Mostrando postagens com marcador pec 300. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pec 300. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Senado pode votar criação de fundo para a segurança pública

O Plenário do Senado pode aprovar, a partir da próxima terça-feira (19), a criação do Fundo de Desenvolvimento da Segurança Pública e a proposta que legaliza a remoção de servidores em cartórios. A PEC 24/2012 que cria o fundo de segurança é de autoria do senador João Capiberibe (PSB-AP). Ele explicou que "a ideia é criar uma espécie de SUS da segurança pública”.

O primeiro item da pauta de votações do Plenário é o PLS 206/2017, do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), que institui o Fundo Especial de Financiamento de Campanha, com recursos dos incentivos fiscais que deixam de ser dados às emissoras de rádio e TV privadas, restringindo a propaganda eleitoral no rádio e na TV aos canais de responsabilidade do poder público. A reportagem é de Gustavo Azevedo, da Rádio Senado.

Fonte: Agência Senado

terça-feira, 14 de junho de 2016

Pelo menos 40 militares disputarão cargos no CE

Pelo menos 40 representantes da Polícia Militar (PM) e do Corpo de Bombeiros devem ser candidatos no pleito deste ano em diversos municípios cearenses. Em 2014, o Ceará elegeu um deputado estadual, Capitão Wagner Sousa, e um deputado federal, Flávio Sabino, mais conhecido como Cabo Sabino.

Cabo Sabino. Foto Arquivo Aspra

De acordo com o presidente da Associação dos Cabos e Soldados Militares do Ceará (ACSMCE), Eliziano Queiroz, há um movimento nacional para que cabos e policiais da PM participem cada vez mais do ambiente político, principalmente nas casas legislativas. Segundo ele, há pelo menos uma década, nas discussões nacionais, o tema é debatido entre representantes da classe, mas somente depois da discussão da PEC 300 ficou decidido que cada Estado tentaria eleger um deputado federal e um estadual para tratar das demandas das categorias.

A Proposta de Emenda à Constituição de número 300 visa a equiparar o salário dos PMs de todo o Brasil, tendo como piso o salário dos militares de Brasília, que são os bem mais pagos do território nacional. “Fizemos um trabalho de conscientização com toda a tropa e chegamos à conclusão de que as nossas demandas só seriam resolvidas com representantes aqui e em Brasília. Agora apostamos nas câmaras municipais, para melhorar a segurança pública no âmbito municipal”, disse.

Conforme ressaltou Queiroz, este movimento vem crescendo no Brasil, mas salientou que o momento é totalmente novo, pois os militares estão chegando às casas legislativas por meio do voto, de forma democrática.

Representação

“A situação atual é totalmente diferente do passado, pois a situação dos militares demonstra a necessidade de representantes nas casas legislativas. Tínhamos muitas demandas reprimidas que começaram a ser discutidas e iniciaram tramitação na Câmara e no Senado Federal. Isso só foi possível quando a categoria acordou”, disse.

No Ceará, em 2016, serão lançadas cerca de 40 candidaturas de policiais militares e bombeiros para o cargo de vereador, além de Wagner, que é pré-candidato à Prefeitura de Fortaleza. Esta é a somatória do pessoal da Capital e do Interior. Os pré-candidatos têm até o dia 2 de julho para realizar a filiação partidária e, como são militares, só podem se filiar depois de pedir baixa nas corporações. Segundo o presidente da ACSMCE, os principais partidos em que estão abrigados os postulantes são PSDB e PR.

Bancada

A Bancada da Segurança Pública na Câmara Federal é formada por 21 parlamentares, entre militares estaduais, policiais civis, federais e membros do Exército Brasileiro. Quatro deles são do Nordeste, incluindo Cabo Sabino. Queiroz acredita que os militares possam eleger de três a quatro representantes da categoria para a Câmara Municipal de Fortaleza no pleito de outubro.

O cientista político e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Maurício Santoro, analisa que o discurso conservador dos militares encontrou respaldo em uma população que tem medo da criminalidade. “A violência que aumentou muito no Norte e Nordeste e nas pequenas e médias cidades tem impacto com o eleitor, e, mais recentemente, de 2013 para cá, essa bancada cresceu juntamente com os sentimentos de raiva e descontentamento com a política”, disse.

Maurício Santoro, no entanto, afirma que a defesa do endurecimento de penas, do uso de armamento mais pesado e de leis mais firmes, como no debate da “guerra contra as drogas”, podem se configurar “um problema para a sociedade”.

Fonte: Blog do Edilson Silva/Diário do Nordeste

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Cabo Sabino: O sonho não acabou, PEC 300 ressurge das cinzas

Eduardo Cunha, Cabo Sabino e Capitão Augusto na imagem.

Desde do começo da tarde dessa quarta-feira (05/08), o deputado federal Cabo Sabino tentava uma reunião com o Presidente da Câmara dos deputados Eduardo Cunha juntamente com a ANERMB (Associação Nacional de Entidades Representativas de policiais militares e Bombeiros Militares) e mais 20 representantes de associação militares de todo o Brasil. 

O Presidente da Câmara deputado Eduardo Cunha aceitou solicitação do deputado Cabo Sabino, que intermediou a reunião juntamente com os representantes das associações e outros deputados, a pauta da reunião foi exclusivamente a PEC 300.

Após muitos debates, o Presidente Eduardo Cunha se comprometeu a que tão logo a Proposta de Emenda a Constituição (PEC) n° 24/12 do senador João Capibaribe que cria o fundo nacional de Segurança Pública seja aprovado no senado, ele vai criar uma comissão especial onde vai abrir canal de dialogo com os governadores do estado para aprovar a PEC 300, uma vez que a PEC 24 vai criar o fundo que pagará a PEC 300.

A PEC 24/2012 está na pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal pronto para ser votada nos próximos dias, mas nesse momento precisaremos de ajuda de todos para pressionar os senadores de modo que o projeto seja aprovado.

O sonho não acabou, está reaberto a luta pela aprovação da PEC 300, na época da campanha sempre falamos que era possível que essa proposta voltasse à pauta de discussão, e hoje oficialmente essa chama se reacendeu, agora todos juntos vamos lutar por esse sonho e que com a graça de deus vamos aprovar esse projeto que beneficiará milhões de militares estaduais em todo o país.

Fonte: Assessoria de Imprensa/Cabo Sabino

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Samuel cumpre agenda em Brasília e trará recursos para a segurança pública

O líder da oposição na Assembleia Legislativa, deputado estadual Capitão Samuel Barreto (PSL) acompanhou, em Brasília, a 18ª Marcha dos prefeitos em defesa do novo Pacto Federativo, visando restabelecer as competências tributárias dos Governos federal, estadual e municipais, entre os quais os mecanismos de partilha da receita que, hoje, mais de 65% fica com a União.

Samuel destacou a luta dos prefeitos brasileiros e ressaltou que esse disparate na partilha traz reflexos muito negativos para as gestões nos Estados e Municípios. “Com demandas e sem recursos suficientes, os gestores sofrem as duras consequências”, afirmou Samuel, ressaltando a importância do seu agrupamento político, comandado pelo senador Eduardo Amorim e o deputado federal André Moura (ambos do PSC) para o encaminhamento das discussões.

