terça-feira, 21 de novembro de 2017
Segurança Pública amplia trabalho voluntário na PM e nos bombeiros
sábado, 11 de janeiro de 2014
Ceará: Policiais sob judice escalam torre de TV para protestar em Fortaleza
Afirmando estarem cansados de esperar por um encontro com o governador do Ceará, Cid Gomes, dois policiais militares que estão sub judice subiram às 3h na torre da TV Assembleia nesta sexta-feira (3), em Fortaleza. “Faz 17 dias [que estão acampados na Assembleia Legislativa], subiram porque estamos cansados de o governo só fazer promessa”, explica o policial Alex Patrick, de 28 anos.
Cerca de 20 policiais na mesma situação estão acampados no local até resolverem a situação de trabalho. De acordo com eles, 632 foram aprovados em um concurso público de 2008, por meio de 2ª chamada para 860 vagas. Eles passaram por treinamento, trabalharam nas ruas por quase três anos sem receber salários e, em julho deste ano, foram afastados das funções da corporação pelo Governo do Estado. Segundo o grupo, eles foram escalados para trabalhar durante a Copa das Confederações, em junho deste ano.
“Não entendo a atitude do governador porque todos trabalharam na Copa das Confederações, estão cadastrados no Ciops como policiais e consta no site que estão trabalhando nas ruas, mas não estamos. Isso é um absurdo”, disse o outro policial, Alex Duarte, de 22 anos. De acordo com o Governo do Estado, os candidatos afastados por decisão judicial, a pedido da Procuradoria Judicial da PGE, não cumprem alguns dos requisitos necessários para a aprovação no concurso, como nota mínima das provas objetivas, exames físicos e psicológicos e até investigação social.
Desemprego
Já a policial Irani Guedes Santiago afirma que passa por dificuldades financeiras porque não pode trabalhar em outro lugar devido a atual situação. "Já que estamos cadastrados no Ciops como policiais militares não podemos conseguir outro emprego. Ninguém quer contratar a gente. Já que o governador não quer resolver o nosso problema que pelo menos legalize nossa situação para que possamos ir trabalhar em outro lugar", desabafou.
Ainda segundo Irani Guedes todos os policiais possuem o Cartão Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) do Governo Federal e do Instituto de Saúde dos Servidores do Estado do Ceará (Issec). "Esses dois cartões são uma prova de que trabalhei como policial. E sem justificativa fui mandada para fora. Isso é um absurdo", conta.
A policial Emanuelle Gomes acrescenta que todos os policiais afastados passaram nos exames. "Realizamos testes como todo concursado. Foram três etapas. O teste físico, o teste psicotécnico e prova escrita. Se fomos aprovados e já fomos para rua, porque fomos demitidos?", indagou.
Vivian Sales
Fonte: G1 Ceará./Aspramece
domingo, 15 de setembro de 2013
Câmara aprova extensão da Bolsa-Formação para os agentes de trânsito
A Câmara aprovou o projeto de lei que estende aos agentes de trânsito o direito de receber a Bolsa-Formação, com a decisão favorável da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) ao Projeto de Lei 7410/10, do deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA) que altera a Lei 11.530/07.
A proposta, que já havia sido aprovada nas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Finanças e Tributação, tramita em caráter conclusivo e segue agora para o Senado, se não houver recurso para votação pelo Plenário da Câmara.
O benefício, no valor de R$ 443,00 por mês, faz parte do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), do Ministério da Justiça. A bolsa é destinada ao aperfeiçoamento profissional e atualmente já contempla policiais militares e civis, bombeiros militares, agentes penitenciários e carcerários, peritos e guardas municipais. Para ter direito ao auxílio, o beneficiado deve receber salário mensal entre R$ 1.300,00 e R$ 1.700,00.
Questão de justiça
Albuquerque considera que “em alguns lugares quem trabalha na área de trânsito convive hoje com uma violência maior do que os homicídios; nós temos mais de 40 mil pessoas que morrem por ano no país, fruto da imprudência no trânsito. Então, a capacitação, a atualização profissional do agente de trânsito é importante", enfatizou.
O relator calcula que 10.300 agentes de trânsito preenchem os requisitos para receber a Bolsa-Formação, o que representaria um impacto financeiro em torno de R$ 55 milhões para a União.
Íntegra da proposta:
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Retrospectiva policial 2012
Aliás, o mundo parou para assistir a greve dos policiais militares baianos, com direito a intervenção duvidosa da Rede Globo, através do Jornal Nacional. São Paulo também foi destaque: Pinheirinho e a relação explosiva entre policiais militares e integrantes da facção criminosa chamada PCC gerou mortes e destruição. Aliás, nunca se viu tantas mortes de policiais, não só em São Paulo, mas no Brasil.
2012 foi o ano em que policiais começaram a despertar para sua força política, mas também entraram em conflito e confrontos, por pura falta de sorte, falta de bom senso, erro operacional e até e até mesmo truculência.
Rita Lee xingou policiais militares em um show, Datena negociou com sequestrador em programa ao vivo, o Governador do Paraná disse que PM’s com curso superior tendem a ser insubordinados.
Ainda há polícias que não reconhecem o policial como cidadão, e tolhem, ou tentam tolher o direito de manifestação de seus homens e mulheres – principalmente quando se trata de publicações na internet. Parece não ser à toa que a ONU recomendou a extinção das polícias militares brasileiras.
A legalização da maconha ganhou espaço enquanto tema relevante, e o Uruguai chegou a editar lei sobre o assunto. Nos EUA, a discussão sobre a difusão de armas de fogo entre a população civil ganhou corpo, após sucessivos ataques com grande número de mortos, inclusive crianças.
