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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Através de fakes, policiais falam o que realmente pensam

Quando alguém não pode falar o que pensa é razoável a afirmação de ela está vivendo “o julgo de uma ditadura”. Pois bem, é isso que os policiais militares do Ceará e do Brasil passam atualmente. São pessoas que têm a maioria de seus direitos profissionais solapados e ainda recebem toda a culpa da “violência” da sociedade. Os militares estaduais do Ceará estão na linha de frente contra a delinquência que se instalou na capital (Fortaleza é a 7° cidade mais violenta do mundo) e no interior do estado. Entretanto, estão nos fundos de um “sistema” que os cala e os pune.

A internet é o refúgio de todo aquele que fala o que quer e não pode se identificar. Eles são covardes? Não, são sobreviventes! Existem diversos grupos e páginas no Facebook, e em outras redes sociais, em que os policiais militares podem se manifestar livremente. Quase livremente… Caso um PM seja flagrado postando “algo que desagrade”, um processo administrativo disciplinar pode punir até com prisão para os soldados envolvidos, mas o caso levanta a discussão sobre o uso das redes sociais pelos profissionais da segurança pública. “Quem se rasga nas ruas são os praças, mas quem recebe os frutos são os oficiais” disse um dos soldados do Corpo de Bombeiros do Espírito Santo (CBMES) que pode ser severamente punido juntamente com outros três soldados.

Para os leigos, nas instituições militares existem, grosso modo, duas categorias: oficiais e praças. Estes chamados de praças são quem de fato “colocam a mão da massa”, estão na rua e entram em contato direto com a criminalidade. Os oficiais, por sua vez, em sua maioria, assumem funções administrativas. A parir disso, quem não conhece a área já imagina quem tem mais atribuições e, portanto, tem mais “ônus” na carreira.

A válvula de escape para a perseguição fria que muitos praças são sujeitos é a rede social. Através de perfis falsos, os conhecidos “fakes”, os PMs se articulam contra os abusos que passam: denunciam as péssimas condições de trabalho, compartilham reivindicações, sugerem pautas para as associações representativas e principalmente conseguem expressar seu pensamento, quase que, sem medo.

Triste é ver a livre expressão, garantida na constituição brasileira, ser solapada por quem tem poder. Feliz é ver que os homens e mulheres de luta sobrevivem, mesmo usando fakes como instrumento na guerra. Um dia teremos liberdade de pensar, falar e agir na PM? Não se sabe, mas a busca por isso é algo que deve ser buscado por todos, com ou sem “falsidade”.

Edição: Roberto Barros - Texto: Marcus Castro

Fonte: Associação de Cabos e Soldados do Ceará/Facebook

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Distrito Federal: Evasão de Policiais Militares

O último concurso da PMDF foi realizado em 2009 e eram previstas 750 vagas, como o certame se alongou diante a celeuma da exigência de nível superior e graças ao cenário político da época foram chamados mais 750 candidatos.

Os cursos CFP I e II já iniciaram com cerca de 1.350 policiais, ou seja, antes da nomeação 150 candidatos já optaram por outras carreiras ou desistiram de prosseguir na Corporação como praças policiais militares. Segundo o Almanaque hoje existem 1213 Policiais do último concurso após três anos da formação, sendo que 21 do CFP I e II acabaram de concluir o CFO e outros 37 estão na APMB, assim temos 1.155 Policiais exercendo as funções de praça após 3 anos dos 1500 previstos.

Mas não paramos por aí, feito um levantamento nas redes sociais, constamos que aproximadamente 200 policiais que concluíram CFP I e II foram aprovados nos recentes concursos PRF, PCDF, PF e DETRAN entre outros, obviamente é um número aproximado que foi levantado através de enquete com representantes dos pelotões, entretanto podemos concluir que após 4 anos da última nomeação da PMDF para carreira de Praça teremos apenas 955 policiais do CFP I e CFP II dos 1500 que estavam previstos em 2010. Alguém poderia citar algum órgão do serviço público do GDF que possui evasão semelhante?

Alguém pode me explicar como 36,33% dos profissionais desistiram de continuar nessa carreira em tão pouco tempo? Os dados ficam mais alarmantes se calcularmos quantos do CFP I e CFP II que estão exercendo funções administrativas.

Na PMDF, sem desmerecer a atividade meio, ser "operacional" é um fardo muito pesado, implica em, às vezes, poder responder procedimentos administrativos/criminais, uma dedicação maior e pouco reconhecimento, portanto, torna-se cômodo ficar "escondidinho" numa seção. Sem contar, que o jovem policial quando se depara com uma instituição em que ele entrou como Soldado e sequer sabe onde vai chegar, cria naturalmente a busca por outra instituição onde a regra seja clara e não mera esperança. Até mesmo dentro da PMDF a carreira de oficiais não é clara, mas, sempre dão o seu "jeitinho" via de regra nunca vi um oficial aposentar como tenente ou capitão. Pesa também contra o fato de hoje sermos a categoria de nível superior do GDF com a pior remuneração em relação ao tempo de serviço.

Nestes termos, fica latente a necessidade urgente de uma política institucional de valorização da atividade fim, criação de uma carreira para atividades administrativas, uma carreira com regras claras e critérios objetivos, onde o policial entre hoje a saiba exatamente que Posto ou Gradução ele irá alcançar no final dos seus 30 anos de serviço, elevação do patamar salarial aos níveis dos outros servidores com a mesma qualificação.

Voltamos aqui a tocar em uma tecla que temos repetido nesses últimos meses, não serão as redes sociais que resolverão esse problema, tampouco um turbilhão de associações, nem mesmo o comando por mais que se esforce conseguirá implementar as soluções para o problema da carreira dos praças, aliás existem pessoas que nem mesmo acha que a carreira dos praças é um problema, afinal tudo está como sempre foi, quem nunca ouviu declarações, do tipo “ora o que eles (praças) estão reclamando?", a Academia não possui limite de idade para PM, milhares foram promovidos, existem vagas para QOPMA, etc…” , enfim argumentos simplórios para problemas complexos.