“Nós sabemos a importância de somarmos esforços. E assim temos feito para que os prefeitos possam ter o apoio necessário para fortalecer as lutas que têm encabeçado”, destacou o Capitão, que cumpre agenda em Brasília. 

PEC 300

Presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa, Samuel aproveitou a sua ida a Brasília para se reunir com militares e parlamentares federais ligados à Segurança Pública no Congresso Nacional, visando mobilizá-los para a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 300/2008, que cria um piso salarial unificado para policiais civis, militares e bombeiros de todos os Estados.

“Estamos na luta para que a PEC 300 saia do papel”, justificou Samuel, ressaltando que, “como profissional da Segurança Pública e representante da categoria durante o meu mandato, defendo melhores condições de trabalho e salários dignos a esses homens que vivem para defender a sociedade”.

Fonte: Blog do Capitão Samuel

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Rio de Janeiro: PMs e BMs defendem a aprovação da PEC 300







As manifestações populares pela soltura, em definitivo, do deputado estadual soldado Prisco (PSDB) foram parar no Rio de Janeiro, na manhã deste domingo (29). Policias militares baianos que viajaram à capital carioca se reuniram em manifestação pacífica com deputados federais, senadores e policiais do território nacional, em favor da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 300, que trata do fim do militarismo, e pelo fim das restrições enfrentadas pelo parlamentar.

Prisco está impedido de exercer suas atividades em totalidade já que as restrições judiciais o impossibilita de deixar a capital baiana, sair de casa entre 20 horas e 6 horas, de segunda a sexta, e nos finais de semana e feriados. A manifestação reuniu centenas de militares que percorreram as ruas de Copacabana dizendo palavras de ordem e com máscaras do deputado estadual, simbolizando a ida do parlamentar ao evento.

"Toda a categoria e parlamentares de todo o território nacional estão reunidos na defesa dos dois pontos. Em pleno estado democrático de direito, o parlamentar que sempre representou a categoria compre pena antes de fase sequer de instrução do processo", reclamou o coordenador da Aspra, Fábio Brito.

Fonte: Bocão News/Página do Cabo Daciolo/Facebook

terça-feira, 15 de julho de 2014

PEC 300 poderá ser incluída na pauta de votações

Apesar de estar em período de campanha eleitoral para disputar a reeleição à Câmara Federal, o líder do PSC, deputado federal André Moura, não parou suas atividades parlamentares e irá à Brasília participar da reuniao de líderes que ocorre todas as terças feiras.

Um dos temas que será abordado pelo parlamentar será a tramitação da PEC 300/08, que estabelece que a remuneração dos Policiais Militares dos Estados não poderá ser inferior à da Polícia Militar do Distrito Federal, aplicando-se também aos integrantes do Corpo de Bombeiros Militar e aos inativos.

Desde 2011, em seu primeiro ano de mandato, André Moura vem lutando para que a categoria seja reconhecida e considera que após seis anos tramitando na Casa Legislativa, já passou da hora da propositura ser aprovada. Os militares estão nas ruas proporcionando maior segurança à população, é justo que eles tenham um salário condizente com suas funções e com os riscos que correm, considerou.

Vale lembrar que André Moura foi vice-presidente da Frente Parlamentar de apoio à PEC 300 e que durante sua atuação a Ouvidoria da Câmara recebeu mais de mil mensagens da sociedade civil organizada se manifestando em favor da aprovação da propositura.

A matéria está tramitando em Plenário com diversos Requerimentos de Inclusão na Ordem do Dia. “A luta pela aprovação da PEC 300 não deveria ser apenas da família militar, nem dos Deputados que abraçaram esta bandeira, mas da sociedade como um todo, que necessita de um sistema de segurança de qualidade”, concluiu.

Fonte: Ascom André Moura/Faxaju

sábado, 12 de julho de 2014

Governo Federal libera R$ 500 mil destinados por Mendonça para segurança de Sergipe

Vereador Marco Prisco e Deputado Federal Mendonça Prado. Foto Arquivo Aspra

O Governo Federal liberou os recursos destinados pelo deputado federal Mendonça Prado (Democratas/SE) para prevenção à violência e à criminalidade no estado de Sergipe. Originalmente, o parlamentar havia apresentado uma emenda ao Orçamento Geral da União (OGU) no valor de R$ 500 mil reais. O Executivo liberou o valor exato de R$ 499.516,65.

“Como deputado federal, exerço o mandato desenvolvendo ações que repercutem de forma positiva na vida dos meus conterrâneos. Essa é a prova do meu compromisso com o meu povo querido de Sergipe”, justificou o parlamentar. Durante os seus três mandatos na Câmara Federal, Mendonça Prado trabalhou com afinco para garantir os direitos fundamentais dos brasileiros, especialmente no que se refere à saúde, educação e segurança.

Visando à melhoria da segurança pública, o deputado lutou pelos profissionais desse setor, principalmente por um piso salarial nacional para os trabalhadores de segurança (PEC 300/2008) e a criação de um fundo constitucional para o financiamento dos serviços (PEC 63/2011, de sua autoria). Mendonça trabalhou dentro do Congresso Nacional e conseguiu a aprovação da anistia para os militares que participaram de manifestações em busca de melhores condições de trabalho em vários Estados.

Além disso, o deputado sergipano investigou o tráfico de pessoas no Brasil, e apresentou um Projeto de Lei (PL 3530/2008) com a finalidade de obrigar os fabricantes a instalarem uma tampa especial de segurança em embalagens de produtos químicos, de limpeza e de remédios ou quaisquer outros de uso doméstico que sejam capazes de causar danos à saúde.

Mendonça Prado é tão dedicado à justiça, à segurança e ao combate à criminalidade e à violência no país, que foi indicado para ser Presidente da Comissão de Segurança e Combate ao Crime Organizado (CSPCCO) da Câmara dos Deputados por seu Partido. Em 2011 como presidente da CSPCCO, Mendonça Prado realizou um trabalho de excelência atingindo a maior número de deliberações desde a criação da Comissão em 2002.

O parlamentar proporcionou a realização de 34 reuniões deliberativas, 27 audiências públicas e quatro seminários, além de examinar 132 proposições, entre projetos e requerimentos. As intervenções da Comissão de Segurança nos vários conflitos e manifestações que envolveram a segurança pública do país foram visíveis em todo o país, como no caso do atirador de Realengo, na prisão dos bombeiros do Rio de Janeiro e no assassinato da juíza Patrícia Acioli.

Ao final de seu mandato na CSPCCO, em solenidade oficial de descerramento de placa de ex-presidentes, Mendonça Prado foi ovacionado e homenageado pelos demais integrantes. Na sua gestão, a Comissão apresentou emenda ao OGU no valor de R$ 22,5 milhões de reais com a finalidade de adquirir um helicóptero para o Departamento de Polícia Federal, bem como equipamentos e material permanente. Além dessa, apresentou duas emendas com o intuito de capacitar o Departamento da Polícia Rodoviária Federal (DPRF): uma, para a construção e ampliação de cinco postos e delegacias da Polícia Rodoviária Federal; e outra, para a construção de 27% do Edifício Sede e da Academia Nacional do DPRF.

Izys Moreira

Fonte: Assessoria de Imprensa do Deputado Federal Mendonça Prado

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Comissão aprova uso de fundo de segurança para financiamento habitacional

De acordo com a proposta, o financiamento com recursos do FNSP deverá seguir as normas do Sistema Financeiro de Habitação (SFH).