2012 foi o ano em que ex-membros do primeiro escalão do Governo Federal foram condenados por corrupção, com perspectiva de cumprimento da pena em 2013. Torcemos para que a justiça seja feita, e que o ano vindouro seja mais surpreendente e pacífico do que 2012.
Um feliz ano novo a todos!
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Câmara analisa criação do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública
Pelo texto, o sistema será integrado pelo Poder Executivo da União, dos estados e do Distrito Federal; e será administrado por um conselho gestor. Caberá ao Ministério da Justiça disponibilizar um sistema padronizado, informatizado e seguro que permita a troca de informações.
O texto ainda prevê que o ente federado integrante do sistema que deixar de fornecer ou atualizar informações ficará impedido de receber recursos do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) do governo federal. Além disso, quem não repassar as informações no prazo definido pelo órgão competente, fica proibido de receber recursos da União por meio de transferência voluntária.
O autor do projeto, senador Magno Malta (PR-ES), ressalta a necessidade da troca de informações entre os sistemas dos entes federados, e entre eles e o sistema federal, para o combate à criminalidade no País.
Tramitação
A proposta, que tramita em regime de prioridade, já recebeu pareceres pela aprovação das comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Agora será votada no Plenário da Câmara.
Íntegra da proposta:
quarta-feira, 14 de março de 2012
Dilma engaveta plano nacional de UPPs
De acordo com Planalto, recursos vão ser usados em outras ações, como combate ao crack e patrulha em fronteiras
O governo federal engavetou a principal promessa de campanha da presidente Dilma Rousseff na área de segurança pública: instalar 2.883 UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) pelo Brasil.
Segundo o Ministério da Justiça, técnicos avaliaram o cálculo do projeto apresentado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva e encampado por Dilma na campanha como "superdimensionado".
Ainda segundo técnicos, não haveria sequer efetivo policial suficiente em algumas cidades para instalar as UPPs.
Agora, de acordo com o Palácio do Planalto, os recursos inicialmente previstos para construção das unidades pacificadoras, que chegam a cerca de R$ 1,6 bilhão, irão para outras ações, como combate ao uso do crack e vigilância das fronteiras do país.
Implantado em 2008 no Rio de Janeiro, com recursos estaduais, o modelo das UPPs é um sistema de policiamento comunitário adaptado para áreas de risco. O eixo é a construção de bases de segurança que funcionam 24 horas por dia. Resultados positivos no Rio elevaram-no à condição de "grife" das políticas para o setor no país.
Em programa eleitoral veiculado em 21 de setembro de 2010, por exemplo, a então candidata Dilma prometia, como parte do PAC 2 (segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento), "mais de 2.800 postos de polícia comunitária" pelo país.
Sumiço
Agora, com 15 meses de gestão, a promessa sumiu do primeiro balanço do PAC 2, divulgado na semana passada. Dos R$ 350 milhões previstos para a ação em 2011, nenhum centavo foi gasto.
Tampouco houve até o momento execução dos R$ 188,5 milhões previstos para 2012, aponta levantamento feito pela ONG Contas Abertas, a pedido da Folha, em dados do Siafi, sistema que registra os gastos do governo.
O cenário reflete os cortes no Orçamento feitos pelo Planalto em 2011. Da dotação de R$ 2,1 bilhões do Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania), que abrange a construção dos postos, apenas R$ 1,05 bi (50%) foi gasto.
O resultado é que Estados que enfrentam aumento nos índices de violência e optaram pela construção das UPPs estão tirando dinheiro do próprio bolso. Na Bahia, por exemplo, o governo gastou R$ 1,4 milhão para erguer cinco bases de segurança -outras 12 devem sair em 2012.
A gestão Jaques Wagner (PT) recorreu ainda a doações privadas para equipar as bases. Obteve itens como tintas, móveis e material de construção. Neste mês, o governo do Paraná, de Beto Richa (PSDB) inaugurou uma base em Curitiba, batizada de UPS (Unidade Paraná Seguro).
Ex-secretário Nacional de Segurança Pública no governo Luiz Inácio Lula da Silva (2008-2010), Ricardo Balestreri apontou "descontinuidade" entre as gestões. "Você lança um programa de governo, há troca e o programa acaba sendo abandonado."
"Demagogia"
Para Luiz Eduardo Soares, ex-secretário Nacional de Segurança Pública (2003), o problema do crack "cabe perfeitamente" no modelo de policiamento comunitário, mas a abordagem do tema das UPPs pela campanha de Dilma foi "demagógica".
"A campanha de Dilma não possuía programa de segurança. Neste ponto, como em muitos outros, sua fala se assemelhou a de [José] Serra [candidato do PSDB à Presidência em 2010], pelo vácuo", disse o professor Marcos Rolim, consultor em segurança.
