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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Brigada Desmilitarizada Já!

Há algum tempo se discute a desmilitarização das polícias militares. Para uns, o serviço de policiamento é atividade civil, sendo imperativa a desmilitarização. Para outros, desmilitarizar prejudicaria a disciplina, fragilizando as instituições.

Ao iniciar-se o atual governo estadual, como é natural, houve mudanças nos comandos das polícias civil e militar. O chefe da Polícia Civil foi escolhido, indicou o sub-chefe e não se viu nenhuma disputa ou descontentamento, que, se houve, permaneceu interna corporis como convém à qualquer organização disciplinada. Nenhuma notícia de disputa por cargos ou envolvimentos de partidos políticos para a escolha deste ou daquele delegado para funções. Na Brigada Militar, porém, todos os dias há informações de que disputas por comandos são acirradas e partidos políticos se debatem para que este ou aquele oficial seja designado.

As disputas partidárias por cargos na Brigada Militar, incluindo ameaças de alguns partidos de abandonarem o governo, já começou com a escolha do subcomandante, passou depois por exigências de cargos na Casa Militar, já teve questões financeiras de recebimento indevido de vantagem pessoal e, agora, passa pelos comandos regionais. Depois, deverá seguir-se pelos comandantes de unidades e, quem sabe até pela designação do patrulheiro da esquina.

Numa época em que as polícias pleiteiam autonomia para a escolha de seus respectivos chefes para que a imparcialidade e a justiça se façam presentes nos atos de seus respectivos ofícios, soa contraditório e até paradoxal que na Brigada Militar impere o fator político partidário para a escolha de quem deve ou não comandar determinado setor, o que, por natural, sempre será determinante da falta de autonomia no exercício da função.

Assim, diante do fato inequívoco de que a disciplina está presente na Polícia Civil, onde não existem disputas políticas ou estas se desenvolvem com respeito a tal peça basilar que pressupõe o respeito à hierarquia, não resta outra alternativa se não desmilitarizar a Brigada Militar para que ela, seguindo o exemplo da co-irmã, não fique sujeita a tais atos que demonstram que a hierarquia e a disciplina já começaram a dar lugar a conchavos políticos e outras ingerências que só prejudicam o cidadão.

Alberto Afonso Landa Camargo 

Fonte: Portal http://www.policiaeseguranca.com.br

quinta-feira, 30 de julho de 2015

9º Encontro do FBSP: Policiais estão morrendo mais fora de serviço, mas em decorrência da profissão



Os homicídios de policiais em serviço ou em seus horários de folga foi tema de painel do 9º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, na tarde dessa quarta-feira (29/07). Palestrantes do Rio Grande do Sul e Pará, com dados de seus estados, demonstraram através de exemplos locais a situação que acontece com os policiais de todo o Brasil: a morte de policiais em decorrência de sua profissão.

Conforme levantamento feito pela doutoranda em Ciências Sociais da PUC-RS, a capitão da Brigada Militar Marlene Ines Spaniel, entre 2000 e 2014, ocorreram no Rio Grande do Sul 34 homicídios de policiais em serviço e de 85 em folga. Segundo a pesquisadora, a grande maioria desses homicídios ocorreu durante o trabalho ilegal fora da corporação para complemento salarial, ou seja, nos chamados “bicos”. Por estarem sem os cuidados da proteção do Estado, os policiais ficam mais vulneráveis para o enfrentamento da criminalidade, acredita a oficial da Brigada. 

A pesquisadora também apresentou outros números alarmantes a respeito da situação dos militares gaúchos, mas que também podem ser estendidos aos agentes de outros estados. Nesse período aconteceram cinco suicídios de policiais em serviço e 58 de policiais em folga. “Há um grande processo de vitimização de policias e o número de suicídios e homicídios são preocupantes, embora não pesquisados institucionalmente, inclusive com a desativação da assessoria biopsicossocial que existia”, conclui a pesquisadora.

Pesquisa semelhante foi elabora pela antropóloga e professora da UFPA, Fernanda Valli Nummer, sobre os homicídios contra os policiais do Pará. Entre 2013 e 2014, houve 83 mortes de policiais, sendo 67 homicídios e, destes, 54 policiais estavam de folga - a maioria em atividade fora da corporação. Segundo Fernanda, ao analisar os casos de homicídios de policiais a instituição militar reforça o discurso do domínio da técnica ao invés de analisar o fenômeno múltiplo e amortecimento das questões biológicas, psicológicas e culturais envolvidas nas ocorrências.

As duas pesquisadoras entendem que existem uma “subnotificação” e uma “maquiagem” das ocorrências de homicídio envolvendo policiais que estavam fazendo os chamados bicos – um tabu que precisa ser superado. Outro ponto de concordância é que os dados relativos aos homicídios de policias são de difícil acesso, apesar da Lei de Acesso à Informação, e só podem ser obtidos através de contatos internos na corporação.

