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quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Lei garante bombeiros civis em áreas de riscos

Sancionada em maio de 2018, a lei nº 8.415 que dispõe sobre a presença de bombeiros civis nas edificações, em áreas de riscos ou eventos de grande concentração pública, bem como a regularização de empresas e entidades prestadoras de serviços de prevenção e combate a incêndio em Sergipe.

O deputado estadual Georgeo Passos (Rede), autor do projeto nº 04/2017, que originou a lei, atualizando legislação nº 6.886/2010 que regulamenta a profissão de bombeiro civil no Estado de Sergipe, de autoria da deputada Ana Lúcia (PT), justifica que com a nova lei, passa a ser exigido o registro do profissional e de empresas de ensino e prestação de serviço junto ao Conselho Nacional de Bombeiros Civis, além do grau de risco explicitado na Associação Brasileira de Normas e Técnicas (ABNT/NBR 14608), com o objetivo de oferecer uma melhoria na qualidade dos profissionais atuantes no mercado e mais segurança a população.

No Art. 5° da lei, estabelece que as instituições especializadas na formação, qualificação e reciclagem de bombeiros civis e salva- vidas inslaladas no estado, devem manter cadastro atualizada em situação regular junto ao Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Sergipe (CBMSE) como também no Conselho Nacional de Bombeiros Civis.

Outras leis:

LEI Nº 6.886 DE 09 DE ABRIL DE 2010
Dispõe sobre a obrigatoriedade de contratação de Bombeiros Civis, no âmbito do Estado de Sergipe, por estabelecimentos onde haja grande circulação de pessoas.

LEI Nº. 8.151 DE 21 DE NOVEMBRO DE 2016
Estabelece e define critérios acerca de sistemas de segurança contra incêndio e pânico para edificações no Estado de Sergipe e revoga a Lei nº 4.183, de 22 de dezembro de 1999, e dá providências correlatas.

LEI Nº. 8.319 DE 17 DE NOVEMBRO DE 2017
Institui o Dia do Bombeiro Comunitário e inclui no Calendário Cultural do Estado de Sergipe, e dá providências correlatas.

Por Luciana Botto- Rede Alese

Fonte: Agência Alese

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Augusto propõe que prefeituras contratem bombeiros

Nesta segunda-feira, dia 21, o deputado estadual Augusto Bezerra (PHS) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa para propor que as guardas municipais das prefeituras sergipanas implantem brigadas de incêndio. O deputado observa que não apenas existe a necessidade como também uma vasta mão de obra qualificada. “Temos seis mil bombeiros treinados e diplomados. As prefeituras, através do próprio Tribunal de Contas, poderiam contratar estes profissionais e implantar as brigadas contra incêndio”, disse Augusto.

Augusto exemplificou a necessidade lembrando que, no último final de semana, começou um incêndio, por volta das 19 horas, no município de Ilha das Flores cujas chamas só foram contidas às 2 horas da manhã de hoje. O deputado observou que a água do caminhão foi insuficiente para apagar o fogo, sendo preciso reabastecer no município de Neópolis, e, enquanto isso, as chamas cresciam.

“O incêndio não foi controlado devido a falta de hidrantes na cidade. Se acontecer um incêndio desse não tem ninguém qualificado, o grande exemplo é o que aconteceu no Makro, que não tinha brigada de incêndio. Parece que as pessoas que faziam parte da brigada de incêndio foram as primeiras a correr, quando começou a pegar fogo. É importante que a Guarda Municipal de todos os municípios contrate uma brigada desses seis mil profissionais, que fizeram o curso, estão habilitados, mas só trabalham 100”, disse.

De acordo com Augusto, dos os seis mil bombeiros que existem Sergipe (uma lei da deputada Ana Lúcia, de 2010) não existem 100 trabalhando como bombeiro civil. “É uma mão de obra que está sendo treinada e desperdiçada. Bastaria aos prefeitos entenderem que é melhor diminuir cargos em comissão e contratar uma brigada de incêndio. Por isso que ficamos a favor do projeto do deputado Georgeo Passos, que, além de aprovar, também já deixa pronto para que, se as prefeituras quiserem, contratem os bombeiros civis”, disse.

Enviado pela assessoria

Fonte: Universo Político

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Presidente da ABMRN faz apresentação sobre carreira única na segurança pública


A adoção da carreira única nas instituições de segurança pública será tema de apresentação do presidente da Associação dos Bombeiros do Rio Grande do Norte (ABM-RN), Dalchem Viana, no 11º Congresso de Gestão Pública do Estado.

Com o título do trabalho "Adoção da Carreira Única: viabilidade de adoção e impactos em mudanças estruturais na Segurança Pública do RN", Dalchem pretende mostrar que o tema não é uma pauta exclusivamente corporativista, mas representa uma política pública "do maior interesse público", conforme suas próprias palavras. O Congresso, que será realizado entre 30 de agosto e 1º de setembro, é uma iniciativa do Governo do Rio Grande do Norte e da Escola de Governo Cardeal Dom Eugênio Sales, e tem a finalidade de gerar conhecimento na área de gestão pública. A apresentação é resultado de um trabalho de conclusão de curso (monografia) de Especialização em Gestão de Políticas Públicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e a Escola de Governo.

Como bombeiro militar, Dalchem estuda profundamente a administração da segurança pública e aponta um marco para essa vontade de mudança de paradigma: a Conferência Nacional de Segurança Pública. "A Conseg foi uma tentativa de fazer um debate mais amplo entre os entes municipais, estaduais e federal. E a partir dali você começa a entender porque nada muda em um sistema que permite 60 mil mortes por ano, porque isso não é revisto", avalia.

Ele atribui esse conservadorismo às estruturas de poder, dentro e fora das polícias, para manter as coisas como estão. "Não se pode falar, por exemplo, em polícia de aproximação se o gestor está totalmente distante da demanda social. Como um gestor que toma decisões tão longes da realidade social vai criar políticas de segurança adequadas?", questiona.

A monografia foi aprovada com nota máxima, sob a orientação da professora-orientadora Sandra Cristina Gomes, pós-doutorada em Ciências Sociais e especialista na área do resgaste histórico da consolidação dos Direitos Sociais da Constituição Federal. "Meu trabalho também tem um viés social porque as instituições de segurança pública reproduzem os estamentos e as classes, pois garantem privilégios para uma minoria manter o status quo e monopoliza toda a gestão. E quem sofre com isso é a sociedade."

