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sexta-feira, 17 de julho de 2015

Programa Habitacional para os profissionais da segurança pública é pauta de audiência em Ministério da Justiça


Deputado Subtenente Gonzaga esteve em audiência com o ministro da Justiça Eduardo Cardoso; ministro do Trabalho e Emprego Manoel Dias; a secretária Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça Regina Miki; o major da PMMG Fraga; e o sargento da PMMG Reis, na tarde desta quinta-feira (16), para discutir o processo do Programa Habitacional para os profissionais de segurança pública, no Ministério da Justiça.

O parlamentar salientou no encontro que a finalidade é criar os fundamentos legais para um Programa Habitacional voltado para os profissionais de segurança pública, buscando juntamente ao Conselho Curador do FGTS, uma linha de crédito para viabilizar em médio e longo prazo o financiamento habitacional para os profissionais de segurança pública.

Segundo ele, este é o primeiro passo, pois existem dificuldades, mas não medirá esforços para que esta política se torne uma Política Pública Habitacional e voltada para os profissionais de Segurança Pública. “Acredito que envolvendo os Ministérios, demonstrando a real necessidade, a capacidade de liquidez que alcançaremos ao final nossos objetivos”, disse o deputado.

“Lutarei pela nossa classe até o fim, afinal, sem luta não há conquista!”

Fonte: Facebook - Subtenente Gonzaga

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Governo vai enviar proposta para dar mais poder à União na segurança pública

Segundo o ministro da Justiça, objetivo é garantir que a União possa legislar sobre segurança pública em sentido estrito, favorecendo uma integração com estados e municípios.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, anunciou nesta quinta-feira (7) que o governo deverá encaminhar em breve ao Congresso Nacional uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para garantir mais protagonismo à União na área de segurança pública.

Segundo o ministro, que participou de comissão geral na Câmara dos Deputados, a ideia é garantir mais poder à União para legislar sobre segurança pública em sentido estrito, favorecendo uma integração com estados e municípios. Hoje, a segurança pública está a cargo das polícias civis e militares, que são estaduais. A União só intervém na segurança local por meio da Força Nacional de Segurança.

Falta integração

Cardozo lamentou que hoje falte integração entre as diferentes corporações de segurança, o que prejudica a troca de informações e a disseminação de boas práticas adotadas por alguns estados. “Temos um conjunto de órgãos que atuam de maneira dissociada”, disse.

Na contrapartida, José Eduardo Cardozo disse que sua pasta trabalha para transformar a segurança pública em uma política de Estado, com planos e metas, e que está revendo o Plano Nacional de Segurança Pública. Os objetivos são a redução da taxa de homicídios, o combate ao crime organizado e a fusão de políticas de segurança pública com políticas sociais.

“A segurança pública não é só uma questão policial. Nós temos de tratar da questão dentro de um efetivo combate às causas da criminalidade, que incluem a exclusão social, o preconceito, a impunidade. Não podemos tomar as coisas por um raciocínio simplista”, observou.

Premissas

Segundo o ministro, os objetivos serão alcançados a partir de premissas que incluem, além da a integração das forças de segurança, a inovação tecnológica, o aperfeiçoamento de leis, a melhoria das condições prisionais, o desarmamento, a agilização da Justiça, a divulgação de ações e o planejamento dos gastos.

O ministro citou ainda diversas ações empreendidas com investimentos federais, algumas já experimentadas em determinados estados com planos de expansão para todo o País - caso do programa Brasil Mais Seguro. Outras ele classificou de “legado da Copa”, como a ação articulada de diferentes polícias durante o mundial de futebol de 2014. “Se conseguirmos colocar o padrão Copa nas operações cotidianas, podemos criar uma sinergia integradora. Esse é o plano.”

Sem financiamento

Respondendo à reclamação do deputado Silas Freire (PR-PI), que reivindicou financiamento para a segurança pública, Cardozo disse que nem a União nem os estados têm verba para a segurança pública. A reclamação foi compartilhada pelo deputado Ronaldo Lessa (PDT-AL), para quem as receitas devem ser melhor repartidas entre União e estados.

José Eduardo Cardozo afirmou ser necessário buscar novas receitas. Por enquanto, disse também, deve-se trabalhar uma melhor gestão do setor. O deputado Júlio Cesar (PSD-PI) anunciou que está apresentando uma proposta de emenda à Constituição a fim de criar um fundo constitucional para a segurança pública.

Policiais

José Eduardo Cardozo respondeu ainda a perguntas de diversos parlamentares sobre presídios, segurança nas fronteiras, contratação de policiais e demarcação de terras indígenas, entre outros pontos.

A respeito da contratação de policiais federais e rodoviários federais, ele disse que, no momento, não pode prover os cargos em razão da situação econômica do País. “Tenho de respeitar as diretrizes da política econômica corrente, mas tenho a promessa de que serão providos vários cargos em curto espaço de tempo.”

Lava Jato

Na comissão geral, o ministro da Justiça voltou a confirmar que recebeu, em fevereiro, advogados da Odebrecht que queriam tratar da operação Lava Jato, da Polícia Federal. O ministro reiterou que houve pedido formal para o encontro, que foi o único com advogados de empreiteiras e constou de sua agenda pública.

Cardozo defendeu audiências como essa com o argumento de que “é dever de qualquer autoridade receber advogados”. “Não pudesse o advogado dirigir-se a autoridades, não teríamos o Estado de direito”, disse em resposta ao deputado Elmar Nascimento (DEM-BA), que questionou o encontro.

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Newton Araújo

Fonte: Agência Câmara de Notícias

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Mendonça Prado eleito como segundo vice-presidente do Colégio Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp)


O secretário de Segurança Pública de Sergipe, Mendonça Prado, foi eleito nesta quinta-feira (26) como segundo vice-presidente do Colégio Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp). A eleição foi realizada na abertura da 57º reunião do Colegiado. Mendonça cobrou uma imediata mudança legislativa para reduzir a taxa de crimes, sobretudo no Nordeste.

A chapa na qual o secretário sergipano foi eleito é encabeçada pelo secretário de Segurança Pública de Minas Gerais, Bernardo Santana, eleito presidente do Colégio Nacional de Secretários de Segurança Pública para o biênio 2015/2016. No encontro, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso foi apresentado aos novos secretários estaduais.

