Mostrando postagens com marcador protesto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador protesto. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Deputados aprovam congelamento de despesa

8 deputados votam contra e 12 dizem sim à proposta do Governo

A Assembleia Legislativa aprovou projeto de lei enviado pelo Poder Executivo que prevê o congelamento de despesas na esfera estadual como requisito exigido pelo Governo Federal para renegociar dívidas contraídas pelo Estado de Sergipe com a União. A votação aconteceu na tarde desta sexta-feira, 15, no plenário da Assembleia Legislativa com protestos de deputados que fazem oposição ao governador Jackson Barreto (PMDB).

O Partido dos Trabalhadores (PT) se dividiu. O deputado Francisco Gualberto, líder do governo, tentou fazer mudanças, mas acabou convencido para emplacar a defesa ao projeto e justificou a postura, alertando que a rejeição da proposta poderia provocar um “declínio absoluto” do Estado. A deputada Ana Lúcia Menezes fez um discurso crítico e manteve posição contrária no plenário da Assembleia Legislativa.

O deputado Georgeo Passos (PTC), líder da oposição, entende que o projeto afetará os salários dos servidores públicos e encaminhou voto contrário à proposta do Governo.

Conheça o voto de cada deputado

Deputados que votaram a favor do projeto:

Francisco Gualberto (PT)
Zezinho Guimarães (PMDB)
Venâncio Fonseca (PP)
Garibalde Mendonça (PMDB)
Gorete Reis (PMDB)
Jeferson Andrade (PSD)
Adelson Barreto Filho (PR)
Gustinho Ribeiro (PSD)
Augusto Bezerra (DEM)
Robson Viana (PEN)
Jairo Santana (PRB)
Sílvia Fontes (PDT)

Deputados que votaram contra ao projeto

Georgeo Passos (PTC)
Ana Lúcia Menezes (PT)
Capitão Samuel Barreto (PSL)
Gilmar Carvalho (Sem partido)
Pastor Antonio dos Santos (PSC)
Moritos Matos (PROS)
Maria Mendonça (PP)
Vanderbal Marinho (PTC)

Por Cássia Santana

Fonte: Portal Infonet

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Anaspra: Morte de policiais é alarmante. Congresso discute medidas contra assassinatos

O número de policiais militares assassinados no Brasil chegou a números alarmantes. No Rio de Janeiro, por exemplo, até agora foram 102 mortes. 

Não é de hoje que Associação Nacional de Praças (Anaspra) alerta as autoridades e a sociedade para essa situação. Em fevereiro de 2015, há mais de dois anos, portanto, a associação e deputados ligados à categoria fizeram uma homenagem-protesto nas dependências da Câmara dos Deputados. O objetivo era denunciar a situação e clamar pela vida dos profissionais da segurança pública. Na época, estiveram presentes centenas de policiais, representações sociais e parlamentares. Também foram apresentadas reportagens com imagens e depoimentos de diversos locais do País. 

Apesar da contagem no RJ, onde a situação é mais crítica, a estatística oficial de mortes de policiais não é exata porque há relutância em reconhecer a morte dentro e fora de serviço, avalia o presidente da Anaspra, cabo Elisandro Lotin de Souza. "Nunca morreu tanto policial no Brasil. Não existe paralelo nenhum no mundo em morte de profissionais de segurança pública, e infelizmente ninguém tem prestado atenção a essa dura realidade dos profissionais que morrem em decorrência da sua profissão."

Segundo número do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), entre 2012 e 2015, 1.031 policiais foram assassinados em confronto em serviço ou por lesão não natural fora de serviço. "É uma verdadeira caçada contra policias militares e civis", atesta Lotin, que também é conselheiro do FBSP.

Impunidade

Há mais de 40 propostas de interesse dos policiais tramitando na Câmara, como o Projeto de Lei 8258/14, de autoria do deputado Subtenente Gonzaga (PDT-MG), que aumenta em 1/3 a pena para os homicídios dolosos (quando há intenção) contra agentes públicos e enquadra esse crime na lista dos crimes hediondos.

Atualmente, o Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40) já prevê a majoração em 1/3 das penas nos homicídios dolosos praticados contra menores de 14 anos e maiores de 60 anos. Do ponto de vista do autor, o homicídio praticado contra o agente público – no exercício da função ou em razão dela – deve ter penalidade agravada, pois atenta contra responsável pela difusão das culturas da paz pública e bem estar social.

O parlamentar ressalta que o objetivo da proposta é combater a impunidade no Brasil e valorizar os integrantes dos órgãos de segurança pública, em especial os membros da Polícia Militar dos estados. Além dessa mudança, o PL ainda prevê alterações na lista de crime hediondos, nos crimes de receptação e no regime disciplinar diferenciado.

Adicional periculosidade

A Câmara dos Deputados analisa ainda projeto que garante aos integrantes do sistema de segurança pública de todo o País o adicional de periculosidade (PL 193/15). A proposta, do deputado Major Olimpio (SD-SP), regulamenta texto constitucional para garantir o benefício aos profissionais da área. Segundo o parlamentar, alguns estados já possuem legislação que garante esses direitos, mas é necessária uma lei que obrigue todos os entes federados a garantir o benefício. 

O projeto já passou por dois colegiados, Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado e Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, nas quais o PL foi aprovado com pareceres favoráveis dos relatores, deputados Subtenente Gonzaga e Cabo Sabino (PR-CE), respectivamente. O PL está na Comissão de Finanças e Tributação aguardando parecer do relator, deputado Andres Sanchez (PT-SP).

Indenização

Conforme o projeto, a indenização será paga aos integrantes do sistema de segurança pública ainda que a atividade seja exercida a título de capacitação, treinamento, execução de tiro real, porte de arma, manuseio de explosivos e inflamáveis. Além dos casos de afastamentos decorrentes de acidente em serviço ou moléstia contraída no exercício da função e, também, durante os afastamentos legais até 30 dias. O PL considera a atividade dos agentes públicos do sistema de segurança pública como típica de Estado e técnica profissional para todos os efeitos legais.

Fonte: Agência Câmara Notícias/Anaspra

sábado, 9 de setembro de 2017

7 de setembro de 2017 é marcado por protestos de PMs em São Paulo



Neste sete de setembro as festividades em comemoração a Independência do Brasil foram marcadas por protestos em São Paulo por policiais militares. O deputado federal major Olímpio se fez presente e aos gritos acusava o governador Alckmin de ladrão "Alckmin ladrão".

