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quinta-feira, 8 de maio de 2014

Samuel aponta equivoco em concurso da PM

Foto: Arquivo Aspra

O deputado estadual Capitão Samuel Barreto (PSL) procurou o Correio de Sergipe, ontem, para apontar supostos equívocos no concurso para efetivo da Polícia Militar, promovido pelo Governo do Estado.

Segundo o parlamentar, as mulheres candidatas, que ficaram na margem da “nota de corte”, entre 112 e 120 pontos, podem recorrer à Justiça para continuarem participando das etapas do concurso. Samuel lembrou que já tinha alertado o Executivo sobre esse problema, ainda do lançamento do edital, mas à época suas críticas não foram levadas em consideração.

Ao fazer sua crítica, na entrevista ao Correio de Sergipe, Samuel explicou, dizendo que “no concurso havia uma nota de corte de 120 pontos para as mulheres e de 112 pontos para os homens.

Quem atingiu as metas, está pronto para fazer os testes físicos. Agora uma candidata com 118 pontos recorreu à Justiça, alegando discriminação de gênero, e conseguiu continuar. Sugiro que as outras mulheres, com 119 pontos, as que ficaram entre 120 e 112 podem recorrer à Justiça que vão ganhar também”.

Em seguida, Samuel disse que no caso do concurso teórico o governo não precisava discriminar as mulheres. “Todas que recorrerem à Justiça vão ganhar. Essa discriminação aconteceu em São Paulo, durante um concurso anterior, e deu a maior confusão. Eu tinha avisado ao governo, durante a apresentação do edital, que isso poderia acontecer. Deu no que deu! Agora o governo pega e vai convocar mais de 500 homens. Agora se essas mulheres que podem recorrer tiverem nota maior? Vão entrar na justiça também quanto a convocação. É mais um dos equívocos que eu denunciei lá atrás e não levaram a sério”.

Fonte: Habacuque Villacorte

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Samuel: problema da SSP não é só efetivo, mas falta de planejamento

O deputado estadual Capitão Samuel (PSL) ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa, na manhã de hoje (28), para voltar a cobrar da cúpula da Segurança Pública de Sergipe (SSP) a apresentação de um planejamento estratégico para a área. Segundo o parlamentar, é muito fácil apenas colocar a culpa pelo crescimento da violência na falta de efetivo ou no aumento do consumo de drogas. Samuel disse ainda que não se trata de uma questão de ordem pessoal com quem quer que seja.

Ao iniciar seu discurso, o deputado colocou que “o Jornal Correio de Sergipe traz de manchete que o final de semana foi marcado por 19 homicídios. O instrumento policial justifica dizendo que o problema está na falta de efetivo e no consumo de drogas. Pegando o anuário da Segurança Pública do governo federal encontrei alguns dados interessantes”, disse, ressaltando que nenhum governo vai conseguir resolver em definitivo o problema da SSP.
 
Samuel explicou que comentam que é o caos a realidade da segurança pública em São Paulo. “É preciso analisar a relação da PM com a população. Lá é um policial para cada 507 habitantes; em Pernambuco é um PM para cada 472 habitantes; em Minas Gerais é um policial para cada 437 habitantes. A média nacional diz que é um homem para cada 470 pessoas. Sergipe tem um PM para cada 437 pessoas e nós vivemos no caos, ou seja, é falta de planejamento também”.
 
O deputado ainda fez questão de ressaltar que “trabalhei com essas pessoas que fazem a cúpula da SSP, conheço todos e não é nada pessoal, mas não posso silenciar diante de tanta violência. O mesmo problema das drogas aqui é em todo País. O enfrentamento às drogas está frágil pelos poderes. Agora as drogas não podem ser a desculpa para o crescimento da violência em Sergipe. A cúpula da SSP tem que dar uma resposta à sociedade sobre o que eles vão fazer”. 
 