Fórum Brasileiro de Segurança Pública

O 9º Encontro do FBSP acontece na FGV do Rio de Janeiro entre os dias 28 e 31 de julho, e debate temas como formação em segurança pública, homicídio de policiais e ciclo completo de polícia.

A abertura do evento contou com a presença do atual secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, e da secretária Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, Regina Miki.

Na quinta-feira (30), o presidente da Anaspra, cabo Elisandro Lotin de Souza, faz palestra sobre o tema “Homicídios, direitos humanos e acesso à justiça”, com a coordenação do vice-presidente da Anaspra, subtenente Heder Martins de Oliveira, além da participação de Daniel Lerner (SRJ/MJ) e Helder Rogerio Sant Ana Ferreira (IPEA).

Fonte: Anaspra

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Entenda como funciona e para que serve a Justiça Militar

Proposta de deputados prevê a extinção do Tribunal de Justiça Militar (TJM) no Estado

Em meio à grave crise financeira que o Estado atravessa, o Tribunal de Justiça Militar (TJM) volta a ter sua existência contestada na Assembleia Legislativa, através de uma proposta de emenda à Constituição Estadual (PEC) que prevê a extinção da Corte. 

O principal argumento dos críticos é de que o tribunal teria uma demanda muito baixa para justificar seu orçamento de R$ 39 milhões. Mas quais casos são julgados pela Justiça Militar? Como ela é composta? Zero Hora responde essa e outras questões sobre o tema:


Quem a Justiça Militar julga?

Somente os servidores da Brigada Militar, incluindo o Corpo de Bombeiros, desde os ativos (23,5 mil) até os inativos (21,3 mil). As condutas a serem julgadas envolvem militares que praticam delitos em atividade e aposentados que se envolvem em ocorrências com outros militares.

Quais são os crimes mais julgados?

Lesão corporal, constrangimento ilegal, prevaricação, abandono de posto, concussão (exigir propina), falsidade ideológica, ameaça, embriaguez em serviço e peculato.

Quais crimes cometidos por militares são de competência da Justiça comum?

Homicídio, tentativa de homicídio, tortura.

Há casos excepcionais?

Sim. Se militares se reunirem para praticar um assalto a banco, eles responderão duplamente: na Justiça comum por formação de quadrilha e na Justiça Militar por roubo.

Quais as penas mais recorrentes aplicadas pela Justiça Militar?

Em geral, detenção e reclusão. Se as sanções forem inferiores a dois anos, o militar, caso não seja reincidente, fica em liberdade e afastado das atividades de rua, tendo de se apresentar a cada três meses à autoridade judiciária. Em caso de pena superior a dois anos de reclusão, o militar cumpre a sentença nos presídios da Brigada Militar.

Como é a composição da Justiça Militar?

— Em primeira instância, cada uma das quatro auditorias conta com dois juízes concursados e civis. Em caso de a PEC ser aprovada, eles deverão ser transferidos para as varas especializadas da Justiça comum.

— Na segunda instância, no Tribunal de Justiça Militar, existem sete juízes. Uma das vagas é preenchida com a promoção de um juiz de primeiro grau, que vem das auditorias. As outras seis são de indicação do governador do Estado. Destas, quatro são de livre nomeação do governador, que escolhe um nome entre os coronéis da ativa da Brigada Militar. Para as outras duas vagas, o chefe do Executivo aponta os nomes a partir de listas elaboradas por Ministério Público e OAB.

Quanto recebe um juiz do TJM?

Cada um dos sete juízes do TJM recebe salário de R$ 30.471,11

Quantas pessoas atuam na Justiça Militar?

Atualmente, a Justiça Militar conta, nas duas instâncias, com 98 servidores, incluindo juízes, concursados e 22 CCs.

Como é a tramitação de uma PEC na Assembleia?

Nos primeiros 15 dias úteis, ela fica à disposição para apresentação de emendas. Depois, vai para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Dependendo do mérito, poderá passar em outras comissões permanentes para receber parecer. Quando estiver apta a ir à plenário, a PEC vai ser votada em dois turnos, com intervalo de três sessões entre as apreciações. O quórum para abrir o plenário é de 34 parlamentares. Para ser aprovada, a PEC precisa de, no mínimo, 33 votos entre os 55 deputados.

Para saber mais:

Justiça Militar Estadual custa R$ 96 milhões

Pesquisa sobre Judiciário aponta Justiça Militar como a menos transparente

Mais um escândalo no Tribunal de Justiça Militar de Minas Gerais

Fonte: Zero Hora - Porto Alegre

sábado, 4 de julho de 2015

Rio Grande do Sul: Assembleia avalia proposta que extingue a Justiça Militar do estado

De autoria do deputado Pedro Ruas (PSOL), o texto determina a extinção da Justiça Militar do Estado, tramita junto à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa.

Na defesa da matéria, o parlamentar justifica que a Constituição Federal delega aos Estados a organização de sua Justiça. O parlamentar também sugere que, do ponto de vista orçamentário, a estrutura cresce continuadamente. "De R$ 5,1 milhões, em 2000, já estava custando R$ 31 milhões na proposta orçamentária de 2012", destaca.