Em seu trabalho, Dalchem também aborda a falta de sintonia entre as várias instituições de segurança. "Todas as outras políticas sociais, como por exemplo o SUS e o SUAS, já tem uma política de integração, mas um sistema unificado de segurança não existe no Brasil. A segurança é o filho renegado, o município diz que é do Estado, e o Estado diz que agora não poder arcar com tudo e quer entregar ao ente federal".

Além da falta de entrosamento, não existe planejamento das instituições. "O sistema é totalmente militarizado, não só as instituições militares, mas toda a segurança pública", afirma. "São meias polícias, sem integração, sem planejamento, com agências concorrentes. Por que um sistema assim não muda?"

Experiência potiguar

No Rio Grande do Norte, a luta pela adoção da carreira única tem duas frentes. A primeira, no Fórum de Segurança Pública, discute o tema com outras categorias "e também defende o fim de concurso público para chefe", conforme explica Dalchem. Uma das principais bandeiras do fórum é a carreira única, em todas as instituições de segurança pública.

Nesses últimos meses, as associações têm se pautado para mudar o Estatuto dos Militares e construir uma nova lei de organização básica. Para isso, foi instituída uma comissão formada pelo Executivo e as entidades representativas. O trabalho avançou, informa o presidente da ABM-RN, mas ainda não chegou a alguma conclusão. "Talvez, somos um dos poucos estados que tem uma proposta concreta para efetivação da carreira única, com critérios de interstício, tipo de formação, como é o processo meritocrático", diz.

A proposta foi apresentada no âmbito da comissão e em audiência pública na Assembleia Legislativa, mas o colegiado ainda não concluiu seus trabalhos. "Temos o apoio de vários deputados e quando a gente faz essa discussão com a sociedade a aceitação é muito boa, e os parlamentares começam a nos perguntar por que isso ainda não foi implementado".

Dalchem garante, com base em um parecer jurídico, que é possível os Estados implantar a carreira única sem a necessidade de uma alteração em legislação federal ou até mesmo da Constituição Federal. No entanto, as coalizões conservadoras que construíram essas instituições, em todos esses anos, não permitem mudanças.

Em defesa do ingresso único nas corporações, Dalchem argumenta que essa medida possibilita a ascensão da base dos operadores da segurança pública e vai garantir que outras reformas estruturantes sejam efetivadas - como a desmilitarização e o ciclo completo de polícia. "A sociedade tem que perceber que a carreira única vai permitir uma instituição com processo meritocrático constante, que vai ter um profissional muito mais adequado à gestão. O sistema é mais justo, mais adequado e mais eficiente", defende.

Pauta da Anaspra

A carreira única nas instituições militares é uma das principais pautas da direção da Anaspra. Nesse sentido, conforme a posição do presidente da Anaspra, cabo Elisandro Lotin de Souza, o modelo de duas carreiras, uma para chefe e outra para executores, é fator de desmotivação e desagregação da tropa. "Para além das questões profissionais, o modelo também é caro para o Estado e, em última análise, para a sociedade. O Estado precisa arcar, por exemplo, com duas academias de polícia, uma para praça e outra para oficial, o que gera custos desnecessários", argumenta Lotin.

Lotin, que também é integrante do Conselho Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, considera que a Constituição de 1988 prevê carreira única. "O espírito do constituinte originário, na questão da segurança pública, já trazia a carreira única como modelo, o que acabou não se concretizando por pressão se delegados e oficiais", explica. "Outra questão é que não há que se falar em inconstitucionalidade como comprovamos com estudo elaborado pelo jurista Lênio Streck". Segundo o presidente, a adoção da carreira única democratiza as instituições, integrando-as interna e externamente. "Em suma, a carreira única trará integração, otimização de pessoal, economia de recursos, perspectiva para todos os profissionais", resume. 

Ciclo completo 

Outra pauta prioritária da Anaspra é o ciclo completo de todas as polícias, entre elas, a Polícia Militar. Esse modelo, adotado na Europa e na América do Norte, consiste na atuação plena das instituições policiais, ou seja, permite atuar na prevenção, na repressão e na investigação. 

Conforme o presidente da Anaspra, a medida "agiliza a resposta para sociedade e otimiza o trabalho policial militar ao mesmo tempo que liberaria a Polícia Civil para a investigação de crimes mais relevantes, como por exemplo corrupção em nível estadual".

Fonte: Anaspra

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

PMs e bombeiros ameaçam paralisar atividades em Sergipe.


Sem acordo com o governo, presidentes de associações de militares disseram na manhã desta quinta-feira, 15, a NE Notícias, que PMs e Bombeiros poderão paralisar suas atividades.

Os militares alegam que o governo de Sergipe trata de forma diferenciada a categoria com os policiais civis, "que recebem, disparadamente, melhores salários".

Dois líderes de associações disseram a NE Notícias que a categoria espera que antes do recesso parlamentar do fim de ano o governo mande projeto para a Assembleia Legislativa propondo a transformação de seus salários em subsídios: "Se isso não acontecer, nós vamos parar".

Um deles comentou com a redação do NE Noticas: "Você sabe que em janeiro o Estado vai disparar o gatilho salarial, e o que se comenta é que nós não seremos beneficiados. Se for assim, preserve os nossos nomes, mas pode divulgar que paralisaremos nossas atividades".
Fonte: NE Notícias

Sem acordo com governo, PMs e BMs avisam que podem deflagrar novo movimento.


Sem acordo com o governo do estado quanto a atender as reivindicações dos policiais e bombeiros militares, um policial militar integrante das Associações Unidas, afirmou na manhã desta quinta-feira (15) que “a policia militar e bombeiros militares irão parar naturalmente a qualquer momento por conta da falta de tratamento igualitário das policias, PM e PC por parte do governo”.
Continua o impasse entre o governo do estado e os policiais e bombeiros militares do estado de Sergipe. Os militares alegam que o governo do estado trata de forma diferenciada as duas policias (PM e PC), já que o projeto que define carga horária, subsídios e promoção automática para os policiais civis já foi aprovado na Assembléia Legislativa.
Por telefone o militar que pediu para não ser identificado confirmou que “caso até o mês de dezembro, quando encerra os trabalhos na Alese, o projeto que transforma vencimento dos policiais de bombeiros militares em subsídios, o movimento irá acontecer de forma naturalmente, podendo ocorrer inclusive aquartelamento como vem acontecendo em outros estados. Isoo pode ocorrer a qualquer momento”, avisou o militar.
As reivindicações dos militares vem sendo feitas de forma continua e já dura algum tempo. Eles querem a exigência de nível superior para o ingresso na corporação; promoção automática; transformar os vencimentos em subsídios e a definição da carga horária.
O militar diz em tom de desabafo que “o governo fala em uma policia integrada, mas como pode haver integração entre as policias se para uma o tratamento é vip, e para a outra resta apenas punição. Isso não é justo, todo aquele movimento que ocorreu em 2009 poderá se repetir e agora de forma mais firme, como eu disse, a qualquer momento. O que nós sentimos é que a população não pode pagar pelo equivoco quem sendo cometido pelo governo”, disse o PM afirmando que a insatisfação está em toda tropa.
Fonte: Faxaju

Praças da PM declaram greve no Amazonas.

