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quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Três suspeitos de assassinar sargento da PM são presos.

Homens foram encontrados na zona rural de município baiano
Suspeitos já estavam em município baiano (Foto: Divulgação/Polícia Militar)
As Polícias Militares da Bahia e Sergipe prenderam no início da noite desta terça-feira, 6, três suspeitos de terem cometido o assassinato do sargento da PM, Nabal Gomes Menezes. Foram presos Michel Silva Pena, 19 anos, Emerson Dantas dos Santos, 19 anos e Adolfo de Jesus Santana de 20 anos. As prisões ocorreram no município de Jandaíra, na Bahia, pouco após a divisa entre os Estados.
Os indivíduos estão sendo interrogados pelo delegado responsável. De acordo com a capitã Evangelina de Deus, assessora de comunicação da PM, mais cedo, a PM através do Grupamento Tático Aéreo (GTA), já havia encontrado o carro usado pelos bandidos abandonado na zona rural próximo a regiã.  Horas depois, os suspeitos foram identificados.

A polícia trabalha com a o número de quatro suspeitos, portanto, segundo a capitã Evangelina, ainda há buscas por um último envolvido com o crime.
Por Ícaro Novaes e Verlane Estácio
Fonte: Infonet

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Mais de 50 detentos fogem de presídio no interior de SE

Presídio estava sob o esquema de segurança da Polícia Militar

Mais de 50 detentos do presídio de Tobias Barreto conseguiram fugir na madrugada desta quarta-feira, 11. Os detalhes da fuga ainda estão sendo levantados pela Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania (Sejuc), que confirmou, por meio da assessoria de imprensa, a fuga de pelo menos 53 presidiários.

O clima é tenso no município. Em decorrência da greve dos agentes penitenciários, o sistema de segurança do presídio estava sob domínio da Polícia Militar. Segundo informações do vice-presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários e Servidores da Sejuc (Sindpen), Marcelo Soares, houve manifestações dos agentes penitenciários na cidade e o comando da PM local chegou a tranquilizar a sociedade informando, na terça-feira, 10, que a Polícia Militar teria efetivo suficiente para garantir a segurança no presídio. “Por isso estranhamos esta fuga”, enalteceu o sindicalista.

O Portal Infonet tentou ouvir representantes do Batalhão da Polícia Militar no município e também o setor de Comunicação Social do Comando Geral da PM em Sergipe, mas não obteve êxito. A informação é que o clima permanece tenso, com diligências sendo realizadas em várias partes do Estado na tentativa de recapturar os fugitivos. A Sejuc informa que continua fazendo levantamento para identificar como os detentos conseguiram escapar das celas.

Cássia Santana

Fonte: Portal Infonet

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Presos saem para natal e resolvem curtir até o carnaval

Em 2012, 80 presos não retornaram de saídas temporárias

Para poder passar o Natal com suas famílias, 299 detentos do sistema carcerário de Sergipe ganharam o benefício de saída temporária. O prazo de retorno dos detentos estava estimado para o último dia 27 de dezembro, mas muitos deles ignoraram a determinação e não voltaram para cumprir suas penas, resolvendo aproveitar o período para fugir.

Após o prazo, 63 detentos não retornaram ao cárcere, sendo considerados foragidos da justiça. Se recapturados, deixarão de cumprir suas penas em regime semiaberto, voltando para o regime fechado de detenção.

O Departamento do Sistema Penitenciário de Sergipe (Desipe) concedeu o benefício de seis dias de liberdade para os detentos da Penitenciária de Areia Branca. Informações indicam que os presos que não retornaram para a cadeia voltaram a praticar crimes, enquanto outros fugiram e nem estiveram com seus familiares.

O índice de ausência de retorno, segundo informações do Desipe, é de cinco a dez por cento, percentual que este ano aumentou consideravelmente. No feriado da Páscoa, 17 dos 72 liberados não voltaram para cumprir sua pena após o final do benefício. Alguns foram presos, outros estão foragidos. O ano de 2012 fechou com 80 presos evadidos.
 
Por Marcio Rocha
 
Fonte: F5 News

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Plenário aprova sistema para acompanhamento da execução de penas

O Plenário aprovou, em sessão extraordinária, o Projeto de Lei 2786/11, do Executivo, que cria um sistema informatizado para registrar dados de acompanhamento da execução de penas. O objetivo é evitar a perda de direitos dos presos, como a progressão de regime ou a liberdade por cumprimento da pena.

Pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, o deputado Efraim Filho (DEM-PB) propôs mudanças ao texto, que foram negociadas com o governo.

Uma delas inclui no sistema a obrigação de registrar o uso de equipamentos de monitoração eletrônica pelos presos. A outra prevê o uso de software livre para a formatação do sistema.

Neste momento, o Plenário analisa o Projeto de Lei 3754/12, do Senado, que garante direitos aos conselheiros tutelares da criança e do adolescente, previstos no ECA (Lei 8.069/90).

Fonte: Agência Câmara de Notícias

sexta-feira, 8 de junho de 2012

A importância oculta dos agentes, a nova ‘cara’ do sistema e a teimosia do óbvio

Segurança pública é um ciclo imenso. Quando um deles não funciona, é trabalho perdido.

Sem querermos fazer nenhum trocadilho com a já banalizada violência na Paraíba, onde pessoas são esquartejadas por qualquer motivo, vamos “por partes”.

1 - a imprensa e o povão pouco sabem (e é até bom que não se inteirem mesmo) que entre os agentes penitenciários existe um grupo cuja missão é investigar determinadas ligações entre os mundos interno e externos dos presídios. Ou seja, existe um serviço de inteligência. E para quem se perguntar “onde está isso que ninguém vê?”, a resposta segue também como pergunta: serviço de inteligência é para ser visto? Se assim o for, não é inteligência.

Foi a partir do trabalho desse pessoal que os acusados de esquartejar duas mulheres em João Pessoa, na quarta-feira (6), foram parar atrás das grades. E confessaram o crime.

Na verdade, os mandantes dessa barbárie são presos que estão recolhidos no Roger. O serviço de inteligência apurou e repassou informações importantes aos setores competentes da investigação criminal, que completaram o trabalho.

2 - há quem não goste quando falamos a respeito, mas, na nossa singela opinião, o sistema prisional paraibano está, sim, dando passos importantes. Falta muito. A estrutura ainda é precária. O ambiente continua sendo o inferno na terra, e a categoria deve fazer pressão constante no governo. Mas está caminhando.

3 - o sistema prisional – agora, é necessário que a imprensa e o povão saibam – é um setor extremamente estratégico para investigar a violência nas ruas. Grande parte das piores mazelas que acontecem bem longe das grades tem origem nas prisões. Portanto, não adianta muita coisa investir apenas nas polícias Civil e Militar. Segurança pública é um ciclo imenso. Quando um deles não funciona, é trabalho perdido.

Fonte: Paraíba em QAP
 

quinta-feira, 22 de março de 2012

Secretaria de Direitos Humanos quer checar situação de presídios militares

Após defender responsabilidade criminal de agentes públicos na ditadura, ministra entra em nova rota de colisão com Forças Armadas

A Secretaria de Direitos Humanos, vinculada à Presidência da República, abriu nova frente de conflito com as Forças Armadas. A pasta enviou ao Congresso projeto de lei que lhe autoriza a entrar nos quartéis e verificar as condições às quais presos militares estão submetidos. As visitas, de surpresa, fazem parte do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, em tramitação na Câmara dos Deputados, que estabelece inspeções a todos os locais nos quais existam presos, seja por mandado de autoridade judicial ou administrativa. Além disso, o ministério apadrinhou a discussão sobre o fim de tribunais militares.

O instrumento faz parte de um sistema nacional de prevenção e combate à tortura e às violações de direitos humanos, atendendo a recomendações da Organização das Nações Unidas (ONU). Comandada pela ministra Maria do Rosário Nunes, a secretaria entrou em rota de colisão com os militares após a petista defender a responsabilização criminal de agentes públicos durante a ditadura. Rosário também foi uma das principais articuladoras da Comissão da Verdade, criada para investigar violações de direitos humanos entre 1946 e 1988.

Agora, a pasta trabalha pela aprovação do projeto de combate à tortura. Integrantes da secretaria avaliam que duas leis representariam uma vitória do movimento de direitos humanos dentro do governo. Sustentam também que garantiriam a abertura de um cenário desconhecido: o das prisões militares. Hoje, existem duas categorias de presos militares: os detidos pela Justiça e os acusados de transgressão disciplinar. A prisão administrativa tem prazo curto e dura, em média, cinco dias. Já os demais cumprem a pena imposta pela Justiça. Ambos os estabelecimentos estarão sujeitos às inspeções.