Frases
"A abordagem eleitoral foi demagógica e descomprometida com as questões reais. Mesmo se as promessas pudessem ser cumpridas, elas significariam apenas o reforço de nosso modelo de polícia", palvaras de Luiz Eduardo Soares, ex-secretário Nacional de Segurança Pública (2003)
"Bases fixas acarretariam na necessidade de fixar um número muito elevado de PMs, prejudicando outras ações de segurança"
Thiago Guimarães
Coordenador-Adjunto da Agência Folha
Esteleita Hass Carazzai - Curitiba
Fonte: Ministério da Justiça/Folha de São Paulo/Blog do Lomeu
sábado, 10 de março de 2012
1º Censo sobre Ações Municipais de Segurança Pública do país
Não basta, contudo, identificar a necessidade de conformação de um desenho institucional renovado, é preciso reconhecer as alterações sociopolíticas por que passaram as políticas de segurança pública, especialmente nas últimas duas décadas, hoje melhor nominadas como políticas públicas de segurança, tanto no que pertine ao reconhecimento dessa nova concepção de segurança cidadã, que ganhou força e vigor com a aprovação, por unanimidade, no Congresso Nacional da Lei n.º 11.503/2007, que instituiu o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), quanto, às inovações institucionais levadas a efeito pelos municípios na gestão integrada e participativa de políticas públicas de segurança (de que são exemplos os Gabinetes de Gestão Integradas e as sinergias ensejadas pela aproximação dos Conselhos Gestores de Políticas Públicas com estratégias de co-gestão pública do Estado como o Orçamento Participativo).
Dito de outro modo, tem-se convivido, contemporaneamente, com uma atuação bastante diversa e multifacetada dos municípios no campo da segurança pública. Apesar da complexidade da crescente intervenção municipal nessa área, ainda são reduzidos, para usar um eufemismo, os esforços, sejam locais, regionais ou nacionais, sejam da academia ou dos órgãos oficiais de controle social, para identificar a dinâmica de funcionamento das várias agências responsáveis pela intervenção do poder local na administração de programas, projetos e ações voltadas a ensejar a segurança dos direitos (humanos e fundamentais), como eixo primordial do desenvolvimento institucional da segurança como um direito social, constitucionalmente garantido e institucionalmente assegurado.
Esse fato torna ainda mais relevante, e premente, a realização do 1º Censo sobre Ações Municipais de Segurança Pública do país, concebido e implementado no Rio Grande do Sul, sob a coordenação do Núcleo de Segurança Cidadã da Faculdade de Direito de Santa Maria (Fadisma), com o apoio técnico do Instituto Fidedigna e respaldo institucional da Associação de Secretários e Gestores Públicos Municipais de Segurança Pública do Rio Grande do Sul (Asgmusp).
Trata-se de uma iniciativa inédita que pretende promover uma radiografia das ações dos 496 municípios gaúchos na área da segurança pública, notadamente as com foco na prevenção local (social e situacional) das violências e da criminalidade, como também aquelas que têm potencial de adquirirem o status de política pública de segurança (a exemplo das medidas de prevenção situacional: iluminação pública, revitalização de áreas degradadas, asfaltamento e saneamento de regiões periféricas e tradicionalmente segregadas do direito à cidade, etc.), quando dirigidas a reduzir os riscos reais de vitimização e ampliar a sensação (subjetiva e interpessoal) de segurança.
A diversidade de experiências capitaneadas pelos municípios no período recente da história republicana e democrática brasileira, impulsionadas, entre outros, pelo citado Pronasci e, potencialmente, pelo Fundo Nacional de Segurança Pública, demanda a produção de um estudo técnico-científico aprofundado, com possibilidade de explicitar as oportunidades abertas para a efetivação de políticas públicas de segurança sintonizadas com os anseios da população por uma capacidade mais resolutiva e pró-ativa do Estado nessa área.
Nesse sentido, resultados preliminares da pesquisa apontam cerca de cinquenta cidades gaúchas com a existência de algum órgão gestor de segurança pública e/ou Guarda Municipal, sinalizando um amplo espectro de possibilidades de crescimento, revigoramento e fortalecimento dos municípios no campo da gestão de ações municipais de segurança pública, mais consentâneas com um novo modelo democrático-emancipatório em prol da segurança dos direitos nas e das cidades.
Eduardo Pazinato é secretário municipal de Segurança Pública e Cidadania de Canoas/RS. Presidente da Associação Estadual de Secretários e Gestores Municipais de Segurança Pública do Rio Grande do Sul (Asgmusp). Coordenador Institucional do Observatório de Segurança Pública de Canoas/RS
Fonte: Fórum Brasileiro de Segurança Pública
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
OAB critica corte de mais de R$ 1 bilhão no Programa Nacional de Segurança Pública
Segundo ele, além dos cortes efetuados no ano passado, até o momento não há informações oficiais precisas sobre o volume de investimentos previstos para este ano.
Wadih Damous lembrou que a segurança pública, área tão fundamental quanto problemática nos grandes centros urbanos, não pode ser prejudicada a ponto de correr o risco de se atirarem por terra esforços e programas sérios de redução da criminalidade.
"Não é justo com o Rio de Janeiro, especialmente, que o ajuste fiscal do governo federal venha a representar um retrocesso na necessária parceria com estados e municípios para qualificar o combate ao crime", afirmou.
Um dos projetos mais duramente atingidos foi o Bolsa Formação, que paga cursos de qualificação para policiais e outros profissionais de segurança e tem contribuído para a melhoria dos serviços prestados à população. "Medidas de controle da aplicação de dinheiro público são sempre bem-vindas. Mas será que não é possível aplicá-las sem aniquilar o já feito em benefício da sociedade", concluiu o presidente da OAB-RJ.
Fonte: Jornal do Brasil
domingo, 22 de janeiro de 2012
Segurança Pública: Dilma corta a metade das verbas

O Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) sofreu, no primeiro ano do governo Dilma Rousseff, o maior corte de recursos desde a sua criação, no fim de 2007.
Dos R$ 2,094 bilhões autorizados para 2011 só a metade foi paga nos diversos projetos previstos pelo Ministério da Justiça, contrariando o discurso de campanha de ampliar a colaboração com estados e municípios nessa área.