A Apeam também declarou que a greve vai atingir os 62 municípios do Amazonas, também por tempo indeterminado – foto: Joandres Xavier
Praças da Polícia Militar entraram em greve, por tempo indeterminado, nesta quarta-feira (14), após serem informados que a reunião marcada com o governador José Melo (PROS), prevista para a tarde de hoje, juntamente com os servidores da Polícia Civil,  havia sido cancelada.  No sábado (10), os servidores aprovaram o  indicativo de greve durante assembleia realizada pelos policiais.
Após o comunicado, aproximadamente 300 servidores fizeram uma manifestação em frente à reitoria da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), na Djalma Batista, onde o encontro com o governador ocorreria às 15h, para definir as reivindicações da categoria , que está em pauta desde abril de 2014.
De acordo com o presidente da Associação dos Praças do Estado do Amazonas (Apeam), Gerson Feitosa, com o não comparecimento de José Melo, só restou à categoria entrar em consenso de greve. “A decisão pela paralisação das atividades foi analisada, tendo em vista que o cumprimento dos compromissos do Governo com os praças já vinham se arrastando há anos e nada era feito”, disse.
Feitosa disse ainda que 40% do efetivo dos praças, que estavam atuando no momento da adesão à greve, será informado sobre o posicionamento da categoria e poderá, também, aderir à paralisação ainda no 2° turno de hoje.
A Apeam também declarou que a greve vai atingir os 62 municípios do Amazonas, também por tempo indeterminado.
Os sindicalistas declararam que estão à disposição do Governo do Estado para discutir soluções para que possam abandonar o movimento de greve. “Não queremos causar problemas. Queremos solução para garantir nossos direitos que não estão sendo cumpridos”, disse Gerson Feitosa.
O presidente do Sindicato dos Escrivães e Investigadores da Polícia Civil do Amazonas (Sindeipol), Rômulo Valente, afirmou que o Sindeipol também está em greve e que, entre as pautas de reivindicações dos servidores estão a reposição da data base da categoria, que estava prevista para orçamento deste ano e não foi efetivada; a promoção de patente, que é aguardada desde o ano passado, entre outros.
Após  a manifestação, os servidores seguiram rumo à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam),  Zona Centro Sul, onde prometeram permanecer aquartelados até o Governo entrar em negociação.
A comunicação da Apeam informou que, após um pequeno tumulto em frente à casa legislativa,  os servidores conseguiram autorização do presidente da Aleam, deputado Josué Neto, para  entrar no prédio. Os manifestantes entraram sem depredar a estrutura do local e disseram ainda que iriam permanecer lá por toda noite e a madrugada.
A reportagem entrou em contato com a comunicação da Casa Civil para obter resposta do Governo do Estado sobre o assunto, mas não obteve resposta.
O movimento também causou grande retenção no trânsito local.
Sinpol-AM 
Em nota, o Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Amazonas (Sinpol-AM), afirmou que “a reunião  marcada com o Governador José Melo foi adiada porque o secretário de segurança precisou se ausentar do Estado em atendimento ao chamado da secretaria nacional de segurança pública, na data de hoje. No entanto, reiterou  que a reunião está marcada para a quinta-feira (22), às 15h, com as entidades oficiais e que o SINPOL-AM se fará presente por meio de sua diretoria.”
A diretoria do Sinpol- AM também afirmou que as “manifestações ou ameaças de paralisação ou greve não tem reconhecimento do sindicato, assim como, as pessoas que usurparam o nome da classe não representam a Policia Civil do Estado do Amazonas, sendo, portanto, falaciosa qualquer informação que não tenha sido emitida de forma oficial pelo SINPOL-AM”.
Por Joandres Xavier
Fonte: Portal Em Tempo

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Comissão de Trabalho aprova jornada de trabalho de 120 horas mensais para policiais e bombeiros militares.



Foi aprovado nesta terça-feira, 07, na Comissão de Trabalho da Câmara Federal o projeto do Deputado Capitão Augusto que limita a carga horária dos policiais e bombeiros militares em 120 horas mensais.
O Projeto de Lei nº 2.106/2015, de autoria do Capitão Augusto, foi aprovado no relatório do Deputado Federal Cabo Sabino e na Comissão de Trabalho e Serviço Público da Câmara dos Deputados.
O Projeto prevê ainda o pagamento em dobro para trabalhos nos feriados.
Segundo o autor, a Constituição Federal limita em 164 horas mensais a jornada de trabalho dos servidores públicos, porém, os policiais e bombeiros militares hoje trabalham mais de 200 horas mensais, mesmo com a insalubridade, periculosidade e trabalho noturno.
Várias outras categorias já conquistaram esse direito, não é justo que logo os policiais militares, com todas condições adversas, trabalhem num regime de escravidão acima das 200 horas mensais.

Com informações e imagem do perfil oficial do Capitão Augusto no Facebook.  





sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Enerp em Manaus entra no último dia de debates.

Desde a última quarta-feira, 23, está acontecendo em Manaus, no Amazonas, o XI ENERP (Encontro Nacional das Entidades Representativas de Praças Policiais e Bombeiros Militares). O evento é realizado pela Associação de Praças do Estado do Amazonas (APEAM) com apoio da Associação Nacional de Praças (ANASPRA), e conta com a participação de lideranças e parlamentares ligados à categoria, e também de representantes da sociedade civil organizada que contribuem para enriquecer os debates.

Todas as regiões do Brasil estão representadas no encontro, que conta com uma forte representação do Nordeste, com entidades de cinco estados participando dos debates, sendo eles o Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia e Sergipe. A ASPRA/SE também participa ativamente do Enerp através do seu presidente, sargento Antônio Carlos, e do seu vice-presidente, sargento Anderson Araújo. Além da ASPRA também se fazem presentes representando Sergipe integrantes da AMESE e o deputado estadual Capitão Samuel (PSL).