Samuel ressaltou que até os condomínios fechados estão sendo alvo do ataque dos marginais. “Temos pela frente o São João. Que convênio a SSP assinou com os municípios? No Forró Caju a Prefeitura já estuda colocar a Guarda Municipal para fazer a segurança interna. A mesma coisa no Forró Siri. É preciso otimizar a segurança da capital para o interior. Depois que os bandidos assaltaram a delegacia, o resto pode correr. Se ele não respeita nem o local que ele sabe onde está o inimigo que pode detê-lo, imagine! O povo quer segurança!”, cobrou. 
 
Fonte: Agência Alese de Notícias

terça-feira, 1 de maio de 2012

Capitão Samuel concede entrevista ao Correio de Sergipe


“Quem fala a verdade acaba perseguido”
Capitão Samuel diz que governo Déda luta com dificuldades para ter maioria simples na Assembleia Legislativa

O entrevistado deste domingo (29) é o deputado estadual Capitão Samuel Barreto (PSL) que confirma sua posição de independência perante o governo do Estado na Assembleia Legislativa. O parlamentar comenta na entrevista as críticas proferidas pelo líder do governo na AL, deputado Francisco Gualberto (PT); os ataques proferidos por Marcelo Déda (PT) aos irmãos Edvan (PTB) e Eduardo Amorim (PSC); além de criticar a política do governo de condenar e punir trabalhadores, em especial da Segurança Pública, que foram para as ruas defender os interesses da categoria. Para oCorreio de Sergipe, Samuel também comentou se o governador tem ou não a maioria no plenário da AL. Confira a seguir, e na íntegra, essa entrevista exclusiva:

Texto – Capitão Samuel

CORREIO DE SERGIPE: Iniciando a entrevista, vamos direto a polêmica: essa semana, na Assembleia Legislativa, o senhor teve um embate com o líder do governo, deputado Francisco Gualberto. Ele lhe acusou de dissimulado e insinuou que o senhor tinha mudado de posição política. Isso é verdade?
CAPITÃO SAMUEL: Na minha avaliação o deputado Francisco Gualberto acabou se equivocando em relação a minha postura política na Assembleia Legislativa. Eu tenho uma relação muito boa com o grupo Amorim, que eu respeito bastante. E, durante todo o tempo em que esse grupo esteve com o governo de Marcelo Déda, eu já marcava minha posição de independência na Casa. Agora que o grupo está fora do governo, eu digo a você que a minha continua sendo a mesma. Nunca mudei de lado e sempre mantive uma posição independente. O deputado, infelizmente, se equivocou a meu respeito, mas o embate se deu no plenário, nós já superamos essa situação e temos que seguir o trabalho defendendo aquilo que acreditamos e mantendo um bom relacionamento com os colegas de parlamento.

CS: Por mais que se tente fugir desse tema, sempre vem à tona a eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. Afinal, deputado, quem estava certo? Quem falou a verdade? Qual a verdade? Houve um golpe mesmo contra o governo?
CS: Isso já está muito claro para a sociedade sergipana. Não houve golpe contra o governo de quem quer que seja! Houve sim que quem teve mais votos venceu a eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. O deputado Garibalde Mendonça (PMDB) chegou a declarar que foi convidado para compor a Mesa. Nós conversamos com o Chefe da Casa Civil, Jorge Alberto, durante os festejos do Rasgadinho. Se ele sabia, então eu entendo que o governador sabia de tudo. O problema é que o governador não aceitou que a eleição se desse como aconteceu. Tinha que ser feita do jeito dele. Mas a Assembleia é um Poder independente e os partidos que decidiram seguir a posição do governo, se retiraram da votação. Os demais que ficaram, votaram e elegeram a Mesa sem problema algum.