A história está ensinando as praças Policiais Militares que somente se organizando em torno de uma única entidade de classe representativa da categoria, com estatuto construído em conjunto, que garanta democracia, transparência e participação e principalmente tenha recursos para veicular positivamente nossa instituição e possa se organizar nas campanhas políticas podem alcançar vitórias substanciais, mas podemos fechar os olhos para a história e aguardar as benesses dos políticos que elegemos ou do comando que embora tenha profissionais que se empenhe para adotar soluções com base no conhecimento técnico, esbarram no poder político e suas práticas nefastas. Fechemos os olhos, então, e para cada pequeno salto e vitória que conseguirmos veremos os outros profissionais do serviço público que se organizaram alçar grande voos.

Ziegler – Colaborador NCP
Halk


Fonte: rededemocraticapmbm.com.br/Blog do Anastácio

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Morre um dos PMs que passaram mal em treinamento

O policial militar Manoel dos Reis Freitas Júnior, da 4ª CIPM morreu, na noite desta terça-feira (17), no Hospital Aeroporto, onde estava internado após passar mal durante o treinamento de uma pré-seleção para entrar no curso de “Caveiras” da Polícia Militar, a tropa de elite da Bahia.

A informação foram confirmadas coordenador-geral da Aspra, o soldado Prisco, que se manifestou sobre o caso. ”Não vamos tolerar este tipo de tratamento. Esta não é uma orientação do Comando da PM, mas uma prática rotineira do Batalhão de Choque. Um absurdo!”.

A Associação dos Praças e Soldados e seus familiares recebeu informações de que um dos militares está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral Menandro de Farias (HGMF) em coma, correndo risco de morte. Fontes garantem que outro PM também está em coma. Os casos mais graves são do Ten PM Joserrise Mesquita de Barros Nascimento, da CIPE-Cerrado e do Sd PM Luciano Fiuza de Santana do 12° BPM. Segundo as fontes, Joserrise foi transferido para o Hospital São Rafael em estado grave.

Na manhã de hoje, a assessoria da PM preferiu não confirmar identidade dos policiais, mas garantiu que todos são obrigados a fazer exames que atestam a capacidade de realizar esforços físicos. Os quatro pertencem às companhias do Cerrado 81ª CIPM (Itinga), 4ª CIPM (Macaúbas) e do 12º Batalhão (Camaçari). Dois dos quatro candidatos correm risco de morte.

O Caso

Policiais militares de diversas companhias e batalhões participavam de uma pré-seleção para entrar no curso de “Caveiras” da Polícia Militar, a tropa de elite da Bahia, quando quatro dos policiais sofreram uma exaustão durante a corrida de 10km com coturno, rova que faz parte do Teste de Aptidão Física (TAF) para o COPES. Eles foram levados ao Hospital Geral Menandro de Faria e identificados como: Ten PM Joserrise Mesquita de Barros Nascimento, da CIPE-Cerrado; Sd PM Luciano Fiuza de Santana do 12° BPM; Sd PM Paulo Deivid Capinan da Silva Pedro da 81 CIPM e o SD PM Manoel dos Reis Freitas Júnior da 4ª CIPM. Com informações do Bocão News.
 
Fonte: Aspra Bahia

PMs que passaram mal durante teste correm risco de morte, afirma Aspra

Após quatro candidatos da Polícia Militar passarem mal, na segunda-feira (16), a Associação dos Praças e Soldados e seus familiares recebeu informações de que um dos militares está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral Menandro de Farias (HGMF) em coma enquanto um outro tem quadro de falência de rim e fígado.

O vereador e coordenador-geral da Aspra, o soldado Prisco, afirmou que "não vamos tolerar este tipo de tratamento. Esta não é uma orientação do Comando da PM, mas uma prática rotineira do Batalhão de Choque. Um absurdo!".

O caso

Policiais militares de diversas companhias e batalhões participavam de uma pré-seleção para entrar no curso de “Caveiras” da Polícia Militar, a tropa de elite da Bahia, quando quatro dos policiais sofreram uma exaustão durante a corrida de 10km com coturno, prova que faz parte do Teste de Aptidão Física (TAF) para o COPES. Eles foram levados ao Hospital Geral Menandro de Faria e identificados como: Ten PM Joserrise Mesquita de Barros Nascimento, da CIPE-Cerrado; Sd PM Luciano Fiuza de Santana do 12° BPM; Sd PM Paulo Deivid Capinan da Silva Pedro da 81 CIPM e o SD PM Manoel dos Reis Freitas Júnior da 4ª CIPM.

A assessoria da PM preferiu não confirmar identidade dos policiais, mas garantiu que todos são obrigados a fazer exames que atestam a capacidade de realizar esforços físicos. Os quatro pertencem às companhias do Cerrado 81ª CIPM (Itinga), 4ª CIPM (Macaúbas) e do 12º Batalhão (Camaçari). Dois dos quatro candidatos correm risco de morte.
 
Fonte: Portal Bizú de Praça

Policiais militares são internados após passarem por prova de corrida

Quatro policiais militares passaram mal depois de uma corrida de 10 km no quartel do Batalhão de Polícia de Choque, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. Segundo a corporação, os PMs participavam de um teste para ingressar no Curso de Operações Policiais Especiais (Copes) da Polícia Militar.

Durante a corrida, eles sentiram náusea e três não conseguiram terminar a tarefa. Ao todo, 67 PMs faziam o teste. De acordo com a assessoria de comunicação da Polícia Militar, os PMs foram atendidos por equipes médicas de plantão e conduzidos para o Hospital Menandro de Farias. No final da tarde, eles foram transferidos para hospitais particulares.

A PM não informou o destino nem o nome dos policiais, mas através de nota, afirmou que todos os candidatos fazem exames físicos antes dos testes. “O candidato é obrigado por força de edital a realizar uma bateria de exames médicos de ordem laboratorial e cardíacos, e ainda apresentar atestado médico indicando estar apto para a realização de testes de esforço físico”, diz a nota.