O XI ENERP traz como tema central "Por uma nova arquitetura das instituições militares estaduais". Nesse contexto, assuntos importantes foram debatidos nos dois primeiros dias do encontro, a exemplo da legislação regulamentar dos militares, a organização da categoria para suas lutas através do chamado "sindicalismo fardado", além do debate sobre o tema "Policiais militares, os últimos escravos do Brasil". O evento se encerra hoje com a discussão sobre a substituição dos atuais Regulamentos Disciplinares pelo Código de Ética da categoria, o qual teria por premissa o respeito aos direitos constitucionais a fim de contribuir para a conquista da cidadania do policial e bombeiro militar.

A expectativa é que o XI ENERP, a exemplo dos eventos anteriores, possa também contribuir para a construção e evolução das pautas de luta da categoria policial e bombeiro militar do Brasil.





Confira aqui as matérias da ANASPRA sobre o XI Enerp.

Enerp discute direito de organização, sindicalização e greve.

Enerp debate extinção dos regulamentos disciplinares.


terça-feira, 18 de agosto de 2015

Militares se reúnem em assembleia geral para discutir propostas.

Associações e Deputado Samuel Barreto dialogam com categoria em busca de um consenso.



Militares lotaram auditório da Escola do Legislativo.

Na tarde desta segunda-feira, 17, policiais e bombeiros militares se reuniram em assembleia geral na Escola do Legislativo, no Centro de Aracaju, para discutir a proposta de subsídio apresentada pelo Comando Geral da PMSE, a qual prevê a mudança do sistema remuneratório dos servidores militares, adequando-o ao que preceitua a Constituição Federal. Representantes de diversas associações, entre elas a Aspra, e o deputado estadual Capitão Samuel também se fizeram presentes.

Na oportunidade foi apresentada a tabela de vencimentos proposta pela PM, a qual não satisfez plenamente os anseios da categoria que há muito luta pelo tratamento igualitário no âmbito da segurança pública do estado, especialmente em termos remuneratórios. Outro problema que gerou preocupação quanto à tabela é que a transformação em subsídio, pago em parcela única, elimina o direito à percepção de gratificações, passando os servidores a depender exclusivamente dos reajustes anuais concedidos pelo governo para aumentar sua remuneração, o que não tem ocorrido nos últimos anos, embora esse seja o mandamento constitucional.

A Aspra Sergipe esteve representada por seus diretores e pelo soldado Isaías, representante regional do Baixo São Francisco, de onde vieram muitos militares para acompanhar a assembleia. O presidente da Aspra, sargento Carlos, e o vice-presidente sargento Araújo, fizeram alguns esclarecimentos e expuseram as opiniões formadas em consenso com seus associados em assembleia realizada no último sábado, e defenderam que a proposta de subsídio, caso aprovada, deve vir acompanhada de promoção automática, definição de carga horária e exigência de nível superior para ingresso nas corporações, pautas também defendidas por outras lideranças e bem recepcionadas pela classe.

Na avaliação da Aspra a assembleia foi bastante participativa e produtiva, e pode representar o início de um novo ciclo de mobilização da categoria em prol de objetivos comuns.

Para o sargento Carlos, assim como o Comando da PM as associações também desejam que a categoria se envolva na causa e abrace a proposta, mas para isso se faz necessário que a proposta contemple a todos - "Só assim, formando um consenso, conseguiremos que a categoria lute unida pelo mesmo propósito. Por isso se faz essencial construirmos ideias através do debate, de forma democrática e participativa. Quando todos se sentirem responsáveis pelas propostas apresentadas, certamente todos irão lutar por elas com unhas e dentes" - declarou o sargento Carlos.

Definições

Como resultado da assembleia foram definidos os seguintes encaminhamentos: construção de uma nova tabela para apresentar como contra proposta ao Comando; inclusão da promoção automática, carga horária e nível superior no pacote de propostas; formação de uma comissão para elaborar proposta do código disciplinar dos militares.

Na tarde de hoje, 18, haverá reunião entre os representantes das associações para iniciar a formatação das propostas. Já na próxima sexta-feira, dia 21, às 14h00, acontece mais uma assembleia dos militares, desta vez na Associação dos Cabos e Soldados, no bairro Santos Dumont em Aracaju.

Ascom Aspra

sábado, 25 de abril de 2015

Rio de Janeiro: Daciolo apoia ABMREJ na luta pelas melhorias no GSE do CBMRJ

Para ampliar, clique na imagem!

Atendendo solicitação de seus associados, a ABMERJ protocolou no dia 06 de abril um Ofício ao Comandante do GSE, buscando o diálogo e a melhoria nas condições de trabalho de militares escalados nas atividades de emergências pré-hospitalares, técnicos e auxiliares de enfermagem, que vem sendo empenhados em atividades não condizentes com as atividades fim das ambulâncias.

Além de higienizar, desinfectar, preparar toda uma relação de medicamentos e uma ambulância, para que o atendimento ocorra conforme ordena o protocolo de atendimento, esses militares, vem sendo forçados e subutilizados na limpeza e faxina nos quartéis onde estão baseados, como varrição, limpeza e lavagem de banheiros, deixando por diversas vezes o trabalho essencial comprometido.

Após a entrega deste Ofício, a ABMERJ não obteve retorno do GRUPAMENTO DE SOCORROS E EMERGÊNCIA - GSE, Unidade esta, que arregimenta e é responsável pelos Militares da Saúde do CBMERJ, porém, em algumas unidades, isoladamente, houve a suspensão da faxina aos militares da saúde, após a divulgação do ofício da Abmerj, entretanto, na maioria das unidades , a rotina de limpeza de banheiros e varrição de quartéis ainda sobrecarrega as guarnições das ambulâncias.

Por estes motivos, a ABMERJ vai solicitar ao seu Corpo Jurídico, juntamente com outros órgãos de saúde, a responsabilização das AUTORIDADES que determinam tais ordens absurdas, que nada condizem com as atividades de socorros de emergência.

Juntos Somos Fortes

Fonte: Facebook do Cabo Daciollo

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Polícia Legal é deflagrado por policiais civis, policiais e bombeiros militares de Sergipe








No início da tarde de hoje, 24, policiais militares e civis, alguns servidores públicos em apoio aos policias e bombeiros militares decretaram o movimento “Polícia Legal”. O deputado estadual capitão Samuel (PSL), como representante da categoria militar disse que está trancado a pauta a partir de hoje, e que o trancamento da pauta é fundamental não somente para os servidores militares e policiais civis, mas para todo o servidor público do Estado que estão sendo tratados de forma equivocada por parte do Governo do Estado.

