No Rio de Janeiro ninguém está satisfeito com as polícias, tanto Civil quanto Militar. Nem a sociedade, nem os próprios oficiais. Porém, as forças fluminenses não são as únicas em estado adiantado de degradação: suas deficiências apenas tornaram mais visíveis.
Em quase todo o país as avaliações sobre essas corporações são negativas. Os baixos salários são o problema central e têm como consequência direta a necessidade de "bicos" para completar o orçamento familiar.
Nesse cenário, nada mais natural que a maioria dos policiais procure uma vaga na segurança privada. A lei proíbe, mas o bolso manda. E como não há fiscalização de fato para conter a dupla jornada, fica mais fácil burlar a regra - a responsabilidade sobre a segurança privada é da Polícia Federal, mas faltam agentes e sobram missões.
As secretarias estaduais, por sua vez, fingem que nada acontece. Se interviessem, implodiriam as contas públicas, que não resistiriam à emergência de uma demanda salarial reprimida. Afinal, é a segurança privada, informal e ilegal, que FINANCIA, indiretamente, a segurança pública, tornando possível um orçamento irreal. Eis aí o GATO-ORÇAMENTÁRIO.
Mas quando não se fiscaliza a segurança privada para não atrapalhar o "mal benigno" ou a informalidade "bem intencionada", tampouco se vigia a ilicitude maligna. As milícias estão ai para não nos deixar mentir. E os turnos de trabalhos irracionais? Quem teria coragem de racioná-los, se isso implica a quebra da espinha dorsal do bico? (...)
Luiz Eduardo Soares - Le Monde Diplommatique, janeiro 2009
Fonte: Bombeiros do Brasil
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