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sábado, 5 de maio de 2018

Ceará: Escrivães e Inspetores da Polícia Civil do Ceará poderão lavrar TCO


O Sinpol Ceará conseguiu, nesta quinta-feira (03/05), uma importante conquista para policiais civis cearenses. Após articulações da diretoria e reunião com o corregedor-geral da Justiça, desembargador Francisco Darival Beserra Primo, ficou decidido que escrivães e inspetores de Polícia Civil poderão lavrar Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO’s). Policiais civis cearenses são os primeiros no país a obter essa autorização.

Participaram da reunião, que ocorreu na sede da Corregedoria-Geral da Justiça, o presidente do Sinpol-CE, Lucas de Oliveira, a vice-presidente, Ana Paula Cavalcante, o diretor Johny Herberth e o juiz corregedor auxiliar, Henrique Lacerda de Vasconcelos. A nova determinação consta no Provimento nº 8/2018, publicado pela Corregedoria-Geral alterando o Provimento nº 3/2018. O documento permite a lavratura de TCOs por escrivães e inspetores. Com isso, juízes com competência criminal estarão autorizados a receber o documento.

"O nosso sentimento é que a primeira etapa da luta pelo OPJ está sendo concluída após essa reunião, onde nós apresentamos requerimento para que a autorização para EPCs e IPCs lavrarem TCO fosse incluída no provimento. A Justiça entendeu nossos argumentos e concordou com as nossas colocações e fundamentações jurídicas. Esperamos que isso represente um avanço para a categoria e que a Secretaria de Segurança, Delegacia Geral e Governador, sabedores que não existe ilegalidade no nosso pleito, permitam avançar no Projeto OPJ, o que representará, seguramente, melhoria para a classe, principalmente no que se refere à questão salarial", destacou Ana Paula.

Camocim

Na construção dessa autorização da lavratura de TCO's por IPC'S e EPC's, a Diretoria do Sinpol se reuniu com o Juiz e Promotor da comarca de Camocim e ambos concordaram em recepcionar e processar os procedimentos lavrados e assinados pelos inspetores e escrivães, motivo pelo qual a Delegacia de Camocim foi também colocada à disposição para recepcionar o piloto do projeto OPJ em atual discussão com o Governo do Estado.

TCO

O Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO’s) é um registro de um fato tipificado como infração de menor potencial ofensivo, um registro de ocorrência, onde se qualificam as pessoas envolvidas, menciona-se as datas, horário e local do fato.

Fonte: Sinpol Ceará/Facebook

terça-feira, 9 de maio de 2017

Policiais civis cruzam os braços por 48h

A paralisação segue até ás 8h da quinta-feira, 11

Policiais civis e escrivães de polícia iniciam uma paralisação de 48 horas nesta terça-feira, 9. O manifesto é em decorrência ao atraso de salário referente ao mês de abril. A paralisação inicia às 8h de hoje e segue até às 8h da próxima quinta-feira, 11. Com a paralisação apenas serão realizados serviços emergências como flagrante delito e exame de corpo de delito.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Agentes de Polícia Civil do Estado de Sergipe (Sinpol), João Alexandre Fernandes, a falta de pagamento motivou o ato. “A paralisação foi decidida em assembleia do dia 25 de abril contra a impontualidade no pagamento dos salários. Acredito que estaremos conversando com o governo ainda hoje para decidir a questão dos salários”. Deixarão de ser feitos registros de ocorrência e investigações.

SSP

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) ficou de se manifestar posteriormente. O Portal Infonet permanece à disposição pelo 2106-800 ou pelo jornalismo@infone.com.br

Por Aisla Vasconcelos

Fonte: Portal Infonet/Sinpol-Sergipe

terça-feira, 18 de abril de 2017

Delegado Geral emite nota de esclarecimento sobre notícias

Alessandro Vieira. Arquivo Portal Infonet

O Delegado Geral da Polícia Civil, Alessandro Vieira, emitiu uma nota onde esclarece, considerando o teor de notícias inverídicas ou deturpadas que estão sendo veiculadas na mídia:
  • O Governo do estado recebeu e vem analisando, desde o ano passado, propostas de revisão remuneratória apresentadas separadamente pela Associação dos Delegados de Polícia Civil – ADEPOL e pelo Sindilcato de Policiais Civis – SINPOL. Ambas receberam por parte da Superintendência da Polícia Civil o mesmo encaminhamento, qual seja, envio à Secretaria de Governo para tramitação e análise;
  • O projeto da ADEPOL, em síntese, busca uma isonomia com outras carreiras jurídicas do Executivo, em particular a dos Procuradores de Estado. A proposta do SINPOL, por sua vez, busca uma recomposição com base em índices de reajuste anual não aplicados.
  • Em que pese a avaliação pessoal deste Delegado, no sentido de que os dois pleitos se revestem de razoabilidade, desde o primeiro segundo de tratativas ficou claro o entendimento de que a definição da política remuneratória do Estado é atribuição de outras instâncias, distintas da SUPCI e até mesmo da SSP, em razão dos óbvios reflexos em outras categorias e demandas.
  • Também tramita pendente de análise final um terceiro projeto, este de iniciativa da SUPCI, o qual versa essencialmente sobre o ajuste da carga horária e do valor da indenização por plantão aos patamares concedidos à Polícia Militar. O mesmo projeto também traz a previsão da indenização pelo acúmulo de Delegacias e uma reestruturação do cargos em comissão da SUPCI, para suprir lacunas e distorções tais como a inexistência real dos cargos de Delegado Regional;
  • Considerando as naturais dificuldades de negociações deste porte, bem como as restrições orçamentárias de Sergipe, este Delegado Geral informou ao Governo que não faz restrição à supressão integral de qualquer alteração na estrutura de cargos, preservando os dispositivos que são de interesse institucional.
  • Embora isso não seja integralmente compreendido por alguns colegas, a atuação do Delegado Geral deve ser impessoal e baseada nos interesses institucionais e, acima de tudo, dos cidadãos sergipanos.
  • Antes mesmo da decisão da ADEPOL de suspender plantões extraordinários, a categoria foi informada de que seriam adotadas as providências indispensáveis para garantir o atendimento ao cidadão e o respeito à legislação vigente. A escala de plantões foi divulgada com a antecedência devida e vem sendo cumprida sem restrições há mais de um ano. Considerando a possibilidade de dúvida ante a manifestação da entidade classista, foi expedida Ordem de Serviço com o mesmo teor da escala já publicada, até para maior tranquilidade do profissional escalado diante da pressão sindical;
  • A legislação vigente, recentemente interpretada pelo STF, não garante às categorias policiais o direito de greve, em razão da natureza do serviço prestado. O não comparecimento a plantão para o qual se estava escalado, sob justificativa de manifestação ou protesto, não encontra amparo legal.
  • Essa gestão da Polícia Civil se caracteriza pela observância indistinta das normas legais, sem direcionamentos ou personalismos. Essa característica assegura que as investigações contra poderosos sejam realizadas com a mesma intensidade outrora dedicada apenas à criminalidade de rua.
  • Evidente que essa postura de trabalho incomoda diversos segmentos da sociedade, historicamente resguardados.
Todavia, garanto que o trabalho continuará a ser realizado da mesma forma até o último dia da gestão, com base em princípios éticos e legais inarredáveis.

