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segunda-feira, 30 de abril de 2018

Companhia de Glória recebe visita de fiscalização do Capitão Samuel


Na manhã desta quinta-feira (26), o Deputado Capitão Samuel realizou uma visita de fiscalização à Companhia de Polícia da cidade de Nossa Senhora da Gloria, onde aproveitou a oportunidade para anunciar a visita do Governador Belivaldo Chagas à unidade. A visita do governador do estado tem o objetivo de fazer uma análise técnica para a necessidade fazer uma reforma no prédio ou se será preciso mudar para outra locação.

Segundo o Capitão Samuel, ele já vem tratando estes detalhes com o governador. “Nós queremos dar  melhores condições de trabalho para os nossos colegas militares. Estamos buscando a melhor solução junto ao governador Belivaldo chagas”, declara.

Fonte e foto Assessoria Parlamentar

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Sergipe: Policial militar reage a assalto a ônibus e é executado

Agente foi socorrido com vida, mas não resistiu aos ferimentos

Um policial militar, de prenome Djalma, foi assassinado por assaltantes durante a noite desta quinta-feira, 14, no município de Siriri. O agente reagiu a um assalto em um transporte coletivo e acabou sendo alvejado.

O policial foi socorrido ainda com vida e encaminhado ao Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), mas não resistiu aos ferimentos veio a óbito. Informações dão conta de que o PM era lotado em Nossa Senhora da Glória. O Instituto Médico Legal (IML), até a publicação da reportagem, ainda não havia sido acionado. Não há detalhes sobre o paradeiro dos criminosos.

Por Victor Siqueira

Fonte: Portal Infonet

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Comissão aprova Projetos da Polícia Civil e Delegados voltam a normalidade

O presidente da Adepol, Paulo Márcio Ramos Cruz, informou que no início da noite desta terça-feira (20) a comissão de secretários de Estado aprovou, por unanimidade, projetos da Polícia Civil relativos à acumulação provisória de delegacias, reajuste da indenização por plantão e fixação de jornada de 36 horas semanais.

Na próxima quinta-feira, em horário a ser definido, pelo governador Jackson Barreto receberá os mesmos secretários para ouvir um resumo das alterações legislativas e bater o martelo, o que é dado como certo pelos auxiliares mais próximos. A previsão é que os projetos sejam encaminhados à Assembleia Legislativa na sexta-feira ou na segunda-feira, para aprovação antes do recesso parlamentar.

Segundo Paulo Marcio, a sensibilidade do Governo em atender, neste primeiro momento, três das principais demandas dos delegados, permitirá o retorno dos serviço à normalidade em todas as delegacias da capital e do interior, inclusive a imediata reabertura das delegacias plantonistas de Lagarto, Estância, Propriá e Nossa Senhora da Glória, além de garantir plantões em algumas cidades que realizarão festejos juninos.

A Adepol considera o atendimento ao pleito não só uma conquista da categoria, mas um avanço da própria instituição com reflexos positivos para a sociedade sergipana, razão pela qual agradece antecipadamente ao governador, aos seus secretários e à Delegada-Geral pelo empenho e dedicação.

Fonte: Faxaju

sábado, 15 de abril de 2017

Presidente da Adepol diz que Delegado Geral age de forma arbitrária

Delegados querem equiparação das gratificações que são recebidas pelos policiais militares

Sem ter as reivindicações atendidas pelo governo do estado, a Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Sergipe (Adepol), reuniu os delegados para deliberarem sobre as ações com o intuito de chamar a atenção do governo e decidiram não realizar trabalhos extraordinários.

Os delegados lutam junto ao governo do estado para que haja isonomia nas gratificações com a polícia militar que teve aprovado em 2014, um novo valor para a RETAE. Eles querem equiparação, porém o governo que havia acenado em atender a reivindicação dos delegados, teria voltado atrás.

Nesta terça-feira (11), os delegados decidiram em assembleia realizada pela categoria que eles não iriam realizar os plantões extraordinários nos municípios de Propriá, Lagarto, Estância e Nossa Senhora da Glória. Esses plantões são feitos pelos delegados que recebem uma gratificação extra pelo trabalho.

Na manhã desta quarta-feira (12), o presidente da Adepol, delegado Paulo Márcio, denunciou uma ação que teria sido praticada pelo delegado-geral da policia civil, Alessandro Vieira, contra pelo menos três delegados. Segundo Paulo Márcio, o delegado-geral teria constrangido alguns colegas sob ameaça de denunciá-los junto a Corregedoria de Polícia por eles ter se negado a trabalhar voluntariamente.

Paulo Márcio afirma que o delegado-geral agiu de “forma acintosa, arbitrária e abusiva, coagiu três colegas nossos, ao chamá-los e dizer que teriam que assinar um ato de ordem de missão para cumprir os plantões. Caso eles se negassem, os delegados Eurico, João Eduardo e Luciana Pereira seriam denunciados na Corregedoria e no Ministério Publico por eles não cumprirem ordem superior. Nós lamentamos a atitude do delegado geral e a Adepol repudia esta atitude. Esses delegados trabalham voluntariamente em escala extraordinária e recebem gratificação”, afirmou o delegado Paulo Márcio.

Ele explica ainda que mesmo sob ameaça de serem representados junto a Corregedoria, o delegado Eurico teria se recusado a cumprir a ordem e que essa decisão de não trabalhar de forma extraordinária foi decidido por 63 votos a favor e um contra, durante a assembleia realizada ontem.

Ainda segundo o presidente da Adepol, outros dois delegados foram chamados pelo delegado-geral para assinar o ato de ordem de missão, ou seja, que assumissem o compromisso para cumprirem a escala extraordinária. Paulo Márcio preferiu não citar os nomes dos dois delegados.

Munir Darrage

Fonte: Faxaju

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Sertão sergipano recebe visita de fiscalização do deputado Capitão Samuel

Foto. Assessoria Parlamentar

Depois de uma semana com o número crescente de problemas na segurança pública no estado de Sergipe, o trabalho de fiscalização realizado pelo Deputado Capitão Samuel continua, na manhã desta quarta-feira, 18, desta vez no sertão sergipano. Ele visitou delegacias e unidades policiais das cidades de Ribeirópolis, Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora da Glória, Monte Alegre e Porto da Folha.

O trabalho de visita e fiscalização realizada pelo deputado, acompanhado da sua equipe de gabinete, tem o objetivo de coletar informações das dificuldades enfrentadas em cada município sergipanos, mas também de valorizar os trabalhos que são bem executados.

Fonte: Assessoria Parlamentar Capitão Samuel

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Condutores do Samu em Sergipe estão em estado de greve

Os condutores de ambulância do Samu em Sergipe estão em estado de greve. Caso o governo não pague até o próximo dia 11 o salário referente ao mês de julho que, por lei, deve ser depositado até o quinto dia útil do mês subsequente - sexta-feira passada -, a partir do dia 12 os servidores vão parar as atividades. Além disso, se o pagamento do salário deste mês de agosto também atrasar, as atividades ficarão suspensas, automaticamente. É o que alerta o sindicato da categoria (Sindconam-SE) que realizou uma assembleia com a categoria na manhã desta segunda-feira (8).

