Mostrando postagens com marcador tarso genro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tarso genro. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 18 de março de 2014

Rio Grande do Sul: Proposta que desvincula Corpo de Bombeiros da Brigada Militar será levada nesta terça-feira à Assembleia Legislativa

Proposta que desvincula Corpo de Bombeiros da Brigada Militar será levada nesta terça-feira à Assembleia Legislativa

Será entregue na Assembleia Legislativa, na tarde desta terça-feira, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que desvincula o Corpo de Bombeiros da Brigada Militar. O documento será levado à presidência da Casa pelo governador Tarso Genro, pelo secretário da Segurança Pública, Airton Michels, e pelo comandante-geral da BM, coronel Fábio Duarte Fernandes.

Na sequência, o governador entregará 20 viaturas ao Corpo de Bombeiros, oriundas da Participação Popular e Cidadã, que totaliza um investimento de R$ 2,4 milhões. Serão contemplados com caminhonetes S-10 os municípios de Giruá, São Marcos, Canoas, Dois Irmãos, Uruguaiana, Santo Ângelo e Vacaria. Vão ser repassadas sete ambulâncias Ducato para Cachoeira do Sul, Cruz Alta, Parobé, Erechim, São Luiz Gonzaga e Vacaria. Receberão sete Duster os bombeiros de Santo Ângelo, Parobé, São Leopoldo, Nova Hartz, Sapucaia do Sul e Ibirubá.

Fonte: Zero Hora

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Publicada a nomeação da nova Secretária Nacional de Segurança Pública

Foi publicada nesta segunda-feira (10) no Diário Oficial da União a nomeação da nova secretária Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, Regina Maria Filomena de Luca Miki. Especialista em políticas de segurança pública e mestre em Direito Constitucional, Regina Miki foi secretária de Defesa Social de Diadema (SP) entre 2001 e 2008, período em que colaborou para a redução de 78,61% da taxa de homicídios da cidade, então uma das mais violentas do estado.

A Secretária Nacional de Segurança Pública terá a missão de ajudar o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, na articulação com estados e municípios para o desenvolvimento de políticas de prevenção e repressão na área, com base nas diretrizes do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci).

Regina está no MJ desde 2008, quando foi convidada pelo ministro Tarso Genro para ser secretária-executiva da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg). O evento reuniu membros da sociedade civil, movimentos sociais e profissionais de segurança pública de todo o país, em 2009, em Brasília, quando foram definidas novas diretrizes para políticas do setor.

Entre elas, a reestruturação e reativação do Conselho Nacional de Segurança Pública (Conasp), da qual Regina será presidente. Composto por 30 instituições, o conselho tem a função de atuar como órgão normativo na formulação de estratégias e no controle e na execução da política nacional de segurança pública.

Fonte: Ministério da Justiça

segunda-feira, 1 de março de 2010

Entrevista: Luiz Eduardo Soares, ex-Secretário Nacional de Segurança Pública do Governo FHC

Fonte: Abordagem Policial

O campo da segurança pública no Brasil, historicamente, foi pouco explorado tanto academicamente quanto em termos de políticas públicas eficientes. O resultado dessa desídia é o caos que vem se arrastando já faz alguns anos, para o qual eu diria que só viemos nos despertar a pouco tempo (mais academicamente do que nas políticas públicas eficientes). Se me pedissem um nome para definir essa mudança de postura, onde a segurança pública se torna um assunto a ser tratado de modo científico, responsável e realista, eu diria, sem sombra de dúvidas, “Luiz Eduardo Soares“.

Co-autor do prestigiado “Elite da Tropa“, e do recém-lançado “Espírito Santo“, Luiz Eduardo Soares, que é antropólogo, tem vasta atuação como pesquisador e gestor de segurança pública. Seu currículo conta com experiências como a de Secretário Nacional de Segurança Pública e Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro. Hoje é professor da UERJ e da Estácio de Sá, e assessor da prefeitura de Nova Iguaçu-RJ.