Fonte: Faxaju

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Policiais não podem fazer greve, decide Supremo Tribunal Federal


A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou nesta quarta-feira para proibir que integrantes de forças de segurança entrem em greve. O julgamento ainda não terminou e diz respeito a uma ação do governo de Goiás contra policiais civis do estado, mas tem repercussão geral, ou seja, o mesmo entendimento deve ser aplicado por outros tribunais e juízes em casos semelhantes. Além de policiais civis, a maioria do STF entende que não podem parar suas atividades os policiais federais, policiais rodoviários federais, policiais ferroviários federais, bombeiros e policiais militares. Os PMs já eram proibidos de entrar em greve.

A Constituição veda a sindicalização e a greve aos militares. Na avaliação da maioria dos ministros do STF, a mesma proibição deve ser aplicada aos policiais, mesmo que eles sejam civis. Está prevalecendo o voto do ministro Alexandre de Moraes. O relator, Edson Fachin, é a favor de restringir o direito de greve, mas não para eliminá-lo totalmente.

— Dou provimento ao recurso (do estado de Goiás) para aplicar a impossibilidade de que servidores das carreiras policiais, todas, exerçam o direito de greve. E apresento como tese: é vedado aos servidores públicos dos órgãos de segurança pública previstos no artigo 144 o exercício do direito de greve, sob qualquer forma ou modalidade — disse Moraes.

A tese é o entendimento firmado pelo STF que deverá ser seguido por todo o Judiciário brasileiro. Já o artigo 144 abrange as outras polícias — federais ou estaduais — do país.

— Não é possível que braço armado do Estado queira fazer greve. Ninguém obriga alguém a entrar no serviço público. Ninguém obriga a ficar — afirmou Moraees, acrescentando: — É o braço armado do Estado. E o Estado não faz greve. O Estado em greve é um Estado anárquico. A Constituição não permite.

Acompanharam Moares os ministros Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes.

— Há um outro dado que acho muito importante: quem paga a greve do serviço público é o contribuinte. Isso para mim é algo que define todas essas questões. Quando a criança de colégio público não tem aula, quem está pagando é a criança. Greve no hospital público é o contribuinte que está morrendo na maca fria ao desabrigo, de sorte que sou absolutamente contrário a essa flexibilização que o legislador propôs. Estou concluindo que o exercício de direito greve de policial civil é inconstitucional — disse Fux.

Barroso e Lewandowski ainda propuseram alguns ajustes. Lewandowski, por exemplo, opinou pela irredutibilidade dos vencimentos e a garantia de reajuste. Ele também destacou que, apesar da restrição à greve, os policiais têm direitos que não são garantidos a outros profissionais, como aposentadoria especial e, em vários casos, adicional de periculosidade.

— É vedada a greve de policiais civis, sendo-lhes assegurado, em contrapartida, com a devida exação, o direito à irredutibilidade dos vencimentos e o seu reajuste anual — disse Lewandowski, admitindo, porém, que seu entendimento não seria seguido.

Barroso votou para que seja possível uma mediação no Judiciário de modo a tentar atender as reivindicações dos policiais, mas sem possibilidade de greve. Ele chegou a citar o filósofo político inglês Thomas Hobbes, autor do clássico "Leviatã". Na obra, que trata do Estado, Hobbes destaca que, no estado de natureza, o homem é lobo do homem, ou seja, não há garantias contra a exploração de um pelo outro.

— Não há como prevalecer com um caráter absoluto esse direito de greve para os policiais. Nós testemunhamos os fatos ocorridos no Espírito Santo, em que, em última análise, para forçar uma negociação com o governador, se produziu um quadro hobbesiano, estado da natureza, com homicídios, saques. O homem lobo do homem. Vida breve, curta e violenta para quem estava passando pelo caminho. Eu preciso dizer que não dá para interpretar essa situação, sem ter em linha de conta, os episódios recentes — disse Barroso, citando a paralisação de PMs capixabas.

Gilmar Mendes atacou ainda decisões judiciais que proíbem o corte de ponto de grevistas, mesmo havendo decisão do STF autorizando a medida. Segundo ele, greve que não afeta os rendimentos se transforma em férias.

— Tem juiz que tem coragem de dar liminar para que o sujeito receba. É mais uma jabuticaba que inventamos — avaliou Gilmar, acrescentando: — Greve de sujeitos armados não é greve.

O relator Edson Fachin está sendo voto vencido. Ele entendeu que proibir a greve seria inviabilizar o gozo de um direito fundamental. Ainda assim, ele foi favorável a impor algumas restrições aos policiais civis, sem fazer menção a outras corporações. A paralisação das atividades dependeria de autorização prévia da Justiça. Além disso, deveriam seguir as regras fixadas pelo próprio STF para greves no setor público, que permitem, por exemplo, corte de ponto. Por fim, propôs ainda a proibição do porte de armas e o uso de títulos, uniformes, distintivos, insígnias ou emblemas da corporação durante a paralisação.

— A greve deve ser submetida à apreciação prévia do Poder Judiciário. Compete ao Poder Judiciário, ainda, definir quais atividades desempenhadas pelos policiais não poderão sofrer paralisação, assim como qual deve ser o percentual mínimo de servidores que deverão ser mantidos nas suas funções — votou Fachin.

Apenas a ministra Rosa Weber o acompanhou. Faltam votar ainda Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e a presidente da corte, Cármen Lúcia.

A ministra da Advocacia-Geral da União (AGU), Grace Mendonça, e o vice-procurador-geral da República, José Bonifácio Borges de Andrada, também foram contra o exercício do direito de greve pelos policiais.

— A paralisação de policiais civis atinge a essência a própria razão de ser do Estado, que é assegurar efetivamente à população a segurança. E mais, segurança esse que a Constituição Federal preserva e insere como valor mais elevado — disse Grace

— Não é cabível, compatível algum tipo de paralisação nessa atividade, como também não é admissível paralisação nos serviços do Judiciário, do Ministério Público. Algumas atividades do Estado não podem parar de forma alguma. E a atividade policial é uma delas — afirmou Bonifácio em seguida.