“Não temos como pagar conta, comprar a alimentação e nem como ir para o plantão porque a gente recebe dinheiro em valor para se deslocar para as bases que são descentralizadas. A pessoa mora aqui, mas trabalha em Glória, Itabaiana, Estância e sem dinheiro não tem como comprar passagem, ninguém leva a gente e nem compra nada de graça”, afirmou o presidente do sindicato, Robério Batista. A maioria dos servidores do Samu são da Fundação Hospitalar de Saúde ou da Secretaria de Estado da Saúde, todos celetistas. “Vamos pedir dinheiro emprestado para trabalhar?”, questiona o condutor.

Viaturas e condições de trabalho

Atualmente, das 59 ambulâncias que existem, 21 estão quebradas, segundo o Sindconam. Além disso, de acordo com a categoria, há bases sem funcionar por falta de equipe, principalmente, as Unidades de Suporte Avançado, 16 cadastradas no Ministério da Saúde, sendo de 8 a 10 há dias sem rodar. “Há muito tempo já vem uma média de 25 a 30 viaturas sem funcionar, levando desassistência à população”, afirma Robério.

“Isso acontece ou porque a manutenção está deficiente ou não tem a manutenção. E aí o prejuízo é para a população, que não tem atendimento e o risco para a equipe, como há dois meses um colega estava trabalhando e a roda da ambulância soltou. Além disso, em algumas bases há problemas de infiltrações e sem manutenção predial regular”, disse.

A informação da Secretaria de Comunicação do governo é que os salários devem ser pagos no próximo dia 11. F5 News procurou a Secretaria de Estado da Saúde, que ficou de enviar nota sobre a situação das viaturas e das bases. Até a publicação da matéria não houve retorno. 

Fonte: Portal F5 News

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Sargento da Polícia Militar comete suicídio na cidade de Glória

Fonte: Blog da Amese

O sargento da policia militar, sargento Arionaldo Rodrigues Rosa, conhecido entre os colegas de farda como “Fininho” cometeu suicídio no inicio da tarde desta segunda-feira (13) na cidade de Nossa Senhora da Glória. Ele teria cometido o suicídio usando uma arma de fogo e disparado um tiro contra a cabeça. As informações são de que o militar estava lotado em Cumbe e já havia trabalhado no presídio de Glória e no batalhão de Nossa Senhora Dores. Não há informações até o momento do que teria levado a policial a cometer o suicídio.

Fonte: Faxaju (Munir Darrage)

Nota: A Aspra Sergipe lamente a morte do sargento Arionaldo. É com pesar que desejamos votos de paz e tranquilidade a família do camarada militar. Nossos pêsames a mais um colega de farda morto de maneira tão trágica!

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Polícia Civil: paralisação de 48h afetará delegacias

Plantonistas funcionarão apenas para flagrantes


Por conta da paralisação de 48 horas dos policiais civis, delegados, escrivães e auxiliares datada para esta quarta-feira, 15, as delegacias de Aracaju e do interior não funcionarão e as ocorrências devem ser levadas à Delegacia Plantonista. Um ato intersindical está marcado para esta quarta-feira, às 8h, em frente ao Palácio dos Despachos reivindicando reabertura das negociações com o governo, enquanto outros agentes policiais farão movimentos pontuais em delegacias do centro comercial de Aracaju. As categorias garantem que o efetivo mínimo de 30% será mantido.

Sinpol

De acordo com Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (Sinpol), a paralisação é reivindicando o reajuste salarial linear para 2015 [que tinha maio como data base], implementação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV), um número maior de agentes de polícia e escrivães de forma a suprir a demanda que existe e melhores condições e gerenciamento nas delegacias.


O assessor de comunicação da Sinpol, Jorge Henrique, diz que o governo do estado descumpriu a promessa de que resolveria as situações pontuais da polícia civil. Ainda de acordo com ele, a mobilização é também uma luta pelo fim da manipulação na contabilidade pública. “O governo prega que está sem condições de honrar compromissos com o servidor público alegando em primeiro plano uma lei de responsabilidade fiscal, mas tudo isso não passa de falácia. Na verdade eles [governo] tentam passar para a sociedade uma situação em que não se encontram”, ataca.

Jorge afirma que toda categoria está no aguardo da instauração do PCCV que completou um ano desde sua criação, mas ainda não foi implantado. O assessor ressalta que a Polícia Civil foi criada para diligência com respeito às investigações, inquéritos e não para custódia de presos, citando também o baixo efetivo de funcionários. “Há superlotação carcerária em delegacias e a Polícia Civil não foi criada para tomar conta dos presos. Na 2ª Delegacia, existem 70 presos numa situação de animais abandonados em jaulas. Podridão, doenças, parasitas, fora a falta de segurança nas delegacias. No interior tem equipes que precisam tomar conta de três municípios”, denuncia.

Adepol

A delegada e vice-presidente da Associação dos Delegados de Sergipe (Adepol), Ana Carolina, afirmou que a categoria também luta pela correção dos salários deste ano, mas lamenta que a situação esteja se repetindo como no ano de 2014. “Ano passado só pagaram nosso reajuste em julho, e esse ano a história se repete e estamos a ver navios”, critica. Numa frente junto com outros sindicados, a Adepol também cobra do estado que retorne ao limite prudencial e pare de usar a lei de responsabilidade fiscal como desculpa para não honrar compromissos com os servidores. Outra reivindicação dos delegados é o cumprimento ao acordo da Lei 7.870/2014 na íntegra.

SSP

A assessoria de comunicação da Secretaria de Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE) afirmou que ainda não foi notificada sobre a paralisação, mas já montou esquema para funcionamento das delegacias durante as 48 horas. O setor garantiu que o um terço das delegacias funcionarão registrando os flagrantes e autos de resistência. São elas: Delegacia Plantonista, 3ª DM, 4ª DM, Itabaiana, Lagarto, Estância Propriá e Nossa Senhora da Glória

Diante de outras reivindicações dos policias civis e delegados, como a superlotação carcerária nas delegacias, o assessor de comunicação da SSP, Renato Nogueira, entende que o ambiente é apenas para custódia provisória, mas acredita que o aumento no número de prisões afetou a situação. "Devido ao bom trabalho da polícia temos um número maior de prisões que contribue para esta situação. E está suspenso também a entrada de presos no Copemcan, por isso o ecoamento dos presos para o presídio não está acontecendo. Estamos aguardando algumas medidas para solucionar a situação", afirma.

Renato também informa que tem sido tomadas medidas para diminuir o déficit no quadro de agentes policiais e escrivães. Ele afirma que em julho haverá um curso de formação para 500 profissionais e de imediatos serão convocados 100 agentes policiais e 20 escrivães, que segundo ele ainda não é o ideal, mas já contribuirá para os serviços da Polícia Civil.

Ícaro Novaes e Verlane Estácio

Fonte: Portal Infonet

terça-feira, 24 de março de 2015

Sistema prisional de Sergipe terá 610 novas vagas

Mais de R$ 15 milhões estão sendo investidos na reforma e construção de unidades prisionais

O sistema prisional de Sergipe ampliará a oferta de vagas ainda no primeiro semestre deste ano. Serão 610 novas vagas ofertadas nas cadeias de Areia Branca, Glória e Estância, que têm diferenciados tipos de regime. O objetivo do Governo do Estado é diminuir o déficit carcerário e proporcionar uma estrutura melhor para os internos. Além da reforma da unidade de Glória, da nova construção em Areia Branca e da inauguração de uma nova prisão em Estância, outra medida promete diminuir o número de internos em unidades carcerárias: a aquisição de tornozeleiras de monitoramento eletrônico. Desse modo, serão dados os primeiros passos para tentar sanar a problemática da superpopulação prisional em Sergipe.