Faixas de protestos foram colocadas nas cercas de proteção com dizeres mostrando a insatisfação da categoria com os baixos salários e a negativa do governo em conceder reajuste salarial. Os policiais militares do estado estão sem qualquer reajuste a três anos e, ao que tudo indica, vão ficar muito mais tempo.

Se o governo não conceder reajuste este ano (2017) no próximo ano fica proibido reajustar salários de servidores públicos por ser ano eleitoral. As entidades de classe e políticos eleitos que defendem a categoria estão buscando a todo custo sensibilizar Alckmin a conceder reajuste ainda este ano.

O estado de São Paulo é o estado com maior arrecadação fiscal da federação, ano passado (2016) as contas públicas fecharam com superávit 1,5 bilhão, mesmo assim, Alckmin alega estar no "limite prudencial" em relação a Lei de responsabilidade fiscal o que o impede de conceder reajustes salariais.

Fonte: Portal Policial BR

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Servidores estaduais de Sergipe protestam por reposição salarial

Servidores públicos estaduais de Sergipe protestam, nesta quarta-feira (26), em frente à Empresa de Desenvolvimento Agropecuário (Emdagro), em Aracaju. O ato dá continuidade ao calendário de mobilização da Campanha Salarial deste ano, que segue até sexta-feira (28).

Seis categorias representadas pelo Sintrase, Sindifisco, Sindiconam-SE, Seese, Sinter-SE e Sintasa, com o apoio da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Sergipe (CTB-SE), se reuniram hoje para cobrar do governo a reposição da inflação, em torno de 32%.

“Até agora não houve nenhuma negociação, não há uma proposta, continua o discurso de que o Estado não tem dinheiro. Queremos a reposição da inflação que não temos há cinco anos. Lembrando que não é aumento salarial, mas reposição. São 54 meses sem qualquer tipo de reajuste”, afirma Diego Araujo, presidente Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público (Sintrase).

Os servidores também cobram o pagamento em dia e dentro do mês. Este mês os servidores inativos do Estado tiveram os salários parcelados. Segundo os sindicatos, os salários e pensões de ativos e inativos estão sendo pagos com atrasos recorrentes desde o ano passado e, no caso dos aposentados, o parcelamento tornou-se corriqueiro. 

Já o governo de Sergipe alega que a dificuldade para honrar o compromisso com os trabalhadores resulta da frustração de receitas que, este mês, alcançou R$ 40 milhões. A administração estadual informa que a regularização do pagamento dos servidores ativos e inativos só será possível diante da melhoria na arrecadação estadual, que sofre queda nos meses de julho, agosto e setembro, mas ressalta que tem feito medidas para equilibrar as contas. Uma reunião ainda deve ser agendada com as categorias.

Os sindicalistas realizam uma série de protestos nesta semana e já agendaram uma assembleia conjunta para o dia 1º dia agosto, a partir das 8h, no auditório do Sindicato dos Bancários, onde pode ser deliberada uma greve geral. Na quinta-feira (27), os servidores se reúnem na Secretaria de Estado da Fazenda, às 7h. Para fechar a semana de mobilização, na sexta (28), a partir das 6h, haverá panfletagem na porta do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse).

Fernanda Araújo

Fonte: F5 News

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Cerca de 10 mil policiais participam de ato contra a PEC 287

Policiais em protesto. Foto FENAPEF

Foi um dia inédito, um marco para as categorias de segurança pública. Pela primeira vez, as entidades de policiais e profissionais de segurança pública de todo o país, ignorando diferenças históricas, uniram forças e em voz uníssona protestaram ontem, 8, em frente ao Congresso Nacional, contra a PEC 287/16, que retira da Constituição Federal a atividade de risco dos profissionais de segurança pública. Cerca de 10 mil, segundo a Polícia Militar do Distrito Federal, policiais de 30 categorias, carregando cartazes e cruzes, simbolizando os policiais mortos em razão da atividade e deram clara demonstração de força contra a reforma da Previdência.

A passeata foi o ponto alto do ato pelo “Dia Nacional em Defesa da Aposentadoria dos Profissionais de Segurança Pública”, promovido pela União dos Policiais do Brasil, que contou com o apoio explícito de pelo menos 27 deputados federais. Num discurso inflamado e empolgante, Luís Antônio Boudens, convocou todos os profissionais que vieram de várias partes do Brasil e outras lideranças sindicais a prosseguirem nessa cruzada contra a “pena de morte” que o governo está impondo a todos os policiais.

Hoje é o marco inicial de uma luta que tem tudo para demorar no mínimo seis meses, precisamos mobilizar o Brasil, todos juntos nessa briga desses grandes líderes que representam a UPB, entidade que já é uma realidade nacional. Qualquer um no Congresso Nacional ou no Executivo que quiser forçar a retirada da nossa atividade de risco da Constituição Federal terá que nos enfrentar em todo país e não vai ser fácil eles vencerem essa guerra, pois a partir de hoje nós vamos promover mobilizações rotineiras em todo Brasil”. anunciou Luís Boudens.

O ato impressionou não apenas pelo número de participantes, mas pelo impacto visual das centenas de cruzes e “lápides” fincadas no gramado em frente ao Congresso, balões e carros de som – o que chamou a atenção da mídia, que acompanhou a força do movimento. O evento procurou chamar a atenção dos governantes sobre a ameaça à sociedade em ter uma polícia cada vez mais envelhecida nas ruas, incapaz de fazer frente à escalada de violência no país.

A proposta de emenda constitucional 287/2016 em tramitação no Congresso Nacional pretende retirar da Constituição Federal o artigo que reconhece a atividade de risco dos profissionais de segurança pública nos critérios de concessão da aposentadoria. Pelas regras apresentadas, para obter aposentadoria integral, o policial terá que contribuir por 49 anos, aposentando-se próximo aos 70 anos de idade, o que excede a previsão de expectativa de vida da categoria.

A categoria de policiais federais foi representada pela Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) e os representantes de sindicatos dos 26 estados e Distrito Federal. O ato aconteceu simultaneamente em Alagoas, Bahia, Manaus, Ceará.

Fonte: Fenapef

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Delegados da PF e policiais civis protestam contra reforma da previdência em Aracaju

Policiais protestando. Foto Portal F5 News

Policiais Civis e delegados da Polícia Federal realizaram um ato em Aracaju nesta quarta-feira (8) contra a proposta de reforma da previdência para os servidores da atividade policial. A manifestação faz parte de uma mobilização nacional em repúdio à PEC 287, em tramitação no Senado Federal, que reformula os requisitos para obtenção da aposentaria.

