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terça-feira, 20 de setembro de 2016

Governo de Rondônia inicia processo que permite policiais militares lavrarem Termo Circunstanciado de Ocorrência


Com o propósito de acelerar, desburocratizar o conhecimento, o processamento e o julgamento de crimes de menor potencial ofensivo – os que, pela lei, não ultrapassem o limite de dois anos de reclusão, cumulativo ou não com multa -, o governador Confúcio Moura assinou na terça-feira (13) o Decreto n° 21.256, estabelecendo diretrizes para que os órgãos de segurança pública adotem procedimentos para padronizar o Boletim de Ocorrência (BO) e integrar banco de dados.

Hoje existem dois boletins de ocorrência, contendo informações diferenciadas, sem que as polícias Civil e Militar conheçam as informações contidas num e noutro. Pelo artigo 5° do decreto, será constituída uma comissão presidida pelo chefe do Gabinete Integrado de Segurança Pública, composta por dois integrantes de cada força policial, para no prazo de 60 dias elaborar e apresentar projeto que atenda à unificação de informações.

“Segurança pública é bem de valor inestimável, tratamos de patrimônio e da vida das pessoas, então o sistema de informação do setor precisa se comunicar. As informações do Detran, da Polícia Civil, da Policia Militar precisam ser integradas, para que estejam à disposição dos agentes públicos, sejam eles das próprias policias, do Ministério Publico, que é o fiscal da lei, do juiz, que é o aplicador da lei, e dos gestores, que são o governador e os dirigentes da segurança pública”, disse o vice-governador Daniel Pereira no ato de apresentação de sistema eletrônico integrado para registro de ocorrências feito por empresa que desenvolveu modelo utilizado em Santa Catarina, pioneiro na implantação.

Outra medida que atende ao objetivo de agilizar a solução de conflitos registrados em ocorrências policiais que se enquadram em delitos menores levados aos Juizados Especiais Criminais, criados pela Lei Federal 9.099, de 26 de setembro de 1995, é permitir que a Polícia Militar também tenha a atribuição de lavrar o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), feito hoje apenas pela Polícia Civil.

O TCO é um documento mais elaborado do que o Boletim de Ocorrência, e se constitui em peça que substitui o inquérito policial, lavrado no próprio local de atendimento do fato pela Policia Militar, reduzindo custo e tempo, o que é vantajoso para todas as partes envolvidas no acontecimento registrado.

Este instrumento é previsto no artigo 69 da lei que criou os Juizados Especiais Civis e Criminais, implantados em atendimento à Constituição Federal, e que pautam os processo penais pelos critérios de oralidade, simplicidade, informalidade, economia processual e celeridade, buscando, sempre que possível, a conciliação e acordo.

“Estados como Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Norte já implementaram a lavratura do TCO pela Polícia Militar, dirimindo o problema na hora e no local dos fatos da ocorrência policial, proporcionando às partes envolvidas no conflito imediata resposta à demanda surgida”, disse o capitão Marcelo Victor Duarte Correa, que juntamente com os policiais Rafael de Gracia Tossatti e Aneleh Guarim dos Santos desenvolveram estudos no âmbito da Vice-Governadoria para que Rondônia também adotasse esse instrumento. Esse trabalho foi iniciado há um ano, e gerou diversos debates entre as forças policiais do estado.

São exemplos de crimes menores, a lesão corporal de natureza leve, omissão de socorro, calúnia, difamação, injúria, constrangimento ilegal, ameaça, violação de domicílio e crime de dano, todos previstos no Código Penal. No estudo feito, cada ocorrência dessa natureza demanda o mesmo tempo e procedimento que seria dado a uma ocorrência de maior vulto, como crime de roubo.

Com o TCO lavrado pela Policia Militar, quando a narrativa do crime é encaminhada à justiça especial, diminui a demanda de trabalho da Polícia Civil, e evita desgaste das partes envolvidas que não precisam se expor a criminosos de natureza mais grave em uma delegacia. O documento continuará a ser lavrado em uma delegacia de polícia caso o cidadão a ela recorra.

O vice-governador Daniel Pereira calcula que 80% das demandas que são levadas para a delegacia são de ocorrências que possam ser feitas no local dos fatos, agilizando o atendimento às pessoas. Os autores do estudo lembram que existem 78 localidades em Rondônia – 52 municípios e 26 distritos – , muitas sem delegados de polícia, o que exige deslocamento desses profissionais, causando elevado custo à administração pública, enquanto a capilaridade da Polícia Miliar colabora para realizar o procedimento.

“Se cada localidade não atendida por delegacia realizar um único registro de ocorrência fora de sua área de atuação, por semana, o gasto chega a R$ 14.739,82, e ao longo de um ano serão de R$ 766.470,64”, aponta o estudo feito.

A iniciativa do governo de Rondônia em instituir o TCO no âmbito da Policia Militar encontra apoio da Procuradoria Geral do Estado, Defensoria Pública de Rondônia, Corregedoria Geral de Justiça de Rondônia e Corregedoria Geral do Ministério Público de Rondônia, que oficialmente opinaram sobre essa implantação.

Além disso, o vice-governador lembrou que o Conselho Nacional de Justiça e o Ministério Público Federal também já reconheceram como autoridade policial não apenas a polícia judiciária (civil) mas também a militar e outras forças nacionais, como a Polícia Rodoviária Federal.

Caberá à Polícia Miliar de Rondônia, de acordo com o decreto, apresentar modelo de Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), a ser submetido à Corregedoria Geral de Justiça, e promover a capacitação de seus agentes para a lavratura desse documento.

Texto: Mara Paraguassu
Fotos: Bruno Corsino
Secom - Governo de Rondônia

Fonte: Feneme

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Conasp debate pacto nacional pela redução de homicídios



Representante da Anaspra no Conselho Nacional de Segurança Pública (Conasp), o cabo Elisandro Lotin de Souza participou da última reunião do órgão, que discutiu o pacto nacional pela redução de homicídios, em encontro realizado na terça-feira, 7 de abril. O pacto é uma política de Estado a ser apresentada pelo governo federal. A expectativa do governo é diminuir, nos próximos anos, em 20% os homicídios. O pacto pela redução de homicídios também vai contemplar ações contra assassinatos de profissionais de segurança pública em serviço ou em razão da profissão.

Uma das propostas levantada na reunião pelo presidente da Anaspra, cabo Lotin, e representante da entidade no conselho, é aumentar o efetivo policial, a fim de estender as ações de prevenção e a efetividade das polícias. O Conasp é um órgão de formulação de política nacional de segurança pública e adota um modelo de participação tripartite, com a participação de gestores, operadores da área e representantes da sociedade civil.

Integração

A Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça (Senasp/MJ) lança nesta quarta-feira (8), em Brasília, sua mais nova ferramenta de enfrentamento ao crime e à violência para todos os entes da federação. O sistema InfoGGI permitirá aos prefeitos e governadores estaduais otimizar políticas locais de segurança pública e integrar planejamentos e ações das esferas municipal, estadual e federal. O InfoGGI integra o Sistema Nacional de Informações em Segurança Pública, Prisional e sobre Drogas (Sinesp) e é mais uma ferramenta disponível no Portal Sinesp.

Baseado na participação de gestores de diversas áreas do poder público em Gabinetes de Gestão Integrada (GGI), com a participação de órgãos que atuam no município e no estado, o InfoGGI é um sistema de gestão criada para facilitar a organização e funcionamento desses fóruns. Ele fornece gratuitamente aos governantes um instrumento que permitirá à Senasp/MJ acompanhar as demandas dos GGI´s que orientarão planejamentos com focos nos interesses locais, favorecendo parcerias de municípios com o governo federal na área de segurança pública.