CS: Essa semana Sergipe assistiu uma entrevista polêmica do governador Marcelo Déda quando ele acusa os irmãos de não ter palavra, compromisso e de trabalharem para desestruturar o seu governo. Era o momento político para as críticas? Por que as agressões?
CS: Sinceramente eu não vi motivos para esse ataque gratuito do governador aos irmãos Amorim. Acho que todos nós somos adultos e cada um tem o direito e faz o que acha que deve fazer. Agora eu avalio que os ataques foram totalmente desnecessários e descabidos. Foram desastrosas as declarações do governador Marcelo Déda. Considero até raivosas! Mas esse é o jeito dele agir, muitas vezes com arrogância. Ele tem o grupo dele definido e cada um tem que fazer o seu trabalho. Agora ao invés de ficar falando é preciso que o governo comece a mostrar resultados para a população, avaliar a realidade da Saúde, Educação e, principalmente, da Segurança Pública. Temos que trabalhar e evitar esses temas polêmicos. Quando o governo está parado aí perde todo mundo.

CS: O senhor não acha que ao invés de intensificar uma política de Segurança Pública eficiente, o governo de Marcelo Déda, com essência nos movimentos sociais, perde muito tempo e se desgasta buscando fazer uma política de “caça as bruxas” na SSP, punidos e expulsando militares da corporação?
CS: Tenho dito isso repetidamente na tribuna da Assembleia Legislativa. Não adianta o governo promover uma troca de nomes na política de Segurança Pública do Estado. Se não mudar a atitude, aí não vai adiantar nada! O governo tem que ouvir mais as comunidades, tem que ouvir os Conselhos de Segurança Comunitários. Digo e repito: a prevenção ainda é o melhor remédio para o problema da SSP. Infelizmente o foco dentro da SSP está apenas na investigação e na repressão. Esse governo tem que parar de perseguir as pessoas que falam a verdade. Quem fala a verdade acaba perseguido. São essas pessoas sinceras que deveriam sim ficar ao lado do governador. Nós não temos uma política de Segurança eficiente. Sexta-feira (27), por exemplo, houve troca de tiros dentro do Hospital João Alves, médicos e enfermeiros, assustados, foram embora e não prestaram atendimento aos pacientes. Esse é o retrato da nossa Segurança.

CS: E quanto a esses projetos de lei que chegaram, essa semana, na Assembleia Legislativa? Há previsão para a chegada do projeto de reajuste dos servidores públicos?
CS: As categorias de trabalhadores estão em polvorosa esperando a chegada desses projetos e torcendo por alterações que a Assembleia Legislativa deverá fazer. Vamos discutir tudo com muita calma e vamos fazer as alterações que a Constituição permitir. Vamos dar espaço para as categorias exporem seus pontos de vista. A LOB da Polícia Militar chegou com um regulamento disciplinar, com a criação de uma Corregedoria Unificada de Polícia Civil e Militar e algumas pequenas alterações. Em conversa com o deputado Francisco Gualberto, ele me disse que ainda faltam chegar alguns projetos que vão ser enviados nesta próxima semana para complementar tanto a questão da Polícia Civil, quanto da Polícia Militar. Assim que chegarem esses projetos, nós vamos pegá-los e distribuí-los. Já, inclusive, me antecipei e marquei uma reunião da Comissão de Segurança Pública para esta semana quando vamos agendas as discussões com as categorias sobre esses projetos que estão chegando. Aqui ninguém vai ter pressa para votar as coisas. Vamos discutir com os trabalhadores e só depois nós vamos decidir.

CS: Afinal de contas, deputado, o governador tem ou não tem a maioria na Assembleia Legislativa?
CS: Vejo que o governo vive propagando que tem a maioria, que já conta com 14 votos na Assembleia. Nos bastidores, nas conversas que tenho com os deputados, digo que o governo terá muita dificuldade para aprovar determinados projetos na Casa. Alguns deputados já se manifestam que não votam contra os trabalhadores. A deputada Ana Lúcia (PT), por exemplo, é uma delas e já se manifestou nesse sentido. O também deputado Zé Franco (PDT) já declarou também que seguirá os votos dados por Ana Lúcia. Desse jeito só aí nós já temos um empate em 12 a 12, ou seja, o governo não tem coeficiente para aprovar nada! Com essa divisão ampla entre quem é governo e quem é oposição só é benéfica para as categorias de trabalhadores e para a população de uma forma geral. É um novo momento do Poder Legislativo. Já vi muitos governos trabalharem para ter a maioria absoluta na Casa. Esse busca a maioria mínima e com muita dificuldade. Com a Assembleia independente quem ganha é o povo de Sergipe.