Os servidores da segurança pública são beneficiados por regimes especiais de aposentadoria. Com a reforma proposta pelo governo, além de fixar uma idade mínima de 65 anos para a aposentadoria de homens e mulheres, o tempo de contribuição para essas categorias passaria de 30 para 35 anos. Apenas militares, bombeiros e servidores das Forças Armadas não serão afetados pelas novas normas previdenciárias, se aprovadas.

Na ótica do diretor da Associação de Delegados da PF em Sergipe, Márcio Alberto Gomes, as mudanças previstas pelo governo condenam o policial a “morrer no posto de trabalho”, considerando que a expectativa de vida de um policial é, em média, de 55 a 60 anos. “O governo está dizendo que o policial não vai ter condições de se aposentar e no fim da vida dar um pouco de tranquilidade para a família”, diz. 

O delegado federal defende que é preciso fixar critérios considerando os riscos envolvidos na atividade policial para fins previdenciários e a importância de ter uma força policial jovem. “A quantidade de anos de contribuição já é bastante razoável, o que nos preocupa é a imposição da idade mínima. Estamos pleiteando que sejam mantidas as regras atuais para que a carreira policial, que já é extremamente dificultosa, não fique ainda menos atrativa. De nada adianta uma pseudoeconomia e a população com a polícia cansada e desestimulada”, afirma Gomes.

O governo federal estima que deixará de gastar cerca de R$ 740 bilhões em 10 anos, entre 2018 e 2027, com as mudanças propostas por meio da reforma da Previdência Social. Desse valor total, as mudanças no INSS e nos benefícios por prestação continuada (BPC) representariam uma economia de R$ 678 bilhões e, nos regimes próprios, de cerca de R$ 60 bilhões. Apesar do protesto, o atendimento à população não ficou comprometido em nenhuma das unidades onde as categorias atuam.

Fotos: Will Rodriguez/F5 News

Fonte: Portal F5 News

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Ordem dos Policiais do Brasil: Policiais reagem à PEC que acaba com aposentaria especial da categoria


A União dos Policiais do Brasil, formada por entidades de classe dos profissionais de segurança pública de todo o Brasil, está protestando contra a PEC 287/16, apresentada pelo governo Michel Temer (PMDB) para reformar a Previdência Social. Os policiais afirmam que a proposta retira da Constituição o artigo que reconhece a atividade de risco dos profissionais de segurança pública nos critérios de concessão da aposentadoria.

Por isso, os policiais estão organizando um protesto contra a proposta. A manifestação, batizada de “Dia Nacional em Defesa da Aposentadoria dos Profissionais de Segurança Pública”, está programada para o próximo dia 8, em frente ao Ministério da Justiça e ao Congresso Nacional, às 13h30. A expectativa dos organizadores é a de reunir mais de 5 mil profissionais de segurança pública na capital federal.

Segundo as novas regras, para obter aposentadoria integral, o policial terá de contribuir por 45 anos, aposentando-se próximo dos 70 anos de idade, excedendo a previsão de expectativa de vida do policial no Brasil que em média fica abaixo dos 60 anos de idade.

Para a UPB, a PEC 287/16 é um retrocesso porque não leva em conta critérios diferenciados para aposentadoria diante da natureza especial do trabalho, especialmente porque o Brasil é o país onde mais morrem policiais em serviço no mundo.

A proposta da UPB é a retirada dos profissionais de segurança pública da regra geral de reforma da previdência contida na PEC 287/16, para que seja discutida uma proposta em separado, assim como o governo já está fazendo com os militares, para que seja considerada a natureza de risco e a expectativa de vida dos profissionais de segurança pública. A proposta já foi apresentada formalmente pela UPB ao ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, no final do ano passado.

A União dos Policiais do Brasil foi criada em dezembro de 2016 para combater o fim da aposentadoria policial. Fazem parte da união 27 entidades representativas de categorias da segurança pública. Com informações da Agência Fenapef.

Fonte: Consultor Jurídico

domingo, 11 de dezembro de 2016

Presidente da Associação de Cabos e Soldados é preso durante assembleia

Presidente da Associação de Cabos e Soldados é preso durante assembleia

O presidente da Associação de Cabos e Soldados de Pernambuco, Alberisson Carlos, foi preso durante assembleia da categoria para deliberar sobre uma possível greve, na tarde desta sexta-feira. Durante a fala inicial das lideranças, uma oficial de justiça entregou a intimação ao sindicalista. Militares da Companhia Independente de Operações Especiais (Cioe), fardados, efetuaram a prisão administrativa em flagrante. Além de Alberisson, o vice-presidente da entidade, Nadelson Leite, também foi conduzido ao Quartel do Derby.

Policiais fazem caminhada em protesto contra prisão de líder sindical

Antes de ser preso, o presidente da Associação adiantou que não abandonará seus ideiais. "Podem prender meu corpo, mas minha mente continuará livre", desabafou. Ainda ao microfone, o sindicalista pediu calma para a categoria. "Eu estou sendo preso, mas não pode haver indisciplina. Não podemos deixar que isso transforme tudo em confusão", declarou. Como forma de protesto, os policiais militares pretendem fazer uma caminhada até a sede do Governo de Pernambuco, no Palácio Campo das Princesas, nesta tarde, e acampar até a resolução sobre a prisão. O clima entre os servidores é de greve iminente.

Alberisson Carlos e Nadelson Leite foram conduzidos ao Quartel do Derby acompanhados do advogado da Associação de Cabos e Soldados e do deputado estadual Joel da Harpa. De acordo com o deputado, apesar dos dois terem sido conduzidos, apenas o presidente foi preso. Com a ausência das lideranças, outros policiais debatem a respeito dos rumos da negociação da pauta de reivindicações e também sobre a soltura dos dirigentes sindicais na Praça do Derby.

O Tribunal de Justiça de Pernambuco adiantou que nenhum mandado de prisão foi expedido contra sindicalistas. A única intimação que saiu do gabinete teria sido para informar sobre a proibição de realização de assembleias por parte das entidades que representam os policiais militares e bombeiros.

