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quarta-feira, 11 de junho de 2014

Escalas extras: Presidente da Aspra visita policiais em postos de trabalho.

A chegada da seleção de futebol da Grécia a Aracaju para a disputa da Copa do Mundo e a greve dos agentes prisionais de Sergipe estão contribuindo para a redução do efetivo policial militar disponível para a segurança da população sergipana. É que nos dois casos policiais estão sendo empregados em escalas ordinárias e extraordinárias para garantirem a segurança dos gregos e dos presídios.

Para a seleção da Grécia o aparato policial é invejável. São várias motos e viaturas utilizadas na escolta da delegação em seus deslocamentos e policiais militares de plantão em frente e nas proximidades do hotel onde os gregos estão hospedados, bem como nas proximidades do Estádio Lourival Batista, onde acontecem os treinos. Além disso policiais federais também atuam na segurança da seleção grega. Já nos presídios, devido à greve dos agentes prisionais, a Polícia Militar tem assumido funções que são de competência daqueles agentes, a exemplo da revista íntima.

No último fim de semana foram constantes as denúncias feitas pelo deputado estadual Capitão Samuel (PSL) quanto ao grande número de escalas extras na PMSE e à falta de condições de trabalho dos policiais em diversos postos por ele visitados, principalmente nos presídios. Segundo o deputado os policiais não tinham água, alimentação e em alguns casos sequer tinham acesso a banheiros.

Na noite do último sábado (7) e na tarde de ontem (10), o presidente da Aspra Sergipe, sargento Anderson Araújo, visitou dois destes postos de serviço para verificar a situação em que se encontravam os policiais. Ontem à tarde nas proximidades do Hotel Radisson, na Atalaia, constatou em conversa com o Capitão Santos Júnior, Comandante da CPTur, que alguns dos problemas identificados nos primeiros serviços já haviam sido solucionados, a exemplo da alimentação para os militares que trabalham das 14 às 22h e do acesso a água e banheiro. "Já conversamos com a administração do hotel e os policiais poderão utilizar o mesmo para usar o banheiro e beber água", informou o Capitão Santos Júnior. Segundo o oficial também já havia sido solucionado o problema da alimentação para a equipe que permanece das 14 às 22h na área externa do hotel. Nos demais horários ainda não foi solucionada a questão da alimentação.

Já em São Cristóvão, nesta terça-feira (10), o presidente da Aspra/SE se deparou com apenas três policiais do Batalhão de Choque, os quais eram responsáveis pela segurança da área externa do presídio e ainda pela proteção de uma bomba de água utilizada para abastecer a unidade prisional, a qual fica a cerca de três quilômetros do presídio em um local totalmente ermo e cheio de mato. A situação preocupou o presidente da associação, pois no seu entender esses policiais correm grande risco na hipótese de uma eventual fuga de presos. "Hoje tomamos conhecimento da fuga de presos ocorrida durante a madrugada em Tobias Barreto e fomos informados também sobre a chegada de um efetivo da Força Nacional (FN) para reforçar a segurança nos presídios do Estado. Esperamos que isso contribua para diminuir os riscos corridos por nossos policiais. Mais ainda, esperamos que com a chegada da FN nossos policiais possam ser liberados deste serviço que é de competência dos agentes prisionais", disse o Sargento Araújo.

O presidente da Aspra lamentou que os policiais sergipanos, embora estejam executando um trabalho diretamente relacionado à Copa do Mundo ao fazer a segurança da seleção da Grécia, não estejam recebendo o Bolsa Copa. Para Araújo esse direito deveria ser concedido a todo policial que trabalhasse em ações e operações relacionadas ao evento, mesmo nas localidades que não são sedes da Copa.

Em relação à situação nos presídios e à greve dos agentes prisionais o presidente da Aspra declarou que a greve é um direito do trabalhador civil e que portanto cabe a eles decidirem o momento de exercer tal direito. "Só lamentamos o fato de mais uma vez o Estado utilizar os servidores militares para exercer funções que não são suas. Foi assim nas greves dos servidores do IML, do SAMU, e agora dos agentes prisionais. Como trabalhadores apoiamos a luta dos trabalhadores, mas como servidores militares temos que obedecer às leis e regulamentos que nos regem, e estamos certos que os colegas de outras categorias compreendem isso. Esperamos apenas que um dia algum governo reconheça a importância de nossa categoria e nos dê a devida valorização", desabafou o presidente.

O Sargento Araújo informou que pretende fazer com que visitas como as realizadas nos últimos dias pela associação se tornem mais rotineiras. "Nosso objetivo é identificar os problemas e buscar soluções. Ainda temos um grave problema de logística para realizar essas visitas mas mesmo com essa dificuldade vamos fazer o possível para promover uma maior aproximação da Aspra com seus associados e com a classe de modo geral", finalizou.

Sargento Araújo visitou militares em seus postos de serviço.



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