Alexandre Silva Brandão (jornalista Aprasc/Anaspra)
Assessoria de imprensa do Ministério da Justiça

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Fórum Brasileiro de Segurança Pública emite carta à Nação

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública dedica-se há sete anos a promover a cooperação entre policiais, acadêmicos, gestores públicos e atores da sociedade civil de todo o país em favor do aprimoramento e da democratização das nossas instituições e políticas públicas para a garantia do direito à segurança e de resposta efetiva ao crime e à violência.

Tendo desde então avançado com seus associados e parceiros no debate de alternativas para a adoção de reformas estruturais no sistema de segurança pública, o Fórum vem por ocasião do seu 7º Encontro Anual, realizado em Cuiabá, renovar o chamado por elas. Para isso, propõe a mobilização de esforços – nos governos federal, estaduais e municipais, no Congresso Nacional, nas demais organizações associativas de policiais e profissionais do setor, nas universidades e na sociedade civil – para a elaboração e adoção de um projeto de reforma que passe pelos seguintes princípios norteadores:

- Reforma do modelo atual de organização policial, com a gradativa adoção de instituições policiais de ciclo completo nos estados, a desmilitarização da natureza e da organização policial no país, a garantia de autonomia funcional e operacional para os órgãos periciais e a consolidação legal das atribuições das guardas municipais como parte do sistema, atuando na manutenção da segurança urbana, na mediação de conflitos e no suporte ao policiamento de proximidade e comunitário.

- Implantação de um efetivo Sistema Único de Segurança Pública no país, com o fortalecimento das capacidades do Governo Federal para promover a coordenação e integração de políticas e a difusão de boas práticas no plano nacional, a afirmação das secretarias estaduais de segurança pública e defesa social como condutoras do planejamento estratégico e da coordenação das políticas e instituições policiais nos seus estados de atuação, e a ampliação das responsabilidades dos municípios na adoção de políticas locais de prevenção do crime e da violência, na mediação de conflitos e na promoção da participação social no setor, por meio de órgãos gestores próprios e das guardas municipais.

- Criação e consolidação de instâncias permanentes e efetivas de promoção da gestão federativa compartilhada e da integração interinstitucional no sistema, por meio da criação de uma Câmara de Gestão e Articulação nacional do setor, de Gabinetes de Gestão Integrada nos estados e municípios e de outras instâncias gestoras similar.

- Aprimoramento dos mecanismos de financiamento do setor, com a adoção de sistemas de transferência de recursos fundo a fundo entre os entes federados e de um piso salarial nacional para as instituições policiais e guardas municipais.

- Consolidação do Sistema Nacional de Informações sobre Segurança Pública, Prisionais e Sobre Drogas (SINESP), reunindo informações criminais e institucionais providas por requisito legal por todos os entes federados e órgãos integrantes do sistema, conforme já previsto pela lei no 12.681/2012.

- Criação de regulamentação nacional do uso da força pelas instituições policiais e de justiça criminal e atribuição à Câmara Gestora ou a outra instância adequada do Sistema Único a ser legalmente criada da responsabilidade por regular e autorizar a aquisição de armamentos letais e não letais pelos órgãos do sistema e por estabelecer protocolos de procedimentos nas relações das polícias com os cidadãos que sejam publicamente conhecidos.

- Aprimoramento da matriz curricular nacional de segurança pública, de modo a torná-la mais orientada à formação para as funções práticas do cotidiano policial, ao desenvolvimento de habilidades de gestão proativa e orientada a resultados e à incorporação de práticas efetivas de cooperação interinstitucional no âmbito do sistema e com outros setores da administração pública e da sociedade, bem como para a compreensão das funções de polícia e o exercício das mesmas em uma sociedade democrática, plural e complexa.

- Fortalecimento das instâncias de controle externo da atividade policial e de justiça criminal, com o cumprimento efetivo das atribuições neste sentido por parte do Ministério Público e a ampliação da autonomia e dos meios de ação das corregedorias e ouvidorias em todos os níveis do sistema.

- Consolidação de mecanismos permanentes de participação, transparência e controle social como partes integrantes do sistema, por meio da criação de Conselhos de Segurança Pública nos três níveis de governo, com ampla participação da sociedade e mandatos definidos no acompanhamento, proposição e fiscalização das políticas e ações públicas no setor.

O Fórum continuará assim trabalhando de maneira contínua na direção desses objetivos, defendendo-os e cooperando por sua implantação junto às instâncias governamentais e legislativas pertinentes, e promovendo a mobilização social em favor deles nos foros diversos de que participa, mantendo sempre em primeiro plano a premência da construção de uma nova realidade de segurança pública democrática e efetiva no país.

Fórum Brasileiro de Segurança Pública

PS: A carta acima foi deliberada e formulada no VII Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em Cuiabá. Clique e saiba quem são os membros do Fórum.

Fonte: Abordagem Policial

sábado, 10 de março de 2012

1º Censo sobre Ações Municipais de Segurança Pública do país

A concretização de um novo modelo de segurança cidadã passa pela assunção de duas grandes inovações: uma de ordem político-institucional e outra, sociopolítica. A primeira se refere à construção de novas bases de gestão do Estado, capazes de incorporar a integração sistêmica entre diferentes instituições, setores e agências envolvidas na gestão da segurança pública e da justiça criminal.

Não basta, contudo, identificar a necessidade de conformação de um desenho institucional renovado, é preciso reconhecer as alterações sociopolíticas por que passaram as políticas de segurança pública, especialmente nas últimas duas décadas, hoje melhor nominadas como políticas públicas de segurança, tanto no que pertine ao reconhecimento dessa nova concepção de segurança cidadã, que ganhou força e vigor com a aprovação, por unanimidade, no Congresso Nacional da Lei n.º 11.503/2007, que instituiu o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), quanto, às inovações institucionais levadas a efeito pelos municípios na gestão integrada e participativa de políticas públicas de segurança (de que são exemplos os Gabinetes de Gestão Integradas e as sinergias ensejadas pela aproximação dos Conselhos Gestores de Políticas Públicas com estratégias de co-gestão pública do Estado como o Orçamento Participativo).

Dito de outro modo, tem-se convivido, contemporaneamente, com uma atuação bastante diversa e multifacetada dos municípios no campo da segurança pública. Apesar da complexidade da crescente intervenção municipal nessa área, ainda são reduzidos, para usar um eufemismo, os esforços, sejam locais, regionais ou nacionais, sejam da academia ou dos órgãos oficiais de controle social, para identificar a dinâmica de funcionamento das várias agências responsáveis pela intervenção do poder local na administração de programas, projetos e ações voltadas a ensejar a segurança dos direitos (humanos e fundamentais), como eixo primordial do desenvolvimento institucional da segurança como um direito social, constitucionalmente garantido e institucionalmente assegurado.

Esse fato torna ainda mais relevante, e premente, a realização do 1º Censo sobre Ações Municipais de Segurança Pública do país, concebido e implementado no Rio Grande do Sul, sob a coordenação do Núcleo de Segurança Cidadã da Faculdade de Direito de Santa Maria (Fadisma), com o apoio técnico do Instituto Fidedigna e respaldo institucional da Associação de Secretários e Gestores Públicos Municipais de Segurança Pública do Rio Grande do Sul (Asgmusp).

Trata-se de uma iniciativa inédita que pretende promover uma radiografia das ações dos 496 municípios gaúchos na área da segurança pública, notadamente as com foco na prevenção local (social e situacional) das violências e da criminalidade, como também aquelas que têm potencial de adquirirem o status de política pública de segurança (a exemplo das medidas de prevenção situacional: iluminação pública, revitalização de áreas degradadas, asfaltamento e saneamento de regiões periféricas e tradicionalmente segregadas do direito à cidade, etc.), quando dirigidas a reduzir os riscos reais de vitimização e ampliar a sensação (subjetiva e interpessoal) de segurança.

