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sábado, 10 de maio de 2014

Porque apoio a desmilitarização das Polícias

Anastácio e bombeiro militar do Rio de Janeiro

Sou completamente a favor da desmilitarização. Não porque é moda, não porque alguém me falou. Eu estou sendo vítima de assédio moral, perseguido político por ser militar da ativa e ter a coragem de ter um blog que eventualmente faz críticas ao governo. A lei e a ordem é usada contra militares que pensam e a vida pessoal se confunde com a vida profissional, quando jamais deveria ser confundida. A vida sexual de alguns não é confundida, a opção futebolística não é confundida, então porque a preferência político ideológica deveria sê-lo? Só quem responde a dezenas, literalmente dezenas de procedimentos, na sua maciça maioria, em tese infundados, sabe o que pode representar a desmilitarização.

Quando aos direitos não os perderemos, como hospital específico, aposentadoria especial, porte de armas, prisão especial, (que o Prisco, líder da greve da PM Bahia não goza). Tudo evolui, e devemos abrir os corações e mentes e evoluirmos também. Enquanto o militar não foi enxergado como cidadão e vice - versa...as coisas não irão mudar.

A desmilitarização por si só não será a solução de todos os problemas, precisamos de direito a sindicalização, reconhecimento do direito à greve, reconhecimento da aposentadoria especial, plano habitacional nacional, num simples convênio com os bancos estatais. Afinal tem dinheiro pra tanta coisa fútil nesse país, porque não garantir um plano habitacional para policiais e bombeiros? Precisamos ainda de um Código de Ética Nacional unificado, criação do piso nacional, criação do fundo nacional e criação de um fórum permanente para discutir as políticas, investimentos, legislação político-administrativa e penal das polícias no Brasil. A partir daí começaremos a caminhar. Hoje, infelizmente engatinhamos...

Para saber mais

Cabo Anastácio recebe voz de prisão após ser xingado por superior: http://www.asprasergipe.com/2013/07/cabo-anastacio-recebe-voz-de-prisao.html

Fonte: Blog do Anastácio (No QAP)

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

SSP não aceita que empresas gratifiquem policiais

O secretário da Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE), delegado João Eloy, manifestou-se contra a ideia do Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado de Sergipe (Sindesp/SE) de gratificar os policiais que recuperem armas de fogo roubadas de vigilantes destas empresas. A iniciativa do sindicato tinha como objetivo estimular os policiais para que pudessem  reaver essas armas, mas a SSP foi taxativa ao alegar que os policiais civis e militares já são gratificados pela apreensão de qualquer arma de fogo.

A polêmica surgiu por conta do alto número de roubos de armas dos quais os vigilantes têm sido alvos ultimamente, chegando a ser registrada uma morte em um desses assaltos. Preocupados com a situação o Sindesp/SE e também o Sindicato dos Vigilantes pediram o apoio da SSP para que a polícia atue mais efetivamente nesses casos. O sindicato patronal chegou a cogitar o pagamento de uma gratificação por arma recuperada, proposta rechaçada pela SSP/SE.

Em seu twitter o presidente em exercício da Associação dos Praças PM/BM de Sergipe (Aspra), sargento Anderson Araújo, disse não entender o posicionamento da SSP. Para ele o salário do policial já é pago para que ele cumpra sua missão constitucional, mas se as empresas privadas se prontificaram a gratificar os policiais pela recuperação de suas armas com seus próprios recursos, não haveria motivo para que a SSP  se posicionasse contra. A twitada do sargento repercutiu na Coluna Plenário, do jornalista  Diógenes Brayner, no jornal Correio de Sergipe e no site Faxaju, conforme segue:

Pagar serviços – O sargento Anderson Araújo diz que não entendeu porque a Secretaria de Segurança é contra ao sindicato das empresas gratificar os PMs por arma recuperada. Acha que o salário do militar já é pra cumprir sua missão, mas se o Estado gratifica, por quê ser contra uma iniciativa das próprias empresas?

"É por conta de atitudes como essa que os policiais muitas vezes se mostram desmotivados, pois em suas mentes fica a imagem de que quando é para apurar desvios de conduta praticados por seus servidores os órgãos costumam ser ágeis, mas quando há alguma proposta que possa lhes trazer algum tipo de benefício tem sempre alguém pra dizer não", lamenta Araújo.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O policial fora de serviço é um xerife de rua?

Por Danillo Ferreira

O policial fora de serviço, seja militar ou civil, estadual ou federal, deve sempre se comportar como se policial não fosse – a não ser que possua seguramente meios para resolver um problema encontrado. Não estamos falando de deixar de dispensar sempre alguma atenção aos fatos que acontecem a seu redor. “Se comportar como se policial não fosse” é ser sempre cauteloso frente a situações cotidianas que todo cidadão enfrenta. É ser prudente, praticar o entendimento de que as prerrogativas e direitos do policial possui deveres correspondentes.

Este ponto é digno de discussão porque ainda ocorrem casos lamentáveis em que policiais se envolvem em brigas, confusões e discussões pautados (abusivamente) na autoridade que lhes é delegada pelo Estado. É daí que surge aquela estória dos corredores das instituições policiais, segundo a qual um Juiz teria dito que “queria ter a metade da autoridade que alguns policiais acham que têm”. A falta de humildade dos profissionais de polícia, que cotidianamente lidam com direitos fundamentais, pode gerar desgates imediatos a esses direitos que tem dever de zelar (inclusive os dele próprio).