O único presídio militar está no Rio de Janeiro e é comandado pela Marinha. Os demais presos ficam detidos em celas nas unidades militares. Entretanto, não há estatísticas sobre o número de presos, situação dos cárceres e nem de denúncias de tortura.

Homossexualidade

Um dos casos mais polêmicos foi a prisão, em 2008, do sargento do Exército Laci Araújo, que relatou ter sofrido maus tratos e tortura psicológica. A detenção ocorreu pouco tempo depois de Laci assumir sua homossexualidade. A Justiça Militar condenou o sargento por calúnia e desacato.

A proposta de controle das prisões militares tramita em regime de urgência na Câmara e foi direto para o plenário. A ministra já conversou com o presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), sobre o tema e agora falta fechar acordo com os líderes para incluir a proposta na pauta. A proposta defende total autonomia e independência do colegiado, que será nomeado pelo presidente da República. Conforme a justificativa do projeto, o texto trabalha com um conceito abrangente de locais de privação de liberdade e cita nominalmente quartéis e centros de detenção disciplinar militares.

Reação

O Ministério da Defesa informou que não foi consultado sobre o projeto. Sobre prisões, o Exército afirmou que cumpre rigorosamente os preceitos legais. A Secretaria de Direitos Humanos informou que o projeto de lei que trata do combate à tortura não se dirige a um tipo específico de instituição penal. E que o foco central são delegacias de polícia, penitenciárias, asilos, hospitais psiquiátricos e instituições para adolescentes em conflito com a lei.

Justiça Militar

Este, porém, não será o único embate entre os Direitos Humanos e militares. A secretaria busca informações sobre a Justiça Militar com o objetivo de abrir um debate sobre a extinção do sistema. Ao lado do Ministério da Defesa, a secretaria cobra alterações no Código Penal Militar. Projeto de lei encaminhado à Casa Civil em 2011 exclui a pederastia como crime e retirando a palavra homossexual do código.

Fonte: Blog do Lomeu/Exército

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Brasil tem o 3º maior número de presos do mundo

Dados divulgados pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) apontam que o Brasil tem a terceira maior população carcerária do mundo, com 494.598 presos. Com essa marca, o país está atrás apenas dos Estados Unidos, que têm 2.297.400 presos, e da China, com 1.620.000 encarcerados.

Nos últimos cinco anos, houve um crescimento de 37% no número de presos do Brasil. Do total da população carcerária, 44% ainda são presos provisórios, ou seja, esperam o julgamento de seus processos.

O coordenador do DMF (Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário) do CNJ, Luciano Losekann, disse que "os juízes precisam ser mais criteriosos no uso da prisão provisória." E ainda acrescentou:

- "O uso excessivo da prisão provisória no Brasil como uma espécie de antecipação da pena é uma realidade que nos preocupa."

Outro dado considerado preocupante pelo CNJ é a superlotação dos estabelecimentos prisionais do país. A taxa de ocupação dos presídios é de 1,65 preso por vaga. O Brasil está atrás somente da Bolívia, que tem uma taxa de 1,66.

- "A situação nos presídios levou o Brasil a ser denunciado em organismos internacionais. Falta uma política penitenciária séria."

Fonte: Agência Estado, Folha da Bahia e Blog da Renata

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Sindpen denuncia caos em alguns presídios de Sergipe

Sindicalista denuncia privilégios dentro de presídio e afirma que três internos do Copecam morreram por falta de assistência adequada

Na tarde desta terça-feira, 8, o presidente do sindicato dos agentes penitenciários de Sergipe, Iran Alves, afirmou ao Portal Infonet que o sistema prisional do Estado é precário e não oferece condições de trabalho para os agentes e nem estrutura para os internos.

Iran Alves faz uma grave denúncia e relata que um preso tem privilégios dentro do presídio de Areia Branca. O vídeo fornecido ao Portal Infonet mostra uma cela com vários alimentos, incluindo produtos de higiene como sabonetes, além de uma geladeira com garrafas de água e refrigerantes. A identificação do preso não foi repassada.“A quem interessa que um preso tenha esse tipo de privilégio? O problema é a moeda de troca que esse interno utiliza para comercializar os produtos. Tudo isso precisa ser apurado, mas quando o agente denuncia ele acaba sofrendo represálias”, salienta Iran. Além de mercearia, o sindicato denuncia que já foram apreendidos aparelhos de vídeo game (playstation) no Compecan.