Frases

“Desse jeito só aí nós já temos um empate em 12 a 12, ou seja, o governo não tem coeficiente para aprovar nada!”

“Agora ao invés de ficar falando é preciso que o governo comece a mostrar resultados para a população”

Capitão Samuel, deputado estadual

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Viaturas do 8º BPM autorizadas a circular

Por conta do movimento “Tolerância Zero II”, policiais militares estão se recusando a dirigir as viaturas da policia militar que não estejam devidamente emplacadas e licenciadas.

Essa situação fez com que varias viaturas ainda continuam paradas, já que não foram licenciadas. Isso fez com que o comandante do 8º- Batalhão de Policia Comunitária, tenente-coronel Adolfo Menezes, assinasse um “Termo de Autorização”, para que todas as viaturas do Batalhão saíssem para fazer o policiamento ostensivo.

O termo assinado pelo comandante e pelo sub-comandante diz que “a partir do dia primeiro de fevereiro de 2012, visando cumprir a missão constitucional que está no artigo 144 da Carta Magna, e sobretudo compromissado em promover um serviço de melhor qualidade.........., fica autorizada a efetivação do policiamento ostensivo motorizado.......”.

A partir daí, foi feito um questionamento sobre a responsabilidade, caso ocorra um acidente envolvendo uma viatura que não esteja devidamente legalizada. Esse questionamento foi feito por um policial que indaga. “Se eu estiver dirigindo uma viatura que não esteja devidamente licenciada e ocorrer um acidente. Quem será o responsável, eu ou o comandante que autorizou a saída desses veículos. O problema maior é saber se o Detran vai entender que o responsável é o comandante e não o motorista”, questionou o PM.

Fonte: Faxaju

NOTA DO BLOG: Questão simples de resolver: ordem ilegal não se cumpre.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

PM: Salário melhor só depende de concurso

Durante a audiência pública que foi realizada na manha desta quinta-feira (24), em Propriá, onde está sendo discutido melhorias para a Segurança Pública no interior no estado, uma pergunta feita por um policial militar que estava presente, acabou criando uma “saia justa” entre o sub-comandante da Policia Militar com a corporação.

Durante a audiência, um policial fez uma pergunta por escrito e encaminhou à mesa, onde a cúpula da PM e SSP discutiam os problemas. Na pergunta, o policial indagou “se as duas policias, PM e PC, que tem a mesma função, porque a diferença nos salários”. A pergunta parece que não agradou ao sub-comandante da PM, coronel Genario que bastante rápido, respondeu: “Isso é só uma questão de concurso público”.

Segundo declarações passadas para a redação do FAXAJU, a resposta do coronel deixou os PMs revoltados. “Veja como nós somos tratados. Nós não recebemos nenhuma gratificação por cargo em comissão. Enquanto nós ganhamos bem menos que os policiais civis, o nosso sub-comandante diz que é só fazer concurso para a PC”, reclamou o PM.

Um oficial que também participava da audiência, de cabeça baixa sussurrou, “É verdade, hoje eu vi como somos tratados e o certo mesmo é fazer concurso para a PC”, desabafou.

Fonte: Faxaju

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Viaturas da PM sem placas e sem os lacres


A ordem dada pelo secretario municipal de saúde de Aracaju, Silvio Santos, proibindo as viaturas do Samu, que não possuíssem placas, sair às ruas, chamou a atenção da imprensa e da população.
 