Ainda segundo a PM, os quatro policiais pertencem às companhias do Cerrado, 81ª CIPM (Itinga), 4ª CIPM (Macaúbas) e do 12º Batalhão (Camaçari). A corrida foi a primeira fase de uma série de atividades que incluíam ainda tranposição de muro, subida no cabo vertical, transporte de carga, deslocamento em meio líquido, flutuação uniformizado e apneia na água. Em março de 2012, um candidato a soldado morreu durante corrida na Vila Militar.
 
Fonte: Portal Bizú de Praça/Bahia

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Militares no Facebook: Debate sobre direito de opinião esquenta

Comissão pretende rever regulamentos disciplinares para PMs e bombeiros

O debate sobre o direito de opinião e livre manifestação de militares nas redes sociais, como Facebook e Twitter, esquentou nesta quarta-feira na reunião da Comissão da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) que pretende rever os regulamentos disciplinares para PMs e bombeiros. Um deles é o término da prisão administrativa.

Durante a discussão ficou claro o quanto o tema divide as corporações. Houve até soco na mesa e ameaças declaradas de processos entre oficiais e praças participantes. O objetivo do trabalho é encontrar um caminho que garanta aos militares liberdade de expressão, como qualquer cidadão, inclusive sobre política.

O maior problema, no entanto, é estabelecer limites entre opinar e ofender, o que pode configurar crimes de calúnia, injúria e difamação. Haverá ainda discussão sobre o fim das prisões disciplinares. O debate poderá ser dividido em duas etapas para evitar o confronto entre praças e oficiais.
Fonte: O Dia

sábado, 5 de outubro de 2013

Quatro mortos em acidente ocorrido no sertão de SE

O acidente foi entre os municípios de Glória e Monte Alegre
Um acidente grave entre os municípios de Nossa Senhora da Glória e Monte Alegre fez quatro vítimas na noite desta sexta-feira, 4.

Segundo informações da Companhia de Polícia Rodoviária (CPRv), o acidente aconteceu entre uma viatura da Polícia Militar e um veículo de passeio. De acordo com a CPRv, embora os corpos ainda não estejam devidamente identificados, já sabe-se que um dos corpos é de um policial.
Uma equipe do Instituto Médico Legal (IML) foi acionada e está a caminho do local para recolher os corpos.
Fonte: Portal Infonet


sábado, 23 de junho de 2012

Morte de PMs de folga cresce 41% no Estado de SP

A violência contra PMs de folga subiu 41% neste ano em São Paulo, de acordo com levantamento da Folha a partir de dados da Corregedoria da PM. 

Entre janeiro e abril de 2012, 20 policiais foram mortos de folga; outros quatro, em serviço, todos em acidentes de trânsito. 

No mesmo período de 2011, foram nove PMs de folga; outros oito, em serviço.

Os mortos por PMs subiram 5,9%, entre janeiro e abril de 2012. Foram 200 (1,6 ao dia). Em 2011, houve 189. São "resistências seguidas de mortes" e homicídios dolosos.
 
Retaliação

Em apenas sete dias, três policiais militares foram mortos a tiros na zona leste de São Paulo. Em todos os casos, as vítimas estavam fora do trabalho, não faziam "bico" como segurança e foram atacadas na frente de testemunhas.

De maneira sigilosa, a Corregedoria da Polícia Militar e o DHPP (departamento de homicídios), da Polícia Civil, investigam uma possível ligação entre os três casos.

Existe a suspeita de que as mortes dos três PMs tenham sido retaliação da facção criminosa PCC contra a operação da Rota (tropa de elite da PM) que matou seis homens no fim de maio, também na zona leste de São Paulo.

Fonte: Folha de São Paulo

terça-feira, 24 de abril de 2012

Carlinhos Cachoeira contava com rede de proteção de policiais regada a propina em Goiás

Para movimentar cerca de R$ 400 milhões nos últimos seis anos com a exploração do jogo ilegal no país, o esquema de Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, contou não apenas com a ajuda de parlamentares, mas recebeu também cobertura exatamente daqueles que deveriam impedir que fosse adiante: agentes das forças de segurança do Estado em Goiás, em especial de policiais militares.

Além de pagamento de propina para policiais militares, civis e federais, o contraventor indicou apadrinhados para promoção e influenciou na escolha dos nomes para postos de comando, segundo relatório da Procuradoria da República em Goiás. Seja de forma ostensiva, com ações contra organizações que dividiam espaço com Cachoeira no negócio do jogo ilegal, seja de maneira velada, com a divulgação de informações sigilosas sobre operações policiais, a tranquilidade dos contraventores era assegurada pelos agentes da lei, numa rede que chegou a ter sete policiais civis, sete federais e 28 policiais militares.

O pagamento de propinas – que variavam de R$ 200 a até R$ 5 mil mensais, dependendo não só da patente como da função ocupada – a policiais deu ao chefe da jogatina do Brasil voz de comando nas forças policiais em Goiás. Diálogos gravados pela Polícia Federal durante investigações da Operação Monte Castelo – que desarticulou a organização criminosa, em fevereiro –, mostram a força do contraventor até diante do comandante regional da Polícia Militar de Valparaíso de Goiás. Em uma das conversas, inconformado com a troca de comando que alçou ao cargo o tenente-coronel Alberto Carlos Clemente, Cachoeira chama o oficial de “imbecil” e determina ao seu segundo homem, o gerente Lenine Araújo de Souza, que o obrigue a colocar na rua operação policial de seu interesse.

"Eu quero"

Sempre atento à movimentação de peças-chaves no comando da Polícia Militar, Cachoeira revela, em outra conversa com Lenine, ter intimidade com o então comandante do Policiamento da Capital, tenente-coronel Massatoshi Sérgio Katayama, que até a Operação Monte Carlo sonhava chegar ao posto de comandante-geral da PM naquele estado. Em uma conversa, Katayama cobrou de seu auxiliar Milton Antônio Ananias uma moto que o grupo do contraventor havia lhe prometido. O tenente-coronel pediu afastamento do cargo no dia da deflagração da Operação Monte Carlo e afirmou que o contraventor era apenas seu “informante” na área de jogos.