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado aprovou na quarta-feira (23) proposta que destina recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) para programas de financiamento habitacional voltados a policiais civis e militares, bombeiros militares e guardas municipais.

O texto aprovado é um substitutivo do relator, deputado Alexandre Leite (DEM-SP), ao Projeto de Lei 3631/12, do deputado Damião Feliciano (PDT-PB), que permitia o acesso ao fundo somente a policiais militares.

Atualmente, os recursos do fundo (instituído pela Lei 10.201/01) são empregados no reequipamento, treinamento e qualificação das polícias civis e militares, corpos de bombeiros militares e guardas municipais; em sistemas de informações, de inteligência e investigação, bem como de estatísticas policiais; na estruturação e modernização da polícia técnica e científica; em programas de polícia comunitária; e em programas de prevenção ao delito e à violência.

Segundo Leite, o texto original não soluciona o problema moradia dos demais profissionais de segurança pública, que também passam por dificuldades. “O problema avulta naquelas unidades da federação em que a remuneração desses profissionais chega a ser aviltante”, afirmou.

Debate

O deputado Enio Bacci (PDT-RS) defendeu a proposta, mas afirmou que ela não é o tratamento ideal aos agentes de segurança. “O ideal é que tivéssemos um salário digno a todos os policiais, mas lamentavelmente o próprio governo tem evitado pautar a PEC 300 e vemos os policiais mendigando”, disse.

Os deputados Edson Santos (PT-RJ) e Alfredo Sirkis (PSB-RJ) consideraram que o financiamento habitacional deveria ser bancado pelo Fundo Nacional de Habitação (FNH) e não pelo FNSP. “Já existe o Fundo Nacional de Habitação para garantir o financiamento da casa própria. É uma contradição e um desvio de finalidade retirar esse recurso da área de segurança”, afirmou Santos.

Critérios

O substitutivo incluiu critérios para conceder o crédito como:

- cargos ou postos e graduações cujos ocupantes fazem jus ao benefício;
- prioridades como relação à idade ou condição pessoal, vedada a de caráter hierárquico ou em relação à corporação;
- a remuneração bruta máxima para admissão ao programa;
- as localidades abrangidas; e
- o percentual de recursos do FNSP destinado ao programa.

O financiamento deverá seguir as normas do Sistema Financeiro de Habitação (SFH).

Foi retirada do texto original a obrigação de existir dispositivo para quitar saldo devedor do financiamento habitacional, quando o profissional falecer em serviço. Para Leite, o texto é desnecessário já que a legislação atual já prevê essa quitação.

Tramitação

O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta: 

 PL-3631/2012  

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Janary Júnior

Fonte: Agência Câmara de Notícias

sexta-feira, 28 de março de 2014

VII Fórum Nacional das Entidades Representativas dos Policiais e Bombeiros Militares do Brasil



 
Associação de Praças APPM-BA está participando desde a manhã desta sexta-feira, 28, do VII Fórum Nacional das Entidades Representativas dos Policiais e Bombeiros Militares do Brasil, que está acontecendo em Maceió-AL até este sábado, 29. O evento conta ainda com a participação de entidades representativas de policiais militares de 19 estados do Brasil e tem como objetivo discutir, viabilizar e buscar formas de pressionar o Governo Federal para aprovar a PEC 300, que trata do piso salarial para os policiais Militares do Brasil, a PEC 24, que cria o fundo para pagamento da PEC 300, e a mais polêmica de todas as PECs, a 51, que trata do ajuste dos policiais e bombeiros militares do todo o Brasil, de autoria do Senador Lindberg Farias (PT - RJ) e que ainda trata, entre outros assuntos, da desmilitarização e carreira única. A PEC 51 tem proposta de alterar os ART. 21, 24 e 144 da Constituição Federal. A APPM-BA está representada pelo seu Presidente Agnaldo Pinto, o vice presidente Roque Santos, o secretário geral Adroaldo Francisco e o coordenador das Regionais Joel Castro.
 
Fonte: Perfil do Facebook da Associação de Praças APPM-BA

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Carta de Aracaju é entregue a presidente e governadores

Na tarde desta sexta-feira (13), foi protocolada pelo presidente da AMESE, sargento Jorge Vieira, nos Correios, a CARTA DE ARACAJU, que foi elaborada no II Encontro Regional da ANASPRA no Nordeste, realizado em Aracaju/SE pela AMESE, no dia 31 de outubro, onde em suma foi recomendada a deliberação geral favorável do processo legislativo de criação do Fundo Constitucional de Segurança Pública (PEC 24) e da desmilitarização das Forças Ostensivas Estaduais de Segurança Pública (PEC 51), com o formação do ciclo completo das polícias e garantia de todos os direitos trabalhistas para os profissionais da Segurança Pública, dentre eles o adicional noturno e carga horária definida em lei. O presidente da ANASPRA, Pedro Queiroz e demais entidades associativas, sobretudo a AMESE – Associação dos Militares do Estado de Sergipe.

O Presidente da AMESE, informou que está sendo encaminhanda copia dessa carta ao deputado federal Mendonça Prado, que vem se destacando no cenário Nacional em defesa de uma melhor segurança pública para o Brasil, bem como, aos comandantes das forças Militares Estaduais de Sergipe, além de todos os Governadores dos Estados brasileiros e a Presidente Dilma Rousseff, para que haja modificações e melhorias na segurança pública brasileira, não somente nas questões salariais, mas na melhoria dos serviços prestados à população e condições de trabalho para os profissionais da segurança segurança.

Confiram abaixo o teor da CARTA DE ARACAJU:

ASSOCIAÇÃO NACIONAL DAS ENTIDADES REPRESENTATIVAS DE PRAÇAS POLICIAS E BOMBEIROS MILITARES

ANASPRA
www.anaspra.org.br

CARTA DE ARACAJU/SERGIPE


Nós, representantes da Associação Nacional de Praças - ANASPRA e demais entidades associadas, reunidos em assembleia no dia 31 de outubro do corrente ano, no auditório do Hotel Radisson, em Aracaju, Capital do Estado de Sergipe, por ocasião do II Encontro Regional da ANASPRA no Nordeste, onde discutimos e deliberamos pautas que ensejaram a “Carta de Aracaju”, que em suma recomendamos o seguinte:

1) Celeridade na discussão e votação favorável, do processo legislativo para a criação do Fundo Constitucional de Segurança Pública (PEC nº 24) e à conclusão da votação e da criação do piso salarial nacional do operador de segurança pública (PEC nº 446/300);

2) Que as polícias estaduais ostensivas, responsáveis direta pela preservação da ordem pública, se tornem carreira única e desmilitarizada. Pois, é fator primordial para a melhoria da prestação do serviço à sociedade, das relações institucionais e das relações interpessoais, possibilitando, desta forma, a cidadania plena aos policiais e bombeiros militares;

3) A criação de uma polícia estadual única de ciclo completo é imprescindível para substituir a dicotomia existente entre as polícias militares e civis brasileiras que travam uma disputa corporativista que fragiliza e prejudica o atendimento de segurança pública à população;