Como a lei estabelece que até mesmo as viaturas da policia militar, civil e bombeiros militares, precisam estar devidamente emplacadas e com lacres e isso não está acontecendo com cerca de 70% dos veículos utilizados pela PM/SE.
 
A reportagem do FAXAJU esteve na manhã desta quinta-feira (29) em frente ao Quartel do Comando Geral (QCG), da policia militar e lá foi comprovado que de cada 10 viaturas estacionadas no pátio, apenas uma estava com a placa legível e com o lacre.
 
Em menos de 10 minutos, foi compravado que as viaturas  Vectra PM 082; Vectra PM 772; Gol PM 164; S-10 PM 111; Gol PM 01002; RP PM 357; Uno PM 50703; Corsa PM 1693; Gol PM 202, tinham as placas porém sem os devidos lacres. Um outro fato que chamou a atenção, foi uma viatura da Rádio Patrulha estar sendo usada pela Polícia Ambiental.
 
Havia no pátio do QCG mais de 30 veículos e desses, e nenhum deles tinha o lacre além do mais, as placas em sua grande maioria estão apagadas e ilegíveis. Apenas uma moto do Getam estava devidamente plotada e emplacada.
 
Além dessas irregularidades, algumas placas de identificação dos veículos que deveriam conter três letras e quatro algarismos, tem apenas duas letras e dois algarismo, o que dificulta a identificação em caso de acidente ou até mesmo de alguma denúncia em que seja preciso identificar o veiculo.
 
As irregularidades comprovadas nas viaturas da PM vem sendo denunciada há muito tempo, inclusive hoje, 11 policiais militares da CPTur estão respondendo IPM, por se negarem a dirigir as viaturas sem estarem devidamente legalizadas.
 
Fonte: Faxaju

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Samuel fica?

Samuel
 
O deputado Capitão Samuel (PSL) disse que continuará na base aliada do Governo na Assembleia, "naquilo que achar correto". Não deixará de criticar o que contraria suas convicções.
 
Situação
 
Capitão Samuel disse, também, que a situação da segurança no Estado é muito complicada e que precisa de uma reestruturação.
 
- Lembro que não tenho nada no Governo, disse.
 
Fonte: Coluna Plenário (Jornal Correio de Sergipe), por Diógenes Brayner

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Sargento Araújo rebate crítica de delegado no Twitter

"Não aceitamos que nos usem como bode expiatório", diz Araújo

O presidente da Asprase, sargento Araújo, rebateu crítica feita por um delegado publicada no Twitter. A crítica em forma de pergunta foi feita em uma conversa informal entre o delegado e um profissional de comunicação. Ao debaterem a questão das reivindicações dos delegados este teria perguntado ao comunicador: "Você vê polícia ostensiva nas ruas?".

A pergunta do delegado foi parar nas "Twittadas" da coluna do jornalista Diógenes Brayner, no jornal Correio de Sergipe. Também pelo Twitter veio a resposta do presidente da Asprase: "E quem é que vai pra rua, prende bandido e entrega de bandeja na delegacia?", devolveu Araújo. A "twittada" do sargento também virou nota na coluna de Brayner no Correio.

Para o sargento Araújo, já foi externado que as associações dos militares não têm nada contra as reivindicações dos delegados, mas todas são unânimes em afirmar que querem que o governo trate a segurança pública como um todo, e não com divisões, distinções e privilégios para algumas categorias. "Se os delegados querem ganhar mais, que peçam e lutem por isso, mas que não nos usem de bode expiatório tentando jogar a culpa da insegurança na PM. Eles devem mostrar as suas qualidades pra convencer o governo e não tentar impelir defeitos aos outros", criticou. "Queremos crer que o pensamento desse delegado é algo isolado e não reflete o pensamento dos demais", disse o sargento.