“São dois anos sem o reajuste inflacionário que é uma obrigação constitucional que ele não dá, em 2012 o salário do trabalhador foi reajustado, em 2013 o salário foi reajustado e agora em 2014 o salário mínimo foi reajustado novamente e os servidores estão com o mínimo de 2012 sem reajuste “ ressalta o parlamentar.

Sobre os militares Samuel argumenta que a categoria tem outras reivindicações não atendidas pelo Governo do Estado e lembra que o Governo só tem até o dia 8 de abril para decidir. Samuel Barreto alerta que o início do movimento Polícia Legal deliberado no início da tarde de hoje pode complicar o Governo do Estado.

O Polícia Legal simplesmente vai andar na legalidade, a Polícia Militar tem prerrogativas no trânsito desde que cumpra a legislação. Aracaju tem limite de velocidade de 60 km/h, a viatura não pode sair com pneu careca colocando em risco o policial militar, nos saímos a muito tempo, reclamamos e continuamos saindo, vamos parar de sair com essa viatura, vamos ter que ter o extintor de incêndio válido, temos que utilizar coletes legais e não vencidos. A supremacia de força: o policial militar tendo ocorrência ele deve estar em número maior do que a quantidade de bandidos essa é uma definição do trabalho policial e isso é seguir a legislação, seguir a lei da corporação Polícia Civil e Polícia Militar e o “Polícia Legal” é basicamente isso, concluiu o deputado.

Assessoria Parlamentar (Chris Brota)

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Bombeiros de Brasília visitam Aracaju

O deputado Capitão Samuel, major Adriano (Assomise) e sargento Araújo (Aspra) com o tenente Augusto do CBM/DF


Equipe de futebol do Clube dos Bombeiros do DF enfrentando a Assomise

Confraternização do Grupo Vem Comigo na Assomise

Uma comitiva de bombeiros militares do Distrito Federal está em visita a Sergipe. Os bombeiros são integrantes do Clube dos Bombeiros Militares do DF e do Grupo Vem Comigo, um grupo de amigos que organiza anualmente viagens de intercâmbio para diversos estados brasileiros. Desta vez a cidade escolhida por votação para ser visitada pelo grupo foi Aracaju, capital de Sergipe.

O grupo se encontra em Aracaju desde a última sexta-feira, 25, e retorna a Brasília na tarde de hoje. Em Sergipe o Grupo Vem Comigo foi recepcionado pelas equipes da Associação dos Oficiais (Assomise) e da Associação dos Praças (Aspra), entidades presididas respectivamente pelo major Adriano Reis e pelo sargento Anderson Araújo. O deputado estadual Capitão Samuel (PSL) também compareceu na Assomise no sábado para recepcionar os colegas brasilienses e prestigiar o torneio esportivo.

Foram dias agradáveis nos quais os visitantes tiveram diversas atividades, desde um torneio de futebol e de uma confraternização organizada pelo próprio grupo na Assomise, até um inesquecível passeio de catamarã pelo cânion do Rio São Francisco, no lago da usina hidrelétrica de Xingó, divisa entre Sergipe e Alagoas.

O diretor de intercâmbio do Clube dos Bombeiros e de logística do Grupo Vem Comigo, tenente Augusto, agradeceu em nome de todos do grupo a receptividade dos sergipanos, e se disse estar encantado com Aracaju e com as paisagens vistas no passeio realizado em Xingó, que classificou como o passeio mais bonito que já realizou. O major Adriano Reis e o sargento Araújo também expressaram sua satisfação em receber o grupo, que já intimou os sergipanos a retribuírem a visita.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Voo para Aracaju é cancelado por diminuição de bombeiros

Os passageiros do voo 1936 da empresa Gol foram retirados da aeronave ainda no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, devido à notícia segundo a qual os bombeiros de Sergipe haviam reduzido seu efetivo no terminal aerportuário, impedindo a criação de condições técnicas de segurança para o pouso do avião no Aeroporto de Aracaju.

No avião, que deveria decolar às 16h de segunda-feira (14) estavam o presidente da Câmara Municipal de Aracaju, vereador Vinícius Porto, e o professor universitário Leonardo Roeder, que confirmaram a suspensão do voo para Aracaju. O professor ficou, após solicitação da empresa, por mais uma noite no Rio de Janeiro e voltou para Aracaju em um voo que decolou às 7h30 da manhã desta terça-feira (15).

“Ontem, foi uma vergonha o que aconteceu. Quando ia embarcar, um funcionário informou que o voo estava fechado, pois em Aracaju houve uma redução no número de bombeiros e só poderiam embarcar 150 passageiros. Foram tiradas 40 pessoas da aeronave”, afirmou Vinícius Porto, sobre o problema ocorrido.

Vinícius disse estar envergonhado por ter passado por essa situação constrangedora, lamentando que turistas que também vinham para Sergipe enfrentaram a mesma situação.

De acordo com o secretário de Estado do Turismo, Elber Batalha Filho, houve redução no efetivo de bombeiros no Aeroporto de Aracaju, devido ao encerramento do convênio realizado entre Infraero e Corpo de Bombeiros. Segundo ele, o problema está sendo resolvido junto às instituições envolvidas.
 
Márcio Rocha
 
Fonte: F5 News

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Policiais militares, federais e bombeiros de todo o Brasil fecham a Esplanada dos Ministérios em protesto

Policiais militares, federais e bombeiros de todo o Brasil protestam neste momento na Esplanada dos Ministérios, área central de Brasília. Pelo menos 400 pessoas ocupam todas as faixas e deixam o trânsito completamente parado no local.

A PMDF (Polícia Militar do DF) informou que não faz parte do movimento e que várias viaturas foram enviadas para fazer a segurança dos manifestantes e tentar controlar o tráfego de veículos.

Os policiais militares e bombeiros estão reunidos em frente ao Congresso Nacional pedindo aprovação da PEC 300, que determina a equiparação do piso salarial das categorias em todo o País.

Do outro lado, pelo menos 100 policiais federais bloqueiam as vias de acesso à esplanada. Eles estão em greve desde o início desta segunda-feira (19) e pedem a modernização da investigação criminal, a reestruturação da carreira, fim do assédio moral na corporação e melhorias no ambiente organizacional.