A diversidade de experiências capitaneadas pelos municípios no período recente da história republicana e democrática brasileira, impulsionadas, entre outros, pelo citado Pronasci e, potencialmente, pelo Fundo Nacional de Segurança Pública, demanda a produção de um estudo técnico-científico aprofundado, com possibilidade de explicitar as oportunidades abertas para a efetivação de políticas públicas de segurança sintonizadas com os anseios da população por uma capacidade mais resolutiva e pró-ativa do Estado nessa área.

Nesse sentido, resultados preliminares da pesquisa apontam cerca de cinquenta cidades gaúchas com a existência de algum órgão gestor de segurança pública e/ou Guarda Municipal, sinalizando um amplo espectro de possibilidades de crescimento, revigoramento e fortalecimento dos municípios no campo da gestão de ações municipais de segurança pública, mais consentâneas com um novo modelo democrático-emancipatório em prol da segurança dos direitos nas e das cidades.

Eduardo Pazinato é secretário municipal de Segurança Pública e Cidadania de Canoas/RS. Presidente da Associação Estadual de Secretários e Gestores Municipais de Segurança Pública do Rio Grande do Sul (Asgmusp). Coordenador Institucional do Observatório de Segurança Pública de Canoas/RS

Fonte: Fórum Brasileiro de Segurança Pública

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Secretário de Segurança Pública do Mato Grosso cumpre agenda de trabalho na região do Araguaia

O secretário de Estado de Segurança Pública, Diógenes Curado Filho, cumpre esta semana agenda de trabalho na região do Araguaia. Sua primeira agenda será no município de Barra do Garças (509km a Leste de Cuiabá) onde participa do 1º Encontro dos Conselhos Comunitários de Segurança (Consegs) do Médio Araguaia, que será realizado nesta quarta-feira (23.02), às 19h, na Câmara Municipal do Município.

O evento tem o objetivo de garantir a participação ativa dos membros que compõem os Consegs nas questões de Segurança Pública, de modo a democratizar a discussão e adoção de medidas práticas que resultem na melhoria da qualidade de vida das comunidades em vive.

Os Consegs funcionam como uma associação que tem por finalidade discutir os problemas apresentados pelos moradores aos membros e levantar propostas para a melhoria da segurança na região. Com representantes da comunidade e policiais civis e militares, o Conselho debate os principais pontos relacionados ao tema pelo menos uma vez ao mês. Atualmente mais de 168 Consegs já estão em funcionamento em todas as regiões do Estado.

Na quinta-feira (24.02) o secretário segue para a cidade de Água Boa (736 km da Capital) para participar da Aula Inaugural do Curso de Formação de Soldados da Polícia Militar aprovados no último concurso público realizado pelo Estado. O evento será às 10h, no auditório da Câmara Municipal do Município. Na sequência Diógenes irá visitar as instituições de segurança pública de Água Boa.

E para finalizar a agenda de compromisso na região do Araguaia o secretário inaugura nesta sexta-feira (25.02), no município de Vila Rica (1276 Km da Capital) , às 08h, a Sede do Comando Regional da Polícia Militar, localizado na rua 01, esquina com a rua 12 (antigo Hospital de Vila Rica).

Em seguida, Curado participa da criação do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGI-M). A solenidade acontece, às 10 horas, na sede do novo Comando Regional.

Gabinetes Integrados

O primeiro município a ter o Gabinete de Gestão Integrada municipal (GGI-M) foi Várzea Grande, no ano de 2009. Outras 18 cidades têm instalados os GGI-Municipais.

Representantes do poder Judiciário, Legislativo e Executivo municipal, gestores de segurança pública, sociedade organizada integram o conselho do GGI. Com a municipalização do Gabinete, as cidades podem pleitear e inserir projetos diretamente no Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci), do Ministério da Justiça, que trabalha com ações de redução, prevenção e combate à criminalidade, aliando atividade de segurança e sociais.

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Para saber mais:

Conheça o que é o GGIM: http://asprase.blogspot.com/search/label/ggim

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Secretaria vai agilizar projetos de combate à criminalidade do Paraná

Os grupos técnicos da Secretaria da Segurança Pública do Estado ganharam uma nova atribuição. Eles serão responsáveis pela elaboração e envio de projetos a Brasília, para desenvolver ações do Programa Nacional da Segurança Pública com Cidadania (Pronansci).

O anúncio foi feito na sexta-feira (11), em Curitiba, pelo secretário estadual da Segurança Pública, Reinaldo de Almeida César, e pela secretária nacional da segurança Pública, Regina Miki.

O objetivo desta ação é agilizar a tomada de recursos para o combate ao crime no Paraná. De acordo com o secretário estadual, a segurança pública deve ser tratada com critérios técnicos e, para isso, foram criados grupos de trabalho para desenvolver projetos e encaminhá-los a Brasília. "Com linhas de trabalho conjuntos entre governo federal e estadual será mais fácil alcançar os objetivos", afirmou Reinaldo.

O Pronasci já foi implementado em alguns municípios do Estado, como Londrina, e articula políticas de segurança com ações sociais.

Regina Miki em Foz do Iguaçu

No dia 26 de feveireiro, a secretária nacional da Segurança Pública volta ao Paraná. Miki virá a Foz do Iguaçu para instalação do primeiro Gabinete de Gestão Integrada (GGI) do Paraná, que vai combater a criminalidade na região da fronteira.

O Paraná, um dos poucos estados brasileiros que não têm um Gabinete de Gestão Integrada (GGI), passará a contar com três: um funcionará em Curitiba, com abrangência estadual, um no Litoral e outro em Foz do Iguaçu, voltado para coordenar operações nas fronteiras do Paraná com o Paraguai e Argentina e nas divisas com Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

Fonte: o.diario.com

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Prefeitura de Porto Velho discute gestão integrada de segurança pública com governo do Estado

O encontro que aconteceu na Secretaria de Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec)

O coordenador de políticas públicas para a juventude da prefeitura de Porto Velho, Samuel Pessoa e equipe, reuniram-se na manhã desta quarta feira (9), com integrantes do Gabinete de Gestão Integrada Estadual (GGI) de Segurança Pública. O encontro que aconteceu na Secretaria de Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), foi para discutir a criação do GGI municipal e firmar parceria entre Estado e Município, em outros projetos.

Samuel pessoa apresentou a proposta do GGI municipal e informou que este terá como principal atribuição, discutir os problemas de segurança pública no município e sugerir a aplicação de políticas públicas nos locais onde forem detectados os maiores índices de violência. “A determinação do prefeito Roberto Sobrinho é para que o GGI municipal possa atuar de forma ampla, envolvendo todas as secretarias. As ações da prefeitura nesses locais serão priorizadas”, explicou.

O coordenador de juventude também informou que o GGI municipal vai atuar em conjunto com o Conselho Municipal de Segurança Pública. “Queremos fazer grandes investimentos, principalmente nas áreas sociais, culturais, no esporte e lazer, com o objetivo de envolver os jovens e mudar a realidade dos bairros que apresentam alto índice de violência”, declarou.

Conforme Samuel Pessoa, o GGI municipal e o Conselho Municipal de Segurança Pública, irão buscar em conjunto, melhorias para as áreas de saúde, educação, turismo, assistência social e apoio às mulheres, além da limpeza de ruas e iluminação. “Nosso trabalho nessas comunidades será semelhante ao que fazem as Unidades de Polícia Pacificadora no Rio de Janeiro”, disse.

Parcerias

Ainda durante o encontro, Samuel Pessoa sugeriu parceria com o Estado para fortalecer o policiamento comunitário, o próprio GGI municipal, Conselho Municipal de Segurança Pública, Programa Nós na Prevenção e dois novos projetos que estão sendo criados pela prefeitura – Território da Paz e Mulheres da Paz. O Gabinete de Gestão Integrada Municipal, deverá ter a participação da PM, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal.

Fonte: Portal Rondônia Dinâmica

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Para saber sobre o GGIM clique no seguinte link:

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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Segurança em Mato Grosso foca projetos para a Copa e redução da criminalidade

Com a divisão da então Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) em duas pastas distintas: Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), a Segurança Pública inicia um novo momento em Mato Grosso, trabalhando no desafio de controlar os índices de criminalidade no Estado e na estruturação de projetos voltados para o Mundial esportivo de 2014, onde Cuiabá será uma das sedes.