4) Os militares estaduais custodiam os dois maiores bens do ser humano: a vida e a liberdade. Em ocorrências policiais, o militar estadual, dispõe muitas vezes de segundos para tomar a decisão mais coerente e adequada para o caso. Por este motivo, entendemos que é hora de ser exigida a formação universitária para ingresso nas atividades de polícias ostensivas e bombeiros em todo o Brasil; e

5) Acordou-se que diversos direitos trabalhistas concedidos aos trabalhadores em geral devem ser estendidos, também, aos profissionais de segurança pública de forma indistinta e incondicionada, tais como adicional noturno e a jornada semanal de trabalho definida em lei, entre outros que estejam elencados na “Declaração Universal dos Direitos do Homem”, proclamados pela Organização das Nações Unidas - ONU, em 10 de dezembro de 1948 e ratificada pela Brasil, conforme preceitua os §§ 1º, 2º e 3º do Art. 5º da Constituição Federal de 1998, sendo os §§ 2º e 3º incluídos pela Emenda Constitucional nº 45 de 30.12.2004, que inclusive, não exclui os policiais militares e os bombeiros militares estaduais, em momento algum, demonstrando explicitamente, que todos gozam dos mesmo direitos universais.

Aracaju/SE, 31 de outubro de 2013.

Pedro Queiroz da Silva
Presidente da ANASPRA

sábado, 9 de novembro de 2013

Angélica e Samuel defendem concurso público para a PM

Os deputados estaduais Angélica Guimarães (PSC) e Capitão Samuel (PSL) entregaram nessa sexta-feira (8) projetos aprovados na Assembleia Legislativa ao secretário chefe da Casa Civil, Silvio Santos. As Proposituras devolvidas ao Executivo garantem a realização do concurso público para 600 Policiais Militares, entre PMs e Bombeiros. O encontro ocorreu à tarde, no Palácio de Despachos.

A deputada Angélica Guimarães avaliou como positivo o momento político. “É evidente que cada um toma sua posição política e partidária. Mas o objetivo da Assembleia Legislativa, como poder constituído, é fiscalizar o Executivo e garantir que os direitos dos servidores públicos e da sociedade em geral sejam preservados. Estamos vivendo um novo momento político, com a aprovação do Proinveste, com o desbloqueio da pauta e com a votação de projetos importantes para o desenvolvimento de Sergipe”.

“Legislativo e Executivo são poderes independentes sim, mas que devem sempre caminhar harmonicamente. A AL fez a sua parte votando e aprovado esses projetos que, além de uma série de conquistas para a família militar, também viabilizam o tão sonhado concurso público. Vamos esperar agora que o Executivo faça a parte dele e atendas os anseios do povo que clama por mais segurança. Como sempre coloquei, a AL nunca vai se opor aquilo que for bom e positivo para o nosso povo”, completou a deputada.

Por sua vez, o deputado estadual Capitão Samuel também celebrou os avanços. “A luta continua. Vencemos algumas batalhas, mas ainda temos objetivos a alcançar. Hoje a família militar está mais feliz com a manutenção de uma série de garantias conquistadas. Agradeço aos meus colegas de parlamento que ficaram solidários e nos apoiaram e muito nessa luta. Esperamos agora que o governo promova, o quanto antes, esse concurso público, porque esse é um clamor da sociedade por mais militares nas ruas. Segue a luta agora por carga horária de 30 horas semanais; nível superior; auxílio uniforme; isonomia com a policia Civil; promoções atrasadas; lei de fixação de efetivo; LOB e PEC 300”.

Os dois projetos aprovados garantem uma série de benefícios aos militares e deixa o governo do Estado apto para promover o concurso publico para 600 homens, entre PMs e Bombeiros. Outras vantagens para a categoria foram asseguradas como estabilidade aos três anos (antes eram 10 para todos os militares); aposentadoria aos 30 anos de carreira, independente de processos judiciais; carga horária máxima da GRAE definida em oito horas; manutenção dos salários dos soldados engajados. Também constam entre vantagens a aposentadoria para todos os militares aos 60 anos (antes ela atendia apenas os coronéis) e limitação em 10 GRAE mensais.

Habacuque Villacorte
Fonte: Alese

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Como desmilitarizar a polícia no Brasil?

Desmiltarização da polícia requer emenda constitucional, segundo especialistas
O tema da desmilitarização da polícia voltou ao debate no Brasil, após diversos episódios recentes de violência policial contra manifestantes e o desaparecimento do pedreiro Amarildo de Souza, na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro.

Na Câmara Federal, uma nova PEC (Proposta de Emenda Constitucional) sobre o tema foi apresentada aos parlamentares. Mas tanto ativistas quanto lideranças políticas ainda não conseguiram chegar a um consenso sobre a pergunta: é possível acabar com a militarização da polícia?

Atualmente, o Brasil tem dois tipos de polícia. A militar é responsável pela repressão direta aos crimes e pelo patrulhamento ostensivo. A civil é a polícia judiciária, que exerce o papel da investigação e leva os casos ao poder Judiciário.

Qualquer alteração nessa estrutura necessita de uma mudança constitucional. "A existência das polícias militares estaduais está expressamente prevista no artigo 144 da Constituição. Assim, somente uma emenda poderia alterar tal previsão", diz Valmir Pontes Filho, presidente da Comissão Nacional de Estudos Constitucionais da Ordem dos Advogados do Brasil.

A principal crítica de ativistas e políticos que pedem a desmilitarização é a cultura e a hierarquia às quais os militares são submetidos tanto em seu treinamento como no dia a dia.

"Os militares são preparados para defender o país. É uma metodologia diferente da necessária para lidar com o povo brasileiro", afirma o deputado Chico Lopes (PC do B), que elaborou há cerca de um mês a mais recente PEC sobre o assunto na Câmara.

"Alguns policiais militares tratam as pessoas como se fossem inimigas. A polícia tem que ter um papel social, mais humanizada e mais cidadã."

Sistema de gestão

Um levantamento da BBC Brasil sobre os assassinatos cometidos pela polícia em 2011 indicou que a Polícia Militar de São Paulo matou seis vezes mais que a Polícia Civil (Clique leia mais aqui).

Mas o coronel Íbis Pereira, chefe da Subdiretoria de Ensino da PM do Rio de Janeiro, avalia que é preciso diferenciar a ideologia de militarização – comum a ambas as polícias – do fato de uma delas adotar um sistema de gestão militarizado.

Segundo Pereira, a PM usa um estatuto de gestão de recursos e pessoal que é militar, mas essa característica não é o que determina se sua forma de agir é militarizada ou não.

A militarização, na avaliação do coronel, é uma ideologia e consiste na doutrina de entender o suspeito como um inimigo externo, ou um subversivo. "É olhar para uma favela e identificar como território que tem que ser conquistado. Ver a facção criminosa como um inimigo que precisa ser enfrentado a canhonadas", afirma.

"Mas o que enfrentamos são criminosos, que têm garantias e direitos".

Pereira diz à BBC Brasil que essa visão de mundo não é particular à PM, mas à toda segurança pública e ao próprio sistema de Justiça criminal.

Para o coronel, essa cultura não vem apenas do regime militar ou da própria formação da polícia no século 19, mas também de um sistema escravocrata que surgiu desde o Brasil colonial.

Ele lembra, ainda, que o pedreiro Amarildo, assim como a maioria dos milhares de detentos do sistema penitenciário brasileiro, vêm das classes sociais mais baixas e são negros ou pardos.