Na entrevista concedida exclusivamente ao Abordagem Policial, Luiz Eduardo fala de vários temas ligados à segurança, emitindo sua visão sobre o exercício dos direitos humanos pelas polícias brasileiras, a descriminalização das drogas, o militarismo e a unificação nas polícias, o ciclo completo de polícia etc.
É uma entrevista fundamental para qualquer interessado em segurança pública. Espero que nossos leitores façam bom proveito:

Abordagem Policial:
Em que nível está o desempenho dos Direitos Humanos pelas polícias brasileiras? Estamos perto ou longe de alcançar os ideais humanitários/cidadãos?


LE: Acho que há uma variação enorme. A tal ponto que qualquer generalização seria leviana e correria o risco de ser injusta. Até porque um de nossos problemas é exatamente a inexatidão, a carência de dados qualificados, de informações rigorosas, de indicadores consensuais e confiáveis, de métodos eficientes de mensuração, de critérios universais e transparentes de avaliação. De todo modo, deixando de lado a variação entre instituições, regiões, núcleos no interior das instituições, creio que todos concordariam com o fato de que há indícios muito recorrentes e preocupantes apontando na direção do desrespeito contumaz e ostensivo aos direitos humanos cometido por policiais. Por outro lado, não paira nenhuma dúvida quanto ao desrespeito perpetrado pelo Estado (via governos, secretarias e instituições policiais) contra os profissionais das polícias – a começar pelos baixos salários, com raras exceções, e pelo regimento disciplinar inconstitucional das PM’s).


Abordagem Policial:
Não é incomum se ouvir entre policiais que no Brasil “Direitos Humanos são apenas para bandidos”. O que leva esses profissionais a pensar desse modo? Existe, realmente, um descuido em relação a eles?


LE: Esse é um dos problemas chave. Enquanto perdurar essa visão, não avançaremos. Afinal, os policiais são ou deveriam ser, por definição, os primeiros e maiores guardiões dos direitos humanos. Existem para isso: zelar pelas liberdades e pelos direitos, sobretudo o direito elementar à vida. Este último só pode ser transgredido quando está em jogo a legítima defesa da própria vida e da vida de terceiros, ou seja, nada justifica a perda de uma vida senão a proteção de outra ameaçada pela primeira. As polícias, no Estado Democrático de Direito, enquanto instrumentos de mobilização comedida da força, em nome do Estado, garantem o monopólio legítimo do uso da força por parte do Estado – o que beneficia a cidadania, bloqueando despotismos – e garantem o cumprimento do contrato social, traduzido em determinada legalidade. Claro que há desigualdades, opressões e que o contrato costuma ser injusto, mas a virtude do Estado Democrático de Direito é prover meios e normas para que a luta contra as desigualdades e pela radicalização da própria democracia prescinda da violência, cujo império termina por gerar situações tirânicas, independentemente das motivações originais. Não há legalidade democrática divorciada dos direitos humanos e não há polícia aliada aos princípios de justiça enquanto equidade sem o respeito à legalidade democrática e, portanto, aos direitos humanos. Por isso, é uma insensatez para quem preza a justiça e a democracia desprezar a grande plataforma axiológica (isto é, valorativa) de dimensões universais que são os direitos humanos, que sintetizam o melhor de nossas tradições religiosas, humanistas e políticas. Desprezar esses valores é condenar-se, inapelavelmente, à barbárie e às tiranias.


Não há nem pode haver qualquer contradição entre segurança pública e respeito aos direitos humanos – lembremo-nos de que o Brasil é signatário das declarações internacionais e que nossa Constituição reitera os princípios dos direitos humanos. Tanto é verdade que as polícias ensinam seus membros a adotar o gradiente do uso da força, o qual codifica os procedimentos que devem ser empregados seja por conveniência técnica, seja por sua compatibilidade valorativa e legal com a Constituição e os DHs.


Lamentavelmente, estamos longe de uma compreensão adequada dessa problemática, no interior das polícias, na mídia, na sociedade e até nas ONGs, por ignorância de alguns e por comportamentos equivocados de uns e outros – o que inclui falhas indiscutíveis de entidades que defendem os direitos humanos, as quais, quase sempre adotam dois pesos e duas medidas, negligenciando a vitimização de policiais e de suas famílias, e falhando em lhes prestar a mesma solidariedade que emprestam às vítimas civis, tanto de crimes quanto de brutalidades policiais.


