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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Suspensos serviços de Banco Postal nos Correios

Está suspenso por tempo indeterminado o serviço de pagamento por meio de Banco Postal oferecido pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. A decisão foi tomada pelo juiz federal substituto da 1ª Vara da Seção Judiciária do Estado de Sergipe, Fábio Cordeiro de Lima, sob alegação de que as unidades não possuem medidas de segurança previstas na lei.

A Ação Civil Pública foi proposta pelo Ministério Público Federal (MPF) em Sergipe, após denúncia feita em 2005 pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Correios em Sergipe, por entender que a partir da atuação dos Correios com Banco Postal, as agências passaram a ser alvo de investidas criminosas, principalmente roubos à mão armada.

Com a determinação, estão suspensos os serviços em 42 das 86 Agências situadas no Estado de Sergipe. Já na Grande Aracaju, a partir da última segunda-feira, 28, todas as agências estão com os serviços de pagamento suspensos à comunidade. Dentre elas, a do bairro Santos Dumont, que em três anos de funcionamento já foi alvo de assaltantes 12 vezes.

O assessor de comunicação dos Correios, José Ginaldo, informou que a empresa vai recorrer da decisão por entender que a população não pode ficar sem o serviço. “Mesmo antes da decisão judicial a empresa já havia iniciado a implantação de novos equipamentos e a contratação de novos vigilantes. Ainda estamos celebrando o contrato com uma empresa para a elaboração de um plano de segurança para cada agência”, informa.

Por Aisla Vasconcelos

Fonte: Infonet

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Samuel: Projeto de lei tramita pedindo retorno do convênio entre os EBCT e PM

Por Crhis Brota/assessoria parlamentar

Na manhã desta quarta-feira, 21, o deputado estadual Capitão Samuel (PSL), ocupou a tribuna e destacou a presença dos funcionários dos Correios do Estado de Sergipe presentes nas galerias da ALESE.

Samuel Barreto falou do Projeto de Lei que altera e proporcionará mais seguranças aos profissionais dos Correios no Estado. O parlamentar comentou do convênio feito entre os Correios e a Instituição Polícia Militar, onde os policias militares ficavam nas imediações dos Correios dando proteção aos profissionais, clientes e as agências, porém esse convênio foi instinto por orientação da PGE – Procuradoria geral do Estado, que disse que era inconstitucional. “Entramos com esse Projeto de Lei para abrimos a oportunidade de voltar o convênio dos Correios com a PM o projeto já está tramitando com algumas alterações”, afirmou o deputado.

O capitão Samuel disse que o projeto de lei que está tramitando é o pedido de retorno do convênio entre os Correios do Estado e a PM e que o policial militar no seu horário de folga daria proteção aos funcionários e agências dos Correios. Outro ponto colocado em pauta foi em relação ao pagamento desses policiais que seria de responsabilidade dos Correios. “O policial militar no seu horário de folga traria segurança para os funcionários dos correios e para a sociedade que se sentiria mais segura com os PMs nas proximidades dos Correios”, disse Samuel.

O parlamentar apresentou números que comprovaram que os índices de criminalidade diminuíram na época do convênio dos Correios com a Polícia Militar e enfatizou que além dessa segurança proporcionar maior tranqüilidade aos funcionários dos Correios, proporcionaria também maior segurança para a população e ao comércio que fica próximo as imediações dos Correios. “Nos anos de 2005 e 2006 os assaltos caíram de 70 para 11 assaltos uma diferença absurda e a comprovação de que o convênio surtiu resultados”, destacou Samuel Barreto.

Entre 2007 e 2008 a PGE proibiu o convênio e os números de assaltos começaram a subir novamente e nos anos de 2009 (32 assaltos), 2010 (50) e 2011 os números chegaram a 62 assaltos na capital sergipana, próximo ao número total de 2005 que foi de 70 assaltos no ano, levando em conta que não concluímos o ano ainda.

