quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Asprase quer mudança na forma de cálculo da LE de militares
O presidente da Associação de Praças Militares de Sergipe - Asprase, sargento Anderson Araújo, esteve na tarde desta quarta-feira, 23, com o deputado estadual Capitão Samuel (PSL) para pedir o apoio do parlamentar na luta pela mudança da forma de cálculo da indenização da Licença Especial (LE) dos servidores militares.
A indenização da Licença Especial ou Prêmio é um direito de todos os servidores públicos do Estado e consiste na remuneração de 50% do período da licença, sendo o seu valor limitado a 75% da respectiva remuneração.
Segundo o sargento Araújo, os policiais e bombeiros militares estão sendo prejudicados desde a promulgação da Lei Complementar nº 169/2009, que alterou dispositivos da Lei 2.066/76 (Estatuto dos Policiais Militares) e mudou a forma de cálculo da indenização. “Antes os militares tinham sua indenização calculada sobre a remuneração total, mas em 2009 houve uma mudança e o cálculo passou a ser feito apenas sobre o soldo que é uma parcela da remuneração, o que representa um grande prejuízo para todos os militares”, alegou o sargento.
Araújo também se mostrou intrigado com o fato de que apenas os militares tiveram sua forma de cálculo alterada. “Os policiais civis, peritos e agentes prisionais, por exemplo, que também fazem parte direta ou indiretamente da estrutura de segurança pública, permanecem com sua forma de cálculo inalterada, tendo como base para a definição do valor da indenização a remuneração percebida à época do deferimento. No caso dos militares, além de ser tomado por base o soldo, que é uma parcela da remuneração, o valor é calculado com base no posto ou graduação que o militar titularizava na época em que adquiriu o direito. Ou seja, mais uma vez os servidores militares foram ‘sorteados’ para ficar com o prejuízo”, ironizou o presidente.
Em novembro do ano passado a Asprase levou o assunto ao conhecimento dos Comandos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, pedindo o apoio de ambos para resolver a questão. Também procurou a Secretaria de Segurança Pública, sendo que o presidente da entidade foi recebido pelo secretário João Eloy, que encaminhou a demanda para a Procuradoria Geral do Estado. Por sua vez, a PGE em parecer proferido pelo procurador Ronaldo Chagas disse não haver inconstitucionalidade no tratamento diferenciado dado aos servidores militares em relação aos civis, deixando claro todavia que a forma de cálculo da LE pode ser alterada caso o governador do Estado encaminhe projeto de lei à ALESE com este objetivo.
Samuel apresentará mais uma indicação em favor dos militares (Foto: Janaína Santos)
Depois de todos esses contatos, nada mais foi feito para solucionar o problema, e diante disso a Asprase procurou mais uma vez o deputado Capitão Samuel e solicitou do mesmo a apresentação de uma indicação na Assembleia Legislativa, alterando o Estatuto dos Policiais Militares e tornando a forma de cálculo da LE igual à dos demais servidores. Samuel prometeu se manifestar sobre o assunto em plenário na próxima semana e se esforçar em prol de mais essa causa que entende ser justa.
Para o presidente da Asprase essa não será uma luta fácil, já que seu sucesso depende da boa vontade política do governador em acatar a sugestão que será apresentada pelo Capitão Samuel e encaminhar o projeto de lei à ALESE. “Ultimamente não temos percebido essa boa vontade do governo para com os militares. Prova disso são as propostas de lei já elaboradas, encaminhadas e até hoje engavetadas, a exemplo da nova LOB. De toda forma, vamos lutar e esperar que desta vez tenhamos melhor sorte e possamos contar com a sensibilidade do governador para corrigir tão grande injustiça”, concluiu Araújo.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Servidores lutam por novo estatuto
Na próxima quarta-feira, 21, representantes de sindicatos de servidores públicos protocolam pedido ao prefeito Edvaldo Nogueira para ampliação da Comissão Especial formada no âmbito da administração municipal para elaborar Anteprojeto de Lei Complementar, que instituirá o novo Estatuto dos Servidores Públicos da Administração Direta do Município de Aracaju. A referida comissão foi criada por meio de decreto assinado pelo prefeito Edvaldo Nogueira, que está sob registro de número 3457/2011.
O sindicalista Ney Lúcio dos Santos, presidente do Sindicato dos Guardas Municipais e Agentes de Trânsito de Sergipe (Sigas), classifica como absurda a composição da Comissão Especial, que conta com representação de apenas um sindicato – o Sepuma (Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Aracaju). “Os demais sindicatos ficaram de fora, enquanto só o Sepuma tem três representantes”, lamenta Ney Lúcio.
Nesta segunda-feira, representantes de 12 outros Sindicatos, que aglutinam servidores de várias categorias, se reuniram na sede do Sindicato dos Bancários e decidiram oficializar pedido ao prefeito Edvaldo Nogueira para ampliar a participação de sindicalistas nesta Comissão. O ofício será protocolado na Prefeitura de Aracaju na manhã da próxima quarta-feira, 21. “Depois que protocolar o ofício no Centro Administrativo, vamos seguir para a Câmara Municipal de Vereadores para pedir apoio dos vereadores neste nosso pleito”, ressalta Lúcio.
A Secretaria Municipal de Comunicação Social (Secom) da Prefeitura de Aracaju informa que a administração municipal não fará restrição à participação de representantes de sindicatos que representem os servidores públicos do município nesta Comissão. A Secom garante que qualquer sindicato que tiver interesse no debate poderá apresentar o representante à PMA, que terá ingresso garantido na Comissão.