"A polícia é fruto da sociedade que aplaude quando um criminoso aparece sendo torturado em uma exibição no cinema do filme Tropa de Elite."

Pereira avalia que a forma de enfrentar o problema é humanizar toda a Justiça criminal, desde os policiais até advogados, promotores e juízes.

Ao contrário da PEC 300, que discute a criação de um piso salarial nacional para os policiais militares, as três principais propostas relacionadas à desmilitarização da PM ainda não geraram um grande debate no Legislativo, segundo o deputado Ivan Valente (PSOL).

"Não foi formada uma massa crítica em torno de uma proposta, mas isso pode mudar com as denúncias diárias (de violência policial) e com o fato de que o Estado está enfrentando movimentos sociais com a Polícia Militar em um Estado Democrático de Direito", afirma o parlamentar.

Em linhas gerais, as três propostas coincidem em unificar as polícias para acabar com os problemas da divisão de atribuições e da sobreposição de tarefas.

Analistas ouvidos pela BBC Brasil afirmam que um dos principais problemas da existência de duas polícias separadas é que nenhuma faz o ciclo completo de atendimento a uma ocorrência criminal. Em tese, a PM prende um suspeito que acaba de cometer um crime e o entrega à Polícia Civil, que inicia um trabalho de investigar e relatar o delito à Justiça.

Segundo os especialistas, a mesma polícia – militar ou civil – deveria começar e terminar todo o ciclo de atendimento à ocorrência.

Além disso, as duas polícias possuem unidades com as mesmas finalidades (tanto de investigação como de patrulhamento ostensivo), porém com comandos diferentes. Isso gera competição e falta de cooperação entre os dois órgãos na maioria dos Estados, de acordo com os pesquisadores.
Opiniões divididas

Para Eduardo Arruda Alvim, presidente da Comissão de Estudos de Processo Constitucional do Instituto dos Advogados de São Paulo, o processo de aprovação de uma Emenda Constitucional é muito complexo, e a desmilitarização da polícia só será possível se houver um grande consenso no Legislativo.

"É um problema de vontade política e, por enquanto, as opiniões parecem divididas", afirma Alvim. "Apenas com um grande consenso o quórum necessário será atingido."

A Proposta de Emenda Constitucional tem que ser aprovada em dois turnos, por maioria qualificada (três quintos do total de parlamentares), tanto na Câmara como no Senado – antes de ser promulgada.

O cabo Wilson Moraes, presidente da Associação de Cabos e Soldados da PM de São Paulo, afirmou à BBC Brasil que as associações de PMs são favoráveis à unificação das polícias – entre outros pontos porque permitiria a participação política dos militares na sociedade e tornaria possível o recebimento de horas extras trabalhadas.

As propostas no Congresso

Ao menos três principais Propostas de Emenda Constitucional relacionadas à desmilitarização tramitam no Congresso. A maioria delas propõe a unificação das polícias civil e militar.


Deputado Chico Lopes (PC do B)

Em fase de coleta de assinaturas para ser apresentada à Câmara. Não prevê a extinção da PM, mas cria uma polícia estadual estruturada a partir de uma formação civil, e uma polícia municipal. Desta forma, a PM não seria instantaneamente eliminada, mas sim substituída gradualmente pelas polícias civis.

Senador Blairo Maggi (PR)

Levada ao Senado em 2011, está com o relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. Entre outros pontos, Maggi propõe que os Estados possam criar uma polícia unificada. Oficiais da PM e delegados de carreira poderiam ser transformados em delegados de uma polícia estadual única e de hierarquia não militar

Celso Russomanno (PRB)

Tramita na Câmara desde 2009 e atualmente aguarda designação de relator na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. O texto propõe a unificação das polícias e a desmilitarização do Corpo de Bombeiros, que hoje tem funções de Defesa Civil.

Fonte: BBC Brasil

sábado, 5 de outubro de 2013

Militares decidem lutar contra possível veto do governo a projetos de lei

Foi realizada na tarde desta quinta-feira, 3, na sede da Assomise, mais uma assembleia geral unificada dos militares. Na pauta da reunião estavam os projetos recentemente aprovados na Assembleia Legislativa relativos à classe militar, a PEC 446/2009 (mais conhecida como PEC 300) e o reajuste linear. A Aspra Sergipe se fez presente, representada pelo seu presidente, sargento Anderson Araújo.

Os policiais e bombeiros militares que compareceram puderam esclarecer suas dúvidas quanto aos assuntos da pauta e tomaram decisões importantes. A reunião foi aberta pelo major Adriano Reis, presidente da Assomise, que após compor a mesa com os demais presidentes de associações, iniciou dando um panorama geral sobre o que seria tratado e sobre o que a classe deveria decidir. O deputado estadual Capitão Samuel (PSL) também se fez presente na assembleia.

Logo no início, ao ser aberta a palavra aos presentes, criou-se um certo clima de tensão, quando ao usar a palavra o sargento Edgard Menezes, vice-presidente da Amese, fez questão de destacar que foi contra as alterações do projeto de lei que criou a Grae operacional e referiu-se aos demais presidentes de associações e ao próprio deputado Capitão Samuel como mentirosos e enganadores, pois segundo Edgard estes haviam discutido alterações nos projetos sabendo que não poderiam fazer tais alterações e que estas seriam vetadas pelo governo.

Na sequência o deputado Capitão Samuel rebateu as críticas explicando minuciosamente como funciona o processo de apreciação e votação dos projetos de lei na ALESE. O deputado explicou que quando um projeto de lei é enviado para a Assembleia Legislativa ele é apreciado pelos deputados e pode sofrer alterações através de emendas. "O que um deputado não pode fazer é propor emendas que gerem despesa para o Executivo, mas alterar o projeto dentro do que foi proposto nós podemos", disse o deputado. 

Ainda de acordo com Samuel os únicos projetos encaminhados pelo governo do Estado foram o de alteração da Grae (Gratificação por Atuação em Eventos) e o que altera a forma de remuneração dos futuros alunos a Soldado da PM e dos Bombeiros. Diante disso, o deputado que também é presidente da Comissão de Segurança Pública, convidou as associações para discutir os projetos e decidir se deixariam eles serem aprovados da forma como o governo os enviou ou se deveriam tentar alterá-los a fim de conquistar algum benefício para a categoria, sendo que sete associações optaram por tentar alterar o projeto.

Entre as alterações propostas foram contempladas algumas vantagens importantes para os militares, como a redução da estabilidade de dez para três anos, como manda a Constituição, o direito do militar ser transferido para a reserva remunerada mesmo respondendo a processo, contemplando assim o direito constitucional da presunção da inocência, a voluntariedade e a limitação de oito horas para a percepção da Grae, entre outros pontos. Todas as alterações propostas foram aprovadas em plenário pelos deputados estaduais, cabendo agora ao governador sancionar ou vetar os projetos. Segundo o Capitão Samuel o grande problema para a sanção do projeto da Grae seria a questão da voluntariedade, que não teria sido aceita pelo governo.