Samuel disse ainda que a PGE está equivocada em algumas decisões e destacou o caso do Pré-Caju, onde o empresário do evento pode fazer esse tipo de convênio com a PM, a prefeitura também pode, mas, que os Correios não pode. “Ou pode para todos ou não pode para nenhum”, concluiu Samuel Barreto.

Fonte: Agência Alese

sábado, 11 de setembro de 2010

Veja os pontos principais do PLS 166/10 (Código de Processo Civil)

O projeto do novo Código de Processo Civil, preparado por uma comissão especial de juristas, que realizou audiências públicas em todo país, ouvindo representantes dos diversos setores do Direito, tramita no Senado como o PLS 166/2010. Veja abaixo o que o texto estabelece.

- Institui a figura do amicus curiae ("amigo da corte"): o Tribunal, considerando a relevância da matéria e a representatividade dos postulantes, poderá admitir a manifestação de outros órgãos ou entidades especializados na temática debatida (como, por exemplo, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica ou a Agência Nacional de Telecomunicações). Tal intervenção não implicará modificação de competência.

- Em relação a liminares destacam-se duas decisões:

* Atualmente, quando é concedida uma liminar em processo cautelar, é necessário que o jurisdicionado dê entrada na ação principal no prazo de até 30 dias. Caso isso não ocorra, a decisão liminar perde a eficácia, mesmo que a outra parte não a questione. Com a modificação aprovada, caso não ocorra contestação da liminar, não é obrigatória a ação principal.

* Hoje são necessárias duas petições iniciais diferentes para os processos referentes à cautelar e à ação principal. A proposta é que se possibilite o aproveitamento da liminar como procedimento inicial para a ação principal.

- Permite a intimação facultativa realizada pelos Correios, promovida pelo próprio advogado.

- Adéqua a atuação do Ministério Público ao texto da Constituição, reconhecendo a sua qualidade de representante da sociedade, no seu papel de guardião do Estado Democrático de Direito.

- Dá, em vários dispositivos, preferência pela utilização dos meios eletrônicos como instrumental para os atos processuais.

- Permite que se confira a autenticidade aos documentos emitidos por meio eletrônico.

- Obriga o magistrado a apontar, no conjunto total das provas, aquela(s) que fundamentaram seu convencimento para a sentença.

- Institui a figura do incidente de resolução de demandas repetitivas, que possibilitará a resolução mais célere e uniforme das demandas de massa, quando um mesmo direito é requerido em uma quantidade significativa de ações. Por esse instrumento, um número reduzido de "processos piloto" será julgado, dentre muitos que versem sobre uma mesma questão, enquanto os demais ficaram suspensos aguardando a decisão dos primeiros. Ao se pacificar a questão ou no Tribunal do Estado, ou nos Tribunais Superiores (STF ou STJ) a decisão será aplicada as demandas já em curso e nas que ainda se socorrerem do Poder Judiciário.

- Permite a intimação facultativa de testemunhas promovida pelos advogados das partes.

- Possibilita julgamento de ações improcedentes, mesmo sem ouvir o réu do processo, no caso em que as teses em questão já tiverem sido fruto de jurisprudências pelos Tribunais Superiores. Nesse mesmo sentido, quando o juiz entender que a decisão é procedente, também em assuntos já pacificados, o magistrado poderá proferir a sentença imediatamente após o prazo de defesa.

- Estabelece que todos os prazos correrão em dias úteis, sendo em dobro para a advocacia pública.

- Torna o reexame necessário apenas para causas acima de 1.000 salários mínimos.

- Possibilita que o advogado faça sustentação oral no recurso de agravo de instrumento que seja dirigido contra as ¨tutelas de urgência¨, as chamadas decisões liminares.

- Adota as soluções dos recursos já firmadas pelo Superior Tribunal de Justiça, que serão obrigatórias não apenas para os demais Tribunais de segunda instância, como também para os juízes de primeiro grau.

- Estabelece a realização de audiências de conciliação como passo inicial do processo judicial.

- Extingue o agravo de instrumento (a não ser em caso de urgência) e dos embargos infringentes, além da limitação do uso dos embargos de declaração.