Apesar de a greve estar prevista para terminar no fim desta terça, a categoria promete cruzar os braços novamente e sem previsão de retorno a qualquer momento caso não consiga avançar nas negociações com o Governo Federal.

Ministério da Saúde

No prédio do Ministério da Saúde dois grupos diferentes também fazem protestos. Um é a favor ao ato médico e entrada de profissionais estrangeiros no País e o outro é contra.

A Polícia Militar informou que as manifestações tiveram início por volta das 12h e que até o momento a situação é pacífica.

Fonte: R7/Record News

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

"Bombeiro não é faxineiro"

O movimento que lutou por melhores salários e condições de trabalho para os bombeiros mira um novo alvo. Eles agora querem impedir que os militares façam as vezes de faxineiros, como usualmente ocorre nos batalhões de todo o estado. Para isso, exigem que o governo do estado terceirize o serviço de limpeza nas instalações da corporação.

Os bombeiros argumentam que o trabalho é humilhante e faz com que muitos homens se dediquem ao trabalho de limpeza, ficando fora das ruas e das demais funções da corporação, como a fiscalização de espaços públicos. Além disso, afirmam que o número de praças empregados na função não é suficiente e as dependências dos quartéis ficam sujas e mal conservadas. Os líderes do movimento têm estimulado os colegas a enviarem fotos e vídeos denunciando problemas na estrutura de suas unidades.
 
Outro ponto de insatisfação é o rancho, pagamento de R$ 350 a título de alimentação. Eles definem como "porca" a alimentação, a limpeza dos batalhões e afirmam: "bombeiro não é faxineiro". Como o governo do estado é useiro e vezeiro do instrumento da terceirização, o pedido não tem porque ser negado. Resta saber apenas se as firmas contratadas terão alguma ligação com oficiais da corporação, como ocorria com o licenciamento de boates, de acordo com denúncias recentes.
 
Fonte: Blog SOS PMRJ

sábado, 4 de agosto de 2012

Projeto incentiva formação de brigadas voluntárias contra incêndios

A Câmara analisa o Projeto de Lei 3489/12, do deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que incentiva a formação de brigadas voluntárias municipais destinadas à prevenção e combate a incêndios e às ações de defesa civil. Segundo a proposta, os municípios poderão criar essas brigadas para atuarem, preferencialmente, na área rural, desde que colaborem ou atuem conjuntamente com o Corpo de Bombeiros ou demais instituições semelhantes da União, do Estado, do próprio município ou de municípios vizinhos, mediante convênio ou consórcio.

“Cerca de 90% dos municípios brasileiros não possuem corpo de bombeiros”, destacou o deputado. “No período da seca, essa circunstância se faz sentir de forma dramática, com os incêndios destruindo imensas formações vegetais nativas, além de florestas preservadas e mesmo lavouras”, acrescentou.

Azeredo lembra que a área rural, mais afastada dos destacamentos de bombeiros, “é onde ocorrem os maiores danos, ao meio ambiente, ao equilíbrio do bioma, afetando o patrimônio químico-biológico, genético e econômico do município, do estado, do País”.

Caso os integrantes das brigadas (que devem ser funcionários de órgãos e empresas públicos ou privados) sejam os primeiros a atuarem no evento crítico, os voluntários deverão transferir para o órgão competente que se apresentar prestando todas as informações e o apoio necessários, além de manter registro circunstanciado sobre o assunto.

No atendimento feito em conjunto, a coordenação das ações caberá à corporação federal ou estadual, conforme o caso.

Formação
 
Segundo o projeto, o exercício da atividade de brigadista depende de aprovação em curso de formação e de reciclagem periódica, conforme as normas suplementares estaduais e municipais.

A constituição, organização, treinamento e fiscalização das brigadas serão tratadas em legislação específica e ministrados por corpo de bombeiros militar, ou por empresa ou entidade homologada junto a esse órgão.

O projeto determina que o horário cumprido como brigadista seja computado como hora trabalhada ser for exercido em situação real, na área do município ou de outro município consorciado; nas dependências do órgão público, entidade ou empresa, mesmo que tenha a natureza de formação, reciclagem ou treinamento; ou em outro local durante o horário de trabalho, mediante liberação do empregador.

A atividade, no entanto, não gera vínculo empregatício, nem obrigação de natureza trabalhista e previdenciária e é considerada serviço público relevante, estabelecendo presunção de idoneidade moral, bem como preferência, em igualdade de condições, nas licitações e concursos públicos.

As brigadas de voluntários municipais poderão receber, para aplicação exclusiva na execução de suas atividades, recursos oriundos de dotações orçamentárias, doações, subsídios e subvenções públicas de qualquer esfera pública e privada nacional ou estrangeira, desde que os recursos possam ser fiscalizados.

Benefícios
 
A proposta também assegura ao brigadista equipamentos de proteção e uniforme especial – pagos pelo município – reciclagem periódica. Pode ser estipulado, em favor dos brigadistas, seguro de vida em grupo, por iniciativa de terceiros.

O município que for atendido por brigada de voluntários não poderá contratar empresa ou brigadista particular para a mesma função, a não ser para casos em que as forças disponíveis sejam insuficientes para o atendimento.
 
As brigadas de voluntários municipais que já existirem quando a lei for publicada deverão adequar suas atividades em 180 dias, sob pena de não poderem funcionar.

Tramitação

Em maio deste ano, a Câmara aprovou uma proposta semelhante. O Projeto de Lei 2285/03, do deputado Sandes Júnior (PP-GO), que permite aos municípios organizarem brigadas voluntárias de combate a incêndios, está agora no Senado.

Já o projeto de Azeredo, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania.
 
Íntegra da proposta:

PL-3489/2012

Fonte: Agência Câmara de Notícias

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Representantes da ANASPRA se reúnem com Ministro da Justiça

Audiência Pública realizada no Ministério da Justiça debateu a desmilitarização das PMs e Corpos de Bombeiros

A diretoria da Associação Nacional de Entidades Representativas de Praças Militares Estaduais  foi recebida na tarde da última terça-feira (31) pelo Ministro da Justiça Dr. José Eduardo Cardoso em Brasilia. A reunião atendia ao requerimento da ANASPRA, que pleiteava a discussão sobre a seguinte pauta:

- Fim da aplicação de Sanção Disciplinar cerceadora de liberdade – Fim das penas de detimento e prisão no âmbito das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares. Com a proposição de emenda ao Decreto Federal 667/69 – R 200; 

- O voto em trânsito válido para os Militares Estaduais. Proposta junto ao MJ para a viabilização da validação do voto do Policial Militar e do Bombeiro Militar que, nos dias de eleição, trabalham em locais diferentes de seus domicílios eleitorais.