De acordo com o Secretário de Estado de Justiça, Antônio Hora, o primeiro semestre de 2015 é decisivo, pois é o período no qual serão implementadas as políticas de redução do déficit carcerário. “Estamos aumentando as vagas agora no primeiro semestre com as inaugurações das obras, além da aquisição do monitoramento eletrônico. Assim, aumentaremos mais de mil vagas dentro do sistema. Como temos um déficit de 1.700, estaríamos, ainda este ano, chegando próximo de sanar a problemática da superpopulação”, destaca.

Obras

As obras de reforma e construção de novos espaços carcerários já estão em fase avançada. Orçado em R$ 2,09 milhões, o presídio de Glória, por exemplo, já tem 92,23% de suas obras concluídas e a previsão de entrega da estrutura é no fim de março. 24 novas vagas para este regime fechado serão ofertadas, promovendo alívio ao espaço prisional do município, que já conta com 177 internos.

Areia Branca é outro presídio que recebe obras do Governo do Estado. Executada em parceria como governo federal, nova construção está orçada em R$ 8,4 milhões e acontece no anexo da cadeia de regime semi-aberto. O espaço promete receber 390 presos provisórios e é dividido em três módulos (A, B e C) interligados por corredores gradeados e, possui 5.546 m² de área construída, num total de 15.757 m². A previsão do fim das obras é junho e 73% da construção já está finalizada. Com relação à unidade de Areia Branca, que está interditada há dois anos, existe um projeto moderno em fase de captação de recursos federais para que haja reforma e ampliação.

Em Estância, diferentemente dos outros espaços carcerários, a obra partiu do zero. O município vai receber um novo presídio sergipano, no valor de R$ 5,269 milhões, que vai ofertar 196 vagas de regime provisório. Quase 73% da construção está concluída, restando apenas a captação de novos aditivos financeiros.

O secretário de Estado da Infraestrutura e do Desenvolvimento Urbano, Valmor Barbosa, diz que as obras contribuirão para fortalecer o sistema. “A edificação de unidades prisionais, apesar de manter os padrões de segurança exigidos, garante a integridade e os direitos dos seus internos. O que reitera a abnegação do governador em cada vez mais proporcionar a cidadania absoluta aos sergipanos, buscando recursos para concretizá-las, seja nos Ministérios ou por meio de parcerias”, disse.

Tornozeleiras eletrônicas

No primeiro semestre deste ano, 500 tornozeleiras eletrônicas estarão à disposição da Secretaria de Estado da Justiça (Sejuc), e vão possibilitar não só o desencarceramento, como a diminuição do número de reincidentes do sistema prisional. Segundo o secretário Antônio Hora, o equipamento vai ser destinado a pessoas que cometeram crimes de menor gravidade, ou que têm boa conduta e aguardam sentença em liberdade, e ainda existe a possibilidade de as tornozeleiras serem utilizadas em pessoas em confronto com a lei Maria da Penha.

“Há uma tendência natural na sociedade na qual todo mundo que venha a cometer um delito seja encarcerado, e muitas vezes essa medida priva a liberdade e a possibilidade de ressocialização.

O processo licitatório para aquisição das tornozeleiras está em fase de conclusão, segundo informa Antônio Hora. Ele acredita que entre 30 e 60 dias o equipamento já deva estar em Sergipe. A previsão é que, após a implementação das primeiras 500 tornozeleiras e ainda durante o segundo semestre, sejam comprados mais equipamentos através de um financiamento federal. “Assim nós acabaríamos de vez com a superpopulação no nosso estado”, ressalta o secretário.

Projeto de Capacitação

A preocupação do Governo do Estado com o presente e com o futuro dos internos do sistema carcerário sergipano motivou um convênio firmado com o Departamento de Penitenciária Nacional (Depen). O objetivo é promover atividades laborais para os presos através do Projeto de Capacitação Profissional e Implementação de Oficinas Permanentes (PROCAP). A iniciativa tem previsão de ser implantado em duas unidades em Sergipe, no Presídio Feminino (Prefem) e no Complexo Penitenciário Manoel Carvalho Neto (Copemcan), em São Cristóvão.

De acordo com informações da Secretaria de Justiça, no Prefem a idéia é proporcionar a confecção de lençóis, fronhas e uniformes para abastecer o próprio sistema prisional. Já no Copemcan, o intuito é instalar uma oficina permanente de produção de pães. Os alimentos inicialmente iriam suprir a necessidade da unidade prisional e, posteriormente, seriam destinados a outros complexos penitenciários.

Para que a execução do PROCAP seja iniciada, restam apenas os recursos do Governo Federal. O secretário Antônio Hora informa que o processo burocrático já foi concluído, o orçamento aprovado e que, provavelmente entre 30 e 40 dias, os recursos devem chegar. “Essas atividades laborais contribuem muito no processo tanto de remissão [redução] de pena, quanto no aprendizado de um ofício durante o período de internamento. Se, ao sair do sistema, o interno consegue automaticamente um emprego, ele estabelece um vínculo social e é resgatado pela sociedade. Se ele tem dificuldade de arrumar emprego, estamos fragilizando e aumentando a possibilidade de ele voltar a cometer um delito”, esclarece Hora.

Valorização profissional

A progressão do sistema penitenciário sergipano não está relacionada apenas a melhoria da estrutura das cadeias e a promoção de política de implementação de oficinas para os internos. A gestão estadual se preocupa também com a condição de trabalho dos agentes penitenciários. O intuito é valorizar a classe trabalhadora, promovendo workshop motivacional, cursos, sistema de moralização e otimização, adquirindo equipamentos de trabalho, e discutindo não só modernização do plano de cargos e carreira, como também uma forma de agilizar a promoção dos servidores.

“Trouxemos palestrantes do Depen para que pudéssemos estabelecer um ambiente de motivação entre os nossos agentes penitenciários, visando uma política de melhoria de auto-estima deles. Estamos investindo na qualificação do pessoal para implantar uma política de moralização e otimização do sistema. Além disso, vamos realizar uma seleção para indicar 20 agentes que irão passar por um processo de treinamento e capacitação em Brasília”, comenta o secretário de Justiça, acrescentando que os profissionais do segmento merecem receber destaque.

Fonte: Ascom ASN/Faxaju

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Redução de horas extras provoca fechamento de delegacias

Delegacias de Estância e Glória fechadas aos finais de semana

O coordenador das delegacias da capital, José Inephânio Cardoso, informou nesta segunda-feira, 29, que não haverá desassistência policial nas cidades em que as delegacias regionais estão fechadas aos finais de semana, como é o caso de Nossa Senhora da Glória e Estância. A mudança no expediente acontece desde o início do mês de dezembro por conta de redução nas horas extras dos funcionários.

José Inephânio afirma que a segurança nestas cidades não foi prejudicada, destacando que população poderá acionar a Polícia Militar através do telefone 190. “Se a população precisar é só ligar para o 190 que a Polícia Militar vai até lá”, diz. Nos casos mais graves, as ocorrências são encaminhadas para as delegacias de Lagarto, Itabaiana e Propriá, segundo informações do delegado.