Para Araújo, ao criticar a segurança pública no Estado o delegado deu um tiro no pé e colocou em xeque a capacidade de gestão de seus próprios colegas. "Infelizmente (ou felizmente) nenhum coronel da PM chega ao comando da SSP, que vem sendo comandada sempre por delegados ou pessoas indicadas politicamente, mas nisso é preciso reconhecer que os delegados têm seus méritos. Não se pode esquecer que o atual gestor da segurança pública em Sergipe é justamente um delegado de carreira da Polícia Civil", disse.

Quanto à questão do policiamento ostensivo, criticado pelo delegado, Araújo afirmou que é público e notório que o sistema de segurança pública no Brasil tem graves falhas, e isso inclui as polícias Civil e Militar. Ele lembra que em Sergipe, por exemplo, enquanto a população aumenta, o efetivo da PM diminui, o que naturalmente gera uma defasagem no efetivo e prejudica o policiamento ostensivo. Ainda assim esse policiamento é feito por homens e mulheres que sacrificam suas horas de folga para atender as necessidades da sociedade.

Em Sergipe a PM ainda não tem carga horária definida, o que prejudica a categoria que há muito luta por esse direito. "Trabalhamos nas escalas ordinárias e ainda temos que cumprir as extraordinárias, muitas vezes sem nenhum tipo de compensação, seja em pagamento das horas extras, seja em folga. O policial que está nas ruas muitas vezes é sacrificado para suprir a falta dos colegas que estão em outros órgãos, um problema antigo, mas mesmo assim o policiamento ostensivo é feito. Só que de dentro de um gabinete não dá pra ver isso", alfinetou Araújo.

O presidente da Asprase encerrou reafirmando que não é contra as reivindicações dos delegados, agentes ou escrivães, mas que como os demais colegas militares e até mesmo policiais civis, defende um tratamento isonômico dentro da segurança pública.


NOTA: Por motivos alheios à nossa vontade e ao nosso conhecimento, as quatro últimas postagens publicadas neste blog simplesmente desapareceram da nossa página, incluindo a matéria original sobre o assunto de que trata a presente matéria, que contudo foi republicada com o mesmo título mas com novo texto, porém mantendo a fidelidade às ideias expressadas no texto original. Para evitar que fatos desta natureza voltem a ocorrer, nossa Diretoria de Comunicação já adotou as medidas de segurança cabíveis.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Sindipen denuncia descaso no sistema prisional

A nova direção do Sindicato dos Agentes Penitenciários de Sergipe (Sindipen) procurou a redação do Correio de Sergipe para denunciar supostas irregularidades no sistema prisio­nal do Estado. De acordo com a denúncia, a verba destinada para a privatização do sistema é desnecessária uma vez que o valor poderia ser redistribuído para todo o sistema carcerário e assim amenizaria os problemas de superlotação e estrutura nas cadeias públicas. A categoria quer ainda que os salários pagos aos agentes sejam igualmente equiparados e reclamam das péssimas condições de traba­lho ao qual são submetidos.

O presidente do sindicato Iran Alves explica que com a terceirização do Complexo Penitenciário Advogado Antônio Jacinto Filho (Compajaf) que possui 470 presos é gasto cerca de 1 milhão de reais. “O Estado cons­truiu um presídio novo e todo o di­n­hei­ro do sistema é canalizado para uma única unidade que não pode ter superlotação devido ao contrato. Por conta disso, todos os outros presos estão sendo direcionados para o Presídio Manoel Carvalho Neto (Compecan), em São Cristóvão, que tem capacidade de acolher apenas 800 presos e atualmente cerca de dois mil se amontoam no local. O dinheiro que é gasto com os presos inviabiliza todo o sistema prisional. É a prática de sucatear e depois privatizar”, denuncia.

Fonte: Correio de Sergipe

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Assessoria da PM diz que nota sobre Iunes é fofoca

Após nota publicada em um site local, a qual aponta uma suposta saída do coronel Maurício Iunes do comando da capital, especula-se que ele não volta mais para o cargo, por conta de uma suposta crise que estaria acontecendo no comando. De acordo com a nota, "no período das eleições, a cúpula da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) teria retirado policiais militares das escalas de policiamento para ficarem à disposição de políticos para fazerem campanha e a segurança dos mesmos, tudo isso oficiosamente".