A chapa de Mendonça Prado recebeu 14 votos de secretários de Segurança Pública. A outra chapa, liderada pelo secretário José Mariano Beltrame, do Rio de Janeiro, teve oito votos. A nova direção do Consesp disse que pretende intensificar as atividades do colegiado. Um dos caminhos para isso é o fortalecimento da relação com o Congresso Nacional.

Segundo Mendonça Prado, a ideia é cobrar medidas efetivas para reduzir a taxa de criminalidade, sobretudo os homicídios. Para isso, é necessária a articulação com o Governo Federal e medidas junto ao Congresso Nacional para a mudança da legislação penal no Brasil. “É necessário um pacto nacional, baseado na integração, medidas operacionais imediatas e na reflexão legislativa e dos órgãos de Justiça para que o trabalho da polícia gere resultados mais eficientes”, explicou.

Os debates entre os integrantes do Consesp costumam ser realizados quatro vezes por ano. O encontro desta quinta-feira (26.02) foi o primeiro de 2015. Durante as reuniões, os secretários apresentam as políticas de segurança de seus estados e buscam alternativas conjuntas de combate à violência e à criminalidade.

Sobre o Consesp

O Colégio Nacional de Secretários de Segurança Pública foi formado em abril de 2003, durante a realização do Encontro Nacional de Secretários de Segurança Pública. O Consesp oferece às secretarias estaduais informações que possam servir de base na formulação de diretrizes e metas em Segurança Pública e divulga ações de sucesso dos estados que possam ser aplicadas por outras unidades da federação.

O Consesp é um órgão colegiado com funções planejadoras, executoras, consultivas, deliberativas e representativas. Tem por finalidade básica, o assessoramento especial aos Secretários Estaduais de Segurança Pública no acompanhamento e avaliação das ações de segurança pública em todas as esferas governamentais.

Sérgio Freire - Ascom SSP/SE
Fotos: Isaac Amorim

Fonte: Ascom Mendonça Prado

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Folha de São Paulo: Dilma assina medida provisória pró-delegados e gera tensão com a PF

Foto/Arquivo Aspra

A presidente Dilma Rousseff assinou uma medida provisória que transforma o cargo de diretor-geral da Polícia Federal em função exclusiva de delegados de classe especial, ou seja, que ocupam o último nível da carreira.

O texto publicado nesta terça-feira (14) no "Diário Oficial" da União também prevê que os candidatos a delegados da PF precisam ser bacharéis em direito e comprovar experiência judicial ou policial de três anos. Anteriormente, para disputar uma vaga nos concursos para delegado da corporação bastava ser formado em direito.

A medida provisória tem validade de até 120 dias, caso não seja aprovada pelo Congresso. Isso significa que, se um novo diretor geral da PF for nomeado até fevereiro de 2015 — já no novo mandato presidencial— será necessário respeitar a regra.

Em plena campanha eleitoral, Dilma, candidata à reeleição, fez um afago aos delegados, atendendo a pleitos da categoria. Ao assinar a medida provisória, contudo, a presidente criou um problema com os agentes, escrivães, papiloscopistas e peritos da PF. Os agentes já discutem fazer uma paralisação para protestar contra a medida.

"Foi um tiro no pé. O governo não pensou bem. Está dando aos delegados a possibilidade de dominar todas as atividades da PF", reclama o vice-presidente da Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais), Luís Antônio Boundens.

Para ele, a medida provisória limita aos delegados o exercício de todos os cargos de direção da corporação e também permite, ao exigir uma condição diferenciada para o ingresso na PF, que eles pleiteiem salários maiores.

A exigência de experiência de três anos para delegados já havia provocado polêmica, arrastado a votação e acabou retirada do texto de outra medida provisória, que tramita no Congresso e aumenta em 15,8% os salários de agentes, escrivães e papiloscopistas da PF. Aprovada pela Câmara, essa medida ainda precisa passar pelo Senado para garantir o reajuste e a exigência de nível superior para os candidatos a policiais federais. O governo, contudo, incluiu a proposta retirada pela Câmara na nova medida provisória, que passou a vigorar nesta terça.

O ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) afirma que o novo texto "visa viabilizar uma harmonização rápida entre agentes e delegados. "Essa disputa corporativa não pode prejudicar a polícia", observa Cardozo. Ele garante que o texto só transforma em cargo privativo do delegado a direção-geral da PF. Ele diz que agentes, escrivães, peritos, papiloscopistas podem continuar sendo chefes de outras áreas.

O ministro pondera que, como tramita no Congresso uma medida provisória que aumenta os salários e reestrutura a carreira de agentes, escrivães e papiloscopistas, era necessário ter um mecanismo similar para os delegados.

Pressa

A Folha apurou que o texto da medida provisória que atende aos pleitos dos delegados foi redigido às pressas, diante da postura de alguns delegados que cogitaram fazer paralisações e escancarar problemas internos da corporação.

O texto da MP foi discutido por representantes dos delegados da PF, pelo ministro da Justiça e a ministra Miriam Belchior (Planejamento). Representantes dos delegados também se reuniram com o ministro Ricardo Berzoini (Relações Institucionais) em 1º de outubro para apresentar reivindicações e discutir a medida provisória que aumenta salários de policiais federais.

A publicação da medida provisória nesta terça ajudou a esvaziar a audiência organizada pelo deputado federal e ex-delegado da PF Fernando Francischini (SDD-PR). O deputado marcou a sessão para ouvir o presidente da Associação Nacional dos Delegados da PF, Marcos Leôncio Ribeiro. Ele esteve na Câmara para participar da audiência mas, como não havia quórum, ela foi cancelada. Apenas Francischini compareceu.

O deputado acredita que o governo editou a medida provisória hoje para esvaziar a audiência. "O governo teve que editar uma MP ontem a noite porque sabia que hoje ia ser uma pancadaria. Botamos o governo de joelho. Fazer uma MP na calada da noite, a dez dias das eleições, mostra claramente que o governo não estava dando atenção para a Polícia Federal como gosta de alardear na propaganda eleitoral", disse Francischini. Cardozo nega qualquer motivação eleitoral ou qualquer relação da medida provisória com temor de vazamentos de importantes operações da PF em curso.

O governo também editou nesta terça um decreto que altera a lei dos concursos públicos para que o diretor-geral da PF tenha autonomia para realizar concurso para preencher vagas quando o número de vagas exceder a 5% dos respectivos cargos, ou, com menor número, de acordo com a necessidade e a critério do Ministério da Justiça. O decreto seria uma solução apresentada pelo governo para resolver o problema da falta de efetivo.