A tesourada foi de R$ 1,036 bilhão, impactando as ações Brasil afora. Nos últimos quatro anos, a execução orçamentária média do programa foi de 63%. Com os cortes do ano passado, o valor deixado no cofre alcança R$ 2,3 bilhões.
Ações alardeadas nos palanques eleitorais em 2010 não mereceram nenhum centavo no ano de estreia de Dilma, a exemplo da construção de postos de polícia comunitária com R$ 350 milhões previstos. Para a modernização de estabelecimentos penais, foram prometidos outros R$ 20 milhões, mas nada foi pago.
Os dados são do Sistema Integrado de Administração Financeira do governo federal (Siafi). Quase 40% do valor desembolsado no ano passado (R$ 1,058 bilhão) foram de restos a pagar, ou seja, compromissos firmados em exercícios anteriores. O ajuste fiscal do governo Dilma também atingiu uma das principais políticas do Pronasci, a Bolsa Formação, que paga auxílio a policiais e outros profissionais de Segurança matriculados em cursos de qualificação.
O governo nunca gastou menos que 86% do autorizado para esse fim. Em 2011, só 49% da verba prometida foram pagos. Mesmo assim, a Bolsa Formação ainda responde por mais da metade do valor aplicado no Pronasci (R$ 572 milhões). Discursos diferentes para a mesma área
Para o professor Gláucio Soares, do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio da Janeiro (Uerj), os dados evidenciam a falta de comprometimento federal com a Segurança Pública. — A prioridade expressa nos gastos não corresponde à expressa no discurso e nas pesquisas de opinião, que apontam a Segurança Pública como área fundamental — afirma o professor. Ele acrescenta que tem sido mais fácil cortar verbas da Segurança Pública do que, por exemplo, das áreas militares. Procurado, o Ministério da Justiça informou, em nota, que, considerando o ajuste fiscal anunciado no início de 2011, o limite orçamentário do Pronasci era, na prática, de R$ 775 milhões, sendo que, desse total, R$ 771 milhões foram executados.
Fonte: Imprensa1 (com informações do Portal G1)
Foto: Reprodução Google
sábado, 21 de janeiro de 2012
Pronasci
A inteligência financeira de um governo - admitindo-se que tal coisa existe - pode ser medida pela análise de duas cifras: a que mostra quanto se gasta e aquela que revela o que se deixou de gastar.
Em geral, o pessoal da arquibancada bate mais palmas para o segundo item. Quanto mais não seja, porque governantes, principalmente aqueles que dependem do aplauso da opinião pública para continuarem na dura e ingrata missão de tomar conta do país, gostam mais de gastar do que de poupar. Claro: a gastança é sempre mais visível do que a poupança.
Mas podem existir exceções. Uma delas talvez exista no caso do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania - que também atende pela feia sigla Pronasci. Ele existe há cinco anos e, na última campanha eleitoral, foi defendido pela candidata Dilma Rousseff, que prometeu mantê-lo como uma generosa fonte de recursos para iniciativas estaduais e municipais na área da segurança pública. Por exemplo, formação de policiais, construção de postos de polícia comunitária, cadeias e penitenciárias.
Ultimamente, especialistas que não servem ao governo têm protestado: acusam o governo de ter fechado a bolsa para as metas prometidas na campanha eleitoral que levou Dilma para o Palácio do Planalto. O Ministério da Justiça responde com vagas expressões do mais puro burocratês; por exemplo, que o Pronasci "está em fase de aprimoramento de gestão". O que pode significar muita coisa, pouca coisa ou coisa nenhuma. Uma das medidas definidas como aprimoradoras seria a criação de um sistema de informações sobre segurança pública, drogas e prisões.
Realmente, se até agora o governo não tem informações confiáveis a respeito desses três itens, a gestão não pode mesmo estar muito aprimorada. Não deve ser por acaso ou distração que, no primeiro ano do mandato de Dilma, as verbas do Pronasci foram cortadas quase pela metade.
Entende-se que o governo - qualquer governo - tem mais planos do que recursos. E a escolha das prioridades que não serão atendidas integralmente, ou mesmo ficarão para serem cuidadas em algum momento futuro, define a eficiência da administração. Ou a ineficiência.
Fonte: Site do Exército Brasileiro
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Onde está o Pronasci?
Quando Brasília cria um programa de combate à violência urbana, patrocina uma salada de responsabilidades, atribuindo-se a solução de problemas que não pode administrar. O presidente finge que faz, o governador aplaude e o prefeito traz a claque. Quando as estatísticas mostram que a situação piorou (137 homicídios por dia), o prefeito diz que o problema é do governador, o governador reclama que Brasília não mandou os recursos e o presidente informa que a ruína não é da sua alçada. Fica com a ressaca de uma festa à qual não deveria ter ido.Algumas publicações na imprensa têm apontado para um recuo do Governo Federal na sustentação do PRONASCI, basicamente por dois motivos. Primeiro, o corte de recursos que o Programa sofreu, na dimensão de cerca de R$ 1 bilhão de reais em 2011. Segundo, a extinção da secretaria executiva, no âmbito do Ministério da Justiça, responsável por gerir o PRONASCI, posicionando o programa na SENASP.O ex-secretário Ricardo Balestreri tem reforçado o PRONASCI na imprensa:“Eu não sei detalhes de como está a execução do programa, mas sei que o caminho para se ter uma segurança pública de qualidade está no Pronasci. Nós demoramos 15 anos para chegar a esse programa que foi reconhecido até nas instâncias internacionais. Até a ONU [Organização das Nações Unidas] reconheceu a qualidade do que conseguimos construir no Brasil”
“Enquanto isso, o Brasil continua sendo o segundo país do mundo em números absolutos de homicídios dolosos –em torno de 50 mil por ano–, atrás apenas da Rússia. Para reverter essa realidade dramática, uma equipe qualificada do ministério trabalhou todo o primeiro semestre na elaboração de um plano de articulação nacional para a redução dos homicídios dolosos, valorizando a prevenção mas com ênfase no aprimoramento das investigações. Um plano consistente e promissor, que não transferia responsabilidades à União, mas a levava a compartilhar responsabilidades práticas. Em meados de julho, chegou a data tão esperada: o encontro com a presidente. O ministro passou-lhe o documento enquanto o técnico preparava-se para expô-lo. Rápida e eficaz, tranquila e infalível como Bruce Lee, a presidente antecipou-se: homicídios? Isso é com os estados. Pôs de lado o documento e ordenou que se passasse ao próximo ponto da pauta.”