Participaram da reunião, P. Queiroz (Presidente da ANASPRA) e Soldado Rogério  do CE, Sargento Eliabe e o Soldado Maribondo do RN, O Sargento Heder e o Subtenente Gonzaga de MG,  Cabo Michel do DF, Sargento Aragão – Deputado Estadual no TO, Sargento Soares – Deputado Estadual em SC.

Essa foi a primeira vez que um Ministro da Justiça recebeu formalmente Praças Policiais Militares e Bombeiros Militares. Segundo o próprio Ministro José Eduardo Cardoso é um espaço importante que está se estabelecendo e que deve ser mantido. 

Sobre as proposições apresentadas, o Ministro assumiu o compromisso de analisar as propostas e dar, posteriormente um posicionamento sobre o assunto. Sugeriu por fim, quando foi abordada a necessidade de se regulamentar a Jornada de Trabalho para os Policiais Militares e Bombeiros Militares, que a ANASPRA encaminhe ao MJ uma proposta que regule a Jornada de Trabalho.

Outros assuntos foram citados e comentados demonstrando a necessidade de novas reuniões para o encaminhamento de proposições que visam a melhor organização e atuação dos trabalhadores da segurança pública.

Fonte: Blog do Hudson Clédio

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Os serviços de Bombeiros no Brasil e as tentativas de privatização pelos “Bombeiros Voluntários” – perspectivas de um novo modelo

A participação de voluntários nas atividades de bombeiros no Brasil é bastante antiga, ocasionada por uma demanda reprimida, aliado a histórica ausência do Estado nesse setor.
Na região sul do Brasil, particularmente nos Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, unidades da federação povoadas principalmente por imigrantes europeus, surgiram nas últimas décadas em diversos municípios entidades civis sem fins lucrativos que se puseram a executar ações típicas de bombeiros, as quais estão organizadas em associações estaduais, com forte participação política, aliada a participação do poder econômico, e mesmo de recursos públicos, no custeio dessas entidades.

Esse movimento de privatização dos serviços de bombeiros, através dos auto denominados “corpos de bombeiros voluntários” vem avançando pelo Brasil, principalmente no Estado do Rio Grande do Sul, passando de 06 (seis) municípios com bombeiros privados em 1997, para mais de 40 municípios em 2007.

Importante destacar que a execução desse serviço público por entidades privadas de bombeiros não encontra amparo na legislação brasileira, visto que é uma atividade constitucionalmente reservada aos Estados membros e ao Distrito Federal, através de seus Corpos de Bombeiros Militares, a quem cabe a orientação técnica e o interesse pela eficiência operacional de seus congêneres municipais e particulares, conforme estabelece o § 2° do Art. 44 do Decreto n° 88.777 de 30 de setembro de 1983 (R-200).

Com referência a esse dispositivo legal, cabe ressaltar que a Constituição Federal de 1988, em seu Art. 144, V e § 5°, definiu que cabem aos Corpos de Bombeiros Militares os serviços de bombeiros, a serem definidos em lei específica e a execução de atividades de defesa civil, não tratando em nenhum momento de corpos de bombeiros municipais ou particulares. Sendo que por “congêneres particulares” entende-se as brigadas das empresas privadas previstas, conforme o que estabelece o Art. 140 do Decreto n° 11.258 de 16 de setembro de 1988, que estabelece o regulamento de segurança contra incêndio e pânico, no Distrito Federal.

Dessa forma as entidades sem fins lucrativos ou organizações não governamentais que atualmente operam serviços de prevenção e combate a incêndio, busca e salvamento, e mais recentemente o atendimento pré-hospitalar, não encontram amparo na carta magna ou na legislação infraconstitucional federal, estando apenas presente em legislações estaduais ou municipais, as quais são de questionável constitucionalidade.

Diante dessa constatação podemos inferir que a sua atividade nessa área é flagrantemente ilegal, por inúmeras razões, dentre as quais podemos destacar:
  • Trata-se de serviço público próprio do Estado, de natureza essencial, o qual segundo sedimentado em nossa doutrina é indelegável ao particular, principalmente quando essa atividade envolve o poder de polícia administrativo do Estado. Entretanto em diversos municípios brasileiros a atividade de fiscalização de projetos e vistorias é realizada por essas entidades de direito privado, entre os quais podemos citar os municípios de Joinville e Jaraguá do Sul em Santa Catarina.
  • O exercício de função pública, pelos entes privados na seara dos serviços de natureza essencial da área de segurança pública contraria disposições do ordenamento jurídico pátrio, pois a sua atuação em sinistros ou acidentes com vítimas fatais ou com lesões corporais, viola o local do crime, e sua ação em atos de fiscalização e vistorias e exame de projetos, configura, em tese, a prática de crime de usurpação de função pública, previsto no Art. 328 do Código Penal Brasileiro.
  • Constata-se a grande maioria das entidades privadas que desenvolvem atividades de bombeiros no sul do Brasil mantêm em seus quadros funcionários profissionais, ou seja, com vínculo empregatício e remuneração mensal, não se caracterizando como serviço voluntário, conforme o que estabelece a Lei 9.608/98.
  • Em alguns municípios, dos quais destacamos o município de Joinville, tais profissionais mantêm vínculo com sindicatos de trabalhadores da iniciativa privada, de outras atividades, visto que a profissão de bombeiro não é regulamentada no Brasil, pois se trata de uma função pública integrante dos quadros funcionais dos Corpos de Bombeiros Militares Estaduais e do Distrito Federal.
  • Importante destacar que uma das funções primordiais de um Estado democrático de direito é a segurança e proteção do cidadão, entretanto, aproximadamente 80% (oitenta por cento) dos municípios brasileiros não dispõe dos serviços de prevenção, combate a incêndios, busca e salvamento, atribuições constitucionais dos Corpos de Bombeiros Militares, como órgão do sistema de segurança pública, estabelecido no Art. 144 da Constituição Federal de 1988.
O assunto, pela sua relevância no contexto social brasileiro merece das autoridades constituídas uma atenção especial e a busca de solução para o problema, em ação conjunta com a sociedade, nesse sentido, entendemos que a parceria entre o poder público e a comunidade apresenta-se viável, onde se mantém um efetivo fixo de bombeiros militares, adequado ao porte do município, os quais são responsáveis pela capacitação e manutenção dos bombeiros civis comunitários, que prestam o serviço voluntário.