Ordens


Interesses da organização criminosa eram defendidos também por integrantes da Polícia Federal em Goiás que forneciam informações sobre o que estava sendo planejado no combate à exploração dos jogos ilegais. Delegados da PF recebiam ordens de Cachoeira, que chegou até a escolher a data das operações, revelam os diálogos apresentados no inquérito do Ministério Público Federal em Goiás. A divulgação de informações falsas pelos próprios delegados com objetivo de atrapalhar investigações do órgão também foram denunciadas pelo MP.

Reação


As corregedorias das polícias Civil e Militar de Goiás já instauraram procedimentos administrativos para apurar o envolvimento dos policiais no esquema comandado por Cachoeira. Os 35 suspeitos foram afastados de suas funções por tempo indeterminado. De acordo com o delegado chefe da Comunicação da PC goiana, Norton Luiz Ferreira, a expectativa é de que as investigações sejam concluídas em 30 dias. “Para a instituição, essa é uma situação vexatória e temos que cortar o mal”, afirmou o delegado.

A punição prevista em lei vai desde uma advertência até a exoneração do cargo. A mesma pena pode ser aplicada aos militares. Segundo o assessor de Comunicação da PM, tenente-coronel Onésio Barbosa da Cruz Júnior, integrantes do Ministério Público e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também participam das investigações para garantir “maior transparência” nos atos. “A PM tem muito interesse em esclarecer tudo. Já fizemos a solicitação de todos as provas para usar nos procedimentos administrativos e de polícia judiciária militar”, disse. Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Federal, os policiais foram presos em 29 de fevereiro, indiciados e denunciados pelo Ministério Público Federal. (Colaborou Isabella Souto) 

Fonte: Estado de Minas/Blog da Renata

domingo, 8 de abril de 2012

Deputado denuncia venda de promoções na Polícia Militar

Major Araújo disse que dossiê entregue em 2010 a autoridades trazia nome de beneficiados.

Cem mil reais. Esse seria o preço cobrado por uma promoção para coronel na Polícia Militar em meados de 2010, segundo denúncia do deputado estadual Major Junio Alves de Araújo (major da reserva), do PRB, em entrevista no fim da noite de ontem ao POPULAR.

“Em 2010 circulou um dossiê sobre esse assunto, com nomes dos coronéis que compraram suas promoções. Não posso afirmar que foi o Cachoeira que pagou pelas promoções, sei que algumas foram pagas pelos próprios beneficiados”, disse o militar.

O deputado afirmou que as propinas que garantiam as promoções eram pagas ao ex-comandante-geral da corporação, coronel Carlos Antônio Elias. “No comando dele, noticiou-se bastante que existia até mesmo uma tabela de preços para promoções. Quem tinha interesse eram oficiais da alta cúpula que pagavam até R$ 100 mil para o coronel Carlos Antônio Elias”, denunciou.

Procurado pelo POPULAR no início da noite de ontem, o coronel Carlos Antônio Elias disse que o dossiê citado foi objeto de sindicância e inquérito e que a Justiça concluiu que as promoções ocorreram dentro de legalidade. “Durante o meu comando foram mais de 9 mil promoções. De soldados a coronéis foram beneficiados com elas”, disse.

Assim que soube, no fim da manhã de ontem, que a Polícia Militar vai instaurar uma sindicância na próxima semana para apurar responsabilidades sobre uma suposta “farra dos coronéis”, o Major Araújo comemorou: “Vamos desenterrar todas as promoções. Vamos desvendar muitos mistérios relativos a este assunto”.

A informação de promoções suspeitas na Polícia Militar, com suposta interferência de Carlos Cachoeira, foi publicada com exclusividade pelo Giro no POPULAR de ontem. Depois, em entrevista à TV Anhanguera e ao POPULAR, o deputado confirmou a informação e denunciou o pagamento de propinas.

O major Araújo revelou que a influência exercida por Carlos Cachoeira na PM fez com que muitos oficiais recebessem promoções indevidas na gestão passada. Segundo ele, o número de vagas para coronéis na corporação foi aumentado de 22 para 26, por meio de uma lei estadual, mas ainda assim, outros 10 tenentes-coronéis foram alçados ao posto máximo da PM indevidamente.

Normalmente há um coronel para cada mil homens na corporação. Hoje há uma crise na PM porque não há como promover por mérito ou antiguidade aqueles que realmente devem ser promovidos. “Há um excedente de coronéis, o que impossibilita novas promoções”, disse.

Segundo o deputado Major Araújo, não há como rever as promoções porque é previsto em lei que elas podem ocorrer mediante indicação política. “É preciso mudar a forma como a promoção é concedida”, defendeu. Segundo ele, por causa desse excedente de coronéis, neste governo quase não houve promoção.

A influência de Cachoeira na PM, segundo ele, era tão grande que muitos militares queriam trabalhar em Anápolis. “Lá, promoção era garantida”, disse. Ele contou ainda que muitas fiscalizações em casas de jogos eram determinadas pelo Comando do Policiamento da Capital (CPC), mediante ordens do empresário. As casas fechadas seriam todas de ‘concorrentes’ do grupo liderado por ele. “O comandante de uma unidade perdeu o cargo quando, por engano, fechou uma casa de bingo do Cachoeira.”

A TV Anhanguera e O POPULAR tentaram ouvir o secretário de Segurança Pública e Justiça, João Furtado Neto, mas a assessoria informou que ele não falaria sobre o assunto. Pelo microblog Twitter, logo após a entrevista do major Araújo para a TV Anhanguera, o secretário reclamou que estavam querendo acabar com a paz dele durante a Páscoa. Disse também que o esquema de promoções irregulares na Polícia Militar aconteceu em uma gestão anterior a dele.

Alegou que quem sabe os nomes dos beneficiados com as promoções irregulares deve divulgá-los. Caso contrário, estará prevaricando. O Major Araújo, ao ter conhecimento do que o secretário havia falado, disse que não houve prevaricação nenhuma e que o dossiê que circulou em 2010 teria sido entregue para o secretário. “O atual governo sabia”, garante.