Os erros das entidades estimulam uma hostilidade desnecessária, equivocada, de consequências funestas para todos. E o desrespeito aos direitos humanos dos policiais, por parte das próprias polícias e dos governos, acaba jogando mais lenha nessa triste fogueira.


Abordagem Policial:
Boa parte dos policiais brasileiros já possuem ou estão cursando o ensino superior. Porém, ainda se percebe certa resistência no âmbito das polícias para absorver o posicionamento dos acadêmicos, chamados de “policiólogos”, em contraposição à experiência, aos “anos de polícia”. Por que isso ocorre?


LE: Vejo esse processo como um fenômeno natural. Acontece o mesmo do outro lado, com sinais invertidos: na universidade, é comum o preconceito contra policiais e contra os que estudam segurança e polícias. De novo, isso expressa a confluência entre ignorância, ressentimentos históricos não elaborados (faltou à nossa anistia o momento da verdade) e práticas negativas de instituições policiais, de governos e de movimentos sociais. Acredito que esse quadro já esteja mudando, ainda que lentamente. Talvez eu tenha sido o primeiro pesquisador acadêmico a pular o muro e assumir funções de gestão policial e de segurança. Para muitos, dos dois lados do muro, foi chocante, em 1999. Dez anos depois, já temos vários colegas que vieram da universidade ou da militância em direitos humanos e que ingressaram no campo da prática das políticas de segurança pública, nos estados, municípios e mesmo na União. Acredito que daqui a dez anos isso será tão comum quanto é em outros países e em outras áreas. Os preconceitos e o corporativismo obscurantista são manifestações atrasadas e inteiramente insustentáveis. O Brasil precisa melhorar na segurança pública tanto quanto já logrou avançar em outros setores. Bobagens do século passado não têm mais lugar.


Abordagem Policial:
Como você avalia a atuação do Governo Federal através do PRONASCI?


LE: O esforço tem sido meritório e digno de reconhecimento. Admiro o ex-ministro Tarso Genro, com quem trabalhei na prefeitura de Porto Alegre, em 2001. Devo a seu convite, mediado por meu querido amigo, Marcos Rolim, a possibilidade de regresso ao Brasil – naquela época eu não poderia retornar ao Rio de Janeiro e vivia nos EUA, sonhando em voltar para meu país. Entretanto, como tive oportunidade de dizer ao próprio ministro Tarso, acho quase impossível aplicar um plano inter-setorial com a atual estrutura do Estado, dividido (desde a União aos municípios) em segmentos corporativos que disputam recursos e poder (os ministérios e as secretarias). Sempre repito que segurança é matéria complexa e multidimensional, que exige políticas inter-setoriais, as quais necessitam, por sua vez, de um novo sujeito da gestão pública, uma nova estrutura de Estado, apto a implementar programas multidimensionais. Claro que não pdemos cruzar os braços e esperar que uma questão assim complexa se resolva. Portanto, admiro a iniciativa do Pronasci. O que entretanto falta ao Pronasci? A meu juízo, falta o enfrentamento da questão decisiva, sine qua non: a problemática do modelo policial e/ou da arquitetura institucional da segurança pública no Brasil. Tomemos o caso do Rio. De que adianta investir em programas preventivos se as polícias continuam sendo as mais mal pagas do país, se desdobra entre o serviço público e o bico na segurança privada, se perde na corrupção, na cumplicidade com o tráfico, na brutalidade irresponsável e no protagonismo criminal via milícias? De que adianta desenvolver centenas de bons projetos locais quando a questão policial e do modelo institucional permanecem intratadas? Tudo acaba em festas de inaugurações e num varejão inócuo.


Abordagem Policial
:
Em um de seus livros (Segurança tem Saída), você chega a sugerir um tratamento com a questão das drogas direcionado à descriminalização. Você continua com essa opinião?