Proibição Judicial de Realização de Assembleias

O Tribunal de Justiça de Pernambuco proibiu as associações militares do estado de realizar assembleias para deliberar sobre greves na noite da última quarta. O desembargador José Fernandes Lemos determinou que as quatro entidades que representam os policiais militares "se abstenham de realizar reunião, assembleia ou qualquer evento que tenha por objetivo reunir ou patrocinar a deflagração de greve de militares estaduais ou qualquer outro movimento que comprometa a prestação do serviço de segurança pública". O não cumprimento da decisão seria punido com multa de R$ 100 mil, além de outras sanções decorrentes de desobediência a ordem judicial. O pedido de liminar foi solicitado pela Procuradoria Geral do Estado.

No documento, o desembargador justificou a decisão alegando que a Constituição Federal veda a sindicalização e a greve por parte dos militares. Devido à citação e considerando as evidências do intuito de deflagração de greve por parte da categoria, que está em operação padrão, e ia deliberar sobre os rumos da negociação nes a liminar foi expedida ainda na noite dessa quarta. O magistrado ainda salientou que a paralisação dos serviços por parte de policiais militares, a incitação a isso ou a realização de reuniões com essa finalidade configuram diversos crimes militares. 

Ainda nessa quinta, ao saber da decisão, Alberisson Carlos adiantou que ia manter a assembleia, marcada para as 14h desta sexta, na Praça do Derby. "Ninguém pode nos tirar o direito de fazer reunião. É um direito garantido pelo artigo 5° da Constituição", destacou. De acordo com Alberisson Carlos, cerca de 80% dos policiais militares estão cumprindo operação padrão desde a última quarta-feira e 95% dos efetivo não está nos plantões extras, os chamados PJES.

O documento foi expedido em atenção à Associação Pernambucana dos Cabos e Soldados Policiais e Bombeiros Militares (ACS), à Associação de Praças dos Policiais e Bombeiros Militares de Pernambuco (Aspra-PE), à Associação de Bombeiros Militares de Pernambuco (ABM-PE) e à Associação dos Militares Estaduais (AME).

Pauta de Reivindicações

Os policiais militares e bombeiros do estado estão trabalhando em esquema de operação padrão desde a última terça-feira. O método lento de trabalho foi a alternativa encontrada pelos servidores para pressionar o Governo de Pernambuco nas negociações das pauta de reivindicações. Uma reunião entre as partes estava agendada para esta sexta, quando a operação especial deveria ser encerrada.

Na pauta de reivindicações da categoria, está o reajuste salarial, o Plano de Cargos e Carreiras e mudanças no pagamento e contratação de agentes. No documento, o reajuste sugerido varia de acordo com os cargos. No caso dos soldados, que hoje recebem R$ 2.319,89 a proposta é de R$ 4.497,84, valor aproximado ao piso da categoria em Sergipe. Os coronéis, que hoje recebem R$ 13.160,95, passariam a ter um salário de R$ 22. 498,82. 

Outra mudança pautada é na forma do pagamento do salário. A categoria pede que isso aconteça em forma de subsídio, e não mais de soldo, incorporando as gratificações. Eles afirmam que, desta forma, fica garantido o recebimento de tais gratificações, que hoje podem ser cortadas sem maiores justificativas pelo estado. Outro ponto que os policiais e bombeiros pedem é o requisito do nível superior para ingresso na carreira de praças.

Fonte: Diário de Pernambuco/Anaspra

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Anaspra se soma às manifestações do funcionalismo brasileiro


A crise dos governos estaduais e federal tem afetado diretamente os serviços públicos e o funcionalismo público em geral. Com isso, os protestos têm aumentado em várias regiões do Brasil. No Rio de Janeiro, por exemplo, os servidores da segurança pública - policiais, bombeiros e agentes prisionais - estão à frente das mobilizações. Isso não tem impedido, no entanto, forte repressão ao funcionalismo e aos próprios companheiros de farda que se dispuseram a se mobilizar.

Para além da proposta de emenda constitucional (PEC 55 no Senado Federal ou PEC 241 na Câmara dos Deputados) que congela investimentos por 20 anos, incluindo a segurança pública, ainda há as reformas da previdência e trabalhistas. Todas essas mudanças afetam direta e indiretamente os policiais e bombeiros militares.

"A mudança previdência nos atingirá diretamente, junto com a PEC. A reforma trabalhista nos atingirá indiretamente, pois afetará nossos parentes, filhos, amigos, pois são todos trabalhadores na área do serviço público ou privado, assim como gerará manifestações populares, o que ocasionará prontidão, escalas, entre outras ações do governo em represália às resistências", alerta o presidente da Associação Nacional de Praças - Anaspra, cabo Elisandro Lotin de Souza.

Com esse entendimento, a direção da Anaspra informa que vai participar das principais manifestações no país contra a austeridade voltada aos servidores. E também orienta às lideranças das entidades estaduais de praças a se somar às manifestações locais.

No dia 1º de dezembro, a direção da Anaspra participa da reunião das representações de praças (Anaspra) e oficiais (Feneme) com as entidades dos militares do Rio de Janeiro (RJ). Além disso, a associação nacional vai compor a manifestação contra os projetos do governador Sérgio Cabral. A Anaspra também vai fazer parte das mobilizações, nos dias 28 e 29 de novembro, contra a votação da PEC 55/2016, em Brasília (DF).

Fonte: Anaspra

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Desmilitarização da polícia é pauta cada vez mais relevante

Grupos apoiados pelo Fundo Brasil, como o Comitê Cearense e o Mães de Maio, têm a questão como foco principal

A ação violenta da Polícia Militar durante manifestações realizadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e outras cidades do país nas últimas semanas chama a atenção para uma pauta defendida há anos por algumas organizações de defesa dos direitos humanos: o enfrentamento aos excessos cometidos por policiais.

O uso desnecessário da força nos atos públicos é questionado por entidades como a Anistia Internacional e levou a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, do Ministério Público Federal, a abrir procedimento administrativo para averiguar denúncias de violações de direitos humanos por parte de segurança pública durante protestos em São Paulo e no Rio de Janeiro. Além disso, integrantes do MP Federal anunciaram que vão coletar informações, imagens e áudios das próximas manifestações e da conduta das forças policiais durante os protestos.

Bombas de gás lacrimogêneo, balas de borracha, bombas de efeito moral e cassetetes fazem parte da estratégia da Polícia Militar nas manifestações. Há o registro de várias pessoas feridas, entre elas uma jovem de 19 anos que sofreu lesões no olho esquerdo ao participar de um ato em São Paulo. Em artigo publicado no site do Fundo Brasil, a juíza Kenarik Boujikian, conselheira da fundação, relatou ter sofrido um corte no supercílio provocado por estilhaço de bomba da polícia durante protesto realizado no dia 31 de agosto.