Fonte: Fenapef/Folha de São Paulo

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Presidente do CNCG crítica proposta de desmilitarização das polícias

Foto: Arquivo Aspra. Coronel Marcio, presidente do CNCG

O comandante-geral da Polícia Militar de Minas Gerais, coronel Márcio Martins Sant’Ana, critica os defensores da desmilitarização da corporação, que, segundo ele, seria um armadilha para a população. “Achar que desmilitarizar é a solução para a segurança pública não é uma visão nem míope, mas uma cegueira total. É não ter percepção da realidade, não conhecer as instituições e fazer com que uma proposta mirabolante como essa seja mais um marketing político do que a responsabilidade para resolver os problemas de segurança pública”, disse. “Somos garantidores do estado democrático de direito. Se existe um serviço democrático no rol dos serviços públicos, é o serviço de Polícia Militar”, diz.

As PM completará 239 anos em 9 de junho, informou o coronel, para lembrar a importância da corporação. “Estamos presentes desde o Brasil-Colônia. Estamos antenados com o nosso tempo, contemporâneos e muito bem sintonizados com as demandas, plenamente habilitados para prestar os serviços que a sociedade deste tempo exige”, afirma o coronel, reforçando que a doutrina da PM é baseada na filosofia dos direitos humanos, na polícia de proximidade e comunitária.

O coronel ressalta não ter uma resposta, mas uma dúvida sobre a desmilitarização. “A quem serve esse tipo de desestabilização e inquietação nas instituições tão tradicionais no país, que prestam seus serviços e são testadas todos os dias? Não é a Copa do Mundo, não é Olimpíada, o serviço é diário, e todos os dias a gente tem que dar prova da nossa eficiência”, diz o comandante da PM, lembrando que, no ano passado, a corporação registrou mais de 1,5 milhão de ocorrências, 257 mil prisões e mais de 20 mil armas apreendidas em Minas.

Maria da Penha

“As ocorrências são amplas, vão desde assistência a uma pessoa doente a casos de maiores complexidades, em que o nível de violência tomou proporções quase insuportáveis. Essa é uma instituição que cuida do trânsito, do idoso, da criança, que trabalha na prevenção, na defesa civil, que protege a mulher ameaçada. Hoje grande parte do nosso atendimento diz respeito às violações da chamada Lei Maria da Penha, e temos as nossas patrulhas de violência doméstica”, destaca Sant’Ana, lembrando ainda programas de educação e resistência às drogas para crianças.

O coronel informou que esteve em Brasília com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e discutiu o assunto: “A desmilitarização é um slogan que não pegou. Essa cantilena vem há 20 anos tentando ser emplacada e nunca se efetivou. A sociedade e os políticos responsáveis sabem da importância da PM para o estado democrático de direito, para a vida das menores cidades e dos grandes centros urbanos”.

Fonte: Estado de Minas

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Acaba a greve da Polícia Militar da Bahia

Grevistas votaram em assembleia na tarde desta quinta (17), em Salvador.
Reunião com arcebispo antecedeu votação; paralisação começou na terça.
 
PMs comemoram fim da greve na Bahia após realização de assembleia (Foto: Maiana Belo/G1) 
 
A greve da Polícia Militar da Bahia foi encerrada na tarde desta quinta-feira (17) após assembleia realizada entre líderes do movimento e PMs, no Wet'n Wild, espaço de shows em Salvador, onde parte da corporação permaneceu acampada desde a noite de terça-feira (15), quando o movimento foi iniciado. Logo após a assembleia, os policiais comemoraram bastante e gritaram em coro "A PM voltou".
 
De acordo com Marco Prisco, vereador e presidente da Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra), a categoria conseguiu um aumento de 25% no soldo (remuneração específica dos policiais) para o administrativo da PM; de 45%, para o operacional; e de 60%, para motoristas. Também foi aprovada a extinção do código de ética, nova discussão sobre o plano de carreira e fim do curso de cabo. "Os benefícios conseguidos hoje são para ativos e inativos”, afirmou o líder da PM.
 
“Estamos indo para a governadoria para a entrega do documento, pois primeiro precisávamos conversar com a categoria para votação e depois levar o documento assinado para o governo”, completou Marco Prisco.
 
De acordo com informações do coronel Gilson Santiago, diretor de comunicação da Polícia Militar, representantes da gestão estadual estão em reunião na sede da governadoria e devem se posicionar no final da tarde sobre os itens discutidos.
 
O fim da greve ocorreu no mesmo horário em que era realizada uma reunião entre o governador da Bahia, Jaques Wagner, e o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, além de outras autoridades locais e nacionais. O encontro foi realizado na sede da governadoria, no Centro Administrativo da Bahia.
 
"Estamos satisfeitos com o fim da greve, pois não queríamos. O governo foi intransigente, mas conseguimos chegar a um acordo. Foi satisfatório esse resultado para nós e tenho certeza que, para a população, também. A população pode ficar tranquila", comentou o soldado Santos, da 41ª Companhia Independente de Polícia Militar, após participar da assembleia.
 
A Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que autorizou o uso de tropas federais para a segurança do estado, está mantida mesmo com o fim da greve. A permanência ocorre até pelo menos o fim do feriado, quando vai ser feita a reavaliação da situação e verificada se a quantidade de policiais em atividade está normalizada.
 
Primeira reunião
 
 
Uma reunião entre o arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, o coronel da Polícia Militar Alfredo Castro, representante do governo, e lideranças de associações da PM foi realizada na manhã desta quinta, no Largo dos Aflitos, na capital. Durante o encontro, uma nova contraproposta foi apresentada pelo coronel da PM aos grevistas e um documento foi elaborado pelas lideranças para ser submetido ao crivo da categoria em assembleia.
 
"Eu penso que minha participação foi modesta, mas de alguém que ajuda as pessoas a dialogar e desarmar o espírito. Hoje na missa eu disse 'a paz é um dom de Deus'. Vamos pedir que ela venha para toda a Bahia. Nem eu achei que viria uma resposta tão rápida", disse Dom Murilo Krieger após o fim da paralisação.
 
Segundo o coronel Castro, comandante da corporação, o reajuste nas Condições Especiais de Trabalho (CET), um dos principais pontos de divergência entre governo e grevistas, foi revisto . "O que mudou foram as condições das propostas no que diz respeito aos índices. Nós tivemos uma proposta feita anteriormente sem o índice de CET e nós colocamos agora o índice de CET. Também estamos colocando a retirada de sanção disciplinar, as faltas leves administrativas durante esse período de greve", disse o oficial. O governo explica que a CET é uma gratificação que atualmente vigora para oficiais e que os grevistas pedem que se estenda a todos do efetivo policial.
 
