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domingo, 12 de junho de 2016

Cabo Sabino participa do I Fórum de Politização dos Militares Estaduais de Pernambuco: O Militar na Política - Exercício de Cidadania

"Ministrei palestra sobre a importância de elegermos representantes de nossas categorias nos parlamentos municipais. Foi uma experiência gratificante. Cada vez mais a Polícia e o Corpo de Bombeiros do Nordeste caminham unidos!"


Fonte: Facebook Cabo Sabino

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

9º Fórum Brasileiro de Segurança Pública: Presidente da Anaspra fala dos direitos humanos de policiais e bombeiros



“Por que se é dito que os policiais são violentos? Porque nós somos produtos de uma sociedade que é violenta. Policiais não vêm de Marte, vem do seio dessa sociedade violenta, e ainda com a missão de pacificar essa sociedade, ou seja, há um grande conflito.” Com esse questionamento o presidente da Associação Nacional de Praças (Anaspra) e da Associação de Praças de Santa Catarina (Aprasc), cabo Elisandro Lotin de Souza, abriu sua palestra na mesa Homicídios, direitos humanos e acesso à justiça, durante a programação de quinta-feira (30/07) do 9º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Lotin destacou a estatística de que morrem 53 mil pessoas por ano no Brasil. “Em 30 anos, morreram no Brasil cerca de 1 milhão de pessoas, isso é muito mais que uma guerra.”

O presidente da Anaspra abordou a formação institucional das polícias militares, passando criação das corporações até a formação dos agentes, para demonstrar que os militares são tão vítimas quanto a sociedade da criminalidade e dos homicídios. E ainda criticou a pouca visibilidade que se dá quando morre um policial ou bombeiro em função de sua profissão. “A vida de um policial vale menos que de outras pessoas? Poucas pessoas sabem que morrem cerca de dois mil policiais por ano”, disse. 

Além de abordar o alto grau de letalidade que a profissão acarreta a quem está de serviço, Lotin ainda refutou alguns pesquisas que afirmam que maior parte das mortes de policiais se dá em função da atividade fora da corporação, nos chamados “bicos”. “Não é tapar o sol com a peneira, mas é preciso desconstruir isso, pois não há nada que comprove que isso é verdade, que esses números estão corretos. Agora reputar morte fora do serviço como sendo atividade de bico é um absurdo. Policiais morrem porque são policiais”, argumentou.

O presidente da Anaspra apresentou ainda a posição contrária da entidade em relação o trabalho extra pelo policial ou as tentativas de governos estaduais de “institucionalizar o bico”. “Nós somos contra o bico. Quer dizer então que o policial não tem direito ao descanso? Policial deve sim ter direito a salário digno e jornada de trabalho estabelecida. Nós, operadores da segurança, por exemplo, não temos periculosidade e insalubridade, ao contrário dos vigilantes privados.”

Entre as medidas para superar o número de homicídio de policiais, Lotin defendeu políticas públicas que levem mais respeito aos profissionais da segurança e mudanças na legislação para proteger mais e melhor os policiais, além de diminuir a impunidade relacionada a esses crimes. A recente sanção da lei que torna o assassinato de agentes da segurança em crime hediondo vai nesse caminho. “Como respeitar direitos humanos se os policiais não têm seus próprios direitos humanos minimamente respeitados?", questionou. “Estamos dizendo há 20 anos que o modelo de segurança pública está sucateado e ninguém faz nada. Como uma polícia antidemocrática vai cuidar de uma sociedade democrática?”.

Fonte: Anaspra

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Capitão Samuel diz: “Comenda que recebi é o resultado do trabalho realizado nesta Casa”



Na tarde desta segunda feira, 16, o deputado estadual capitão Samuel (PSL/SE), utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa para fazer pronunciamento sobre o convite que recebeu das Associações Militares do Brasil onde foi homenageado com uma Comenda do Mérito Militar do Brasil pelos serviços prestados para a categoria militar brasileira e para a Segurança Pública. “Lá estive representando este Poder, estou trazendo esta Comenda para todos que fazem esta Casa. Este reconhecimento é pelo trabalho também realizado nesta Casa no ano passado em defesa da categoria policial e bombeiro militar, na defesa de uma Segurança Pública de qualidade. Senti muita honra em ter sido homenageado e estendo esta honraria a todos que fazem a família militar sergipana”, declarou o deputado.