Sindicato diz que os presos passam mal e não recebem atendimento na unidade (Fotos: Sindicato dos agentes cedida ao Portal Infonet)

O presidente do sindicato alerta ainda para o custo dos presos no sistema. “Enquanto no Compecan o preso custa R$320 no Compajaf [Complexo Penitenciário Antônio Jacinto Filho], no bairro Santa Maria, cada interno custa R$2200. Então a quem interessa essa terceirização quando o gasto desse presídio é de R$1 milhão e 100 reais”, questiona.

Morte em presídio

De acordo com Iran o caos do sistema prisional pode ser exemplificado com a morte de três presos do Complexo Penitenciário Carvalho Neto (Compecan), localizado em São Cristovão. A informação é que o Compecan possui capacidade para 800 presos, mas atualmente possui 1819 internos.


A informação é que o preso morto foi identificado como Cícero Santos

“O sindicato já havia alertado ao governo, por meio da imprensa, para esses problemas e apesar dos esforços dos servidores não será mais possível conter o caos no sistema prisional. O que precisa ter é compromisso, saúde para o interno e condições de trabalho para os servidores”, analisa Alves, afirmando que no ano passado um servidor chegou a cometer suicídio por conta da sobrecarga do trabalho. Para o sindicato muitos internos estão com tuberculose, dengue hemorragica e Aids.

Segundo o sindicalista, as mortes aconteceram na última terça-feira, 1º; sábado, 5 e no domingo, 6. Os presos que faleceram por motivos não divulgados foram identificados como Gil Mota dos Santos, que teria falecido na terça; João José da Silva no sábado e Cícero Vieira dos Santos, de 19 anos, que faleceu no domingo. Ele também informou que dois internos faleceram dentro da unidade prisional e o terceiro falaceu a caminho do hospital.

Desipe

A equipe da Infonet tentou contato nesta terça-feira, 8, por diversas vezes com a assessoria de comunicação e com o diretor do Departamento do Sistema Penitenciário em Sergipe, mas não obteve êxito.

Kátia Susanna

Fonte: Portal Infonet

Defensores públicos realizam visitas nos presídios e ouvem reivindicação dos presos

Na última visita realizada no Complexo Penitenciário localizado no município de São Cristóvão, foram atendidos mais de 20 internos


Os defensores públicos Anderson Amorim Minas e Sérgio Barreto Morais vêm realizando uma série de visitas nos presídios da capital e interior do Estado com o objetivo de informar aos presos a situação processual a cerca de seus benefícios dentro da execução e de quando estes poderão ser implementados.

Na última visita realizada no Complexo Penitenciário Advogado Antonio Jacinto Filho (Compajaf), localizado no município de São Cristóvão, foram atendidos mais de 20 internos. “Nossa função é verificar se o preso já cumpriu a pena, está sendo bem alimentado, tem atendimento médico, recebe visitas, se há maus tratos, ou seja, se todos os seus direitos estão sendo respeitados dentro do presídio”, explicou o defensor público Sérgio Barreto.

Para o interno CRR, de 25 anos, a iniciativa da Defensoria Pública lhe deixa mais confiante e seguro. “Eles atendem todos muito bem, nos orienta e fazem a gente refletir o passado e pensar em um futuro melhor. Cometi vários crimes, mas estou arrependido de tudo que fiz e se pudesse voltar atrás jamais faria. Hoje penso mais na minha família, especialmente nas minhas duas filhas”, relata.

Entre algumas reivindicações, as mais apontadas pelos internos foram às questões de alimentação e banho. “Recebemos algumas reclamações e iremos conversar com o diretor do presídio para que seja tomada alguma providência. As visitas são feitas regularmente e são atendidos uma média 50 a 70 presos por dia, onde cada um expõe sua situação”, destacou o defensor público Anderson Amorim.

“Além dessas visitas, promovemos também palestras para os internos e realizamos inspeção em todos os presídios para verificar a estrutura física, alimentação e a situação desses detentos. É importante frisar que o trabalho de ressocialização é essencial, uma vez que a punição em si não resolve, pois desta forma o preso sai mais indignado e volta a cometer outros crimes”, ressaltou Sérgio Barreto.

Ainda, segundo Sérgio Barreto, a Defensoria Pública vem promovendo um verdadeiro resgate jurisdicional, político e social. “Ocupamos um espaço que é abandonado pelas instituições do Estado, resolvendo conceitos, preconceitos e levando dignidade a todos indistintamente, inclusive aos encarcerados”, enfatizou o defensor público.