A defesa do Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Goiás (Sinpol) alegou que não seria possível estender aos civis norma que diz respeito aos militares. Destacou também que, no estado, a categoria ficou cinco anos sem nenhum reajuste. Há atualmente no Brasil outras cinco ações relacionadas ao direito de greve de policiais que estão paralisadas, esperando uma definição do STF.

Fonte: Isto é

sexta-feira, 3 de março de 2017

Antônio Moraes: "Salário de delegado igual de procurador, Sergipe mais violento"

Antônio Moraes. Arquivo Aspra

O policial civil e ex-presidente do Sinpol, Antonio Moraes, escreveu e postou em seu blog, um artigo na manhã desta terça-feira (28), onde diz que a isonomia salarial dos delegados com os procuradores do estado, irá gerar instabilidade dentro da Segurança Pública.

Veja o que diz Moraes em seu artigo no blog http://blogdoantoniomoraes.blogspot :

A isolada isonomia salarial de delegados de polícia com procuradores de Estado vai aumentar a instabilidade dentro dos órgãos de Segurança Pública de Sergipe, promovendo, como resultado para a sociedade, mais aumento de violência.

Está praticamente acertada com o governo, ainda para o primeiro semestre de 2017, o aumento de salários dos delegados de polícia equiparando com os salários dos procuradores de Estado. A desculpa para isso é o fato de o requisito de escolaridade para provimento inicial no cargo de delegado ser a formação em Direito, mesmo requisito para ingresso na carreira de procurador.

Os oficiais da Polícia (e Bombeiro) Militar de Sergipe já anunciaram, recentemente, através de seu representante político, Deputado Estadual e Oficial da reserva da briosa PM/SE, Capitão Samuel, que querem a mesma equiparação. E se fundamentam na mesma premissa, o fato de o atual requisito de escolaridade para provimento inicial na carreira de oficiais da PM (BM) ser a formação em Direito, também mesmo requisito para ingresso na carreira de procurador.

Ou seja, delegados e oficiais menosprezam a estratégica importância da atividade policial com o claro intuito de alijarem as bases das polícias estaduais do debate de valorização salarial. Está nítido que delegados e oficiais querem se travestir de carreira jurídica e usar a cultura do bacharelismo como desculpa para serem “diferenciados” e remunerados no mesmo status salarial das verdadeiras carreiras jurídicas.

Os movimentos dos representantes dos delegados e do representante político dos oficiais são claros nesse sentido: valorizá-los pelo status social e não pela importância da atividade policial que exercem, ou que pelo menos deveriam exercer. Infelizmente, o governo do Estado, desde julho de 2014, vem sinalizando em privilegiar delegados e oficiais. Isso tem acentuado o abismo salarial entre oficiais e praças, na Polícia Militar; e, delegados e base (agentes, agentes auxiliares e escrivães) na Polícia Civil.

O resultado imediato dessa predileção governamental (associado aos recorrentes atrasos e parcelamentos salariais e de décimos terceiros, bem como às não revisões anuais constitucionalmente obrigatórias), está no acentuado aumento dos índices de violência e de criminalidade que elevaram Sergipe ao posto de Estado mais violento do país.

Desmotivados, os policiais das bases das polícias estaduais sergipana, responsáveis diretos pelo patrulhamento e investigação criminal, passaram apenas a cumprir tabela na atividade policial, correndo menos riscos e se mantendo vivo para se dedicarem a outras atividades profissionais, os chamados “bicos”, buscando honestamente prover suas famílias.

Caso o governo do Estado, ao conceder a propalada isonomia salarial dos delegados/oficiais com os procuradores, de Estado, não promova uma razoável proporção entre os salários dos oficiais e delegados com as respectivas bases das corporações policiais, valorizando a atividade policial por inteiro, Sergipe poderá deixar de ser o Estado mais violento do país, passando a ser o mais violento do planeta, quiçá da galáxia.

Aracaju, terça-feira de carnaval, 28 de fevereiro de 2017.

ANTONIO MORAES é escrivão da Polícia Civil, ex-presidente SINPOL Sergipe, bacharel em Direito/Unit (aprovado na OAB/SE) e aluno do curso de especialização em Gestão e Modernização Institucional em Segurança Pública da Universidade Federal de Sergipe em parceria com o Ministério da Justiça.

sábado, 17 de setembro de 2016

Pernambuco: Policiais protestam no Recife por condições de trabalho e desmilitarização da PM



Profissionais da segurança pública de Pernambuco protestaram hoje (13) contra a violência e por melhores condições de trabalho. Entre as reivindicações, o grupo pediu o aumento de efetivo, a realização de concurso público para o setor, além da desmilitarização da Polícia Militar (PM).

Os manifestantes, a maioria ligada a entidades representativas dos profissionais de segurança pública, se reuniram na Praça do Derby, área central do Recife, de onde saíram em caminhada até o Palácio do Campos das Princesas, sede do governo do estado, onde entregaram uma pauta unificada direcionada ao governador, Paulo Câmara.

Representantes das polícias civil, militar, rodoviária federal, ferroviária federal (responsáveis pela segurança do Metrô do Recife), de bombeiros militares, guardas municipais de três municípios e agentes penitenciários participaram do ato.

Entre as pautas de abrangência nacional está a reformulação da segurança pública e a desburocratização das polícias. De acordo com o presidente nacional da Ordem dos Policiais do Brasil (OPB) e do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais em Pernambuco (PRF/PE), Frederico França, uma das propostas é a desmilitarização das PMs.

“Temos que garantir todos os direitos constitucionais e civis, além de humanos, a todos os profissionais de segurança pública. Ou seja: desmilitarizar. É inadmissível a gente ter, nos dias de hoje, regimes de exceção dentro de unidades de polícia. E esse modelo é refletido na sociedade. Por isso que a gente tem polícias violentas. A gente não culpa o policial. Ele é doutrinado dentro de estruturas feitas para funcionar à base da porrada, da humilhação”, criticou.

O presidente da Associação de Praças de Pernambuco (Aspra), José Roberto Vieira, disse que os policiais militares não oficiais, que vão de soldado a subtenente, estão se “conscientizando” sobre a desmilitarização. “A Polícia Militar foi criada há mais de 100 anos para um regime de luta. Nós não precisamos mais dessa preparação para a luta, precisamos de uma preparação profissional, uma polícia cidadã”, comparou. “Queremos a flexibilidade desse regulamento, que está ultrapassado. Ele fere a Constituição Federal, as leis trabalhistas, incomoda demais e reflete na própria sociedade, no cidadão que não tem nada a ver com isso.”