LE: Sim, defendo a descriminalização das drogas que hoje são proibidas e cujo comércio e consumo, hoje, são ilegais ou criminalizados. A pior droga (mais devastadora que o crack, do ponto de vista numérico) é o álcool, depois o cigarro. Há mais de 15 milhões de alcoólicos ou alcoólatras no Brasil. Enquanto não propuserem sua proibição não vou levar a sério nenhuma opinião proibicionista. Mas sei que isso não acontecerá, porque ninguém será louco a ponto de propor uma sandice dessas. Por quê? Porque se proibíssemos o álcool, teríamos o mesmo alcoolismo e, além disso, passaríamos a ter o tráfico de bebidas, aumentando a violência urbana e turbinando o tráfico de armas, nosso maior problema em matéria de segurança pública. O fato é o seguinte (e posso dizê-lo, agora, assumindo a condição de antropólogo): a humanidade sempre conviveu e conviverá com substâncias psico-ativas. A iniciativa de tornar o comércio, a produção e o consumo de algumas um tabu ou um crime é arbitrária, segue regras simbólicas e culturais e produz vários efeitos, preconceitos e estigmas. Não há base científica para proibição. Há dois níveis distintos e interligados que devem ser contemplados nessa discussão: um nível pragmático e um nível ético-político ou filosófico. Do ponto de vista pragmático, meu raciocínio é simples e dificilmente contestável: o acesso às drogas ilegais existe, a despeito da proibição legal. Essa afirmação se aplica a todo o mundo não-islâmico e não-totalitário. Não se resume ao caso brasileiro. Veja os EUA. O país empenhou 100 bilhões de dólares, nos últimos 5 anos, na guerra às drogas, e não conseguiu acabar com o tráfico e o consumo. O problema não é apenas brasileiro. Não se trata de incompetência de nossas polícias. Nada disso. O problema é mundial. E por que é assim? Porque não há como controlar o mercado, quando há demanda, a menos que se construa um Estado totalitário (e mesmo assim, ele tem prazo de validade, como a história provou). Esta é uma tremenda ironia: os EUA venceram a guerra fria, demonstrando que o mercado pode ser disciplinado, regulado, mas não abolido. E no entanto, parecem acreditar que abolirão o mercado das drogas. Claro que não é bem assim. Os policiais mais experientes e especializados, nos EUA, sabem perfeitamente de tudo isso que estou escrevendo. Mas há a necessidade de que se erga um inimigo para que a unidade interna não se afrouxe. Depois da guerra fria e antes do Iraque, as drogas foram úteis. E quando se investem 100 bilhões alguém ganha com isso. Muita gente ganha com isso. Todo um complexo industrial-militar, que vai de veículos a ferramentas de comunicação.


Bem, o fato é que o acesso existe em cada esquina de qualquer grande cidade (e não só). É incontrolável. E não me venham com a ingenuidade das campanhas contra o consumo, para esfriar a demanda. Ora bolas, se isso fosse tão banal, não haveria problema. Portanto, olhemos de frente a realidade. Ela é incontornável. Sendo assim, a verdadeira pergunta realista e pragmática não é: devemos ou não proibir o acesso às drogas? Mas: dado que o acesso é um fato, em que contexto legal-institucional preferiríamos que esse fato ocorresse? Em que contexto institucional esse fato produziria menos danos? O contexto atual – em que drogas ilícitas são questão da justiça criminal – gerou os resultados que estão aí. O pior deles, no Brasil: o casamento entre as drogas e as armas. Esse é nosso trágico diferencial. Em NY, o traficante que vende drogas na esquina fará tudo para não estar armado, porque isso só lhe complicaria a vida e nenhum benefício lhe traria. No Brasil, por razões que eu e muito colegas já estudaram, existe esse casamento – que tem de ser imediatamente desfeito. O que mata não são as drogas e seu tráfico (as mortes por overdose são mínimas, diante das provocadas por ingestão excessiva de álcool, cigarros, como já disse), mas as armas e seu tráfico.


O segundo nível é ético-político ou filosófico. Cada um tem sua posição. No meu caso, não admito que o Estado tenha ingerência sobre a vida privada, desde que as decisões individuais não provoquem danos sobre terceiros.


Abordagem Policial:
Em termos de estrutura policial, o que você sugere para o Brasil? Militarizada ou desmilitarizada? De Ciclo Completo? Unificadas (Civil e Militar)?


