Mostrando postagens com marcador ricardo balestreri. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ricardo balestreri. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Opinião: Mais do mesmo na Segurança Pública


No dia 19 de julho, dois delegados de polícia publicaram neste blog o artigo “Novo modelo de polícia sem investimento e meritocracia é falácia”, na tentativa de defender um modelo de polícia vigente no Brasil e em poucos países periféricos, considerado ultrapassado em lugares onde os índices de sucesso das investigações causam constrangimento aos operadores de segurança pública no Brasil.

Essa estrutura claramente ineficiente resiste às necessárias reformas, graças à atuação de entidades representativas que não poupam esforços em tentar manter e ampliar os poderes institucionais do cargo, como ocorreu no processo de aprovação da Lei nº 12.830/2013 (conhecida como “lei das excelências”) e Lei nº 13.047/2014, que tornou privativo dos delegados o cargo diretor-geral da Polícia Federal. Na prática, aquelas leis não trouxeram qualquer solução para a crise das instituições policiais ou para o falido modelo de segurança pública brasileiro.

Os esforços das entidades de delegados atualmente estão voltados para a aprovação da PEC-412, que atende apenas aos interesses corporativos dos ocupantes do cargo de delegado, um dos cinco que compõem a carreira policial federal, garantindo-lhes, por exemplo, a possibilidade de fixação dos próprios vencimentos. Nada sobre a alteração da estrutura ineficiente da investigação criminal no Brasil.

Na visão dos articulistas, o modelo de uma carreira única não passaria de um delírio quixotesco defendido por uma “minoria de sindicalistas”. No entanto, omitem a realidade de polícias que já permitem a ascensão profissional desde a base da carreira, em países como Alemanha, Chile, Estados Unidos, França, Portugal, Reino Unido, entre outros.

Nesses países, onde os índices de elucidação criminal contrastam com as vergonhosas estatísticas brasileiras, a investigação criminal não tem o engessamento “judicialiesco” do inquérito policial e não se exige dos chefes de polícia a formação exclusiva em Direito.

Lá, a preocupação das instituições policiais é com a produção de provas válidas, através de métodos e técnicas baseados no conhecimento científico e multidisciplinar. O anteparo jurídico da investigação é feito pelo Ministério Público e por juízes de garantias, não por chefes de polícia, que por aqui se preocupam mais com correntes jurisprudenciais do que com as técnicas investigativas e a qualidade das provas.

A estruturação em carreira única é defendida não só pela maioria dos policiais, como também por estudiosos em segurança pública, como José Luiz Ratton, Luiz Eduardo Soares, Michel Misse, Renato Sérgio de Lima, Ricardo Balestreri, entre outros.

Aliás, a profunda insatisfação dos policiais com o modelo de carreira adotado no Brasil não é novidade. Em 2009, uma pesquisa feita pela secretaria nacional de Segurança Pública (Senasp), com policiais militares, civis, rodoviários e federais, bombeiros, guardas municipais e agentes penitenciários, mostrou que, em sua maioria, esses profissionais “desejam mudanças institucionais profundas, querem novas polícias e não concordam com o atual modelo organizacional. A mesma enquete, por outro lado, constatou que “se tornar promotor, procurador e juiz está nos planos — ao menos nos sonhos — de alguns delegados”.

Entre outubro de 2015 e março de 2016, o Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro, realizou um debate on-line, por meio de uma plataforma virtual intitulada “Mudamos” e por uma página no Facebook, com o objetivo de detectar os pontos de vista de diversos agentes sociais e construir um debate de propostas de mudança para arquitetura institucional do sistema brasileiro de segurança pública.

Motivado pela Proposta de Emenda Constitucional 51/2013, o debate contou com a participação de policiais militares, membros do Judiciário, delegados, investigadores e guardas municipais, profissionais do terceiro setor, da educação e da saúde. O tema que contou com maior participação foi a “carreira única”, em que a maioria dos participantes se posicionou favoravelmente a esse modelo.

Em nenhuma organização séria, um profissional qualificado e experiente seria fadado a passar cerca de 30 anos sem a perspectiva de ascensão profissional, pois isso se traduziria em desmotivação e consequente queda de produtividade. No entanto, na ideia equivocada dos delegados, os policiais brasileiros estariam almejando posições de chefia apenas pelo decurso do tempo, sem a experiência, a formação superior, o conhecimento e a titulação, que legitimassem a ocupação de postos de chefia.  É pela falta de perspectiva que policiais experientes e qualificados, graduados em diversas áreas do conhecimento, após anos de dedicação à investigação criminal, escolhem trabalhar em setores burocráticos. Isto porque não importa o quanto se dediquem: serão sempre chefiados por um delegado, ainda que recém-ingresso na corporação.

A grande falha do modelo brasileiro é a supervalorização da atividade jurídica, em detrimento do conhecimento técnico e científico. Na fase policial da persecução criminal, a análise jurídica é uma atividade meramente instrumental, pois o que realmente possibilita a coleta de provas é o conhecimento multidisciplinar dos fatos investigados.

O saber jurídico, por si só, não é suficiente, por exemplo, para a detecção de uma fraude contábil, um dano ambiental, ou um crime cibernético. Para essas atividades, são requeridas formações acadêmicas, conhecimentos, habilidades e experiências específicas, fora do domínio exclusivo do bacharel em Direito.

É evidente que o conhecimento da lei deve balizar a atuação de todo e qualquer agente público, pois a atuação do Estado afeta a esfera individual não apenas pela ação da polícia. Todo e qualquer policial toma, diuturnamente, uma série de decisões que repercutem diretamente em direitos fundamentais dos cidadãos, mas não a partir do conforto dos gabinetes, e sim pelo contato com a realidade das ruas, com os subterrâneos do sistema financeiro e do submundo da política. De forma diversa do que tentaram fazer crer os autores do texto, o que torna efetiva uma prisão feita nas ruas não é a formalização do auto de prisão em flagrante pelo delegado, mas a homologação do ato pelo juiz. No modelo atual, fica evidente a excessiva burocratização dos atos policiais, o que gera trabalho desnecessário e, consequentemente, ineficiência.

Afirmar que o desejo de mudança vem de uma “minoria de sindicalistas” é uma atitude que demonstra a prepotência como alguns participantes desse debate se postam diante do conjunto das corporações policiais. Desqualificam o ponto de vista dos demais profissionais e se apoiam no surrado discurso de que o problema da polícia está na falta de recursos materiais e financeiros. Omitem o fato de que os investimentos nas polícias cresceram vertiginosamente nas últimas décadas.

Dados do “Anuário Brasileiro de Segurança Pública — 2016” mostram que em 2010 foram gastos R$ 50 bilhões em segurança pública, enquanto em 2003 este valor foi menos da metade, R$ 22,6 bilhões. Em 2015, os estados e a União gastaram R$ 76,1 bilhões na área, 11,6% a mais que em 2014, quando os gastos somaram R$ 68,2 bilhões. Além de gastar muito, gestores formados exclusivamente em Direito gastam mal. A solução para a segurança pública não está na velha fórmula do “mais do mesmo”.

Comparar as atividades desempenhadas por agentes e delegados com as exercidas por auxiliares de enfermagem e médicos, pedreiros e engenheiros, ou sustentar que haveria paralelo entre a atuação daqueles profissionais com a relação entre serventuários da Justiça e juízes/promotores é desonestidade intelectual e não passa de retórica; desconsidera a natureza da investigação criminal e supervaloriza o conhecimento jurídico na fase policial da investigação criminal.

A verdadeira meritocracia não é demonstrada pela aprovação em concurso público que mede conhecimentos jurídicos, com vagas ocupadas, muitas vezes, por jovens que encontram no cargo de chefe de polícia o seu primeiro emprego e — como novatos -, precisam se apoiar na experiência de outros policiais para a condução dos trabalhos.