- Possibilita ao magistrado adequar o procedimento as peculiaridades do caso concreto.

- Nos casos em que houver pessoa beneficiária da justiça gratuita envolvida na lide, deve ocorrer a inversão do ônus da prova, devendo ao Estado arcar com as despesas.

- Modifica a penhora on line, evitando o bloqueio de todos os fundos líquidos dos devedores.

- Facilita os trâmites da reconvenção, permitindo ao réu que, na mesma ação em que ele sofre acusação, possam ser feitos pedidos contra o autor da ação.

- Estabelece que os honorários advocatícios terão caráter alimentar, com percentual entre 10 a 20% nos casos de área privada e de 5 a 10% nos casos que envolvam a Fazenda Pública.

Fonte: Agência Senado de Notícias

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Para saber mais:

http://asprase.blogspot.com/2010/05/luiz-fux-apresenta-nesta-terca.html - Luiz Fux apresenta nesta terça inovações ao Código de Processo Civil

http://asprase.blogspot.com/2010/04/atos-processuais-poderao-ter-tramite.html - Atos processuais poderão ter trâmite eletrônico, diz ministro que preside comissão do novo CPC


http://asprase.blogspot.com/2010/03/novo-codigo-de-processo-civil-podera.html - Novo Código de Processo Civil poderá prever ação coletiva para processos semelhantes

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Proposta concede adicional de periculosidade a empregados de serviço postal

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 7296/10, do deputado Damião Feliciano (PDT-PB), que inclui o trabalho desenvolvido por empregados de empresas de serviço postal e de correspondentes bancários entre as atividades perigosas previstas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-lei 5.452/43). O trabalho em condições de periculosidade assegura ao empregado um adicional de 30% sobre o salário.

A proposta altera a CLT para ampliar o conceito de periculosidade, atualmente vinculado ao contato permanente com inflamáveis ou explosivos. Para Feliciano, atividades realizadas por empregados dos Correios, como a de carteiro, oferecem riscos à integridade física do trabalhador.

Gratificação

"Além da possibilidade de contrair câncer de pele, o carteiro está sujeito ao surgimento de varizes nas pernas; problemas na estrutura óssea em razão do peso das correspondências; atropelamentos; acidentes de trânsito, assaltos e ataques de cães", justifica o parlamentar.

Para o autor da proposta, a gratificação deve se estender a todos os empregados das agências de serviço postal e correspondentes bancários, em face dos riscos a que estão expostos.

Tramitação

A proposta, que tramita em regime conclusivo será analisada pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


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Notícias relacionadas

http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/SEGURANCA/149525-RELATOR-MANTEM-ADICIONAL-DE-30-PARA-TRABALHADORES-DE-SEGURANCA-PRIVADA.html - Relator mantém adicional de 30% para trabalhadores de segurança privada



http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/ECONOMIA/133388-CAMARA-AMPLIA-CONCESSAO-DO-ADICIONAL-DE-PERICULOSIDADE.html - Câmara amplia concessão do adicional de periculosidade

Fonte: Agência Câmara de Notícias

sábado, 17 de julho de 2010

Trabalhadores dos Correios pedem mais segurança nas agências

A passeata tem início às 9h30 nos arcos da orla e vai até o final da passarela do caranguejo

No próximo domingo, 18, funcionários dos Correios de todo o Estado farão uma manifestação para reivindicar mais segurança e melhores condições de trabalho nas agências locais. A passeata tem início às 9h30 nos arcos da orla e vai até o final da passarela do caranguejo.

Segundo o secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios, Sérgio Lima, somente neste ano foram registrados 24 assaltos nas unidades sergipanas. “É um número muito grande, ainda assim a empresa diz que é um número pequeno para colocar detector de metal e câmeras que identifiquem os assaltantes. A administração dos Correios tem que parar de proteger o patrimônio e proteger mais a vida humana”, diz.

De acordo com o representante do sindicato, a manifestação também serve para informar à população sobre a deficiência no serviço de entrega. “A cobrança é diretamente à administração dos Correios, não só pela qualidade da proteção como pela qualidade do serviço. É preciso que haja o gerenciamento sério com um estudo de quantos carteiros precisa em determinada área, mas esses dados não são repassados”, afirma.