Samuel Barreto enfatizou a presença do ex-secretário Nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, que ministrou palestra sobre a dificuldade que os Estados brasileiros estão passando para manter a Segurança Pública em níveis aceitáveis. “Lá tivemos a oportunidade de ver uma palestra do ex-secretário Nacional de Segurança Pública, Dr. Ricardo Balestreri, professor, ex-delegado, e oficial da PM. Um breve relato de uns quarenta minutos descreveu a grande dificuldade que os Estados brasileiros estão passando para manter a Segurança Pública em níveis aceitáveis”, relatou o parlamentar.

O deputado disse ainda que pretende convidar o ex-secretário, Ricardo Balestreri, através de requerimento para que o mesmo possa expor na tribuna da Assembleia legislativa de Sergipe, o atual estado da Segurança Pública no Brasil e os dados alarmantes citados pelo ex-secretário.

Fonte: Assessoria Parlamentar (Chris Brota)

segunda-feira, 11 de abril de 2011

PM-3 inscreve para palestra sobre educação financeira

A 3ª Seção do Estado Maior realiza palestra sobre educação financeira às 8h da quarta-feira, 13, no auditório do Quartel do Comando Geral (QCG). A instrução será ministrada por profissionais da You Trade – Consultoria de Investimentos e Educação Financeira, que recentemente desenvolveram o mesmo trabalho para integrantes do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP). 
 
A palestra é destinada a oficiais e praças da capital ou do interior e seus familiares. As inscrições deverão ser feitas até a terça-feira, 12, através do e-mail pm3@pm.se.gov.br, com o assunto “Educação Financeira – aos cuidados da tenente Littig”. Na mensagem eletrônica, o interessado deve informar nome, telefone e e-mail para contato.
 
A PM-3 informa que inicialmente serão disponibilizadas 115 vagas, referentes à quantidade de cadeiras disponíveis no auditório. Segundo a 3ª Seção, os excedentes serão remanejados para uma segunda turma, com data a ser divulgada posteriormente. 
 
Educação financeira 
 
O objetivo da palestra é disseminar o conceito da educação financeira entre os integrantes da Corporação, já que o assunto é um dos pilares para uma boa qualidade de vida e tem sido abordado em vários espaços, a exemplo de escolas e associações. O participante vai receber dicas sobre orçamento doméstico, finanças pessoais, planejamento, tipos de investimento (renda fixa ou variável), cotidiano x armadilha e perfil do investidor.
 
Fonte: PMSE

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Defensores públicos realizam visitas nos presídios e ouvem reivindicação dos presos

Na última visita realizada no Complexo Penitenciário localizado no município de São Cristóvão, foram atendidos mais de 20 internos


Os defensores públicos Anderson Amorim Minas e Sérgio Barreto Morais vêm realizando uma série de visitas nos presídios da capital e interior do Estado com o objetivo de informar aos presos a situação processual a cerca de seus benefícios dentro da execução e de quando estes poderão ser implementados.

Na última visita realizada no Complexo Penitenciário Advogado Antonio Jacinto Filho (Compajaf), localizado no município de São Cristóvão, foram atendidos mais de 20 internos. “Nossa função é verificar se o preso já cumpriu a pena, está sendo bem alimentado, tem atendimento médico, recebe visitas, se há maus tratos, ou seja, se todos os seus direitos estão sendo respeitados dentro do presídio”, explicou o defensor público Sérgio Barreto.

Para o interno CRR, de 25 anos, a iniciativa da Defensoria Pública lhe deixa mais confiante e seguro. “Eles atendem todos muito bem, nos orienta e fazem a gente refletir o passado e pensar em um futuro melhor. Cometi vários crimes, mas estou arrependido de tudo que fiz e se pudesse voltar atrás jamais faria. Hoje penso mais na minha família, especialmente nas minhas duas filhas”, relata.

Entre algumas reivindicações, as mais apontadas pelos internos foram às questões de alimentação e banho. “Recebemos algumas reclamações e iremos conversar com o diretor do presídio para que seja tomada alguma providência. As visitas são feitas regularmente e são atendidos uma média 50 a 70 presos por dia, onde cada um expõe sua situação”, destacou o defensor público Anderson Amorim.

“Além dessas visitas, promovemos também palestras para os internos e realizamos inspeção em todos os presídios para verificar a estrutura física, alimentação e a situação desses detentos. É importante frisar que o trabalho de ressocialização é essencial, uma vez que a punição em si não resolve, pois desta forma o preso sai mais indignado e volta a cometer outros crimes”, ressaltou Sérgio Barreto.