LE: Ciclo completo, sim, sem dúvida. É central e urgente. A divisão de ciclo é nossa jabuticaba: originalidade nacional. E comprovadamente um desastre. Mas a unificação de ciclo não deve ser confundida com unificação entre instituições. No Brasil, a unificação institucional uniria deficiências e vícios institucionais, e tenderia a anular virtudes. Prefiro modelo municipalista, com muitas polícias, cada uma delas de ciclo completo – começando pelos municípios maiores. O problema da desconexão atual e da desintegração nada tem a ver com a quantidade de instituições (temos só 56 ou 57, no Brasil; nos EUA, há 21 mil polícias). Para que o número não seja problema, é preciso que todas as instituições atendam a condições elementares de qualidade, nas áreas de recrutamento, valorização profissional, formação, capacitação e treinamento, gestão de conhcimento, gestão institucional, perícia, controle inter e controle externo, e articulação com políticas inter-setoriais.


Quanto a ser militar ou não, acho que podemos ter ambos os tipos. A questão não é ser ou não militar, mas COMO ser militar. O cordão umbilical com o Exército, previsto no artigo 144 da Constituição, tem de ser cortado; os estratos hierárquicos, diminuídos; o regime disciplinar, alterado.


Por outro lado, a posição de delegado tem de ser parte de uma carreira única na PC. Um posto a ser obtido, internamente. As duas polícias, hoje, estão divididas ao meio: praças e oficiais; delegados e não-delegados. Isso é péssimo. O inquérito policial é uma peça formalista e barroca, inteiramente obsoleta.


Abordagem Policial:
Você se tornou um Twitteiro dedicado (@luizeduardosoar). Como vê o fenômeno que passou a ser denominado “Blogosfera Policial”, onde policiais estão se utilizando da internet (blogs, twitter e outras redes sociais) para discutir segurança e até fazer denúncias?


LE: Acho da maior importância. É um fato histórico. As mudanças nas instituições da segurança pública têm de profundas e elas não acontecerão enquanto os policiais não se tornarem seus condutores e protagonistas. A blogosfera começa a brir espaço para esse avanço.


Abordagem Policial:
Quais são seus projetos atuais, em termos de produções na área de segurança pública? É verdade que vem aí um “Elite da Tropa 2″?


LE: Estou inteiramente dedicado a escrever o Elite da Tropa 2. Por ora, é isso.


Abordagem Policial:
Por fim, deixamos um espaço para que você faça as considerações que desejar, e pedimos que indique uma obra essencial para um policial ler (pode ser de sua autoria)…


LE: Gostaria muito que os policiais conhecessem minha experiência no Rio de Janeiro, em 1999. Para isso, o caminho seria a leitura do livro “Meu Casaco de General: 500 dias no front da segurança pública do Rio de Janeiro” (editora Companhia das Letras, 2000). Quem tiver curiosidade em conhecer em detakhes minhas propostas para as polícias e meu trabalho teórico, a melhor fonte é meu livro “Legalidade Libertária” (editora Lumen-Juris, 2006).
Fonte: Abordagem Policial

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Governo garante complemento salarial de R$ 1.200 para policiais

Brasília 30/12/09 (MJ) – Policiais que trabalharão nas cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016 receberão um complemento salarial de até R$ 1.200, de 2010 até a data de realização dos jogos. O decreto que validará a medida deverá ser assinado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no próximo dia 26 de janeiro.

A decisão foi anunciada pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, após reunião com o presidente da República e representantes da Casa Civil e dos Ministérios do Planejamento e das Relações Institucionais, que farão a redação final do documento.

O decreto também definirá a ampliação da faixa salarial exigida como critério para a concessão do Bolsa Formação, projeto que beneficia mais de 160 mil profissionais de segurança pública de todo país, com o pagamento de R$ 400 mensais para policiais que façam os cursos de atualização oferecidos pelo Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci).

Atualmente, para receber o Bolsa Formação o policial deve ganhar até R$ 1.700. Com as modificações do decreto, o benefício será estendido a profissionais com salário de até R$ 3.200.