Desde 2005 já aconteceram três mortes em assaltos a agências dos Correios em Sergipe. No último assalto, ocorrido no dia 22 de junho deste ano, o escrivão de polícia Flávio Santos de Oliveira Matos, de 29 anos, foi morto por bandidos quando tentou impedir que a agência da cidade de Frei Paulo fosse roubada.

Fonte: Portal Infonet

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Vigilantes de banco reclamam de condições de trabalho

Representantes de vigilantes divergiram de empresários sobre segurança em estabelecimentos bancários, durante audiência pública da Comissão de Legislação Participativa nesta quinta-feira.

Na avaliação do presidente da Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV), José Boaventura Santos, os vigilantes de bancos não têm condições dignas de trabalho. "Fornece-se ao vigilante armamento quebrado e munição vencida e faltam coletes à prova de bala", disse. Ele afirmou que o trabalhador não conta com a ajuda das empresas de vigilância quando passa por situações de estresse e distúrbios emocionais.

Já o vice-presidente para assuntos jurídicos e institucionais da Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist), Salmen Kamal Guazale, disse que a falta de segurança pública compromete o trabalho das empresas de segurança privada. "Não podemos ser ingênuos e esquecer o caos que está a segurança pública", afirmou.

11 mortos em assaltos

O representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), Ademir José Wiederkehr, afirmou que, em 2009, os bancos foram multados em R$ 15 milhões pelo não cumprimento da lei de segurança dos estabelecimentos financeiros (Lei 7.102/83). Informou ainda que 11 pessoas morreram em ataques a bancos no primeiro semestre deste ano.

Por sua vez, o diretor setorial de segurança bancária da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Pedro Oscar Viotto, considera que a atual legislação de segurança de instituições financeiras está adequada para o trabalho. "Temos investido muito mais do que a Lei 7.012/83 exige, pois temos a preocupação de garantir a segurança a todos que trabalham e transitam nos bancos", afirmou Viotto. Segundo ele, os bancos conseguiram reduzir o número de assaltos de 1903, em 2000, para 430 em 2009.

Cooperativas de crédito

Um ponto de divergência entre os participantes do debate foi a segurança de cooperativas de crédito e de correspondentes bancários, como lotéricas e Correios, que hoje fazem transações próprias de bancos.

Na opinião do presidente da comissão, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), as cooperativas de crédito são, atualmente, agencias bancárias. Pimenta sugeriu a realização da audiência, em conjunto com o deputado Luiz Couto (PT-PB).

O coordenador-geral substituto de Controle de Segurança Privada da Polícia Federal, Rodrigo Andrade Oliveira, afirmou que os policiais não fiscalizam as cooperativas por uma orientação do Ministério da Justiça.

Outra questão que provocou discórdias foi o horário de almoço dos vigilantes. Durante esse período, as agências ficam, normalmente, com apenas um segurança quando o normal são dois ou mais profissionais. Vigora atualmente uma norma da Polícia Federal que avalia a solicitação de agências para flexibilização de segurança no horário de almoço.

Projetos

Ao final da audiência, vigilantes entregaram um anteprojeto de lei para regulamentar a carreira da categoria. Hoje, tramitam na Câmara várias propostas relacionadas ao tema. Entre elas, o Projeto de Lei 5247/09, que cria o Estatuto da Segurança Privada; e o PL 5104/09, que disciplina o piso salarial, o pagamento de adicional de risco de vida e o fornecimento de colete à prova de balas para os vigilantes.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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Para saber mais:

http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/SEGURANCA/149338-AUDIENCIA-SOBRE-SEGURANCA-E-VIGILANCIA-NOS-BANCOS-E-ENCERRADA.html - Audiência sobre segurança e vigilância nos bancos é encerrada

http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/SEGURANCA/149335-REPRESENTANTES-DE-EMPRESAS-E-BANCOS-CRITICAM-SEGURANCA-PUBLICA.html - Representantes de empresas e bancos criticam segurança pública