Ainda, segundo Sérgio Barreto, a Defensoria Pública vem promovendo um verdadeiro resgate jurisdicional, político e social. “Ocupamos um espaço que é abandonado pelas instituições do Estado, resolvendo conceitos, preconceitos e levando dignidade a todos indistintamente, inclusive aos encarcerados”, enfatizou o defensor público.

Fonte: Agência Sergipe de Notícias

sábado, 27 de novembro de 2010

Asprase participa do II Seminário Comunicação e Justiça


Abertura do Seminário

Foi realizado nos dias 25/11/2010 e 26/11/2010 no auditório do Palácio de Justiça do Estado de Sergipe, localizado ao lado da Praça Fausto Cardoso, Centro, o II Seminário "Comunicação e Justiça" com o objetivo de aproximar a Polícia, Ministério Público e o Poder Judiciário da sociedade, além de conscientizar profissionais de comunicação para a necessidade de atualização e especialização no conhecimento do Direito com o intuito de melhorar a produção de matérias e textos jornalísticos.

Soldado Rodolfo e Assessora de Comunicação do TJSP Rosângela Sanches

O seminário foi aberto pela assessora de comunicação do Tribunal de Justiça de São Paulo, Rosângela Sanches. Ela falou sobre o trabalho desenvolvido durante o julgamento do casal Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá, condenados em março deste ano pela morte da menina Isabela Nardoni. O desafio da assessoria foi organizar a cobertura de cerca de 200 profissionais da imprensa, durante os cinco dias de julgamento.

Além do "Caso Isabella: julgamento do casal Nardoni", Rosângela apresentou outros três cases de sucesso, mostrando ações promovidas por ela ao longo de sua carreira. O primeiro foi sobre o início das atividades do Juizado Itinerante do TJSP, em agosto de 1998. Ela contou que levou para a Praça da Sé, Centro de São Paulo, autoridades do Judiciário com o objetivo de atenderem à população."Foi uma quebra de paradigmas. As autoridades saíram dos gabinetes, não foi o povo que entrou. Era uma prestação de serviço, não poderia ser diferente", ressaltou Rosângela, acrescentado que um tapete vermelho foi colocado na praça para recepcionar a população que foi ao local em busca dos serviços do Judiciário.

O segundo case mostrou o sucesso e a repercussão na mídia nacional e internacional do "Concurso escrevendo o Futuro - Miss Penitenciária", realizado entre novembro de 2004 e novembro de 2005. "Nesse projeto, o serviço prestado foi a inclusão social. Chamou muito a atenção da imprensa pelo ineditismo da situação", contou Rosângela, que foi a dez penitenciárias femininas de São Paulo conversar com as detentas sobre o concurso. "Precisava da garantia que ia dar tudo certo, que nenhuma delas ia fugir. E nenhuma fugiu", lembrou Rosângela, destacando que o concurso não gerou ônus para os cofres públicos e que várias celebridades participaram sem cobrar cachê. Os quatro requisitos para a classificação das detentas foram prosa, verso, beleza e simpatia.

"MP - Acidente da Linha 4 do metrô", ocorrido em janeiro de 2007, foi o terceiro case. Rosângela acompanhou a imprensa, enquanto Assessora de Comunicação do Ministério Público, em uma reunião entre os órgãos envolvidos e promotores que começou às 14h30 e só terminou às 10 horas.

O case mais esperado pelos participantes do seminário foi o que relatou o trabalho da assessoria de imprensa, durante o julgamento do casal Nardoni. Rosângela falou sobre o material que foi repassado para os jornalistas, como o roteiro do júri, perguntas e dúvidas frequentes e fotos do plenário. Além disso, ela mostrou como foi a distribuição da imprensa na sala do júri, através de sorteio e rodízio. Ao final da palestra, Rosângela lembrou que mesmo em ambientes conservadores há sempre uma possibilidade de realização de ações inovadoras. "A assessoria de comunicação jamais pode esquecer que há diversas maneiras de acesso à informação", sugeriu a assessora, que após a apresentação, respondeu a perguntas da plateia.

O trabalho feito pela assessoria de comunicação do TJSP foi reconhecido com a conquista do primeiro lugar na categoria Relacionamento com a Mídia no VIII Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça.