A notícia envolve ainda a saída do coronel Jackson, comandante do 1º Batalhão da Polícia Militar. Em entrevista ao Correio de Sergipe, o comandante pediu desculpas e explicou que prefere não se pronunciar a respeito dos boatos. Já o assessor da PM, capitão Donato, diz que a informação não passa de fofocas, que o Coronel está em férias e que o assunto só interessa a corporação.

Fonte: Correio de Sergipe

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

"Reféns da criminalidade"

As últimas notícias negativas de maior repercussão em Sergipe deságuam, sem dúvida alguma, na Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) - um gargalo indiscutível que o governador Marcelo Déda parece não ter mais tempo de transformar em um marketing positivo a iluminar o caminho para sua reeleição. Apesar de ter investido em segurança e pagar os melhores salários da história da polícia sergipana, Déda e sociedade não tiveram o retorno satisfatório.

Se o governador conseguir a reeleição, a SSP, certamente, será levada na carona de outras áreas do seu governo. Ou mesmo a reboque de outros mecanismos de praxe na política para se obter êxito nas urnas. Desta forma, é difícil imaginar um Déda satisfeito com o trabalho desempenhado pela SSP, ainda que ele diga o contrário, haverá sempre dúvida.

A Constituição vela que cabe ao governador, enquanto chefe do Executivo, a responsabilidade maior de prover segurança. Sendo assim, a sensação de impotência frente à intranquilidade ululante não encontra sintonia nos investimentos feitos pelo governo. O problema parece induzir a uma indagação: houve a falência do projeto de segurança?

O atentado contra o presidente do TRE, o desembargador Luiz Mendonça, e, por tabela, contra o seu motorista, o cabo da Polícia Militar, Jailton Batista, aconteceu num curtíssimo espaço de tempo, em uma semana mais ou menos, antes do estupro praticado por um policial militar contra uma senhora, cuja filha já havia sido estuprada pelo mesmo policial.

Praticamente, o mesmo tempo separa o terror vivido por Mendonça e Jailton do dia em que um PM matou um colega de farda na Orla da Coroa do Meio. E, por fim, na mesma semana, houve a veiculação da notícia por parte do Correio de Sergipe de que a casa de, ninguém menos que João Eloy, delegado e secretário de Estado da Segurança Pública, foi invadida por um bandido. Eloy tratou de desmentir, apesar de admitir que seu filho percebeu a presença do estranho "nos fundos da casa".

É interessante notar a gravidade dos fatos registrados num curto espaço de tempo. O sergipano se permite ao luxo de não precisar mencionar os crimes de menor repercussão registrados no mesmo período, para mostrar a indiscutível vulnerabilidade, que, aliás, justifica a grita do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Sergipe (OAB/SE), o advogado Carlos Augusto Nascimento. "Todos nós estamos reféns da criminalidade", observou, ao comentar o atentado contra Luiz Mendonça.

O que mais impressiona, entretanto, é a acomodação. Ninguém se sente seguro, mas há algo mais forte a sufocar a grita. Exceto a OAB e alguns membros da oposição, nem todos parecem enxergar a falência anunciada. A dimensão real do problema. Os últimos crimes praticados em Sergipe, inclusive o número de mortes no chamado confronto bandido x polícia, guardados a sete chaves pela SSP, podem estar alertando sobre a falência do projeto.

Evidente que jamais se deve afirmar que um atentado tem o seu lado positivo. Mas se isso tivesse amparo no mundo real, um dos argumentos a sustentar a lógica, por certo, seria o fato de o atentado contra o desembargador e o PM dizer aos responsáveis pela Segurança Pública em Sergipe que chega. Não dá mais para ficarmos no discurso.