Homicídios 
 
Foram registrados 39 homicídios em Salvador e região metropolitana pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia durante pouco mais de 42 horas desde o início da greve, que começou por volta das 19h30 da terça. Na segunda-feira (14), dia que anteceu o início da paralisação, foram registrados seis homicídios em Salvador e região, segundo dados da SSP-BA.
 
De acordo com informações da assessoria de comunicação da SSP, esse número foi contabilizado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa até as 13h40 desta quinta-feira. A secretaria ressalta que ainda é preciso um período de investigação para saber se essas mortes estão relacionadas à redução do policiamento nas ruas devido à greve da PM.
 
Em 2012, a média foi de 4,3 homicídios por dia em Salvador. Já em 2013, esse número caiu para 3,91. Em 2014, nos meses de janeiro e fevereiro, a média diária de assassinatos foi de 5,5, enquanto em março foi de 6,6. Já no mês de abril, em apenas 17 dias foram contabilizados 123 homicídios em Salvador e região metropolitana, o que representa 7,2 assassinatos diariamente. Durante a greve da PM, que durou pouco mais de 43 horas, a média do número de assassinatos por dia foi de quase 20 homicídios.
 
Justiça
 
Na quarta-feira, a greve foi considerada inconstitucional pela Justiça da Bahia, que estipulou multa diária de R$ 50 mil. O governo afirmou que as reivindicações das associações de policiais grevistas "ultrapassavam o limite orçamentário do Estado".
 
Nesta quinta, a Justiça Federal determinou a suspensão imediata da paralisação, estipulou multa em R$ 1,4 milhão, além de bloquear bens das associações grevistas.
 
Enquanto governo e categoria não chegavam a um acordo, tropas do Exército reforçavam a segurança nas ruas de Salvador. Durante a madrugada de terça (15), houve uma série de saques e arrombamentos pela cidade.
 
Saques
 
A Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos da capital contabilizou 60 carros roubados no primeiro dia de greve da Polícia Militar. Segundo o delegado titular da unidade, Marcos César Silva, essa quantidade foi registrada entre terça (15) e quarta-feira (16), e representa um número três vezes maior do que o registrado em um dia comum. "Isso aqui está um inferno na terra. O movimento triplicou", afirmou o delegado.
 
Na madrugada desta quinta-feira, uma loja de eletrodomésticos foi invadida no bairro da Calçada, na Cidade Baixa, também em Salvador. Segundo informações da polícia, um grupo de homens entrou no estabelecimento com um carro e roubou diversos produtos da loja. Um veículo foi abandonado no local. Já por volta das 5h desta quinta-feira, um supermercado da rede Cesta do Povo foi arrombado no bairro da Fazenda Grande I. De acordo com a polícia, um grupo ainda ateou fogo ao estabelecimento.
 
No bairro de Cosme de Farias, na noite de quarta-feira (16), um mercado local foi arrombado por moradores da região. O estabelecimento foi completamente saqueado pelo grupo.
 
Ainda na noite de quarta, outros quatro estabelecimentos foram arrombados e saqueados em Salvador. Três deles no bairro de Brotas. No supermercado Bompreço, saqueadores levaram diversos produtos, quebraram objetos e sujaram todo o local. Já em Camaçari, região metropolitana de Salvador, um caixa eletrônico foi explodido por um grupo de homens.
 
Ainda no bairro de Brotas, só que nas Lojas Americanas, um carro foi utilizado para arrombar a porta da Lojas Americanas, que também foi saqueada. Homens do Exército foram até o local, mas não encontraram os assaltantes.
 
Já no Vale do Ogunjá, no mesmo bairro, o assalto foi realizado no supermercado GBarbosa. Seis homens foram presos pela Polícia de Choque (PM) durante a ação. No supermercado Bompreço, localizado na Avenida Garibaldi, produtos também foram levados após o arrombamento do local.
 
Fonte: G1 Bahia/Blog do Anastácio

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Vaga de garagem reduz criminalidade?

 
Uma reunião dos delegados de Polícia Federal em Vila Velha, no estado de Espírito Santo, a realizar-se entre os dias 02 e 05 de abril deste ano de 2014, sob a coordenação da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal – ADPF, na pessoa de Marcos Leôncio, já resultou no “Caderno Temático – VI Congresso Nacional dos Delegados de Polícia Federal” .
 
A única vantagem desse “caderno” é reconhecer a péssima gestão de pessoal desempenhada atualmente pela Direção Geral do Departamento de Polícia Federal, conforme a seguir reproduzido:
 
“A organização do evento acredita que grande parte das dificuldades de gestão hoje vividas pela instituição reside na falta de políti­cas claras e metas definidas.”

“Como ao longo dos anos a Polícia Federal vagou conforme as ondas do cenário político, sem im­plantar um verdadeiro planejamento estratégi­co, não conseguiu alcançar grandes resultados, pois cada avanço que fazia era em um sentido diferente e muitos acabaram desfazendo os passos que haviam sido feitos momentos antes.”

“A Gestão de Pessoas da Polícia Federal hoje é extremamente limitada e muito defasada em re­lação às outras instituições, privadas e públicas. Diversos problemas hoje vivenciados pela insti­tuição, como excesso de força do sindicalismo, baixa produtividade, absenteísmo, conflitos en­tre indivíduos e alta taxa de suicídios, são oriun­dos de uma Gestão de Pessoas conservadora que não busca inovação. Sem pessoas motivadas e devidamente aplicadas, a Polícia Federal não alcançará a vanguarda da Investigação Criminal nem a prestação de serviços de Segurança Públi­ca e Justiça Criminal de qualidade é imprescindível mudar a forma como as pessoas são administradas dentro do órgão.”

Como é de conhecimento da população em geral, e dos Policiais Federais em particular, o Departamento de Polícia Federal enfrenta sua maior crise de identidade desde a sua criação. São episódios de usurpação de poder, hipervalorização de servidores despreparados, desprezo à experiência e mérito de servidores exemplares, perseguições com instaurações absurdas de Processo Administrativo Disciplinar, gestão temerária por parte da Direção Geral, forte assédio moral, ameaças veladas de um único cargo contra os demais cargos componentes do órgão Policial, uso da máquina pública (estrutura do DPF) para promover interesse corporativo de apenas um cargo em detrimento dos demais, Ministro de Estado (de um Governo Sindicalista) disseminando o terror ao conclamar que os atuais alunos em formação na Academia Nacional de Polícia devem se afastar de entidades sindicais, influências nesses alunos direcionadas a atuarem de forma subserviente a um único cargo, dentre outros absurdos.