O orçamento previsto para 2015 é de R$ 39,2 milhões. Estes recursos, no entendimento de Ruas, poderiam ser destinados à melhoria das condições de segurança, a exemplo da remuneração e trabalho de integrantes da Brigada Militar. O deputado observa, ainda, que o Rio Grande do Sul é um dos poucos Estados que mantêm Justiça Militar. Sua proposta foi subscrita por mais 18 parlamentares. Na legislatura anterior, o ex-deputado Raul Pont (PT) já havia apresentado projeto com a mesma finalidade.

Fonte: Jornal Minuano

terça-feira, 18 de março de 2014

Rio Grande do Sul: Proposta que desvincula Corpo de Bombeiros da Brigada Militar será levada nesta terça-feira à Assembleia Legislativa

Proposta que desvincula Corpo de Bombeiros da Brigada Militar será levada nesta terça-feira à Assembleia Legislativa

Será entregue na Assembleia Legislativa, na tarde desta terça-feira, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que desvincula o Corpo de Bombeiros da Brigada Militar. O documento será levado à presidência da Casa pelo governador Tarso Genro, pelo secretário da Segurança Pública, Airton Michels, e pelo comandante-geral da BM, coronel Fábio Duarte Fernandes.

Na sequência, o governador entregará 20 viaturas ao Corpo de Bombeiros, oriundas da Participação Popular e Cidadã, que totaliza um investimento de R$ 2,4 milhões. Serão contemplados com caminhonetes S-10 os municípios de Giruá, São Marcos, Canoas, Dois Irmãos, Uruguaiana, Santo Ângelo e Vacaria. Vão ser repassadas sete ambulâncias Ducato para Cachoeira do Sul, Cruz Alta, Parobé, Erechim, São Luiz Gonzaga e Vacaria. Receberão sete Duster os bombeiros de Santo Ângelo, Parobé, São Leopoldo, Nova Hartz, Sapucaia do Sul e Ibirubá.

Fonte: Zero Hora

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Rio Grande do Sul: Governo discute nesta quarta criação de carreira única na Brigada Militar

Pauta de encontro com servidores também inclui calendário de reajustes e regimento disciplinar

Uma série de reformulações na Brigada Militar está em fase final de negociação entre a Casa Civil e as associações de soldados, sargentos e tenentes. As alterações envolvem a adoção de um calendário de reajustes para os praças e mudanças no regime disciplinar e no plano de carreira.

Uma reunião nesta quarta-feira entre o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, e representantes dos servidores de nível médio da BM poderá representar avanços. A intenção do Piratini é remeter os projetos ao Legislativo até o final de outubro em regime de urgência (que determina a votação em 30 dias) para garantir a apreciação em plenário ainda em 2013. Mas Pestana diz que as propostas só serão enviadas se houver acordo com a categoria.

O primeiro ponto da pauta é salarial. Diferentemente dos oficiais, que já têm um calendário até 2018, os praças contam com projeção de reajustes somente até o final de 2014.

— Queremos algo semelhante ao oferecido à Polícia Civil, na casa dos 70% — explicou o presidente da Associação dos Sargentos, Subtenentes e Tenentes (ASSTBM), Aparício Santellano.

Outro item é a mudança no regimento disciplinar. Formado por decretos, ele é considerado ultrapassado e excessivamente rigoroso.

— Temos punições que beiram a aberração — afirma Santellano.

O item mais complexo é a adoção da carreira única. Pela proposta, não existiriam mais funções de nível médio. Haveria a exigência de Ensino Superior completo — sem definição específica de curso — para ingressar como soldado. Depois, o servidor teria condições de ascender até o posto de coronel baseado nas regras da qualificação profissional e tempo de serviço.

— Hoje, existe uma discriminação interna. O soldado só pode chegar a tenente — diz Santellano.

Ele explica que o soldado ingressa com nível médio e, antes de avançar para sargento ou tenente, é obrigado a passar por concursos internos. A discrepância, aponta o presidente da Associação de Cabos e Soldados da BM, Leonel Lucas, é o fato de os oficiais, categoria que exige bacharelado em Direito, ingressarem como capitães e avançarem aos quadros de major, tenente-coronel e coronel somente com cursos de aprimoramento e antiguidade, sem os concursos internos. Há resistência dos oficiais em unificar as carreiras.

— O Direito é o curso mais adaptado à carreira de nível superior da BM. Não dá para um ‘bacharelado em violino’ ou um teólogo serem oficiais da BM. Não tem nada a ver — diz José Riccardi Guimarães, presidente da Associação dos Oficiais.

Cronograma de aumentos

— O Palácio Piratini apresentou uma proposta de aumento de 56,37%, entre 2015 e 2018, para os praças (soldados, sargentos e tenentes). Com isso, o vencimento básico do soldado – que no final de 2014 será de R$ 2.398,25 – iria para R$ 3.748,40 em novembro de 2018.