Nas últimas postagens sobre o assunto, João Furtado Neto afirma que tem “um Estado e um povo para defender” e que não vai perder tempo com o que chama de “histeria, fuxicos, oportunismo, vazamentos e falso moralismo”.

Fonte: Jornal O Popular/Blog da Renata/Página oficial do Deputado Estadual Major Araújo

domingo, 25 de março de 2012

Policial militar sergipano é preso em Alagoas

Um policial militar do estado de Sergipe foi preso, na tarde deste sábado (24) ,na cidade de Maceió, em Alagoas, por estelionato. Givanildo Candeias dos Santos, 33 anos, estava fazendo compras no supermercado G. Barbosa do bairro Tabuleiro, quando apresentou dois documentos diferentes com sua foto.

Na hora de pagar os produtos, Givanildo deixou visíveis duas Carteiras Nacionais de Habilitação e dois cartões de crédito com nomes divergentes. O que levou à desconfiança da operadora do caixa em que fazia as compras. O PM estava havia comprado uma TV de LED, um computador portátil e um aparelho de som.

A Polícia Militar de Alagoas foi acionada e o policial sergipano foi preso ao sair do estabelecimento, sendo comprovados os documentos falsos em nome de Romílton José Rodrigues e Odair Alves Messias. O delegado plantonista, Nivaldo Aleixo, confirmou a prisão por estelionato e porte ilegal de arma. O policial de um estado não pode portar arma de fogo em outro, sem prévia autorização.

O PM foi preso juntamente com um homem identificado como Diego Forlan. Um elemento, identificado por Moisés, escapou da prisão, fugindo de carro. Os presos responderão por falsificação de documento, estelionato e porte ilegal de arma.

Fonte: F5 News

terça-feira, 20 de março de 2012

Polícia Militar do Rio decide expulsar líderes grevistas da corporação

Os líderes da greve dos policiais militares do Rio de Janeiro receberam nesta semana a informação de que serão expulsos da corporação. Dos 17 PMs que ficaram presos administrativamente em Bangu 1, cinco foram considerados culpados. São eles os cabos João Carlos Soares Gurgel, Alonsimar de Oliveira Pessanha, Wagner Jardim Hamude, Nilton Alves Neto e Vivian Sanchez Gonçalves. A decisão do Comando-Geral ainda não foi publicada no Diário Oficial, mas já é dada como certa pelos policiais.

Apontado como o líder dos policiais grevistas, o Cabo Gurgel recebeu a notícia durante sua cerimônia de colação de grau e lamentou a decisão da corporação."No mundo real, sou um motivo de orgulho para meus familiares e professores. No mundo fantástico, que só existe na cabeça de alguns, sou uma pessoa incompatível", disse Gurgel, abalado com a expulsão.

Déjà vu

A decisão de Polícia Militar de expulsar os policiais envolvidos com o movimento grevista é similar à do Corpo de Bombeiros, que expulsou o cabo Benevenuto Daciolo e outros 12 pelo envolvimento com a greve. No mês passado, agentes das duas corporações se uniram para uma greve que acabou com a prisão dos líderes do movimento em Bangu 1

Fonte: Blog SOS Policiais Militares/Jornal do Brasil

sexta-feira, 16 de março de 2012

Tenente PM agride homem que se identifica como policial militar

As cenas do vídeo a seguir, mesmo cortadas, demonstram uma atuação aparentemente equivocada por parte de um tenente da Polícia Militar de Goiás, que agride física e verbalmente um cidadão sem justificativa óbvia. Para piorar, e reforçar o argumento da divisão entre oficiais e praças nas PM’s, o homem se identifica como soldado da Polícia Militar, informação que não retira o oficial da sua postura agressiva.



Fonte: Abordagem Policial

As tradições, a polícia e a marroquina que se matou por ser obrigada a casar com o seu estuprador

Muitos países cultivam absurdos travestidos de ‘tradições’. O Brasil é um deles.

“A humanidade é desumana”, como dizia Renato Russo. No Marrocos, uma menina de 16 anos tomou veneno de rato no último sábado porque foi forçada a se casar com o homem que havia lhe estuprado há um ano.

Lá, a legislação livra o estuprador de um processo criminal se ele concordar em se casar com a vítima, para “não agredir a honra da família”. Assim, o tarado aceita se casar, e a mulher – vítima desse absurdo – não pode fazer nada. A não ser se matar.

Entidades locais e até de outros países pressionam para que os políticos do Marrocos atualizem suas leis de acordo com a dignidade da pessoa humana.

E a polícia?

Cada país tem seus absurdos travestidos de ‘tradições’. Felizmente, o Brasil está anos luz à frente do Marrocos, no tocante a casos de estupros e outros aspectos.

Porém, um policial militar brasileiro [só a título de exemplo] não pode se casar sem antes pedir autorização ao seu superior. Sair do estado sem o aval do chefe? Nem pensar!

Calma, não criemos pânico. É óbvio que hoje em dia nenhum superior se mete a besta de cumprir à risca o militarismo e impedir o matrimônio de um subordinado. Seria um papel ridículo. Mas se ele quiser...

Já a autorização para sair de Campina Grande a Caruaru (ou da Paraíba para qualquer outro estado) ainda é exigida por aí, mesmo se o policial estiver de folga, com sua família, querendo saber qual das duas cidades promove a melhor festa junina.

Tem mais: médico, enfermeiro, engenheiro, professor, dentista, analista, economista, vereador, senador, deputado [etc.], quando estão de folga, não são obrigados a trabalhar de graça. O policial militar é. Senão vai preso.

Tradições

É claro que a tragédia vivida pelas marroquinas é muito mais abominável do que a moderna e sutil escravidão policial brasileira. Como dissemos, em comparação com Marrocos, o Brasil é um país extremamente evoluído.

Mas na casa de Pelé, Ronaldinho e Neymar ainda existem resquícios de um passado abominável que, para uma nação tão relativamente avançada, não deveriam mais constar como força de lei.

Errata da canção

Na música que inicia este texto, Renato Russo diz que “o sol nasce pra todos; só não sabe quem não quer...”