Rosângela Sanches é formada em Jornalismo pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero e em Direito pelo Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas. Já exerceu a função de editora do jornal Notícias Forenses e da revista Consultor Jurídico, do Portal UOL. Foi assessora do Tribunal de Justiça Estado de São Paulo entre fevereiro de 1998 e dezembro 2001, retornando para a função em março deste ano.

Foi responsável pela Secretaria de Imprensa da Escola Paulista de Magistratura, de agosto de 1999 a dezembro de 2001, e assessora de imprensa da Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo, de janeiro de 2002 a maio de 2006. Em 31 de agosto de 2005 foi eleita secretária executiva do Conselho Nacional de Secretários de Estado da Justiça, Cidadania, Direitos Humanos e Administração Penitenciária (Consej). De janeiro de 2006 a abril de 2008, exerceu a função de assessora do Ministério Público do Estado de São Paulo e depois da Escola Superior do Ministério Público do Estado de São Paulo, até março deste ano.

Juiz José Amintas Noronha

Conhecer o Judiciário para melhor informar a sociedade foi um dos destaques da palestra proferida no segundo dia pelo Juiz Auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça de Sergipe, José Amintas Noronha. Com o tema "Conhecendo o Judiciário - uma explicação sobre o funcionamento da justiça", o magistrado conversou com profissionais de imprensa e estudantes de maneira didática, abordando questões jurídicas que corriqueiramente são exploradas pelo universo midiático.

No início da sua explanação, o palestrante falou sobre organização dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, pautando as funções de cada um destes. Ao descrever competências de cada órgão da Justiça, José Amintas Noronha destacou a não hierarquização entre eles, e a diferenciação entre Justiça Comum e Justiça Especializada, seja esta de competência para causas trabalhistas ou eleitorais, por exemplo.

"Há uma certa ideia errônea de que há no Judiciário uma hierarquia, seja entre juízes e desembargadores, seja entre tribunais superiores e tribunais de justiça. O que há na verdade é uma divisão de competência entre os órgãos judiciais. O que se pode falar em hierarquia é no âmbito administrativo, ou seja, quando determinado juiz está cumprindo funções administrativas, como é o exemplo de um juiz auxiliar que está subordinado à Presidência do órgão", explicou.

"Promotor decidiu..." - segundo o magistrado, a expressão decidir não deve ser vinculada ao Promotor de Justiça, uma vez que julgar não é a função deste operador do Direito. "O Ministério Público atua junto ao Poder Judiciário, mas é parte integrante do Poder Executivo. Sua função é resguardar e defender o direito da sociedade; em linhas gerais, ele é o autor das ações penais públicas", disse.

"Juiz é o chefe da polícia" - Polícia também não integra o Poder Judiciário, é vinculada ao Poder Executivo e subordinada ao Secretário de Segurança Pública.

"Juiz é chefe ou administra presídio" - neste caso, a quem compete a administração carcerária ou a instituição de uma política prisional é a Secretaria de Justiça ou o Ministério da Justiça. "Quanto ao Poder Judiciário, surge a figura do juiz da Execução Penal, mas a sua função é apenas inspecionar e garantir o cumprimento dos direitos e deveres da população carcerária, como, por exemplo a concessão de benefícios", informou.

"Cometeu um crime e permanece solto" - expressão comumente utilizada quando ocorre um crime em que há um clamor público pela prisão, mas as circunstâncias do crime legalmente não convencionam a este fim. "A regra na lei é a prisão definitiva, quando há o trânsito em julgado de um processo, ou seja, quando não cabe mais recursos perante o Poder Judiciário. A prisão provisória é uma exceção e deve obedecer a certos requisitos. Portanto, em alguns casos a lei determina que mesmo após o cometimento de um provável crime, o suspeito aguarde o julgamento solto", avaliou.

Para o magistrado José Amintas Noronha, a relação entre o Judiciário e os meios de comunicação deve ser a mais estreita possível, a fim de que as informações sejam transmitidas de forma real e precisa e a Justiça alcance o seu objetivo. "Muitas vezes, um crime choca de tal maneira a população e a mídia realiza uma cobertura jornalística exaustiva que se provoca um clamor social, que é diferente da garantia da ordem pública, esta prevista em lei, e resulta na não observância do direito de defesa, uma garantia constitucional do cidadão. O clamor social tanto pode levar à justiça quanto pode levar à injustiça, lembramos do caso da Escola Base, um fato muito explorado pela mídia e que resultou em uma grande injustiça", destacou.