Três matérias em tramitação no Congresso também foram alvo de protestos durante a manifestação desta tarde. “O PL [Projeto de Lei] 257, que tem em um dos seus artigos o congelamento dos salários dos servidores públicos por dois anos; a PEC [Proposta de Emenda à Constituição] 241, que corta recursos da segurança pública; e o PL 268, que faz a reforma previdenciária, que vai nos atingir porque vai aumentar a idade para o policial e todo trabalhador se aposentar”, resumiu o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol/PE), Áureo Cisneiros.

Na pauta específica de Pernambuco, as categorias defendem a necessidade de ampliar o efetivo policial. As entidades representativas calculam um déficit de pelo menos 10 mil profissionais, e destacam a situação de falta de pessoal nos presídios.

“Era para ter 40 agentes por plantão. Temos 3 ou 4 agentes. O serviço de ronda fica prejudicado”, disse o presidente do Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de Pernambuco (Sindasp-PE), João Carvalho. Segundo ele, em 2000, havia oito unidades prisionais em Pernambuco, com 1.075 profissionais. Atualmente, são 22 unidades e 46 cadeias públicas e um efetivo de 1.380 agentes. “Em 2009 foi feito o último concurso, mas foi só a reposição dos que tinham saído. O governo anunciou concurso mas não liberou o edital ainda. Pedimos agilidade nisso”, cobrou.

Programa Pacto pela Vida

O programa estadual Pacto pela Vida, criado em 2007, também foi criticado por não dar mais os resultados esperados na contenção dos índices de violência. De acordo com o Atlas da Violência de 2016, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), após queda no total de homicídios em Pernambuco a partir de 2008, desde 2013 esse tipo de crime voltou a aumentar no estado.

“A gente já vem denunciando desde o final de 2014 as péssimas condições e a má gestão do Pacto Pela Vida. O declínio justamente dessa política pública de segurança que vinha bem, mas por cortes nos recursos – o corte na polícia, por exemplo, foi de mais de 80% - está aí o resultado. O pacto está falido, em pré-colapso. Oitenta e cinco por cento dos crimes registrados não são investigados por falta de efetivo. As condições de trabalho são péssimas, desde papel para imprimir BO [boletins de ocorrência] a corte nos combustíveis. Fica difícil empreender investigações nessas condições”, reclamou o presidente do Sindpol, Áureo Cisneiros.

Edição: Luana Lourenço/Sumaia Villela

Fonte: Agência Brasil de Notícias

Sergipe: Governador se reúne com representantes do sindicato da PC

Entre outras reivindicações, foi discutida a mudança na tabela salarial da categoria

O governador Jackson Barreto recebeu, na manhã desta sexta-feira, 16, representantes do Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Sergipe (Sinpol). O encontro ocorreu no Palácio dos Despachos e, entre outras reivindicações, foi discutida a mudança na tabela salarial da categoria, questão considerada a mais importante pelos representantes da categoria.

Jackson deixou claro que sua formação democrática o faz priorizar o diálogo com todas as categorias, mas quem irá fazer cálculos são os seus assessores técnicos, por isso recomendou ao grupo buscar a Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag) para dar encaminhamento ao pleito. “Recebi os companheiros do Sinpol para discutir algumas reivindicações. Eles irão conversar com o secretário de Planejamento e Gestão, que já está autorizado a criar uma mesa de negociação para analisar e avaliar as questões. Estamos estudando conceder o subsídio para os auxiliares da Polícia Civil que ficaram de fora na oportunidade passada”, disse o governador.

O diretor do Sinpol, Luis Borges, afirmou que ele e os demais membros presentes ficaram muito satisfeitos com a reunião, a qual considerou extremamente positiva, principalmente porque a principal pauta já vai ter um encaminhamento a partir da próxima semana, quando começará a ser trabalhada junto a Seplag.

“Tivemos o atendimento de algumas de nossas pautas e hoje trouxemos aqui, como nossa pauta principal, a mudança de nossa tabela salarial dos subsídios. O governador se pronunciou da seguinte forma, ele não quis garantir nada agora pela situação financeira do Estado, mas já deixamos agendados para a semana que vem uma conversa com o secretário de Planejamento e Gestão do Governo, Gama, para que a gente tenha essa conversa com ele e comece a trabalhar essa efetividade da mudança da tabela do nosso subsídio”, explicou o diretor.

Ele também agradeceu pelo retorno dado pelo governador, que já tinha recebido a categoria anteriormente. “Discutimos também com o governador esse parcelamento dos salários que tem causado esse mal estar a nós, servidores públicos, mas o Governo já demonstrou que está buscando os meios para ver se acaba com isso e volta a pagar em dia como sempre pagou e a gente vê como um ponto fundamental. Uma pauta do sindicato, o envio na semana que vem do projeto dos subsídios dos agentes auxiliares, que era o que estava faltando para complementar a sua implementação”, completou o diretor.

Fonte ASN/Faxaju

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Sergipe: Com salários atrasados, policiais e delegados ameaçam entrar em greve


Policiais civis e delegados realizaram um protesto na manhã desta terça-feira (13/09), em frente a Secretaria de Segurança Pública (SSP), em repúdio ao Governo contra os atrasos e parcelamento dos salários.

Será realizada uma assembleia na tarde desta quarta-feira (14/09) para discutir se a categoria entrará em greve. “Estamos recebendo agora 30% do salário relativo ao mês de agosto. Não há nenhuma pespectativa por conta do Governo do Estado de que a partir do dia 20 ou 22 iremos receber os 70% restantes. Então já corremos o risco de ter um mês de salário abocanhado, engulido”, disse o delegado Paulo Marcio Cruz, presidente da Associação dos Delegados de Polícia Civil de Sergipe (Adepol).

Fonte: Jornal de Sergipe

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Assembleia do SINPOL SERGIPE mantem operação “Meu Salário, Minha Vida”

O SINPOL SERGIPE realizou nesta terça-feira, 06, mais uma assembleia geral extraordinária e desta vez em frente ao Complexo de Delegacias Especializadas – CPE, conforme ficou deliberada anterior, realizada no dia 23 de agosto. O local foi considerado impróprio pelos participantes e nas próximas assembleias não será mais utilizado para tal finalidade.

Iniciando com as discussões sobre a adesão do SINPOL SERGIPE à mobilização nacional das polícias civis estaduais do Brasil, cuja luta se dá contra o PLP 257/2016 e a PEC 241/2016, vulgarmente conhecidos como “Pacote de Maldades” dos governos federal e estaduais, após explanação sobre o conteúdo desses “pacotes” através do presidente do sindicato, Alexandre Fernandes, a categoria decidiu unanimemente que o SINPOL SERGIPE deve aderir à mobilização.

Alexandre Fernandes rechaçou algumas condutas oportunistas de quem não trabalha pelo bem da categoria, mas defende apenas seus interesses pessoais. Ele denominou de “Manifestantes de WhatSapp” aos que durante as assembleias não apresentam boas propostas, não participam de ações e tentam levar a Polícia Civil à ruína através do uso irresponsável das redes sociais.