Para aqueles que precisarem fazer o registro de um boletim de ocorrência, a orientação do delegado é para o uso da Delegacia Interativa, endereço virtual disponível no site da Secretaria de Segurança Pública (SSP/SE) e destinado ao registro de ocorrências de furto ou extravio de celular ou documentos pessoais. “Nos casos de furtos simples ou perda dos documentos, as pessoas podem prestar o B.O. via internet, através da Delegacia Interativa”, explica.

Apesar do fechamento, o delegado garante que há policiais de plantão nas duas delegacias, inclusive na Delegacia de Glória onde há pessoas detidas, diferente de Estância que atualmente não abriga nenhum preso.

Fonte: Portal Infonet

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Adepol: 'SSP investe na evolução da criminalidade'

Presidente divulga fotos e vídeos sobre situação de delegacias

Presidente da Adepol, Kássio Viana. Arquivo Portal Infonet

“SSP de Sergipe, sete anos investindo na evolução da criminalidade”. Esse foi apenas um dos tópicos divulgados na manhã desta segunda-feira, 25, por representantes da Associação dos Delegados de Polícia de Sergipe (Adepol), durante exibição do segundo relatório contendo fotos e vídeos sobre a situação das delegacias em todo o Estado. O presidente da entidade, Kássio Viana, disse que apesar de estarem sendo construídos os Centros Integrados e Segurança Pública (Cisps) no interior, vem sendo constatadas falhas estruturais por meio de infiltrações. Na coletiva de imprensa, foi criticada ainda a não implantação dos novos prédios nos municípios mais violentos, como Propriá e Lagarto.

“Nós apresentamos há dois anos, fotos e vídeos sobre as condições das delegacias em Sergipe. É inegável que depois, o Estado melhorou muitas delegacias, mas a quantidade de delegacias que tem sem condições de trabalho, é injustificável. A crítica que a gente faz é na escolha para a construção de unidades no interior. Já que não tinha dinheiro para construir esses prédios em todos os lugares, que construísse primeiramente nos municípios onde tem mais crimes. Cidades como Tobias, Barreto, Propriá, Lagarto, Nossa Senhora da Glória não receberam esses prédios. Criticamos também a qualidade das obras. Não é possível que um prédio construído há dois anos, como acontece em Laranjeiras já se encontre em péssimas condições, cheio de infiltrações e infiltração é falha estrutural”, Kássio Viana. O presidente da Adepol lembrou que em fevereiro de 2014, a Secretaria de Estado da Segurança Pública, lançou uma revista publicitária, mostrando investimentos nas delegacias.

“A Revista intitulada 7 anos de Evolução, produzida pela SSP é enganosa e não foi amplamente distribuída, para evitar que a população comprovasse as irregularidades. O Governo informa que investiu dez milhões, mas está claro que a incompetência, negligência e responsabilidade dos gestores não permitiu qualquer avanço. Dois anos depois do último relatório apresentado pela Adepol, a situação se agrava diariamente”, diz acrescentando não ter havido planejamento. Os delegados querem chamar a atenção dos gestores quanto a situação das delegacias.

“Eu não estou feliz em divulgar esse relatório e a gente torce para que o próximo Governo repense a forma de priorizar os investimentos de segurança pública e possa tomar decisões que sejam eficientes. Os delegados precisam mostrar que as condições de trabalho não são adequadas: falta agentes de polícia, distribuição do efetivo, planejamento, conversa, metas e isso tudo tem resultado no caos em que se encontra a Segurança Pública no Estado”, ressalta.

“Nos últimos três anos, os municípios de Estância, Propriá e Lagarto, somaram juntos, 234 homicídios, no entanto, foram construídos três novos Cisps em Canhoba, Telha e Amparo do São Francisco. Todos os municípios merecem estrutura, mas não estão priorizando os mais violentos. Isso é planejamento? Onde estão os 7 anos de evolução? Na criminalidade, na ingerência, no descaso e abandono? Essa é a vergonhosa realidade.

SSP

Em nota, a assessoria de Comunicação da Secretaria de Segurança Pública de Sergipe, informou que: “A Secretaria de Estado da Segurança Pública de Sergipe não concorda com os reclames destacados pela Associação dos Delegados de Polícia de Sergipe (Adepol) e ratifica que a infraestrutura das unidades de segurança pública, que engloba não só prédios da Polícia Civil, mas também da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Coordenadoria Geral de Perícias (Cogerp), passou por uma revolução nos últimos sete anos com investimentos na ordem de R$ 30 milhões.

A política de recuperação foi implementada em todas as regiões do Estado, já que a SSP atua e tem que atender toda a população sergipana. Alguns municípios com índices mais críticos de criminalidade foram beneficiados como é o caso da cidade de Itabaiana, que recebeu uma nova delegacia modelo com investimento de mais de hum milhão. A cidade de Lagarto recebeu também uma nova delegacia com a ampliação e reforma do prédio. A cidade de Tobias Barreto também ganhou uma nova unidade com uma ampla reforma no prédio policial a exemplo também da cidade de Nossa Senhora da Glória.

Além disso, foram construídos 22 Centros Integrados de Segurança Pública (Cisps), que representam um novo modelo de unidade policial que funciona em municípios de médio e pequeno porte, abrigando em um mesmo prédio efetivos das polícias Civil e Militar. A iniciativa proporciona inclusive economia, pois se mantém uma única unidade, além de contribui com a integração das forças policiais.

A SSP também não concorda quando a Adepol afirma que falta condições de trabalho. Todas as unidades possuem hoje equipamentos de informática e a grande maioria tem seus gabinetes e dormitórios climatizados. Além disso toda a frota de viaturas é nova, proporcionando conforto aos servidores e os policiais civis tem acautelados individualmente uma pistola .40, colete balístico, algemas e munições.

Com relação a falta de agentes, será deflagrado ainda este ano concurso público para agentes de polícia civil e escrivães. O planejamento é uma das características desta gestão, basta observar a quantidade de unidades que foram criadas, a exemplo do Departamento de Narcóticos (Denarc), Divisão de Combate a Roubos e Furtos de Veículos (DRFV), Departamento de Crimes Contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap), Delegacia de Combate aos Crimines Cibernéticos, Grupamento Especial de Repressão e Busca (GERB), entre outras unidades da Polícia Civil. Por parte da Polícia Militar destacamos o GTA, Getam, GATI e Pepac. Além disso podemos chamar a atenção para a virtualização dos procedimentos de cartórios das delegacias de polícia e das unidades que compõem as outras instituições da SSP, iniciativa que representará ganho de tempo e economia, acabando com papéis.

Com relação a resultados basta destacar que nunca se prendeu tanto em Sergipe como nos últimos sete anos com uma conta que já ultrapassa 25 mil prisões. A quantidade de drogas apreendidas também é um bom dado com mais de 3 toneladas apreendidas. Armas de fogo já passam de 7 mil apreendidas no período. O trabalho de desarticulação de quadrilhas especializadas em crimes organizados é exemplo para o Brasil, citamos as gangues que agiam nas explosões de cashs que foram desarticuladas em Sergipe, inclusive com prisões da polícia sergipana em outros Estados, além do índice de elucidação de crimes de homicídios que em 2013 chegou a marca de mais de 50%, quando a média nacional varia de 2 a 8%. Portanto os resultados são bastante satisfatórios.