Hoje a sociedade sabe muito bem que quem faz a Polícia funcionar são os que atuam na linha de frente contra o crime, os Agentes, Escrivães, Papiloscopistas, Policiais Militares nas ruas, Investigadores etc. Basta responder a seguinte pergunta: você, cidadão, quando sofre um assalto, quem te ouve primeiro? Se acionar 190, Policiais Militares. Se for a uma delegacia, será atendido por um Escrivão ou um Agente ou Investigador. Quem é o “PRIMEIRO GARANTIDOR DOS DIREITOS DO CIDADÃO”? Certamente NÃO É UM DELEGADO! E quando surge a figura do delegado? Em algumas vezes apenas para assinar um termo que ele nem mesmo presenciou. O cargo de delegado hoje é prescindível, dispensável, para a elucidação do crime. O delegado está muito longe de ser aquele personagem de uma mini série recente de uma emissora de televisão, que exalta o papel do delegado, e que também foi objeto de certa novela.

Função do delegado é a de presidir inquérito policial. Ponto! Não de ser chefe, atuar em polícia administrativa ou participar de operações policiais. Exerce apenas papel que foi instituído na época do império onde, em 1841, a função era DELEGADA (de delegação, conceder a faculdade de proceder em nome de outrem, incumbir) pelos Juízes e Desembargadores a qualquer do povo para exercer a chefia da Polícia. Dispensável a formação em Direito.

A Polícia Federal está doente! No dia 07, próximo passado, os Policiais Federais “penduraram as algemas”, em ato alusivo ao termo futebolístico de “pendurar as chuteiras”, no país inteiro, pelos sindicatos da PF nos estados, chamando a atenção da mídia e população para o engessamento da PF que levou o órgão para a UTI (Unidade de Tratamento Intensivo), conforme manifestação no dia 11, dia do enfermo.

O “Caderno Temático” convida apenas os delegados para “ajudar a construir a Polícia Federal que os Delegados de Polícia Federal desejam”. Essa assertiva demonstra bem o interesse corporativista. Dos temas destacados estão a gestão e projetos do DPF, organização da Polícia Judiciária, estruturação funcional interna e externa do órgão. Duas críticas se fazem necessárias aqui: 1) a CARREIRA POLICIAL é composta, na Polícia Federal, por 05 (cinco) cargos: Agente, Escrivão, Papiloscopista, Perito e delegado. E para a pseudo construção da PF convocam apenas os delegados. Indaga-se: Como um único cargo pode “debater” a reforma de um órgão? Debate pressupõe participação de todos os entes envolvidos. Os demais cargos apenas têm que aceitar o que for decidido, sem qualquer consulta ou participação? Estamos diante de um Estado Democrático de Direito ou um premente Golpe de Estado para o sistema Ditatorial? 2) o que se almeja, está claro nesse Caderno, é uma PF que os delegados desejam e NÃO SE BUSCA UMA POLÍCIA FEDERAL QUE A POPULAÇÃO E A SOCIEDADE NECESSITAM.

O corporativismo, e o desprezo à necessidade de combate à criminalidade e defesa da sociedade, é tão explícito que mais de 75% (setenta e cinco) por cento do “caderno” procura apenas inserir a famigerada PEC 37 (PEC da IMPUNIDADE que foi arquivada por maioria esmagadora no congresso Nacional), ressuscitar a PEC 549 (TREM DA ALEGRIA), “privatizar” as chefias e a Polícia Federal centralizando o poder em um único cargo, garantir regalias muito distantes da imensa maioria dos trabalhadores do País, trabalhar em casa e preservar o “modesto” salário de aproximadamente R$ 21.000,00 (vinte e um mil reais).

Vejamos, pela proposta a Direção Geral, as Diretorias e Chefias seriam privativas dos delegados de polícia. As funções de fiscalização e controle (Passaporte, Segurança Privada, Produtos Químicos, dentre outras) e as dos grupos especiais como o CAOP (aéreo), SEPON (marítimo) e COT (terrestre), bem como a Perícia, são relegadas a segundo plano como auxiliares dos delegados. A remuneração dos cargos garante um salário de R$ 21.000,00 aos delegados, valores menores aos Peritos e menores ainda aos Agentes, Escrivães e Papiloscopistas.

Ao tratar dos direitos e garantias dos delegados, somente este cargo poderá indicar o Diretor Geral; ser investigado apenas por delegados de classe igual ou superior (resultando no aumento da impunidade); criação do “delegado natural” em alusão ao princípio do Juiz Natural; independência técnica e jurídica (o que é uma contradição, pois buscam ser reconhecidos como natureza jurídica, com o intuito de garantir o TREM DA ALEGRIA SALARIAL); direito a livre manifestação em artigos, seminários, cursos e outros (mas hoje instauram Expediente de Natureza Disciplinar contra não delegados que se manifestam exercendo o direito constitucional à livre manifestação); exclusividade de uso do termo autoridade policial; vitaliciedade e imunidade funcional (aumento da impunidade); decidir pela instauração do inquérito e livre convencimento para rejeitar instauração de inquérito (retirando do Ministério Público parte de sua atribuição); manutenção do prejudicial ato de indiciamento; decidir por causas excludentes de ilicitude e pelo relaxamento da prisão em flagrante (hoje atos privativos do Juiz de Direito); delegado conciliador (retirando do MP tal função prevista na Lei dos Juizados Especiais); o delegado é um ÓRGÃO DA POLÍCIA FEDERAL devendo ter o mesmo tratamento dos juízes e promotores (TREM DA ALEGRIA SALARIAL E FUNCIONAL); o delegado é a carreira principal do órgão, essencial para a PF; facilidade na realização de provas físicas, com menor rigor; não subordinação do delegado a nenhum outro cargo policial; hierarquia salarial (Absurdo jurídico, pois a hierarquia é funcional e não salarial); estarem liberados do controle de freqüência, ponto; aumento do salário que hoje está em torno de R$ 21.000,00 para R$ 26.589,68 (vinte e seis mil, quinhentos e oitenta e nove reais e sessenta e oito centavos) correspondente a 90,25% do salário do Ministro do STF; adidância privativa de delegado; trabalhar em casa no sistema nominado “home Office”.