Fonte: Agência Sergipe de Notícias

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Desde 1984, Lei de Execução Penal foi modificada por 12 outras leis

Nesses 26 anos, 12 leis promoveram alterações na Lei de Execução Penal. Originada de projeto de autoria do senador César Borges (PR-BA), a Lei 11.466/07, por exemplo, incluiu a utilização de telefone celular dentro de estabelecimentos penais como falta disciplinar grave do condenado a pena privativa de liberdade. De acordo com a norma, quem tiver de posse, usar ou fornecer aparelho telefônico, de rádio ou similar, que permita a comunicação de presos com o ambiente externo incorre em falta disciplinar grave, se for detento, ou em crime, se for um agente público. As faltas graves podem impedir a progressão da pena para regime mais leve, ou até ocasionar a regressão da pena para um regime mais rigoroso.

A Lei 12.258/10, proveniente de projeto de autoria do senador Magno Malta (PR-ES), criou a possibilidade do uso da chamada "monitoração eletrônica" dos presos condenados em regime semiaberto que obtêm autorização para saída temporária do estabelecimento (para visitas a familiares e estudos principalmente).

A proposta de Malta, que ficou conhecida como Lei das Algemas Eletrônicas, também criou condições para a concessão de saídas temporárias, como o fornecimento do endereço onde o condenado poderá ser encontrado durante o gozo do benefício (onde deverá recolher-se no período noturno obrigatoriamente) e proibição do condenado frequentar bares, casas noturnas e estabelecimentos similares durante a saída temporária.

Já a Lei 10.792/03 criou o chamado Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). O objetivo principal dessa lei é impedir que os grandes chefes do tráfico ou de organizações criminosas continuem agindo mesmo estando presos. O RDD pode ser aplicado a condenados que cometam crime doloso, que ocasionem subversão da ordem interna do presídio ou a qualquer condenado ou preso provisório sobre o qual "recaiam fundadas suspeitas de envolvimento em organizações criminosas, quadrilha ou bando".

Assim, um chefe do tráfico encarcerado poderá ser submetido ao RDD por um período inicial máximo de 360 dias, quando ficará recolhido em cela individual, da qual só poderá sair por um período de duas horas diárias para banho de sol. As visitas semanais ficam restritas a duas pessoas e a duas horas de duração.

A Lei 11.942/09 assegurou às mães presas e aos recém-nascidos condições mínimas de assistência, como acompanhamento médico, principalmente nos períodos pré-natal e pós-parto, extensivo ao bebê. Ao alterar a LEP, essa lei também obrigou os estabelecimentos penais femininos a terem berçário para que as mães possam amamentar os filhos por, no mínimo, seis meses. Além disso, a penitenciária de mulheres é obrigada a ter seção específica para gestantes e parturientes e creche, para abrigar crianças entre seis meses a sete anos de idade, "com a finalidade de assistir a criança desamparada cuja responsável estiver presa".

Em vigor desde agosto de 2010, a Lei 12.313/10 incluiu a Defensoria Pública dentre os órgãos de execução penal brasileiros. Assim a Defensoria Pública ficou encarregada pela fiscalização da regular execução da pena, tratando de questões como conversão de penas, progressão de regime, livramento condicional, comutação de pena, indulto, saídas temporárias, entre outras. Deve também a Defensoria Pública proceder à visitação periódica dos estabelecimentos penais, tomando as providências para o adequado funcionamento da instituição e da execução das penas.

Proveniente de projeto de autoria do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), a Lei 12.245/10 incluiu dentre as obrigações dos estabelecimentos penais brasileiros a instalação de salas de aula destinadas a cursos dos ensinos básico e profissionalizante.

A Lei 10.713/03 incluiu entre os direitos dos presos a obrigação de a autoridade judiciária emitir, anualmente, o atestado de pena a cumprir. A Lei 9.460/97 estabelece que mulheres e pessoas maiores de 60 anos têm o direito de serem recolhidos, separadamente, em "estabelecimento próprio e adequado à sua condição pessoal".

A Lei 9.046/95 obriga os estabelecimentos penais a terem instalação destinada a estágio de estudantes universitários e prevê que os presídios femininos devem ter berçários, "onde as condenadas possam amamentar seus filhos". Em 2009, a Lei 12.121/09 determinou que os estabelecimento penais femininos tenham por efetivo de segurança interna somente agentes do sexo feminino.