A Constituição Federal já estabelece que a Polícia Federal é estruturada em “carreira” (no singular), sem estabelecer relação de hierarquia entre os ocupantes de seus cinco cargos. Assim, falta regulamentar esse dispositivo para que prevaleça a vontade do constituinte. Ademais, a Administração Pública já dispõe de instrumentos suficientes para estruturar tecnicamente uma carreira, sem que seja necessário invocar a anedótica figura do “delegado calça-curta” para atacar a ocupação de postos-chave, por critérios políticos ou pessoais. Defender esse ponto de vista não significa rechaçar a importância do concurso público, que seria o meio de ingresso numa carreira que teria início, meio e fim, o que já ocorre em outras carreiras, inclusive no Brasil. Ou alguém já ouviu falar em concurso para desembargador ou general?

* Antônio José Moreira da Silva é mestrando em Ciências Humanas pela UFFS, especialista em Direito Penal e Processual Penal pela UCAM e em Controle da Gestão Pública Municipal pela UFSC. Graduado em Direito pela UFU. É agente de Polícia Federal, que atuou em operações de inteligência e combate a organizações criminosas.

* Vladimir de Paula Brito é doutor em Ciência da Informação pela UFMG. Especialista em inteligência de estado e inteligência de segurança pública pela Escola Superior do Ministério Público/MG. Especialista em sistemas de banco de dados. Graduado em biblioteconomia pela ECI/UFMG. Membro do Centro de Estudo de Inteligência Governamental. É diretor da Associação Internacional para Estudos de Segurança e Inteligência (INASIS) e membro do Centro de Estudo de Inteligência Governamental (CEEIG/UFMG). É agente de Polícia Federal, com atuação em operações de inteligência e combate a organizações criminosas.

terça-feira, 18 de julho de 2017

11º Encontro Anual do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) discute “Reforma e Modernização das Instituições Policiais”


Começou segunda-feira (17/07) em São Paulo o 11º Encontro Anual do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), que será realizado até amanhã (quarta-feira/19/07), no Centro de Convenções Rebouças. A solenidade de abertura do 11º Encontro do FBSP contou com a presença de diretores e do presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Luís Antônio Boudens. A Federação está entre as instituições que apoiam o evento, realizado anualmente pelo FBSP.

O evento tem como tema “Reforma e Modernização das Instituições Policiais” e reúne pesquisadores, representantes da sociedade civil organizada e do setor privado, policiais e membros do sistema de Justiça Criminal em torno do debate urgente e necessário de modernização da segurança pública e aproximação entre polícia e sociedade.

O evento conta ainda com grupos de trabalho cujos temas abordarão: políticas de redução de homicídios, crime organizado e prisões, violência contra a mulher, relação entre polícia e sociedade e modernização e reformas das instituições policiais. O evento terá ainda atividades sobre novas tecnologias no combate ao crime, sistemas de informação e inteligência, roubos a instituições financeiras, dentre outros.

Na abertura do 11º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Luís Antônio Boudens, destacou a importância do FBSP para a sociedade brasileira:

“A Fenapef entende que o Fórum tem legitimidade para ampliar os debates da segurança pública no Brasil, em especial esse ano”. O presidente destaca que o tema escolhido para a edição também é prioridade na agenda da Federação. “É necessário que o sistema de segurança pública acompanhe a realidade da violência. A crise do setor é prova de que o modelo atual precisa ser mudado”, argumentou. Em sua fala, o diretor presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima, frisou que modernizar o setor é um “desafio gigantesco”, mas que o momento exige “disposição para enxergar oportunidades e pensar em saídas”.

Na opinião do especialista e secretário de Segurança Pública do Estado de Goiás, Ricardo Balestreri, o Fórum é um momento de alavancar a consciência da segurança pública. “Precisamos de estímulos para não desistir, temos reservas morais para retomar um Brasil democrático e seguro e para todos”, afirmou.

Representam a Fenapef no evento a diretora de Comunicação, Magne Cristine, e o diretor Parlamentar e presidente do SINPEF/ES, Marcus Firme. Também estão presentes o presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Rio Grande do Sul, Ubiratan Sanderson, e sua equipe diretora.

Fonte: Blog do Eliomar Cortês/Fenapef/Fórum Brasileiro de Segurança Pública

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Evento: Direitos Humanos para Profissionais de Segurança Pública - OAB Ceará


O presidente da COBRAPOL, Jânio Bosco Gandra, participa nesta terça-feira (06/09), na cidade de Fortaleza, do Seminário “Direitos Humanos para os Profissionais de Segurança Pública”, organizado pelas comissões de Direitos Humanos, Segurança Pública e Direito Militar da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/Ceará). O evento ocorre a partir 9h, no auditório da Procuradoria de Justiça Militar (Avenida Borges de Melo, nº 781, Bairro de Fátima).

Também serão palestrantes o educador Ricardo Balestreri (ex-secretário da SENASP) e Antônio Cerqueira, procurador de Justiça Militar do Ceará. De acordo com a OAB/CE, o objetivo é congregar profissionais do Direito e da Segurança Pública, comunidade acadêmica e sociedade em geral para tratar dos direitos humanos dos profissionais de Segurança Pública do estado.

O presidente da COBRAPOL vai apresentar aos participantes dados alarmantes sobre a situação da população carcerária nas delegacias de polícia no Brasil e, em especial, no estado do Ceará. Além de informações importantes sobre os riscos que a carceragem em delegacias representa tanto para os policiais no dia a dia de suas atividades, quanto para a população que reside nas proximidades das delegacias urbanas.

Fonte: Cobrapol.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Atuação da União na segurança pública deveria ser maior, dizem especialistas

Diante das dificuldades orçamentárias dos Estados, papel do governo federal no setor é alvo de debate


Especialistas em segurança pública apontaram que, embora seja necessário o reforço para um evento da magnitude da Olimpíada, a retirada das tropas dos Estados escancara a dificuldade que essas regiões têm em desenvolver políticas eficazes de combate à violência.

O ex-secretário nacional de Segurança Pública Ricardo Balestreri, que ocupou o cargo entre 2008 e 2010, durante o governo Lula, destacou as dificuldades orçamentárias para investimentos no setor. “Em tese, a Força Nacional foi criada para intervenção pontual, mas às vezes a carência, o dano que você já encontra nos Estados é tão grande que o governo federal reconhece que se retirar, aquilo tudo pode vir abaixo. O governo estadual vem e fala que a situação é desesperadora e se a Força for retirada vai ser um caos”, disse.

O vice-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima, pediu que o momento seja aproveitado para avaliação. “O reforço no Rio é necessário porque o Brasil assumiu esse compromisso, mas isso só dramatiza ainda mais a situação nos Estados. Isso serve para avaliar a forma como temos feito polícia no País e como temos sido incompetentes no controle da criminalidade”, afirmou.

Para Balestreri, a situação também deveria ser aproveitada para debater o papel da União na segurança pública. “O Brasil inteiro praticamente, com exceção de São Paulo e Minas, vive na mais absoluta penúria. Não tem tesouro suficiente para bancar. O que temos é uma situação em que a União é chamada a colaborar. Como essa colaboração não é sistêmica, a gente encontra maneiras colaterais”, disse. “A Força é uma forma colateral de colaborar diante de um sistema onde a União não tem papel nenhum praticamente.”

Ele acredita que o governo federal pode contribuir mais efetivamente e deve analisar de que forma a tropa pode evoluir a ponto de ter um efetivo próprio, e não depender das convocações das polícias estaduais.

“Há muitos anos existem estudos sobre a possibilidade de melhor sistematização da Força. Dentre eles, há análise sobre a hipótese de criação de uma guarda nacional, pronta para emergências”, disse. “Particularmente, sou simpático à evolução nessa direção, mas tem de ser debatido. Apesar de termos mais de 50 mil homicídios por ano, esse tema ainda não é prioridade.”

Lima considerou que o envolvimento do governo federal no tema é “para lá de urgente” e tem de ir além do provimento de recursos. “Todos concordamos que é necessário que a União entre para suprir gargalos que os Estados não dão conta, como o déficit no efetivo das polícias. Nesse sentido, o governo federal tem de integrar os esforços que estão sendo feitos, já que estruturas como a Polícia Federal são pequenas para essa a tarefa.”