Planejamento Estratégico do TJSE

A segunda palestra do dia 26/11/2010 abordou o tema "Entendendo o Planejamento Estratégico do Judiciário sergipano". A equipe da Diretoria de Planejamento do Tribunal de Justiça de Sergipe mostrou aos participantes do II Seminário - "Comunicação e Justiça" como a instituição tem planejado suas ações para os próximos quatro anos.

A apresentação foi feita pelo Chefe da Divisão de Estatística e Planejamento Estratégico, Fabrízio Pereira e pelo técnico judiciário Rogério Guimarães Santos. Eles apresentaram as principais características do planejamento como perspectivas, temas, objetivos e indicadores, informando que o planejamento do TJSE tem base em três perspectivas: Recursos, Processos Internos e Sociedade.

De acordo com Rogério Guimarães, a comunicação é o braço direito do planejamento. "A população tem de enxergar os benefícios e as melhorias da prestação jurisdicional no Estado, otimizadas com a estratégia, e os mecanismos de comunicação possuem a ferramenta que possibilita este intercâmbio com a sociedade", explicou.

Dr. Georlize, Delegada da Polícia Civil, Dr. Deijaniro Jonas, promotor do Ministério Público e Dr. Heloísa de Oliveira, Juíza de Direito.

Os participantes do 2º Seminário Comunicação e Justiça conferiram, na tarde da sexta-feira, dia 26, um painel sobre o "Papel da Justiça, do Ministério Público e da Polícia". O debate encerrou a programação do evento, que teve inicio na noite da quinta-feira, dia 25. O painel foi aberto pela delegada Georlize Teles, coordenadora do Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis de Aracaju.

"Vim conversar com vocês para trocar ideias e tentar aproximar mais a função policial da sociedade", disse Georlize. Ela explicou que a polícia inicia a investigação para que, em um segundo momento, o Ministério Público possa oferecer a denúncia e, só depois, o Judiciário, efetivamente, dizer o direito.

Para a delegada, se a polícia se porta de forma legítima junto à sociedade, as informações encaminhadas para o Ministério Público serão mais fortes. "A polícia tem uma conceituação muito simples. Nossa missão primeira é garantir os direitos dos cidadãos e a preservação da ordem", esclareceu Georlize, ressaltando as diferenças entre as polícias civil e militar.

O promotor de Justiça Deijaniro Jonas Filho começou sua apresentação falando sobre o significado de alguns termos usados equivocadamente por profissionais da imprensa. Ele citou, por exemplo, que menores de 18 anos que cometem atos infracionais não são presos, mas sim apreendidos.

"Esse domínio vai fazer com que os senhores passem para o seu público as informações da maneira mais correta possível", orientou Deijaniro. Ele falou também sobre a composição dos três poderes - Executivo, Legislativo e Judiciário - nas esferas federal, estadual e municipal , destacando a atuação do Ministério Público.

O promotor explicou que o MP tem como principal objetivo defender a sociedade. "Vida, liberdade e saúde são três interesses individuais indisponíveis que cabe ao MP zelar. Quem já viu minha atuação em um júri, sabe que eu não acuso. Eu defendo a sociedade em relação ao crime que foi praticado", enfatizou.

A juíza de Direito Heloísa de Oliveira foi a última a falar e enfatizou a importância do magistrado na sociedade enquanto agente que garante direitos. "Hoje não se admite a postura de um juiz inerte. O que se espera é que ele aplique a justiça ao caso concreto", disse a juíza.

Outra preocupação da magistrada em sua fala foi quanto à tradução dos fatos por parte da imprensa. "Os senhores são comunicadores e, na sua tradução dos fatos, podem formar opinião. E isso é muito sério. Os senhores devem sempre pensar em um interesse maior, o de concretização da democracia", sugeriu Heloísa de Oliveira.