— Atualmente, os praças contam com um calendário de reajuste que se estende até o final de 2014. Aprovado em julho de 2012, o cronograma garantiu aumentos diferenciados para cada categoria. Com isso, o básico dos soldados, no caso, terá elevação de 104% no término do governo Tarso Genro.

Novo regimento disciplinar

— As regras atuais do regimento disciplinar, que valem para toda as categorias da BM, foram definidas por antigos decretos. A primeira reivindicação é de que passe a ser um código de ética “modernizado” e aprovado em lei ordinária.

— A intenção é prever pena de detenção somente em casos graves, garantir o direito à ampla defesa e criar uma junta “independente” que analise os pedidos de sanção. Entre as “transgressões disciplinares” ultrapassadas, os praças citam “deixar de cumprimentar o superior”, “conversar ou fazer fazer ruídos em ocasião imprópria”, “ofender a moral e os bons costumes” e “postar-se sem compostura em lugar público”.

Mudança no plano de carreira

— Passaria a ser exigido um curso superior, sem especificação, para o ingresso como soldado. Depois, haveria previsão de crescimento até o cargo de coronel, baseada nos pilares da qualificação profissional e tempo de serviço. Hoje, a BM é dividida em duas carreiras: praças e oficiais. Os praças são os soldados, sargentos e tenentes.

— São cargos de nível médio e, para saltar de um para o outro, é preciso passar por concursos internos. Entre os oficiais, estão as funções de capitão, major, tenente-coronel e coronel. Para ingressar como oficial, é obrigatório o bacharelado em Direito. Para crescer, são exigidos cursos de qualificação e tempo de serviço.

Carlos Rollsing
 
Fonte: Zero Hora

sábado, 14 de julho de 2012

Aprovado maior reajuste da história para Brigada e Polícia Civil

A última sessão legislativa antes do recesso do 1º semestre, nesta quarta (11), foi simbólica para a segurança pública gaúcha. Os deputados estaduais aprovaram quatro projetos de lei, que garantem um reajuste dos vencimentos de servidores da Brigada Militar e Polícia Civil de até 171%. As iniciativas contemplam com aumento os servidores das duas instituições no período de 2011-2018.

O acordo foi construído ao longo de seis meses com sindicatos e entidades, representando o maior acordo salarial na história do Estado para os servidores da Segurança. Uma das categorias com os salários mais achatados da segurança estadual, os soldados da Brigada terão reajuste de 104% nos próximos quatro anos. “É uma satisfação poder ter trabalhado junto com os demais deputados para garantir o maior aumento salarial da história da Brigada e da Polícia Civil. Travamos um longo período de diálogo com as categorias e o saldo é muito positivo”, destaca Valdeci Oliveira (PT).

Brigada Militar

Para soldados, cabos e sargentos o reajuste varia de 59,23% a 118%, de forma escalonada até 2014. Da mesma forma, serão reajustados os soldos básicos dos postos de Capitão em 73,95%, major em 38,05%, tenente-coronel em 42,83% e coronel 43,42%. A proposta resulta de uma negociação que envolveu os servidores da Brigada Militar, por intermédio de suas entidades representativas, e demonstra o esforço do governo do Estado, no limite de sua capacidade financeira, para recompor os vencimentos da categoria.
 
Polícia Civil

Para os servidores da Polícia Civil, com calendário definido ano a ano entre 2011 e 2018, o percentual de reajuste varia de 63,79 % a 171,65 % abrangendo investigadores de 1ª a 7ª classe, inspetores/escrivães de 1ª a 4ª classe, comissários e delegados de 1ª a 4ª classe. Outras alterações dão conta de que os investigadores com mesmo padrão de inspetores e escrivães perceberão rigorosamente a mesma tabela a partir de maio de 2013. Também ficaram definidos índices de escalonamento para todos os agentes.
 
Segundo o líder do governo, Valdeci Oliveira (PT), o projeto é fruto das negociações feitas com entidades de servidores da Polícia Civil e Brigada Militar, que resultaram em propostas com percentuais de reajustes acima do previsto para a inflação durante o prazo de pagamento do plano. Segundo o petista, os projetos estruturam a carreira, asseguram a verticalidade, e garantem aumento real, alem de reduzir para 25% a diferença entre o maior e menor salário.

Fonte: Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul/Blog do Anastácio (No Q.A.P)

sábado, 3 de setembro de 2011

RS: Protestos de PMs chegam à Capital e mais três rodovias são bloqueadas com queima de pneus

Menos de duas horas após policiais militares realizarem o primeiro protesto por melhores salários na Capital, outras três ocorrências foram registradas em rodovias do Estado.

A primeira barricada com queima de pneus foi registrada em Uruguaiana, na Fronteira Oeste. Por volta de 3h30min, BR-472 foi interrompida parcialmente na altura do km 568. Conforme a Polícia Rodoviária Federal, foram encontrados no local uma faixa com os dizeres “Por um salário digno” e um boneco vestindo uma farda similar à da Brigada Militar. O trecho chegou a ser interrompido para que o Corpo de Bombeiros pudesse limpar a pista, que foi totalmente liberada às 4h15min.