Fonte: Estadão/Fenapef

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Câmara dos Deputados: Legislação Participativa fará seminário sobre guardas municipais e segurança pública

A Comissão de Legislação Participativa aprovou na quarta-feira (25) a sugestão (SUG 2/15) da ONG SOS Segurança Dá Vida para realizar o VII Seminário de Guardas Municipais e Segurança Pública. O objetivo do evento, previsto para 13 de maio, é debater o papel das Guardas no combate à violência e os principais projetos em tramitação no Congresso Nacional que dizem respeito a essas instituições e seus integrantes. Responsável por diversos serviços preventivos de segurança pública, as Guardas Municipais são instituições de caráter civil, uniformizadas e armadas, conforme seu Estatuto (Lei 13.022/14).

Entre suas competências, está solucionar conflitos, atuar como agente de trânsito nas vias municipais e fazer o encaminhamento do autor das infrações ao delegado de polícia, nos casos de flagrante delito. Os guardas municipais também podem celebrar convênios com órgãos de municípios vizinhos , de estados e da União para desenvolver planos de defesa civil.

“É fundamental que haja esse debate para esclarecer todas as dúvidas, inquietações e aspirações de um importante instrumento de controle da violência no País”, afirmou o relator Lincoln Portela (PR-MG).

Convidados

Além de presidentes de sindicatos e federações que possam contribuir para a discussão, o seminário deverá reunir os seguintes especialistas:

- o ex-secretário Nacional de Segurança Pública Ricardo Balestreri;
- o ex-secretário de Segurança Pública de Medelin (Colômbia) Hugo Acero Velasques;
- o chefe de polícia da cidade de Carolina do Norte (EUA), Marcos Bonfim;
- o vereador da cidade de Boa Vista (RR) Guarda Alexandre;
- o advogado e professor universitário Michel da Silva;
- o especialista em Segurança Pública Elivelson Soares;
- o secretário de Segurança Pública de Santa Barbara D’Oeste (SP), Eliel Miranda;
- o delegado de polícia Aníbal Bassan; e
- o especialista em segurança pública Ivete Gonçalves.

Reportagem – Emanuelle Brasil 
Edição – Newton Araújo

Fonte: Agência Câmara de Notícias

sábado, 12 de abril de 2014

Brasil vive tragédia na segurança pública, diz especialista

 
O Brasil vive uma tragédia na área da segurança pública, afirmou no dia 08 de abril, o especialista Ricardo Balestreri, durante seminário na Feira Internacional de Segurança Pública e Corporativa (LAAD Security 2014), que reúne até quinta-feira (10) no Riocentro, zona oeste da capital fluminense, empresas fabricantes e fornecedores nacionais e internacionais de tecnologia, equipamentos e serviços. Segundo ele, a falta de recursos, de políticas públicas para o setor e de investimento nas carreiras policiais contribuem para que anualmente o país perca em torno de 53 mil vidas desnecessariamente.

“Estamos matando por ano, no país, quase uma cidade de médio porte. São quase 100 mil pessoas entre homicídios e mortes no trânsito. São 53 mil homicídios por ano”, comentou ele. "É uma desgraça constante e crônica na área da segurança. Não é qualquer tipo de morte, estamos eliminando anualmente toda uma geração de jovens: em geral, negros, pobres, na faixa dos 14 aos 24 anos”, ressaltou.

Comprar mais armas, viaturas, rádios e coletes apenas, sem tecnologia de ponta, como sistemas de comando e controle, vídeo e monitoramento, aparelhamento e treinamento dos policiais é fazer mais do mesmo, segundo ele. “Não teremos a menor chance de reduzir o número de mortes, nem dos demais crimes que assolam hoje a sociedade brasileira, se não tivermos mais seriedade na gestão pública. Comprar apenas apetrechos é manter a política do espetáculo, que é a do tiroteio, do chute na porta, da quantidade de prisões, e ao final o resultado é pífio”, comentou.

O orçamento para segurança pública, nas três áreas de governo gira em torno de R$ 40 bilhões a R$ 60 bilhões por ano, e são insuficientes para o setor, de acordo com o especialista. Balestreri, que já foi secretário nacional de Segurança Pública, entre 2008 e 2010, defende leis que garantam padrões orçamentários. “Temos vinculação percentual orçamentária na saúde e na educação, e por que no terceiro elemento do tripé do desenvolvimento não temos? Por que a segurança pública continua sendo tratada de madeira amadorista, empírica, conforme o drama do momento, o clamor popular do momento?” - questionou.

Outro problema também relatado no seminário foi a ineficiência dos inquéritos policiais. “Menos de 8% em média dos crimes são apurados e menos de 2% são punições de homicídios. Cerca de 98% das mortes dolosas no Brasil não são punidas. A impunidade é quase absoluta”, lamentou ao se referir às polícias brasileiras como "meias polícias", que fazem trabalhos incompletos e se atrapalham entre si. "Não defendo a unificação das polícias, mas do ciclo de trabalhos das polícias”, declarou.

O palestrante disse que a Polícia Civil transformou-se em mero cartório de registros e de procedimentos, já que os delegados hoje são juízes de instrução sem poder, segundo ele. “As polícias precisam ser divorciadas, fazendo trabalhos especializados e completos, cada um na sua área e cada um com seu cartório próprio”, argumentou. Para ele, a Polícia Civil, que é numericamente menor, deveria se superespecializar nos crimes mais sofisticados, como crimes contra a pessoa, colaborar com a Polícia Federal contra lavagem de dinheiro e crime organizado, entre outros. Já a Polícia Militar ficaria responsável pelos crimes ordinários, fazendo inclusive o trabalho cartorial e investigativo que hoje é feito pela Polícia Civil.

Em sua segunda edição, a feira é um dos maiores evento globais sobre tecnologia de inteligência e defesa, que acontece no Brasil. Além de expositores nacionais e internacionais, a LAAD conta com a participação de representantes do Exército, das polícia, das áreas de inteligência e autoridades judiciárias de diferentes países. No encontro também está prevista a primeira reunião extraordinária de 2014, da Liga Nacional dos Corpos de Bombeiros Militares do Brasil (Ligabom), que fará encaminhamentos sobre a Câmera Técnica da Política Nacional dos Corpos de Bombeiros Militares na Segurança Pública. 
 
Fonte: EBC/Aspramece

terça-feira, 17 de abril de 2012

12º ENEME: oficiais PM e BM discutem negociação salarial com governos

Ocorreu nos últimos dias 12 e 13 de abril, organizado pela FENEME e pela AOPM-BA, o 12º Encontro Nacional de Entidades de Oficiais Militares Estaduais, em Salvador, evento que teve como tema os “Militares estaduais e negociações salariais”. Discussões qualificadas ocorreram no evento, que teve a presença de oficiais PM e BM de vários estados da Federação, embalados pelo fervilhar de movimentos reivindicatórios que vêm ocorrendo em todo o Brasil, inclusive o mais notório deles, que eclodiu recentemente na Bahia.

Nas discussões de corredores, e até nos discursos de parte dos palestrantes, um consenso pareceu estabelecido: os oficiais das polícias e bombeiros militares precisam tomar a frente do processo de mudança das corporações policiais, inclusive liderando de maneira lúcida movimentos reivindicatórios junto aos governos. Ao mesmo tempo, parece-me, este é um entendimento problemático, uma vez que a tendência geral é que os oficiais sustentem publicamente discursos conservadores, muitas vezes alinhados com os interesses governamentais.

Por dois motivos, principalmente: pelos benefícios que arrisca-se a perder (promoções, cargos etc) ao se manifestar contra certos tratamentos dos governos e pela ilegalidade da oposição pública aos governantes – ilegalidade absurda, mas, ainda assim, ilegalidade. Em relação às praças, os oficiais preocupam-se muito mais com estes dois pontos, por questões privadas/capitalistas e por ser chefe, mais preocupado com o desacato às normas que aparentemente firam esta condição. Como construir uma liderança vinculada a estas demandas, enquanto aqueles que falam em nome dos praças geralmente possuem maior desprendimento e contundência nos seus posicionamentos?

