os representantes das entidades disseram ainda não saber exatamente qual o fato que estará sendo apurado, mas afirmaram estar tranquilos quanto a isso. Para eles o movimento tem sido conduzido dentro da legalidade, sob a proteção de direitos constitucionalmente previstos, e sempre prezando pelo respeito à hierarquia e à disciplina.

Maria Edvan: FECONSEG organizará ato de apoio aos militares

Apoio da sociedade

Durante a assembléia da categoria, a presidente da Federação dos Conselhos Comunitários de Segurança de Sergipe (FECONSEG/SE), Maria Edvan Carmo, informou aos militares que será organizada uma mobilização em apoio à causa da classe. “Achamos injusto quando o governador fala em prender os policiais. São eles que estão nas ruas defendendo a comunidade”, declarou Edvan.

A manifestação consistirá em uma passeata, que deverá sair da Praça da Bandeira com destino ao Quartel do Comando Geral da Polícia Militar. O ato acontece no próximo dia 29, quarta-feira, a partir das 14:00 h, e contará com a participação de esposas e familiares dos policiais e bombeiros, e de membros das comunidades de Aracaju.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Associações Militares Unidas contestam tabela salarial, denunciam ameaças de prisão e dizem que assessores prejudicam Déda

O Capitão Samuel concedeu entrevista coletiva à imprensa na manhã desta quarta-feira, 22, quando falou em nome das Associações Militares Unidas. Durante a entrevista, o oficial disse ser equivocada a tabela salarial do governo, que vem sendo divulgada desde o início da semana. Segundo ele, a tabela inclui gratificação que os militares não levam para a aposentadoria.

Ontem, o Capitão Samuel telefonou para o secretário de Administração, Jorge Alberto, a quem informou que as Associações Militares Unidas não aceitam como verdadeira a tabela salarial divulgada pelo governo. O secretário disse que conversará sobre o assunto com os líderes da categoria na reunião programada para realizar-se nesta quinta-feira. No mesmo dia, as associações distribuirão nota com a “tabela verdadeira”.


Segundo Samuel, no final de 2010, enquanto um coronel poderá ir para a reserva com R$ 7.100, um agente da Polícia Civil poderá se aposentar recebendo mensalmente R$ 8 mil.


Sindicância


Os 7 líderes das associações militares já foram intimados para prestar depoimento na sindicância aberta por determinação do Comando da Polícia Militar sobre as manifestações que continuam sendo feitas pela categoria.
Segundo o Capitão Samuel, alguns depoimentos estão marcados para amanhã, no mesmo horário em que deve ocorrer reunião com auxiliares do governador Marcelo Déda (PT).

Prisões

As Associações Militares Unidas foram informadas que, se a sindicância aberta na PM concluir pela prisão dos líderes, “haverá exílio estadual”, com o encaminhamento dos punidos para o Estado da Bahia.


"Não prejudiquem ainda mais o Governador"


Finalizando a entrevista, o Capitão Samuel disse não acreditar que o governador Marcelo Déda (PT) tenha conhecimento do equívoco da tabela salarial e, sem nominar, fez um apelo a assessores: "Não prejudiquem ainda mais o governador".


Associações convocam militares para Assembleia Geral


Na manhã de hoje (22), as associações distribuíram nota convocando os militares para uma assembléia geral. Eis a nota publicada no site da Associação Beneficente dos Servidores Militares de Sergipe – ABSMSE:


No próximo dia 23 de abril do corrente ano, às 14:00 horas, na Praça Fausto Cardoso, no Centro de Aracaju, será realizada uma Assembléia Geral das Associações Unidas.
Solicitamos aos militares que levem pelo menos 01 kg de alimento não perecível e 01 litro de água mineral sem gás. Pedimos a todos que não faltem e divulguem entre os colegas militares esta Assembléia Geral.
O sucesso do nosso movimento depende da união e comparecimento de todos.

Ministério Público Militar

O promotor de Justiça do Ministério Público Militar, Jarbas Adelino, disse hoje que até a próxima sexta-feira serão tomadas medidas sobre as manifestações feitas pelos policiais.

Fonte: www.nenoticias.com.br

Policiais falam sobre sindicância e dados divulgados pelo Governo

A partir desta quinta, 23, sete militares que fazem parte das associações serão ouvidos

Os policiais que compõem as Associações Unidas da Polícia Militar promoveram uma entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira, 22. Eles prestaram esclarecimentos sobre a abertura de uma sindicância que poderá punir alguns oficiais envolvidos no movimento dos militares.

Serão ouvidos, a partir de amanhã, 23, às 8h, sete militares que fazem parte das associações, são eles: capitão Samuel, sargento Vieira, sargento Prado, sargento Araújo, sargento Edgar e os cabos Palmeira e Bezerra. No mesmo horário dos depoimentos deverá ocorrer a reunião de continuidade das negociações, por conta disso o capitão Samuel, disse que irá tentar o adiamento do início da sindicância.

“Na última reunião com os representantes do Governo ficou claro que a nossa intenção não é de afrontá-los. Percebo com muita tristeza que alguns assessores do Governo não queiram usar a lei. Nós julgamos que essa decisão de querer punir os militares é ilegal”, afirmou capitão Samuel.