Cerca de uma hora depois, o km 27 da ERS-401, em Charqueadas, também foi bloqueado. Informações preliminares da BM detalham que os dois sentidos foram interrompidos no local.

Já na RST-470, em Bento Gonçalves, na Serra, o protesto foi percebido às 5h15min próximo à Ponte do Rio das Antas. Segundo o Comando Rodoviário da BM, junto à barricada, foi encontrada uma faixa que dizia: "Quarto PIB nacional, pior salário da Polícia Militar".

A onda de bloqueios de rodovias com pneus em chamas aumentou a tensão em torno da negociação salarial entre governo e a entidade que representa os soldados da Brigada Militar.

Depois de apoiar sete protestos e acertar uma trégua, a Associação Beneficente Antônio Mendes Filho (Abamf), entidade que representa servidores de nível médio da BM, perdeu o controle sobre os incendiários que voltaram a trancar estradas.

Clique aqui e leia a matéria completa.

Fonte: Zero Hora

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Rio Grande do Sul: Guarda Municipal forma primeira turma com agentes habilitados a usar armas de fogo

São 67 pessoas treinadas para atuar em praças, prédios públicos e no patrulhamento de áreas escolares


Com solenidade no Paço Municipal, o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, apresentou nesta sexta-feira a primeira turma de guardas municipais em que todos estão habilitados a usar armas de fogo. São mais 57 homens e 10 mulheres treinados para atuar em praças, parques, prédios públicos e no patrulhamento de áreas escolares. A medida reacende o debate sobre o armamento desses agentes da segurança pública.

A formatura de um grupo totalmente apto a usar armas de fogo é novidade, mas desde 2007 a Guarda Municipal conta com integrantes que trabalham armados, situação prevista em lei há oito anos e condicionada ao preparo desses profissionais e à criação de uma ouvidoria e de corregedoria da guarda.

Na avaliação do secretário municipal de Direitos Humanos e Segurança Urbana, Nereu D’Avila, armar os guardas é um caminho sem volta. Ele sustenta esse prognóstico pela realidade cada vez mais violenta enfrentada pelos agentes no dia a dia.

– As pessoas não têm ideia da bandidagem que existe por aí, e a cidade é grande demais para que a Brigada Militar consiga cuidar de todos os pontos – diz o secretário.

Bruna Porciúncula

Fonte: Zero Hora

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http://asprase.blogspot.com/2011/02/parana-camara-aprova-uso-de-arma-nao_09.html - Paraná: Câmara aprova uso de arma não-letal pela Guarda Municipal de Maringá

http://asprase.blogspot.com/2011/02/guarda-municipal-de-cosmopolis-recebe.html - Guarda Municipal de Cosmópolis recebe do BOPE/RJ treinamento inédito no Brasil

http://asprase.blogspot.com/2011/02/sou-favor-de-uma-guarda-municpal-armada.html - Secretário de Segurança Pública do Paraná: "Sou a favor de uma Guarda Municipal armada"

http://asprase.blogspot.com/2011/02/parana-tem-defasagem-de-12-mil.html - Paraná tem defasagem de 12 mil policiais

http://asprase.blogspot.com/2011/02/guarda-municipal-de-natal-participa-de.html - Guarda Municipal de Natal participa de treinamento no Bope

http://asprase.blogspot.com/2011/02/guardas-sao-credenciadas-para-autuar.html - Guardas são credendicadas a autuar

http://asprase.blogspot.com/2011/02/guardas-querem-porte-de-arma-fora-de.html - Guardas querem porte de arma de fogo

http://asprase.blogspot.com/2011/02/maranhao-castelo-envia-camara-projeto.html - Maranhão: Castelo envia à Câmara projeto de Lei do PCCV da Guarda Municipal

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul quer fim da Justiça Militar

O presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, Armínio José Abreu Lima da Rosa, vai enviar no início de abril à Assembleia Legislativa gaúcha um projeto de emenda constitucional propondo a extinção da Justiça Militar no estado. É o que informa reportagem é da Folha de S.Paulo.

Em entrevista ao jornal, Lima da Rosa diz que a decisão foi tomada com base em denúncias sobre irregularidades no TJM-RS e em uma pesquisa realizada com 596 juízes do estado que apontou 93% deles favoráveis à extinção da corte militar em segundo grau e 82% defendendo a extinção da Justiça Militar em 1º e 2º graus.

“O fim se justifica em termos de praticidade, já que são apenas 700 a 800 processos por ano. Os policiais militares, na sua origem, eram verdadeiros exércitos nos estados. Hoje, atuam basicamente na segurança pública. Não há mais a razão histórica que levou os tribunais militares a existirem", afirma o desembargador.