domingo, 27 de março de 2011
Governo admite rever repasses do Pronasci
Estado de Alagoas, primeiro lugar no ranking de homicídios no Brasil em 2009, com 63 assassinatos por 100 mil habitantes, recebeu entre 2008 e 2010 menos verbas do Programa Nacional de Segurança Pública (Pronasci) do que 13 Estados brasileiros. Os alagoanos ganharam no período R$ 71,4 milhões, menos do que o Rio Grande do Norte e Piauí, este último com 8,6 homicídios por 100 mil habitantes.
O Ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, admitiu a distorção na distribuição de verbas federais no setor e anunciou a criação de um Sistema Nacional de Informação para ajudar a corrigir o problema. Ele participou ontem de seminário na Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) sobre segurança pública.
"Precisamos organizar um Sistema Nacional de Informações que permita ao governante de âmbito federal ter análise, se possível em tempo real, de ocorrência da criminalidade. Se nós não tivermos isso, e não soubermos onde há um aumento e redução de criminalidade, nós não teremos condições de fazer nunca uma política equânime e focada no combate dos atos ilícitos", afirmou Cardozo.
Fonte: O Estado de São Paulo
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Falta de políticas de segurança pública aumenta crimes em pequenos municípios
De acordo com o estudo, houve deslocamento dos polos da violência para os locais com menor presença do Estado na área de segurança pública. Isso demonstra a falta de políticas específicas para combater a criminalidade em municípios de médio e pequeno porte.
O Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci), principal ação do governo federal na área, atende apenas os grandes centros urbanos e municípios com mais de 200 mil habitantes. Os governos dos estados, aos quais cabe constitucionalmente estabelecer e executar as políticas de segurança pública, também não têm ações sistemáticas para conter a criminalidade e a violência nessas localidades.
A interiorização da violência indica que é o interior que assume a responsabilidade pelo crescimento das taxas de homicídios e não mais as capitais ou regiões metropolitanas. “É inegável que essa situação de equilíbrio instável vai exigir esforços redobrados dos governos e da sociedade civil para interiorizar e espalhar as políticas de contenção e enfrentamento da violência”, diz a pesquisa.
De acordo com a coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC), Silvia Ramos, o processo de migração da violência começou das capitais para os municípios das regiões metropolitanas e depois para o interior. “Hoje, a violência migrou para os chamados municípios de médio porte. Aquela cidade com 50 mil habitantes, que era um lugar onde todo mundo dormia de portas e janelas abertas ou ficava na pracinha até de noite tocando violão.”
Fatores como tráfico de drogas, comércio clandestino de armas e policiamento precário contribuíram para o aumento das taxas de homicídio no interior do país, segundo Silvia. “Essas cidades adotaram uma cultura de violência. Aquela cidadezinha [pacata] passou a ser um local onde todo mundo está se entupindo de grades.”
Além da interiorização da violência, a pesquisa também destaca a concentração da criminalidade em certas áreas urbanas, como favelas e zonas periféricas. Para Silvia, isso reflete o surgimento de uma nova variável explicativa para o crescimento da violência: a geografia urbana.
“Antigamente, costumava-se imaginar que renda, gênero, raça e escolaridade eram variáveis explicativas importantes para entender taxa de homicídio. Embora tudo isso seja verdade, apareceu uma nova, que é a variável do local de moradia.”
De acordo com a coordenadora, as políticas públicas não estão preparadas para intervir de forma integrada nesses territórios. “Temos de melhorar as respostas na área de segurança pública. Para que a criminalidade seja reduzida, temos, em primeiro lugar, que ter policiais comunitários e, ao mesmo tempo, investir na melhoria [infraestrutura e ações sociais] dessas áreas.”
Fonte: Agência Brasil
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Secretário de Segurança Pública do Mato Grosso cumpre agenda de trabalho na região do Araguaia
O evento tem o objetivo de garantir a participação ativa dos membros que compõem os Consegs nas questões de Segurança Pública, de modo a democratizar a discussão e adoção de medidas práticas que resultem na melhoria da qualidade de vida das comunidades em vive.
Os Consegs funcionam como uma associação que tem por finalidade discutir os problemas apresentados pelos moradores aos membros e levantar propostas para a melhoria da segurança na região. Com representantes da comunidade e policiais civis e militares, o Conselho debate os principais pontos relacionados ao tema pelo menos uma vez ao mês. Atualmente mais de 168 Consegs já estão em funcionamento em todas as regiões do Estado.
Na quinta-feira (24.02) o secretário segue para a cidade de Água Boa (736 km da Capital) para participar da Aula Inaugural do Curso de Formação de Soldados da Polícia Militar aprovados no último concurso público realizado pelo Estado. O evento será às 10h, no auditório da Câmara Municipal do Município. Na sequência Diógenes irá visitar as instituições de segurança pública de Água Boa.