Parte deste questionamento foi respondido pelo ex-Secretário Nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, que pontuou onze passos para a evolução institucional das polícias e bombeiros militares brasileiros:
1. Aumento da representação política federal das polícias militares e bombeiros;
2. Vinculação orçamentária destinada a investimentos em Segurança Pública;
3. Investir na qualificação pessoal e de parcerias sociais (aproximação de ONG’s, movimentos sociais etc);
4. Reforma Constitucional das organizações de segurança pública;
5. Responsabilização do Governo Federal no sentido de assumir compromissos com a Segurança Pública;
6. Sindicalização das polícias e bombeiros militares;
7. Permanência na defesa da PEC 300;
8. Melhorar as relações com a mídia e com os intelectuais;
9. Aproximação interna entre praças e oficiais, bombeiros e PM’s etc;
10. Ordenação e organização dos Movimentos Reivindicatórios, evitando equívocos;
11. Criação do Ministério da Segurança Pública.
Sem reivindicações que ecoem em uníssono – incluindo praças e oficiais – as evoluções institucionais dificilmente serão alcançadas. A coesão evitaria mobilizações traumáticas e arbitrárias. Em todo o Brasil, os praças já demonstraram, e continuam demonstrando, desordenadamente ou não, rejeição ao que está posto. Cabe aos oficiais assumirem o protagonismo que costumam defender, não em favor da politicagem de ocasião, mas visando a evolução das polícias e bombeiros militares, com seus homens e mulheres, para o status de organizações públicas eficientes e alinhadas com os interesses sociais.

Fonte: Abordagem Policial

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Capitão Samuel diz: “Comenda que recebi é o resultado do trabalho realizado nesta Casa”



Na tarde desta segunda feira, 16, o deputado estadual capitão Samuel (PSL/SE), utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa para fazer pronunciamento sobre o convite que recebeu das Associações Militares do Brasil onde foi homenageado com uma Comenda do Mérito Militar do Brasil pelos serviços prestados para a categoria militar brasileira e para a Segurança Pública. “Lá estive representando este Poder, estou trazendo esta Comenda para todos que fazem esta Casa. Este reconhecimento é pelo trabalho também realizado nesta Casa no ano passado em defesa da categoria policial e bombeiro militar, na defesa de uma Segurança Pública de qualidade. Senti muita honra em ter sido homenageado e estendo esta honraria a todos que fazem a família militar sergipana”, declarou o deputado.

Samuel Barreto enfatizou a presença do ex-secretário Nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, que ministrou palestra sobre a dificuldade que os Estados brasileiros estão passando para manter a Segurança Pública em níveis aceitáveis. “Lá tivemos a oportunidade de ver uma palestra do ex-secretário Nacional de Segurança Pública, Dr. Ricardo Balestreri, professor, ex-delegado, e oficial da PM. Um breve relato de uns quarenta minutos descreveu a grande dificuldade que os Estados brasileiros estão passando para manter a Segurança Pública em níveis aceitáveis”, relatou o parlamentar.

O deputado disse ainda que pretende convidar o ex-secretário, Ricardo Balestreri, através de requerimento para que o mesmo possa expor na tribuna da Assembleia legislativa de Sergipe, o atual estado da Segurança Pública no Brasil e os dados alarmantes citados pelo ex-secretário.

Fonte: Assessoria Parlamentar (Chris Brota)

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Onde está o Pronasci?

O Programa Nacional de Segurança com Cidadania (PRONASCI) foi lançado em 2007, segundo governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando Ricardo Balestreri ocupava a Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP). Durante sua gestão, o Programa se firmou como a mais vistosa iniciativa nacional no campo da segurança pública, financiando projetos, complementando o salário dos policiais, oferecendo cursos etc. Embora não se tratasse do ideal, uma coordenação efetiva e ampla do Governo Federal em relação às políticas de segurança pública nos estados e municípios, o PRONASCI foi um impulso sensível nesta direção – sempre considerada politicamente arriscada pelos presidentes.
 
Este risco foi exposto cirurgicamente por Elio Gaspari em recente artigo n’O Globo:
 
Quando Brasília cria um programa de combate à violência urbana, patrocina uma salada de responsabilidades, atribuindo-se a solução de problemas que não pode administrar. O presidente finge que faz, o governador aplaude e o prefeito traz a claque. Quando as estatísticas mostram que a situação piorou (137 homicídios por dia), o prefeito diz que o problema é do governador, o governador reclama que Brasília não mandou os recursos e o presidente informa que a ruína não é da sua alçada. Fica com a ressaca de uma festa à qual não deveria ter ido.
 
Algumas publicações na imprensa têm apontado para um recuo do Governo Federal na sustentação do PRONASCI, basicamente por dois motivos. Primeiro, o corte de recursos que o Programa sofreu, na dimensão de cerca de R$ 1 bilhão de reais em 2011. Segundo, a extinção da secretaria executiva, no âmbito do Ministério da Justiça, responsável por gerir o PRONASCI, posicionando o programa na SENASP.
 
O ex-secretário Ricardo Balestreri tem reforçado o PRONASCI na imprensa:“Eu não sei detalhes de como está a execução do programa, mas sei que o caminho para se ter uma segurança pública de qualidade está no Pronasci. Nós demoramos 15 anos para chegar a esse programa que foi reconhecido até nas instâncias internacionais. Até a ONU [Organização das Nações Unidas] reconheceu a qualidade do que conseguimos construir no Brasil” 
 
 
Sobre a timidez do Governo na área de segurança pública, outro tópico tem sido questionado – um suposto veto presidencial a um programa nacional de redução de homicídios. Luiz Eduardo Soares, também ex-secretário de nacional de segurança pública, denunciou o desdém em uma carta publicada em seu site:
 
“Enquanto isso, o Brasil continua sendo o segundo país do mundo em números absolutos de homicídios dolosos –em torno de 50 mil por ano–, atrás apenas da Rússia. Para reverter essa realidade dramática, uma equipe qualificada do ministério trabalhou todo o primeiro semestre na elaboração de um plano de articulação nacional para a redução dos homicídios dolosos, valorizando a prevenção mas com ênfase no aprimoramento das investigações. Um plano consistente e promissor, que não transferia responsabilidades à União, mas a levava a compartilhar responsabilidades práticas. Em meados de julho, chegou a data tão esperada: o encontro com a presidente. O ministro passou-lhe o documento enquanto o técnico preparava-se para expô-lo. Rápida e eficaz, tranquila e infalível como Bruce Lee, a presidente antecipou-se: homicídios? Isso é com os estados. Pôs de lado o documento e ordenou que se passasse ao próximo ponto da pauta.” 
 
 
Há quem diga que o advento da reeleição obriga os políticos brasileiros a projetarem o primeiro mandato para garantir o segundo, a despeito dos seus objetivos gerenciais e necessidades por que passa o povo que lhe elegeu. Mas as questões que envolvem a violência são por demais importantes para serem ignoradas em favor deste ou daquele projeto político. O PRONASCI (que foi lançado no segundo governo Lula) é um exemplo de medida orientada para os ganhos sociais, não demagógica. Um programa que merece (re)aparecer e se expandir.
 
Fonte: Blog Abordagem Policial

sábado, 11 de dezembro de 2010

Conasp fecha o ano com balanço positivo

O Conselho Nacional de Segurança Pública (Conasp) realiza nesta sexta-feira (10) a última reunião do conselho da gestão 2009 / 2010 para finalizar o balanço das atividades deste ano. A reunião será às 10h, no auditório do Hotel Nacional, em Brasília.

O objetivo é preparar para a próxima gestão material com a história da trajetória traçada pela Secretaria Executiva do Conasp. Participam da reunião o secretário Nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, a secretária Executiva do Conasp, Regina Miki, além dos conselheiros dos demais estados participantes.

Para a secretária do Conasp, a composição do conselho transitório teve papel fundamental na institucionalização e na elaboração desta política pública. “Nós, do Ministério da Justiça, aguardamos que os próximos conselheiros tenham a mesma consciência da continuidade do processo democrático iniciado com a Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg)”, afirma.