Apesar do sucesso do Bolsa Formação, desde outubro, o ministro Tarso Genro busca alternativas para garantir a melhoria do salário dos policiais no Rio de Janeiro como parte da estratégia de preparação da segurança dos Jogos Olímpicos.

“A proposta levada por mim foi ampliada pelo presidente Lula que resolveu incluir os policiais que receberão os jogos da Copa do Mundo, o que é muito positivo. A obrigatoriedade de que os policiais tenham um piso salarial é mais um marco na mudança de paradigma da segurança pública”, ressaltou.

Para que os policiais das cidades dos jogos recebam o novo benefício de até R$ 1.200, o governo de cada estado deve se comprometer a enviar um Projeto de Lei estadual incorporando o valor da bolsa ao salário dos policiais a partir de 2016. As regras para a participação dos estados também serão definidas pelo decreto. Um dos pontos em estudo é a regulamentação das escalas de trabalho dos policiais.

O pagamento da chamada “Bolsa Olímpica” será condicionado a participação dos policiais em cursos específicos para a segurança de grandes eventos esportivos sediados no país. Os cursos serão definidos ainda no primeiro semestre pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). O objetivo é elevar o padrão técnico das polícias brasileiras e prepará-las, em conjunto com os governos estaduais.


Segurança com Cidadania


O Pronasci articula políticas de segurança com ações sociais, prioriza a prevenção e busca atingir as causas que levam à violência, sem desconsiderar as estratégias de ordenamento social e de segurança pública. São mais de 90 ações que integram a União, estados, municípios e diversos setores da sociedade.

O público-alvo são jovens de 15 a 24 anos à beira da criminalidade, presos e os que já cumpriram sua pena. Atualmente, são integrantes do Pronasci mais de 150 municípios, 21 estados e o Distrito Federal.


Fonte: Ministério da Justiça

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Subtenente Gonzaga toma posse no Conasp

Subtenente Gonzaga será o representante da Anaspra e dos praças PM/BM no Conasp

Ministro Tarso Genro cumprimentando o subtenente Gonzaga

Criado em 1997, o Conselho Nacional de Segurança Pública (Conasp) será, pela primeira vez, um órgão efetivamente democrático. O ministro da Justiça, Tarso Genro, empossou nesta quarta-feira (14), às 9h30, no Salão Negro do MJ, os 48 integrantes do novo Conasp. Reformulado, ele agora é formado por representantes da sociedade civil e dos trabalhadores da área, além de indicados do poder público.

Dentre os representantes dos trabalhadores em segurança pública está o presidente da Aspra/MG e secretário executivo da Anaspra (Associação Nacional de Entidades Representativas de Praças Policiais e Bombeiros Militares), subtenente Luiz Gonzaga Ribeiro, tendo como suplemente, José Florêncio de Melo Irmão, diretor regional da Anaspra.

A reestruturação do Conselho foi um dos objetivos da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg), encerrada no fim de agosto. A necessidade de reativar o colegiado, que não se reúne desde 2002, e de garantir assento para as ONGs e os profissionais esteve presente ao longo das etapas da Conferência e tornou-se compromisso do Ministério da Justiça.

Em 26 de agosto, um dia antes do início da etapa nacional da Conferência, foi publicado o decreto presidencial nº 6.950, que determinou a instalação de um Conasp transitório. Com mandato de um ano, os conselheiros empossados nesta quarta-feira (14) terão a missão principal de definir regras para a escolha dos órgãos e entidades que farão parte do Conselho permanente, que funcionará a partir de 2010.

Os 48 integrantes ocupam 39 cadeiras com direito a voto, divididas entre representantes da sociedade civil (40%), do poder público (30%) e dos trabalhadores da área (30%). A composição é a mesma da Comissão Organizadora Nacional da 1ª Conseg e a presidência fica a cargo do ministro da Justiça.

O decreto 6.950 também define a estrutura, competências e funcionamento do Conasp definitivo. Entre suas atribuições estão: controlar a execução da Política Nacional de Segurança Pública, sugerir alterações na legislação e acompanhar a aplicação dos recursos.

