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quarta-feira, 16 de maio de 2012

“Houve aumento de 48% nos homicídios em SE”, diz presidente da Adepol

O programa Fala Sergipe, comandado pelo radialista Douglas Magalhães (na Atalaia AM 770), recebeu, na manhã dessa terça-feira, 15, o presidente da Associação dos Delegados de Polícia de Sergipe (Adepol/SE), Kássio Viana. Frequentemente, ele tem discutido na imprensa sergipana as mazelas da segurança pública no Estado e cobrado ao governo soluções para o setor.

“Creio que os grandes problemas enfrentados por nossa sociedade estão centrados nessa área. Infelizmente, nos últimos tempos, não temos dado notícias muito positivas sobre o assunto, mas o papel da Adepol, além de defender os interesses dos delegados, é de alertar os administradores sobre as dificuldades que impedem a Polícia Civil de fazer o seu trabalho de polícia judiciária, além de propor soluções para que as coisas tomem um rumo melhor”, destaca o delegado.

Kássio Viana também ressalta que nos últimos dez anos o Brasil tem atravessado as crises mundiais de forma positiva. No entanto, na sua avaliação, alguns problemas persistem, a exemplo da criminalidade, que em Sergipe tem crescido assustadoramente. “Sempre utilizamos o discurso de que as péssimas condições sociais são determinantes para o incremento da violência. Seguindo essa linha de pensamento, imagino que se as questões sociais têm melhorado, deveríamos esperar uma diminuição considerável nos índices de crimes, não é mesmo?”, questiona.

Outros estados

Para reforçar seus argumentos, Viana traça um paralelo entre os estados de Minas Gerais (pioneiro nos programas de segurança pública), Rio de Janeiro, Pernambuco e São Paulo – nos quais a violência tem diminuído – e Sergipe – onde ocorre o contrário. Segundo ele, nos últimos cinco anos, Sergipe contabilizou um aumento de 48% nos índices de homicídios.

O presidente da Adepol acrescenta que mais do que ver os crimes sendo elucidados, a população clama pela diminuição do número de casos. “As políticas de segurança pública têm que seguir a trilha da redução da violência. Em outros estados, ela tem decrescido porque há um planejamento no setor, com metas a serem alcançadas e cobranças por parte do governo. Em Sergipe, não há planejamento algum. E se há, não temos conhecimento”, desabafa o delegado.

Questionado sobre a onda de drogas que tem invadido Sergipe, Viana salienta que não apenas a Polícia Civil como também a Federal têm atuado com firmeza no combate ao narcotráfico. “Diferente de outras drogas ilícitas, o crack tira a capacidade de determinação e de decisão. O viciado age impulsionado pela vontade de usar a droga. E mesmo que ele tenha sido criado em um ambiente familiar estruturado, nada o impedirá de manter o seu vício. Não gosto de ficar relacionando toda violência ao uso do crack. Acredito que ele está bem mais relacionado aos furtos e arrombamentos, mas não aos assaltos a mão armada, por exemplo”, diz.

"Não vamos calar jamais"

Viana foi questionado também sobre a existência de um e-mail, enviado pelo delegado Alessandro Vieira a todos os policiais civis, acusando a Adepol de intensificar as críticas à SSP.  "Recebemos, sim, um e-mail no qual o delegado Alessandro Vieira (que é assessor da SSP) dizia que os descontentamentos dos delegados contra a administração da PC se deu após o rompimento entre agrupamentos políticos em Sergipe, insinuando que estaríamos a serviço desse ou daquele grupo que faz oposição ao Governo do Estado. É normal querer politizar uma situação, quando não se tem argumentos para discutir o assunto. Não temos prazer algum em estar brigando com colegas, mas tem sido necessário”, enfatiza o presidente da Adepol.

Por fim, Kássio Viana destacou que a postura da Associação nos últimos meses tem sido reflexo do que pensa toda a categoria. “Repito: defendemos os interesses dos delegados e da sociedade. No último ano, por exemplo, a Superintendência da PC transferiu 100 colegas nossos. Somos um total de 142, ou seja, 75% dos delegados migraram de uma delegacia pra outra em apenas um ano. Nenhum outro setor público transferiu tanta gente assim. Não vamos calar jamais diante de casos assim e de outros pelos quais estamos lutando, a exemplo da Lei Orgânica da PC”, completa.

Fonte: Associação de Delegados de Polícia de Sergipe

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