O cantor morreu antes das greves na Bahia e no Rio de Janeiro...

Fonte: Paraíba em QAP

quarta-feira, 14 de março de 2012

Três mortos em confronto com a Polícia no interior

Suspeitos foram socorridos com vida, mas não são identificados

IML foi acionado para resgatar corpos em Hospital de Neópolis (Foto: Arquivo Infonet)

Um suposto confronto entre a Polícia Militar e cinco suspeitos culminou com a morte de três pessoas, que estavam sendo monitorados pela Divisão de Inteligência e Planejamento Policial da Secretaria de Estado da Segurança Pública. De acordo com informações da Assessoria de Comunicação da SSP, os cinco são acusados de integrar uma quadrilha de violentos assaltantes e apontados como integrantes do grupo que praticou o assalto no qual foi assassinado o soldado Elder Freitas, 39, morto a tiros no dia 1º de março deste ano, no bairro Santa Maria.

O confronto aconteceu durante a madrugada desta quarta-feira, 14, em uma rodovia estadual nas imediações do município de Japoatã. O cerco teria sido feito a cinco homens, dois dos quais ocupavam uma motocicleta e outros três estavam em um veículo de passeio. De acordo com informações da SSP, os dois ocupantes da motocicleta conseguiram fugir quando perceberam a presença da equipe da Polícia Militar, enquanto os três que estavam no veículo de passeio recepcionaram os policiais com tiros, o que teria provocado a reação dos policiais.

Os três chegaram a ser socorridos pela própria Polícia, que os encaminhou ao Hospital de Neópolis, onde faleceram. Os três mortos não foram identificados. De acordo com a Assessoria de Comunicação da SSP, os suspeitos não estavam preparados para cometer assaltos, mas estavam armados. Com os supostos assaltantes, a Polícia teria encontrado quatro armas de fogo e uma certa quantidade de maconha, cujo montante não foi divulgado.

A perseguição aos suspeitos começou quando a Divisão de Inteligência e Planejamento Policial da SSP identificou que eles estariam naquele local na madrugada. O monitoramento aos suspeitos começou a partir das investigações do assassinato do soldado Elder desencadeadas pela 9ª Delegacia Metropolitana, com apoio do Comando de Operações Especiais da Polícia Militar e da Divisão de Inteligência. No dia 8 de março, a Polícia realizou uma operação, que resultou na morte do ex-presidiário Alfran dos Santos Novais, 28, também acusado pela morte do soldado.

Ainda nesta quarta, 14, o delegado Alessandro Vieira, titular da 9ª Delegacia Metropolitana, e a equipe do COE concederão entrevista coletiva à imprensa para prestar esclarecimentos sobre a operação desencadeada em Japoatã, nesta madrugada, que culminou com a morte dos três suspeitos.

A Assessoria de Comunicação da SSP informa que apenas um morto foi iddentificado. Trata-se de Ricardo André Carvalho Pimentel, 26.

*A matéria sofreu alteração às 8h52 para incluir a identificação de um dos suspeitos mortos, conforme consta no último parágrado.

Por Cássia Santana

Fonte: Portal Infonet

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Licença maternidade de servidoras militares será promulgada nesta quarta

O ato pela promulgação da emenda constitucional que prevê a ampliação do período de licença-maternidade para as servidoras públicas militares de quatro para seis meses, acontecerá nesta quarta-feira, 28, às 15 horas, no plenário da Assembleia Legislativa de Sergipe. O ato solene será presidido pela deputada Angelica Guimarães (PSC), e contará com as presenças dos deputados estaduais, do governador Marcelo Deda e do vice-governador Jackson Barreto.

A proposta de emenda constitucional (PEC) que estende às policiais e bombeiros militares o direito à licença maternidade de seis meses, a exemplo do que já acontece com as servidoras públicas estaduais civis foi assinado pela deputada Angélica e encaminhado à Assembleia quando a parlamentar estava à frente do governo do Estado. De acordo com a presidente da Assembleia Angélica Guimarães, as militares têm outra legislação e a licença maternidade prevista para elas era de quatro meses.

“Nós analisamos ao longo do tempo e eu em particular quando estive à frente do governo do Estado por dez dias me preocupei em encaminhar um projeto que beneficiasse as mulheres. E analisando buscamos contemplar as mulheres militares, para que tivessem os mesmos direitos das civis, porque todas são mulheres”, destacou Angélica Guimarães.

A presidente da Associação Integrada de Mulheres da Segurança Pública (Asimusep), policial militar Svetlana Barbosa da Silva, comemorou a iniciativa da parlamentar. “É um importante reconhecimento para as militares, uma vez que somos tão mulheres quanto as outras servidores. Agradecemos o apoio da deputada Angelica que foi sensível ao nosso apelo e também aos demais parlamentares pela dedicação a nossa causa. Este ato marca uma nova etapa para as servidoras de segurança pública do Estado”, ressaltou a presidente da Asimusep.

Fonte: Diretoria de Comunicação Social da ALESE

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

STJ reconhece direito de acúmulo de função a PM de Sergipe

Uma boa notícia para a classe militar do Estado de Sergipe. A segunda turma do Superior Tribunal de Justiça, ao julgar processo onde o advogado Antônio Carlos Araújo Júnior atua como patrono da causa, reconheceu o direito ao acúmulo de funções a policial militar com cargo técnico na área de saúde com outra atividade privada congênere.

O tema diz respeito à incidência, ou não, da proibição de exercer qualquer outra atividade profissional por servidores militares, mesmo que eles atuem, no caso, na área de saúde. A corporação determinou para que o PM sergipano optasse pelo cargo que exerce na polícia, em razão de possuir outro emprego de técnico em enfermagem em uma unidade para estatal.

“Defendi que, apesar de ser técnico em segurança pública do Estado, o PM exerce função de saúde no banco de sangue do hospital da corporação e que, portanto, haveria possibilidade jurídica para acumulação, com base no art. 37, XVI, 'c', da Constituição Federal, que diz que é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver compatibilidade de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI (...) c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentada”, afirma Antônio Carlos.