Ainda exigem serem chamados de “Vossa Excelência”, contrariando o tratamento protocolar previsto no art. 3o da lei nº 12.830/2013, que estabelece que “o cargo de delegado de polícia é privativo de bacharel em Direito, devendo-lhe ser dispensado o mesmo tratamento protocolar que recebem os magistrados, os membros da Defensoria Pública e do Ministério Público e os advogados” (Grifo nosso). Ou seja, os delegados NÃO TÊM A PRERROGATIVA DE SEREM CHAMADOS DE VOSSA EXCELÊNCIA, podendo, quem quiser, dirigir-lhes o tratamento de Doutor, mesmo tratamento dispensado aos nobres Advogados, que na interpretação desse artigo estão sendo discriminados pelos delegados como fosse título indigno. Lembrando que existem duas ADI contra essa Lei.

As viaturas policiais, bem público, no entendimento desse “caderno”, devem ser deixadas ao tempo, estragando, para, prioritariamente, os delegados utilizarem as vagas das delegacias e colocarem seus carros particulares protegidos do sol e intempéries, em detrimento ao interesse público. Tal fato já ocorreu em delegacia no interior de São Paulo, onde este SINDPOLF/SP teve que atuar.

Os Peritos possuiriam lotação subordinados diretamente ao delegado, sendo seu auxiliar. Os Agentes, Escrivães e Papiloscopistas também exerceriam função auxiliar ao delegado, de forma inferior ao Perito. Até criar um grupo para “controlar” o Ministério Público está proposto.
 
As últimas pérolas reproduzidas abaixo, que falam por si:

“1.4.14 – Remuneração dos cargos das carreiras policiais auxiliares

Conforme deliberado em item acima, conclui­-se que os peritos são auxiliares dos Delegados na atividade de Polícia Judiciária. Desta forma, é insustentável que recebam a mesma remunera­ção (subsídio) daqueles a quem auxiliam. Por sua vez, as atividades desenvolvidas pelos peritos são de maior complexidade às desenvolvidas pe­las outras carreiras auxiliares, justificando que recebam remuneração superior aos escrivães, agentes e papiloscopistas.”
 
“2.1.18 – Direito de preferência ao uso de vagas de garagem

Todo Delegado de Polícia Federal tem direito e pre­ferência no uso das vagas das unidades da Polícia Federal, independentemente da ocupação de chefia. As demais vagas de estacionamento das instalações da Polícia Federal, destinadas aos veículos particu­lares, serão ocupadas por ordem de chegada.”
 
“2.2.8 – Regulação do uso do correto pronome de tratamento

O correto pronome de tratamento exigível nas comunicações oficiais endereçadas ao Delegado de Polícia deverá ser o de “Vossa Excelência”.”

“3.4.4 - Controle de frequência

Os Delegados de Polícia Federal, em razão da natureza jurídica e autoridade superior da Polícia Federal, não estão sujeitos a controle de frequên­cia, porém podem ser avaliados em razão de sua produtividade. As carreiras policiais auxiliares e administram se submetem ao controle de frequên­cia e de produtividade.”

“3.13.5 - Trabalho em residência (home office)

Versão B - O trabalho em residência (home office) é compatível com a atividade policial, inclusive para o cargo de Delegado de Polícia Federal, em situações específicas e de forma excepcional.”

“Controle social do Ministério Público e acompa­nhamento de resultados das ações penais

A Polícia Federal deve criar uma unidade específica para acompanhar a apresentação de denúncia ou promoção de arquivamento pelo Ministério Público dos inquéritos relatados, bem como para acompanhar o andamento da ação penal, com vistas a aperfeiçoar a atividade investigativa.”

Essas mudanças surtirão efeito no combate à criminalidade, levando mais bandidos para a cadeia e elucidando mais crimes? Hoje apenas 8% (oito por cento) dos crimes são solucionados. Será que com essas “mudanças” teremos um índice maior que 80% (oitenta por cento)? Ou será que o inquérito policial é ineficiente, arcaico e burocrático, por isso essa enorme impunidade? Afinal, essa peça existe SOMENTE NO BRASIL. O resto do mundo está errado?

Resumindo, os delegados buscam tornarem-se membros semelhantes aos da Magistratura ou do Ministério Público, sem concurso público, usurpando para si as funções destes órgãos, com projetos de lei para transformá-los em carreira jurídica e alcançar o tão almejado TREM DA ALEGRIA SALARIAL. Ora, por que não prestam concurso para Juiz ou Promotor ou Procurador, já que querem tanto essas prerrogativas? Será que é por que é mais difícil que para delegado? Deixem a Polícia para quem realmente tem vocação e faz a Polícia acontecer, os Agentes, Escrivães, Papiloscopistas, Peritos, alguns delegados, e integrantes do Plano Especial de Cargos!

Esses sim estão comprometidos com uma reformulação do sistema de investigação que proteja o cidadão e a sociedade, aumentando o índice de prisões e elucidação de crimes, buscando garantir maior segurança a todos nós, cidadãos brasileiros! Por isso defendemos as recentes propostas no Congresso Nacional (PEC 51, PEC 73 e PEC 361), que trará paz, dignidade e segurança às pessoas de bem! Somos os VERDADEIROS PRIMEIROS GARANTIDORES DOS DIREITOS DO CIDADÃO!
 
Fonte: Fenapef - Federação Nacional dos Policiais Federais

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Vem aí a 2º Conferência de Segurança Pública - Conseg Nordeste

A Conseg ocorrerá nos dias 09 e 10 de abril, em Fortaleza e terá como palestrantes a Secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki e ainda a ser confirmada a presença de outros palestrantes e também do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. A conferência está sendo organizada pelo conselheiro do Conselho Nacional de Segurança Pública (Conasp-MJ), P. Queiroz (Presidente da Aspramece e Anaspra) e conta com o apoio das demais associações militares. Em breve mais informações. 
Fonte: Aspramece

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Ministro Eduardo Cardoso diz que é contra redução da maioridade penal no Brasil

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse hoje (11), em São Paulo, que o seu ministério é contra a diminuição da maioridade penal. Segundo Cardozo, no seu entendimento, a redução é inconstitucional. “A redução da maioridade penal não é possível, a meu ver, pela Constituição Federal. O Ministério da Justiça tem uma posição contrária à redução, inclusive porque é inconstitucional. Em relação a outras propostas, eu vou me reservar o direito de analisá-las após o seu envio”, disse, após participar esta tarde de uma audiência pública na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) sobre programas federais de segurança.