“Numa sociedade democrática, as marchas e manifestações devem ser protegidas pela polícia e pelos poderes do Estado, e não atacadas”, ela defendeu no texto. Organizações como o Comitê Cearense pela Desmilitarização da Polícia e da Política têm como foco o conceito de que a segurança pública não deve ser tratada como uma guerra e o povo como inimigo.

O comitê foi apoiado pelo Fundo Brasil em 2014 e é agora novamente, por meio do projeto “Polícia para quem? Desmilitarização da segurança pública frente ao extermínio da juventude pobre e negra”. “Não é reduzindo direitos que você combate a violência e toda a insegurança que a gente vive hoje”, defende Iorran Aquino, ativista do comitê. De acordo com ele, a aposta da organização é na ampliação dos direitos sociais e não no aumento do estado penal.

O Comitê Cearense pela Desmilitarização da Polícia e da Política é um coletivo formado por ativistas, jovens moradores da periferia de Fortaleza, guardas municipais e policiais contrários ao militarismo da corporação. O grupo se articula com coletivos de bairros e movimentos sociais.

Com o apoio do Fundo Brasil, consolidou-se como uma organização aglutinadora de coletivos e movimentos que debatem e atuam na segurança pública. Os integrantes do comitê costumam ser convidados para debater o tema com diversos segmentos e realizam atividades de comunicação e articulação.

Um dos destaques após o primeiro apoio da fundação foi a publicação de uma cartilha sobre desmilitarização da polícia e da política. O material de intervenção é distribuído em todas as atividades do comitê.

Mães

A pauta da desmilitarização também faz parte das atividades do Movimento Mães de Maio, de São Paulo, apoiado atualmente pelo Fundo Brasil por meio do projeto “10 anos dos Crimes de Maio 2006”, que realiza atividades formativas, produção literária e construção coletiva em torno de um Memorial Histórico feito por mães, familiares, amigos e amigas das vítimas da violência em São Paulo. O Mães de Maio já foi apoiado também em 2015, 2011 e 2010.

“Enquanto viver, vou lutar”, promete Débora Maria da Silva, que perdeu o filho no episódio conhecido como Crimes de Maio de 2006. “A luta é pela desmilitarização da polícia. Prometi isso na tampa do caixão do meu filho”.

Juventudes

Outro grupo apoiado pela fundação é que enfrenta as consequências da militarização é o Fórum de Juventudes, do Rio de Janeiro. Em projeto apoiado em 2014, a organização mostrou os impactos da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) na vida dos jovens negros.

Ao dialogar com os jovens negros, pobres e favelados sobre os impactos da militarização, o Fórum de Juventudes identificou e mapeou violações de direitos. Por meio de outro projeto, apoiado em 2015, o grupo criou o aplicativo “Nós por Nós”, com o objetivo de criar incidência política para enfrentar as violações de direitos no campo da segurança pública.

Fundo Brasil

O Fundo Brasil é uma fundação independente, sem fins lucrativos, que tem a proposta inovadora de construir mecanismos sustentáveis para destinar recursos a defensores e defensoras de direitos humanos em todas as regiões do pais. A fundação atua como uma ponte, um elo de ligação entre organizações locais e potenciais doadores de recursos.

Em dez anos de atuação, a fundação já destinou R$ 12 milhões a cerca de 300 projetos em todas as regiões do país. Além da doação de recursos, os projetos selecionados são apoiados por meio de atividades de formação e visitas de monitoramento que fortalecem as organizações de direitos humanos.

Saiba mais

sábado, 17 de setembro de 2016

Pernambuco: Policiais protestam no Recife por condições de trabalho e desmilitarização da PM



Profissionais da segurança pública de Pernambuco protestaram hoje (13) contra a violência e por melhores condições de trabalho. Entre as reivindicações, o grupo pediu o aumento de efetivo, a realização de concurso público para o setor, além da desmilitarização da Polícia Militar (PM).

Os manifestantes, a maioria ligada a entidades representativas dos profissionais de segurança pública, se reuniram na Praça do Derby, área central do Recife, de onde saíram em caminhada até o Palácio do Campos das Princesas, sede do governo do estado, onde entregaram uma pauta unificada direcionada ao governador, Paulo Câmara.

Representantes das polícias civil, militar, rodoviária federal, ferroviária federal (responsáveis pela segurança do Metrô do Recife), de bombeiros militares, guardas municipais de três municípios e agentes penitenciários participaram do ato.

Entre as pautas de abrangência nacional está a reformulação da segurança pública e a desburocratização das polícias. De acordo com o presidente nacional da Ordem dos Policiais do Brasil (OPB) e do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais em Pernambuco (PRF/PE), Frederico França, uma das propostas é a desmilitarização das PMs.

“Temos que garantir todos os direitos constitucionais e civis, além de humanos, a todos os profissionais de segurança pública. Ou seja: desmilitarizar. É inadmissível a gente ter, nos dias de hoje, regimes de exceção dentro de unidades de polícia. E esse modelo é refletido na sociedade. Por isso que a gente tem polícias violentas. A gente não culpa o policial. Ele é doutrinado dentro de estruturas feitas para funcionar à base da porrada, da humilhação”, criticou.

O presidente da Associação de Praças de Pernambuco (Aspra), José Roberto Vieira, disse que os policiais militares não oficiais, que vão de soldado a subtenente, estão se “conscientizando” sobre a desmilitarização. “A Polícia Militar foi criada há mais de 100 anos para um regime de luta. Nós não precisamos mais dessa preparação para a luta, precisamos de uma preparação profissional, uma polícia cidadã”, comparou. “Queremos a flexibilidade desse regulamento, que está ultrapassado. Ele fere a Constituição Federal, as leis trabalhistas, incomoda demais e reflete na própria sociedade, no cidadão que não tem nada a ver com isso.”

Três matérias em tramitação no Congresso também foram alvo de protestos durante a manifestação desta tarde. “O PL [Projeto de Lei] 257, que tem em um dos seus artigos o congelamento dos salários dos servidores públicos por dois anos; a PEC [Proposta de Emenda à Constituição] 241, que corta recursos da segurança pública; e o PL 268, que faz a reforma previdenciária, que vai nos atingir porque vai aumentar a idade para o policial e todo trabalhador se aposentar”, resumiu o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol/PE), Áureo Cisneiros.

Na pauta específica de Pernambuco, as categorias defendem a necessidade de ampliar o efetivo policial. As entidades representativas calculam um déficit de pelo menos 10 mil profissionais, e destacam a situação de falta de pessoal nos presídios.