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Vice-presidente do Sinpol critica treinamento da Polícia Civil

"O que aconteceu foi uma fatalidade, mas evidencia a fragilidade no treinamento do policial civil e a necessidade dos estabelecimentos que são correspondentes bancários investirem em segurança privada". A declaração é do vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (Sinpol), Antonio Moraes. Ele criticou o treinamento da Polícia Civil sergipana, que tem duração de apenas três meses. "Hoje o curso de formação é uma etapa do concurso. O correto seria formar apenas quem vai tomar posse. Defendemos que o curso deveria ser de um ano, no mínimo. Como é possível formar e treinar um policial em três meses? A atividade policial é complexa e requer um preparo abrangente, baseado em uma grade curricular", afirma.

O escrivão Flávio Santos de Oliveira Matos, 29 anos, foi morto durante um assalto a uma agência dos Correios, na tarde desta terça-feira, em Frei Paulo. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o suspeito de praticar o crime teria feito o vigilante da agência como refém, antes de atirar contra o policial. No momento do assalto, o escrivão estava acompanhado por um policial militar, que trabalhava com ele na Delegacia do município. Na fuga, o carro dos policiais foi levado pelo assaltante, que abandonou a viatura minutos depois em um povoado da cidade de Itabaiana. Flávio exercia a função de escrivão há seis meses.

Fonte: Correio de Sergipe

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Prazo para registro de armas termina no dia 31 de dezembro

Brasília, 23/12/09 (MJ)- Os proprietários de armas de fogo têm até o dia 31 de dezembro para registrá-las junto à Polícia Federal. Após esse prazo, quem tiver uma arma em casa sem registro cometerá o crime de posse irregular, com pena de um a três anos de prisão.

O registro é gratuito e pode ser feito de três formas: nas unidades da Polícia Federal (PF), em um dos estabelecimentos conveniados à Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições (ANIAM) ou em qualquer agência dos Correios. Neste último caso, o cidadão deverá pagar uma taxa de R$ 6,50.

Caso não haja interesse em manter a arma, o cidadão pode entregá-la ao governo, mas apenas a Polícia Federal está autorizada a receber. A devolução pode ser feita a qualquer tempo e o portador ainda tem direito a uma indenização entre R$ 100 a R$ 300, conforme o calibre da arma.

Desde 2005 foram recolhidas mais de 500 mil armas de fogo, das quais 13.700 foram em 2009. No último ano foram realizados 609 mil registros. O Estatuto do Desarmamento, em vigor desde 22 de dezembro de 2003, prevê que o cidadão tenha a possibilidade de ter a arma em casa, porém, obrigatoriamente ela deverá estar com registro atualizado.

O secretário executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto, destaca que o prazo para o cadastramento não será renovado. “Foram dadas várias chances ao cidadão para registrar sua arma, caso queira tê-la em casa. O prazo foi prorrogado, houve campanha de esclarecimento, ampliação da rede de atendimento e outras medidas simplificadoras”. Barreto lembra que ter uma arma em casa após esse prazo, sem registro, passará a ser crime. “A solução, então, é registrar essa arma ou entregá-la à Polícia Federal, como determina a lei”, enfatiza.

Para registrar a arma é necessário apresentar comprovante de residência e cópias do RG e CPF. Se a opção for pela devolução ao governo, é necessário portar uma Guia de Trânsito, disponível no site da PF (www.dpf.gov.br), na qual deverá constar o endereço do local onde a arma está guardada e o endereço da unidade da Polícia Federal para o qual o equipamento será entregue.

Clique aqui para acessar o “Perguntas e Respostas” da campanha de regularização de armas de fogo. Se o cidadão preferir, pode tirar as dúvidas gratuitamente pelo telefone 0800 -727 3040.

As lojas autorizadas a fazerem o registro de armas estão divulgadas no site da ANIAM: http://www.aniam.org.br/recadastramento-armas-pontos-de-recadastramento

Fonte: Ministério da Justiça

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