E para finalizar a agenda de compromisso na região do Araguaia o secretário inaugura nesta sexta-feira (25.02), no município de Vila Rica (1276 Km da Capital) , às 08h, a Sede do Comando Regional da Polícia Militar, localizado na rua 01, esquina com a rua 12 (antigo Hospital de Vila Rica).
Em seguida, Curado participa da criação do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGI-M). A solenidade acontece, às 10 horas, na sede do novo Comando Regional.
Gabinetes Integrados
O primeiro município a ter o Gabinete de Gestão Integrada municipal (GGI-M) foi Várzea Grande, no ano de 2009. Outras 18 cidades têm instalados os GGI-Municipais.
Representantes do poder Judiciário, Legislativo e Executivo municipal, gestores de segurança pública, sociedade organizada integram o conselho do GGI. Com a municipalização do Gabinete, as cidades podem pleitear e inserir projetos diretamente no Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci), do Ministério da Justiça, que trabalha com ações de redução, prevenção e combate à criminalidade, aliando atividade de segurança e sociais.
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Para saber mais:
Conheça o que é o GGIM: http://asprase.blogspot.com/search/label/ggim
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Regina Miki visita UPPs no Rio e discute qualificação policial
Já na quarta-feira (23), a secretária se encontrará, às 9h30, com o secretário de Assistência Social e Direitos Humanos do RJ, Rodrigo Neves, e fará visitas técnicas às Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) dos morros Dona Marta (Botafogo) e Boréu (Tijuca). Regina Miki e o secretário Rodrigo Neves também discutirão estratégias e ações do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) para o Rio.
Redução da criminalidade
Desenvolvido pelo Ministério da Justiça desde 2007, o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) marca uma iniciativa inédita no enfrentamento à criminalidade no país. O projeto articula políticas de segurança pública com ações sociais, prioriza a prevenção e busca atingir as causas que levam à violência, sem abrir mão das estratégias de ordenamento social, prevenção e repressão.
Fonte: Ministério da Justiça
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Segurança em Mato Grosso foca projetos para a Copa e redução da criminalidade
Para dar suporte às ações da Secretaria, duas novas Secretarias adjuntas foram criadas: Inteligência e Políticas, Programas e Projetos. Os novos desafios da Segurança Pública no Estado estão sendo comandados pelo delegado federal Diógenes Gomes Curado Filho, que durante dois anos e nove meses esteve frente à Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso.
Um dos projetos importantes da Segurança Pública para a Copa do Mundo é a construção do Centro de Comando de Controle, que vai ampliar o trabalho já executado pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) na vigilância monitorada das cidades de Cuiabá e Várzea Grande. Outro foco visando o mundial esportivo de 2014 é a construção de uma nova sede para o Instituto Médico Legal (IML).
Além dos investimentos para a Copa, a Segurança dará continuidade a projetos de êxito executados em 2010, como o Plano de Ações de Segurança (PAS), que será ampliado e reforçado, principalmente no que diz respeito ao combate ao tráfico de drogas e bocas-de-fumo. “O PAS foi uma ação positiva da Segurança Pública no ano passado. Estouramos mais de duas mil bocas-de-fumo, muitas mais de uma vez. A meta é realinhar o PAS intensificando principalmente os trabalhos na fronteira”, disse Diógenes Curado.
O secretário destacou ainda que para aumentar o combate às drogas no Estado, o Grupo Especial de Segurança de Fronteira (Gefron) será reaparelhado, por meio do projeto nacional de Policiamento Especializado de Fronteira (Pefron), além do novo helicóptero adquirido recentemente para patrulhamento na região de fronteira. De acordo com Diógenes, o objetivo é aprimorar ainda mais o trabalho já executado pelo Gefron. “Começamos as ações de combate às drogas inibindo a entrada do entorpecente pela faixa de fronteira, e a intenção é usar a nova aeronave em todas as ações na região de fronteira”, observou.
A Secretaria também prevê para 2011 a ampliação do número de Bases Comunitárias de Segurança Pública no Estado; intensificação das ações de repressão e prevenção, e atividades integradas entre os segmentos da Segurança Pública e órgãos parceiros, como o Ministério Público Estadual.
Além disso, já estão sendo traçadas metas de redução dos índices de criminalidade no Estado, baseadas em estudos das regiões no que diz respeito ao desenvolvimento socioeconômico, acessibilidade, população, entre outros fatores que refletem na Segurança Pública do Estado. O projeto já é desenvolvido em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Pernambuco, e agora será aplicado em Mato Grosso, num trabalho integrado das forças policiais para a redução da criminalidade.
A secretaria também vai continuar trabalhando na redução dos homicídios, agora por meio do Pronasci - Território de Paz. "Vamos atuar em parceria com os Gabinetes de Gestão Integrada (GGI) na redução desses índices no Estado”, explicou Diógenes. Segundo o secretário, o projeto Território de Paz, do Ministério da Justiça, delimita uma área e insere diversas ações de cunho policial e social, entre elas ações de combate ao uso de entorpecente, uma das que será aplicada em Mato Grosso, visando diminuir os índices de criminalidade de regiões pré-selecionadas. Outro foco da Secretaria para 2011 será as operações no interior do Estado, para coibir especialmente crimes como assalto à banco.