De acordo com o advogado, o próprio Estatuto Estadual dos Policiais Militares prevê essa possibilidade de acumulação, quando diz, em seu art. 28, § 3º: “No intuito de desenvolver a prática profissional dos integrantes do Quadro de Saúde, é-lhes permitido o exercício da atividade técnico-profissional, no meio civil, desde que tal prática não prejudique o serviço”. O Ministro Humberto Martins foi o relator do processo e afirmou categoricamente que a Constituição Federal permite a acumulação.

Confira parte do voto do ministro no processo: “No caso em tela, cabe frisar a existência de permissão jurídica para que os servidores militares da área de saúde possam exercer outra atividade, desde que haja compatibilidade. À semelhança do regime jurídico federal, o Estado de Sergipe também abarca a possibilidade no seu Estatuto dos Militares (Lei Estadual n. 2.066/76), como bem sinaliza o MPF (e-STJ, fl. 174): Por fim, observa-se que o art. 28, § 3º, da Lei Estadual 2.066/1976 (Estatuto dos Policiais Militares do Estado de Sergipe) permite a acumulação de cargo na área civil dos profissionais integrantes do Quadro da Saúde, 'no intuito de desenvolver a prática profissional', sendo permitido o exercício da atividade técnica-profissional, no meio civil, desde que tal prática não prejudique o serviço, e este dispositivo legal deve ser estendido a todos os policiais militares que atuem efetivamente não em atividade castrense típica, e sim, como é o caso do impetrante (técnico em enfermagem), em funções típicas da área da saúde, abrangendo, além de médicos, enfermeiros outros profissionais da área da saúde. Ante o exposto, dou provimento ao recurso ordinário.”

Para o advogado da causa, a decisão do STJ é importantíssima, pois, segundo ele, o Governo do Estado e algumas prefeituras estão obrigando os policiais em situação semelhante ao caso acima a optarem por um dos dois vínculos sob pena de processo administrativo e posterior punição, podendo chegar à exoneração do policial.

“Muitos já pediram exoneração dos vínculos e dispensa dos empregos com receio de sofrer punição e perda do cargo público. Essa decisão reaviva os ânimos e abre a possibilidade de reaver os cargos ou de evitar as punições. Mas, atenção, é preciso ajuizar ação perante os tribunais, pois o Estado de Sergipe ainda não estendeu a decisão a toda a categoria já que o mesmo é contra a acumulação das funções. Se você se enquadra no caso acima, antes de tomar qualquer decisão ou assinar qualquer coisa, procure um advogado de sua confiança”, explica Antônio Carlos Araújo.

Fonte: NE Notícias

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Resumo de Notícias - PEC 300 - 26/04/2010

Matro-Grosso

Governador de MT defende equiparação do salário das polícias

O governador Silval Barbosa declarou que apoia a Emenda Constitucional (PEC 300) que propõe equiparar o piso das polícias militares e bombeiros militares de todas as unidades da federação com os praticados hoje pelo Distrito Federal. A confirmação foi feita pelo secretário-chefe da Casa Civil, Eder Moraes.

Fonte - Jorna "O Documento MT":  http://www.odocumento.com.br/noticia.php?id=330096

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Bahia

Policiais aderiram à greve nacional

Os policiais civis da maioria dos municípios do sul da Bahia aderiram à paralisação nacional da categoria. Os servidores lotados na Secretaria Estadual de Segurança Pública só retornaram ao trabalho às 8 horas deste sábado.
Os policiais civis cobram a aprovação do projeto de Emenda Constitucional 300/2009, que tramita na Câmara dos Deputados. A Chamada PEC 300 visa estabelecer um piso salarial padrão para os policiais civis, militares e bombeiros.

Fonte - Jornal "A Região": http://www2.uol.com.br/aregiao/2010/04/entry_2033.html

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São Paulo

Policiais de São José dos Campos aderem à paralisação nacional da categoria

Policiais civis de São José dos Campos aderiram a uma paralisação nacional da categoria nessa sexta-feira (23). Eles reivindicam a utilização da PEC 300, que é o projeto de emenda constitucional que define o piso salarial nacional da polícia. 

Fonte - Jornal Eletrônico "V News": http://www.vnews.com.br/noticia.php?id=70589

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Rio Grande do Norte

Sinpol anuncia greve para o próximo dia 3 de maio

O Sindicato dos Policiais Civis do Estado (Sinpol/RN), anuncia nova greve no próximo dia 3 de maio. A decisão foi tomada ontem, em uma assembleia geral da categoria antes do início da manifestação junto aos policiais militares e bombeiros militares pela aprovação da PEC 446. Apesar de se tratar de uma nova paralisação, a reivindicação é uma antiga conhecida da sociedade potiguar: a retirada total dos presos das delegacias.

Fonte - Jornal "Tribuna do Norte: http://tribunadonorte.com.br/noticia/sinpol-anuncia-greve-para-o-proximo-dia-3-de-maio/146481

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Alagoas

Militares realizam passeata pela aprovação da PEC 300

Cerca de 200 militares alagoanos saíram em caminhada, nesta sexta-feira, 23 pelas ruas do Centro de Maceió reivindicando a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição de nº 300 (PEC 300), que prevê a criação de um piso nacional para os bombeiros e policiais civis e militares.

A mobilização teve inicio às 8h30 com um café da manhã dedicado a tropa na Praça Dom Pedro II (em frente à Assembleia Legislativa de Alagoas). Em seguida, os militares realizaram uma passeata até o Palácio República dos Palmares, onde os manifestantes realizaram um apitaço

Fonte - Jornal "Correio do Povo de Alagoas": http://www.correiodopovo-al.com.br/v2/article/Maceio/13028/

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Ceará

Falta de informação reduz horário de protesto da Polícia

As delegacias de Fortaleza não registraram boletins de ocorrência ontem à tarde. A paralisação do atendimento fez parte de um movimento nacional. A Polícia Civil vem pressionando a votação da Proposta de Emenda a Constituição (PEC) 446/09 na Câmara Federal.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Segurança aprova licença para militar dirigir entidade classista

Capitão Assumção: restrições não podem inviabilizar iniciativa de associação dos militares estaduais.