Outro ponto importante da assembleia foi a avaliação das estratégias de ações sindicais e da categoria contra a política pública de segurança implantada pelo Governo de Sergipe, onde constam o parcelamento de salários e desproporcionalidade entre os valores dos subsídios pagos aos cargos policiais civis. A assembleia aprovou a continuação da operação “Meu Salário, Minha Vida”, onde os agentes e escrivães farão apenas os trabalhos internos nas unidades policiais.

Por fim, ficou ajustado também que semanalmente será realizada uma manifestação em frente ao prédio da Secretaria da Segurança Pública – SSP, como forma de dar visibilidade ao movimento e cobrar do Governo do Estado responsabilidade no sentido de cumprir com os pagamentos dos salários dos policiais civis sem atraso e sem parcelamento.

Da Assessoria de Comunicação / Sinpol Sergipe

Fonte: Sinpol/Sergipe

PCSE irá paralisar no próximo dia 21 contra a PEC 241 e PLP 257

Em assembleia geral realizada na manhã desta terça-feira (06), os policiais civis decidiram, por unanimidade, aderir ao Dia Nacional de Paralisação, que todos os sindicatos da PC a nível nacional farão no próximo dia 21 de setembro.

A explicação passada pelo presidente do Simpol, Alexandre Fernandes são de que os policiais de Sergipe irão atender a uma convocação feita pela Confederação Brasileira dos Policiais Civis (Cobracol) como forma de protestar contra a PLP 257 e PEC 241, que permitem o corte de verbas na área de segurança pública dos municípios.

Fonte: Faxaju

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Polícia Civil - Sergipe: Policiais continuam mobilizações contra parcelamento de salários


Saiba o que foi deliberado na última Assembleia, 23.

Na manhã desta terça-feira, 23, durante a Assembleia Ordinária na Academia de Polícia Civil/Acadepol, foi deliberado que:

1 – A “OPERAÇÃO MEU SALÁRIO MINHA VIDA" continua em todas as Delegacias e Departamentos. Sendo realizado apenas os serviços internos.

2 - A Campanha Publicitária contra as atitudes do Governo também continuarão a todo vapor.

3 - A diretoria do Sinpol Sergipe se reunirá com a ADEPOL afim de promover mobilizações conjuntas.

4 – Realizar a próxima Assembleia Geral em frente do COPE.(A data será definida pela Diretoria do Sindicato).

Assessoria de Comunicação/Sinpol Sergipe

sábado, 30 de julho de 2016

Sergipe: SINPOL cobra resolução de demandas em reunião na SSP

O presidente do Sindicato dos Policiais de Sergipe, João Alexandre Fernandes, acompanhado do conselheiro fiscal e diretor de comunicação, Jorge Henrique, esteve reunido na manhã de quinta-feira (28) com o secretário da segurança pública, João Batista Santos Júnior e com o delegado geral da Polícia Civil, Alessandro Vieira, para tratar de algumas demandas de interesse da categoria. Ele abordou questões relacionadas aos reiterados atrasos nos pagamentos dos salários e agora, novamente, o famigerado parcelamento, o que tem causado diversos transtornos aos servidores policiais civis.

Dentre outras coisas, o presidente João Alexandre afirmou que existe uma insatisfação generalizada dentro da categoria e que encaminhou algumas a pautas sem obter respostas até o momento. Falou do reenquadramento administrativo, questão que se arrasta há um longo tempo, sem solução até agora. O secretário respondeu que “o governador tem interesse em resolver o problema, quer que se faça, mas é preciso termos uma construção jurídica e um momento político interessante. O que depender da gente, estaremos prontos para ajudar na resolução”.

O presidente pediu, então, o número exato dos servidores que preenchem os requisitos para o processo de reenquadramento, com o objetivo de ajudar no encaminhamento da possível solução. Sobre questão da Lei Orgânica da Coordenadoria Geral de Perícias – Cogerp, João Alexandre comentou sobre a manifestação desfavorável, emitida num parecer técnico do coordenador geral de perícias, Moisés Chagas. “A gente até esperava que ele agisse dessa forma. Mas, independentemente da mudança de nomenclatura de papiloscopista para perito papiloscopista, isso não seria tão crucial para nós, desde que o requisito de ingresso fosse de nível superior a partir do próximo concurso”.

O presidente do SINPOL SERGIPE também questionou sobre o novo “Modus operandi” para o pagamento das horas-extras; o delegado geral informou que a matéria foi solucionada e que o governo já autorizou, através da Sefaz, as horas extras que não foram pagas na data prevista, mas que já entraram nas respectivas contas nesta sexta-feira (29). Garantiu, também, que nos meses de julho, agosto, setembro e outubro os pagamentos já estão garantidos.

A questão do subsídio para os agentes auxiliares também foi tratada e recebeu a garantia de que a documentação se encontra com a secretária executiva da Seplag, Lucivanda Nunes, aguardando apenas o momento de ser encaminhada para aprovação na Assembleia Legislativa.

ASCOM/Sinpol Sergipe

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Polícia Civil: paralisação de 48h afetará delegacias

Plantonistas funcionarão apenas para flagrantes


Por conta da paralisação de 48 horas dos policiais civis, delegados, escrivães e auxiliares datada para esta quarta-feira, 15, as delegacias de Aracaju e do interior não funcionarão e as ocorrências devem ser levadas à Delegacia Plantonista. Um ato intersindical está marcado para esta quarta-feira, às 8h, em frente ao Palácio dos Despachos reivindicando reabertura das negociações com o governo, enquanto outros agentes policiais farão movimentos pontuais em delegacias do centro comercial de Aracaju. As categorias garantem que o efetivo mínimo de 30% será mantido.

Sinpol

De acordo com Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (Sinpol), a paralisação é reivindicando o reajuste salarial linear para 2015 [que tinha maio como data base], implementação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV), um número maior de agentes de polícia e escrivães de forma a suprir a demanda que existe e melhores condições e gerenciamento nas delegacias.


O assessor de comunicação da Sinpol, Jorge Henrique, diz que o governo do estado descumpriu a promessa de que resolveria as situações pontuais da polícia civil. Ainda de acordo com ele, a mobilização é também uma luta pelo fim da manipulação na contabilidade pública. “O governo prega que está sem condições de honrar compromissos com o servidor público alegando em primeiro plano uma lei de responsabilidade fiscal, mas tudo isso não passa de falácia. Na verdade eles [governo] tentam passar para a sociedade uma situação em que não se encontram”, ataca.