Decisões

Depois de todas as explicações e de várias discussões os militares passaram a decidir as ações a serem adotadas, ficando decidido pela maioria absoluta dos presentes que caso o governo vete a voluntariedade da Grae o deputado Capitão Samuel deveria lutar pela derrubada do veto junto aos seus colegas de parlamento, mantendo o projeto com as alterações aprovadas na ALESE. Os militares também se comprometeram a lotar as galerias da ALESE para demonstrar aos deputados que são contra o veto e convencê-los a derrubá-lo. Seria um "tudo ou nada", pois ou o governo sanciona o projeto com as alterações aprovadas na Assembleia Legislativa, ou veta o projeto por completo e continua tudo como está atualmente.

Com relação ao reajuste linear, decidiu-se pela realização de uma carreata no próximo dia 20 de outubro, com concentração a partir das 09:00h na Praça da Leste, na qual os militares estarão demonstrando sua insatisfação a toda a sociedade e cobrando a concessão do reajuste salarial anual que até então não foi concedido pelo governo.

Escolha certa

Para o presidente da Aspra, sargento Araújo, a decisão dos militares de serem contrários ao possível veto do governo e favoráveis à manutenção dos projetos de lei conforme foram aprovados na ALESE demonstra que a posição assumida pelas sete associações que trabalharam pelas alterações destes projetos foi a mais correta e que foi compreendida pela maioria. "Fomos chamados de mentirosos mas a decisão da assembleia mostrou que não mentimos, do contrário o que justificaria o fato da maioria dos militares presentes na assembleia terem sido a favor do trabalho que fizemos? Vão dizer agora que todos que estavam lá foram comprados ou coisa desse tipo?", desabafou o sargento Araújo. "Sempre primei pela verdade, mesmo quando ela não é aquilo que os companheiros querem ouvir, e não será agora que mudarei meu perfil. Estou na tropa e sou sujeito aos mesmos direitos e deveres que qualquer outro colega. O que faz alguém pensar que eu e os demais representantes de associações seríamos a favor de algo que não só prejudicaria aos outros mas também a nós mesmos? É uma ideia inconcebível", disse Araújo.

Para Araújo outro fato importante observado durante a assembleia é que os militares demonstraram claramente que não aceitam mais as brigas de egos entre as lideranças e que desejam alcançar resultados independente de quem estará à frente das lutas. Segundo Araújo é preciso que a categoria reconquiste a união que foi determinante para a conquista salarial de 2009, do contrário qualquer luta ficará enfraquecida. Quanto à política, o presidente da Aspra considera que esta deve ser utilizada para reforçar a luta da classe, e não para dividir e desunir a categoria.

PEC 300

Convidado pelo Capitão Samuel, o deputado federal André Moura, líder do PSC na Câmara, também se fez presente ao encontro e falou sobre a tramitação da PEC 300. André, que faz parte do Colégio de Líderes da Câmara e é um dos responsáveis pela definição da pauta de votação daquela Casa, explicou que no momento não há previsão de quando a PEC 300 será levada a plenário para a votação em 2º turno, tudo por conta da "invasão" do plenário da Câmara ocorrida em agosto, após o presidente da Casa, deputado Henrique Alves, ter acordado com lideranças militares que pautaria a PEC depois de conversar com os governadores. "Foi um ato equivocado que prejudicou todo o trabalho que já havia sido feito", disse André referindo-se à "invasão" do plenário. Ele informou que o presidente decidiu retomar a conversa com os governadores sobre o assunto, mas não assumiu compromisso quanto à data de votação da PEC.

Outra presença ilustre foi a do senador Eduardo Amorim, pré-candidato ao governo do Estado em 2014. "Convidei André Moura e o senador Amorim para uma assembleia dos vigilantes e fui cobrado por militares no Twitter por que não os trazia para a nossa assembleia, por isso fiz questão de convidá-los e eles estão aqui", explicou o Capitão Samuel. Amorim se solidarizou com o que chamou de luta justa da categoria e disse que quando a PEC 300 chegar ao Senado será um Soldado lutando pela sua aprovação, lembrando que votou a favor da PEC na votação em 1º turno, quando ainda era deputado federal.

sábado, 7 de setembro de 2013

Mendonça Prado fala sobre a PEC 300 na TV Câmara


Na tarde desta quarta-feira (04), o deputado federal Mendonça Prado (Democratas/SE) gravou sua participação para o programa Palavra Aberta da TV Câmara. Entrevistado pela jornalista Fabiana Melo, o parlamentar sergipano tratou da segurança pública brasileira, da PEC 300 e do Fundo Nacional da Segurança Pública. “Lutamos pela harmonização da ordem jurídica para que todos os Estados possam pagar os mesmos valores a seus trabalhadores da área de segurança pública”, afirmou Mendonça Prado.

Atualmente, a PEC 300, tramita apensada a PEC 446/2009. A proposta foi apresentada em 2008, aprovada pelo plenário da Casa em primeiro turno em 2010. A proposta não é bem vista pelo governo petista, pois obrigaria a União a contribuir com os salários dos policiais. Também há um receio por parte de alguns governadores de que o aumento salarial das categorias iria comprometer o orçamento estadual. A proposta de Mendonça Prado para a criação do Fundo Nacional de Segurança Pública (PEC 63/2011) é a solução para o impasse pecuniário.

Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJC), Mendonça foi relator da PEC 300. Na época, ele mostrou com seu relatório pela aprovação, a importância da proposta, que logo ganhou força graças às caminhadas e audiências públicas em todo o Brasil, organizadas e acompanhadas de perto pelo democrata sergipano. Mendonça tem se dedicado com afinco às causas dos trabalhadores da Segurança Pública.

O programa será transmitido na quinta-feira, 12 de setembro, às 7h45 e reprisado no mesmo dia às 12h15 e às 21h. O vídeo estará disponível para download no Portal da Câmara dos Deputados.

Texto e Foto: Izys Moreira – Assessoria de Imprensa

sábado, 24 de agosto de 2013

Ato público reúne militares em caminhada pelas ruas de Natal


Centenas de policiais militares e bombeiros do Rio Grande do Norte e até mesmo de outros estados estiveram presentes no ato público do Dia Nacional de Mobilização, realizado em Natal, na manhã desta sexta-feira (23). Os militares saíram em caminhada pelas ruas da capital e foram até a Governadoria, onde protocolaram um ofício solicitando uma audiência com a governadora Rosalba Ciarlini.

“Nós somos a única categoria que ainda não foi recebida pela governadora e, por isso, viemos até aqui solicitar essa reunião”, explica o soldado Roberto Campos, presidente da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar do Rio Grande do Norte. Os policiais e bombeiros esperam a aprovação por parte do Governo do RN da Lei de Promoção de Praças, tendo em vista a defasagem nesse processo e casos como de soldados que estão há 30 anos sem receberem nenhum tipo de promoção.

Como a governadora Rosalba Ciarlini estava cumprindo agenda fora de Natal, os militares não conseguiram sair da Governadoria já com uma audiência marcada e, agora, vão aguardar a resposta do Governo. Eles cogitam, inclusive, não participarem do tradicional desfile do 7 de Setembro, caso não sejam recebidos até lá, no entanto, essa possibilidade ainda será votada em assembleia.

A mobilização realizada nesta sexta-feira reuniu várias associações de classes militares, bem como atraiu a solidariedade de outras classes, como a Polícia Civil, representada pelo Sinpol-RN, e até mesmo de servidores da educação. “Uma das propostas do ato público é mostrar para a sociedade que a polícia e os bombeiros também fazem parte do contexto social. Assim como vários segmentos vêm realizando protestos pelo Brasil, nós temos nossas reivindicações e lutamos por elas”, destaca Roberto Campos.