Como exemplo de programa bem sucedido entre o Estado e a sociedade civil organizada, podemos destacar o projeto catarinense denominado “Corpo de Bombeiros Comunitário”, que é a parceria entre Estado, por meio do Corpo de Bombeiros Militar e a comunidade, por meio dos cidadãos e cidadãs que prestam o serviço voluntário, após treinamento específico ministrado pelos bombeiros militares.

O êxito do projeto é comprovado pelo fato de que Bombeiro Comunitário, iniciado no ano de 1997, permitiu a expansão dos serviços a mais 65 (sessenta e cinco) municípios, passando de 24 (vinte e quatro) em 1996, para 89 (oitenta e nove) em 2008, com acréscimo de apenas 440 (quatrocentos e quarenta) Bombeiros Militares em seu efetivo. Dessa forma essas comunidades passaram a ser assistidas pelo serviço essencial de bombeiros, sem comprometimento da qualidade e em consonância com os preceitos legais vigentes.

Tal medida permite a implantação de novas Organizações de Bombeiro Militar em outros municípios, atendendo a demanda existente, com custo/benefício compatível com a realidade econômica do Estado, o qual dispõe de recursos limitados para custeio de pessoal, em cumprimento aos limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Além de Santa Catarina, outros Estados estão adotando o programa de voluntariado em suas instituições militares como forma de expandir seus serviços a um número maior de municípios, conforme demonstram estudos realizados.

Necessário destacar que a prestação do serviço voluntário nos Corpos de Bombeiros Militares enseja o estabelecimento de regulamentação pelo Estado, a fim de dar sustentação legal à sua atuação, tanto com relação à responsabilidade do agente, como em relação às garantias que o ordenamento jurídico assegura ao cidadão.

Assim, o serviço voluntário é uma realidade no Brasil, que permite ao cidadão participar, de forma democrática e ativa na solução dos problemas enfrentados pela sociedade contemporânea.

O Estado, por sua vez deve desempenhar papel de fomentador da participação comunitária nos serviços prestados à população, entretanto mantendo seu papel como responsável pelos serviços públicos, conforme estabelece o ordenamento jurídico brasileiro, e de forma alguma buscar transferir a sua responsabilidade à sociedade.

A busca da inovação deve ser constante, pois representa nova forma de tratar os problemas, havendo, ou não, recursos financeiros suficientes. Significa normalmente reverter uma condição negativa para estabelecer uma relação positiva. Inovar também é olhar com outros olhos os problemas, descobrir novas formas de desenvolvimento, redescobri-la com olhos não presos a um paradigma antigo e tradicional.

O processo de voluntariado no Brasil é uma realidade e o cidadão mostra-se motivado por valores de cidadania e solidariedade, doa seu tempo, trabalho, talento e competência, de maneira espontânea e não remunerada, em prol de causas de interesse social e comunitário.

A ação voluntária verdadeira visa a ajudar pessoas, a resolver problemas sociais, a melhorar a qualidade de vida da comunidade. Seu sentido é eminentemente positivo ao mobilizar energias, recursos e competências em prol de ações de interesse coletivo.

O voluntariado não tem como fim competir com o trabalho remunerado nem substituir a ação do Estado, pois sua função não é a de compensar carências de recursos humanos. Uma sociedade participativa e responsável, capaz de agir, não espera tudo do Estado, mas, tampouco abre mão de cobrar do governo àquilo que só ele têm a competência e pode fazer, e obrigação como resposta aos tributos pagos pelo cidadão.

Uma análise mais profunda indica a necessidade de que o Estado se manifeste efetivamente, por meio de suas instituições de Bombeiros Militares, visando estabelecer a implantação do serviço voluntário, baixando portarias e/ou resoluções disciplinando esta importante modalidade de prestação de serviço.
As Corporações de Bombeiros Militares Estaduais, a exemplo de outras instituições públicas, não podem e não devem permanecer estáticas, devem sim inovar e buscar soluções alternativas cujo custo/benefício seja compatível com a realidade econômica nacional, perfeitamente amparada pelo ordenamento jurídico, particularmente a Lei n° 9.608 de 18 de fevereiro de 1998.

Por derradeiro podemos concluir que o serviço voluntário se apresenta como uma medida legal, viável, sem prejuízo da coordenação e controle, para a ampliação dos serviços prestados pelos Corpos de Bombeiros Militares dos Estados da Federação às comunidades e aos municípios desassistidos, e também, sem comprometer a qualidade desses serviços essenciais prestados à sociedade,

JOSÉ LUIZ MASNIK, é Oficial Superior (Coronel) do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Santa Catarina. Bacharel em Administração de Empresas pela Universidade do Contestado – Campus Canoinhas/SC. Bacharel em Direito pela Universidade do Contestado – Campus Curitibanos/SC. Curso Superior de Bombeiro Militar no Centro de Altos Estudos de Comando e Estado Maior do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Empresas poderão ser obrigadas a fornecer protetor solar a empregado

A Câmara analisa o Projeto de Lei 4027/12, do deputado Márcio Marinho (PRB-BA), que obriga os empregadores a fornecer protetor solar aos empregados que realizem atividades a céu aberto.

Pelo texto, a empresa deverá seguir os seguintes critérios:

- fator de proteção solar adequado ao tipo de pele do empregado;
- capacidade de proteção tanto contra os raios ultravioletas A quanto os ultravioletas B;
- comprovação de que o produto é hipoalergênico;
- adequação ao tipo de pele do empregado, se seca, oleosa ou mista;
- aprovação do produto pelo órgão nacional competente.

Obrigações

Compete ainda ao empregador, conforme o texto, orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, a guarda e a conservação do protetor, além de exigir e fiscalizar seu uso correto.

Marinho argumenta que a medida é necessária porque, “apesar de todos os estudos acerca dos efeitos deletérios da exposição excessiva ao sol, os males do trabalho a céu aberto ainda não são considerados pela legislação trabalhista”.

Tramitação
O projeto foi apensando ao PL 5061/09, em análise na Comissão de Seguridade Social e Família. A proposta ainda será analisada pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra da proposta:

PL-4027/2012

Fonte: Agência Câmara de Notícias

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Dia 02 de julho - Dia dos Bombeiros!

A ASPRA parabeniza todos os bombeiros militares do Brasil pelo seu dia. Estaremos sempre juntos companheiros nas lutas que virão, instituições co-irmãs. Parabéns bravos soldados do fogo pelo seu dia!


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