O Governo Federal reformulou o Conasp que estava inativo há diversos anos. Com esta reformulação, gestores, sociedade civil e os trabalhadores da área debatem as estratégias para execução da Política Nacional de Segurança Pública.

O Conasp tem entre suas atribuições atuar, como órgão normativo, na formulação de estratégias e no controle de execução da Política Nacional de Segurança Pública. Além disso, compete ao desenvolver estudos e ações visando a aumentar a eficiência da execução da Política Nacional de Segurança Pública. Cabe ainda ao Conasp estabelecer diretrizes para as ações da Política Nacional de Segurança Pública e acompanhar a destinação e aplicação dos recursos a elas vinculados, entre outras competências.

Fonte: Ministério da Justiça

sábado, 16 de outubro de 2010

Combate à criminalidade será reforçado com Gabinetes de Gestão Integrada

Para o Secretário Nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, as Guardas Municipais devem ser reconhecidas como entes fundamentais para a segurança pública do país.


(MJ) – Mais 25 cidades do país vão contar com o Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM), espaço que articula ações de prevenção e repressão à criminalidade por meio de um trabalho conjunto entre órgãos federais, estaduais e municipais. Convênio assinado na tarde desta sexta-feira (15), no Ministério da Justiça, contemplou municípios de todas as regiões do país.

Para o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, o GGIM, uma das ações do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), representa um novo paradigma para o Brasil. “A segurança pública é de responsabilidade dos municípios, mas também do governo federal. A rediscussão deste conceito de segurança tem ajudado no avanço de linhas concretas, transformado o Brasil em um país mais seguro”, defendeu.

Barreto lembra que, desde que o Pronasci foi criado, em 2007, a taxa de homicídios no país apresentou queda de 11% - o programa tem como objetivo integrar projetos de repressão e prevenção no enfrentamento ao crime.

Com os gabinetes de gestão integrada municipal, o Ministério da Justiça se faz ainda mais presente nesta transformação da sociedade. “O MJ quer potencializar os projetos (já existentes) e construir junto uma nova realidade”, completou o ministro.

E as mudanças são possíveis, como atestou o prefeito de Foz do Iguaçu (PR), Paulo Mac Donald. A cidade já conta com um GGIM há alguns meses. O espaço congrega Forças Armadas, PF, PRF, Polícia Civil e Militar, ABIN e Receita Federal, além dos moradores da cidade. A sensação de segurança, garante ele, já é outra em Foz. “O Pronasci representa uma nova maneira de se enxergar a segurança pública. Com uma atuação em conjunto das autoridades e comunidade, todos saem ganhando”, disse.

Confira as cidades que assinaram convênio nesta sexta para implementar ou potencializar o GGIM: Manaus (AM), Belém (PA), Palmas (TO), Camaragibe (PE), Natal (RN), Nossa Senhora do Socorro (SE), Marica e Macaé (RJ), Sumaré, Guararema, Suzano, Estância Hidromineral de Poá, Itaquaquecetuba, Guarujá e São Carlos (SP), Almirante Tamandaré, Foz do Iguaçu, Fazenda Rio Grande e São José dos Pinhais (PR) e Pelotas e Rio Grande, Cruz Alta, Venâncio Aires e Taquara (RS) e Cristalina (GO).

Fonte: Ministério da Justiça

________________________

Para saber mais sobre o Pronasci e a SENASP clique nos seguintes links:

http://asprase.blogspot.com/search/label/pronasci

http://asprase.blogspot.com/search/label/senasp

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Congresso reúne comandantes da PM e Bombeiros de todo Brasil

O Rio Grande do Norte recebe pela primeira vez o Encontro Nacional de Comandantes Gerais da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros do Brasil. O evento foi aberto na manhã desta quarta-feira (15) e terá no centro das discussões a Copa do Mundo 2014, as eleições deste ano e a segurança no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem).

O Encontro acontece no Hotel Pirâmide até a próxima sexta-feira (17) e deverá contar também a participação do Secretário Nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, e do Ministro da Educação, Fernando Haddad.

De acordo com o presidente do Conselho Nacional de Comandantes, coronel Álvaro Batista de Almeida, da Polícia Militar de São Paulo, o Encontro é a oportunidade de interação e troca de conhecimento na área de segurança pública.

“Essas reuniões são pontos de troca de experiências e isso faz com que as instituições cresçam no geral e no individual, de acordo com as necessidades de cada estado”, explicou coronel Álvaro Batista.

O oficial falou ainda que um dos objetivos do Conselho de Comandante é desenvolver trabalhos que possam valorizar os policiais e, aliado a isso, conquistar o respeito das instituições junto ao cidadão.

Ainda durante a abertura do evento, o comandante geral da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, coronel Araújo Silva, comentou a importância de Natal sediar o Encontro Nacional dos Comandantes.

Ele que é presidente do Conselho Regional declarou: “pela primeira vez o Estado recebe esse evento. Isso mostra a credibilidade que a Polícia Militar do Rio Grande do Norte tem hoje em todo o Brasil. Aqui, estão reunidos os 54 comandantes gerais da PM e bombeiros do Brasil e nós vamos discutir a segurança para a Copa 2014, das eleições deste ano e também do Enem”.

Fonte: Blog da Renata

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Força Nacional contará com a Polícia Civil

A Força Nacional de Segurança Pública, do Ministério da Justiça terá, este ano, um braço da Polícia Civil”, anunciou o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, durante o 32º Encontro do Conselho Nacional de Chefes de Policia Civil, nesta quinta-feira (26), no Rio de Janeiro. “Com isso, a área de investigação criminal terá reforço, num investimento de cerca de 500 policiais civis que serão capacitados a partir de setembro”, observou Barreto, que liberou também R$ 100 milhões para a compra de equipamentos para perícia e investigação criminal, já em processo de licitação.

Em seu discurso para uma plateia formada pelos chefes de polícia civil de todo o país, o ministro criticou a falta de recursos para esta área. “No Brasil, o percentual de solução de crimes varia de 5 a 10%. A sensação de impunidade é muito grande. Com investimentos concretos na área de investigação para as polícias civis e com os R$ 500 milhões que vamos liberar ainda este ano para a construção de cadeias públicas, vamos equipar o policial para sua verdadeira função e liberá-lo do desvio de função que ele desempenha hoje tomando conta de preso em delegacias, fazendo com que ele volte para o campo da investigação”.

Os R$ 500 milhões a que Barreto se refere são para a construção de cadeias públicas para a geração de cerca de 36 mil novas vagas, que esvaziarão as delegacias de 21 estados do país. “Queremos uma policia do século XXI, desenvolvendo a área de inteligência. Por causa dos atentados, nos últimos 10 anos, houve uma corrida e um grande avanço na área tecnológica voltada para a segurança. O Brasil tem que acompanhar esse desenvolvimento. Temos também que inaugurar, Ministério da Justiça e Polícia Civil, um novo patamar de parceria. Uma parceria pautada na busca da eficiência, da competência. Não dá mais, no Século XXI, para deixar de priorizar a investigação na segurança pública”, finalizou o ministro, que acredita que essas três ações colocarão o Brasil em outro patamar nas questões da perícia e investigação criminal.

Formaram a mesa de abertura do 32º Encontro de Chefes de Polícia Civil o ministro da Justiça, o Secretário Nacional de Segurança Pública Ricardo Balestreri, e os chefes da polícia civil do Rio de Janeiro, Alan Turnowski e da polícia civil de Minas Gerais, Marco Antônio Monteiro de Castro.

Fonte: Faxaju

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Projeto busca definir atribuições das Polícias

Cel Edson Costa Araújo, participa da elaboração de PEC para rever os sistemas de segurança do País. Uma polêmica pulsa entre as corporações de segurança pública estaduais: as competências legais para registrar, investigar e prender infratores da lei são da Polícia Civil ou da Polícia Militar? Assim como a questão passa despercebida do cidadão comum, muitos também desconhecem que, há pouco mais de um ano, uma das pessoas que se dedicam à resposta tem patente de coronel da Polícia Militar (PM) de Goiás, da qual foi comandante-geral.