A Justiça militar estadual julga crimes cometidos por policiais militares da ativa. Em segundo grau — os TJMs — existem apenas em São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Outros estados, apesar de terem câmaras especializadas na área, deixam a gestão dos casos aos Tribunais de Justiça. A Constituição prevê que a criação da Justiça militar estadual depende de uma lei estadual, mediante proposta do TJ.

Ainda de acordo com a reportagem, auditoria do CNJ identificou na Justiça Militar morosidade, falta de transparência, casos de nepotismo, remuneração acima do teto e denúncias de pressões. Entre as acusações: juízes-coronéis vitalícios, com status de desembargador (há apenas um juiz de carreira), fazem "recomendações" a juízes de primeiro grau, para evitar decisões contrárias ao "entendimento" da corte.

Ao menos um ano antes, juízes militares de primeiro grau no estado enviaram relatório à Ajuris e à AMB denunciando "constrangimentos", "tentativas de interferência" e "ameaças" por parte de desembargadores e funcionários do TJM.

No ano passado, o titular da 2ª Promotoria Militar de Porto Alegre, João Barcelos de Souza Júnior, denunciou ao CNJ relatórios que comprovavam as irregularidades na corte. O pedido deu início a auditoria.

Em 2003, os gastos com Segurança Pública chegaram a R$ 13 milhões, enquanto o orçamento com a Justiça militar de 2004 era de R$ 19 milhões. Atualmente, o orçamento do TJM-RS é de R$ 24 milhões. Além disso, cerca de 75% dos servidores são cargos comissionados ou PMs desviados de função.

Os juízes militares dizem que 70% dos casos são de lesão corporal contra civis — casos que poderiam ser avaliados pela Justiça comum. O presidente do TJM-RS, juiz-coronel Sérgio Antônio Berni de Brum, contesta as críticas. Ele valoriza o tribunal como fator de disciplina e agregação. Cita o ex-ministro Carlos Velloso, do STF, para quem "se a Justiça militar fraquejar, as corporações podem se transformar em bandos armados".

Fonte: Site Conjur

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Projeto de extinção do Tribunal de Justiça Militar será novamente arquivado

A 52ª legislatura gaúcha chega ao fim em poucos dias sem que os deputados tenham votado o Projeto de Emenda à Constituição (PEC), que propõe a extinção do Tribunal de Justiça Militar do Rio Grande do Sul. Na segunda quinzena deste mês, a Assembleia Legislativa entra em recesso e só volta a ter sessões plenárias depois da posse, no dia 31 de janeiro de 2011, dos deputados eleitos para a 53ª legislatura.

Os projetos que não forem votados até o dia 22 de dezembro, quando ocorrerá a última sessão plenária da atual legislatura, serão arquivados pela Diretoria Legislativa. É praticamente certo que este será o destino da PEC 197/2009, que espera por um parecer da Procuradoria-Geral do Estado, solicitado pelo relator do projeto na Comissão de Constituição e Justiça, o deputado Adroaldo Loureiro (PDT). Para ser votada este ano, a PEC precisa entrar na ordem do dia ainda esta semana.

Esta não é a primeira vez que uma PEC, pedindo o fim do TJM gaúcho, um dos três únicos existentes no país (os outros funcionam em Minas Gerais e São Paulo), deixa de ser apreciada pelos parlamentares gaúchos. Há 15 anos, o ex-deputado Flávio Koutzii (PT) obteve o apoio de outros cinco deputados ao apresentar a sua proposta. Número insuficiente para a tramitação da proposta de emenda à Constituição. Para que o pedido tramite, é necessário que um terço dos deputados (19) assinem a PEC, que só será aprovada se nos dois turnos de votação obtiver o voto favorável de três quintos dos parlamentares (33).

Koutzii lembra que lutou, em seus mandatos, pela extinção do TJM, que considera um “elefante branco”. Não obteve sucesso. “O Tribunal de Justiça Militar tem sete juízes, que ganham como desembargadores, e apreciam de 300 a 400 processos por ano. Enquanto isso, os desembargadores e juízes do Tribunal de Justiça têm uma carga impressionante de trabalho. No último ano, 3 milhões de processos passaram pelo TJRS, que conta com 137 desembargadores e cerca de 600 juízes”, afirma o ex-deputado, lembrando que o TJM é uma estrutura subordinada ao Poder Judiciário e não à Brigada Militar, como muitos pensam.

O deputado petista Raul Pont é outro que defende o fim do TJM. Ele se queixa das manobras utilizadas pelos parlamentares para impedir a votação da atual PEC, que foi sugerida aos deputados pelo Tribunal de Justiça e protocolada com a assinatura do peemedebista Alexandre Postal e mais 33 deputados.

Plebiscito

Em 2009, o Tribunal de Justiça do Estado, então presidido pelo desembargador Arminio José Abreu Lima da Rosa, promoveu um plebiscito entre todos os magistrados. Juízes e desembargadores receberam cópia do projeto propondo a extinção do TJM. A maioria (84%) revelou-se a favor da proposta. “Esta foi a primeira vez os magistrados foram ouvidos de forma plebiscitária sobre um tema”, lembra o ex-deputado Flávio Koutzii, que na época assessorava a presidência do TJRS.