Para dar suporte às ações da Secretaria, duas novas Secretarias adjuntas foram criadas: Inteligência e Políticas, Programas e Projetos. Os novos desafios da Segurança Pública no Estado estão sendo comandados pelo delegado federal Diógenes Gomes Curado Filho, que durante dois anos e nove meses esteve frente à Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso.

Um dos projetos importantes da Segurança Pública para a Copa do Mundo é a construção do Centro de Comando de Controle, que vai ampliar o trabalho já executado pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) na vigilância monitorada das cidades de Cuiabá e Várzea Grande. Outro foco visando o mundial esportivo de 2014 é a construção de uma nova sede para o Instituto Médico Legal (IML).

Além dos investimentos para a Copa, a Segurança dará continuidade a projetos de êxito executados em 2010, como o Plano de Ações de Segurança (PAS), que será ampliado e reforçado, principalmente no que diz respeito ao combate ao tráfico de drogas e bocas-de-fumo. “O PAS foi uma ação positiva da Segurança Pública no ano passado. Estouramos mais de duas mil bocas-de-fumo, muitas mais de uma vez. A meta é realinhar o PAS intensificando principalmente os trabalhos na fronteira”, disse Diógenes Curado.

O secretário destacou ainda que para aumentar o combate às drogas no Estado, o Grupo Especial de Segurança de Fronteira (Gefron) será reaparelhado, por meio do projeto nacional de Policiamento Especializado de Fronteira (Pefron), além do novo helicóptero adquirido recentemente para patrulhamento na região de fronteira. De acordo com Diógenes, o objetivo é aprimorar ainda mais o trabalho já executado pelo Gefron. “Começamos as ações de combate às drogas inibindo a entrada do entorpecente pela faixa de fronteira, e a intenção é usar a nova aeronave em todas as ações na região de fronteira”, observou.

A Secretaria também prevê para 2011 a ampliação do número de Bases Comunitárias de Segurança Pública no Estado; intensificação das ações de repressão e prevenção, e atividades integradas entre os segmentos da Segurança Pública e órgãos parceiros, como o Ministério Público Estadual.

Além disso, já estão sendo traçadas metas de redução dos índices de criminalidade no Estado, baseadas em estudos das regiões no que diz respeito ao desenvolvimento socioeconômico, acessibilidade, população, entre outros fatores que refletem na Segurança Pública do Estado. O projeto já é desenvolvido em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Pernambuco, e agora será aplicado em Mato Grosso, num trabalho integrado das forças policiais para a redução da criminalidade.

A secretaria também vai continuar trabalhando na redução dos homicídios, agora por meio do Pronasci - Território de Paz. "Vamos atuar em parceria com os Gabinetes de Gestão Integrada (GGI) na redução desses índices no Estado”, explicou Diógenes. Segundo o secretário, o projeto Território de Paz, do Ministério da Justiça, delimita uma área e insere diversas ações de cunho policial e social, entre elas ações de combate ao uso de entorpecente, uma das que será aplicada em Mato Grosso, visando diminuir os índices de criminalidade de regiões pré-selecionadas. Outro foco da Secretaria para 2011 será as operações no interior do Estado, para coibir especialmente crimes como assalto à banco.

Fonte: Gazeta Digital

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Pefron - http://asprase.blogspot.com/search/label/pefron

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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Canoas: integração entre polícias reduziu casos de violência na cidade

Gabriel Munhoz/Da Redação

Canoas

A integração entre os órgãos responsáveis por garantir a segurança pública em Canoas dá resultados. Dois anos depois da criação do Gabinete de Gestão Integrada (GGI) - onde atuam de forma conjunta principalmente Polícia Civil, Brigada Militar, Guarda Municipal e Secretaria Municipal de Segurança e Cidadania -, números que colocavam a cidade no ranking das mais violentas no RS começam a reduzir. E o trabalho desenvolvido pelo GGI vai além do enfrentamento direto à violência. Ele conta com a presença de profissionais atuando em áreas que diretamente não têm ligação com segurança, mas auxiliam na formulação de políticas ao setor.

À frente da Secretaria de Segurança, Eduardo Pazinato aponta que dos últimos anos, 2010 foi a primeira vez em que houve a redução no número de homicídios, e que esta é uma tendência. "Estamos começando. O mais importante nesse trabalho é que o GGI é um espaço de gestão da segurança, mas respeitando a liberdade de cada instituição", conta.

De olho na segurança

Formular políticas de segurança, fazer o diagnóstico do que é preciso e avaliar os resultados. Para o secretário Eduardo Pazinatto, esses são os três aspectos do trabalho no GGI. Por meio do Observatório da Segurança, também instalado na sede do GGI, um grupo de geógrafos e sociólogos mapeia o município e discute quais os motivos da violência em determinados bairros e formas de combate. Ao invés de fazer um enfrentamento direto ao crime, as armas usadas são de inteligência: softwares atualizados que permitem uma avaliação de informações geográficas e a análise de dados.

"Canoas é exemplo"

Tanto em Canoas como em outros municípios do Estado, a Polícia Civil garante ser parceira no sistema de Gabinete de Gestão Integrada. A informação é do chefe da Polícia Civil Ranolfo Vieira Júnior, que vê na integração uma forma de fortalecer a segurança. "Canoas tem sido um exemplo. Tanto com a participação da União por financiamentos (projetos como o Pronasci), do Estado por meio da Polícia e da BM e do município", cita. Ranolfo lembra também que outros municípios que estão adotando a prática começam a colher bons frutos, como São Leopoldo e Esteio. ‘‘Novo Hamburgo está querendo fortalecer, o que é ótimo", ressalta.

Trabalho em conjunto

O maior benefício da criação dos Gabinetes de Gestão Integrada, na avaliação do Comandante-Geral da Brigada Militar, Sérgio Abreu, é exatamente a possibilidade de integrar. Segundo o comandante, essa ligação deve ser feita não apenas com as polícias, mas com todos os órgãos que atuam na sociedade. "A segurança muitas vezes não está ligada apenas a uma instância. Um exemplo é o roubo e furto de carros. A pessoa irá revender aquelas peças, aí cabe à Prefeitura verificar o alvará daqueles locais", exemplifica. No caso de Canoas, o comandante acredita que o trabalho tem dado subsídios para o trabalho da Brigada Militar, principalmente em relação a ações conjuntas ocorridas no bairro Guajuviras.

Plantões integrados dão resultados

O comandante do 15º Batalhão da Brigada Militar, tenente-coronel Mário Iukio Ikeda, exemplifica a eficácia da integração nos Plantões Integrados (blitze conjuntas realizadas). "Muitas vezes nessas missões que contam com a Vigilância Sanitária e a Guarda Municipal chegamos a locais em que a infração não é de nossa competência, questões administrativas que são importantes", ressalta.

Informação comum para todos

Outro ponto positivo é a possibilidade de os órgãos de segurança compartilharem informações. No caso da Polícia Civil, o coordenador da 2ª DPRM, Edilson Chagas Paim, diz que as informações obtidas através das ações do GGI dão subsídios e até provas para o andamento dos inquéritos. "No caso do ShotSpotter (de audiomonitoramento de tiros) por exemplo, a polícia pode prender a pessoa em flagrante, tendo em mão a prova dos disparos." Para Paim, a tendência é que o sistema adotado em Canoas se espalhe para o outras cidades.

