Embora o conselho de forma justa e acertada ter julgado o Major Adriano Reis, presidente da Assomise, inocente de todas as acusações, o comando da PM resolveu avocar a decisão do colegiado e imputar ao Major a sua culpabilidade nas acusações arroladas na portaria do conselho. É de deixar qualquer um estarrecido quando um colegiado composto por 3 oficiais superiores são designados para apurar fatos que possam avaliar a permanência de um oficial nas fileiras da corporação, chega após meses de trabalho técnico, que envolve toda uma estrutura da máquina estatal, onde se perde tempo e onera a fazenda pública, tem o seu parecer avocado quando discorda da absolvição do Major onde diz que o mesmo contrariou as alíneas “a” e “e” da portaria 166/2012 GCG.
Fica claro que é injusto para qualquer militar ter sua conduta avaliada de forma rápida e rasteira pelos olhos de quem não teve o cuidado de esmiuçar através de investigações a conduta do Major em questão. Demitir um militar com 23 anos de história na Policia Militar e com uma conduta exemplar por onde passou, seria uma afronta aos direitos individuais e humanos, já que a época da instauração do conselho ficou claro que a questão foi meramente política. De qualquer sorte a lei que concede a anistia a todos os militares que participaram de movimentos para reivindicar melhorias para classe miliciana, veio para fazer justiça aos trabalhadores que lutam incansavelmente em busca da valorização profissional da família militar. Só temos que agradecer a Deus pela luz que irradia sobre as cabeças das autoridades do estado de Sergipe e do país.
Fonte: Assomise
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