A revista da SSP não é publicitária como afirma a Adepol e sua distribuição foi limitada por cota de gastos. Ela corresponde a um projeto elaborado pela Assessoria de Comunicação da SSP e funcionou como um relatório de gestão. A sua distribuição aconteceu nas prefeituras dos municípios sergipanos, órgãos como o Tribunal de Justiça, secretarias de Estado, Assembleia Legislativa, Câmara de Vereadores, entre outros. A iniciativa não custou nenhum real aos cofres públicos do Estado, pois foi fruto de uma parceria com a iniciativa privada. A SSP gostaria muito que cada cidadão sergipano pudesse ter um exemplar, pois retrata o investimento histórico feito na segurança pública do Estado.

A SSP ressalta que o processo de recuperação da segurança pública é contínuo e está em andamento. A SSP informa que existe muito para evoluir, mas a realidade encontrada hoje é muito melhor da existente no final de 2006 tanto na questão de infraestrutura, como em relação a equipamentos, viaturas, armamentos, EPIs, criação de unidades, resultados contra a criminalidade, salários, recuperação do Corpo de Bombeiros entre outras evoluções".

Fonte: Portal Infonet

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Comunicação de prisões em flagrante será eletrônica

Nesta terça-feira, 15, o Tribunal de Justiça de Sergipe, o Ministério Público, a Defensoria Pública e a Secretaria de Segurança Pública assinaram um convênio que permitirá a Polícia Civil de Sergipe enviar de forma eletrônica ao Poder Judiciário às comunicações dos autos de prisão em flagrante registrados nas delegacias. A medida é considerada um grande avanço para a segurança pública do Estado.

A ferramenta eletrônica vai permitir agilizar às comunicações de prisões em flagrantes nas Delegacias Plantonistas. O programa eletrônico (via e-mail) ainda não foi concluído e inicialmente as comunicações serão realizadas por meio do correio eletrônico das instituições envolvidas.

Atualmente, seis Delegacias Plantonistas funcionam em Sergipe, sendo uma em Aracaju e as demais nos municípios de Lagarto, Nossa Senhora da Glória, Estância, Propriá e Itabaiana. Para o presidente do Tribunal da Justiça, Cláudio Dinart Déda Chagas, o envio eletrônico das comunicações dos flagrante irá gerar economia ao erário e deixará os policiais civis disponíveis para atuar em outras diligências.

“Não será preciso o deslocamento físico de policiais e viaturas para a entrega pessoal da documentação do flagrante nos diversos órgãos da Justiça”, enfatizou o presidente, destacando que a execução do convênio também agilizará o trabalho da Justiça nos plantões diurnos.

A ideia do convênio começou a ser desenhada há dois anos durante uma reunião na Superintendência da Polícia Civil, com todos com os órgãos envolvidos, a fim de informar a importância da agilidade na comunicação dos flagrantes.

Segundo a superintendente Katarina Feitosa, a nova ferramenta virtual é de suma importância para a segurança pública. “Com o convênio assinado pelas instituições hoje nasce um filho que nos permitirá enviar essas prisões em flagrantes de maneira virtual. Ganha a Polícia Civil, que não perderá mais um policial para levar esses flagrantes ao Poder Judiciário, e ganha a Justiça, que terá um controle maior desses atos, além da sociedade sergipana que terá uma grande economia de recursos humanos e financeiros”, enfatizou.

Modelo antigo

Anteriormente, as prisões em flagrantes eram encaminhadas para a Delegacia Plantonista da capital, que recebia as cópias dos autos de prisão em flagrante e em boa parte dos casos observava que não havia indícios suficientes para se configurar um flagrante, gerando contratempos tanto para os policiais quanto para a população.

Além disso, quando o flagrante era finalizado pelo delegado era necessário o deslocamento físico de policiais e viaturas para a entrega pessoal dos autos ao Poder Judiciário do Estado.

Presenças

Também participaram da assinatura do convênio, o procurador de Justiça, Paulo Lima de Santana, o Sub-Defensor Geral, Jesus Jairo Lacerda, a Juíza Auxiliar da Presidência do TJSE, Elbe Prado de Carvalho, a Corregedora da Polícia Civil, delegada Teonice Alexandre, o Coordenador Interino das Delegacias da Capital, delegado José Inephânio Cardoso, e o servidor da Modernização Judiciária, Tiago Porto.

Fonte: Ascom SSP-SE/Faxaju

sábado, 5 de outubro de 2013

Quatro mortos em acidente ocorrido no sertão de SE

O acidente foi entre os municípios de Glória e Monte Alegre
Um acidente grave entre os municípios de Nossa Senhora da Glória e Monte Alegre fez quatro vítimas na noite desta sexta-feira, 4.

Segundo informações da Companhia de Polícia Rodoviária (CPRv), o acidente aconteceu entre uma viatura da Polícia Militar e um veículo de passeio. De acordo com a CPRv, embora os corpos ainda não estejam devidamente identificados, já sabe-se que um dos corpos é de um policial.
Uma equipe do Instituto Médico Legal (IML) foi acionada e está a caminho do local para recolher os corpos.
Fonte: Portal Infonet


sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Rebelião: Sindpen ingressa com ação contra Sejuc

Sindicato entende que Sejuc colocou agentes em risco de morte
Iran Alves critica a administração prisional (Foto: Arquivo Infonet)

O Sindicato dos Agentes Penitenciários do Estado de Sergipe (Sindpen) entende que a Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania (Sejuc) agiu com imprudência e negligência, o que teria contribuído, na ótica do sindicato, para a rebelião do presídio de Nossa Senhora da Glória, registrada entre o domingo, 16, e a segunda-feira, 17, que deixou um saldo de quatro feridos: dois agentes penitenciários e dois policiais militares.

Com este entendimento, a assessoria jurídica do Sindpen já está finalizando a ação judicial com base no capítulo III do Código Penal, que trata da periclitação da vida, em decorrência de “pôr o servidor em risco de morte por imprudência ou negligência”, conforme esclarece o presidente do sindicato, Iran Alves. “Já estamos com a petição pronta e vamos protocolar a ação quando acabar o recesso do Judiciário”, diz Iran Alves.

No entendimento do presidente do Sindpen, o secretário Benedito Figueiredo, deixou de tomar as medidas necessárias para evitar rebeliões. “As guaritas do sistema estão desativadas há mais de um ano e isto maximiza os riscos de rebeliões e os servidores estão apreensivos, principalmente nesta época do ano”, considera o sindicalista. “A negativa do secretário tende a maximizar o problema e faz com que as rebeliões ocorram com mais frequência”.

Iran Alves analisa que as rebeliões começaram a ocorrer após medida adotada pela Sejuc em afastar 100 servidores da função de agente penitenciário. Apesar de detectada a irregularidade, o sindicalista entende que os servidores poderiam ser mantidos até a realização do concurso público para suprir as vagas. “Não há determinação judicial, há só uma recomendação do Ministério Público pelo afastamento destes servidores da função, mas recomendação não significa dizer obrigação de fazer”, explica. “Aqueles servidores não poderiam ser retirados porque são essenciais”, comenta.

Com a medida, segundo Iran Alves, o número de servidores nos plantões no presídio ficou reduzido de nove para cinco, o que tem facilitado as rebeliões. “O serviço tem que ser realizado com mais cautela e as revistas estavam devagar e os presos começaram a reclamar da morosidade”, garante.

Problema, na ótica do sindicalista, que teria motivado a rebelião em Nossa Senhora da Glória. “Houve um ato de revolta dos presos. Da mesma forma que a greve é a válvula de escape dos servidores, a rebelião é válvula de escape dos presos”, conceitua Iran Alves.