A ideia de mudanças na maioridade penal foi proposta hoje pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Ele declarou que pretende enviar ao Congresso Nacional um projeto para tornar mais rígido o Estatuto da Criança e do Adolescente. A proposta do governador é que adolescentes que tenham cometido crimes e tenham completado 18 anos não fiquem mais na Fundação Casa. O governador também defendeu penas maiores para os crimes graves ou reincidentes.

Alckmin se manifestou sobre o assunto ao ser perguntado pelos jornalistas sobre a morte de um jovem em um assalto quando chegava ao prédio onde morava, na zona leste da capital. O estudante Victor Hugo Deppman, de 19 anos, foi morto na terça-feira (16). A polícia suspeita que o crime tenha sido cometido por um adolescente de 17 anos.

O ministro da Justiça disse, em entrevista à imprensa, que ainda pretende conhecer a proposta do governador de São Paulo sobre a redução da maioridade penal. Ele também falou que não entende que o menor, que cumpre pena, tenha que ser encaminhado para um presídio em vez da Fundação Casa. “Temos uma situação carcerária no Brasil que, vamos ser sinceros, temos verdadeiras escolas de criminalidade em muitos presídios brasileiros. Há exceções, mas temos situações carcerárias que faz com que certos presos lá adentrem e, em vez de saírem de lá recuperados, saem vinculados a organizações criminosas. Toda essa situação tem que ser cuidadosamente pensada e analisada”, disse.

Fonte: Faxaju

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Crime requer combate sem interferência política

Medidas anunciadas pelo Planalto e o Palácio dos Bandeirantes são importantes, mas guerra contra a violência não pode ficar só nas intenções
 
Os governos federal e de São Paulo parecem ter acertado o passo para enfrentar a onda de violência no estado, estimulada por uma facção criminosa e agravada pela tíbia reação do poder público — esta, como resultado, entre outras razões, dos desentendimentos entre o Planalto e o Palácio dos Bandeirantes na formulação de um programa de ação contra o banditismo. Um pacote de segurança, que prevê o trabalho conjunto entre forças estaduais e da União, foi fechado em meio a emblemáticos indicadores. Horas antes e depois de o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, se reunir com o governador Geraldo Alckmin, terça-feira, novos assassinatos foram registrados na capital, numa escalada que contabiliza a morte de 90 policiais desde o início do ano, entre outros atos de terrorismo.

Espera-se, agora, que o combate ao crime no estado, e em especial na região metropolitana da capital, esteja depurado do viés político que desoxigenava as ações contra os criminosos. A disputada partidária não pode contaminar uma área estratégica como a segurança pública. O pacote anunciado pode dar respostas concretas a demandas da área de segurança do estado. A criação de uma agência de inteligência conjunta, por exemplo, é crucial para asfixiar financeiramente a facção criminosa e municiar os órgãos operacionais com informações que em investidas policiais.

Também deverá ter impacto positivo na guerra contra a onda de violência a transferência dos principais chefes da quadrilha para presídios federais localizados fora do estado. Esta medida, reclamada por especialistas, é essencial para quebrar a cadeia de comando de um grupo fortemente organizado dentro das penitenciárias paulistas.

A integração de forças estaduais e federais obedece ao princípio aplicado com sucesso no Rio de Janeiro, onde a fórmula quebrou a espinha do crime organizado. Exemplo disso foi a ocupação do Complexo do Alemão, após um período em que as quadrilhas tentaram — assim como fazem em São Paulo — emparedar as autoridades com atos terroristas que assustaram a sociedade. A diferença entre os dois estados é de método: no Rio, havia o domínio territorial de favelas pelas quadrilhas; em São Paulo, como evidenciam iniciativas previstas no pacote, as forças da lei atuarão numa frente multifacetada de “negócios” criminosos, uma característica do crime local.

Outra razão da imperiosidade de a União participar do condomínio de órgãos contra a violência é que, apesar de o combate ao crime estar centrado em organismos estaduais, Brasília tem responsabilidade na elaboração de uma política nacional de segurança. Neste sentido, é injustificável que em 2011 o Planalto tenha reduzido os investimentos nessa rubrica. O governo paulista, por sua vez, precisa localizar em que ponto perdeu o controle dos indicadores de violência. As intenções anunciadas terça-feira são positivas, mas é preciso garantir que as ações sejam efetivamente implementadas. E sem contaminações políticas.

Fonte: O Globo

sábado, 10 de novembro de 2012

Campanha quer reduzir homicídios por motivos banais no Brasil

Homicídios cometidos por impulso ou por motivos fúteis representaram 100% do total de assassinatos com causas identificadas registradas no Acre em 2011 e 2012. Em outros estados, o índice supera os 80%, como em São Paulo (83%, nos últimos dois anos) e em Santa Catarina (82,13%, em 2012). Os dados foram divulgados hoje (8) pelo Conselho Nacional do Ministério Público durante lançamento da campanha Conte até 10. Paz. Essa É a Atitude.

De acordo com o levantamento, a taxa de homicídios cometidos por impulso ou por motivos fúteis chegou a 63,77%, em Goiás, em 2012; a 50,66%, em Pernambuco, em 2011; a 43,13%, no Rio Grande do Sul, em 2011; e a 26,85%, no Rio de Janeiro, no período de janeiro de 2011 a setembro de 2012.

Os estudo foi elaborado a partir de dados sobre homicídios remetidos ao Ministério Público por 15 estados e pelo Distrito Federal. Foram incluídos na categoria impulso e motivo fútil homicídios relacionados a casos de briga, ciúme, conflito entre vizinhos, desavença, discussão, violência doméstica e desentendimentos no trânsito.

Algumas mortes decorrentes de vingança e rixa, por exemplo, podem ocorrer tanto por impulso quanto ser premeditadas. O estudo incluiu esses crimes na categoria impulso por estarem normalmente associados à atuação impulsiva do autor do crime.

Para o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, os resultados da pesquisa são impressionantes. “São crimes que decorrem de atitudes impulsivas ou de motivos fúteis e que poderiam ser facilmente evitados se houvesse mais tolerância, calma e uma atitude mais pacífica”, avaliou.