Fonte: Gazeta Digital
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Pefron - http://asprase.blogspot.com/search/label/pefron
Pronasci - http://asprase.blogspot.com/search/label/pronasci
Ciosp - http://asprase.blogspot.com/search/label/ciosp
Ggim - http://asprase.blogspot.com/search/label/ggim
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Publicada a nomeação da nova Secretária Nacional de Segurança Pública
A Secretária Nacional de Segurança Pública terá a missão de ajudar o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, na articulação com estados e municípios para o desenvolvimento de políticas de prevenção e repressão na área, com base nas diretrizes do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci).
Regina está no MJ desde 2008, quando foi convidada pelo ministro Tarso Genro para ser secretária-executiva da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg). O evento reuniu membros da sociedade civil, movimentos sociais e profissionais de segurança pública de todo o país, em 2009, em Brasília, quando foram definidas novas diretrizes para políticas do setor.
Entre elas, a reestruturação e reativação do Conselho Nacional de Segurança Pública (Conasp), da qual Regina será presidente. Composto por 30 instituições, o conselho tem a função de atuar como órgão normativo na formulação de estratégias e no controle e na execução da política nacional de segurança pública.
Fonte: Ministério da Justiça
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Representante do Pronasci visita Aracaju
Tivemos a oportunidade de expor a execução dos convênios firmados entre o Pronasci e a Prefeitura de Aracaju no desenvolvimento desse novo conceito de segurança proposto pelo programa. Há os investimentos no reaparelhamento da GMA, a implantação do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM) e estamos estudando a possibilidade de implantar o Território da Paz, que é mais uma vertente de convênio com o Pronasci que leva a integração da comunidade com a realização de ações esportivas, culturais e de segurança, explicou Karla.
Para a coordenadora Maria Eunice, a capital sergipana tem uma grande tendência a servir de modelo como cidade de atuação do Pronasci. O importante é ter vontade e o apoio do prefeito para a viabilização do programa. Esse é o grande ponto e Aracaju tem se demonstrado bastante entusiasmada com a ideia. É expressa a vontade do prefeito para a viabilização do conceito de segurança que o Pronasci te. E onde há esse entendimento e a predisposição para concretizar, o programa funciona e os resultados são grandes, destacou.
GGIM
Ainda na reunião, a coordenadora Maria Eunice ressaltou a importância da implantação do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM) em Aracaju para o alcance de resultados positivos na área de segurança. Eu diria que o GGIM é a célula de integração entre as polícias e os gestores dos projetos. E isso é fundamental para que todos possam atuar de uma maneira integrada e preventiva contra a violência na cidade, frisou.
De acordo com o diretor da GMA, major Edenisson Paixão, os primeiros passos para atuação do GGIM já foram iniciados. Ainda estamos engatinhando, mas o prefeito Edvaldo Nogueira já se predispôs a colocar o GGIM para funcionar e no próximo ano iremos, de fato, alavancar a ideia para que assim possamos atuar de uma forma mais efetiva, disse major Edenisson.
Formado por representantes de órgãos públicos nos três níveis de governo e poder, como Defesa Civil Municipal, Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (Semasc), Polícias Militar, Federal, Rodoviária Federal, Civil e Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBM/SE), o GGIM tem como objetivo promover a articulação dos diversos órgãos competentes para a proposição de ações integradas de combate à violência e à criminalidade, como sugere o Pronasci.
Fonte: Faxaju
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Segurança pública pode ter reforço no Orçamento de 2011
O relatório sobre esse setor foi apresentado na sexta-feira (3) pelo senador Gilvam Borges (PMDB-AP) e deve ser votado em uma das reuniões convocadas pela Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO) entre terça-feira (7) e quinta-feira (9).
Segundo Gilvam Borges, a dotação para o Pronasci - que atende pessoas de 15 a 24 anos egressas do sistema prisional - representa mais de 50% do total das principais iniciativas do Ministério da Justiça. O Pronasci deve ficar com R$ 2,1 bilhões do total de R$ 4,073 bilhões do conjunto dos "programas finalísticos" da pasta.
Superposição
O segundo programa em volume financeiro é o Susp, para o qual são previstos R$ 628,3 milhões. Como assinala o relator, o Susp contempla ações orçamentárias que algumas vezes se superpõem às do Pronasci, como é o caso do apoio ao reaparelhamento das instituições de segurança pública.
Já o programa Aprimoramento da Execução Penal sofrerá redução na dotação para 2011, apesar do déficit de 194.650 vagas no sistema prisional do país, conforme observa Gilvam Borges. O relator também destaca a baixa execução orçamentária das principais ações desse programa, resultante da ausência de projetos estaduais pra ampliação dos estabelecimentos prisionais.
Defesa
No relatório, Gilvam Borges observa que o investimento para a área de Defesa em 2011 encontra-se "bem acima" da média histórica e destaca as dotações no total de R$ 4,2 bilhões para o reaparelhamento da Marinha. Estão previstos recursos para a construção de submarinos convencionais (R$ 2,3 bilhões) e nucleares (R$ 478,6 milhões), além de sua manutenção (R$ 962,7 milhões).
O relator defende também a manutenção, no orçamento da Infraero, de obras com indícios de irregularidades graves apontados pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Essas obras são executadas na ampliação dos aeroportos de Vitória, Goiânia e Guarulhos (SP).
Gilvam afirma que a Infraero adotou medidas saneadoras, como a rescisão de contratos sugerida pela TCU. Além disso, argumenta que são obras de indiscutível mérito e com percentuais significativos de execução física.
