Por Joedson Telles
Como forma de externar seu descontentamento com o trabalho do secretário de Estado da Segurança Pública, o delegado João Eloy, o governador Marcelo Déda (PT) produziu frases de efeito que caíram no gosto de setores da mídia sergipana. Reproduzo-as abaixo e retomo as linhas em seguida.
"Nós estamos investindo o que podemos. Portanto, não se tem como reclamar. Só falta eu colocar uma (pistola) 45 na minha cintura, pegar uma viatura e sair em busca de bandido. Não posso fazer isso porque não sei atirar e nem sei dirigir", disse Déda numa emissora de rádio.
Evidente que o governador exagera e não fala sério. Não passa na sua cabeça portar uma arma. Muito menos combater, ele mesmo, a criminalidade. Aliás, ele dá a deixa quando admite não saber sequer atirar.
Da mesma forma, felizmente, estamos à luz de distância de cidades como o Rio de Janeiro e da vizinha Maceió. Nestes locais, sim, não tem 45 que resolva. A violência já ultrapassou níveis inimagináveis. É preciso uma força tarefa. Inclusive com a participação do Governo Federal.
Esta distância, contudo, não quer dizer que fiquemos, sobretudo o próprio governador Marcelo Déda, assistindo ao aumento da criminalidade que paira em Sergipe nos últimos meses com a tranquilidade que se fita a tela do cinema. A violência é real. E ninguém quer correr o risco de alcançarmos os preocupantes índices cariocas e alagoanos.
Ao invés de se pensar em 45, a lógica, a inteligência, o bom-senso manda repensar o projeto de Segurança Pública oferecido à sociedade. Déda está no primeiro ano do seu segundo governo. Há tempo para implantação de uma nova mentalidade. No primeiro governo, ele concedeu aumentos históricos às polícias. Vem dando também estrutura. Evidente que há ainda muito a ser feito. Contudo, comparando o governo Déda com outros governos, sobretudo no terreno dos vencimentos, o governo petista sobra.
Na manhã desta terça-feira, dia 23, o deputado estadual Gilmar Carvalho (PR), que às vezes é acusado de não ser aliado por não comungar com erros, arriscou a pele outra vez, ao definir com muita felicidade: ou há boicote ao trabalho ou má gestão. Como até para se impedir um boicote é preciso competência, arrisco a segunda opção. Déda fala em 45 na cintura. Se fosse a presidente Dilma Rousseff usaria a caneta e exonerava o secretário João Eloy.
Fonte: Universo Político
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