Jorge afirma que toda categoria está no aguardo da instauração do PCCV que completou um ano desde sua criação, mas ainda não foi implantado. O assessor ressalta que a Polícia Civil foi criada para diligência com respeito às investigações, inquéritos e não para custódia de presos, citando também o baixo efetivo de funcionários. “Há superlotação carcerária em delegacias e a Polícia Civil não foi criada para tomar conta dos presos. Na 2ª Delegacia, existem 70 presos numa situação de animais abandonados em jaulas. Podridão, doenças, parasitas, fora a falta de segurança nas delegacias. No interior tem equipes que precisam tomar conta de três municípios”, denuncia.

Adepol

A delegada e vice-presidente da Associação dos Delegados de Sergipe (Adepol), Ana Carolina, afirmou que a categoria também luta pela correção dos salários deste ano, mas lamenta que a situação esteja se repetindo como no ano de 2014. “Ano passado só pagaram nosso reajuste em julho, e esse ano a história se repete e estamos a ver navios”, critica. Numa frente junto com outros sindicados, a Adepol também cobra do estado que retorne ao limite prudencial e pare de usar a lei de responsabilidade fiscal como desculpa para não honrar compromissos com os servidores. Outra reivindicação dos delegados é o cumprimento ao acordo da Lei 7.870/2014 na íntegra.

SSP

A assessoria de comunicação da Secretaria de Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE) afirmou que ainda não foi notificada sobre a paralisação, mas já montou esquema para funcionamento das delegacias durante as 48 horas. O setor garantiu que o um terço das delegacias funcionarão registrando os flagrantes e autos de resistência. São elas: Delegacia Plantonista, 3ª DM, 4ª DM, Itabaiana, Lagarto, Estância Propriá e Nossa Senhora da Glória

Diante de outras reivindicações dos policias civis e delegados, como a superlotação carcerária nas delegacias, o assessor de comunicação da SSP, Renato Nogueira, entende que o ambiente é apenas para custódia provisória, mas acredita que o aumento no número de prisões afetou a situação. "Devido ao bom trabalho da polícia temos um número maior de prisões que contribue para esta situação. E está suspenso também a entrada de presos no Copemcan, por isso o ecoamento dos presos para o presídio não está acontecendo. Estamos aguardando algumas medidas para solucionar a situação", afirma.

Renato também informa que tem sido tomadas medidas para diminuir o déficit no quadro de agentes policiais e escrivães. Ele afirma que em julho haverá um curso de formação para 500 profissionais e de imediatos serão convocados 100 agentes policiais e 20 escrivães, que segundo ele ainda não é o ideal, mas já contribuirá para os serviços da Polícia Civil.

Ícaro Novaes e Verlane Estácio

Fonte: Portal Infonet

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Sindicatos farão assembleias para aprovar paralisações

Indicativo de paralisação geral para os próximos dias 15 e 16

Os dirigentes de 14 entidades do Movimento Intersindical do Serviço Público de Sergipe aprovaram nesta terça-feira, 7, calendário de assembleias setoriais para defender indicativo de paralisação geral para os próximos dias 15 e 16. As assembleias específicas deverão ser realizadas entre os dias 9 e 14 deste mês. Na próxima sexta-feira, dia 10, está previsto um Café da Manhã com a Imprensa e o Movimento Intersindical, às 07h, na sede do Sindifisco.

Conquistando às adesões, os sindicalistas programam realizar no dia 15, às 08h, um ato público coletivo na porta do Palácio dos Despachos. No dia seguinte, 16, às 08h, ao mesmo tempo, eles deverão organizar atos específicos nas portas da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), Secretaria de Segurança Pública (SSP/SE), Empresa de Desenvolvimento Agrícola (Emdagro) e Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). 

O indicativo de paralisação foi deliberado no último dia 6, durante a quarta reunião do coletivo sindical. As lideranças querem o “fim da manipulação na contabilidade pública, efetivação dos acordos com as categorias (PCCV e subsídios) e reposição inflacionária para o conjunto dos servidores estaduais que está em torno de 20%, frente à inflação”.

Reabertura de negociação

No último dia 2, representantes de 12 sindicatos protocolaram ofício ao governador Jackson Barreto (PMDB) pleiteando a reabertura de mesa unificada de negociações. “Os sindicatos estão questionando a metodologia utilizada pelo governo na realização de cálculos que apontam o índice de comprometimento da folha de pessoal com relação à Receita Corrente Líquida. Os sindicatos não estão convencidos dos números apresentados que apontam Sergipe no limite prudencial, imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal”, afirma o presidente do Sindicato do Sindifisco, Paulo Pedroza.

Participam do Movimento Intersindical as seguintes entidades: Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB/SE); Sindicato do Fisco de Sergipe (Sindifisco); Sindicato dos Servidores da Área de Saúde (Sintasa); Sindicato dos Penitenciários (Sindipen); Sindicato dos Condutores de Ambulâncias de Sergipe (Sindconam); Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (Sinpol); Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público (Sintrase); Sindicato dos Enfermeiros (Seese); Sindicato dos Psicólogos (Sinpsi); Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed-SE); Associação dos Delegados da Polícia de Sergipe (Adepol) e Sindicato dos Radialistas do de Sergipe (STERT/SE), Sindicato dos Engenheiros de Sergipe (SENGE/SE) e o Sindicato dos Trabalhadores de Assistência Técnica e Extensão Rural (Sinter/SE).

Fonte: Assessoria de Imprensa

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Uma revolução na Polícia Civil

"Uma mudança desse porte exige algumas adequações haja vista que a formação dada ao escrivão não é a mesma do inspetor"

Quem já passou pela experiência de ter de fazer um boletim de ocorrência (BO) em um distrito policial possivelmente deve ter reclamado muito do serviço prestado. Falta maior efetivo à Polícia Civil e todo o trâmite ainda é muito lento apesar de alguns avanços, como a delegacia eletrônica. Uma proposta elaborada pelo Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Estado do Ceará (Sinpol) tem como objetivo mudar esse cenário e, de quebra, promover uma verdadeira revolução organizacional.

Trata-se da criação do cargo de oficial de polícia judiciária (OPJ) que une, em uma mesma função, as atribuições relativas ao escrivão e ao inspetor. A medida busca tornar a atuação desses profissionais mais eficaz, promovendo a racionalização de tempo e de pessoal. Hoje, um inspetor não pode lavrar um BO ou fazer o registro de um termo circunstancial de ocorrência (TCO). O escrivão, por sua vez, encontra-se impedido de cumprir mandados de prisão e de realizar a custódia dos presos. Com as mudanças previstas, o mesmo profissional que atua na investigação também estaria habilitado a conduzir boa parte da burocracia necessária à atividade policial, em especial, às atividades que não se revestem de grandes formalidades, consistindo apenas na narrativa dos fatos presenciados. A distância entre o policial de “rua” e o de “cartório” também ficaria mais reduzida, gerando impacto até mesmo no trabalho investigativo.