Por sua vez, a Lei 11.340/06, a já famosa Lei Maria da Penha, alterou a Lei de Execuções Penais para determinar que o condenado em casos de violência doméstica contra a mulher poderá ser obrigado pelo juiz a comparecer a programas de recuperação e reeducação. E a Lei 9.268/96 apenas revogou o artigo 182 da LEP.

Augusto Castro

Fonte: Agência Senado

sábado, 25 de dezembro de 2010

SSP elogia Sejuc por bons investimentos no sistema prisional

O número de presos em delegacias a cada dia se torna menor

Evidenciando os efeitos positivos de um trabalho voltado ao avanço social, o sistema prisional de Sergipe é hoje elogiado pela facilitação que tem proporcionado à segurança pública no Estado. Em entrevista recente a imprensa sergipana, o secretário de Estado da Segurança Pública, João Eloy de Menezes, considerou boas as condições, hoje oferecidas para os custodiados, e revelou que o número de presos em delegacias a cada dia se torna menor.

Da mesma forma o corregedor geral da Polícia Civil, Frederico Muricy, disse que o relacionamento entre a SSP e a Sejuc obteve uma grande melhora nos últimos anos. “Temos uma boa relação com a Secretaria de Justiça e o número de vagas no sistema prisional também ajudou na redução do número de presos nas delegacias”, assegura o corregedor. Ele atribui a essa realidade à diminuição de fugas que durante o ano de 2009 atingiram o número de 41 e, até o momento, em 2010 não ultrapassou 14.

Também nesse sentido, o secretário João Eloy disse, em entrevista, que o Estado melhorou as condições para manter custodiados confirmando a queda expressiva no índice de fugas, o que transmite segurança à sociedade. A Sejuc vem investindo de forma ampla em cadeias que ofereçam dignidade e acima de tudo em um largo projeto de ressocialização. O secretário de Estado da Justiça, Benedito de Figueiredo, deixa claro em suas determinações que todos os internos do sistema prisional de Sergipe devem ter acesso à educação e profissionalização.

O secretário certifica que os investimentos no setor prisional hoje são de grande expressão. O comentário do secretário da SSP corresponde com fidelidade aos trabalhos desenvolvidos pela Secretaria de Justiça e Cidadania em prol da melhoria no sistema prisional com a construção de novas unidades, a exemplo do novo presídio feminino que ainda este mês será inaugurado.

A Sejuc não vem criando apenas espaço para abrigar presos, quando está diretamente ligada ao esvaziamento de delegacias. Mais que isso, sérios trabalhos de reintegração dos internos à sociedade estão sendo desenvolvidos com ações contínuas dentro dos presídios. Hoje o índice de fugas, como fez questão de ressaltar o secretário João Eloy, é mínimo. Também o investimento na capacitação de agentes e guardas prisionais tem sido fator decisivo para um bom atendimento nas unidades prisionais aos internos.

Delegacias vazias

Em Sergipe, as unidades prisionais tem recebido em média, 70 presos por semana, que chegam de segunda a quarta-feira, segundo o diretor do Departamento do Sistema Penitenciário (Desipe) Manuel Lúcio Neto. Hoje nenhum preso ultrapassa a média de 15 dias em delegacias. Lúcio observa ainda que o Cadeião de Socorro oferece 160 vagas e o Compajaf no bairro Santa Maria 476. Ele assegura que não há superlotação nessas unidades. Em Nossa Senhora da Glória há 220 internos e existem 177 vagas.

Tobias Barreto possui 160 detentos e tem 111 vagas. Já em Areia Branca há 300 presos e 220 vagas. Lúcio ressalta que dos 3,5 mil internos de Sergipe, 70% é de presos provisórios. Com tudo isso, hoje Sergipe conta com uma ampla parceria da Sejuc e SSP, no sentido de efetuar prisões, custodiar os presos e em seguida enviá-los ao sistema prisional, onde eles não permanecem no ócio, mas tem acesso à qualificação profissional, educação e positiva reinserção social no seio de suas famílias.