Fonte: Diário de Canoas

Governador do Pará diz que avanços incentivam Estado a ampliar combate ao crime

O governador foi enfático ao afirmar que é preciso avançar e anunciou medidas que ajudarão a levar o Estado até áreas ainda muito violentas

"Os números mostram grandes avanços no combate à violência no mês de janeiro. Mas mostram também que muito ainda precisa ser feito para combater a criminalidade, principalmente no interior do Estado", afirmou o governador Simão Jatene, ao presidir pela primeira vez a reunião do Comitê de Gestão Integrada da Segurança Pública, no auditório do Palácio dos Despachos, na manhã desta sexta-feira (4), com a presença de todos os dirigentes de órgãos da área de segurança pública do Estado.

Em reunião semanal, o comitê analisa o levantamento diário feito pelo setor de Inteligência da área de segurança pública. Ao avaliar os números, o governador considerou necessário um esforço conjunto no combate à criminalidade. "Sem dúvida, que a criação do comitê significa um novo tempo na segurança pública no Pará, mas o fato de ter ocorrido um avanço não significa que vamos nos vangloriar. Ao contrário, temos que pensar no longo caminho a percorrer daqui em diante. Tenho certeza que sairemos vencedores nessa batalha", ressaltou.

Representantes de todos os órgãos do sistema de segurança pública estadual participaram da reunião, que acontece toda semana

Simão Jatene destacou a redução dos índices de criminalidade na Região Metropolitana de Belém. "Os crimes contra o patrimônio tiveram uma redução de 12% no período de janeiro de 2010 a janeiro de 2011. Os crimes contra a pessoa também tiveram índices menores em relação ao ano passado. Os índices de homicídios dolosos, furtos e roubos foram mais baixos na RMB este ano, totalizando -17%", informou, ressaltando que alguns municípios do interior do Estado, como Marabá e Parauapebas, e alguns da Região Metropolitana, como Marituba e Ananindeua, "infelizmente ainda apresentam índices altos de criminalidade".

O número de roubos na RMB caiu de 5.053 em janeiro de 2010 para 4.042 em 2011. Em Belém, esse resultado foi mais significativo, com 111 em janeiro do ano passado e 81 em janeiro deste ano - uma queda de cerca de 50%. "Isso não significa que vencemos a batalha, mas que houve avanços. Significa também que o próprio segmento de segurança pública começa a recuperar sua autoestima. Isso é fundamental para que possamos ter uma resposta mais imediata da sociedade", frisou Jatene.

O secretário Luiz Fernandes ressaltou que o conhecimento prévio das áreas de maior criminalidade ajuda a realizar medidas preventivas

O governador anunciou na reunião a intenção do Governo do Estado de premiar os servidores da área de segurança pública que mais se destacarem no combate à criminalidade. Outra questão abordada por Jatene foi a partidarização da Polícia Militar. "Quero deixar bem claro que não aceito que se partidarize uma instituição secular como a Polícia Militar. A PM não pode ficar a serviço de um partido, e sim da sociedade que a criou", enfatizou.

Pró-Paz - O governador também anunciou que até a primeira semana de abril será instalado o primeiro Pró-Paz nos bairros. O programa atenderá nos bairros da Terra Firme e Guamá cerca de 1.400 crianças e adolescentes, funcionando no campus 3 da Universidade Federal do Pará (UFPA). "O Pró-Paz nos ajudou muito no primeiro governo na prevenção da violência. Acredito muito nesse programa e acho que novamente será um grande aliado na redução da criminalidade", afirmou.

O secretário de Segurança Pública, Luiz Fernandes, afirmou que o trabalho de coleta de dados diariamente ajuda a mostrar o quadro real da violência. "Fica melhor fazermos um trabalho preventivo em determinadas áreas ao tomar conhecimento dos números e do tipo de crime de maior ocorrência", explicou, informando que no mês de fevereiro os números deverão ser melhores, já que o policiamento preventivo já está sendo realizado.

Também participaram da reunião o delegado geral de Polícia Civil, Nilton Atayde; o comandante da Polícia Militar, coronel Mário Solano; o vice-governador Helenilson Pontes; o superintendente do Sistema Penal, major Francisco Bernardes, e delegados, diretores de seccionais, oficiais comandantes de unidades da Polícia Militar (Batalhões, Companhias e Zonas de Policiamento), localizadas na Região Metropolitana, delegados de Polícia Civil que atuam em delegacias e seccionais da Grande Belém, representantes do Corpo de Bombeiros Militar, do Detran e do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves.

Secom

Fonte: Agência Pará

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Combate à criminalidade será reforçado com Gabinetes de Gestão Integrada - http://asprase.blogspot.com/2010/10/combate-criminalidade-sera-reforcado.html

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Secretário de Segurança Pública do Paraná: "Sou a favor de uma Guarda Municipal armada"

O novo secretário de Segurança Pública do Paraná, Reinaldo de Almeida César Sobrinho, 45 anos, diz que o maior desafio da atual gestão será o de reduzir a população carcerária em delegacias.


Ele afirma que trabalha, em conjunto com a Secretaria de Estado da Justiça, em um cronograma para transferir os 7 mil presos que estão em unidades policiais para o sistema penitenciário. Só no noroeste do Estado, nove cadeias abrigam cerca de mil detentos, sendo que 185 deles já foram condenados e deveriam estar cumprindo pena em penitenciárias.

A situação mais grave é a de Sarandi. A Cadeia Pública, projetada para receber 46 detentos, abrigava 190 homens, mulheres e adolescentes no início do mês. "É muito grave. É um descalabro a superpopulação de presos nas unidades policiais", afirmou César, durante conversa com delegados e investigadores na 9ª Subdivisão Policial, em visita a Maringá na semana passada.

"Esta foi a situação mais chocante que encontrei no início da gestão", constatou. Na passagem por Maringá, o secretário ouviu queixas de falta de viaturas e contingente policial, preocupou-se com o alto número de acidentes e mortes no trânsito na Cidade Canção, e anunciou novidades para o município, como a demolição do prédio da antiga cadeia pública, na Avenida Paraná, onde também funcionou a Ciretran.

"No terreno, será edificado um prédio com condições modernas de atendimento para que o tempo de resposta a um chamado seja o menor possível". O Centro Integrado de Operações vai abrigar o atendimento ao público dos serviços do 190, 193, 197 e 181. Delegado da Polícia Federal e atual presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, César destacou ainda que o efetivo das polícias será recomposto e atualizado ao longo dos quatro anos do governo de Beto Richa (PSDB).

Garantiu também que a construção da nova sede do Instituto Médico-Legal de Maringá será prioridade da pasta dele. "Não é possível que no momento de maior dor, que é a perda de um familiar, a pessoa tenha que esperar horas para a liberação do corpo e fazer o rito de passagem", avaliou.

"Há quem defenda que a Taser (pistola paralisante que emite descargas elétricas) tem eficiência no emprego dela quando há necessidade de controle por parte da polícia’’.

"Além da condição desumana de tratamento dessas pessoas, em cadeias superlotadas, há um fator relevante porque envolve muitos policiais na função de carceragem e custódia’’.

O Diário - Quais os projetos da nova Secretaria de Segurança Pública para o Paraná?

Reinaldo de Almeida César Sobrinho - Vamos trabalhar com a integração e a união de forças com a sociedade civil organizada; líderes políticos, classistas e empresariais; Ordem dos Advogados do Brasil (OAB); escolas e conselhos comunitários de segurança. Na outra ponta, estarão as agências de governo, secretarias de Estado, prefeituras, Ministério Público e Poder Judiciário. No terceiro eixo de integração, as forças de segurança, polícias Militar, Civil e Federal, polícias rodoviárias Estadual e Federal, órgãos de inteligência e agências de controle. Vamos trabalhar no campo da cooperação com a perspectiva de que a segurança pública tem de ser tratada sempre no ambiente técnico e fora do debate eleitoral.

O Diário - As operações conjuntas entre as polícias terão continuidade?