Trata-se do Coronel Edson Costa Araújo que comandou a PM goiana de 2006 a 2008. Assessor do secretário Nacional de Segurança Pública no Ministério da Justiça, Ricardo Balestreri, o coronel concedeu entrevista ao POPULAR onde reafirmou a disposição de Balestreri de apresentar uma proposta de emenda constitucional (PEC) "equacionando as atribuições" das duas polícias. Para tal, ele defende uma revisão dos atuais sistemas de segurança estaduais fundamentados nas corporações Civil e Militar. "Os sistemas de hoje foram criados durante a ditadura militar, hoje o momento democrático exige outros. A sociedade não está sendo atendida como deveria", diz ele. A ideia, afirma, é encerrar o espírito de competição reconhecidamente existente entre as corporações - "parar com a concorrência e cada um ter funções claras, com um ciclo completo de atribuições que não se misture com o ciclo da outra", diz. As divergências entre as competências são fomentadas pelo artigo 144 da Constituição.

No parágrafo 4° ele informa que "à Polícia Civil compete a apuração de infrações penais, exceto as militares", e no parágrafo 5° diz que "à Polícia Militar cabe o policiamento ostensivo e preservação da ordem pública". Ocorre que, na prática, ao realizar, por exemplo, um termo circunstanciado de ocorrência - o que livra muitos cidadãos de longas esperas em distritos -, a PM está incorrendo em erro se a interpretação for levada ao pé da letra constitucional. E este é apenas um dos exemplos de conflito.

O secretário nacional Ricardo Balestreri pensa em divorciar as polícias e esta deve ser a tendência da proposta que está sendo elaborada. Ele exemplifica citando que a PM deverá ficar com todos os crimes contra o patrimônio, como furtos de veículos e de residências - seguindo o rito do ciclo completo: investigação, prisão, inquérito, etc - e a Polícia Civil se volte exclusivamente para os crimes mais graves como homicídios, crimes de tráfico de drogas, entre outros, também no ciclo completo sob sua responsabilidade.
 "A Polícia Civil seria a Polícia Federal do Estado", acrescentou. Lembrando que há várias resistências e ainda muitos acertos, ele pontuou que a minuta da PEC "avança, mas depende de "convencimento" para ser apresentada.

Fonte: Blog da Renata

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Sergipe participa da 1ª Pesquisa Nacional de Vitimização

Quatro cidades de Sergipe foram escolhidas para participar da 1ª Pesquisa Nacional de Vitimização, lançada na quinta-feira, 1º, pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça, em parceria com o PNUD. Serão pesquisados os municípios de Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, Itabaianinha e Tobias Barreto.

Segundo o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, é a primeira vez que o Governo Federal ouve a população sobre condições de vida, os fatores de risco e as percepções de segurança. "Os resultados do levantamento permitirão subsidiar políticas públicas voltadas para a melhoria das condições de convivência e segurança pública da sociedade brasileira", enfatizou Barreto.

O secretário Nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, explicou que no questionário será perguntado se as pessoas foram ou não vítimas de algum tipo de crime e qual o impacto dessa violência em suas vidas. "Essas informações poderão revelar de forma mais precisa a incidência de crimes por áreas e tipos de pessoas mais expostas à violência", reforçou.

Balestreri ainda destacou que os pesquisadores do Instituto Datafolha já começaram a coleta de dados em 300 municípios com mais de 15 mil habitantes. "Serão sete meses de trabalho para ouvir 70 mil pessoas sobre temas como notificação de crimes e atendimento dos órgãos de segurança. A previsão é que os primeiros resultados sejam divulgados em fevereiro de 2011", garantiu o secretário.

Subsídio às políticas públicas de segurança pública

A solenidade de lançamento da Pesquisa contou com a presença de autoridades ligadas às atividades de prevenção e repressão à violência e à criminalidade, assim como atendimento às vítimas em todo o Brasil. O secretário de Estado da Segurança Pública (SSP) de Sergipe, João Eloy de Menezes, foi representado pelo secretário-adjunto, coronel PM Aelson Resende Rocha. Também participaram o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Nailson Santos, o sub-chefe do Estado Maior da Polícia Militar, coronel Genário dos Santos João, e o corregedor-geral da Polícia Civil, delegado Carlos Frederico Muricy.

Para Resende, a iniciativa será extremamente positiva. "Com os dados levantados será possível mensurar o crime e a violência, investigar as razões da existência da subnotificação de crimes e conhecer os riscos de vitimização em diferentes grupos sociais no país e também em nosso estado", frisou. Ele acredita que as informações deverão revelar a experiência do crime do ponto de vista das vítimas além de permitir uma avaliação das instituições do sistema de segurança pública. "Hoje as ocorrências policiais não mostram um retrato real de cada tipo de crime já que a maioria das vítimas não registra queixa, dificultando a implementação de políticas públicas mais precisas", acrescentou.

O secretário-adjunto lembrou que estudos internacionais revelam que as pesquisas de vitimização apresentam números até 18 vezes maiores do que os registros em boletins de ocorrências. "O governo brasileiro não podia sentar nos fóruns internacionais e comparar números porque não tinha dados nacionais. Essa pesquisa vai coroar uma nova maneira de fazer segurança pública baseada no conhecimento científico. Além disso, as informações sobre vitimização permitirão definir ações específicas para garantir a segurança de grupos vulneráveis como homossexuais, jovens, idosos e mulheres", ressaltou.

A pesquisa será realizada pelo Datafolha, que conta com a consultoria do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (Crisp).

Outros estudos

Para conferir mais legitimidade à pesquisa, a Coordenação Geral de Pesquisa e Análise da Informação, da Senasp, conta com o auxílio de um Conselho Gestor formado por especialistas no tema, como intelectuais com experiência em pesquisas de vitimização, gestores públicos e secretários de segurança. Esse conselho foi concebido para elaborar o questionário em conjunto com a Senasp, assim como os parâmetros metodológicos da pesquisa. Com a participação dos estudiosos, a Senasp espera que o estudo aborde todas as questões consideradas fundamentais.

Universidades, institutos e acadêmicos poderão solicitar o acesso aos dados para a produção de novos estudos a partir de fevereiro de 2011. Os critérios para a seleção dessas instituições serão divulgados em edital no Diário Oficial da União. A ideia é ter vários 'olhares' sobre os resultados da pesquisa que contribuam para novas ações governamentais.

Fonte: Agência Sergipe de Notícias

sexta-feira, 19 de março de 2010

Ministério da Justiça vai implantar guarda costeira no país

Estresse na atividade policial, o papel das polícias na aplicação da Lei Maria da Penha, comunicação e segurança, o papel do setor privado na segurança pública. Esses foram alguns dos temas de 29 mesas-redondas apresentadas no IV Encontro Anual do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que reuniu em São Paulo mais de 1.300 pessoas interessadas num dos assuntos mais sensíveis da agenda política contemporânea. Depois de anos de abandono pelas políticas públicas, finalmente a segurança começa a aparecer com destaque nos programas de governo dos candidatos a cargos do poder executivo no país. Em breve veremos o dia em que todos os governadores e o presidente da República vão reservar espaço em sua agenda para ir ao encontro anual do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, do qual sou um dos 60 membros e que - tirando meu nome, é claro - reúne hoje a nata dos pesquisadores do tema no país e tem se transformado num espaço democrático que atrai tanto acadêmicos quando policiais e outros operadores da segurança pública.

Este ano tenho a grata alegria de receber uma colaboração superespecial para o blog. A jornalista Anabela Paiva, repórter de mão cheia e desde 2004 na seara da pesquisa em segurança pública, aceitou meu convite para escrever um texto sobre a mesa-redonda que reuniu três experts no tema com experiência na chefia da Secretaria Nacional de Segurança Pública - o órgão do Ministério da Justiça, que executa as políticas públicas junto aos estados da fedearação.