Ainda segundo Samuel, há a informação, extra-oficial, de que caso algum militar venha a ser punido com prisão deverá ser encaminhado ao presídio da Bahia por medidas de segurança. De acordo com a assessoria de comunicação da Polícia Militar, tal informação não procede.O assessor informou ainda que a sindicância, presidida pelo Coronel Vieira, foi aberta para apurar declarações dadas por um militar envolvido nas manifestações e por conta de um ato realizado na Orla de Atalaia no dia 11 deste mês.

PMs contestam dados

Durante a coletiva, os militares rebateram as informações que o governo vem divulgando através da imprensa e de panfletos distribuídos em diversos pontos da cidade, sobre a real situação salarial da categoria. “No mínimo estão equivocados. Os dados não condizem com a realidade, a exemplo de um coronel, por exemplo, que em 2006 não recebia R$ 6 mil e sim pouco mais de R$ 4 mil”, declarou Samuel acrescentando que a categoria vai às ruas com um novo panfleto.

Sobre esses dados a assessoria de comunicação da secretaria de Estado da Administração, afirmou que o secretário Jorge Alberto deverá se pronunciar nesta quinta-feira, 23, para esclarecer os números que estão sendo apresentados pelo Governo. Abaixo segue a tabela que está sendo alvo dos militares e que demonstra a evolução salarial da categoria de 2006 a 2009.

Clique aqui e veja a tabela divulgada pelo Governo de Sergipe.

Fonte: www.infonet.com.br

sábado, 4 de abril de 2009

Governo e militares iniciam nova fase da negociação




O governo do Estado iniciou na tarde de ontem, 03, uma nova fase na negociação com os servidores militares (policiais e bombeiros) de Sergipe. Em reunião ocorrida na Secretaria de Estado da Administração com a nova comissão de representantes do governo, foram retomadas as discussões acerca das propostas apresentadas pela categoria no início de fevereiro.

Presentes à reunião estiveram os secretários Jorge Alberto (Administração), Kércio Pinto (Segurança Pública) e o secretário adjunto da Secretaria da Fazenda, Fernando Marcelino, além dos comandantes da Polícia Militar, Cel Magno Silvestre, e do Corpo de Bombeiros, Cel Nailson Santos. Pelas Associações Unidas todas as entidades integrantes do movimento estavam representadas.

O secretário Jorge Alberto e o secretário adjunto da SEFAZ, Fernando Marcelino, apresentaram dados técnicos, mostrando aos militares a situação atual do Estado em termos de receitas e despesas, e explicando os motivos do governo para pregar a cautela nesse momento de crise no que diz respeito aos gastos do Estado, inclusive com a folha de pagamento. Os dados apresentados não podem ser considerados ideais, mas mostram claramente que há condições de se negociar através do diálogo e de se chegar a um consenso. Foi o que demonstrou o capitão Samuel, que municiado de várias informações acerca da saúde financeira do Estado deixou clara a condição de o governo atender de alguma forma o pleito da categoria.

A seriedade demonstrada pelo secretário Jorge Alberto, que se mostrou preocupado com a questão, bem como os dados apresentados pelos dois representantes do governo, deixaram os líderes da categoria um pouco mais otimistas, ainda que notadamente sem excessos. Para o capitão Samuel os números não foram tão ruins quanto ele esperava. "Pensei que sairia daqui menos otimista hoje, mas ao contrário, acho que há possibilidades de chegarmos a um consenso", declarou. Jorge apresentou ainda números referentes ao estudo de duas tabelas, encaminhadas pelo secretário Kércio Pinto, na qual estavam calculados o impacto na folha de pagamento dos militares.

A decepção da reunião ficou por conta do secretário da Segurança Pública, Kércio Silva Pinto. Questionado pelo sargento Vieira se entre as tabelas encaminhadas à SEAD estava também a tabela apresentada pelos líderes da classe no dia 03 de fevereiro, Kércio assumiu que não. Com essa declaração, o secretário perdeu de vez a confiança dos militares, que consideraram um desrespeito o fato de uma proposta apresentada pela categoria, com o aval de mais de dois mil militares, ter sido simplesmente desconsiderada.

Para o sargento Araújo, presidente da Asprase, renascem as esperanças nessa nova negociação, mas o otimismo é contido. "Se de um lado o governador nos faz ameaças, do outro tivemos a impressão de que outros membros do governo pretendem resolver a questão de forma sensata. Como sabemos que essas pessoas têm acesso direto ao governador, acreditamos que através delas ele possa perceber que o nosso movimento não é contra a pessoa do governador, mas contra a situação em que se encontram os militares deste Estado. Acreditamos que o bom senso prevalecerá.", disse Araújo. Ele informou ainda que ficou acertado que na próxima semana o secretário Jorge Alberto, que assumiu a mediação da negociação, entrará em contato com os representantes dos militares para agendar nova reunião, uma vez que a SEFAZ ainda não dispõe do balanço do 1° trimestre de 2009, necessário para que se possa fazer as projeções de receita e despesa dos demais meses do ano.