Outras ações

Além da ação por periclitação da vida, o Sindpen moverá outros processos judiciais contra o Estado e contra o secretário Benedito Figueiredo. Um pedindo pagamento regular de hora extra, realização de concurso público para suprir a deficiência no quadro de agentes prisionais e ainda contra a contratação irregular de empresa privada para desempenhar atividade fim do Estado no Complexo Penitenciário do Santa Maria.

O Portal Infonet tentou ouvir a Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania, mas não obteve êxito. A assessoria de imprensa informou que o secretário Benedito Figueiredo está disposto a esclarecer toda a problemática do sistema prisional nesta sexta-feira, 21.

Por Cássia Santana

Fonte: Portal Infonet

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Sindicato de agentes penitenciários moverá ação contra Estado.

Por Fernanda Araujo

Depois da rebelião que aconteceu entre este domingo e a manhã desta segunda-feira (17) no Presídio Estadual Senador Leite Neto (Preslen), em Nossa Senhora da Glória (SE), o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários de Sergipe, Iran Alves, disse que vai mover ação contra o Estado.

Os representantes do sindicato, insatisfeitos com as condições em que os detentos e os agentes se encontram, também preparam um documento que, segundo eles, comprova o alerta do sindicato e do advogado dos detentos de que poderia acontecer a tal rebelião, caso as providências não fossem tomadas.

“Várias vezes alertamos o secretário de Justiça, o Ministério Público, a OAB, no sentido de que isso poderia acontecer e que pode acontecer de novo. Se não mudar o secretário de Justiça, o modelo de gestão e não tomar providências emergenciais para implementar soluções, a situação tende a se agravar. Só trará prejuízo para o governo, aos servidores e aos detentos”, diz Iran Alves.

Segundo ele, a rebelião no presídio já era esperada, tendo em vista as más condições de trabalho dos agentes, a superlotação, o déficit de servidores, entre outros fatores. A fuga de seis presos de uma delegacia de Carmópolis na manhã de hoje também foi outra ocorrência que, para Iran, é fruto do descaso da Secretaria de Segurança Pública e da Secretaria de Justiça.
 
“O secretário João Eloy constantemente vem à mídia elogiar a Sejuc por estar recebendo todos os internos das delegacias. Receber os internos das delegacias é excelente para a SSP, para o secretário, para as delegacias, mas péssimo para o sistema prisional porque falta uma estrutura adequada. Tanto é que os detentos têm que se revezar pra dormir. A SSP tem absolvido a Secretaria de Justiça e não tem dado importância aos problemas. Aí estão as rebeliões que colocam em risco a vida dos servidores, da sociedade e dos detentos”, contesta.

Rebelião

Iran Alves relata que, durante a condução de alguns internos ao portão de acesso ao presídio, os dois agentes foram ameaçados por detentos. Os detentos vieram em direção a eles, e em confronto corporal, os dois agentes de posse de uma arma foram atingidos por disparos. Com os agentes feridos, esses internos invadiram a administração, pegaram as outras armas do presídio e iniciaram a rebelião.

Essa é a terceira rebelião neste ano em presídios no Estado de Sergipe. A primeira ocorreu em uma unidade terceirizada, a segunda foi no Preslen há dois meses, enquanto os agentes evitavam uma tentativa de fuga, e agora novamente no Preslen, que hoje comporta em média 450 internos, com apenas cinco servidores trabalhando no local. Segundo Iran Alves, essa proporção deveria ser de um servidor para cada cinco detentos.

O presidente do sindicato justifica o motim pelo déficit de servidores, pela superlotação das unidades e pelo que considera descaso da Secretaria de Justiça (Sejuc) ao sistema prisional. Segundo ele, o déficit se deve ao fato do secretário Benedito Figueiredo ter afastado alguns servidores do trabalho há cerca de um mês, além de não abrir concurso. Com o sistema fragilizado, os remanescentes não conseguem executar o trabalho com o máximo de eficiência, pondera.

“Entendemos que a rebelião foi a válvula de escape para os detentos, da mesma forma que a greve seria a válvula de escape dos servidores. Os servidores não entraram em greve devido ao compromisso que têm com o trabalho. O sindicato é contra o que aconteceu, mas é a favor de que efetivamente se admita a origem do problema para que se busque soluções”, relata.

Para falar sobre o assunto, F5 News tentou contato com a Secretaria de Segurança Pública e a Secretaria de Justiça e Cidadania, mas não houve retorno.

Fonte: F5 News

Presídio Choque encontra granada com rebelados.

Mulheres se revoltam com ocupação e atiram pedras em PM
Choque ocupa presídio e apreende granada(Fotos: Cássia Santana/Portal Infonet)
Com o fim da rebelião no presídio de Nossa Senhora da Glória, o Pelotão de Choque da Polícia Militar ocupou a unidade e, na revista, encontrou uma granada de efeito moral [arma não letal] e um carregador de fuzil. Durante a revista as mulheres de detentos se revoltaram especulando a possibilidade de haver confronto e espancamentos generalizados contra os presidiários na parte interna do presídio.

Os dois agentes penitenciários, que permaneceram reféns durante toda a rebelião, foram libertados e atendidos em uma ambulância do Serviço Móvel de Urgência (Samu). Eles passam bem, e apenas estão abalados psicologicamente, segundo avaliação do secretário de Justiça e Cidadania, Benedito Figueiredo.

Vendo a ambulância partindo com os agentes, as companheiras de detentos que se concentravam na porta do presídio se revoltaram atirando pedras contra os policiais militares que faziam segurança na parte externa e também contra o veículo, especulando que na unidade do Samu havia detentos feridos, fruto de um suposto confronto. No entanto, a situação estava tranquila na parte interna do presídio, conforme assegurou o coronel Maurício Iunes, comandante geral da Polícia Militar.
Mulheres de detentos se revoltam com ocupação de presídio
Na ala onde os rebelados permaneceram, a equipe do Batalhão de Choque não encontrou aparelhos de telefonia móvel. Mas a polícia acredita que eles estejam de posse desses telefones. “Há ainda uma ala que ainda não foi revistada e eles jogaram material, vamos fazer revista para ver se encontramos alguma coisa no telhado ou em outro local”, explica o coronel Iunes.

Tensão

A madrugada foi de tensão. Houve novos tiros, mas não se registrou feridos. Os policiais conseguiram negociar o fim da violência, mas cerca de 100 visitantes, entre crianças, jovens e idosos, e os dois agentes penitenciários permaneceram reféns até o final desta manhã. Muitas mulheres deixaram o presídio acompanhadas dos filhos, até crianças de colo, visivelmente abaladas. Elas se recusaram a falar com jornalistas, mas uma delas conversou rapidamente com o Portal Infonet e disse que foi obrigada a permanecer no presídio por determinação de outros detentos.
Momentos em que reféns começam a ser libertados em Glória
O senhor Manoel Souza Santos, 71, e a filha Lucivânia Pereira também ficaram reféns. Eles estavam visitando o filho de 'Seu Manoel' que há seis meses cumpre pena por calúnia, segundo revelou o pai dele. “Nem deu tempo de desconfiar. Estávamos em oração, pois somos evangélicos, e foi quando ouvimos foi o barulho dos tiros. Não sei explicar o que aconteceu, mas não tive medo”, comentou 'Seu Manoel'.