Um consenso: melhores salários, revisão do regimento da PM e reforma do modelo policial brasileiro

Por Anabela Paiva, pesquisadora e jornalista, especial para blog Repórter de Crime

Uma conversa franca e pública entre o titular de uma das pastas mais sensíveis do governo federal e dois antigos ocupantes do mesmo cargo não é uma cena comum na política brasileira. Por isso mesmo, a mesa que reuniu o Secretário Nacional de Segurança Pública Ricardo Balestreri e dois ex-ocupantes do mesmo cargo – o coronel da PM paulista José Vicente da Silva Filho e o cientista político Luiz Eduardo Soares – foi uma das mais concorridas do IV Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, encerrado ontem em São Paulo. A conversa em torno do tema “Política Nacional de segurança: discussões, consensos e desafios” não ficou só no plano das idéias futuras. Durante o debate, Balestreri contou “em primeira mão” que até o fim do seu mandato vai criar uma policia ostensiva marítima para combater a pirataria e o contrabando na costa brasileira.

– Tenho um mapa do Brasil no meu escritório. Olho para ele e fico pensando como, em 500 anos, não conseguimos construir uma guarda costeira. Deixamos isso para a Marinha, que não tem essa vocação.


Balestreri comentou que a pirataria já é uma preocupação em rios do Norte brasileiro e, se não for reprimida, pode tornar-se um problema em rotas de navegação marítima no Brasil. Além disso, ele ressaltou, à medida que o controle das “fronteiras secas” aperta, contrabandistas tenderão a usar o mar para o transporte de armas e drogas.

Os participantes da mesa não procuraram reinventar a roda. A valorização do profissional de segurança pública, necessidade já mais que comprovada e discutida, foi citada como a maior prioridade. Enquanto policiais e bombeiros continuam em campanha pela aprovação na Câmara Federal do Piso Salarial Nacional dos Bombeiros e Policias , a PEC 300, Luiz Eduardo Soares fez a defesa veemente da revisão dos salários de policiais.

– Se segurança pública é fundamental, que o limite não seja o orçamento disponível. O limite deve ser a dignidade do profissional de segurança – disse ele.

Outras duas prioridades pareceram ser consenso entre os três participantes. A primeira, uma revisão do regimento da Policia Militar.

– É preciso compatibilizar o regimento interno com a Constituição. Há limites para a hierarquia ser exercitada – disse Luiz Eduardo.

José Vicente e Balestreri também comentaram a necessidade de coibir o “assédio moral” de superiores da PM e bombeiros contra os subordinados. Balestreri lembrou que, num curso sobre direitos humanos, soube que um comandante de bombeiros castigava os soldados obrigando-os a sentarem-se nus em um formigueiro.

– A gente sai sem conseguir abrir os olhos – contou uma das vítimas da tortura.

O secretário relatou o caso ao comando da força no estado, sem sucesso.

– Tenho me preocupado muito em defender os direitos humanos policiais. O profissional precisa ser bem tratado na corporação para que possamos exigir que ele trate bem os outros – observou.

Outro tema de consenso foi reforma do modelo policial brasileiro. Luiz Eduardo fez referência à pesquisa que coordenou para a Senasp, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). As respostas de 64 mil policiais mostraram que 77% deles defende mudanças na atual estrutura do aparelho policial.

– Antes diziam que a massa era contrária às mudanças, que isso era coisa de intelectual, de militante de ONG.

Balestreri defendeu a atuação independente da PM e da Polícia Civil, em esferas diferentes.

– Somos o único país com meias polícias que se atrapalham mutuamente. Essa situação só pode ser resolvida pelo divórcio, não pelo casamento.

Para o chefe da Senasp, o Brasil teria um sistema mais racional se as polícias militares cuidassem dos crimes contra o patrimônio e as polícias civis se ocupassem dos crimes contra a pessoa. Guardas municipais fariam o combate de delitos como a contravenção.

Clima ameno

O encontro mediado pelo diretor do Instituto Sou da Paz, Denis Mizne, foi amistoso. Com seu jeito direto , o coronel José Vicente expressou idéias polêmicas. Declarou ser favorável à pena de morte e citou a importância da descriminalização do aborto para a segurança pública. Vicente também mostrou-se favorável à revisão das penalidades aplicadas aos crimes de adolescentes.

– Os que cometerem crimes violentos têm de ser punidos com o máximo rigor, não interessa a idade. Balestreri e Luiz Eduardo evitaram divergir e enfatizaram os pontos em comum com o policial. O Secretário Nacional de Segurança Pública aproveitou para fazer uma defesa da sua administração. Ele reconheceu a “má gestão histórica na segurança pública” e a ausência de pensamento estratégico no setor. Citou as unidades de polícia pacificadora do Rio de Janeiro como um exemplo dos resultados positivos da polícia comunitária ou de atuação próxima ao cidadão, uma antiga causa sua. Ele também destacou os investimentos em treinamento e qualificação.

– Gastávamos apenas 3,5% em capital humano e 37% dos recursos em viaturas que, por falta de política de garagem, em dois anos precisavam ser substituídas. Hoje tenho o orgulho de dizer que gastamos mais de 60% dos nossos recursos em capital humano – disse o criador da Rede Nacional de Altos Estudos em Segurança Pública.

O valor dos investimentos anuais da Senasp em 2010 chega perto dos R$ 1,7 bilhões, mas ainda precisa crescer muito, admitiu o secretário.

– Aumentou muito, mas ainda é insuficiente. Não adianta tapar o sol com a peneira. O governo federal tem de investir de R$ 8 a 10 bilhões por ano na segurança pública.

Para executar este orçamento de gente grande, continuou o secretário, seria preciso criar um ministério da Segurança Pública.

– Nós poderíamos levar essa idéia para a Dilma – propôs Balestreri a Luiz Eduardo.
– Certo. E eu levo pra Marina – riu Luiz Eduardo, partidário da candidata do Partido Verde.
 

Fonte: Blog Reporter de Crime - Jornalista Jorge Antônio Barros - Globo.com

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Grupo de policiais discutirá combate ao crack no País

Ricardo Balestreri, Secretário Nacional de Segurança Pública, anunciou hoje no Rio que o governo federal vai reunir um grupo de policiais de todo o País para discutir especificamente as formas de combate ao crack. "A polícia brasileira, com toda a boa intenção, não tem know-how para o combate ao crack", disse durante a reunião da Comissão Brasileira sobre Drogas e Democracia.

Em um mês, esta força-tarefa reunindo policiais civis, militares e guardas municipais, começa a trabalhar.

Segundo ele, a polícia brasileira tem competência para combater o tráfico de cocaína. "O crack é o lixo da cocaína, mas tem que ser tratado de forma diferenciada. Ele tem características de distribuição diferentes de todas as outras drogas. Normalmente, no Brasil se vai a um ponto para comprar drogas. E o crack é diferente, é vendido nas ruas. Ele é capilar, está presente no conjunto da sociedade. É uma droga de venda pequena e de baixo valor, disseminado entre as classes populares", disse.

Balestreri explicou que nos Estados Unidos há uma queda na venda de crack. "Esta é uma droga que vicia e mata muito rápido. Os traficantes americanos chegaram à conclusão que é ruim para os negócios e por isso estão diminuindo a venda. Nós ainda não estamos nesta fase no Brasil. É preciso atuar fortemente na repressão. E ela não pode ser burra". Balestreri acredita que o consumo não está restrito a grandes cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro. "Ela está infiltrada nas pequenas cidades também. Estamos tendo uma verdadeira eliminação da nossa juventude. E temos dúvida sobre a possibilidade de tratamento, de recuperação. Por isso a repressão tem de ser inteligente".

Durante a reunião da Comissão Brasileira sobre Drogas e Democracia, na sede do Viva Rio, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), divulgou uma nova vertente do uso de crack pelos traficantes cariocas. "Há suspeitas de que traficantes do Rio estão misturando crack à maconha vendida. Isso é muito grave", alertou. Este foi um dos argumentos de Teixeira na defesa de uma mudança na lei de drogas, diferenciando usuário de traficante e determinando penas diferentes para traficantes presos com pequenas quantidades e desarmados. "O consumo está aumentando e a qualidade da droga vendida está piorando, como esta suspeita de 'craquização' da maconha no Rio".