Em abril de 2009, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado decidiu enviar à Assembleia proposta pela qual as atribuições do Tribunal de Justiça Militar passariam para o TJ. A medida, como disse o desembargador Armínio da Rosa, naquela data, acarretaria “otimização no emprego dos recursos públicos e a racionalização do serviço judiciário”.

Ao justificar sua luta pelo fim do TJM, cuja criação está prevista na Constituição do Estado (artigo 91, inciso II), Koutzii afirma que o Tribunal “julga temas da Policia Militar”, sendo que o Estatuto da BM trata das questões menores. Para o ex-deputado, 98% dos casos julgados no Tribunal Militar podem ser resolvidos pelo Tribunal de Justiça. Koutzii apressa-se, no entanto, a dizer que a proposta não representa “um ataque às competências e ao patrimônio da Brigada Militar”. O que acontece, diz ele, é que é preciso racionalizar os recursos.

A posição de Koutzii é reforçada pelo cientista social Benedito Tadeu César. “Ainda que haja especificidades nas atividades militares e policiais, que mereçam tratamento diferenciado — diz o cientista social — , não me parece democrático existir um tribunal especial para julgar os integrantes das corporações militar e policial”. Tadeu César considera que o TJM, “por seu viés corporativo, tende a resguardar em demasia os integrantes das categorias sobre as quais precisa exercer controle”.

A extinção também é defendida pelo historiar Voltaire Schilling. “Não tem sentido mantê-lo”, afirma. “O Tribunal tornou-se um cabide de emprego com salários de marajás, atendendo interesses corporativos. Isso quer dizer que os militares não devem se sujeitar à legislação comum”.

Voltaire faz uma comparação com a realidade norte-americana. Lá, os tribunais militares existem “para as questões disciplinares, quando os militares são submetidos à Corte Macial, em casos de infração grave ao regulamento militar”. E ressalta: “Nos Estados Unidos, os juízes não são pagos durante todo o ano como aqui”. Eles recebem apenas quando são chamados para o trabalho.

Tadeu César afirma que um Tribunal Militar justifica-se apenas “numa situação de guerra, para julgar atos de guerra”. Fora disso, não lhe parece adequado que “um tribunal militar julgue atos de militares e de policiais no seu trato com a população civil e nem que, em tempos de paz, as questões policiais que envolvam militares com militares e policiais com policiais ou, ainda, militares com policiais sejam julgadas por juízes especiais”. Voltaire Schilling resume o que representa a existência do TJM: “É um privilégio”.

Defesa

Um dos defensores da existência do TJM é João Carlos Bona Garcia, ex-presidente do Tribunal (2002-2003). Ele afirma que 80% dos casos julgados pelo TJM tratam de excesso de poder e agressões, casos que “devem ser julgados logo ou prescrevem em pouco tempo”. Um julgamento com a rapidez necessária não seria possível, caso os processos tramitassem na Justiça comum.

Bona Garcia lembra que a Justiça Militar existe há mais de 100 anos. “Ela não foi criada com a ditadura”, alerta. “Aqui no Estado o Tribunal de Justiça Militar existe há 90 anos”. Ele, que lutou contra o regime militar, foi guerrilheiro, exilado e retornou ao país após a Lei da Anistia, em 1979, considera “gratificante” o período em que atuou na Justiça Militar. Em entrevista ao Jornal do Comércio, afirmou, na defesa da instituição e da sua atuação como juiz militar: “Vivemos numa democracia, felizmente. E essa democracia tem as suas instituições, com uma razão de existir”.

Núbia Silveira

Fonte: Portal Sul 21

terça-feira, 18 de maio de 2010

Jornada de Trabalho - Sistema PM de turnos e noturno

"Não é justo nem humano exigir do homem tanto trabalho a ponto de fazer pelo excesso de fadiga, embrutecer o espírito e enfraquecer o corpo". Retirado da Encíclica Rerum Novarum.

Por Jorge André B. Rodrigues
Membro do Dpto de Direitos Humanos da ACS JAR

Um estudo realizado pela ASSOCIAÇÃO CATARINENSE DE MEDICINA concluiu que o trabalho realizado em sistema de turnos e noturno, fixo ou alternante é uma forma atípica de organização temporal de trabalho com sérios prejuízos para saúde do trabalhador, uma vez que o ser humano tem maior propensão a desordens no turno noturno devido ao conjunto de ritmos biológicos que regulam o funcionamento de suas várias funções fisiológicas ser de orientação diurna. Entre as perturbações mais freqüentes dos trabalhadores em turnos alternantes, estão: as perturbações do sono e vigília, alteração da temperatura corporal, distúrbios gastrintestinais, e distúrbios cardiovasculares.