A coordenadora geral da 1ª Conseg, Regina Miki, aponta que, ao contrário de áreas como educação e saúde, a segurança pública ainda não havia experimentado a participação popular. "O Conasp representa a garantia de que a participação democrática na elaboração de políticas públicas continuará após a Conferência", afirma.


Fonte: Anaspra

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Aberta em Brasília a 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública

Foi aberta no fim da tarde de ontem em Brasília, a 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (CONSEG). A solenidade contou com a presença de diversas autoridades, entre elas o Secretário Nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, o Ministro da Justiça, Tarso Genro, e o próprio Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

A 1ª CONSEG contará com a participação de cerca de três mil pessoas, e tem como objetivo colaborar para a criação de uma nova política de segurança pública no Brasil. Sergipe também estará representado na CONSEG através de trabalhadores, gestores e representantes da sociedade civil eleitos democraticamente na Etapa Estadual da Conferência.

Os praças da Polícia Militar estarão representados pelo sargento Antônio Carlos dos Santos, diretor de comunicação da Asprase, e os praças do Corpo de Bombeiros pelo soldado Rodolfo Almeida, do SGMAR. A 1ª CONSEG segue até domingo em Brasília.

Abaixo os links para acesso a outras matérias sobre a Conferência. Mais notícias no site do Ministério da Justiça ou no site oficial da 1ª CONSEG.

A segurança pública é responsabilidade de todos, diz Lula

1ª CONSEG propõe novo modelo de segurança pública

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Lula e Tarso abrem 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Justiça, Tarso Genro, abrem a 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg) nesta quinta-feira (27), às 17 horas, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. Cerca de três mil pessoas participam do evento, que prossegue até domingo (30), com o objetivo de propor uma política de Estado para o setor a partir dos anseios da população.

Dos 2.097 participantes com poder deliberativo na 1ª Conseg, 40% são da sociedade civil, 30% do poder público e 30% são profissionais da área. Eles foram eleitos nas conferências municipais e estaduais realizadas de março a julho deste ano. Especialistas convidados e observadores nacionais e internacionais completam a lista de participantes do evento, mas sem direito a voto.

A principal tarefa do grupo, durante os quatro dias de Conferência, será analisar o Caderno de Propostas, com os princípios e diretrizes definidos nas atividades que antecederam a etapa nacional da 1ª Conseg. Serão abordados temas como prevenção social da violência, combate qualificado ao crime, valorização dos trabalhadores, gestão democrática e controle social da segurança pública.

"Antes, apenas as cúpulas resolviam as questões de segurança pública. Ninguém tem autoridade tão legítima quanto a própria população para dizer que política de segurança ela deseja”, afirma o ministro Tarso Genro. “É importante que se diga que as pessoas não estão discutindo à toa. O que for decidido nesta Conferência será incluído no plano de governo".

A 1ª Conseg ainda contará com uma programação aberta ao público. Haverá mostra de desenhos, exposição fotográfica com imagens captadas por detentos e grupos de mulheres, além da Feira de Conhecimento, que reunirá 41 experiências inovadoras na área de segurança pública.

Acesse a programação completa do evento

Fonte: Ministério da Justiça

domingo, 2 de agosto de 2009

Teto do bolsa formação deve aumentar

Saiu no Jornal Zero Hora, edição online desta sexta-feira, 30/07, a seguinte nota:

Ministro Tarso Genro
Formação de policiais

Os policiais com salários de até R$ 5 mil também terão direito à bolsa-formação, criada pelo Ministério da Justiça para estimular a qualificação profissional desses agentes de segurança. Até agora, 147,9 mil policiais (civis, militares, bombeiros e guardas municipais) tiveram direito aos R$ 400 mensais de auxílio, durante o curso de formação, em todo o país. O limite salarial atual é de R$ 1,7 mil. A proposta do ministro Tarso Genro, encaminhada ao Gabinete Civil, amplia o benefício, que poderá atender 600 mil policiais.

Formação 2
A condição para que policiais com salários mais altos recebam o Bolsa-Formação é que participem dos cursos certificados pelo ministério e que integrem o Pronasci. O ministro Tarso Genro (foto) acredita que essa medida consolidará o Pronasci como instrumento de combate à violência.

Fonte: Zero Hora Online

Postagens populares