Djalba Lima
Fonte: Agência Senado
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Para saber mais:
Parecer alerta para redução de recursos do sistema prisional no Orçamento - http://www.senado.gov.br/noticias/verNoticia.aspx?codNoticia=105957&codAplicativo=2
Comissão faz esforço concentrado para votar relatórios setoriais do Orçamento - http://www.senado.gov.br/noticias/verNoticia.aspx?codNoticia=105958&codAplicativo=2
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Política de segurança de Dilma terá de enfrentar a corrupção para combater a violência
Como a Constituição determina a subordinação da polícia militar aos governos estaduais, o Planalto esteve afastado por muito tempo das políticas de segurança. A presidente eleita Dilma Rousseff terá que dar atenção a problemas ainda sem solução e melhorar políticas já iniciadas pelo presidente.
Luís Antônio Francisco de Souza, sociólogo da Unesp (Universidade Estadual Paulista), defende maior controle externo dos órgãos públicos, para combater a corrupção. Segundo ele, existem planos para combate ao crime de rua, mas não para o crime organizado que envolve políticos e empresários.
- Hoje, crimes acontecem dentro das instituições. Precisamos aumentar a confiança do cidadão na polícia e nos outros órgãos.Denis Mizne, presidente do Instituto Sou da Paz, diz que a corrupção policial é um problema crucial, mas pouco falado.
- A corrupção prejudica os mais pobres, porque evita a punição de quem tem mais dinheiro e das facções criminosas, além de desestruturar as polícias. É um problema que enfraquece o Estado. A gente ainda lida com o crime no varejo e não onde ele é mais perigoso, no topo da pirâmide.Mizne avalia que o governo deverá investir na moralização da administração pública e no fortalecimento de instituições de controle, como TCU (Tribunal de Contas da União), CGU (Controladoria-Geral da União) e corregedorias, que, na opinião dele, deveriam ser independentes.
Papel do governo
O sociólogo Arthur Trindade, coordenador do Núcleo de Estudos sobre Violência e Segurança da UnB (Universidade de Brasília) explica que, na área da segurança, o governo federal pode induzir algumas ações, como o financiamento a projetos e programas. Atualmente, existem os seguintes instrumentos para isso: o Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania), criado em 2007, o Fundo Nacional de Segurança Pública e o Fundo Penitenciário Nacional.
- O Pronasci é uma ótima iniciativa, mas tem problemas graves. O que tem de interessante: ele aloca muitos recursos e permite o financiamento de ações para fora da polícia, ou seja, não restringe o tema da segurança à polícia. O problema é que o Pronasci não tem padrões claramente definidos de como os projetos têm que ser e que tipo de contrapartida [dos Estados e municípios] seria necessária.O professor também critica o fato de o programa não executar todos os recursos previstos no Orçamento. Muitos Estados e cidades que poderiam usá-los não enviam projetos, além de não serem devidamente estimulados para isso, segundo Trindade. O Pronasci se tornou a vitrine do governo Lula na área por propor o enfrentamento da violência priorizando a prevenção, o envolvimento das comunidades nas questões de segurança e a melhor formação de policiais.
O presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima, afirma que o Pronasci tem o mérito de delimitar territórios para ações, mas corre o risco de ser esvaziado, caso não seja aprimorado e integrado a outras iniciativas locais. Para ele, muito mais do que falta de recursos, a segurança pública sofre com problemas de gestão.
- O grande desafio é melhorar a eficiência da máquina pública e induzir um debate amplo sobre o combate à violência.Polícia e informação
Muitos dos problemas relacionados à segurança estão na falta de informações – ou na restrição ao acesso de dados. Luis de Souza, especialista da Unesp, avalia que não há bons diagnósticos sobre o perfil de criminosos ou características de crimes que ocorrem nas cidades e, quando isto é feito, as informações não são compartilhadas com a população em geral.
Souza diz que as informações são essenciais para o combate ao tráfico internacional de drogas, que movimenta mais de R$ 500 bilhões (US$ 300 bilhões) por ano, segundo a ONU, além da criação de acordos e ações conjuntas com outros países e da melhor vigilância dos 23 mil quilômetros de fronteiras.
A ausência de interação entre as diferentes polícias – federal, militar, civil e rodoviária – é um aspecto muito criticado pelos especialistas. As investigações de crimes têm se dado de forma independente, o que significa desperdício de esforços e gastos públicos. Os sistemas de inteligência precisam de investimentos, aponta o pesquisador.
Além da questão da informação, o funcionamento da Polícia Militar é muito questionado. Para Souza, o treinamento dos policias ainda é muito militarizado e prepara pouco para lidar com a população.
Denis Mizne, do Instituto Sou da Paz, também defende a melhor profissionalização dos policiais, que o governo federal defina o piso salarial nacional e critérios básicos de formação, além de reduzir a possibilidade de militares fazerem "bicos" fora do horário de trabalho.
A defesa de uma PM menos violenta, mais preparada e aliada da comunidade faz parte de um conjunto novo de ideias sobre a segurança pública. O maior investimento do governo deve ser mesmo na prevenção da violência, indicam os especialistas. Segundo eles, é muito mais barato – e benéfico – evitar que um crime aconteça do que manter e construir mais presídios, por exemplo.
O crescimento da população carcerária é outra preocupação que afetará o governo Dilma. Segundo o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), o Brasil tem a terceira maior população carcerária do mundo, com 494.598 presos. Com essa marca, o país está atrás apenas dos Estados Unidos, que têm 2,2 milhões de presos, e da China, com 1,6 milhão de encarcerados. Mizne avalia que as prisões precisam mudar, oferecendo, por exemplo, possibilidades de trabalho e estudo. Além disso, segundo ele, será preciso discutir a questão das penas alternativas, que já têm tido bons resultados no país.
Fonte: R7
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