Além destas mudanças sugeridas por Teixeira, Ricardo Balestreri defendeu também um aumento dos gastos do governo federal com segurança pública. "Precisamos investir R$ 8 bilhões. Temos que focar nosso combate nas fronteiras e no grande traficante, sem esquecer de políticas de tratamento do usuário."

Fonte: BBC Brasil

terça-feira, 15 de setembro de 2009

PEC 300/08 e a peregrinação de Mendonça Prado

O deputado federal Mendonça Prado (Democratas/SE) será um dos líderes da caminhada “PEC 300/08 - Por uma questão de igualdade”, que é o slogan do primeiro ato de mobilização, convocado pelas Associações Unidas da Polícia Militar de Sergipe, prevista para acontecer no próximo dia 30 de outubro, a partir das 14 horas, com concentração na praça da Bandeira, em Aracaju, capital sergipana.

Mendonça Prado tem sido convidado e participado de atos de mobilizações pró-PEC 300/08 em vários estados do país. “Tenho compromissos com a aprovação da PEC 300/08 e vou participar de todos os movimentos de mobilização para sensibilizarmos o país para a necessidade do piso nacional militar. Vamos construir esta vitória a partir das ruas até vê-la aprovada no Congresso Nacional”, reforçou Mendonça Prado.

A PEC 300/08 é uma Proposta de Emenda Constitucional, de autoria do deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP), que tramita na Câmara dos Deputados, regulamentando o piso nacional para todas as Polícias Militares, Bombeiros Militares, ativos, inativos e pensionistas, equiparando os salários à remuneração paga à corporação do Distrito Federal.

VI Enerp

Convidado pela Anaspra – Associação Nacional dos Praças, através do seu representante em Sergipe, sargento Anderson Araújo, Mendonça Prado participa, entre os dias 24 e 26 de setembro, do 6º Encontro Nacional das Entidades Representativas de Praças (VI Enerp), que acontecerá na cidade de Fortaleza/CE.

“Em reconhecimento ao grande empenho demonstrado por V. Exª. na defesa de tão importante causa dos servidores militares estaduais, gostaríamos de poder contar com vossa presença para abrilhantar nosso evento, que contará com a presença de outras autoridades, entre elas o Secretário Nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, que fará a abertura do encontro”, argumentou o representante da Anaspra.

No último mês de agosto, Mendonça Prado marchou ao lado do soldado Moisés (deputado estadual/PE), major Fábio (deputado federal/PB), capitão Assunção (deputado federal /ES), e dos policiais militares e familiares pelas ruas do Recife, em ato público de mobilização social e da classe política pernambucana, denominado “PEC 300/08, eu acredito”. “Estou muito feliz por está marchando por esta proposta junto com os grandes líderes da PM/SE como os sargentos Vieira e Edgar”, reinteirou Prado.

Nos últimos meses, também atendendo a convite da Anaspra, associações e lideranças locais, Mendonça Prado defendeu o que classifica como “a dignidade salarial dos militares”, na cidade de Campina Grande, na Paraíba; e ao apresentar painel sobre a PEC 300/08, durante o V Enerp, realizado em Natal, capital do Rio Grande do Norte.

CCJ

O deputado federal Mendonça Prado está empenhado na aprovação da proposta, desde março de 2009, quando foi designado relator da PEC 300/08 na Comissão de Constituição e Justiça, tendo apresentado relatório pela admissibilidade da proposta, obtendo aprovação por unanimidade na CCJ.

“Este processo de elaboração do relatório na CCJ foi muito importante e tive a participação direta dos militares de Sergipe, que fizeram questão de colaborar com meus argumentos. Estive com eles e recebi sugestões que contribuíram para o meu parecer”, disse Mendonça Prado, relembrando documento recebido dos líderes das Associações Unidas, sargento Jorge Vieira, sargento Anderson Araújo e sargentos Edgar e Prado.

Comissão Especial

No último dia 02 de setembro, em ato da presidência da Câmara dos Deputados, foi formada a Comissão Especial que irá formatar o texto final da PEC 300/08, quando Mendonça Prado foi escolhido para secretariar e o deputado federal Major Fábio para presidir a comissão.

Após a formatação do texto final da PEC 300/08 na Comissão Especial, a proposta será submetida à votação no plenário da Câmara dos Deputados em dois turnos e, sendo aprovada, seguirá para apreciação do Senado da República.

Eliz Moura

Fonte: Assessoria de Imprensa do Dep. Fed. Mendonça Prado (DEM/SE)

domingo, 6 de setembro de 2009

Fortaleza será palco do 6º Encontro Nacional de Praças

Será realizado neste mês de setembro na cidade de Fortaleza, no Ceará, o 6º Encontro Nacional das Entidades Representativas de Praças (Enerp). O evento será promovido pela Associação Nacional de Praças (ANASPRA) e organizado em parceria pela ASPRAMECE (Associação de Praças do Ceará) e pala ACS/CE (Associação de Cabos e Soldados do Ceará).

A capital cearense receberá representantes dos militares de diversos estados brasileiros, que estarão reunidos de 24 a 26 deste mês para debater assuntos de interesse dos militares em âmbito nacional. A Anaspra pretende aproveitar a oportunidade para avaliar e discutir a participação das entidades na 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública, realizada em agosto último em Brasília, e os resultados da 1ª CONSEG.

Entre os temas discutidos estarão a PEC 300, a desmilitarização das polícias e corpos de bombeiros, além de outros assuntos. A organização do evento alterou a data de abertura do VI Enerp para que pudesse contar com a presença do Secretário Nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, que já confirmou sua participação.

Será a segunda vez que Balestreri prestigiará a direção da Anaspra participando da abertura do Enerp. A primeira foi em março de 2008, durante o IV Enerp, realizado em Belo Horizonte/MG. Além do secretário, outras autoridades também deverão participar do evento, entre eles o senador Tasso Jereissati (PSDB/CE), autor da PEC 21/2005, que entre outros pontos trata da questão da desmilitarização; o deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP), autor da PEC 300/2008, que propõe que os salários dos militares estaduais no Brasil não sejam inferiores aos do Distrito Federal; e ainda o ex-governador cearense Ciro Gomes.

O deputado federal Mendonça Prado (DEM/SE), também foi convidado a participar do evento, em reconhecimento ao empenho que o parlamentar tem demonstrado na defesa da PEC 300 em todo o país.

A ASPRASE já tem presença confirmada no VI Enerp, e será representada pelo seu presidente, sargento Anderson Araújo, que também é diretor de intercâmbio da Anaspra. Ele viajará em companhia do sargento Alexandre Prado, presidente da Associação de Subtenentes e Sargentos. Além da ASPRASE e da ASSPM, a Associação Beneficente (ABSMSE) também estará presente no evento, completando a representação de Sergipe no Enerp.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Aberta em Brasília a 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública

Foi aberta no fim da tarde de ontem em Brasília, a 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (CONSEG). A solenidade contou com a presença de diversas autoridades, entre elas o Secretário Nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, o Ministro da Justiça, Tarso Genro, e o próprio Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

A 1ª CONSEG contará com a participação de cerca de três mil pessoas, e tem como objetivo colaborar para a criação de uma nova política de segurança pública no Brasil. Sergipe também estará representado na CONSEG através de trabalhadores, gestores e representantes da sociedade civil eleitos democraticamente na Etapa Estadual da Conferência.

Os praças da Polícia Militar estarão representados pelo sargento Antônio Carlos dos Santos, diretor de comunicação da Asprase, e os praças do Corpo de Bombeiros pelo soldado Rodolfo Almeida, do SGMAR. A 1ª CONSEG segue até domingo em Brasília.

Abaixo os links para acesso a outras matérias sobre a Conferência. Mais notícias no site do Ministério da Justiça ou no site oficial da 1ª CONSEG.

A segurança pública é responsabilidade de todos, diz Lula

1ª CONSEG propõe novo modelo de segurança pública

Postagens populares