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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Jackson e a dúvida que acossa os lúcidos neste momento: a prioridade é Sergipe ou os amigos?

Jackson Barreto. Arquivo Aspra

Graves e merecedoras de total atenção do governador Jackson Barreto – e até de outras autoridades – as palavras do deputado estadual Robson Viana. Ao dizer ao Universo que pelo menos 30% dos secretários do Governo do Estado estão acomodados, não usam a criatividade para resolver os problemas de Sergipe e também não vestem a camisa do governo, o deputado presta um grande serviço à população. É preciso, porém, que o governador também faça a sua parte. Entre em ação. Tenha firmeza, pulso para, em confirmando o juízo, exonerar quem insistir em dar de ombros à expressão “simancol”.

Que papo é esse de não servir para o cargo e mesmo assim continuar sendo custeado pelo suado dinheiro do contribuinte? Estamos pagando os vencimentos, bancando a estrutura inerente ao serviço público pra quê? Qual o retorno, ao julgarmos pelas palavras de Robson Viana? É absurdo. Mesmo no governo Jackson Barreto. Mesmo no governo da insegurança pública. Mesmo no governo que servidor recebe vencimento parcelado. Mesmo no governo de professores e policiais injustiçados – entre outras mazelas – é absurdo.

Reflita o que disse Robson Viana nas entrelinhas, internauta: a pessoa ocupa um cargo de secretário de Estado com custos elevados aos cofres públicos, mas não corresponde às expectativas. Não devolve ao Estado o dinheiro suado do contribuinte que é usado para lhe pagar com as soluções para os problemas de Sergipe. Como disse na abertura do texto, são palavras graves que merecem atenção das autoridades.

A lógica do deputado Robson Viana, note-se, pode explicar o caos vivido por Sergipe. Não que os problemas sejam criados por secretários de Estados. Nada disso. Mas pelo fato de serem remunerados para resolver os problemas e, como diz Robson, estarem acomodados. Não vestirem a camisa. Se eles não resolvem o que fazem nos cargos? Quem resolverá? Aliás, a lógica do deputado, ao conceder a entrevista, é justamente apelar para que os secretários coloquem seus cargos à disposição do governador – e, assim, novas pessoas tenham a oportunidade de ajudar a tirar Sergipe do buraco.

Gostaria de acreditar que os secretários, num gesto de grandeza, consideração ao governador e amor a Sergipe, levarão o apelo de Robson Viana a sério. Evidente que não sem antes refletir e confirmar ou não se a carapuça tem número ideal. Mas queria acreditar que todos eles examinariam a consciência, olhando o caos que Sergipe se encontra, e deixariam o governador à vontade para fazer novas escolhas. Um cargo não pode ser maior que o seu ocupante. Mas escrevi gostaria. Futuro do pretérito. Meu otimismo não chega a tanto.

Não creio também que o governador fará o básico: levar em consideração os anos de amizade que tem com Robson Viana, chamá-lo ao seu gabinete, agradecer o gesto e pedir nomes. Não para escandalizar. Constranger. Mas para averiguar e, em confirmando juízos, tomar as providências cabíveis. Se o governador tem discernimento que seu governo é pífio, fraco – e isto é manifesto no próprio sentimento da população que lhe confere uma rejeição inimaginável outrora – por que se permitir ao luxo de não levar Robson Viana a sério, quando este apresenta possíveis soluções? Boa pergunta, não? O fato é que Jackson tem mais uma oportunidade ímpar de sepultar uma dúvida que acossa os lúcidos neste momento: a prioridade é Sergipe ou os amigos?

Joedson Telles

Fonte: Universo Político

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