A caminhada também foi alusiva ao Dia do Soldado, que será comemorado no próximo domingo (25). “Este ano, estamos celebrando a data de uma maneira diferente, indo para as ruas mostrar que nossa categoria, soldados e cabos, tem o menor salário da segurança pública. Além disso, não contamos com carga horária, enfrentamos problemas como diárias atrasadas e o pagamento das férias foram suspensas”, afirma Roberto.

Durante a mobilização, que também contou com militares do interior do Rio Grande do Norte, de cidades como Currais Novos, Caicó e Mossoró, os policiais e bombeiros cantaram e gritaram palavras de ordem. Também foram distribuídos panfletos explicando para os motoristas e pedestres os pontos que motivaram o ato.

“O último concurso para promoção a cabo foi realizado há 12 anos. Já o último concurso para mudança de cabo para sargento foi realizado há 16 anos. Ou seja, como as vagas nesses concursos foram limitadas, muitos não passaram, então, hoje, nós temos na Polícia Militar centenas de soldados que estão há 30 anos sem promoção”, comenta Roberto sobre um dos alguns dos pontos apresentados. Os militares também informaram que esse é o primeiro de outros atos que deverão ser organizados por eles.




Fonte: Site da ACS-PM/RN

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Mobilização pela "PEC 300" continua mas Câmara segue sem votar projeto

Depois de mais dois dias intensos de mobilização em Brasília pela votação em segundo turno da PEC 300/446, que propõe a criação de um piso salarial nacional para policiais militares, civis e bombeiros militares, a categoria sai da capital federal frustrada e ainda sem perspectivas quanto à votação da PEC.

A terça-feira foi bastante movimentada. Os militares realizaram uma marcha até o Congresso Nacional e passaram todo o dia atuando junto a parlamentares objetivando a colocação da PEC na pauta de votação da Câmara. O presidente da Casa, deputado Henrique Alves (PMDB/RN) recebeu um grupo de lideranças da categoria e se comprometeu em criar um grupo de trabalho (GT) para analisar a PEC e apresentar uma proposta até o dia 16 de setembro. Só então seria dada alguma resposta quanto à votação.

No final da tarde, por volta das 18:00h, um grupo de manifestantes adentrou o plenário da Câmara, fato que irritou o presidente. Entre os manifestantes havia militares e médicos, que protestavam contra os vetos da presidenta Dilma ao chamado "Ato Médico". Contudo a conta pela chamada invasão do plenário recaiu nas costas dos militares, que depois de alguns minutos se retiraram pacificamente sob a promessa do presidente de que manteria a palavra quanto à criação do grupo de trabalho.

Sargento Araújo pede o apoio do líder do PSC vice-presidente da Frente Parlamentar em Defesa da PEC 300, deputado André Moura

Já na quarta-feira o dia foi de conversas e reuniões. Logo cedo o presidente da Aspra/SE, sargento Anderson Araújo, se reuniu com o líder do PSC e vice-presidente da Frente Parlamentar em defesa da PEC 300, deputado André Moura (PSC/SE), a fim de buscar o apoio do mesmo para a aprovação da PEC. Mais tarde, participou de outra reunião com dirigentes da Associação Nacional de Praças (Anaspra) e o deputado Mendonça Prado (DEM/SE). Ainda pela manhã houve reunião de líderes de partidos com o presidente da Câmara, onde se esperava que fosse discutida a criação do GT da PEC 300, porém informes davam conta de que a pauta principal foi o reforço da segurança da Câmara por conta da ocupação do plenário no dia anterior. Em seguida lideranças de várias associações se reuniram no gabinete do deputado Mendonça Prado para discutir novas estratégias de mobilização.

Sargento Araújo em reunião com diretores da Anaspra e deputado Mendonça Prado

Somente por volta das 17:00h o presidente Henrique Alves recebeu em seu gabinete uma comissão de militares para discutir a criação do GT da PEC 300. Estranhamente, a comissão que inicialmente seria composta por parlamentares e mais dois ou três representantes de entidades nacionais das categorias, foi formada sem respeitar este critério, sendo integrada inclusive por pessoas que sequer representam qualquer entidade e deixando de fora a Associação Nacional de Praças. A comissão ainda terá à frente o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP).

O presidente da Anaspra, Pedro Queiroz, lamentou a exclusão da entidade nacional do processo de discussão em detrimento de pessoas físicas, e disse não saber quais foram os critérios utilizados para a escolha. Queiroz declarou que uma vez que a Anaspra foi excluída do processo, não há outra coisa a fazer a não ser aguardar o resultado dos trabalhos do GT e continuar trabalhando em prol da PEC, retornando a Brasília no próximo dia 16, quando poderá ocorrer em Brasília uma grande reunião entre presidentes de associações de todo o país.

Para o presidente da Aspra Sergipe, sargento Araújo, é preciso que os deputados tomem uma posição e digam de uma vez se são a favor ou contra a PEC 300. "Há cinco anos que a PEC tramita na Casa, há três anos foi votada em primeiro turno e desde então estamos sendo enrolados com comissões que não resolvem nada. Senhores, digam sim ou não e assumam as consequências do voto perante seus eleitores, mas votem, parem de fazer os policiais e bombeiros de tolos e acabem com essa via crucis", apelou o sargento Araújo.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

PEC 300: Presidente da Aspra participa de reunião com o líder do PSC na Câmara dos Deputados, André Moura


Do Facebook do Sargento Araújo:

Reunião com o deputado federal André Moura, líder do PSC, sobre os encaminhamentos da PEC 300. Daqui a pouco haverá reunião do colégio de líderes com o presidente da Câmara. Criação do grupo de trabalho da PEC 300 estará em pauta. Grupo terá missão de apresentar proposta para que a PEC vá pra pauta de votação em setembro. Depois de três anos esperamos que os policiais e bombeiros possam ver a PEC ser votada realmente.

1º dia de manifestações na luta pela PEC 300/446 é bastante movimentado

Todos os jornais vêm destacando que hoje (20/08), foi um dia bastante agitado em Brasília e isso não se deve somente as votações dos vetos da Presidente Dilma, mas sim a manifestação feita por Policiais Militares, Bombeiros Militares e Policiais Civis que lotaram o Salão Verde da Câmara no começo da tarde, os mesmo exigiam votação imediata em segundo turno da PEC 446/300 (Piso Salarial Nacional).

Após essa movimentação, o Presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves, decidiu receber alguns representantes da categoria, para conversar sobre o andamento do projeto, e nessa reunião os mesmos definiram a criação de um grupo de trabalho que vai ser formado por deputados e dois representantes dos Policiais e Bombeiros para chegar a um acordo em torno da PEC 446/300.

A categoria não ficou totalmente satisfeita com os resultados da reunião e fizeram serem ouvidas por todo o Brasil, quando invadiram as dependências do Congresso, em resposta ao ato às atividades foram paralisadas, o Presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves classificou o ato como desrespeitoso “A invasão não foi uma atitude democrática”, mas em contra partida disse entender as dificuldades da categoria, é bom que o deputado saiba o que os Policiais estão lutando por dignidade, já que todos os dias arriscam suas vidas em prol de outras, ganhando salários miseráveis e vale lembrar que há mais de três anos que a Câmara vem adiando a votação da PEC 446/300.