“Era para ter 40 agentes por plantão. Temos 3 ou 4 agentes. O serviço de ronda fica prejudicado”, disse o presidente do Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de Pernambuco (Sindasp-PE), João Carvalho. Segundo ele, em 2000, havia oito unidades prisionais em Pernambuco, com 1.075 profissionais. Atualmente, são 22 unidades e 46 cadeias públicas e um efetivo de 1.380 agentes. “Em 2009 foi feito o último concurso, mas foi só a reposição dos que tinham saído. O governo anunciou concurso mas não liberou o edital ainda. Pedimos agilidade nisso”, cobrou.

Programa Pacto pela Vida

O programa estadual Pacto pela Vida, criado em 2007, também foi criticado por não dar mais os resultados esperados na contenção dos índices de violência. De acordo com o Atlas da Violência de 2016, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), após queda no total de homicídios em Pernambuco a partir de 2008, desde 2013 esse tipo de crime voltou a aumentar no estado.

“A gente já vem denunciando desde o final de 2014 as péssimas condições e a má gestão do Pacto Pela Vida. O declínio justamente dessa política pública de segurança que vinha bem, mas por cortes nos recursos – o corte na polícia, por exemplo, foi de mais de 80% - está aí o resultado. O pacto está falido, em pré-colapso. Oitenta e cinco por cento dos crimes registrados não são investigados por falta de efetivo. As condições de trabalho são péssimas, desde papel para imprimir BO [boletins de ocorrência] a corte nos combustíveis. Fica difícil empreender investigações nessas condições”, reclamou o presidente do Sindpol, Áureo Cisneiros.

Edição: Luana Lourenço/Sumaia Villela

Fonte: Agência Brasil de Notícias

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Sergipe: Com salários atrasados, policiais e delegados ameaçam entrar em greve


Policiais civis e delegados realizaram um protesto na manhã desta terça-feira (13/09), em frente a Secretaria de Segurança Pública (SSP), em repúdio ao Governo contra os atrasos e parcelamento dos salários.

Será realizada uma assembleia na tarde desta quarta-feira (14/09) para discutir se a categoria entrará em greve. “Estamos recebendo agora 30% do salário relativo ao mês de agosto. Não há nenhuma pespectativa por conta do Governo do Estado de que a partir do dia 20 ou 22 iremos receber os 70% restantes. Então já corremos o risco de ter um mês de salário abocanhado, engulido”, disse o delegado Paulo Marcio Cruz, presidente da Associação dos Delegados de Polícia Civil de Sergipe (Adepol).

Fonte: Jornal de Sergipe

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Aquartelamento: policiais civis e militares realizam protesto em SE

Em todo estado de Sergipe, policiais civis e militares deram inicio nesta segunda-feira (08), a movimentos de protesto contra o atraso do pagamento e parcelamento de salários. Os agentes da polícia civil realizam uma paralisação parcial das atividades, já os militares, o que chamam de ‘Movimento Polícia Legal’.

Polícia Militar

Segundo a Associação dos Militares de Sergipe (Amese) a luta dos policiais militares é também pela implantação da progressão na carreira, já que muito estão sem receber a promoção e o subsídio. Segundo a associação durante o movimento os PMs irão cumprir a Legislação e deixar de utilizar carros da corporação que estejam com documentação atrasada e não usar os coletes vencidos. “Os policiais não irão usar coletes vencidos, carros sem placas, com pneus carecas, além do combate às contravenções, a exemplo do jogo do bicho”.

A assessoria de comunicação da PM informou que não reconhece o movimento e que as escalas de trabalho estão normais. De acordo com o relações públicas da polícia militar de Sergipe, coronel Paulo Paiva as guarnições deram entrada normalmente e as ocorrências estão sendo atendidas.

Reunião na Sefaz

Nesta manhã (08) aconteceu ainda uma reunião na Secretaria da Fazenda, para discutir como o governo poderá atender as demandas da categoria. Participaram da reunião a equipe técnica da polícia militar e corpo de bombeiros, o secretário da Fazenda, Jeferson Passos, além de representante do Sergipe Previdência para fazer a negociação.

Policia Civil

Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe, João Alexandre Fernandes, durante a paralisação será priorizado os serviços internos. “Em respeito a PM atenderemos os serviços externos somente quando solicitados. Também não haverá desdobramentos sobre investigações criminais”, afirmou.

Fernandes disse ainda que as investigações serão realizadas somente em casos especiais como casos que envolvam grandes organizações criminosas e políticos corruptos. A Secretária de Segurança Pública de Sergipe (SSP) ainda não se manifestou sobre o assunto.

Fonte: Portal F5 News

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Governador promete convocar aprovados no concurso da PM’, diz Samuel

Foto Facebook Capitão Samuel

Na sessão plenária da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) realizada na tarde dessa segunda-feira (06), o deputado estadual Capitão Samuel (PSL), usou a tribuna no pequeno expediente para parabenizar os oficiais da Polícia Militar de Sergipe (PM-SE), que foram promovidos, além de agradecer ao Governador Jackson Barreto (PMDB), que atendeu a comissão de aprovados no concurso da PM e prometeu a convocação.

Segundo Samuel, o Governador de Sergipe foi aplaudido, como forma de protesto, por cerca de 300 aprovados no último concurso, durante a formatura de promoção, que aconteceu no Ministério Público Estadual (MPE), na semana passada e Jackson Barreto parou para conversar com todos eles. “O governador recebeu a comissão de aprovados três dias depois, no Palácio do Governo, onde mostrou a realidade financeira do Estado, reconheceu que é preciso contratar os aprovados e se comprometeu em atender a reivindicação”, contou.

Ainda de acordo com Samuel, Jackson Barreto se comprometeu em convocar novos policiais militares, a depender da renegociação das dívidas do Estado com o presidente interino Michel Temer (PMDB). “Mesmo sabendo que depende de uma nova negociação das dívidas, o governador marcou outra reunião, até o dia 20 de junho, com a comissão, para definir a data de convocação. O governador está sensível à necessidade da população e quer melhorar os serviços de segurança pública em Sergipe”, concluiu.

Fonte: Facebook Capitão Samuel

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Delegados de Polícia iniciam Operação "Parcelamento"

Os delegados de policia iniciam a partir das 8 horas desta quarta-feira (29), a “operação parcelamento”, como forma de protesto ao anuncio do governo em parcelar o pagamento dos servidores e falta de dialogo com a categoria.