Em princípio, o que caracteriza o regime de turno contínuo de revezamento é a alteração sistemática do horário de trabalho. Esse sistema, como é sabido, é amplamente utilizado pela Brigada Militar, a fim de servir a comunidade nas 24 horas do dia.

Todavia, essa variação periódica, por impedir a adaptação do organismo a horários fixos, tanto de trabalho quanto de repouso, afeta profundamente a saúde do trabalhador, impossibilitando a formação do denominado "relógio biológico" e, conseqüentemente, tornando o trabalho excepcionalmente penoso e desgastante, a ponto de justificar a jornada especial de 6 horas diárias prevista no inciso XIV do artigo 7º da Constituição Federal:

ART. 7º - CF

XIV - jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento, salvo negociação coletiva;

No entanto, o texto constitucional (artigo 142 CF) afastou a aplicação do referido inciso aos militares em todas as esferas, o que é compreensível, uma vez que no âmbito da Administração Pública não se fala em "acordo ou convenção coletiva"

ART. 142- CF

§ 3º
VIII - aplica-se aos militares o disposto no art. 7º, incisos VIII, XII, XVII, XVIII, XIX e XXV e no art. 37, incisos XI, XIII, XIV e XV;

Mesmo assim, em virtude da consagração da dignidade da pessoa humana e do valor social do trabalho como princípios fundamentais da República Federativa do Brasil (CF/88, art. 1º, incisos III e IV), é possível concluir pela aplicação da redução de carga horária também aos servidores públicos militares, como meio de proteção à saúde do trabalhador.

Aliás, essa proteção constitucional à saúde do trabalhador levou a doutrina especializada a concluir que "na Carta Magna de 1988 temos a consagração máxima dos direitos sociais, através da garantia de dignidade da pessoa humana e da proteção à saúde e segurança no meio ambiente do trabalho".

Nessa esteira, a Carta Maior consagra, em seu art. 6º, a saúde e o trabalho como direitos sociais, insertos no conceito de direitos fundamentais de segunda dimensão. Ademais, elenca como direito dos trabalhadores urbanos e rurais a "redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança" (art. 7º, XXII), preceituando, ainda, que o direito à saúde deve ser garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos (art. 196).

Constata-se, pois, a existência de robusto supedâneo constitucional confirmando a aplicação da carga horária reduzida aos policiais militares que atuam em regime de turnos ininterruptos de revezamento, eis que a citada norma visa, justamente, aumentar a proteção jurídica do trabalhador e, conseqüentemente, de sua saúde e segurança.

Assim, em que pese não haver previsão expressa, é com base em uma interpretação sistemática dos dispositivos da Constituição Federal, que concluímos pela aplicação da carga horária reduzida aos policiais militares que atuam no regime de turnos ininterruptos de revezamento, a qual não deverá ser superior a 6 (seis) horas diárias e 36 (trinta e seis) horas semanais.

André Brum

Participe do Núcleo de Defesa dos D.H dos Policiais
Associação de Cb e Sd. João Adauto do Rosário
Acesse o Blog da Associação http://acsjar.blogspot.com/

terça-feira, 3 de novembro de 2009

RS: Paralisação na Brigada Militar

O Jornal ZH (Zero Hora) do dia 30/10 noticiou a afirmação do presidente da ASOF de que os brigadianos paralizarão suas atividade caso a Governadora Yeda não encaminhe o projeto de reajuste e realinhamento proposto pela ASOF, ASSTBM e ABAMF. Como já haviamos advertido em publicações anteriores, pretende o nobre Coronel utilizar a força das praças da BM como forma de pressionar o governo para ver aprovada uma proposta que sequer foi discutida com a categoria. Afinal de contas, qual o teor do projeto que tramita no Palácio Piratini? Ninguém sabe. Como querem que apoiemos o que não conhecemos?

Antes de convocar as Praças para uma paralisação é preciso explicar: qual o verdadeiro teor do projeto encaminhado à Governadora? Por que encaminharam uma proposta sem antes discutir com a categoria? Por que os capitães que já ganharam 25% terão um aumento de 4 Mil? Por que só as Praças devem perder direitos se os maiores beneficiados serão os oficiais? Por que o Presidente da ABAMF propôs aumento da idade compulsória para 60 anos (hoje é 55)? E o mais importante: Por que a ASOF quer decidir sobre questões de interesse exclusivo dos servidores de nível médio, se quando foi para reajustar os capitães em 25% não fomos sequer consultados. Aliás, fizeram tudo as escondidas, tanto que só soubemos da existência desse rejuste a pouco tempo?

NÃO NOS SUBESTIMEM, NÃO SOMOS MASSA DE MANOBRA DE NINGUÉM. ESTAMOS SUFICIENTEMENTE AMADURECIDOS PARA DISCUTIR COM O GOVERNO O QUE É MELHOR PARA AS PRAÇAS DA BRIGADA MILITAR. PARALIZAÇÃO?´SÓ SE FOR PARA GARANTIR O DIREITO DAS PRAÇAS.

Fonte: Blog da ACS JAR

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