Fonte: Diretoria de Comunicação do TJ/SE
Programação do Seminário

Dia 25 de novembro - Quinta-feira - Abertura

Apresentação do case: Caso Isabella - Julgamento do Casal Nardoni Joranalista Rosângela Sanches - Assessora do TJSP
Horário: 19h30

Dia 26 de novembro - Sexta-feira

9h - Conhecendo o Judiciário - Uma explicação sobre o funcionamento da Justiça

10h30 - Intervalo

11h - Entendendo o Planejamento do Judiciário Sergipano

Palestra: Fabrizio Pereira - Chefe da Divisão de Estatística e Planejamento Estratégico - TJSE

15h - Painel - O papel da Justiça, Ministério Público e da Polícia

Heloísa de Oliveira - Juíza de Direito - TJSE Deijaniro Jonas - Promotor de Justiça - MPSE Georlize Teles - Delegada SE

17h30 Encerramento e entrega dos certificados


Para saber mais:

http://asprase.blogspot.com/2010/11/comeca-hoje-o-seminario-comunicacao-e.html

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Começa hoje o Seminário "Comunicação e Justiça"

O evento acontecerá hoje e amanhã, nos dias 25 e 26 de novembro, no auditório do Palácio da Justiça, na Praça Fausto Cardoso. O objetivo é aproximar os profissionais da imprensa, estudantes de Comunicação e Direito dos integrantes do Poder Judiciário, estabelecendo canais de entendimento e facilitando meios para que a sociedade possa conhecer cada vez mais o serviço prestado pela Justiça.

A palestra de abertura, na quinta-feira, às 19h30, será ministrada pela jornalista Rosângela Sanshes, assessora de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ela vai falar sobre o trabalho da assessoria do Judiciário paulista no julgamento do casal Nardoni, em março deste ano, e como a equipe se organizou para atender à grande demanda de jornalistas.

No dia seguinte, pela manhã, os participantes conhecerão o funcionamento do Poder Judiciário, através da palestra do Juiz Auxiliar da Presidência do TJSE, José Amintas Noronha. Após, o diretor de Planejamento do TJSE, Erick Andrade, falará sobre o Planejamento Estratégico do Judiciário sergipano.

A primeira palestra da tarde de sexta-feira, às 14h30, será ministrada pelo jornalista e desembargador do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, Túlio de Oliveira Martins, que já trabalhou em vários segmentos da área de Comunicação e agora é o atual presidente do Conselho de Comunicação Social do TJRS. Ele vai falar sobre sua experiência nas duas profissões.

O seminário será finalizado com um painel, às 16 horas, sobre ´O Papel da Justiça, do Ministério Público e da Polícia´. Participarão o promotor de Justiça Deijaniro Jonas Filho, a juíza de Direito Iracy Mangueira e a delegada Georlize Teles, que coordena o Departamento de Grupos Vulneráveis da Polícia Civil (DAGV). A primeira edição do seminário aconteceu em abril de 2008.

Fonte: Faxaju

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Alagoas sedia 30ª reunião do Conselho de Segurança Pública do Nordeste

Alagoas irá sediar a 30ª Reunião do Consene (Conselho de Segurança Pública do Nordeste) que será realizada de quarta a sexta-feira (22 a 24 de setembro) no Radisson Hotel. O evento irá reunir secretários de Estado de Segurança Pública, chefes da Polícia Civil, comandantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, além de superintendentes regionais das Polícias Federal e Rodoviária Federal dos nove estados da região.

Criado desde setembro de 1996, o Consene tem por objetivo discutir e propor um planejamento integrado e a coordenação de ações de segurança pública de interesse comum dos estados membros. O conselho é formado por representantes do Ministério da Justiça e instituições policiais dos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

A solenidade de abertura oficial terá início às 20h e será presidida pelo governador José Wanderley, secretário da Defesa Social, Paulo Rubim e pelo presidente do Consene, Wilson Damazio, secretário de Segurança de Pernambuco. Na quinta-feira (23), o representante da Secretaria Nacional de Segurança Publica (Senasp), Edilson Brito, ministrará a palestra “A Polícia Judiciária na Força Nacional”.

“Trazer para Alagoas todos os gestores da segurança pública do Nordeste é a confirmação de que hoje estamos alinhados com os projetos e com a linguagem das políticas públicas colocadas pelo Ministério da Justiça”, ressaltou o secretário Paulo Rubim.

Na pauta da reunião, estarão discussões sobre os rumos da segurança para a região Nordeste, assim como o enfrentamento do tráfico do crack e assaltos a banco, estratégias de nivelamento das ações integradas de prevenção à violência e à criminalidade, com trocas de experiências e informações dos trabalhos desenvolvidos em cada uma das cidades integrantes. Haverá ainda palestras conjuntas entre Alagoas e Pernambuco com informações sobre as recentes enchentes, com um diagnóstico sobre as dificuldades e o aprendizado adquiridos pelas instituições civis e militares no socorro às vítimas.