Num estado onde a marginalidade, independente de motivação, afronta um policial que faz a segurança de um desembargador e tenta matar os dois à luz do dia, o que estaria reservado aos demais sergipanos? E se Luiz Mendonça não tivesse escapado? O motorista ainda está no hospital.

Se o governo do Estado investiu alto em segurança, e o atual secretário é quase unanimidade, por que não se tem segurança? Há algo errado. E a sociedade está pagando um alto preço pelo erro. Um preço que não tem preço: a vida em xeque.

Ou brinca-se de fazer Segurança Pública em Sergipe, ou a aptidão para combater a criminalidade parece passar distante dos responsáveis pelo ofício. O difícil é decifrar qual das duas alternativas espelha a bofetada mais violenta no rosto da sociedade.

Da redação Universo Político.com

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Para saber mais:

Polícia Militar lamenta falecimento do Cabo Hélio Menezes - http://asprase.blogspot.com/2010/04/policia-militar-lamenta-falecimento-do.html

Crime de PM foi motivado por disputa em estacionamento - http://asprase.blogspot.com/2010/08/crime-de-pm-foi-motivado-por-disputa-de.html

Cabo: Polícia já tem suspeitos do homicídio - http://asprase.blogspot.com/2010/08/cabo-policia-ja-tem-suspeitos-do.html

Escrivão assassinado em Frei Paulo é sepultado na Capital - http://asprase.blogspot.com/2010/06/escrivao-assassinado-em-frei-paulo-e.html

Corpo de Sargento é sepultado - http://asprase.blogspot.com/2010/06/corpo-de-sargento-e-sepultado.html
Em 2009, dos 322 policiais militares mortos no País, 5% cometeram suicídio, 30% morreram em serviço e 65% morreram no exercício de atividades paralela - http://asprase.blogspot.com/2010/05/em-2009-dos-322-policiais-militares.html

Sargento da PM é assassinado em quartel da Capital - http://asprase.blogspot.com/2010/05/sargento-da-pm-e-assassinado-em-quartel.html
Policiais militares prestam às últimas homenagens ao soldado Abel - http://asprase.blogspot.com/2010/02/policiais-militares-prestam-ultima.html

Comoção marca sepultamento do Polícial Civil Sério Figueirêdo - http://asprase.blogspot.com/2010/01/comocao-marca-sepultamento-do-policial.html

Nota de falecimento – Polícia Militar lamenta falecimento do soldado Antônio Wagner dos Santos - http://asprase.blogspot.com/2009/08/nota-de-falecimento-policia-militar.html

Ciosp admite erro que levou a morte de comerciante - http://asprase.blogspot.com/2010/01/ciosp-admite-erro-que-levou-morte-de.html

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Vice-presidente do Sinpol critica treinamento da Polícia Civil

"O que aconteceu foi uma fatalidade, mas evidencia a fragilidade no treinamento do policial civil e a necessidade dos estabelecimentos que são correspondentes bancários investirem em segurança privada". A declaração é do vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (Sinpol), Antonio Moraes. Ele criticou o treinamento da Polícia Civil sergipana, que tem duração de apenas três meses. "Hoje o curso de formação é uma etapa do concurso. O correto seria formar apenas quem vai tomar posse. Defendemos que o curso deveria ser de um ano, no mínimo. Como é possível formar e treinar um policial em três meses? A atividade policial é complexa e requer um preparo abrangente, baseado em uma grade curricular", afirma.

O escrivão Flávio Santos de Oliveira Matos, 29 anos, foi morto durante um assalto a uma agência dos Correios, na tarde desta terça-feira, em Frei Paulo. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o suspeito de praticar o crime teria feito o vigilante da agência como refém, antes de atirar contra o policial. No momento do assalto, o escrivão estava acompanhado por um policial militar, que trabalhava com ele na Delegacia do município. Na fuga, o carro dos policiais foi levado pelo assaltante, que abandonou a viatura minutos depois em um povoado da cidade de Itabaiana. Flávio exercia a função de escrivão há seis meses.

Fonte: Correio de Sergipe

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