Aparentemente, um desses surtos de “hiperautoridade” acometeu o policial citado na matéria abaixo, que acabou atingindo uma tenente-coronel da PM, que flagranteou o “xerife”:


Ao invés do confronto entre estudantes e policiais militares, foi a vez da própria polícia se conflitar. Na tarde desta terça-feira (30), um policial civil foi preso acusado de atingir pelo menos duas pessoas com spray de pimenta no rosto. Entre as vítimas está a tenente-coronel Júlia Beatriz Pires de Almeida, que deu voz de prisão. Os manifestantes protestam pelo segundo dia consecutivo contra o aumento da passagem de ônibus, de R$ 1,90 para R$ 2,10 e a coronel intermediava a negociação de um acordo.

De acordo com relatos da própria coronel, o policial dirigia um Kadett vermelho e queria furar o bloqueio dos estudantes na avenida Frei Serafim. O policial teria exibido seu distintivo, apontado uma pistola .40 para os manifestantes e atirado spray de pimenta em quem estava na frente. O produto atingiu diretamente o rosto de Júlia Beatriz e um estudante com farda do Colégio Sagrado Coração de Jesus.

A própria coronel deu voz de prisão ao policial e fez questão de se dirigir até a Central de Flagrantes para registrar o caso. O policial civil foi identificado como Luciano Lopes de Oliveira, da Delegacia do Silêncio.

Leia mais…

Fonte: Abordagem Policial

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Sargento Araújo rebate crítica de delegado no Twitter

"Não aceitamos que nos usem como bode expiatório", diz Araújo

O presidente da Asprase, sargento Araújo, rebateu crítica feita por um delegado publicada no Twitter. A crítica em forma de pergunta foi feita em uma conversa informal entre o delegado e um profissional de comunicação. Ao debaterem a questão das reivindicações dos delegados este teria perguntado ao comunicador: "Você vê polícia ostensiva nas ruas?".

A pergunta do delegado foi parar nas "Twittadas" da coluna do jornalista Diógenes Brayner, no jornal Correio de Sergipe. Também pelo Twitter veio a resposta do presidente da Asprase: "E quem é que vai pra rua, prende bandido e entrega de bandeja na delegacia?", devolveu Araújo. A "twittada" do sargento também virou nota na coluna de Brayner no Correio.

Para o sargento Araújo, já foi externado que as associações dos militares não têm nada contra as reivindicações dos delegados, mas todas são unânimes em afirmar que querem que o governo trate a segurança pública como um todo, e não com divisões, distinções e privilégios para algumas categorias. "Se os delegados querem ganhar mais, que peçam e lutem por isso, mas que não nos usem de bode expiatório tentando jogar a culpa da insegurança na PM. Eles devem mostrar as suas qualidades pra convencer o governo e não tentar impelir defeitos aos outros", criticou. "Queremos crer que o pensamento desse delegado é algo isolado e não reflete o pensamento dos demais", disse o sargento.

Para Araújo, ao criticar a segurança pública no Estado o delegado deu um tiro no pé e colocou em xeque a capacidade de gestão de seus próprios colegas. "Infelizmente (ou felizmente) nenhum coronel da PM chega ao comando da SSP, que vem sendo comandada sempre por delegados ou pessoas indicadas politicamente, mas nisso é preciso reconhecer que os delegados têm seus méritos. Não se pode esquecer que o atual gestor da segurança pública em Sergipe é justamente um delegado de carreira da Polícia Civil", disse.

Quanto à questão do policiamento ostensivo, criticado pelo delegado, Araújo afirmou que é público e notório que o sistema de segurança pública no Brasil tem graves falhas, e isso inclui as polícias Civil e Militar. Ele lembra que em Sergipe, por exemplo, enquanto a população aumenta, o efetivo da PM diminui, o que naturalmente gera uma defasagem no efetivo e prejudica o policiamento ostensivo. Ainda assim esse policiamento é feito por homens e mulheres que sacrificam suas horas de folga para atender as necessidades da sociedade.

Em Sergipe a PM ainda não tem carga horária definida, o que prejudica a categoria que há muito luta por esse direito. "Trabalhamos nas escalas ordinárias e ainda temos que cumprir as extraordinárias, muitas vezes sem nenhum tipo de compensação, seja em pagamento das horas extras, seja em folga. O policial que está nas ruas muitas vezes é sacrificado para suprir a falta dos colegas que estão em outros órgãos, um problema antigo, mas mesmo assim o policiamento ostensivo é feito. Só que de dentro de um gabinete não dá pra ver isso", alfinetou Araújo.

O presidente da Asprase encerrou reafirmando que não é contra as reivindicações dos delegados, agentes ou escrivães, mas que como os demais colegas militares e até mesmo policiais civis, defende um tratamento isonômico dentro da segurança pública.


NOTA: Por motivos alheios à nossa vontade e ao nosso conhecimento, as quatro últimas postagens publicadas neste blog simplesmente desapareceram da nossa página, incluindo a matéria original sobre o assunto de que trata a presente matéria, que contudo foi republicada com o mesmo título mas com novo texto, porém mantendo a fidelidade às ideias expressadas no texto original. Para evitar que fatos desta natureza voltem a ocorrer, nossa Diretoria de Comunicação já adotou as medidas de segurança cabíveis.

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