Outras mulheres, que estiveram com os companheiros detidos na visita íntima que ocorreu no sábado, 15, se concentraram na porta do presídio garantindo que as companheiras não se tornaram reféns, que elas permaneceram no presídio por espontânea vontade e que queriam acompanhar e apoiar os respectivos maridos.

Uma garçonete, que se identificou como Maraíse Costa, 24, teme novas ocorrências, em grau mais elevado. Ela garante que a rebelião é decorrente de uma tentativa de fuga, na qual estavam para fugir apenas cinco detentos. Como houve reação dos agentes penitenciários e dos policiais militares, os detentos decidiram se rebelar, segundo comentou.
GTA se manteve durante todo o período da rebelião
O coronel Maurício Iunes, comandante da Polícia Militar, e o secretário Benedito Figueiredo, confirmam que a rebelião é consequência de uma tentativa frustrada de fuga. Mas a versão deles diverge da garçonete. O coronel e o secretário garantem que a fuga ocorreria em massa, com mais de 100 detentos da ala onde eles se rebelaram.

Churrasco

O fornecimento de água, energia e alimentação foi suspenso. Mas os detentos, que, armados, mantinham o controle da situação, invadiram a dispensa e roubaram alimentos. “Fizeram um churrasco”, admitiu a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Segurança Pública.

Internados

Os dois agentes penitenciários feridos durante o confronto no presídio de Nossa Senhora da Glória permanecem internados no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). O quadro mais delicado é do agente José Fernandes Almeida Lima, que passou por cirurgia na mão e no antebraço. No presídio, especula-se a possibilidade do agente ficar sequelado e até ser obrigado a amputar a mão afetada pelo tiro, mas esta possibilidade não foi confirmada pela assessoria de comunicação do hospital.

Já Tércio de Oliveira permanece na ala do trauma em estado de observação. O quadro é considerado estável. Os dois policiais militares feridos não foram identificados. Eles estavam na parte externa do presídio quando foram atingidos pelos tiros, no início da tarde do sábado, mas foram liberados no mesmo dia depois que receberam atendimento médico no hospital regional de Glória.

Por Cássia Santana
Fonte: Portal Infonet

Rebelião em presídio de Glória termina por volta das 11h.

A rebelião com reféns durou mais de 20h e mobilizou a SSP
(Foto: Cássia Santana/Portal Infonet)
Após intensa negociação que durou mais de 20h termina a rebelião no presídio de Nossa Senhora da Glória. A equipe do Portal Infonet confirma que os reféns estão sendo liberados e que muitas mulheres e crianças estão deixando a unidade prisional em estado de choque.
A assessoria de comunicação da Secretaria da Segurança Pública (SSP) postou em uma rede social que os presos entregaram as armas, após negociar com a polícia. Familiares e agentes foram liberados. Não há informação se algum refém está ferido ou mesmo sobre o estado de saúde dos agentes que estavam dentro do presídio.
Neste momento acontece uma coletiva onde todas as informações sobre as negociações e a pauta de reivindicação dos presos que contam com advogado. A qualquer momento todas as informações sobre mais uma rebelião realizada no presídio de Glória.
Feridos
No último domingo, 16, houve tiroteio e quatro pessoas ficaram feridas, segundo informações do Hospital Regional: dois agentes penitenciários, que foram transferidos para o Hospital de Urgência de Aracaju (Huse) numa ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), e dois policiais militares lotados na 3ª Companhia do 4º Batalhão da Polícia Militar, que foram atendidos no hospital regional e logo receberam alta médica.
Os agentes penitenciários baleados durante o confronto foram identificados como Tércio Oliveira, alvejado por um tiro na coxa, e José Fernandes Almeida, atingido no braço direito. Eles necessitavam passar por um processo cirúrgico e foram transferidos, mas passam bem, segundo o coronel Edmilson Barros, comandante do Policiamento do Interior.
As negociações foram realizadas pelo secretário de Estado de Justiça e Cidadania, Benedito Figueiredo, pelo secretário-adjunto da SSP, João Batista Santos Júnior, além de um juiz da Vara de Execuções Penais e dois advogados.
Por Kátia Susanna
Fonte: Portal Infonet

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Clima volta a ficar tenso no presídio Leite Neto em Nossa Senhora da Glória.

Por volta das 7 horas desta segunda, mais tiros foram ouvidos dentro do presídio e o clima volta a ficar tenso. Até o momento não se sabe se os tiros disparados saíram das armas dos policiais ou dos presidiários.

REBELIÃO - A rebelião no presídio de Nossa Senhora da Glória continua. Presidiários mantêm dois agentes penitenciários como reféns e há familiares, que incluem mulheres e crianças que estavam visitando os detentos neste domingo (16). As negociações foram interrompidas e devem continuar na manha desta segunda-feira (17).

Uma rebelião no presídio Senador Leite Neto, em Nossa Senhora da Glória, na manhã deste domingo (16), deixou um saldo de pelo menos dois agentes penitenciários e dois cabos da policia militar foram feridos. Os dois PMs foram atingidos por estilhaços na perna disparados por espingarda calibre 12.

As primeiras informações são de que, metade dos internos, cerca de 180 detentos do presídio se rebelaram e começaram com as pancadarias no final da manhã deste domingo. Os agentes penitenciários que se encontravam trabalhando acabaram se tornando refém dos presos.

Os internos rebelados conseguiram destruir parcialmente algumas dependências da unidade, alé de se apossarem da chave do local onde são guardadas as armas e, por volta das 14h30, queimaram colchões em uma das guaritas e dispararam diversos tiros, apavorando todos que se encontravam nas imediações da unidade.

Segundo um policial que pediu para não ser identificado, a rebelião de hoje tem proporções maiores e mais perigosa que as anteriores. Há um grande risco de uma grande fatalidade no local, já que segundo esse policial, os ânimos estão agitados e há risco de mortes.

Segundo informações passadas à redação do FAXAJU on-line, durante a rebelião, dois agentes, Fernando Almeida e outro conhecido por “Tenso”, foram feridos, enquanto parentes dos internos foram feitos refém. Até o momento não se sabe como os detentos conseguiram se apossar de armas para efetuar os disparos. Nesse momento eles estão no controle da situação, já que conseguiram render os agentes e estão negociando, tendo sob controle a administração do presídio.

A policia militar foi acionada e se encontra no local tentando conter os ânimos e retomar os controle do presídio que temporariamente está sob o domínio dos internos.
 
Por Munir Darrage

Fonte: Faxaju

Quatro ficam feridos e veículos danificados em presídio.

Rebelião continua e presidiários estão armados mantendo reféns
Bombeiros, policiais e equipes do Samu se mobilizam no presídio (Fotos: Cássia Santana/Portal Infonet)
A rebelião no presídio de Nossa Senhora da Glória continua. Presidiários mantêm dois agentes penitenciários como reféns e há familiares, que incluem mulheres, crianças e até idosos que estavam visitando os detentos neste domingo, 16.
Houve tiroteio e quatro pessoas ficaram feridas, segundo informações do Hospital Regional: dois agentes penitenciários, que foram transferidos para o Hospital de Urgência de Aracaju (Huse) numa ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), e dois policiais militares lotados na 3ª Companhia do 4º Batalhão da Polícia Militar, que foram atendidos no hospital regional e logo receberam alta médica.