A decisão tomada pelos delegados, em assembleia realizada nesta terça-feira (28), segundo explica o presidente da Adepol, delegado Paulo Márcio, em entrevista ao radialista Gilmar Carvalho no programa Jornal da Ilha, terá inicio hoje e os delegados irão cumprir o horário de expediente porém, será de forma “parcelada”.

A partir das 8 horas de hoje, os delegados farão apenas as prisões em flagrante, apreensão de menor infrator e guia de perícia. Na entrevista, Paulo Márcio disse que desde 2013 que vem procurando diálogo com o governo, porém não há acordo em realizar os entendimentos. Ainda a partir de hoje, serão suspensas as visitas aos presos e todas as intimações serão canceladas.

Munir Darrage

Fonte: Faxaju

terça-feira, 19 de maio de 2015

EUA: Obama limita a entrega de material militar à polícia

Policiais anti-distúrbio em Ferguson. Foto Reuters

O Governo dos Estados Unidos limitará a entrega de material do Departamento de Defesa às corporações de polícia estaduais e municipais. A decisão, que o presidente Barack Obama anunciou nesta segunda-feira em Nova Jersey, é uma consequência dos protestos de agosto em Ferguson, depois da morte de um negro desarmado.

A mobilização de agentes com aparato e métodos militares nessa localidade de Missouri avivou os protestos e provocou um debate nacional. Agora é prática habitual que o Pentágono transfira às polícias locais o material militar que sobra.

A cena era chocante. Eram por volta de cinco da tarde na pouco agradável avenida comercial de Ferguson, epicentro dos protestos no início de agosto pela morte de um afro-americano de 18 anos por disparos de um policial branco. Umas 200 pessoas bloqueavam pacificamente a avenida. Diante delas, uma imponente fileira de dezenas de policiais antimotim com indumentária militar e fuzis pendurados no ombro. Ao lado, vários utilitários blindados com um agente posicionado no teto e que apontava para os manifestantes com um fuzil de precisão. Podia parecer um destacamento militar em um conflituoso país distante, como o Afeganistão ou o Iraque. Mas era em um município de apenas 20.000 habitantes no Meio Oeste dos EUA.

A partir desta segunda-feira, cenas como essa em Ferguson e outras localidades do país serão mais raras. A Casa Branca anunciou que vai pôr em prática, em outubro, as recomendações de revisar nos Departamentos de Defesa, Justiça e Segurança Nacional os programas de entrega de equipamento –iniciados nos anos noventa– às corporações policiais estaduais e municipais.

O grupo de trabalho, criado por Obama depois dos distúrbios em Ferguson, propôs proibir a concessão de determinado material (veículos similares a tanques, fuzis de grosso calibre, lançadores de granadas ou aparatos aéreos armados), endurecer os requisitos para obtenção de equipamentos e penalizar o mau uso.

O relatório revela “falta de consistência no modo como os programas federais são estruturados, implementados e auditados”. O programa mais polêmico é o do Pentágono, que permite entregar grátis ou a preços baixos o material militar que sobra. A supervisão é frouxa, o que propicia situações assombrosas, como a de uma pequena localidade de Wisconsin onde os eventos são corriqueiros, mas a polícia dispõe de um veículo blindado com capacidade para resistir à explosão de minas.

Obama detalhou as novas diretrizes em uma visita a Camden (Nova Jersey), uma das cidades mais pobres e inseguras dos EUA, transformada em um modelo de melhora nas relações entre as forças da ordem e os moradores depois que a polícia do condado assumiu o controle local.

“Vimos como o equipamento militar pode às vezes dar às pessoas a sensação de que há uma força de ocupação, em lugar de uma força que faz parte da comunidade e as está protegendo e servindo”, disse o presidente. “Pode alienar e intimidar os moradores, e mandar a mensagem errada. Assim, vamos proibir material feito para o campo de batalha que seja inadequado para os departamentos locais de polícia.”

Os protestos de Ferguson —e outros resultantes de mortes de negros desarmados em cidades como Nova York e Baltimore– forçaram Obama a agir e começam a produzir mudanças palpáveis. O presidente democrata enfrenta um complexo jogo de equilíbrios: diz entender a “desconfiança” das comunidades negras com o sistema policial e judicial, mas evita criticar esses sistemas e refletir com profundidade sobre sua experiência pessoal por ser o primeiro presidente afro-americano dos EUA.

Os relatórios internos e suas recomendações são uma rotina da Casa Branca depois de cada episódio de tensão racial. Lyndon Johnson nos anos sessenta e Bill Clinton nos noventa também os encomendaram. Mas as feridas, como evidenciam os protestos do último ano, estão longe de estar curadas.

É cedo para saber se Ferguson terá um efeito duradouro, mas, por ora, não ficou sendo um episódio isolado, e desencadeou um maior exame das práticas policiais e mudanças no curto prazo. A capacidade de Obama é limitada: só controla o Governo federal, mas pode tentar condicionar o debate. Com base nas recomendações de outro grupo de especialistas, defendeu que os policiais levem câmeras de vídeo em seus uniformes e a melhoria das bases de dados sobre incidentes com armas.

Fonte: El País

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Jackson receberá comissão dos excedentes da PM dia 9

Reunião foi agendada durante ato no Centro de Convenções

Excedentes do Concurso da Polícia Militar de Sergipe fizeram um ato na porta do Centro de Convenções de Sergipe (CIC), na manhã desta terça-feira, 3, para cobrar ao governador Jackson Barreto e ao novo secretário de Segurança Pública, Mendonça Prado, a convocação imediata.

“Nós viemos cobrar a convocação dos concursados da Polícia Militar porque foram aprovados 1.200 candidatos com a promessa de serem convocados até o final de 2014, mas até agora só chamaram 600 e não temos informações concretas de quando irão começar a chamar os excedentes. E nós queremos que sejam assumidos compromissos de campanha”, lamenta um dos concursados, Pedro Fernandes.

Na ocasião, o governador Jackson Barreto deixou agendada uma reunião com a comissão dos excedentes. “Nós estamos fazendo uma análise e verificando os nossos recursos financeiros porque estamos precisando de mais policiais. Vamos marcar com o cerimonial e quero recebê-los na segunda-feira, 9, porque terça eu viajo para Brasília, retorno da quinta-feira e já viajo para o Carnaval. Só tenho vaga na minha agenda para a próxima segunda-feira”, agenda.