Reinaldo de Almeida César Sobrinho - As polícias Civil e Militar vão trabalhar juntas para que haja capacidade de integração permanente. A Guarda Municipal também deve atuar junto com as forças de segurança do Estado, porque tem papel importante a desempenhar nesse processo. Para se ter uma ideia, a somatória do efetivo das guardas municipais existentes nos municípios paranaenses se aproximada da totalidade do efetivo da Polícia Civil. Não dá para desprezar a colaboração de um contingente desse tamanho.

O Diário - O senhor é a favor do uso das armas não letais pelos guardas municipais?

Reinaldo de Almeida César Sobrinho - Eu sou favorável, mas é preciso saber em quais circunstâncias esse tipo de equipamento será empregado. Experiências no Brasil e no mundo, mostram que certos tipos de manifestações populares e de desordem social podem ser controladas com o emprego de armas não letais. Há um debate intenso sobre que tipo de arma não letal deve ser usada. Há quem defenda que a Taser (pistola paralisante que emite descargas elétricas) tem eficiência no emprego dela quando há necessidade de controle por parte da polícia. O Estado não pode ir fragilizado para o embate em que há necessidade da restauração da ordem. Esse é o meio termo para ser fechado. De um lado a necessidade do controle, em situação de desordem, em que se recomenda a intervenção do Estado. Da outra, o afastamento da hipótese de colocar em risco a vida das pessoas.


O Diário - Qual será o destino do antigo prédio da Ciretran, na Avenida Paraná?

Reinaldo de Almeida César Sobrinho - O imóvel vai ser demolido para ser construída a unidade do Centro Integrado de Operações, que vai envolver os serviços de atendimento da população pelo 190, 193, 197 e 181. Será edificado um prédio de condições modernas de atendimento, com capacidade de acolher equipamentos para que o tempo de resposta de atendimento às ocorrências seja o menor possível (Em discurso na reunião do Gabinete de Gestão Integrada Municipal, o secretário citou que em Maringá o tempo de resposta a um atendimento é de cinco minutos). Ainda não há cronograma, mas vamos agilizar a licitação para edificar a nova sede.

O Diário - O senhor disse, em visita à 9ª Subdivisão Policial, que a situação mais grave da Segurança Pública do Paraná é a superpopulação de presos em delegacias.

Reinaldo de Almeida César Sobrinho - A superpopulação de presos é um problema no Estado todo. O governador Beto Richa determinou a mim e à secretária de Justiça, Maria Tereza Uille Gomes, que em um curto espaço de tempo possamos apresentar uma proposta concreta para resolver o problema da superpopulação carcerária nas delegacias. Essa situação não faz sentido algum. O Paraná tem Secretaria da Justiça e não tem lógica o sistema penitenciário ter quantitativo de presos menor do que nas delegacias. Delegacia de Polícia, quando muito, é para ter por um período curto de tempo presos provisórios. Hoje, há delegacias que têm capacidade para 20 ou 30 presos, mas que estão com 200, muitos deles já condenados. Além da condição desumana de tratamento dessas pessoas, há um fator relevante porque envolve muitos policiais na função de carceragem e custódia. Esse efetivo policial, que já é escasso, não é aproveitado nas atividades operacionais, na investigação, naquilo que interessa objetivamente para a sociedade.


O Diário - Há cronograma para a transferência dos 7 mil presos que estão nas delegacias?

Reinaldo de Almeida César Sobrinho - Estamos trabalhando com a Secretaria de Justiça para fazer o cronograma da transferência dos presos para as unidades do sistema penitenciário. Não tem logica a quantidade de presos em unidades policiais do Paraná. A orientação é que possamos rapidamente passar a gestão de unidades prisionais para a Secretaria de Justiça e tirar os presos já condenados que estão indevidamente nas delegacias. Com as transferências, conseguiremos recolocar o homem de polícia na rua, seja no policiamento preventivo ou na investigação.


O Diário - Quando os policiais aprovados em concurso serão chamados?

Reinaldo de Almeida César Sobrinho - Não há previsão. Estamos trabalhando em um cronograma para recompor e incrementar o efetivo das polícias Militar e Civil ao longo dos quatro anos de governo. Vamos, com muito critério, verificar a possibilidade de aproveitamento dos concursos ainda válidos. A defasagem de efetivo atinge as duas polícias. Na PM, 30% a mais é o mínimo para se trabalhar. A Polícia Civil está com quadro mais grave, 50% de defasagem.


O Diário - A construção de um novo IML em Maringá será prioridade.

Reinaldo de Almeida César Sobrinho - Não é possível que em uma sociedade cristã, o IML seja tratado dessa forma. As pessoas, no momento de maior dor, de maior aflição e angústia, que é a perda de um familiar ou de um ente próximo, têm que esperar horas, às vezes, da noite para o dia, para ter a liberação do corpo e fazer o rito de passagem. No fim do governo anterior, houve o processo licitatório para construir o novo prédio do IML em Maringá. Independentemente do prazo, essa é questão prioritária, mas não é só a questão do prédio, é preciso ter mais médicos legistas.

O Diário - A 4ª Companhia de Sarandi foi criada no fim do governo passado, mas mantém estrutura de pelotão. Há previsão de reforçar o efetivo?

Reinaldo de Almeida César Sobrinho - A situação de Sarandi vai ser analisada. Não adianta nada criar unidades policiais sem proporcionar a estrutura mínima e necessária de efetivo, equipamentos e sede. Caso contrário, terá dificuldade de atuação.


Fonte: O Diário.Com

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Para saber mais:

Portaria reguladora das Guardas Municipais - http://asprase.blogspot.com/2011/01/portaria-n-39-de-29-de-dezembro-de-2010.html

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Portaria Nº 39, de 29 de dezembro de 2010 - Marco regulatório das Guardas Municipais

SECRETARIA NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA PORTARIA Nº 39, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2010

O SECRETÁRIO NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA

Substituto, no uso das atribuições legais que lhe são conferidas pelo Decreto nº 5.834/2006, art. 12, e

CONSIDERANDO a competência da Secretaria Nacional de Segurança Pública na implementação do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), buscando fortalecer o pacto federativo entre as diferentes unidades federadas, no intuito de garantir segurança pública aos cidadãos e cidadãs brasileiros;

CONSIDERANDO a competência da Secretaria Nacional de Segurança Pública elaborar propostas de regulamentação em assuntos de segurança pública, referentes ao setor público e ao setor privado;

CONSIDERANDO que compete à Secretaria Nacional de Segurança Pública, estimular e propor aos órgãos estaduais e municipais a elaboração de planos e programas integrados de segurança pública, objetivando controlar ações de organizações criminosas ou fatores específicos geradores de criminalidade e violência, bem como estimular ações sociais de prevenção da violência e criminalidade;

CONSIDERANDO que a Constituição Federal em seu art. 144, parágrafo 8º possibilita aos municípios a criação de Guardas Municipais, sendo estas regulamentadas por legislação;

CONSIDERANDO a existência de aproximadamente 800 municípios que possuem Guarda Municipal, totalizando 85.000 profissionais;

CONSIDERANDO a criação do Conselho Nacional dos Secretários e Gestores Municipais de Segurança, em 2009, com total apoio da Secretaria Nacional de Segurança Pública, que tem por objetivo desenvolver uma pauta específica dos municípios no campo da segurança pública, resolve:

Art. 1º - Instituir um Grupo de Trabalho para propor a regulamentação do parágrafo 8º, do artigo 144, da Constituição Federal, estabelecendo as competências de atuação dos profissionais das guardas municipais, no âmbito do Sistema Único de Segurança Pública, bem como propondo diretrizes para temas relacionados a atuação da Guarda Municipal.

Art. 2º - Designar para a Coordenação do Grupo de Trabalho a Coordenadora Geral de Ações de Prevenção em Segurança Pública, Cristina Gross Villanova.