Ao final da reunião, dezenas de militares e repórteres aguardavam a saída dos representantes das associações para saber o que tinha ocorrido. Na rua Vila Cristina em frente à SEAD, onde o trânsito precisou ser desviado, policiais e bombeiros com os seus coletes vermelhos ouviram atentamente os discursos dos líderes do movimento, que agradeceram a presença e o apoio de todos e transmitiram informações sobre a negociação.

Ao final todos foram mais uma vez convocados para comparecerem ao próximo ato, que será a doação de sangue no HEMOLACEN. Outra idéia surgida no encontro foi a de que cada militar leve para a assembléia geral do dia 23 de março, pelo menos um quilo de alimentos não perecíveis, que serão destinados aos nossos irmãos sertanejos, em mais um gesto de solidariedade humana da categoria. A idéia foi complementada por um militar no Programa Fala Segurança, exibido na manhã de hoje na rádio Jornal AM. Em sua participação, ele sugeriu que além do alimento, fosse também doado por cada militar um litro de água mineral, já que a falta de água no sertão é o mais grave problema que o povo enfrenta, e que nunca é resolvido pelos governantes. Os militares seguem com o movimento e o calendário de atividades até que seja dada uma resposta definitiva sobre o pleito da categoria.

Clique no link abaixo para ver a matéria exibida na TV Sergipe.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Assembléia dos militares deflagra campanha salarial 2009

O auditório do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe foi palco nesta quinta-feira, 29, de um momento marcante para a classe dos policiais e bombeiros militares de Sergipe. A categoria, reunida em assembléia geral, lotou a galeria do Instituto, a ponto de dezenas de militares terem sido obrigados a esperar o fim da reunião do lado de fora do prédio.

Na reunião foi ratificada a tabela salarial votada em 20 de novembro de 2008 e acrescentados dois pontos na pauta de negociação com o governo, a definição da carga horária dos militares e a exigência de nível superior para ingresso na corporação, sendo exigida a formação em qualquer área para praças e bacharelado em direito para oficiais. Os líderes da categoria explicaram também o que é a operação Tolerância Zero, que terá por objetivo mostrar à sociedade a imortância dos servidores militares e a situação em que eles se encontram, respeitando sempre os princípios legais.


Centenas de militares compareceram à assembléia, atendendo a convocação das associações unidas. Vestidos com coletes vermelhos, eles ouviram a palavra dos presidentes e gestores das associações e expressaram também as suas opiniões. Os militares, que tinham perdido o apoio do Sinpol, ganharam o apoio da Federação dos Conselhos de Segurança de Sergipe (FECONSEG/SE), presidida pela Sra. Maria Edvan Carmo, e do presidente do Sepuma, Nivaldo Fernandes, que também estiveram presentes no ato.


Após as deliberações, policiais e bombeiros decidiram por sair em passeata pelas ruas do Centro da capital. A essa altura, a concentração de pessoas na rua Itabaianinha esperando o fim da assembléia era tão grande que o trânsito precisou ser desviado pela CPTran. Os militares saíram caminhando pela rua Itabaianinha, entoando a Canção da Polícia Militar. Eles percorreram ainda a rua Geru e o calçadão da rua João Pessoa, que ficou tomado do início ao fim por um "mar vermelho". Ao final, já na praça Fausto Cardoso, eles cantaram o Hino Nacional, acenando com os coletes, como se fossem bandeiras, lembrando as grandes torcidas organizadas vistas nos clássicos de futebol. Estima-se que cerca de dois mil policiais tenham participado da caminhada.


Para o presidente da Associação de Praças Militares de Sergipe, sargento Anderson Araújo, o comparecimento em massa da categoria foi uma demonstração de confiança dos militares nos seus representantes. Ele lembrou que as associações vinham sendo acusadas de serem culpadas da atual situação por não terem feito uma boa negociação no ano passado, mas afirmou que os erros cometidos foram assumidos perante a classe na assembléia de novembro, e essa humildade das lideranças em assumir esses erros foi preponderante para que a categoria desse um voto de confiança aos seus líderes. "Tentaram jogar a classe contra as associações, mas a categoria está amadurecendo e não caiu nessa armadilha. Esta caminhada é a maior prova de que estamos mais unidos do que nunca", disse Araújo.


Os militares lutam pela equiparação salarial com os policiais civis, pois entendem que não é correto tratar servidores de uma mesma secretaria de maneira tão desigual. "Todos fazemos segurança pública, não há razão pra tanta distinção com servidores que atuam na mesma área. E vou além, nossa função é prevenir o crime, não deixar que ele ocorra. Portanto, o que é mais importante para a sociedade, evitar um homicídio ou descobrir sua autoria?", questiona o sargento Araújo.


Na próxima terça feira, dia 03, haverá uma reunião entre as associações e o Secretário de Segurança Pública, Kércio Pinto. Prevista inicialmente para acontecer até o dia 10, a reunião foi antecipada por iniciativa do próprio secretário. Na pauta do encontro estarão a proposta de aumento salarial dos militares, a definição da carga horária e o nível superior. Após o encontro os representantes das associações definirão os próximos passos da mobilização.

Postagens populares