Aldaci de Souza

Fonte: Portal Infonet

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Aprovados fazem ato durante formatura de novos PMs

Ato contou com a presença de candidatos aprovados e excedentes

Os candidatos que fazem parte da 2ª turma e aqueles que ficaram em excedente no concurso da Polícia Militar de Sergipe realizaram um ato nesta terça-feira, 6, durante a solenidade de formatura dos 661 novos policiais militares, realizado no Centro de Convenções de Sergipe.

De acordo com o Pedro Fernandes, que é um dos diretores da Comissão de Excedentes, o objetivo dos candidatos é pressionar o governador Jackson Barreto para que cumpra a promessa feita em campanha que envolvia a convocação de um número maior de militares. “Queremos que ao longo da validade do concurso, ele convoque mais turmas, e complete o quadro efetivo de policiais militares necessários para a segurança do estado, conforme fixado em lei”, explica.

O ato contou com aproximadamente 100 candidatos, segundo estimativas dos organizadores. O número de excedentes, segundo eles, chega a 7000 candidatos. O concurso foi realizado no mês de fevereiro de 2010. Antes deste, o último certame para a Polícia Militar havia sido realizado em 2005. Os novos militares representam um acréscimo de 12,81% ao efetivo da Corporação.

Verlane Estácio

Fonte: Portal Infonet

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Projeto regula uso de balas de borracha por policiais

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 6788/13, do deputado Leopoldo Meyer (PSB-PR), que regula o uso de armas de balas de borracha por policiais. Pelo texto, o disparo de balas de borracha só poderá ser feito por pessoal especialmente treinado no manejo das armas. Logo após a operação, a autoridade que determinou o disparo deverá encaminhar, à autoridade imediatamente superior, relatório discriminando as circunstâncias que fundamentaram sua decisão.

Ainda conforme a proposta, a decisão deverá levar em conta a doutrina do uso progressivo da força e uma criteriosa avaliação dos bens jurídicos ameaçados, considerando os princípios da legalidade, moderação, necessidade, proporcionalidade, oportunidade e conveniência.

“Torna-se cada vez mais frequente o uso, por forças policiais, de balas de borracha como munição não letal”, afirma Meyer. “Todavia, o seu uso indiscriminado pode causar efeitos deletérios à integridade física, tornando-se necessária a sua regulação”, complementa.

O projeto determina que a fabricação, a importação, a exportação, a comercialização, o armazenamento, o tráfego e a posse de armas e munições que permitam o disparo de balas de borracha ficarão regulados pelo Regulamento para a Fiscalização de Produtos Controlados (Decreto 3.665/00).

Tramitação

De caráter conclusivo, a proposta será analisada pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:


Reportagem – Lara Haje
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Agência Câmara de Notícias

terça-feira, 20 de maio de 2014

Frustração com a Copa se reflete na decoração das ruas do Rio

Na Rua Dias da Cruz, no Méier, desenho mostra uma bola no prato de comida de uma criança. Márcia Foletto/O Globo

Os protestos contra a realização da Copa do Mundo no Brasil começam a ganhar contornos nas ruas do Rio, ainda de forma tímida, mas com desejo de crescer. Na principal via do Méier, a Dias da Cruz, desenhos criticando o evento ocupam parte do asfalto. A decoração anti-Copa foi feita neste domingo, segundo moradores, quando a rua fica fechada para lazer. Nas redes sociais, uma página convoca o carioca a decorar a cidade com palavras de protesto, mas a atuação dos críticos vai além do mundo virtual. Na Rua Honório de Barros, no Flamengo, por exemplo, o grupo ofereceu desenhos com críticas ao evento, mas eles ainda estão engavetados.

Porteiro chefe do prédio de número 19 da Honório de Barros, Daniel da Silva Macedo conta que os desenhos foram levados por um grupo de “artistas” e serão submetidos à votação dos moradores. A rua tradicionalmente é enfeitada em tempos de Copa desde 1978.

— Por mim, não colocamos nenhum protesto. O nosso negócio aqui não é criticar, mas sim brincar durante o torneio — disse.

Na rua do Flamengo, o único sinal de protesto é uma bandeira do Brasil, estendida no primeiro andar do prédio de número 25, com a frase “Copa para quem?”. Segundo o porteiro, a família que mora no apartamento não estava em casa na manhã desta segunda-feira

— Um adolescente que mora no local colocou a bandeira — contou o porteiro, que não se identificou.

No Méier, o protesto é mais visível. São desenhos grandes, que ocupam a extensão da via, entre as ruas Oliveira e Manoel Barbosa. Num deles, a bandeira do Brasil ganha novos detalhes. A frase “Ordem e Progresso”, por exemplo, foi substituída pela frase “Tá tudo Errado”, com o "E" escrito ao contrário. Ao redor, o símbolo nacional ganhou frases como “vândalo é o estado”, “menos armas”, “mais escolas” e “desmilitarização”, entre outras. Mais à frente, um menino segura um prato de comida com uma bola dentro. E, do outro lado da rua, um corpo desenhado, vítima de um tiro, com frases de protesto ao redor. Há também desenhos em favor dos rodoviários, como uma faixa pintada no chão pedindo o fim da dupla função da categoria.

— Eles pintaram tudo isso no domingo, aproveitando que a rua estava interditada — contou o fiscal de uma linha de ônibus, que não se identificou. — Para mim, tanto faz. Desde 1982, quando perdemos vergonhosamente, não torço mais pelo futebol brasileiro.

Bem próximo aos desenhos de protesto, uma pequena barraca, além de doces e balas, vende camisas, cornetas e adereços para o torcedor. Mas, segundo a funcionária Renata Alves, de 30 anos, a procura ainda é pequena:

— Semana que vem, as vendas devem melhorar. Tanto que o patrão reduz a quantidade de balas para colocar mais produtos com as cores do Brasil.

Voltando ao Flamengo, a Rua Correia Dutra já começa a ser enfeitada. Lá, a tradição também vem desde 1978, como a vizinha Honório de Barros, mas os organizadores adiantam que não haverá frases de protesto. Michele de Souza, de 32 anos, faz parte da comissão e disse que a única citação política da decoração será uma bandeira com a frase “Paz”. Ela percebe, no entanto, uma adesão menor dos moradores nesta Copa.

— Nas mundiais passados, a essa altura, a gente já tinha conseguido reunir todo o dinheiro para a decoração. Este ano, estamos tirando do bolso. E poucos são os voluntários que apareceram para ajudar a decorar — contou.

Fonte: O Globo

Postagens populares