O Sinpol apresenta um exemplo de como a nova função pode tornar o serviço da Polícia Civil mais ágil. Pensemos em uma delegacia plantonista com uma equipe formada por um delegado, um escrivão e três inspetores. Quando um flagrante chega à autoridade policial ele tem de ser lavrado pelo delegado e pelo escrivão. O atendimento dos boletins de ocorrência, então, fica suspenso uma vez que o escrivão é o único profissional habilitado para realizar tal tarefa. Os inspetores, embora em maior número, ficam subutilizados nessa situação.

Com a criação da figura do OPJ, o flagrante seria registrado por um oficial sem que o processo de atendimento de boletim de ocorrência seja interrompido. Ganham com isso o cidadão e a cidadã que, além de serem vítimas da violência, sofrem com o atendimento muitas vezes precário. Quando se leva em consideração as dificuldades de cobertura policial no Interior, em que um mesmo delegado tem de dar conta de diversos municípios ou nas distâncias percorridas para se fazer o registro das ocorrências, os méritos de tal proposta se tornam ainda mais evidentes.

Uma mudança desse porte exige algumas adequações haja vista que a formação dada ao escrivão não é a mesma do inspetor. Os exames físicos não são exigidos para os escrivães, por exemplo. Os futuros profissionais teriam de se submeter a uma nova grade curricular e quem está atualmente na ativa teria de passar por uma capacitação complementar caso concorde com a nova função. O caminho a ser percorrido para a implementação, contudo, ainda é longo. A medida envolve profundas transformações no cotidiano dos policiais e nas disputas internas da instituição. A cultura cartorial é muito forte na Polícia Civil e qualquer mudança significativa nesse sentido precisa passar pela adesão dos profissionais. Além disso, embora possam resultar em maior agilidade e capacidade de resposta à Polícia Civil, as novas atribuições trazem consigo novos desafios ao profissional.

Parece haver uma tendência em prol de mudanças no funcionamento da polícia judiciária. Policiais de Santa Catarina e Rio Grande do Norte estão se mobilizando em torno de uma proposta semelhante assim como a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), que estuda a fusão dos cargos de escrivão e agente, criando a figura do oficial de polícia federal (OPF). Conforme o inspetor, o projeto já foi apresentado ao Governo do Estado e teve boa aceitação. A Secretaria do Planejamento e Gestão (Seplag) ficou incumbida de elaborar um estudo de viabilidade econômica. Para quem quiser saber mais informações, o projeto OPJ pode ser acessado no link (http://www.sinpolce.org.br/index.php/downloads/viewdownload/7-legislacao/670-projeto-opj.html).

Por ser uma proposta tão inovadora, há muitos pontos a serem discutidos e a versão final deve passar por ajustes. Em meio a tantos projetos de lei inócuos e populistas na segurança pública, a criação da figura do oficial de polícia judiciária promete ser uma das medidas mais promissoras nessa área. A sociedade está em constante transformação e as instituições policiais não podem estar imunes a esse processo.

Ricardo Moura é jornalista, pesquisador do LEV/UFC e doutorando em Sociologia (UFC)

Fonte: Jornal O Povo On-line

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Sinpol diz que há déficit de servidores em delegacias

SSP diz que curso de formação para concursados ocorre em julho

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (SINPOL), João Alexandre Fernandes, destacou o déficit de agentes de polícia e de escrivães nas delegacias. Segundo ele, o déficit é de 504 agentes de polícia e 61 escrivães para atuarem nas delegacias.

Para o presidente do Sinpol, João Alexandre, algumas medidas adotadas, podem amenizar o déficit de profissionais. Ele cita a formação imediata dos aprovados no último concurso da Polícia Civil, a volta dos policiais que foram afastados (não demitidos) e o reenquadramento de servidores que estão atuando no desvio de função [como era o caso de Luiz Carlos].

“Essas questões resolveria a situação dos civis. Existem 15 policias civis que estão desligados da função administrativamente. Eles são profissionais gabaritados e já desenvolveram atividade no quadro da corporação, mas foram afastados. Também existem 49 pessoas aguardando o reenquadramento. As delegacias devem ter estruturas como detector de metal, por conta da vulnerabilidade do ambiente. Mesmo com o concurso, a carência de efetivo continua”, diz

Agente morto

Segundo ele, o agente Luiz Carlos dos Santos, 49 anos, morto a tiros dentro da delegacia de Itabaiana, estava sozinho na recepção da delegacia no momento em que foi alvejado. “Pelo que nos foi informado, no momento do crime, ele se encontrava sozinho na recepção da delegacia, estava desarmado e trajando uma camisa da polícia civil, mas desviado de função, pois estava cedido pelo DER”, garante.

SSP

A equipe do Portal Infonet entrou em contato com o delegado Joel Ferreira, diretor da Coordenadoria da Polícia Civil do Interior (Copci) que desmentiu boatos de que o agente estava sozinho na delegacia de Itabaiana. Segundo ele, o agente estava realizando ocorrência com alguns policiais dentro da delegacia e que na sala ao lado existia agentes que estavam realizando relatório de ocorrências, bem como um delegado, um escrivão, um oficial e três militares que estavam apresentando um preso. Confirmou apenas que o agente se encontrava sozinho na área da recepção da delegacia realizando atendimento. Pela assessoria de comunicação da SSP, a informação passada foi que a previsão do curso de formação para os aprovados no último concurso público deva ocorrer dia 1º de julho.

Por Aisla Vasconcelos

Fonte: Portal Infonet

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Aposentadoria especial e pensão serão temas de reunião

Está marcada para 12/08/2014, terça-feira, às 9h, reunião no Sergipe Previdência. O diretor presidente, Augusto Fábio Oliveira dos Santos, e a diretora de previdência, Rosa Virgínia Dantas da Cunha, seus assessores, e o Procurador de Estado, Artur Borba, reunir-se-ão com uma comissão de Policiais Civis, coordenada pela direção do SINPOL Sergipe.

Nessa reunião, o sindicato buscará explicações quanto ao entendimento do Sergipe Previdência acerca da aposentadoria especial e da pensão e dos servidores policiais civis e seus beneficiários, notadamente relativo a integralidade e da paridade dos proventos.

Em reunião preliminar, ocorrida na manhã de terça-feira, 05/08, tanto o diretor presidente, quanto a diretora de previdência disseram que a paridade, segundo entendimento do órgão, é calculada pela média das contribuições.

O presidente do SINPOL, Antonio Moraes, achou estranho esse entendimento, pois, para ele, no regime de subsídio, paridade significa mesmo valor de subsídio entre ativos, inativos e pensionistas. “Vamos ouvir com muita atenção as explicações técnicas do órgão para poder fazer nossos encaminhamentos”, concluiu.