Fonte: Agência Sergipe de Notícias

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O processo de construção de identidade das polícias brasileiras

Ricardo dos Reis Tavares - Aracaju(SE) - 15/06/2010
Presidente do Sindicato dos Policiais Civis

Mesmo após décadas de existência, as polícias brasileiras ainda engatinham na busca da construção da sua identidade enquanto garantidora dos direitos fundamentais dos cidadãos

Desde 1871 que a Justiça e Polícia estão separadas no modelo punitivo pátrio. Se até então faziam parte da mesma organização, hoje, fora dos polidos discursos dos salões, acumulam-se dificuldades de entendimento entre ambas, por motivos os mais diversos. É de se perceber o quanto este processo se adéqua ao processo de assepsia institucional que viveu o Judiciário, passando pela total desvinculação da operacionalização da aplicação da pena, hoje afeta às secretarias de justiça vinculadas ao Poder Executivo, cabendo-lhes apenas as nobres funções superiores.

E, como consequência direta desse processo, os integrantes do Judiciário gozam de um respaldo social ímpar. São unanimemente amados e temidos, simultaneamente. Ao passo de não gerar significativo clamor o fato de que, na prática, a maior punição real aplicada à maioria dos magistrados que eventualmente se envolvem em eufemísticos “desvios de conduta” seja a aposentadoria.

Mas, você pode estar se perguntando, qual a relação disto com assunto de polícia, já que este é um texto escrito por um integrante da polícia civil sergipana? Ocorre que, paulatinamente, conforme as instituições judiciais foram, meritoriamente, restringindo-se à parte mais nobre da aplicação da “justiça”, outras entidades passaram a ter que abarcar o chamado “serviço sujo”. Seja o de investigar e registrar por meio do Inquérito Policial (resquício do tempo em que a Justiça e a Polícia eram uma coisa só), seja o de custodiar em ambientes fétidos àqueles que no espaço imponente dos tribunais, receberam ou ainda receberão a definição a ser cumprida.

Assim, ao passo que se assistiu ao enobrecimento dos órgãos judiciais, viu-se deteriorar-se a imagem das instituições policiais. O que é natural, já que são elas que sujam as mãos. E viu-se mais, viu-se serem-lhes imputadas atribuições para as quais não possuem qualquer respaldo, tanto legal como técnico. Hoje, não causa estranheza à imprensa, à sociedade, ao Ministério Público ou mesmo à Procuradoria do Estado o fato de um delegado sergipano ter que ser desviado da sua função de proteger à sociedade para atuar como chefe de segurança no Judiciário.

É isso mesmo. Um delegado, pago e vocacionado para a presidência de inquéritos que visem garantir à condenação de criminosos é, com base em lei estadual, nomeado para cargo em comissão voltado para a segurança do Tribunal de Justiça. Ou seja, uma função para a qual seu treinamento é totalmente inócuo. Mas a visão, inclusive para o senso comum, é de que a polícia é subordinada ao Judiciário. Daí ser comum que policiais civis sejam intimados à revelia da forma legal, ou que delegacias recebam determinações para localizar e intimar pessoas para audiências judiciais, o que só para constar, é atribuição do oficial de justiça.

Mas se não tem oficial de justiça, manda um policial. Se não tem carceragens o suficiente, empurra os presos para as delegacias. Se não tem estrutura, mero detalhe. Afinal é o Estado mesmo quem é condenado por não fornecer a alimentação para os presos de delegacias. O que, diga-se de passagem, é possível constatar em rápida consulta jurisprudencial dos acórdãos do Tribunal de Justiça de Sergipe.

Ou seja, a Polícia Civil, que não recebe nem um centavo do Fundo Penitenciário Nacional, é responsável por custodiar centenas de presos, comprometendo assim sua receita, estrutura física e de pessoal ao ter que direcioná-la para o atendimento de uma demanda que tão somente lhe rende ônus. Sem falar que é relativamente comum, sobretudo no interior, que pessoas sejam condenadas às penas alternativas, e em alguns casos mais raros ao regime aberto, e o cumprimento da pena se dê em uma delegacia. E os poucos que recorreram, não tiveram sucesso já que há farta jurisprudência estadual no sentido de que não há problema algum nesta situação.

Sei que a primeira impressão de quem quer que esteja lendo é de que se está afrontando à magnanimidade do Judiciário. Normal, não há uma cultura de críticas, que o diga a polícia, cotidianamente tão carente de capacidade de autocrítica. Não se quer minorar a relevância social do magistrado, pelo contrário. A questão aqui é outra. É demonstrar que a descrença do aparato policial faz parte de uma construção histórica, da qual nem os juízes, nem os policiais tem culpa, mas que por estarem inseridos tem por obrigação terem uma visão crítica à respeito.