Fonte: JC Online

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Juiz cria grupo jovem de combate ao crack

O número de crimes relacionados ao crack, principalmente envolvendo jovens, tem crescido no Estado. Ações de combate a droga vem sendo tomadas pelo poder público e organizações não-governamentais. O Ministério Público recentemente também realizou palestras sobre os efeitos dos entorpecentes e como os pais devem lidar com o problema.

Pensando não somente na internação, mas no acompanhamento após o tratamento o juiz da comarca de São Cristóvão, Manoel Costa Neto, lançará no dia 10 de setembro o ‘Grupo Jovem de Narcóticos Anônimos’. De acordo com o juiz o projeto terá como principal objetivo acompanhar o dependente após a conclusão do tratamento em clínica de reabilitação.

“O que acontece é que quando esse jovem volta para a casa, ele volta ao mesmo ambiente e aos antigos amigos, então é preciso um acompanhamento que garanta que o dependente não volte ao mundo das drogas”, observa Manoel Costa Neto.

O juiz salienta que antes da inauguração diversas palestras já estão sendo proferidas em escolas, alertando aos alunos para se manterem longe dos perigos das drogas. Manoel Costa Neto diz ainda que o grupo terá o acompanhamento de psicólogos e assistentes sociais.

Ações

O juiz lembra que a luta pelo tratamento de dependentes é antiga. Apesar da necessidade de pais que não têm condições financeiras de custear o tratamento de dependentes que desejam sair do vício, o juiz lembra que tem conseguido através de determinação obrigar o Estado a prover a internação. “De 30 liminares para internação de tratamento, o Estado recorreu de todas. Mas nós determinamos o tratamento e obrigamos ao Estado internar em fazendas de reabilitação”, lembra o juiz.

O grupo já tem 38 inscritos e funcionará em duas reuniões semanais. Para mais informações procurar a Secretaria Municipal da Inclusão e Desenvolvimento Social através do número (079) 3261-4354 ou ainda a comarca de São Cristóvão.

Fonte: Portal Infonet

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Pesquisador pede mais diálogo entre governo e cidadãos pela internet


Funcionários do Senado Federal acompanharam, nesta quinta-feira (2), a palestra de Marcelo Coutinho, diretor de Inteligência do Terra América Latina e professor da Fundação Getúlio Vargas, na qual ele frisou que as instituições públicas precisam se adaptar às mudanças nas relações com a sociedade provocadas pela internet e aproveitar os novos canais para falar com o cidadão.

Coutinho expôs os conceitos e estratégias das redes sociais na internet - tema da sua palestra no 1º Workshop de Mídias Digitais do Senado Federal - e concluiu que, apesar da ampliação do acesso à internet, é preciso mais participação das instituições públicas na web e nas redes sociais (como Facebook, Orkut e Twitter, entre outros). Órgãos públicos devem, de acordo com o pesquisador, oferecer oportunidades de interação com os cidadãos.

As instituições públicas que atendem ao interesse público como o Senado devem falar com as pessoas por meio da internet. Não se trata apenas de um nicho, mas parte significativa do eleitorado - afirmou no workshop, organizado pela Secretaria Especial de Comunicação Social (Secs) e pelo Instituto Legislativo Brasileiro (ILB).

Fontes

Segundo o professor, o aparecimento das redes sociais reordenou a estrutura de poder da comunicação porque o cidadão usuário da internet deixou o papel de receptor das informações públicas para se transformar em produtor e fonte das notícias. Isso ocorreu, principalmente, por causa da ampliação do acesso à internet e da redução de custo para a produção e distribuição de conteúdos.

- As barreiras de custo para produzir e distribuir informação despencaram, o que abalou o monopólio dos meios de comunicação e modificou as relações de poder - resumiu Coutinho.

O professor da FGV explicou que a internet é a terceira mídia com maior poder de informação, atrás apenas de TV e rádio. Como o perfil dos usuários é formado basicamente pela população jovem, sua importância tende a crescer. Entretanto, ele disse não acreditar que as mídias tradicionais desaparecerão.

- Meios de comunicação como TV, rádio e jornal continuarão existindo, mas sua importância tem diminuído. A mídia de massa influencia parte dos temas debatidos nas redes sociais, mas também é pautada por elas - avaliou.

Fonte: Agência Senado

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