Art. 3º - Designar para o desenvolvimento dos trabalhos os seguintes membros: Marcilândia Araújo, da Secretaria de Assuntos Legislativos/MJ; Cátia Simone Gonçalves Emanuelli, Coordenadora da Coordenação Geral de Ações de Prevenção em Segurança Pública/ Senasp/MJ; Alexandre Herculano Rodrigues da Silva, assessor do Diretor do Departamento de Políticas, Programas e Projetos; Gilson Menezes, Presidente do Conselho Nacional das Guardas Municipais; Joel Malta Sá, Comandante da Guarda Municipal de São Paulo; Jaques Ferreira Aguiar, da Guarda Municipal de Fortaleza; Carlos Augusto Souza Silva, do Sindicato das Guardas Municipais de São Paulo - Sindiguardas; Jefferson Alessandro Galdino Mamede, Gestor de Segurança e Guarda Municipal de Barra Mansa/RJ; Fernando César Zarantonello, Secretário Municipal de Segurança de Cabreúva/ SP; Rodrigo Alonso, Comandante da Guarda Municipal de Várzea Grande/MT; Adriano André Sehn, da Guarda Municipal de São Leopoldo/RS; Wagner Gonçalves de Carvalho, Comandante da Guarda Municipal de Campinas/SP; Marco Alves dos Santos, Comandante da Guarda Municipal de Praia Grande/SP, Maurício Donizete Maciel, Comandante da Guarda Municipal de Varginha/MG.

Parágrafo Único - Poderão ser convidados a participar dos trabalhos e debates do Grupo de Trabalho especialistas, representantes de outras instituições governamentais ou não-governamentais e representantes de outras Secretarias do Ministério da Justiça.

Art. 4º - O Grupo de Trabalho terá a seguinte competência:
I - Propor o marco regulatório das atribuições e competências das Guardas Municipais;
II - Definir os instrumentos técnicos para cadastramento e acompanhamento das Guardas Municipais;
III - Legitimar a Matriz Curricular Nacional para Formação de Guardas Municipais;
IV - Propor modelo de Corregedorias e Ouvidorias para as Guardas Municipais;
V - Propor políticas públicas voltadas à prevenção da violência e criminalidade, inseridas no Sistema Único de Segurança Pública - SUSP, em âmbito municipal;
VI - Propor modelos de plano de carreira, padrão de uniforme e equipamentos para as Guardas Municipais.


Art. 5º - A Secretaria Nacional de Segurança Pública dará apoio administrativo e executivo para o bom andamento dos trabalhos do Grupo de Trabalho.

Art. 6º - Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

ALEXANDRE AUGUSTO ARAGON

Publicado no Diário Oficial da União Nº 250, quinta-feira, 30 de dezembro de 2010 ISSN 1677-7050 31

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Encontro Nacional da Enasp aprova novas metas e Plano de Ação 2011

Aprimorar o programa de proteção às vítimas, testemunhas e depoentes especiais, implantando-o em todos os estados brasileiros, e ampliar número de pessoas assistidas. Essa é uma das novas ações do Grupo de Persecução Penal da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp). O Relatório de Atividades de 2010 e o Plano de Trabalho para 2011 - incluindo revisão de metas, de ações e de prazos - foram aprovados pelo Comitê Gestor Integrado (GGI) da Enasp, em encontro nacional realizado em Brasília entre 14 e 16 de dezembro.

Em 2010, levantamento nacional revelou que há cerca de 87 mil inquéritos sobre homicídios abertos antes de 31 de dezembro de 2007 e que seguem sem solução. Na reunião, foi aprovado o prazo até dezembro de 2011 para os Estados onde existem mais de quatro mil procedimentos em aberto. Eles terão que concluir os inquéritos e atingir a meta prevista. Para os estados com menos de quatro mil inquéritos, fica mantido o prazo inicial, até julho de 2011.

A Enasp irá enviar recomendação aos Estados com grande número de inquéritos abertos. A medida tem como objetivo mobilizar esforços para concluir os procedimentos dentro dos prazos da meta. Outra recomendação aprovada é incluir, no projeto Justiça Plena, os processos com pessoas assistidas pelos Programas de Proteção à Testemunha.

Para a meta que pretende atingir a fase de pronúncia nas ações penais por crimes de homicídio, ajuizadas até 31 de dezembro de 2008, haverá designação de gestores locais do Poder Judiciário. Eles irão trabalhar em conjunto com os gestores já indicados pelos MPs e pelas Polícias.

Os outros grupos que compõem a Enasp – o de Sistema de Informações Penais, coordenado pelo Ministério da Justiça e o de Sistema Prisional e Execução Penal, coordenado pelo CNJ – também apresentaram ao GGI relatórios e propostas para o ano que vem. O Grupo de Sistema Prisional apresentou como meta a criação de 38 mil vagas em centros de detenção provisória e de vagas para o regime semi-aberto, além das ações de reinserção social de presos.

Já o Grupo de Sistema de Informações Penais irá levantar todos os mandados de prisão expedidos e não cumpridos e ainda válidos, priorizando inicialmente os com mais de 20 anos, entre outras metas. Um dos objetivos do grupo é aperfeiçoar o Infoseg, o sistema de informações utilizado pelas polícias, e integrar os diversos sistemas, para a criação do banco de dados nacional de mandados de prisão e alvarás de soltura.

Fonte: Ministério da Justiça

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Representante do Pronasci visita Aracaju

Na tarde desta terça, 7, a secretária municipal de Governo, Karla Trindade, e o diretor da Guarda Municipal de Aracaju (GMA), major Edenisson Paixão receberam a visita da coordenadora nacional do Comitê de Articulação do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), Maria Eunice Araújo. No encontro, foi discutida a agenda do programa em Sergipe e o aprofundamento das ações na capital sergipana.

Tivemos a oportunidade de expor a execução dos convênios firmados entre o Pronasci e a Prefeitura de Aracaju no desenvolvimento desse novo conceito de segurança proposto pelo programa. Há os investimentos no reaparelhamento da GMA, a implantação do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM) e estamos estudando a possibilidade de implantar o Território da Paz, que é mais uma vertente de convênio com o Pronasci que leva a integração da comunidade com a realização de ações esportivas, culturais e de segurança, explicou Karla.

Para a coordenadora Maria Eunice, a capital sergipana tem uma grande tendência a servir de modelo como cidade de atuação do Pronasci. O importante é ter vontade e o apoio do prefeito para a viabilização do programa. Esse é o grande ponto e Aracaju tem se demonstrado bastante entusiasmada com a ideia. É expressa a vontade do prefeito para a viabilização do conceito de segurança que o Pronasci te. E onde há esse entendimento e a predisposição para concretizar, o programa funciona e os resultados são grandes, destacou.

GGIM

Ainda na reunião, a coordenadora Maria Eunice ressaltou a importância da implantação do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM) em Aracaju para o alcance de resultados positivos na área de segurança. Eu diria que o GGIM é a célula de integração entre as polícias e os gestores dos projetos. E isso é fundamental para que todos possam atuar de uma maneira integrada e preventiva contra a violência na cidade, frisou.

De acordo com o diretor da GMA, major Edenisson Paixão, os primeiros passos para atuação do GGIM já foram iniciados. Ainda estamos engatinhando, mas o prefeito Edvaldo Nogueira já se predispôs a colocar o GGIM para funcionar e no próximo ano iremos, de fato, alavancar a ideia para que assim possamos atuar de uma forma mais efetiva, disse major Edenisson.

Formado por representantes de órgãos públicos nos três níveis de governo e poder, como Defesa Civil Municipal, Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (Semasc), Polícias Militar, Federal, Rodoviária Federal, Civil e Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBM/SE), o GGIM tem como objetivo promover a articulação dos diversos órgãos competentes para a proposição de ações integradas de combate à violência e à criminalidade, como sugere o Pronasci.