O Presidente da ANASPRA e ASPRAMECE que estava presente em todas as movimentações que ocorreram nessa tarde falou que “Foi uma manifestação pacífica diferente de que alguns veículos de comunicação divulgaram, não teve briga entre os Policiais e Bombeiros e os seguranças da Câmara, todos estavam revoltados com o descaso do Congresso em relação as nossas pautas, há mais de três anos discutimos o piso Nacional”.

Os Policiais deram um voto de confiança ao Presidente da Câmara e deixaram o plenário e o Salão Verde, já que na manhã dessa quarta-feira (21/08) acontecerá no gabinete da Presidência da Câmara a primeira reunião do Grupo de Trabalho (GT) formado para discutir sobre a PEC, O Presidente Henrique Eduardo Alves prometeu que até o dia 16 de Setembro terá uma posição sobre a PEC 446/300, todos que estão em Brasília continuarão se movimentando para aprovação desse projeto de suma importância para dignidade do Policial Militar, e também na luta de outros projetos que tramitam no Congresso Nacional como a PEC 24 (Fundo Nacional da Segurança Pública) e a PEC 102 (Desmilitarização) que também são de grande relevância para a segurança Pública do país.

Fonte: Aspramece

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Policiais e bombeiros fazem protesto pela votação da PEC 300

Proposta estabelece um piso salarial para a categoria. Grupo promete boicotar Copa e eleições em 2014 sem aprovação do texto

Policiais e bombeiros invadem plenário da casa em protesto a PEC 300

Um grupo de policiais invadiu o plenário da Câmara dos Deputados por volta das 18h desta terça-feira. Eles querem que seja votada a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 300, projeto que iguala o piso salarial de agentes de segurança (policiais e bombeiros) em todo o país. Quando o grupo invadiu o plenário, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) assumiu a presidência da sessão, para pedir calma e respeito aos manifestantes. Cerca de 20 minutos depois, eles foram retirados do plenário pelos seguranças da Casa.

O grupo se manifesta desde o começo da tarde na Câmara, e já havia ocupado o Salão Verde, que dá acesso ao plenário. Eles foram recebidos pelo presidente da Câmara mais cedo, que afirmou que a questão deve ser analisada com o governo, por causa dos impactos fiscais. A promessa é que será criado um grupo de trabalho para discutir a questão, até o dia 16 de setembro.

Segundo os seguranças da Câmara, cerca de 300 policiais participam do protesto no Salão Verde. Eles estendem faixas e bandeiras de seus estados de origem. Tinha até bandeira de time de futebol no meio: do Fluminense.

— Atenção, escravos, viemos pedir nossa libertação. Não aguentamos mais salário de fome — afirmou João Rodrigues da Silva, representante dos bombeiros e PMs do Rio, ao fazer um discurso no Salão Verde.

O subtenente da Polícia Militar de São Paulo Clóvis de Oliveira, que se apresenta como o "idealizador" da PEC 300, diz que se a proposta não for aprovada, os policiais irão boicotar não só a Copa de 2014 como as eleições presidenciais.

— Não é só sem PEC, sem Copa não. É sem PEC, sem eleição também. Não vai haver policial tomando conta de urna ano que vem. Vai ser boicote geral. Quero ver. O governo nos joga contra a opinião pública, diz que se der o reajuste o custo anual será de R$ 42 bilhões. É mentira. Será de R$ 12,6 bilhões — disse Clóvis de Oliveira.

Durante o protesto, dezenas de manifestantes, a maior parte do Corpo de Bombeiros, cercaram o líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), que chegou a bater boca com alguns deles.

— Olha aí, hein, deputado, ano que vem tem eleição. Quero só ver — disse um dos manifestantes.

— Não estou preocupado com isso — respondeu Arlindo Chinaglia, no meio da confusão.

O líder do governo disse a um deles que não sabe quem garantiu a eles que a proposta seria aprovada. Conforme caminhava, aumentava o contingente de manifestantes à sua volta. Um deles exibia, atrás do petista, uma máscara de Carnaval com a cara do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, relator do mensalão.

Em coro, a turma começou a gritar e provocar Chinaglia:

— Mensalão, mensalão, mensalão!

Na avaliação do líder do DEM, deputado Ronaldo Caiado (GO), não há mais como adiar a votação. A PEC foi aprovada em primeiro turno.

A mobilização pela PEC 300 vem incomodando o governo desde 2010. Se aprovada, a medida traria um impacto bilionário nas contas dos governos dos estados. O texto original prevê a fixação na Constituição de um piso provisório de 3,5 mil para PMs e R$ 7 mil para oficiais e estabelecia que uma lei federal irá criar, em definitivo, o piso salarial nacional para essas categorias. 

Fonte: O Globo

Presidente vai criar grupo de trabalho para chegar a consenso sobre a PEC 300

Policiais militares e bombeiros afirmam que só deixam o Salão Verde depois que a PEC que cria um piso salarial único para a categoria for votada em segundo turno. Manifestantes contra e favoráveis ao veto ao ato médico também se manifestam no Salão Verde.

Policiais militares e bombeiros estão no Salão Verde, pedindo a votação da PEC 300 em 2º turno.

O líder do DEM, deputado Ronaldo Caiado (GO), e o presidente da Comissão de Legislação Participativa, deputado Lincoln Portela (PR-MG), informaram há pouco que, após reunião do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, com os representantes dos policiais militares e bombeiros, ficou acertada a criação de um grupo de trabalho, a ser formado por deputados e dois representantes dos PMs e bombeiros, para tentar chegar a um acordo em torno da PEC 300/08, que prevê piso salarial único para policiais e bombeiros militares em todo o País. O texto foi aprovado em primeiro turno em 2010.

Manifestação continua

Os policiais e bombeiros continuam se manifestando no Salão Verde. São centenas deles, centenas carregando faixas, fazendo apitaço, gritando “Sem PEC, Sem Copa”. Os policiais se juntaram aos manifestantes que estão protestando em relação ao veto ao ato médico. Nesse caso, são médicos e outros profissionais de saúde que gritam contra e a favor do veto. Os manifestantes tiveram um confronto com a segurança da Casa e teve uso de spray de pimenta.

Grupo da PEC 300

A primeira reunião do grupo de trabalho, de acordo com Lincoln Portela, está marcada para amanhã, (quarta-feira, 21), às 11 horas. Segundo Ronaldo Caiado, o próprio presidente da Câmara se mostrou disposto a facilitar os contatos desse grupo de trabalho com os governos federal e estaduais. Foi marcada também uma reunião para o dia 16 de setembro, quando será feita a avaliação das negociações.

Segundo Caiado e Portela, ainda não há uma data fixada para votação da PEC. Vários representantes dos PMs e bombeiros que estão no Salão Verde não ficaram satisfeitos com essas informação e afirmaram que só deixam o local quando ocorrer a votação da PEC. Um outro grupo encaminhou-se para os plenários das comissões para discutir estratégias em relação à PEC. O deputado Lincoln Portela foi junto para tentar chegar a um consenso com os trabalhadores.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Postagens populares