Fonte: ASCOM SINPOL Sergipe

sábado, 24 de maio de 2014

Governo encerra negociações com os servidores da Polícia Civil

Zezinho Sobral afirma que fica vedado o pagamento de horas extras

Secretário da Casa Civil, José Sobral. Arquivo Aspra

No dia 22/05/2014, às 18h16mim, o Secretário da Casa Civil, Zezinho Sobral, encaminhou correio eletrônico (e-mail) para os Secretários da SSP (João Elói), SEFAZ (Jeferson Passos) e SEPLAG (João Augusto Gama), encerrando os trabalhos da Comissão criada pelo Decreto nº 29.790, de 14 de abril de 2014, publicado em 16 de abril de 2014 no Diário Oficial do Estado nº 26.952.

Ato contínuo, o Secretário da SSP, João Elói, reencaminhou para as lideranças sindicais.

Segue a fiel transcrição da mensagem do secretário, seguida de pequenos comentários para sua reflexão:

"Prezado João Elói,

Com relação às demandas classistas apresentadas pelas entidades representativas dos Delegados (ADEPOL) e Agentes, Escrivães e Agentes Auxiliares (SINPOL), manifestadas em reunião com o Governador do Estado Jackson Barreto de Lima e materializadas em ata de reunião realizada no gabinete da Superintendência da Polícia Civil, o Governo do Estado vê como integralmente atendidas às reivindicações das categorias através da proposta elaborada pela Comissão Especial criada para este fim.

O pleito conjunto de ADEPOL e SINPOL consistiu em:

1. Adoção do sistema de promoção automática por decurso de tempo;

2. Incorporação da Gratificação por curso.

3. Estabilidade dos cedidos à SSP.

4. Tratamentos iguais para todos.

5. Submissão aos limites da despesa de pessoal prevista na LRF.

* O GOVERNO MENTE:

Não foram atendidas nenhuma das reinvindicações elaboradas pelo SINPOL:

a) a contraproposta do governo não se referiu a incorporação da gratificação por curso;

b) o governo quer nos obrigar a aceitar a mudança a nossa forma de remuneração, dos atuais ‘vencimentos e vantagens’ para ‘subsídio’, com consideráveis perdas de direitos, mantendo basicamente os mesmos valores já pagos hoje. Para nossos colegas delegados, o governo já ofereceu o topo.

A proposta apresentada pela comissão mista, que foi aceita pelo Governo e que atende plenamente a tais demandas, além de agregar várias outras conquistas para as categorias, ressaltando que todas as vantagens e alterações são comuns para Delegados, Agentes, Escrivães e Agentes Auxiliares.

* O GOVERNO MENTE:

a) não há essa história de “várias outras conquistas para as categorias”. Até porque a categoria é uma só: a categoria policial civil;

b) o governo quer manter a discriminação com os agentes auxiliares, pois não quer coloca-los na mesma regra da promoção automática.

Não é possível avançar em nenhum ponto de proposta com relação a novas demandas por parte das categorias, em razão do atual quadro financeiro do Estado e também da necessidade de atendimento às diversas outras categorias de servidores públicos estaduais que, como os policiais civis, são merecedoras de toda a consideração e esforço por parte do Governo do Estado.

* O GOVERNO MENTE:

a) não houve “novas demandas”, houve apenas encaminhamento de pedido de majoração dos valores apresentados pelo governo.

Assim, acredito que estão encerrados os trabalhos da Comissão Especial, bem como que o Governo aguarda a manifestação das entidades representativas de classe para a deflagração das medidas necessárias para elaboração, envio e aprovação do Projeto de Lei dentro dos prazos previstos na legislação eleitoral. Lembrando finalmente que a proposta da comissão mista aceita pelo Governo, está condicionada ao gatilho da LRF, à vedação de horas extras e sua consequente alteração de plantões limitados e outras seguranças correlatas contidas na mesma e construídas durante sua elaboração, concordância da PGE, revisão da SEFAZ, SEPLAG, CASA CIVIL e SSP.

* O GOVERNO CONFESSA QUE FICARÁ VEDADO PAGAMENTO DE HORAS EXTRAS AOS POLICIAIS CIVIS.

Atenciosamente,

José Sobral

Secretário de Estado da Casa Civil"

Vejam através desse link o E-MAIL de ZEZINHO SOBRAL para que não restem dúvidas.

Ascom SINPOL Sergipe

Começa a greve dos Policiais Civis sergipanos

Veja as propostas oferecidas pelo Governo aos delegados e demais policiais civis

Desde às 6 horas de hoje, 24/05/2014, sábado, que teve início a greve por tempo indeterminado dos Policiais Civis sergipanos.

O governo do Estado encerrou os trabalhos, impondo aos Policiais Civis a mudança da forma de pagamento de seus salários: de ‘vencimentos e vantagens’ para ‘subsídio’. Com essa mudança, os Policiais Civis deixam de ter direito a perceber valores referentes a horas extras (veja o que disse o Secretário da Casa Civil, Zezinho Sobral), adicional noturno, gratificações (periculosidade e curso) e os adicionais de terço e triênio.

A base da Polícia Civil (Agentes, Agentes Auxiliares e Escrivães), representada pelo SINPOL, recusou a proposta final do governo. Para a base da Polícia Civil, a implantação do SUBSÍDIO somente seria aceita se houvesse uma compensação financeira razoável para a perda de tantos direitos. Os delegados da Polícia Civil, representados pela ADEPOL, aceitaram a mudança e os valores propostos pelo governo.

Para o presidente do SINPOL, Antonio Moraes, não causou nenhuma surpresa a aceitação dos delegados a proposta do governo. Para os delegados de polícia o governo foi bastante generoso financeiramente.

As propostas do governo

No final da tarde de ontem, 23/5, sexta-feira, os delegados Alessandro Vieira e João Batista, respectivamente, representante da SSP na comissão de negociação e Secretário Adjunto da SSP, esmiuçaram TÃO SOMENTE a proposta rejeitada pela base da Polícia Civil.

Por questão de justiça, e para que toda a sociedade saiba de TODAS as informações, apresentamos também a PROPOSTA aceita pelos DELEGADOS DE POLÍCIA. Para os Delegados de Polícia, os valores foram bem mais atraentes, talvez isso tenha os convencido de aceitar tão rapidamente e sem maiores crises o que foi oferecido pelo governo.

Para Agentes, Agentes Auxiliares e Escrivães, esses valores são iguais ou próximos de suas atuais remunerações brutas. Para a base da Polícia Civil, estar-se trocando SEIS por MEIA DÚZIA.

ASCOM SINPOL Sergipe

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