Por Cássia Santana
Fonte: Infonet
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Capitão Samuel rebate ofensas dos deputados Francisco Gualberto e Ana Lúcia aos militares sergipanos
Capitão Samuel rebate ofensas
Militares na Sala das Comissões
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa aprovou na manhã desta quinta-feira, 26, projeto de lei de iniciativa do Governo do Estado, que estabelece os percentuais de reajuste dos salários do funcionamento público do Estado.
A grande polêmica aconteceu porque, além dos 5,7% de aumento linear aos servidores, os delegados de polícia são contemplados também com um reajuste especial no patamar de 5%, sem contar com o acordo feito entre delegados e o governo que incorporou aos salários a gratificação de 40% nos salários dos delegados. Representantes da Polícia Militar e da Polícia Civil do Estado de Sergipe estavam presentes na sala de comissões assim como policiais militares que acompanhavam a aprovação dos projetos.
O deputado estadual Capitão Samuel (PSL), se manifestou durante a votação do tal projeto para colocar o seu posicionamento em relação ao distanciamento que este reajuste dado aos delegados causa novamente entre as categorias, Polícia Militar e Polícia Civil e enfatizou que o governo piora a situação quando aumenta a distância entre as categorias. “Este governo teve uma postura de aproximar as categorias quando depois de uma grande luta dos policiais e bombeiros militares concedeu o aumento e diminuiu a distância entre os salários da PM e da PC, agora com aprovação deste projeto as coisas começam a andar no sentido contrário novamente, distanciando as categorias”, afirmou o deputado.
Após a participação do deputado capitão Samuel, a deputada estadual Ana Lúcia (PT), colocou o seu posicionamento em relação ao seu voto dizendo que estava confiando no governo no sentido de que os avanços não parariam por ali, porém, a deputada do PT, não se agradou com a interferência de um militar que protestou na platéia. A deputada não se conteve e chamou os policiais militares de mal-educados e que não admitiria um posicionamento deles na sua fala, além de chamar a atenção do deputado Capitão Samuel para o regimento da Casa que não aceita o pronunciamento do povo numa sessão com aquela. A deputada também disse que era uma incitação aquele tipo de manifestação e que quem estava ali era uma tropa armada. “Eu não admito você ai sentado ao lado do Comandante (se referindo ao ex-comandante da Polícia Militar, Cel. Péricles) que por sinal foi meu aluno, esse tipo de manifestação, vocês mais do que ninguém deveriam respeitar a disciplina, pois são militares. É uma falta de respeito, uma falta de educação esse tipo de manifestação, eu quero ter a minha fala garantida”, disse Ana Lúcia.
O posicionamento da deputada provocou no deputado Capitão Samuel um sentimento de indignação que interferiu a sua fala e protestou mais uma vez dizendo que a sua categoria tinha sido agredida pela deputada. “A categoria foi agredida pela senhora, eu não posso calar, os militares não são mal-educados e não têm a obrigação de saberem do regimento interno desta Casa, nunca desrespeitei a sua categoria e nunca desrespeitamos nenhuma autoridade em nosso movimento”, desabafou o capitão.
O deputado e líder do governo, Francisco Gualberto (PT), se exaltou com a discussão e em tom elevado se dirigiu ao deputado Samuel Barreto afirmando que ele não era um militar e sim um deputado. Francisco disse ainda que a manifestação dos militares naquele recinto era um golpe de Estado. “Deputado, eu não sou um sargento que está diante de um capitão, eu sou um deputado”, concluiu Gualberto.
O Capitão Samuel respondeu o líder do governo da mesma forma e afirmou que quem estava ali também era um deputado. “Gualberto quem está aqui também é um deputado que por sinal teve muito mais voto do que você”, retrucou Samuel Barreto.
A polêmica tomou conta de todo o ambiente provocando nos deputados manifestações diversas. Por conta dessa problemática os deputados inscritos não falaram na tribuna apenas o líder do governo, Francisco Gualberto (PT) e o líder de oposição, Venâncio Fonseca (DEM).
Policiais militares presentes na sala de comissões da ALESE, em protesto a deputada Ana Lúcia e ao deputado Francisco Gualberto se retiraram do local, todos calados em respeito ao regimento daquele órgão. O militar que se manifestou na fala da deputada Ana Lúcia fez apenas uma participação com uma citação verbal. A indignação e o protesto maior ficou por conta do presidente do SINPOL – Sindicato da Polícia Civil, Antônio Moraes. Vale ressaltar que os profissionais de Segurança Pública do Estado, antes de serem militares são cidadãos e merecem respeito. A categoria está sendo mais uma vez discriminada pelo governo do Estado que até então sequer recebeu a classe para um diálogo.
Fonte: Assessoria Parlamentar (Chris Brota)
Reajuste dos servidores estaduais é aprovado pelos deputados
Com galerias lotadas e debate acalorado nas comissões temáticas, foi aprovado na sessão desta quinta-feira, 26.5, o reajuste salarial de 5,7% do funcionalismo público estadual. A mensagem encaminhada pelo governador Marcelo Déda revela, em sua justificativa, que o aumento recompõe o IPCA dos últimos 11 meses e mostra ainda que vai inflar a folha em R$ 13 milhões por mês. Os gastos com pessoal, aponta o texto, passam a ser acrescidos em R$ 160 milhões anuais a partir do reajuste.
Governador cumprirá acordo salarial feito com delegados de polícia
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