A imagem pejorativa da polícia não decorre da relação que o senso comum faz entre ela e a famigerada “Ditadura Militar”, até porque, o que não faltou para ela foi o apoio de integrantes de todas as categorias sociais. Ela é, como já dito e repetido, uma construção histórica. Uma barreira que tem tido como consequência direta o que alguns chamam de “judicialização do modelo policial”. Algo bastante diverso do que ocorre em países como os Estados Unidos, Inglaterra e tantos outros onde a formação policial é específica. Ou seja, o conhecimento jurídico é tratado como ferramenta importante, mas não a mais importante. Havendo inclusive a necessidade de cursar uma graduação específica para o desempenho da atividade policial.

Infelizmente, em praias tupiniquins, a idéia não goza de grandes incentivadores, pelo contrário, há, no caso das polícias militares, quem defenda a exigência da formação em Direito para oficiais, simultânea à redução do respectivo curso de formação. Inclusive, é bastante emblemático que em 2008 na Universidade Federal Fluminense, diversos alunos, sobretudo de ciências humanas, protestaram contra a criação de uma graduação em Segurança Pública. Inclusive, no protesto, havia diversas faixas com os dizeres “A universidade é do povo, polícia não”. Como se fosse possível dicotomizar ser policial de ser cidadão.

Enfim, o fato é que as polícias brasileiras ainda não conseguiram consolidar sua imagem enquanto garantidora dos direitos fundamentais dos cidadãos, mas está caminhando neste sentido. Com erros e acertos, assim como a presente reflexão. Mas uma coisa é fato, é imprescindível para a democracia que as polícias se fortaleçam, tal e qual aconteceu com o Ministério Público após a Constituição de 1988, para que chequemos ao tempo em que todos sejam de fato iguais perante a lei. Abolindo-se de vez a possibilidade de aposentadoria remunerada ou a renúncia de mandato ser usada como punição mais grave dentre as aplicadas de fato, para os crimes cometidos por integrantes de determinados grupos. E que as delegacias não queiram se transformar em fóruns em miniatura ou as instituições policiais se descaracterizarem por completo para serem devidamente reconhecidas e respeitadas.

Fonte: Fórum Brasileiro de Segurança Pública

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Aprovado monitoramento eletrônico para quem cumpre pena em regime aberto

O Plenário aprovou nesta quarta-feira (19) substitutivo da Câmara dos Deputados ao projeto de lei do Senado (PLS 175/07) que permite a monitoração eletrônica do condenado que cumpre pena em regime aberto. O mecanismo - tornozeleira ou pulseira - indica a distância, o horário e a localização de seu usuário e outras informações úteis à fiscalização judicial. A medida altera a Lei de Execução Penal (Lei 7.210/84) e pode ser adotada por decisão do juiz. O projeto vai agora a sanção presidencial.

A proposta é de autoria do senador Magno Malta (PR-ES), presidente da CPI da Pedofilia. O relator do projeto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Demostenes Torres (DEM-GO), ao justificar seu voto pela aprovação da matéria, argumentou que não há nenhuma ofensa ao princípio do respeito à integridade física e moral do preso com o uso da pulseira ou tornozeleira eletrônica. Ele informou que diversos estados brasileiros já fizeram testes com a pulseira eletrônica e aguardam a aprovação da lei para implantar o sistema.

O dispositivo, disse, viabiliza a concessão de benefícios penais aos condenados como é o caso do regime aberto e semi-aberto ou progressão para esses regimes, o livramento condicional, a suspensão condicional de pena, saídas temporárias no regime semi-aberto e pode ser utilizado até mesmo no regime fechado, quando o juiz da execução penal entender necessário. Também se aplica a pena restritiva de direito que limite horários ou frequência a determinados lugares.

O condenado terá que fornecer o endereço da família a ser visitada e onde poderá ser encontrado enquanto estiver usufruindo o benefício. À noite, terá que se recolher à residência da família visitada; fica proibido de frequentar bares, casas noturnas e estabelecimentos similares. Para frequentar curso profissionalizante, de ensino médio ou superior, ele só poderá se manter fora o tempo necessário para a realização das atividades.

Fonte: Agência Senado de Notícias

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Notícia da hora: Fuga no CENAM

Há poucos instantes quinze menores infratores fugiram do CENAM. A Polícia Militar está mobilizada para tentar recapturar os fugitivos. Equipes do Batalhão de Choque e da Rádio Patrulha estão fazendo buscas no intuito de encontrar os menores infratores. Mais informações no decorrer do dia.

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