Gurgel destacou que o estudo engloba os chamados crimes do dia a dia, como os cometidos dentro de casa, por vizinhos, nas escolas, em bares e em estádios. “É uma fechada no trânsito, uma discussão na fila do banco porque alguém passou na frente. Homicidas todos somos em potencial”, disse. “A tentativa da campanha é evitar a banalização da vida”, completou.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ressaltou que a cultura da violência é difícil de ser combatida e que o cenário só pode ser alterado por meio da integração entre o governo e a sociedade. Uma das ações que contribuem para a redução de homicídios cometidos por impulso ou por motivos fúteis, segundo ele, é a Campanha do Desarmamento. “Ter uma arma ao lado, muitas vezes, faz com que as pessoas não contem até dez."

Fonte: F5 News/Jornal do Brasil

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Ministro da Justiça corta ponto de agentes da Polícia Federal em greve

Ao mesmo tempo em que abre negociações com os servidores públicos em greve, o governo decidiu enquadrar os setores considerados mais radicais. Nesta segunda-feira, o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo determinou o corte de ponto dos agentes da Polícia Federal (PF) que faltarem ao serviço em razão da greve. O corte para outras categorias havia sido foi anunciado pelo governo e autorizado por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) .

Em contato com o diretor-geral do órgão, Leandro Daiello Coimbra, o ministro orientou ainda a abertura pela corregedoria de processos disciplinares contra policias que estejam abusando da população sob o manto da chamada operação-padrão.

Na semana passada, o ministro do Superior Tribunal de Justiça acatou pedido do governo, considerou ilegal e proibiu a operação-padrão dos servidores da PF e da Polícia Rodoviária Federal. Na decisão, Maia Filho "proíbe" ainda que "sejam adotados cerceamentos à livre circulação de pessoas, sejam colegas do serviço público, autoridades ou usuários".

Governo oferece reajuste de 15,8% a mais três categorias

"Ou seja, proíbo a realização de quaisquer bloqueios ou empecilhos à movimentação das pessoas, no desempenho de suas atividades normais e lícitas e ao transporte de mercadorias e cargas." Para o ministro do STJ, a operação-padrão "é uma tática que provoca inegáveis perturbações no desempenho de quaisquer atividades administrativas".

Ontem, a União das Carreiras de Estado (UCE), que representa 22 categorias de servidores, divulgou nota onde considera insuficiente a proposta do governo de conceder aumento total de 15,8 % em três anos e marcou para a próxima quinta-feira uma assembleia para discutir paralisações, que atingiriam o Banco Central e a Controladoria-Geral da União (CGU), entre outras.

O governo reservou entre 14 bilhões de reais e 22 bilhões de reais para o reajuste de servidores, conforme informou o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho.

Fonte: Portal Ig

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Publicada a nomeação da nova Secretária Nacional de Segurança Pública

Foi publicada nesta segunda-feira (10) no Diário Oficial da União a nomeação da nova secretária Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, Regina Maria Filomena de Luca Miki. Especialista em políticas de segurança pública e mestre em Direito Constitucional, Regina Miki foi secretária de Defesa Social de Diadema (SP) entre 2001 e 2008, período em que colaborou para a redução de 78,61% da taxa de homicídios da cidade, então uma das mais violentas do estado.

A Secretária Nacional de Segurança Pública terá a missão de ajudar o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, na articulação com estados e municípios para o desenvolvimento de políticas de prevenção e repressão na área, com base nas diretrizes do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci).

Regina está no MJ desde 2008, quando foi convidada pelo ministro Tarso Genro para ser secretária-executiva da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg). O evento reuniu membros da sociedade civil, movimentos sociais e profissionais de segurança pública de todo o país, em 2009, em Brasília, quando foram definidas novas diretrizes para políticas do setor.

Entre elas, a reestruturação e reativação do Conselho Nacional de Segurança Pública (Conasp), da qual Regina será presidente. Composto por 30 instituições, o conselho tem a função de atuar como órgão normativo na formulação de estratégias e no controle e na execução da política nacional de segurança pública.

Fonte: Ministério da Justiça

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Aprovado, Projeto Ficha Limpa segue para sanção


"Parabéns ao povo brasileiro", afirmou o vice-presidente do Senado, Marconi Perillo (PSDB-GO), ao anunciar, às 18h15 desta terça-feira (19), a aprovação unânime do Projeto Ficha Limpa. O resultado (76 votos favoráveis e nenhum contrário) marcou o desfecho de uma luta de 1,6 milhão de brasileiros que colocaram suas assinaturas numa iniciativa popular do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral.

O projeto, que altera a Lei das Inelegibilidades (64/90), barra candidaturas de políticos condenados em decisão colegiada pela prática de crimes como corrupção, abuso de poder e compra de voto, entre outros. Também obriga a Justiça eleitoral e o Ministério Público a darem prioridade aos processos envolvendo políticos. Clique aqui para ver detalhes do projeto.

À noite, Marconi Perillo anunciou ao Plenário o envio do PLC 58/10 à Presidência da República, para sanção. A expectativa é que as novas regras de inelegibilidade sejam aplicadas às eleições deste ano.

Celeridade

Durante a votação, acompanhada pelo relator do projeto na Câmara, deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), muitos senadores destacaram a celeridade da decisão. Afinal, o Senado teve apenas uma semana para examinar o projeto na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e no Plenário.

O próprio presidente da CCJ, Demóstenes Torres (DEM-GO), deu parecer sobre a proposta e, embora tenha identificado falhas, evitou emendas quanto ao mérito da matéria, o que forçaria o seu retorno à Câmara. Aceitou apenas emendas de redação do senador Francisco Dornelles (PP-RJ), visando, como disse, "harmonizar o texto".

Pauta

A pauta obstruída por medidas provisórias e pelos projetos do pré-sal era o principal obstáculo à votação do Ficha Limpa, removido por decisão de Marconi Perillo sobre questão de ordem do líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM): o presidente do Senado tem poder para convocar sessão extraordinária, ouvidos os líderes partidários, destinada a votar projetos, mesmo que a pauta da sessão ordinária da Casa esteja trancada por medidas provisórias ou por projetos que tramitam em urgência constitucional.

Depois de submeter sua decisão ao Plenário da Casa, que a aprovou por unanimidade, o vice-presidente do Senado abriu a sessão extraordinária destinada à votação do projeto. Autor de projeto semelhante aprovado pelo Senado e enviado à Câmara, o senador Pedro Simon disse que a Casa antes tinha "mil razões" para não aprovar o PLC 58/10.

- Mas, quando o presidente [do Senado] quer, quando os líderes querem, quando a Casa quer, quando o povo exige, vota-se, e estamos votando. Por unanimidade!

Fonte: Agência Senado de Notícias

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