Os agentes penitenciários baleados durante o confronto foram identificados como Tércio Oliveira, alvejado por um tiro na coxa, e José Fernandes Almeida, atingido no braço direito. Eles necessitavam passar por um processo cirúrgico e foram transferidos, mas passam bem, segundo o coronel Edmilson Barros, comandante do Policiamento do Interior.
Secretário de Estado de Justiça e Cidadania, Benedito Figueiredo
O secretário de Estado de Justiça e Cidadania, Benedito Figueiredo, comandou as negociações pessoalmente. O secretário classifica a iniciativa como uma tentativa de fuga frustrada, mas os detentos dizem que ninguém tentou fugir.

As informações são imprecisas a respeito da rebelião. Há informações que os detentos conseguiram render os agentes armados, tomaram as armas e ainda teriam tido acesso ao depósito onde ficam os armamentos, no presídio. Houve troca de tiros, deixando toda a comunidade em pânico. “Quando ouvi os tiros, corri e me escondi debaixo de uma cama”, conta uma funcionária do hospital regional, que prefere não ser identificada. Ela diz que trabalha sob forte tensão devido à possibilidade constante de ocorrências desta natureza.

O secretário de Justiça, Benedito Figueiredo, admite que os presos continuam armados, mantendo dois agentes penitenciários e visitantes como reféns. No início da noite, o fornecimento de energia foi interrompido e as negociações foram interrompidas. O coronel Barros acredita que a interrupção da energia elétrica não seria apenas questão de estratégia, mas também consequência do fogo na parte interna do presídio
A polícia permanece no local
Por iniciativa dos próprios detentos, as negociações foram suspensas e serão retomadas na segunda-feira com a presença de advogado e do juiz da Vara de Execuções Penais, conforme garantiu o secretário Benedito Figueiredo.


Demissão

Além de atear fogo no setor administrativo do presídio, os detentos se apoderaram de uma motocicleta e de um veículo de propriedade de funcionários do presídio. Eles incendiaram a motocicleta e quebraram o veículo.

Muita coisa, inclusive objetos pessoais dos funcionários, foi destruída pelo fogo no setor administrativo. “Eu saquei meu décimo terceiro e o dinheiro estava na minha bolsa. Agora, virou cinza”, desabafou uma funcionária, apavorada.

Apesar do secretário classificar o episódio no presídio como uma tentativa de fuga coletiva, os detentos desmentem e explicaram, por meio de telefonema, que a rebelião seria consequência da revolta daquela comunidade com o tratamento dispensado pelo direção do presídio e também da superlotação. Eles exigem também a presença de um advogado, do juiz da Vara de Execuções Penais e tratamento humanitário para por fim à rebelião.
Portal Infonet conseguiu conversar com um dos detentos por telefone, que permitiu fazer declarações sobre o episódio em viva voz, possibilitando o acesso à entrevista a outros jornalistas e radialistas, que acompanham a rebelião. Ao telefone, o presidiário não se identificou, se recusou a informar se eles estariam armados ou não e se classificou como porta-voz dos detentos. “Ninguém aqui quer fugir, o que a gente quer é a retirada do diretor e a revisão processual”, resumiu. “Queremos chamar a atenção da sociedade, estamos como qualquer profissional liberal e esta é a única forma que temos para reivindicar”, comentou.

A dona do telefone é uma companheira de um dos presidiários, que prefere o anonimato. Mas a polícia confiscou temporariamente o telefone, com a promessa de devolvê-lo após análise das ligações.

Apesar de armados, o clima é de tranquilidade, segundo admitiu o coronel Edmilson Barros, comandante do Policiamento Militar do Interior. “Há reféns, mas ninguém está sendo mais agredido”, revelou o coronel, no momento em que as negociações foram suspensas. Alguns familiares dos detentos já foram liberados, mas outros permanecem na parte interna do presídio.

Na porta do presídio ainda há grande movimentação. Curiosos e companheiras dos detentos se concentram no local, na tentativa de saber informações sobre a situação dentro do presídio. “Quem visita não está refém, todo mundo fica lá porque quer ficar, para evitar que a polícia bata neles”, explicou uma mulher, que também não quer ser identificada.

Por iniciativa dos próprios detentos, as negociações foram suspensas e o secretário Benedito Figueiredo retornou para Aracaju, no início da noite, com a promessa de voltar ao presídio às 6h desta segunda-feira, 17, para retomar os entendimentos.

Por Cássia Santana
Fonte: Portal Infonet

domingo, 14 de outubro de 2012

Rebelião de Glória é encerrada após negociações


Algumas mulherem queriam permanecer com os maridos na unidade
Mulheres e crianças foram as primeiras a ser liberadas (Fotos: Portal Infonet)
Após uma manhã de intensa negociação com os detentos, a rebelião no presídio Senador Leite Neto no município de Nossa Senhora da Glória foi encerrada no início da tarde deste domingo, 14. Dentre as reivindicações dos presos estavam à ampliação da visita íntima e do espaço físico da unidade.
Desde às 14h do último sábado,13, presos estavam rebelados e mantinha um agente como refém. As negociações tiveram início por volta das 9h como solicitaram os detentos e para tentar negociar foi preciso a presença do secretário dos Direitos Humanos e Cidadania, Luiz Eduardo Oliva, a juiza da Vara de Execuções Penais, Hercilia Maria Fonseca e as equipes policiais que se encontravam dentro da unidade.
Algumas horas após o início das negociações, já era possível perceber que a rebelião se encaminhava para o fim. Aos poucos, mulheres e crianças foram deixando o presídio com o auxílio da polícia. Mesmo sendo liberadas, algumas delas disseram desejar permanecer dentro da unidade.
Segundo Miriam Correa de Lima, esposa de um dos detentos, as mulheres não foram mantidas reféns e permaneceram na unidade por vontade própria.  “Nós só saímos porque os nossos maridos pediram. Esse presídio é uma bomba relógio e não cabe mais ninguém. São 13 homens dentro de uma cela”, conta ao acrescentar que os detentos não fizeram confusão dentro da unidade.
O agente Nelson Inácio garantiu que não sofreu agressões
A espera de notícias da filha, a dona Gilvani Alves dos Santos, não conteve as lágrimas ao rever a filha que tinha ido ao presídio se encontrar com o marido.  “Eu sabia que ela estava bem, mas fiquei preocupada”, conta.
Mesmo após serem liberadas, familiares dos presos permaneciam próximo ao cordão de isolamento acompanhando as negociações e em busca de informações.
Cerca de uma hora após as esposas serem liberadas, o agente Nelson Inácio dos Santos, finalmente foi solto pelos internos, sendo encaminhado a uma unidade de saúde para ser examinado pelos médicos. Bastante tranquilo, o agente garantiu que em nenhum momento sofreu agressões. “Eu não fui agredido. Eles me trataram bem e sempre me davam comida e meu remédio. Graças a deus está tudo bem e estou vivo”, conta.
A todo momento chegava reforço policial
De acordo com o secretário de Estado dos Direitos Humanos e Cidadania, Luiz Eduardo Oliva. “É a segunda rebelião que em menos de 24 horas ela é resolvida sem que haja um único preso ferido, que não tenha problema nenhum. O problema do ferimento desse preso é antes da rebelião. Então nós conseguimos controlar, conversar, dar uma credibilidade dos detentos para ser cumprido, o secretário Benedito acatou as reivindicações que eram justas”, afirma.
Por Aisla Vasconcelos
Fonte: Portal Infonet
Algumas mulheres não queriam sair 

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