Fonte: Faxaju

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Prefeitura investe R$ 2,6 milhões na Guarda Municipal

Está prevista a aquisição de veículos (sete carros, 10 motos e 40 bicicletas), Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e materiais de sinalização

Guarda Municipal pode ganhar novos agentes em 2011 (Fotos: André Moreira/PMA)

Com o objetivo de melhorar a atuação da Guarda Municipal de Aracaju (GMA), o prefeito Edvaldo Nogueira anunciou, em coletiva à imprensa realizada no final da manhã desta sexta-feira, 19, uma série de investimentos que priorizam o reaparelhamento da corporação. Os recursos somam R$ 2,6 milhões, provenientes de um convênio firmado entre a Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA) e o Ministério da Justiça (MJ), no âmbito do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci).

Está prevista a aquisição de veículos (sete carros, 10 motos e 40 bicicletas), Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e materiais de sinalização, como coletes refletivos, bastões sinalizadores, apitos e cones. Serão adquiridas também armas não-letais e acessórios, além de um sistema de radiocomunicação digital. Na ocasião, o prefeito anunciou que apresentará, em breve, um projeto de criação da Secretaria Municipal de Defesa Social. "Essa secretaria terá a mesma ideologia do Pronasci, promovendo a integração entre a GMA e a Defesa Civil Municipal", afirmou Edvaldo.

Presente à solenidade, Juarez Pinheiro, representante do Ministério da Justiça, fez o anúncio de mais uma inovação na área de segurança pública do município de Aracaju. "Vamos captar recursos para equipar a cidade com videomonitoramento. Queremos, com isso, que o modelo de segurança implantado aqui sirva de exemplo para outras cidades do país", disse, elogiando os esforços empreendidos pela Prefeitura de Aracaju para equipar a Guarda Municipal.

Quadro

O pacote de ações para a GMA inclui, ainda, a criação de uma comissão para planejar a realização de um concurso público em 2011 para o cargo de guarda municipal, ampliando, assim, o quadro de funcionários da corporação. "Até 2012, vamos fortalecer a GMA de forma significativa. Quanto a isso os guardas podem ficar tranquilos, pois estamos fazendo de tudo para estruturar a carreira da categoria da melhor maneira possível", assegurou o prefeito.

Foram anunciadas também a promoção e nomeação de guardas municipais em cargos de chefia e assessoramento, bem como a realização de cursos de capacitação. Um dos cursos, considerado um pré-requisito para concessão do porte de arma de fogo, deve acontecer no primeiro trimestre de 2011, fruto de um investimento de R$ 180 mil por parte da PMA.

Foi anunciada, ainda, a nomeação dos representantes da GMA que irão integrar as recém-criadas corregedoria e ouvidoria do órgão. Além disso, estão em fase final de confecção as primeiras carteiras funcionais de porte de arma de fogo, com calibre permitido para guardas municipais. As carteiras devem ser entregues até o final deste mês.

Gestão integrada

Para promover a articulação dos diversos órgãos competentes para a proposição de ações integradas de combate à violência e à criminalidade, como sugere o Pronasci, o prefeito anunciou também a criação do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM). O grupo será formado por representantes de órgãos públicos nos três níveis de governo e poder, como Defesa Civil Municipal, Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (Semasc), Polícias Militar, Federal, Rodoviária Federal, Civil e Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBM/SE).

Vinculado à Secretaria Municipal de Governo (Segov) e instituído pela Lei Federal nº 11.530, de 24 de outubro de 2007, o gabinete pretende, ainda, oferecer melhores condições de trabalho para as equipes multidisciplinares que participam dos projetos do Pronasci.

Anseios

Para Ney Lúcio, presidente do Sindicato dos Guardas Municipais de Aracaju (Sigma), já havia uma expectativa muito grande por parte da categoria para que esse pacote de medidas fosse divulgado. "Esses são anseios antigos dos guardas, como aquisição de novos equipamentos e, principalmente, estruturação da carreira", destacou.

Ainda segundo o presidente da Sigma, essas medidas irão gerar benefícios diretos também para a população de Aracaju. "Com esse importante passo para a nossa categoria, vamos poder oferecer melhores serviços à população, fazendo com que ela se sinta ainda mais segura", afirma Ney.

De acordo com o major Edenisson Paixão, diretor da GMA, esse é um marco histórico para a Guarda Municipal. "Esse anúncio vem, de forma espetacular, reaparelhar e estruturar de forma incondicionante a nossa guarda. Com isso, ampliaremos significativamente a presença da GMA na cidade de Aracaju", avaliou.

Fonte: Portal Infonet

sábado, 16 de outubro de 2010

Combate à criminalidade será reforçado com Gabinetes de Gestão Integrada

Para o Secretário Nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, as Guardas Municipais devem ser reconhecidas como entes fundamentais para a segurança pública do país.


(MJ) – Mais 25 cidades do país vão contar com o Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM), espaço que articula ações de prevenção e repressão à criminalidade por meio de um trabalho conjunto entre órgãos federais, estaduais e municipais. Convênio assinado na tarde desta sexta-feira (15), no Ministério da Justiça, contemplou municípios de todas as regiões do país.

Para o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, o GGIM, uma das ações do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), representa um novo paradigma para o Brasil. “A segurança pública é de responsabilidade dos municípios, mas também do governo federal. A rediscussão deste conceito de segurança tem ajudado no avanço de linhas concretas, transformado o Brasil em um país mais seguro”, defendeu.

Barreto lembra que, desde que o Pronasci foi criado, em 2007, a taxa de homicídios no país apresentou queda de 11% - o programa tem como objetivo integrar projetos de repressão e prevenção no enfrentamento ao crime.

Com os gabinetes de gestão integrada municipal, o Ministério da Justiça se faz ainda mais presente nesta transformação da sociedade. “O MJ quer potencializar os projetos (já existentes) e construir junto uma nova realidade”, completou o ministro.

E as mudanças são possíveis, como atestou o prefeito de Foz do Iguaçu (PR), Paulo Mac Donald. A cidade já conta com um GGIM há alguns meses. O espaço congrega Forças Armadas, PF, PRF, Polícia Civil e Militar, ABIN e Receita Federal, além dos moradores da cidade. A sensação de segurança, garante ele, já é outra em Foz. “O Pronasci representa uma nova maneira de se enxergar a segurança pública. Com uma atuação em conjunto das autoridades e comunidade, todos saem ganhando”, disse.

Confira as cidades que assinaram convênio nesta sexta para implementar ou potencializar o GGIM: Manaus (AM), Belém (PA), Palmas (TO), Camaragibe (PE), Natal (RN), Nossa Senhora do Socorro (SE), Marica e Macaé (RJ), Sumaré, Guararema, Suzano, Estância Hidromineral de Poá, Itaquaquecetuba, Guarujá e São Carlos (SP), Almirante Tamandaré, Foz do Iguaçu, Fazenda Rio Grande e São José dos Pinhais (PR) e Pelotas e Rio Grande, Cruz Alta, Venâncio Aires e Taquara (RS) e Cristalina (GO).

Fonte: Ministério da Justiça

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Para saber mais sobre o Pronasci e a SENASP clique nos seguintes links:

http://asprase.blogspot.com/search/label/pronasci

http://asprase.blogspot.com/search/label/senasp

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Governo lança Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública

O ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, lança nesta segunda-feira,22, a Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp). A ideia é que a Enasp seja formada por diversos órgãos federais e estaduais, tendo como núcleo central o Gabinete de Gestão Integrada (GGI), composto pelo Ministério da Justiça, por meio da Secretaria Nacional de Justiça (SNJ), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Essa gestão compartilhada teria como objetivo desarticular organizações criminosas e reduzir a violência no país.

Durante a cerimônia de lançamento, cada um dos órgãos gestores apresentará uma proposta de ação conjunta. O Ministério da Justiça vai propor a criação de um banco de dados nacional sobre mandados de prisões, incluindo as provisórias, e de apreensões de adolescentes infratores. O CNJ deve sugerir a erradicação das carceragens nas delegacias de polícia. O CNMP irá propor mais agilidade e maior efetividade na apuração, denúncia e julgamento dos crimes de homicídio.

Fonte: Agência Brasil

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