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado aprovou na quarta-feira (14) licença para que Policiais e Bombeiros Militares se afastem temporariamente de suas atividades para exercer mandato eletivo em associação profissional.

A medida está prevista no Projeto de Lei 5433/09, do deputado Paes de Lira (PTC-SP), aprovado na forma de substitutivo do relator, deputado Capitão Assumção (PSB-ES). Ele acrescentou a possibilidade de licença para representantes de entidades que, em virtude do reduzido número de policiais e bombeiros no estado, não consigam reunir 500 integrantes.

Nesses casos, deverão estar associados ao órgão classista no mínimo 75% do círculo hierárquico das praças ou do quadro de oficiais. Também foi assegurado a essas entidades o direito a desconto em folha das contribuições de seus associados. A proposta altera o Decreto-lei 667/69, que reorganiza a Polícia e o Corpo de Bombeiros Militares.

Restrições legais

O texto original prevê que a licença seria concedida a até três dirigentes de entidades representativas, com no mínimo 500 associados militares e 20% do círculo hierárquico das praças ou do quadro de oficiais.

A Constituição Federal proíbe o militar de fazer greve, participar de sindicato e se filiar a partidos políticos. "Essas restrições não devem ser interpretadas de forma a inviabilizar qualquer tipo de iniciativa de associação", afirma o deputado Capitão Assumção.

Tramitação

A proposta, que tramita em caráter conclusivo¹, ainda será analisada pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

¹ Por este rito de tramitação, o projeto não precisa ser votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto perderá esse caráter em duas situações: - se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição por uma, aprovação por outra); - se, depois de aprovado pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário.

Proposta: PL-5433/2009

Fonte: Agência Câmara

domingo, 18 de abril de 2010

Representatividade política: uma necessidade da nossa classe!

Já faz muito tempo que nós, policiais e bombeiros militares sergipanos, discutimos sobre a necessidade de fazer com que a nossa classe esteja representada no cenário político do nosso Estado. E não foram poucas as tentativas de alguns de nossos colegas de conquistar a confiança e o voto da classe em várias eleições passadas.

Pergunta-se então o que faltou para que algum destes postulantes a cargos eletivos obtivesse êxito? Será que o problema estava nas pessoas que colocaram seus nomes à disposição ou na imaturidade política da nossa classe? Ou quem sabe tenha havido um misto desses dois fatores? O fato é que até hoje os militares de Sergipe, ao contrário dos colegas de alguns outros Estados, ainda não conseguiram conquistar a tão sonhada representação política da classe.

No entanto, ressurgiu em 2009 a esperança de transformar esse sonho em realidade. Através de uma grande e organizada mobilização, capitaneada pelas Associações Unidas, os policiais e bombeiros militares de Sergipe se uniram e foram em busca de dignidade salarial.

Ações bem orquestradas e que contaram com o apoio maciço da classe, levaram a PM e os Bombeiros de Sergipe a uma conquista salarial que, se ainda não era a desejada, colocou os sergipanos em posição de destaque no cenário nacional. O reajuste salarial concedido pelo governo do Estado ao final de quase seis meses de mobilização, pressões e negociações, fez com que Sergipe se tornasse referência para outros Estados.

Agora em 2010, chegou a hora de despertarmos também para a necessidade de enfim conquistarmos a nossa representatividade política. A luta travada em 2009 com o Governo do Estado e a luta que hoje se trava em Brasília pela aprovação do nosso piso salarial nacional, mostram claramente o quanto é necessário para nós, militares, termos legítimos representantes da nossa classe no cenário político local e nacional.

Do mesmo modo que nos unimos em prol de melhoria salarial, precisamos nos unir também para eleger nossos representantes. Hoje não há mais espaço para conversas do tipo: “não voto em um militar porque ele vai ficar ‘rico’ e eu vou ficar na mesma”, ou ainda, “não voto em um militar porque sei que ele não vai ganhar mesmo”. Chega de egoísmos e pessimismos!

Já que temos que votar, por que não votar em um companheiro, em vez de votar em um estranho? Por que votar em alguém que depois das eleições nem irá mais olhar pra você e nem vai lhe reconhecer quando você for ao seu gabinete? Por que não tentar eleger um colega de farda, um companheiro de profissão?

Imagine que se um companheiro seu for eleito, você terá toda a legitimidade para bater na porta do seu gabinete e lhe cobrar ações em defesa da classe. “Mas e se esse companheiro não corresponder?”, alguém pode perguntar. É simples, nunca mais dê seu voto a ele, mas nunca perca a esperança de que alguém melhor que ele irá surgir para nos representar.

Precisamos “confiar no nosso taco”, ter otimismo e depositar nossa confiança em pessoas nas quais acreditamos. Não podemos nos render à crença de que não vamos eleger ninguém. Ao contrário, devemos crer que, assim como outras categorias se fizeram representar, também nós temos o poder e a consciência necessária para garantir para a nossa categoria uma cadeira na Assembleia Legislativa, e quiçá até na Câmara Federal, onde carecemos de vozes que nos defendam com legitimidade e conhecimento de causa.

A hora da decisão se aproxima. Avalie os candidatos que colocarão seu nome à prova. Analise seu histórico, quais as suas ações em defesa da classe, ouça suas palavras e observe suas atitudes. Perceba se há coerência entre o falar e o agir, e ao final faça sua escolha.

Mas lembre-se que não podemos mais pulverizar nossos votos. Precisamos concentrar nossos esforços, nosso trabalho, nosso apoio, em pessoas nas quais acreditemos que poderão realmente representar com dignidade a nossa classe. Somente assim conseguiremos eleger nossos representantes para que possamos continuar escrevendo páginas inéditas na história das nossas Corporações, da nossa classe e do nosso Estado.

Avante camaradas! Unidos ombro a ombro, rumo a novos horizontes e a novas conquistas.

Anderson Araújo – 1º Sgt PM
Presidente da Asprase

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